terça-feira, 7 de abril de 2026
CRIMES DE GUERRA E SEU ENCOBRIMENTO [PROPAGANDA 21, Nº31]
domingo, 1 de março de 2026
Crónica da IIIª Guerra Mundial [ nº56]: SERÁ ESTA A ÚLTIMA?
Quando rebentou a 1ª Guerra Mundial, numerosos jovens recrutas estavam contentes: « Esta guerra será a última!» clamavam eles. Os propagandistas da guerra, de todas as nações e facções, reforçavam este mito. A guerra mais cruel e destruídora que a humanidade tinha visto, até então, acabou num «armistício». Mas, este «armistício» não deu azo a que se construísse uma verdadeira paz. Na verdade, o período de 20 anos entre as duas Guerras Mundiais, foi um longo «falso armistício», entrecortado por guerras e pela subida de forças totalitárias apoiadas em ideologias e em sentimentos de raiva, de «desforra», de nacionalismos e ódios étnicos.
Mas, tudo isso era insuflado, discretamente, pelos grandes potentados industriais das nações maiores, os quais tinham consolidado os seus impérios graças à Iª Guerra e estavam desejosos por ver de novo as diversas nações escoar o sangue dos seus jóvens em amplos rios tingidos de vermelho.
Eles- os industriais - sabiam que seriam eles os vencedores, quer fossem alemães, britânicos ou americanos... Não esqueçamos que o grande capital já estava muito internacionalizado, nas décadas de 1920 e de 1930. As empresas industriais do aço podiam fornecer aço para fabricar blindados alemães, americanos, ou franceses.
Os produtos das indústrias químicas eram produzidos numa nação, ou em várias, mas revertendo sempre o lucro para um número pequeno de grandes empresas e seus proprietários, que detinham as patentes destes produtos.
A banca também lucrava, de várias maneiras, com a guerra: Receptadora de contas bancárias, intermediária em negócios multimilionários, emprestando (com juros) aos Estados endividados, etc.
Desta vez (como tenho escrito repetidamente), na «IIIª Guerra Mundial» não existe uma declaração de guerra, nem, por vezes, atos de hostilidade, continua a haver comércio, as embaixadas continuam abertas, em muitos casos. Mas, existe uma sucessão de guerras, cada uma delas trágica para os que nela estiveram envolvidos, desde a re-balcanização da ex-Jugoslávia, às guerras em África, ora no Norte de África, ora no Sul, no Leste ou Oeste. Nestas, os campos opostos estavam a ser armados por potências, das quais os países africanos foram ex-colónias, ou regimes neo-coloniais. Um cenário semelhante tem existido nas guerras da Ásia Ocidental e Central. Enquanto uma zona estava em pleno furor, noutra abrandavam os atos bélicos, sem garantia de não voltarem a reacender-se amanhã.
- E os grandes poderes? Os que acumulam riqueza à custa dos outros povos, principalmente e que se serviram dos seus conhecimentos do estado interno daquelas nações, para colocar uns contra os outros, atiçando guerras civis, apoiando ou derrubando um ditador, mas para exclusivo proveito do seu domínio?
- As potências tecnológicas? Estarão elas «inocentemente» a desenvolver maravilhas microinformáticas, que depois são desviadas para fins bélicos? Ou são parte integrante do complexo militar-industrial dos países mais poderosos? São «unha com carne» com as indústrias armamentistas, que usam seus «chips» (processadores) e sua tecnologia informática, desde a espionagem, até aos mais sofisticados drones e mísseis ?
- E os bancos, que estão eles a fazer? Não creio que fiquem «de mãos cruzadas». Eles se posicionaram, desde há longo tempo, para dominar a cena internacional. Têm sido eles, os vencedores reais, quaisquer que sejam os vencedores nominais! Amshel Rotschild dizia: «não me interessa quem governa uma nação, desde que seja eu quem controla o seu banco central». Com efeito, através dos empréstimos, a grande banca tem as nações presas pelo mecanismo da dívida pública, sendo esta um tipo de empréstimo especial, cujos contratos são assinados pelos poderes políticos do momento; mas o pagamento recai sobre o povo desse país e mesmo, sobre seus descendentes. As pessoas e seus descendentes são ignorantes e não-participantes em tais negócios. Mas, são sempre eles que pagam (com juros) os empréstimos para as guerras.
E por falar em pagar... Já viram que os povos estão a contribuir para acções militares para as quais nunca foram consultados? Quem diria que a questão da guerra e da paz, certamente questão da maior relevância política, nunca é discutida publicamente, seriamente, com candidatos que têm uma clara visão sobre o assunto e com posições afirmadas nos órgãos legislativos? É como se o povo... não fosse chamado para o assunto.
A «questão da guerra», dizem os dirigentes entre si, «não deve nunca ser discutida pelo povo, especialmente quando as nações se preparam para a fazer»!
Enquanto as pessoas viverem numa infância prolongada, pela irresponsabilidade e mantida pelo circo eleitoral e «democrático», continuará a haver guerras...
Como dizia Einstein, «Não sei, ao certo, como será combatida a IIIª Guerra Mundial, mas a IVª sei: Será combatida com pedras e paus».
Haverá ou não mais guerras?
- A questão desdobra-se em duas alternativas: Consoante o futuro se assemelhe mais a uma ou a outra, assim teremos, ou não, guerras.
A) A cidadania dos diversos países toma controlo dos assuntos políticos, tendo poder de decisão democrática em tudo o que respeita às nações respectivas.
A guerra torna-se impossível porque, naturalmente, as contendas serão resolvidas diplomaticamente, à mesa de negociações, nunca no terreno de batalha, pois os povos sabem perfeitamente que esta última hipótese nunca traz resolução justa verdadeira.
B) A cidadania dos diversos países continuará a seguir os líderes do momento, os quais serão, na verdade, os paus-mandados das grandes fortunas (industriais, financeiras, tecnológicas...). Continuará a haver guerras. Porque a lógica do poder fará com que a guerra continue sendo um negócio muito lucrativo para esse mesmo poder.
Vemos que o futuro está nas nossas mãos. Além disso, somos todos/as responsáveis pelo que se está a passar. Quer tenhamos apoiado ou não os atuais dirigentes políticos, a nossa responsabilidade é de não permitir que as nações continuem a recorerr à violência maior de todas, ao crime mais hediondo, para resolver suas contradições. A nossa abstenção - não no voto, mas na ação - é, afinal de contas, conivência com o que se está a passar. Independentemente de apoiarmos, ou não, um dos lados em contenda.
Porquê? Porque os cobardes que nos (des)governam só conseguem chegar aos seus fins, se houver nossa anuência, nossa tolerância, nosso «deixar fazer». Reparem que, em situações passadas, relativamente próximas de nós: Vários governos foram obrigados a negociar acordos de paz com o outro lado, por pressão da opinião pública do seu país, mesmo quando a situação militar, só por si, não tinha chegado ao colapso.
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PS1: Tenho lido críticas sobre a «fraca resposta» da Rússia e da China em defesa da Venezuela ou, agora, do Irão:
As grandes potências que são a Rússia e a China, não iriam cometer o erro de confrontar diretamente os EUA e a OTAN, para salvar um regime, por mais que - em termos geoestratégicos - seja importante.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
O «INSTANTÂNEO» NAS RELAÇÕES HUMANAS CONTEMPORÂNEAS
Sabemos que - em termos físicos - não existe o instantâneo, pois a luz tem uma determinada velocidade no vácuo e nenhuma partícula, fotónica ou outra, pode ultrapassar esse limite. Sim, mas há uma incapacidade de distinguir o que teoricamente é realmente instantâneo, daquilo que aparenta sê-lo, se confiarmos nos nossos sentidos, apenas. O mundo em que nos movemos é um mundo cheio de ilusões. Temos a ilusão - em particular - do instantâneo e esta está ancorada profundamente no psiquismo. Decorre daí que a nossa percepção, nos dá a sensação de instantâneo, que afinal nós próprios, ao refletirmos, chegamos à conclusão de que é uma sensação ilusória, na esmagadora maioria dos casos.
Não devíamos ficar surpreendidos com esta ilusão sobre o "instante" num mundo em que a mediação eletrónica e digital está omnipresente. Porém, mesmo as pessoas cultas e sofisticadas se deixam iludir ou se auto-iludem. Praticamente todas as pessoas, cultas ou incultas, com formação científica ou sem ela, no dia-a-dia prestam «culto religioso», à instantaneidade, como se isso fosse algo positivo, em si mesmo. Espelhando perfeitamente a mentalidade que prevalece no grande público, a publicidade referente à enorme quantidade de mercadorias e serviços, usa o argumento do «instantâneo», como se fosse o superlativo de muito rápido. Ao fazerem isso, estão a reforçar naturalmente o preconceito do público.
Este culto da extrema rapidez, ao ponto dela ser assimilada ao «instantâneo», tem como corolário que as pessoas cometem muitos mais erros, evitáveis, porque não se dão um tempo mínimo, necessário para avaliar uma situação. Não vejo solução instrumental para corrigir esta ilusão persistente. Apenas a consciência do indivíduo, compreendendo que estar imbuído do preconceito de que algo é «instantâneo», não apenas é falso na imensa maioria das ocorrências da vida diária. Também representa um handicap sério, pois retira ao cérebro aquele tempo mínimo necessário para avaliar uma situação e decidir o que fazer.
Observando os animais - selvagens ou domésticos - verifico que se costuma projetar «intenções humanas» aos seus comportamentos. A nossa ignorância sobre o comportamento animal faz com que - frequentemente- se atribua tudo ao «instinto» que, afinal, não explica nada. Creio que não pode ser definido como conceito científico, por ser demasiado vago.
Ora, é muito frequente, nos animais, observar neles um tempo de «avaliação», que pode ir de uma fração de segundo, até vários segundos. Por exemplo, antes de dar um salto para capturar a presa. Pelo contrário, muitas presas têm o comportamento bem definido, de ficar totalmente imóveis e apenas pular ou voar, no caso do predador se mover em sua direção.
Não quero reduzir os comportamentos humanos, complexos e muito variáveis, aos comportamentos de animais, quer sejam presas ou predadores. Com esta referência, apenas quero chamar a atenção para o forte valor evolutivo de se avaliar uma situação previamente, para dar a resposta que convém. Se a rapidez ou resposta «instantânea» fosse a mais vantajosa do ponto de vista evolutivo, o padrão comportamental acima mencionado, quer para as presas, quer para os predadores, não seria bem sucedido; haveria unviversalmente, tal resposta «instantânea» no Reino Animal.
O «culto» do instante é vantajoso para uma sociedade que viva do sobreconsumo, do consumo hedónico. Compreende-se que numa sociedade como a nossa, desde há várias dezenas de anos, a publicidade esteja apontada para suscitar os desejos do público e não em enumerar as vantagens da mercadoria. Com efeito, toda a construção do «spot» publicitário está baseada no efeito psicológico que ele exerce na nossa mente, não na «performance» do objeto ou serviço, em si mesma, que se pretende vender.
Os serviços de notícias, nas suas formas de rádio, televisão ou Internet... são desenhados para passarem, o mais rapidamente possível, pelos órgãos dos sentidos até aos cérebros dos receptores. São catadupas de notícias, quer em contínuo, quer em condensados. Em ambos os casos , a sua trivialidade, natureza fragmentária, ou adjetivação, são típicas. O mesmo acontece com as imagens que vão conduzir, no inconsciente das pessoas, ao efeito de «saber» ilusório.
Por exemplo, o encontro entre dois chefes de Estado, é «noticiado» com imagens protocolares, apertos de mãos, passagem em revista da guarda de honra, entrada para os carros oficiais, breves discursos de boas-vindas... Tudo, coisas que aconteceram, mas que não possuem valor informativo. O dispêndio de preciosos minutos com aspectos protocolares, porém, serve para nos dar a ilusão de presenciar o acontecimento, de estarmos «informados».
A «instantaneidade» no campo da informação é realmente muito enganadora pois - se podemos apreciar em direto um concerto ou uma competição desportiva - os «instantâneo/notícias» que nos colocam à frente, em relação a acontecimentos políticos, sociais, militares, etc., não é geralmente composto por filmagens contínuas: É sempre o resultado de imagens seleccionadas, montadas e retransmitidas.
A manipulação provoca a ilusão de que estamos a presenciar um acontecimento. Esta ilusão é gerada ao nível inconsciente, na psique profunda. Não podemos fazer um distanciamento objectivo das imagens que nos são «servidas». O nosso grau de instrução, ou inteligência, são de pouco ou nenhum socorro, ou então teríamos que analisar em detalhe cada imagem, fotograma, frase, som... Com certeza que ninguém tem tempo para fazer isso. O resultado é que todos somos condicionados, talvez uns mais que os outros, porque a nossa mente consciente é fintada pela informação subliminar, dirigida ao e analizada pelo «cérebro emocional».
Se nós tivessemos selectividade no que «ingerimos» em termos de informação, num grau parecido com nossa selectividade quando nos alimentamos, talvez a manipulação fosse mais complicada. Os manipuladores profissionais são pessoas das profissões de Public Relations (PR) ou propaganda, que inclui o sub-sector político. São quem assegura a «nobre» tarefa de nos manter iludidos, fascinados pelo instante, convencidos de «tudo sabermos», pelo menos, sobre os assuntos que nos interessam mais. Isto chama-se «lavagem ao cérebro», em portugês corrente, mas o termo está mal escolhido, a não ser que seja por ironia pois se trata, não de «lavar», mas de atafulhar o cérebro com toda a espécie de informações, desde as mais relevantes, às mais inúteis.
Existem pessoas cuja casa está sempre cheia de objectos, tudo desarrumado, sendo perigoso fazer um passo ou um gesto, sem colidir com algo. Estas pessoas são doentes mentais; e, para nós, isso é óbvio. Mas, se pudessemos passear dentro do psiquismo de alguém contemporâneo, teríamos - estou certo - uma experiência análoga.
terça-feira, 9 de dezembro de 2025
COMO A MÉDIA MAINSTREAM SE CONVERTEU EM PROPAGANDA DOS ESTADOS
Patrik Baab: A Propaganda de Guerra Destruíu a Média & a Liberdade de Pensamento...
https://www.youtube.com/watch?v=X1l4c5fWn8M
Documentário Censurado Expõe Como o Governo dos EUA Difunde Propaganda Como Sendo «Jornalismo Independente», por The Dissident
sábado, 15 de novembro de 2025
sexta-feira, 4 de julho de 2025
sexta-feira, 27 de junho de 2025
segunda-feira, 31 de março de 2025
REFLEXÃO: OS PIORES INIMIGOS DOS EUROPEUS
domingo, 23 de março de 2025
PROPAGANDA 21 (Nº26): DUAS GUERRAS, UM CÉREBRO, ZERO CONSISTÊNCIA
Análise de como a propaganda profunda age ao nível do sentimento das pessoas; o lado racional não é posto em causa; por isso as pessoas pensam que estão em controlo do que pensam e que não se deixam influenciar pela propaganda mas estão completamente erradas. Veja no vídeo acima a demonstração.
PS: Depois de ver o vídeo acima, não ficará surpreendido por uma notícia como a seguinte ...
Israel’s Hellish Attack on the Palestinians
The Genocide Continues
sexta-feira, 21 de março de 2025
COMO É QUE SE «FAZ POLÍTICA» NOS DIAS DE HOJE?
Não irei fazer-vos uma recitação do que eu julgaria ser a maneira «correta» de fazer política, por outras palavras, de uma casta (ou grupo, ou classe, ou camarilha) se dirigir ao povo, ao «bom povo», do alto da sua sabedoria, para o iluminar sobre os caminhos que (supostamente) os meus colegas de partido (ou de máfia, ou de seita, ou de religião) desejam que «passe» para os cérebros «lentos» dos meus concidadãos.
Certamente, este conceito de «fazer política» está muito atrasado no tempo: Só alguns «iluminados» (sejam eles moderados ou extremistas, revolucionários ou reaccionários, de esquerda ou de direita) se dedicam a fazê-la assim, exactamente como o fazem desde há mais de cinquenta anos e nunca desaprenderam!
Não, creio que todos temos diante dos olhos (pelo menos dos olhos da mente) esses imensos cartazes publicitários, que enchem literalmente a paisagem, com as suas cores primárias e as caras sedutoras e sorridentes, acompanhando os slogans eleitorais. Estes, curiosamente, destacam-se por não veícular qualquer ideia, apenas banalidades, sentimentos, truísmos ou seja, o vazio. O vazio é a forma política que assumiu a propaganda visual dirigida às massas. Este vazio é acompanhado, na «media de massas» pelo reforço dos preconceitos, dos lugares-comuns, do «vêem; nós somos como vocês: Votem em nós, porque nós é que vos compreendemos», etc.
Esta tática resulta, porque toda a formação do cidadão se transformou - desde há muito tempo - em mera «formatação»:
- Não é mais do que uma constante e vigorosa lavagem ao cérebro. Lavam-te o cérebro a toda a hora, mas sobretudo quando, diante do écran do televisor ou na Internet, segues um pseudo «debate», onde apenas se afirmam as personalidades narcísicas seleccionadas como «adversários», numa justa verbal sobre qualquer coisa, sobre uma coisa qualquer. O tema é - em geral - algo susceptível de «agarrar» a audiência, de lhe dar um «frisson», de a fazer sentir-se inteligente, esclarecida, do lado do bem, etc...
A decisão de voto que te querem forçar a tomar é irrelevante, no melhor dos casos, apenas mais uma camada de servidão e de engano suplementar. A faculdade de «escolha», tida como o supra-sumo do que chamam «democracia», é como entre dois detergentes: um com embalagem castanha e o outro, ocre. Ou - se preferires - chocolate embalado em papel prateado ou dourado mas, nos 2 casos, com o mesmo gosto a mixórdia sintética.
E lá vamos nós cantando e rindo! Estamos na véspera do alargamento da IIIª Guerra Mundial que começou - como as duas outras - em solo europeu. Só que, desta vez se aproxima dos 30 anos - de 1999 a 2025:
Esta IIIª Guerra Mundial começou, pelo menos, quando a aviação da OTAN/NATO, bombardeou a Sérvia (hospitais, escolas, embaixadas e edifícios civis, em Belgrado e noutras cidades) e não em resposta a qualquer ameaça que o regime sérvio da altura tivesse feito à OTAN, ou a seus membros. Tratava-se de «libertar» o Kosovo, a região sérvia agora controlada pelos EUA/OTAN que aí possuem uma mega base militar. Um território sob ocupação, onde o povo autóctone, sérvio e kosovar, sobrevive miseravelmente.
E lá vamos nós cantando e rindo...
Para não estragar o coro angelical, continua-se dando porrada, prendendo e expulsando os pacifistas que se atrevem a defender o povo da Palestina, porque «todos os habitantes de Gaza são do Hamas» (palavras do ministro de defesa israelita e doutros responsáveis do governo).
Mas, como dizem ao povo (ao bom povo!) que eles (pacifistas) são terroristas disfarçados, está tudo esclarecido: Qualquer manifestação de solidariedade, de compreensão, de simpatia humana para com eles, seria demonstração de cumplicidade com o horrendo crime de assustar as almas dos bons. Entenda-se: desde os cristãos sionistas, passando pelos valentes soldados do IDF orgulhosos dos seus crimes de guerra, aos torturadores dos campos onde sofrem milhares de «terroristas» civis, incluindo mulheres e crianças.
Este discurso já está a tornar-se demasiado «radical»! Para amenizá-lo, deixo a humorística nota final:
O povo da minha aldeia está confuso com a catadupa de insultos da propaganda anti-russa, na comunicação (anti)social, fazendo-se eco das vozes «politicamente esclarecidas»: Sempre confiou na grande utilidade e no pacifismo das mulas ruças*, com séculos de bons serviços enquanto auxiliares em todo o tipo de trabalhos, principalmente nos campos.
_______
*Ruço: o tom de pelagem dos animais, entre o cinzento o castanho.
PS: Entretanto, em Portugal, tem-se uma amostra do panorama europeu de profunda crise de legitimidade das oligarquias e da sua total incompetência. Traduz-se numa nova ronda eleitoral, a 3ª em três anos, após dissolução do governo e da maioria parlamentar...
segunda-feira, 10 de março de 2025
TULSI GABBARD DIZ A VERDADE EM RELAÇÃO À UCRÂNIA E AO PAPEL DOS EUA NA GUERRA
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025
CRÓNICA DA IIIº GUERRA MUNDIAL (Nº38): QUANDO O TECIDO DE MENTIRAS SE DESFAZ
Em todas as frentes, verifica-se a subida à superfície de verdades até agora escondidas ou obscurecidas. É como se um balão estivesse mantido submerso debaixo de água, fosse largado e subisse à superfície, de repente.
A verdade sobre a pseudo pandemia do COVID vem ao de cima, com provas irrefutáveis da montagem, destinada a encobrir o maior acréscimo de concentração de poder em poucas mãos, por magnates e instituições financeiras globais. Como disse desde o início (ver os artigos neste blog, desde Fevereiro/Março de 2020), esta montagem não correspondia aos critérios da boa ciência, em biologia molecular e em biologia populacional. Daí a necessidade de intoxicação das massas com falsas (fake) informações e da perseguição terrorista contra médicos e científicos honestos, que ousaram desmascarar os estratagemas montados pela tecno-bioestrutura globalista.
Nada poderá fazer voltar o Mundo ao que era. As desesperadas tentativas de fact-checkers, censores ao serviço da Nova Ordem Mundial globalista, foram completamente goradas.
O jogo terá de ser modificado: O poder globalista tem de mudar de narrativa; tem de ceder nalguns pontos, para manter o controlo, sob pena das massas se aperceberem do logro em que foram mantidas durante anos, ou mesmo decénios.
Na impossibilidade de tudo resumir, deixo aqui - abaixo - alguns vídeos que nos esclarecem sobre vários aspectos de geopolítica, sobre a guerra tecnológica e os jogos de poder da oligarquia mundialista. Eles poderão modificar as perspectivas das pessoas. Basta que estejam minimanente interessadas em conhecer a verdade.
Analisem estes documentos: É nestes momentos que a verdade vem ao de cima.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2025
A CREDIBILIDADE DUMA SUÍÇA NEUTRAL
Jean Daniel Ruch, o embaixador suíço reformado é entrevistado por Pascal Lottaz (Neutrality Studies). Ele dá-nos muita informação e contextualização das recentes falhas de diplomacia. Estas conduziram ao estado de «neo Guerra Fria» em que vivemos hoje.
Além dessa constatação, ele advoga um papel ativo dos cidadãos para construção de uma verdadeira neutralidade. Propõe criar-se uma base sólida para futuras conversações de paz. Este «clube» ou «rede» informal, poderá ajudar. Para além deste objetivo, um conjunto de países neutrais pode ser como um «lubrificante» para conversações entre as principais potências com vista obter-se sólidas garantias de segurança colectiva. Esta era a intenção inicial, com a criação OSCE. Tal evolução no continente europeu, teria efeitos globais; facilitaria o caminho para a paz mundial.
segunda-feira, 23 de setembro de 2024
O DISCURSO DO ÓDIO E A MONTANHA MÁGICA
sexta-feira, 9 de agosto de 2024
Dr. Robert Malone: Guerra Psicológica, Instrumento Para Instaurar Nova Ordem Mundial
Este discurso tem imensas passagens notáveis. Só posso aconselhar que se oiça na íntegra, com toda a atenção. Existe legendagem em inglês que pode melhorar a compreensão deste excecional cientista.
sábado, 13 de julho de 2024
O FIM DA HEGEMONIA DOS EUA; RAZÕES PARA O DECLÍNIO DO SEU PODERIO
quarta-feira, 19 de junho de 2024
CRÓNICA (Nº29) DA IIIª GUERRA MUNDIAL: UM ANIMAL É MAIS PERIGOSO SE ESTÁ FERIDO DE MORTE
Os imperialistas estão furiosos; a «ordem emergindo do caos», saiu-lhes furada. Estão como animais feridos de morte, que sabem que vão morrer; batem-se com o desespero de quem já não tem hipóteses de ganhar.
Mas, repetem a ficção de que Ucrânia pode ganhar aos russos: A OTAN, recentemente, pela voz de Stoltenberg (seu Secretário-geral), reafirmou o compromisso em admitir a Ucrânia como membro da OTAN.
Só que este país precisava de satisfazer um requisito imprescindível: tinha de vencer a guerra contra os russos. Ora, aqui está um exemplo de hipocrisia e maldade, eternizando o que os dois povos (Ucraniano e Russo) já sofreram. Os próprios estatutos da OTAN proíbem a adesão de um candidato, se este estiver em guerra. Portanto, a OTAN aposta na guerra «eterna» com a Rússia, usando a Ucrânia.
Entretanto, o petrodólar já recebeu a sua sentença de morte. E foi MBS que veio dar a estocada final. Lembrem-se do caquético e servil Biden vir, há um ano atrás, pedinchar ao príncipe herdeiro Mohamed Bin Salman, que este se juntasse ao embargo do petróleo russo e - ainda por cima - fizesse baixar substancialmente os preços, inundando de petróleo saudita o mercado mundial.
https://www.youtube.com/watch?v=IVijYJlMf_8 LENA PETROVA
A «cimeira» da Suíça foi um enorme fiasco e a prova provada da incapacidade dos súbditos do Império em fazerem a política da paz (verdadeira) . Para eles, a paz significa a capitulação da Rússia. Isto não está sequer remotamente dentro dos possíveis.
Como alguém que «busca encarecidamente a paz», apressaram-se a fazer afronta atrás de afronta, roubando as reservas russas em divisas à guarda dos bancos ocidentais e entregando esses ativos, pertencentes ao povo russo, ao regime criminoso e mafioso de Kiev.
Não satisfeitos com isso, assumem armar a junta resultante do golpe fascista de 2014, com mísseis de cruzeiro, capazes de alcançar qualquer ponto dentro da Rússia. Para quem quer fazer figura de «pacificador», não está mal, não senhor!
https://www.youtube.com/watch?v=hJGsRBdFMpA NEUTRALITY STUDIES
O pânico dos poderes dominando o Ocidente, ou seja, as chefias dos países vassalos do imperialismo e que já foram - no seu tempo - potências de primeira-grandeza, possuidoras de vastos domínios coloniais, mostra como são totalmente desapiedados, em relação à população civil palestiniana, que eles olham como se «não fosse em seu poder parar esses massacres imediatamente».
Como estão, aliás, muito preocupados com os ucranianos; Têm-se esmerado em prolongar a guerra, uma guerra com zero hipótese do regime de Kiev vencer, com ou sem armas estrangeiras, com ou sem tropas «mercenárias» (militares que despiram a farda, mas que continuam a ser pagos pela OTAN).
Dizem fontes insuspeitas que, pelo menos, morreram 500 mil soldados ucranianos nesta guerra de atrição («meat grinder» = moedor de carne).
Muitos mais irão morrer inutilmente, para satisfazer a gula insaciável do complexo militar-industrial (principalmente dos EUA) e não menos insaciável gula de Blackrock, Vanguard, Monsanto e congéneres. Desde o princípio desta guerra, têm sido aqueles, os grandes compradores de terras ucranianas de primeira qualidade, para somar aos seus avultados investimentos em muitas áreas, desde os fundos financeiros aos terrenos agrícolas, nos EUA e um pouco por todo o lado.
A característica saliente neste fim de império e de novo milénio, é que as guerras imperiais constantes não são lançadas para serem ganhas, são guerras "eternas", ou seja duram muito para melhor encherem os bolsos dos contratadores, das empresas abutres, grandes bancos «sistémicos», fundos de investimento financeiro e, claro está, das fábricas de armamento. Eles sabem que não podem vencer, então vão provocando os seus adversários que entretanto se organizaram.
Como? Como fazem eles o «cerco a 5 dimensões» à hidra imperial?
- Monetária-financeira (divisa dos BRICS usando «blockchain»)
-Desenvolvimento em infraestruturas e tecnologias (BRICS);
-Integração dos sistemas de defesa;
-Aumento da capacidade nas tecnologias de ponta (ex.: semicondutores);
- Trocas comerciais com todo o mundo, numa base de reciprocidade e interesse mútuo.
Face a estas iniciativas estratégicas, o que tem o Ocidente para oferecer?
-Mais neocolonialismo;
-mais «revoluções coloridas»;
-mais ameaça de invasão aos recalcitrantes;
- mais sanções
-mais propaganda
https://strategic-culture.su/news/2024/06/18/hegemon-orders-europe-bet-on-war-and-steal-russia-money/ PEPE ESCOBAR
terça-feira, 28 de maio de 2024
CRÓNICA (Nº 28) DA III GUERRA MUNDIAL: Quebra das referências e imposição de ordem totalitária
Tenho acompanhado, com angústia, a evolução da minha sociedade, deitando também uma olhadela ao que vejo pelo mundo fora, através dos media (tanto «mainstream», como «alternativos).
Não gostei nada, mas mesmo nada, da estupidez da campanha de massas para fazer as pessoas temerem uma infeção banal, por coronavírus, como se fosse o fim do mundo. Esta foi uma campanha de medo, de coerção (com máscaras - sem efeitos de proteção demonstrados - para servir de símbolo da servidão). Pior, verificou-se a perseguição de sumidades médicas e científicas que realizaram terapêuticas com ivermectina ou hidroxi-cloroquina. Foram brutalmente difamados por «jornalistas» ao serviço dos globalistas. Isto tinha uma (má) razão de ser: O facto da tão desejada, pelas multinacionais farmacêuticas, autorização especial de colocação no mercado das vacinas que tinham fabricado. Ela só era possível, caso não existisse já um medicamento eficaz para combater a epidemia. Daí a criminalização do uso daqueles dois fármacos, para obterem a autorização de «urgência» e a colocação no mercado das "vacinas" mortíferas.
Mas, o cenário não se ficou por aqui: A clique globalista conseguira fazer passar despercebido um crash do sistema através dos «lockdown» (confinamentos). Estes serviram para a operação de colapso programado de grande parte das empresas, sobretudo, as que tinham intervenção na economia real, como fornecedoras de bens e serviços. Em contraste, foram favorecidos o grande capital financeiro (bancos sistémicos, fundos especulativos) e as grandes empresas tecnológicas (Microsoft, Apple, Facebook, Google, etc.), as quais tiveram um boom, graças aos confinamentos e à «nova economia», instalada ou reforçada por ocasião dos «lockdown», em muitos sectores de serviços.
Porém, uma tomada de controlo parcial da economia nunca seria considerada suficiente para os poderosos deste mundo. Eles estavam cientes da necessidade da falência completa do sistema, seguida pela «Nova Ordem», à maneira deles. Isto só poderia ser disfarçado com uma «boa guerrinha», das que causam imensos mortos, feridos e destruição. A sua preferência era ser longe das sedes de Wall Street, do Pentágono, da City de Londres e da OTAN, em Bruxelas.
Durante todo o ano de 2021, na Ucrânia, a guerra não declarada, mas guerra de extermínio da população civil russófona, teve rédea larga. Os ocidentais estavam a armar e treinar o exército da Ucrânia, ao nível de serem considerados tão eficazes como os da OTAN (os ucranianos foram persuadidos que iriam abrir-lhes as portas da OTAN e da UE...). No Ocidente «não viam» o sofrimento nestes anos todos (8 anos de guerra civil), apesar de um número estimado de vítimas civis de 15 000, nas populações do Donbass.
Finalmente, a Rússia invadiu a Ucrânia com uma força militar destinada a proteger os russos étnicos, habitantes das duas repúblicas separatistas do Donbass. O governo de Moscovo sentia-se obrigado a vir em auxílio a estes russos, para evitar um banho de sangue (o «dever de proteger», reconhecido pela ONU). Mas, logo foram desencadeadas sanções e mais sanções (longamente planeadas), com ataques histéricos de políticos americanos e europeus ocidentais, assim como da media ao serviço dos grandes interesses.
Claro que a manobra de isolar a Rússia lhes saiu furada. A situação era tal, que a Rússia se tinha longamente preparado para as sanções. Por um lado, a sua economia era muito mais saudável do que os ocidentais imaginavam e por outro, não existiu isolamento da Rússia, devido à recusa do «Sul Global» e dos BRICS em se alinhar numa guerra económica contra a Rússia.
Os ocidentais mostraram que estavam fora da realidade e que, de facto, estavam a proporcionar a criação doutro bloco rival (e maior) da OTAN e amigos. Ou talvez não, talvez estivessem cientes das realidades e - no entanto - convencidos de que a globalização à sua maneira e gosto, era impossível de ser alcançada. Terão decidido acabar com ela, criando uma situação de guerra mista ou híbrida, para «segurar» os países Ocidentais e seus Estados-clientes, ao nível mundial.
Mas, a rutura Ocidente/Sul Global, como estamos a assistir em relação a Israel/Palestina, não podia ser pior. Pior para os povos sujeitos à brutalidade de massacres sobre civis, perante a indiferença dos países aliados de Israel, o que afinal não é senão disfarce para a aprovação discreta dos desmandos que o exército de Israel tem cometido: O genocídio da população de Gaza, indefesa, sob nossos olhos, 24 h por 24, 7 dias da semana, mês após mês, durante 7 meses.
Quais as motivações dos poderes ocidentais em apoiar Israel, de modo incondicional, nesta matança cruel e indisfarçável?
- Eles mostram assim que se um povo, uma nação, se rebelar contra a ordem mundial que eles instituíram, será tratado sem contemplações, nem direitos humanos, nem leis da guerra, nem haverá a mínima consideração em relação às decisões da ONU e das instâncias jurídicas internacionais.
- Mostram aos seus próprios povos que eles não são protegidos por quaisquer garantias, direitos e liberdades. Que serão reprimidos à bastonada e com prisões as manifestações contra o genocídio, dos estudantes e de todos os que têm conservado sua consciência humana. As cliques políticas dão rédea livre à perseguição contra quaisquer dissidências, passando «leis» inconstitucionais, que instauram o Estado totalitário. Daqui para a frente, irão servir-se dessas leis entretanto criadas, para esmagar qualquer resistência cívica e pacífica dos seus próprios cidadãos.
Não sei a causa exata do que acontece com a generalidade das pessoas e com o seu comportamento, mas parece-me que estão amedrontadas e sobretudo equivocadas acerca do que se está a passar. Nos países ocidentais, as campanhas, primeiro psicológicas e em seguida militares, só podem ser entendidas pela lógica de uma tomada de poder totalitária, com a «capa» habitual de que o fazem para proteger a democracia liberal que, entretanto, eles desfiguram, não restando sequer a aparência de uma ordem democrática.
Existem forças políticas, media alternativos e personalidades, que dizem mais ou menos o que eu digo, acima. O problema, é o efeito maciço sobre os povos da propaganda mediática, conjugada com a brutalidade do poder e sobretudo, a ausência de uma forte oposição institucional (estão quase todos dentro mesmo saco). Por isso, os próximos decénios não vão ser fáceis: Será uma era de guerras «eternas» e com a separação do Mundo em dois.
A globalização será coisa de passado: Haverá circuitos separados para o comércio, tal como o intercâmbio científico, artístico e intelectual, em geral. Será bem pior de a «Guerra fria nª1» e também será diferente. Porque não será uma «guerra fria», mas uma «guerra híbrida» e constante, sem acalmias, sem períodos de negociações intensas entre os dois blocos, será uma espiral descendente em direção à barbárie e ao militarismo, dentro e fora de fronteiras.
quinta-feira, 28 de março de 2024
MYRET ZAKI: SOBRE GUERRA COGNITIVA E OUTROS ASSUNTOS
Nesta longa entrevista ela tem oportunidade de expor a sua visão sobre a evolução das sociedades ocidentais, dos media, dos problemas que a digitalização levanta, não hesitando em apontar aspetos decadentes do capitalismo financeiro. Ela previu a perda de influência do dólar, há pelo menos doze anos, não com vagas profecias: Ela analisou as disfunções do mundo financeiro, em particular dos bancos centrais, concluindo que estavam a levar a civilização ocidental para a catástrofe.
Ela aconselha, a certa altura deste vídeo, a ter-se um domínio total de qualquer matéria sobre a qual se esteja em desacordo com as opiniões dominantes. Ela diz, com razão, que se deve vigiar todos os detalhes do próprio discurso, para não se dar azo a distorções e falsas acusações.
Acho esta entrevista muito significativa, pois mostra como o «4º poder» se modificou de forma radical e deixou de veicular um olhar crítico sobre os poderosos (do governo, dos negócios), para ser quase em exclusivo o instrumento destes mesmos poderosos.
Sem liberdade de opinião e da expressão livre dessa mesma opinião, a democracia de que usufruímos nos 30 anos depois da IIª Guerra Mundial esvai-se. Sem estas liberdades substanciais, as liberdades formais podem continuar inscritas nas leis e constituições, mas deixaram de existir, na prática.
