terça-feira, 16 de junho de 2026
segunda-feira, 25 de maio de 2026
O PONTO DE VIRAGEM [CRÓNICA DA IIIª GUERRA MUNDIAL, Nº63]
São "necessários" sacrifícios de inocentes numa escala tal, que abala a confiança do público nas instituições que governam em nome deles e sobre eles. Exemplos?
A repressão feroz e com o aval dum ministro israelita Ben Gvir, sobre a Flotilha pela Palestina. A atitude do público do «Ocidente», virou-se subitamente contra a barbárie sionista, a rotina da tortura, das humilhões, a indiferença em relação à Lei Internacional. No entanto, o comportamento tem sido esse em relação aos palestinianos, há anos, muitos anos. Um comportamento observável desde antes da proclamação do Estado de Israel. Só agora, a opinião pública dos países apoiantes de Israel ao nível governamental, manifesta o seu repúdio e considera Israel como o pior e mais odioso Estado ao nível mundial.
O ataque mortífero contra um dormitório dum colégio de formação de educadores, na região de Lugansk, utilizando drones britânicos, foi executado há dias, pelo exército da Ucrânia. Desde há um longo tempo, que os ucranianos e certos países europeus da OTAN e os EUA, se têm dedicado a ultrapassar as «linhas vermelhas», claramente sinalizadas por Moscovo. Estas provocações ucranianas com aval ocidental incluem atentados terroristas, ataques contra alvos civis - como refinarias, bairros residenciais, etc - assassinatos de generais ou tentativa de assassinato de Putin, etc. A atitude de Putin, tem sido de contenção, ciente de que a resposta a essas provocações poderia ser a «acendalha» que desencadearia uma guerra nuclear. Agora, a morte destes jovens num dormitório e indignação da população fez com que o Estado russo e as suas forças armadas, tivessem de tomar medidas punitivas - não meramente simbólicas - devastadoras para Kiev e para o regime que apoia Zelensky.
O ataque brutal (enquanto decorriam negociações) dos EUA e Israel contra o Irão, causando a morte do seu líder Kamenei e muitos membros da alta hierarquia do Estado e forças armadas, assim como número muito elevado de civis e as destruições massiças de infraestruturas vitais, como pontes, escolas, centrais eléctricas, etc... Teve o efeito de galvanizar a população iraniana, mesmo os que - 2 meses antes - se manifestaram contra a carestia e foram brutalmente reprimidos pelo regime. A capacidade de resposta iraniana tem muito que ver com o moral da população, não apenas com os arsenais de mísseis e drones, cuidadosamente guardados ao abrigo de bombas inimigas. O resultado de ofensiva EUA-Israel foi fulgurante: Uma enorme derrota que ficará na História, como ponto de viragem do poderio bélico dos EUA e seu mais próximo aliado.
Este ponto de viragem, tem como corolário uma mudança qualitativa na situação geopolítica mundial e, em particular, no Médio-Oriente.
Todas as guerras têm motivações económicas. Esta IIIª Guerra Mundial não é excepção, com as óbvias manobras para fazer fraquejar adversários, tomando controle de suas reservas de energia (caso venezuelano) ou levando a cabo uma guerra de destruição dos recursos (Irão e países do Golfo Pérsico). Isto traduz-se por uma internacionalização ou generalização, das dificuldades do abastecimento internacional em energia. Depois, muitos analistas prevêm que haverá escassez de alimentos, terríveis fomes causadas pela brusca subida dos preços de adubos sintéticos, do gasóleo e de muitos derivados do petróleo, correntemente usados nas mais diversas indústrias.
Perante a situação de crise múltipla - energética, alimentar, económica - os que detêm lugares de poder, agem como se esta generalização da guerra lhes trouxesse vantagens. Esta miopia tem precedentes históricos, mas os «nossos» dirigentes não sabem grande coisa de História, ou se sabem, agem de modo inconsequente.
Os povos tidos como «civilizados» estão na vanguarda do retorno à barbárie, manobrados - sem dúvida - por forças racistas e de extrema-direita, mas que se apresentam como salvadoras, «populistas».
As mesmas fórmulas de manipulação que serviram nas duas últimas Guerras Mundiais, nos países que se julgavam o centro do mundo, são agora reutilizadas. As pessoas lúcidas têm muita dificuldade em estabelecer contacto direto com as massas, pois estas estão sob o efeito de uma hipnose coletiva, de um condicionamento massivo, que as impede de tomar plena consciência da realidade.
quinta-feira, 21 de maio de 2026
ALEX KREINER: O PETRODOLAR E A DECADÊNCIA DO OCIDENTE
Alex Kreiner: «The Empire doesn't play nice»
quarta-feira, 6 de maio de 2026
EUROPA ESTÁ IRRACIONALMENTE A GASTAR DINHEIRO PARA REARMAMENTO
domingo, 3 de maio de 2026
PSICOSE DE GUERRA - Prof. Mattias Desmet : UE possuída por formação de massas mortal
sexta-feira, 1 de maio de 2026
O Petrogas-dólar: stratégia secreta dos EUA por detrás da guerra com Irão [Crónica da IIIª Guerra Mundial, Nº62]
sexta-feira, 20 de março de 2026
quinta-feira, 5 de março de 2026
A GLOBALIZAÇÃO NÃO MORREU; ELA APENAS MUDOU DE ROUPAGENS
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
A consequência catastrófica do erro com a Venezuela
sábado, 27 de dezembro de 2025
A NEGAÇÃO DA REALIDADE PELAS "ELITES " EUROPEIAS
quinta-feira, 18 de dezembro de 2025
MICHAEL HUDSON ANALISA O "NATIONAL SECURITY STRATEGY REPORT"
Sobre o mesmo assunto:
sexta-feira, 12 de dezembro de 2025
A GUERRA NÃO DECLARADA JÁ ESTÁ AQUI HÁ BASTANTE TEMPO [Crónica da IIIª Guerra Mundial nº53]
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RELACIONADO:
https://substack.com/@nelbonilla/note/c-180757735?r=9hbco
Bruxelas decidiu no sentido de expropriar os bens financeiros russos congelados na UE:
https://www.moonofalabama.org/2025/12/russia-counters-eu-shenanigans-to-steal-its-frozen-assets.html
Veja a seguinte entrevista com Alastair Crook:
https://youtu.be/gkJD1qHlHhw?si=kwa_bwVfIxvSeN2M
Excelente análise de Prof. Mersheimer:
https://www.youtube.com/watch?v=GOJerDDCnes
Conheça a avaliação por Martin Armstrong, de Zelensky e seu regime.
terça-feira, 9 de dezembro de 2025
COMO A MÉDIA MAINSTREAM SE CONVERTEU EM PROPAGANDA DOS ESTADOS
Patrik Baab: A Propaganda de Guerra Destruíu a Média & a Liberdade de Pensamento...
https://www.youtube.com/watch?v=X1l4c5fWn8M
Documentário Censurado Expõe Como o Governo dos EUA Difunde Propaganda Como Sendo «Jornalismo Independente», por The Dissident
quinta-feira, 27 de novembro de 2025
O EPÍLOGO DESTA PEÇA SANGRENTA... [Crónica da III Guerra Mundial, Nº52]
Sentimos todos que o fim da guerra na Ucrânia está próximo. No entanto, ninguém pode dizer exactamente quando vai haver um cessar-fogo efetivo, que conduza a negociações de paz, a uma paz duradoira.
O continente europeu, no seu conjunto - ou seja, do Atlântico aos Urais - sofreu imenso, com uma guerra cruel, que fez-nos lembrar a guerra das trincheiras, na 1º Guerra Mundial. Mas, também as matanças em 1941 e anos seguintes, no sul da União Soviética (Ucrânia incluída) durante o avanço das tropas da Wehrmacht acompanhadas por tropas especiais das SS, nas quais se incluía uma divisão ucraniana, sobretudo recrutada na Galícia.
Mas, esta guerra também apresentou uma profusão de aspectos novos, inéditos. Talvez o que se destacou mais foi a utilização dos drones, em missões que tinham que ver com reconhecimento, mas também com o ataque a colunas de tanques, a instalações e mesmo a soldados individuais.
A assimetria de forças estava patente desde o princípio e só quem estivesse obnubilado, não percebia que os russos não iriam meter-se numa guerra às suas fronteiras, sem terem maximizado as probabilidades de sucesso.
Não vou retraçar aqui as peripécias, tantas e tão dramáticas, desta guerra, desde Fev. de 2022 até Nov. de 2025. Mas, irei aqui fazer notar que se tratou de um conflito a vários níveis: intra-ucraniano, intra-eslavo e também internacional.
Os mísseis do lado ucraniano eram manejados por equipas de soldados ocidentais. Muitos soldados (e até oficiais de média e alta patente) de países ocidentais morreram nesta guerra, combatida para destruir a Rússia, pela qual nutrem um medo e ódio completamente irracionais.
A destruição de tantas vidas poderia ser, de algum modo, compensada com um regresso ao bom-senso. Resumidamente, no continente europeu só pode haver paz, caso se considere a segurança colectiva, de tal maneira que a segurança de uns, não seja em detrimento de outros.
Também é preciso que seja desmontada a estrutura monstruosa da OTAN, virada para o passado, o da Guerra-Fria, que afinal continua na cabeça de muitas altas patentes e na de dirigentes políticos.
Eles estão tomados de uma singular forma de loucura: pretendem fazer-nos recuar no tempo, o que não apenas é impossível, como só levaria à construção de estruturas totalitárias, distopias, a Estados mantendo uma vigilância permanente e total da cidadania.
Porém, quem irá oferecer-se como voluntário para uma guerra e sacrificar-se por uma monstruosidade assim??
Claro que a media - vendida ao grande capital e os seus representantes diretos, que são os «partidos de poder» - pinta o cenário com cores totalmente diferentes da realidade. Mas a realidade não pode ser suprimida com «narrativas».
A realidade é que vários governos europeus, agora, são odiados por grande parte das suas próprias populações. A realidade é que os países e populações dos outros continentes vêem o que se passa e qual o papel anacrónico que a «elite» europeia desempenha.
A dominação conservadora na Europa, depois da IIª Guerra Mundial, a pretexto de «luta contra o comunismo» acabou por produzir uma forma autoritária de governança, de que a U.E. é o modelo acabado.
Muitas pessoas, que não trocam a sua liberdade, nem a dos seus povos, por propaganda, sabem ver o grau de arbítrio, de autoritarismo e de ilegitimidade, que esta casta política da U.E. encorpora.
Os regimes que os políticos ocidentais costumam apelar de autocráticos, não mostram o grau de indiferença e de opressão dos seus próprios cidadãos, que têm sido demonstrados por governos da Europa ocidental.
As pessoas não são estúpidas. Muitas, apesar das notícias tendenciosas, compreendem que a motivação verdadeira dos oligarcas ocidentais nada tem que ver com democracia, direitos civis, liberdade, Estado de Direito, etc. Antes pelo contrário.
No pós-guerra, pode haver muitos desenvolvimentos. Porém, no essencial:
- Ou os Estados da Europa Ocidental (a U.E. mais o Reino Unido) se transformam em ditaduras, que «proclamam a liberdade, para a estrangular melhor»...
Ou as cidadanias compreendem o logro em que têm sido mantidas e emancipam-se - elas próprias - desta casta eurocrática e totalitária, que continuamente tem levado os povos a fracassos, à perda do elevado nível de vida e do bem-estar para o povo. Sobretudo, à perda da capacidade para enfrentar os desafios do futuro.
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PS1: A recusa de Zelensky em aceitar o plano esquematizado por Trump para conversações de paz, mas aceite pela Rússia, como base preliminar a um verdadeiro documento de negociação, irá tornar muito maior o grau de destruição do exército ucraniano, já derrotado. Leia o artigo seguinte:
Ukraine Rejects Trump’s Peace Plan – U.S. Reacts To Its Defiance
quarta-feira, 26 de novembro de 2025
As rondas de Paz «Faz de Conta»
quarta-feira, 12 de novembro de 2025
GOVERNOS EUROPEUS INIMIGOS DA PAZ NA UCRÂNIA
sábado, 1 de novembro de 2025
O NOVO SISTEMA OPERATIVO DO OCIDENTE GLOBAL [CRÓNICA DA IIIªGUERRA MUNDIAL, Nº51]
Estamos todos inseridos, quer queiramos, quer não; quer o saibamos, quer não, na NOVA matriz que define ao nível estratégico a condução desta IIIº Guerra Mundial.
Esta nova estratégia, vai transparecendo em reflexões e artigos teóricos, produzidos no âmbito da OTAN e das diversas academias militares de países do Ocidente.
Desde 2016, que tenho acompanhado esta mudança não somente semântica, mas também substancial. Uma destas mudanças, consiste em colocar como recipientes da guerra psicológica, a população em geral. Não somente os combatentes inimigos; também são alvos desta guerra psicológicas populações civis dos países hostis (embora sem se estar em guerra formal com muitos deles), mas também a população dos países «amigos» e as populações do núcleo central do Império.
Com efeito, temos vivido todos debaixo de campanhas sucessivas, massivas e permanentes de propaganda.
No início do novo milénio, as campanhas destinavam-se a nos convencer que tínhamos de sacrificar as liberdades para combater o «terrorismo». Pouco depois, em 2020, tratava-se de fazer guerra a um vírus, uma epidemia que foi pretexto para operações financeiras muito lucrativas para a oligarquia. Foi com condicionamento massivo que forçaram a população a tomar «vacinas» que, de facto, eram não-testadas em ensaios clínicos prévios. Pouco tempo depois e até hoje, a média ocidental dedicou-se a diabolizar a Rússia e Putin, como se a intervenção russa na Ucrânia iniciada em Fevereiro de 2022, fosse uma decisão caprichosa («sem provocação»!) dum dirigente autoritário; como se esta não tivesse sido antecedida por inúmeras provocações; entre outras, a postulada adesão à OTAN do regime neo-nazi, de Kiev, furiosamente anti-russo!
A continuação desta deriva em direção à guerra total, fez-se com a encenação de 7 de Outubro de 2023 em Gaza. Hoje, está provado que a operação tinha sido «permitida»* pelo governo de Netanyahu:
- As comunicações internas do Hamas e da população da Faixa de Gaza eram constantemente interceptadas e monitorizadas;
- Os serviços de segurança do Egipto enviaram alertas muito sérios e detalhados da preparação de algo no referido Território.
- A somar a estes factos, houve uma retirada de muitas tropas israelitas, que faziam o cerco a Gaza, alguns dias antes da referida sortida de 07-10-2023.
A campanha mediática governamental, imediatamente a seguir, foi construída com base em falsidades enormes, óbvias, fabricadas para horrorizar a opinião pública mundial, com o objectivo desta se dessolidarizar da população de Gaza, perante a campanha de «limpeza étnica» e de genocídio que imediatamente foi lançada. A mentira maior de todas é de que a operação da resistência palestiniana apanhou de surpresa as autoridades civis e militares israelitas.
Procurei dar conta disto em muitos artigos deste blog, apontando as efabulações e explicando como as coisas realmente se passaram. Lembremos, entre outras, as declarações dos altos responsáveis de Israel:
- O ministro da defesa de Israel (Galant) disse que todas as pessoas em Gaza «eram do Hamas», como pseudo-justificação do morticínio indiscriminado,
- Netanyahu usou citações do Antigo Testamento para «justificar» a erradicação total dum povo.
Declarações tão cínicas, no príncípio da campanha de genocídio em Gaza, deveriam ter feito reagir, no Ocidente, os defensores dos direitos humanos. Porém, muitos calaram-se, por cobardia ou porque terão aceite «argumentos» sionistas, para «justificar» a barbárie.
Todas as ações dirigidas contra civis inocentes, num contexto de guerra, são violações dos Direitos Humanos. Quando são toleradas por certos governos, é a própria arquitetura dos Direitos Humanos da ONU, que eles estão a pôr em causa. Porém, qualquer país aderente à ONU é suposto respeitar e fazer respeitar esses mesmos Direitos. Os Estados que se apresentavam como os grandes defensores dos Direitos Humanos, têm desrespeitado - por ação ou omissão - a substância dos referidos Direitos de forma mais notória, em relação à população palestiniana dos Territórios Ocupados por Israel.
Um outro exemplo recente: Os EUA e seus dirigentes preparam uma invasão da Venezuela, colocando uma esquadra e meios aéreos nas Caraíbas. Esta é «justificada» com a pretensa participação do presidente Maduro no tráfico de droga, dirigido às costas dos EUA. Tal acusação é desmentida por muitas entidades, incluindo agências especializadas no combate ao tráfico de estupefacientes. No entanto, a marinha dos EUA tem atacado lanchas, matando os seus tripulantes, supostamente por estas transportarem cocaína para a Flórida. Acontece que...
(a) tais lanchas nunca poderiam alcançar as costas da Flórida, pois teriam de encher várias vezes os depósitos de combustível, para lá chegar.
(b) os tripulantes não foram minimamente identificados,
(c) são execuções extra-judiciais, em águas internacionais e com base em suposições vagas.
Tudo isto para desencadear uma reação do governo da Venezuela, que serviria como pretexto para uma invasão pelos EUA.
O pano de fundo, todos o conhecem: É a estratégia imperial dos EUA e ao serviço das grandes empresas de petróleo, para controlar, acaparar e explorar os recursos energéticos da Venezuela. Este país possui a maior reserva terrestre comprovada de combustíveis fósseis.
A guerra psicológica destina-se sobretudo às pessoas comuns, tanto dos países «a conquistar»**, como dos países-sede do Império. Nestes, a mídia de massas é especializada na lavagem ao cérebro.
As pessoas, sujeitas a campanhas permanentes de condicionamento, acabam por não distinguir os factos, da propaganda. Muitas ficam aterradas ou dessensibilizadas e incapazes de reagir. Não conseguem defender o que têm de mais valioso - a própria vida e a dos seus filhos.
Os serviços de guerra psicológica conseguem estes resultados através da combinação de meios, recorrendo ao medo, à ignorância, ao black-out informativo, à desinformação, à alienação, etc.
Este comportamento não é exclusivo das agências, governos e instituições ocidentais. Porém, têm sido estes que têm levado a cabo a guerra psicológica aos maiores extremos. Combinam estas operações psicológicas com a guerra cinética, de desgaste ou de baixa intensidade e - por vezes - de agressão brutal, para submeter países que não se vergaram ao seu domínio.
Muitos países pequenos, que não constituem ameaça para o Ocidente, também estão sujeitos a ataques desestabilizadores: Geralmente, são países que se libertaram do jugo neocolonial. Esta dependência neocolonial fazia com que um país africano, rico em minério de urânio, recebesse apenas cêntimos por cada quilo de urânio extraído das suas minas, por exemplo. Outro, era forçado a aceitar a presença no seu território de forças militares das ex-potências coloniais, sob pretexto de combater o «terrorismo islamista». Na realidade, elas estavam lá para defender as empresas, fábricas, minas, etc. dos referidos antigos poderes coloniais.
As pessoas, nos países-sede do Império, estão a começar a acordar. A viragem para o militarismo, nestes países (EUA, Reino Unido, países da UE e da OTAN) é feita com o pretexto de combater a superioridade da tecnologia bélica dos seus adversários (China e Rússia, sobretudo). Mas, este rearmamento é realizado à custa da destruição das condições de vida das classes laboriosas dos países europeus, através da redução drástica dos financiamentos da Segurança Social, dos Serviços de Saúde Pública, da Educação Pública, etc. Os governos, prevendo a possibilidade de revoltas, reforçam as forças policiais, tanto em efetivos, como equipamentos. Estas forças têm «luz-verde» para usar toda a brutalidade para coagir, prender e maltratar os manifestantes.
Agora, os governos do Ocidente estão apostados em se equiparem com múltiplos instrumentos de vigilância e controlo permanentes. O foco principal dos sistemas digitais de IA incide sobre o comportamento «previsível», ou seja, de «prevenção de crimes»... Mas, para os governantes, será considerado crime «o não-respeito pela autoridade».
As pessoas, individual e coletivamente, SERÃO O INIMIGO a controlar e reprimir quando necessário, tanto nos países centrais do Império, como nos periféricos.
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*) Foi mesmo desejada como um «Novo Pearl Harbour»
**) Veja-se, de novo, a Venezuela (durante mais de um quarto de século), com apoio dos EUA aos oponentes, financiados com milhões de dólares e apoio de agentes da CIA.
RELACIONADO:
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sábado, 25 de outubro de 2025
MEARSHEIMER: PAZ SABOTADA PELOS GOVERNOS OCIDENTAIS
