segunda-feira, 27 de julho de 2026
sábado, 25 de julho de 2026
A GUERRA QUE IRÁ PRECIPITAR A QUEDA DO IMPÉRIO [Crónica da IIIª Guerra Mundial nº67]
domingo, 12 de julho de 2026
Prof. JEFFREY SACHS AVALIA A CIMEIRA DA OTAN
Mas, entretanto, estão empenhados em desviar - desde já - partes importantes dos orçamentos nacionais para a indústria de armamento e vigilância!
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Reflexão de Manuel Banet:
De forma quase automática, os que presidem agora aos destinos dos povos, estão a copiar o comportamento dos seus antecessores, nas vésperas da Iª Guerra Mundial. Tal como nessa altura, os partidos que antes se consideravam representando a vontade dos trabalhadores, os partidos social-democratas, «votaram os orçamentos de guerra». Agora também o fazem, mas com antecipação, «programando» desde já o início da guerra total com a Rússia para 2030. Note-se que a guerra não declarada, com «autorização» aos ucranianos de alcançar com ogivas de longo alcance alvos bem no interior da Rússia, foi intensificando-se, com o objetivo claro de provocar na Rússia uma contra-ofensiva aos territórios onde são fabricados os drones e outros armamentos usados pelos ucranianos. Igualmente, os sistemas de satélites e de «inteligência» ocidentais, têm guiado a par e passo as ofensivas das forças ucranianas, sendo certo que sem essa peritagem, seriam incapazes de atingir alvos na Rússia com um mínimo de precisão.
Também, quanto às provocações, sabemos bem que várias potências, nomeadamente a Inglaterra e outras, em vésperas de 1914, tinham todo o interesse em multiplicar os assassinatos na classe política e militar, causando instabilidade e provocando os poderes - empurrados pela opinião pública - a reagir. Temos assistido a uma multiplicação das intervenções terroristas, com a OTAN na origem, mas supostamente realizadas por serviços secretos ucranianos.
Finalmente, a campanha distorcendo grosseiramente a natureza do «inimigo», dando a entender que se trata dum ditador sanguinário, tem sido «o pão nosso de cada dia» de uma série de media em todo o Ocidente, sinal da campanha de condicionamento das mentes, por forma a amedrontar os cidadãos e impedi-los de considerar argumentos racionais, que poriam de rastos os elementos de propaganda raivosa anti-russa e anti-Putin.
A enorme sucção de capitais para a máquina de guerra, acompanha-se por uma militarização da sociedade civil. As leis celeradas (completamente anti-constitucionais) são aprovadas à pressa; servem para criminalizar demonstrações pacifistas. A «rédea livre» é dada a uma extrema-direita cada vez mais arrogante, promovida para intimidar os que à esquerda pudessem ajudar a formar uma resistência popular e de massas.
Tem-se o equivalente de há cerca de 120 anos atrás. É provável que os manuais de guerra psicológica, atualmente usados na OTAN e noutras instâncias, sejam atualizações de manuais descrevendo as técnicas ensaiadas antes e durante a Iª Guerra Mundial.
Consultar também:
Douglas Macgregor: Disastrous NATO Summit - Renewed War on Iran & Russia
sexta-feira, 10 de julho de 2026
CORRIDA EUROPEIA PARA MILITARIZAR INDÚSTRIA [Crónica da 3°Guerra Mundial,n°66]
terça-feira, 16 de junho de 2026
segunda-feira, 25 de maio de 2026
O PONTO DE VIRAGEM [CRÓNICA DA IIIª GUERRA MUNDIAL, Nº63]
São "necessários" sacrifícios de inocentes numa escala tal, que abala a confiança do público nas instituições que governam em nome deles e sobre eles. Exemplos?
A repressão feroz e com o aval dum ministro israelita Ben Gvir, sobre a Flotilha pela Palestina. A atitude do público do «Ocidente», virou-se subitamente contra a barbárie sionista, a rotina da tortura, das humilhões, a indiferença em relação à Lei Internacional. No entanto, o comportamento tem sido esse em relação aos palestinianos, há anos, muitos anos. Um comportamento observável desde antes da proclamação do Estado de Israel. Só agora, a opinião pública dos países apoiantes de Israel ao nível governamental, manifesta o seu repúdio e considera Israel como o pior e mais odioso Estado ao nível mundial.
O ataque mortífero contra um dormitório dum colégio de formação de educadores, na região de Lugansk, utilizando drones britânicos, foi executado há dias, pelo exército da Ucrânia. Desde há um longo tempo, que os ucranianos e certos países europeus da OTAN e os EUA, se têm dedicado a ultrapassar as «linhas vermelhas», claramente sinalizadas por Moscovo. Estas provocações ucranianas com aval ocidental incluem atentados terroristas, ataques contra alvos civis - como refinarias, bairros residenciais, etc - assassinatos de generais ou tentativa de assassinato de Putin, etc. A atitude de Putin, tem sido de contenção, ciente de que a resposta a essas provocações poderia ser a «acendalha» que desencadearia uma guerra nuclear. Agora, a morte destes jovens num dormitório e indignação da população fez com que o Estado russo e as suas forças armadas, tivessem de tomar medidas punitivas - não meramente simbólicas - devastadoras para Kiev e para o regime que apoia Zelensky.
O ataque brutal (enquanto decorriam negociações) dos EUA e Israel contra o Irão, causando a morte do seu líder Kamenei e muitos membros da alta hierarquia do Estado e forças armadas, assim como número muito elevado de civis e as destruições massiças de infraestruturas vitais, como pontes, escolas, centrais eléctricas, etc... Teve o efeito de galvanizar a população iraniana, mesmo os que - 2 meses antes - se manifestaram contra a carestia e foram brutalmente reprimidos pelo regime. A capacidade de resposta iraniana tem muito que ver com o moral da população, não apenas com os arsenais de mísseis e drones, cuidadosamente guardados ao abrigo de bombas inimigas. O resultado de ofensiva EUA-Israel foi fulgurante: Uma enorme derrota que ficará na História, como ponto de viragem do poderio bélico dos EUA e seu mais próximo aliado.
Este ponto de viragem, tem como corolário uma mudança qualitativa na situação geopolítica mundial e, em particular, no Médio-Oriente.
Todas as guerras têm motivações económicas. Esta IIIª Guerra Mundial não é excepção, com as óbvias manobras para fazer fraquejar adversários, tomando controle de suas reservas de energia (caso venezuelano) ou levando a cabo uma guerra de destruição dos recursos (Irão e países do Golfo Pérsico). Isto traduz-se por uma internacionalização ou generalização, das dificuldades do abastecimento internacional em energia. Depois, muitos analistas prevêm que haverá escassez de alimentos, terríveis fomes causadas pela brusca subida dos preços de adubos sintéticos, do gasóleo e de muitos derivados do petróleo, correntemente usados nas mais diversas indústrias.
Perante a situação de crise múltipla - energética, alimentar, económica - os que detêm lugares de poder, agem como se esta generalização da guerra lhes trouxesse vantagens. Esta miopia tem precedentes históricos, mas os «nossos» dirigentes não sabem grande coisa de História, ou se sabem, agem de modo inconsequente.
Os povos tidos como «civilizados» estão na vanguarda do retorno à barbárie, manobrados - sem dúvida - por forças racistas e de extrema-direita, mas que se apresentam como salvadoras, «populistas».
As mesmas fórmulas de manipulação que serviram nas duas últimas Guerras Mundiais, nos países que se julgavam o centro do mundo, são agora reutilizadas. As pessoas lúcidas têm muita dificuldade em estabelecer contacto direto com as massas, pois estas estão sob o efeito de uma hipnose coletiva, de um condicionamento massivo, que as impede de tomar plena consciência da realidade.
quinta-feira, 21 de maio de 2026
ALEX KREINER: O PETRODOLAR E A DECADÊNCIA DO OCIDENTE
Alex Kreiner: «The Empire doesn't play nice»
quarta-feira, 6 de maio de 2026
EUROPA ESTÁ IRRACIONALMENTE A GASTAR DINHEIRO PARA REARMAMENTO
domingo, 3 de maio de 2026
PSICOSE DE GUERRA - Prof. Mattias Desmet : UE possuída por formação de massas mortal
sexta-feira, 1 de maio de 2026
O Petrogas-dólar: stratégia secreta dos EUA por detrás da guerra com Irão [Crónica da IIIª Guerra Mundial, Nº62]
sexta-feira, 20 de março de 2026
quinta-feira, 5 de março de 2026
A GLOBALIZAÇÃO NÃO MORREU; ELA APENAS MUDOU DE ROUPAGENS
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
A consequência catastrófica do erro com a Venezuela
sábado, 27 de dezembro de 2025
A NEGAÇÃO DA REALIDADE PELAS "ELITES " EUROPEIAS
quinta-feira, 18 de dezembro de 2025
MICHAEL HUDSON ANALISA O "NATIONAL SECURITY STRATEGY REPORT"
Sobre o mesmo assunto:
sexta-feira, 12 de dezembro de 2025
A GUERRA NÃO DECLARADA JÁ ESTÁ AQUI HÁ BASTANTE TEMPO [Crónica da IIIª Guerra Mundial nº53]
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RELACIONADO:
https://substack.com/@nelbonilla/note/c-180757735?r=9hbco
Bruxelas decidiu no sentido de expropriar os bens financeiros russos congelados na UE:
https://www.moonofalabama.org/2025/12/russia-counters-eu-shenanigans-to-steal-its-frozen-assets.html
Veja a seguinte entrevista com Alastair Crook:
https://youtu.be/gkJD1qHlHhw?si=kwa_bwVfIxvSeN2M
Excelente análise de Prof. Mersheimer:
https://www.youtube.com/watch?v=GOJerDDCnes
Conheça a avaliação por Martin Armstrong, de Zelensky e seu regime.
terça-feira, 9 de dezembro de 2025
COMO A MÉDIA MAINSTREAM SE CONVERTEU EM PROPAGANDA DOS ESTADOS
Patrik Baab: A Propaganda de Guerra Destruíu a Média & a Liberdade de Pensamento...
https://www.youtube.com/watch?v=X1l4c5fWn8M
Documentário Censurado Expõe Como o Governo dos EUA Difunde Propaganda Como Sendo «Jornalismo Independente», por The Dissident
quinta-feira, 27 de novembro de 2025
O EPÍLOGO DESTA PEÇA SANGRENTA... [Crónica da III Guerra Mundial, Nº52]
Sentimos todos que o fim da guerra na Ucrânia está próximo. No entanto, ninguém pode dizer exactamente quando vai haver um cessar-fogo efetivo, que conduza a negociações de paz, a uma paz duradoira.
O continente europeu, no seu conjunto - ou seja, do Atlântico aos Urais - sofreu imenso, com uma guerra cruel, que fez-nos lembrar a guerra das trincheiras, na 1º Guerra Mundial. Mas, também as matanças em 1941 e anos seguintes, no sul da União Soviética (Ucrânia incluída) durante o avanço das tropas da Wehrmacht acompanhadas por tropas especiais das SS, nas quais se incluía uma divisão ucraniana, sobretudo recrutada na Galícia.
Mas, esta guerra também apresentou uma profusão de aspectos novos, inéditos. Talvez o que se destacou mais foi a utilização dos drones, em missões que tinham que ver com reconhecimento, mas também com o ataque a colunas de tanques, a instalações e mesmo a soldados individuais.
A assimetria de forças estava patente desde o princípio e só quem estivesse obnubilado, não percebia que os russos não iriam meter-se numa guerra às suas fronteiras, sem terem maximizado as probabilidades de sucesso.
Não vou retraçar aqui as peripécias, tantas e tão dramáticas, desta guerra, desde Fev. de 2022 até Nov. de 2025. Mas, irei aqui fazer notar que se tratou de um conflito a vários níveis: intra-ucraniano, intra-eslavo e também internacional.
Os mísseis do lado ucraniano eram manejados por equipas de soldados ocidentais. Muitos soldados (e até oficiais de média e alta patente) de países ocidentais morreram nesta guerra, combatida para destruir a Rússia, pela qual nutrem um medo e ódio completamente irracionais.
A destruição de tantas vidas poderia ser, de algum modo, compensada com um regresso ao bom-senso. Resumidamente, no continente europeu só pode haver paz, caso se considere a segurança colectiva, de tal maneira que a segurança de uns, não seja em detrimento de outros.
Também é preciso que seja desmontada a estrutura monstruosa da OTAN, virada para o passado, o da Guerra-Fria, que afinal continua na cabeça de muitas altas patentes e na de dirigentes políticos.
Eles estão tomados de uma singular forma de loucura: pretendem fazer-nos recuar no tempo, o que não apenas é impossível, como só levaria à construção de estruturas totalitárias, distopias, a Estados mantendo uma vigilância permanente e total da cidadania.
Porém, quem irá oferecer-se como voluntário para uma guerra e sacrificar-se por uma monstruosidade assim??
Claro que a media - vendida ao grande capital e os seus representantes diretos, que são os «partidos de poder» - pinta o cenário com cores totalmente diferentes da realidade. Mas a realidade não pode ser suprimida com «narrativas».
A realidade é que vários governos europeus, agora, são odiados por grande parte das suas próprias populações. A realidade é que os países e populações dos outros continentes vêem o que se passa e qual o papel anacrónico que a «elite» europeia desempenha.
A dominação conservadora na Europa, depois da IIª Guerra Mundial, a pretexto de «luta contra o comunismo» acabou por produzir uma forma autoritária de governança, de que a U.E. é o modelo acabado.
Muitas pessoas, que não trocam a sua liberdade, nem a dos seus povos, por propaganda, sabem ver o grau de arbítrio, de autoritarismo e de ilegitimidade, que esta casta política da U.E. encorpora.
Os regimes que os políticos ocidentais costumam apelar de autocráticos, não mostram o grau de indiferença e de opressão dos seus próprios cidadãos, que têm sido demonstrados por governos da Europa ocidental.
As pessoas não são estúpidas. Muitas, apesar das notícias tendenciosas, compreendem que a motivação verdadeira dos oligarcas ocidentais nada tem que ver com democracia, direitos civis, liberdade, Estado de Direito, etc. Antes pelo contrário.
No pós-guerra, pode haver muitos desenvolvimentos. Porém, no essencial:
- Ou os Estados da Europa Ocidental (a U.E. mais o Reino Unido) se transformam em ditaduras, que «proclamam a liberdade, para a estrangular melhor»...
Ou as cidadanias compreendem o logro em que têm sido mantidas e emancipam-se - elas próprias - desta casta eurocrática e totalitária, que continuamente tem levado os povos a fracassos, à perda do elevado nível de vida e do bem-estar para o povo. Sobretudo, à perda da capacidade para enfrentar os desafios do futuro.
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PS1: A recusa de Zelensky em aceitar o plano esquematizado por Trump para conversações de paz, mas aceite pela Rússia, como base preliminar a um verdadeiro documento de negociação, irá tornar muito maior o grau de destruição do exército ucraniano, já derrotado. Leia o artigo seguinte:
Ukraine Rejects Trump’s Peace Plan – U.S. Reacts To Its Defiance