A oligarquia maltusiana que nos domina afinou o método de domínio sobre nós todos - O medo. Medo de catástrofes reais e imaginárias, medo do desconhecido, total separação da plebe em relação ao poder. Denegação e permanente discurso da ambiguidade. Constante despejo de narrativas de propaganda para ocultar a direcção para onde levam o rebanho.
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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

CLARO QUE O SIONISMO É UM RACISMO!

Excerto de artigo de Natan Bear. Original em:

https://open.substack.com/pub/donotpanic/p/of-course-zionism-is-racism-jesus?utm_source=share&utm_medium=android&r=9hbco


 Em primeiro lugar, acreditar no sionismo, que defende o direito dos judeus a um Estado judaico, não é uma crença "pragmática" que exista fora de alguma ideologia supremacista racial, como sugerem alguns. É uma ideologia supremacista racial. Não se trata simplesmente da crença de que os judeus podem mudar-se para um lugar seguro e integrar-se nele, respeitando os seus costumes, práticas e instituições governativas. É a crença no estabelecimento de um Estado judaico com costumes, práticas e instituições próprias. Fundamentalmente, porém, é a crença de que os judeus deveriam poder criar um novo etno-estado com novas instituições onde JÁ EXISTEM pessoas. E, obviamente, isto não pode ser feito sem acreditar que as pessoas existentes são inferiores e, portanto, que os judeus têm o direito divino de as substituir, às suas culturas, práticas e instituições. O racismo está intrínseco à própria lógica disto! Não se pode deslocar e promover a limpeza étnica de um povo já existente numa área  geográfica, de forma não racista! Isto seria verdade tanto se um Estado judaico fosse criado na Palestina, como na Mongólia Exterior. Não se pode, como O. parece acreditar, ter um sionismo, que não seja à custa de outro povo. A não ser que se pretenda estabelecer um Estado judaico na Lua, o sionismo, por necessidade e definição, exige limpeza étnica. Portanto, é patentemente racista. Os líderes do Partido Verde (no Reino Unido) deveriam estar a defender estes pontos e a exigir que os opositores expliquem como a limpeza étnica não é racismo, em vez de se submeterem pateticamente a uma indignação fabricada, criada para proteger um projecto colonial genocida.

J. aplica também uma teoria de "autodeterminação" ao sionismo, ligando-o mais directamente às lutas gerais pela independência empreendidas por outros grupos étnicos ou religiosos. Outros sionistas, nos últimos dias, usaram exactamente esta palavra para defender e justificar o sionismo e Israel, tal como o deputado do Partido Verde, Adrian Ramsey, que disse opor-se à moção por esta contrariar sua crença na autodeterminação judaica.

Consciente ou inconscientemente, o conceito de “autodeterminação”, no contexto de um Estado judaico, está a ser totalmente mal utilizado. Historicamente, o conceito de autodeterminação tem sido aplicado a grupos minoritários, que vivem sob o domínio violento e opressor de uma maioria e que insistem na sua independência, em relação a esse domínio. Fundamenta-se e é delimitado por imperativos morais claros relativos ao sofrimento dos oprimidos sob o jugo dos seus opressores. Os judeus nunca viveram sob o domínio opressor da maioria palestiniana! Viveram, em diferentes épocas, sob regimes opressivos e discriminatórios a milhares de quilómetros de distância, na Europa Ocidental e Oriental. E, obviamente, foram os europeus que cometeram assassinatos em massa contra judeus, não foram os palestinianos. Não existe o direito à “autodeterminação” em território alheio e contra pessoas que não lhes fizeram qualquer mal. Não é apenas ilógica, é uma noção obscena que justificaria qualquer grupo oprimido a deslocar-se para qualquer parte do mundo e a promover a limpeza étnica de quem quisesse, sob a justificação de que, algures, em algum momento, sofreram discriminação. A autodeterminação em terras alheias, é uma perversão moral de uma ideia fundamentalmente justa e digna.

O povo a quem a ideia de autodeterminação se aplica da forma mais óbvia e lógica são os palestinianos. São discriminados, abusados ​​e assassinados em massa com base na sua etnia, nas suas próprias terras, pelo domínio injusto da maioria de um grupo étnico diferente. As suas terras foram roubadas e as suas instituições destruídas e substituídas por invasores coloniais. Estes invasores coloniais cometeram genocídio contra eles.

É difícil saber se o debate em torno do sionismo é conduzido como uma farsa deliberada ou se é reproduzido como resultado de ignorância aprendida. Grande parte dele é certamente oportunista. Ou seja, as pessoas que conhecem as origens supremacistas (racistas) do sionismo fingem que se trata de um projecto nobre de autodeterminação, porque são sionistas que procuram manter o status quo. E as pessoas que desconhecem as origens supremacistas (racistas) do sionismo não querem saber, porque não desejam destruir a sua mundividência supremacista judaico-cêntrica. De qualquer modo, seja por ignorância deliberada ou aprendida, existem fortes motivações para sustentar ficções sobre o que o sionismo realmente é e representa.

Outra complicação significativa é que muitas pessoas acreditam, inocentemente, como resultado de uma lavagem cerebral cultural e educacional, que o sionismo surgiu completamente formado a partir do Holocausto. Que os judeus, procurando segurança após a Segunda Guerra Mundial, exigiram um Estado e a ONU prontamente o concedeu em 1948. Poucos sabem que o sionismo emergiu como uma ideologia etno-nacionalista, quase cem anos antes disso e foi concebido como uma ideologia explicitamente colonialista de povoamento.


Sionismo Primitivo


Um dos primeiros pensadores nacionalistas judeus, Moses Hess, publicou "Roma e Jerusalém" em 1862, obra na qual defendeu o colonato judaico na Palestina. Em 1896, o organizador e teórico sionista Theodor Herzl escreveu "O Estado Judeu", de que uma secção inteira se intitulava "A Ocupação da Terra". Herzl declarou que "os judeus conquistarão a Palestina", prevendo que "a infiltração judaica acabará certamente mal" devido à resistência palestiniana. Outro proeminente sionista judeu do século XIX, Ben-Yehuda, escreveu que "existem agora apenas quinhentos mil árabes, que não são muito fortes e dos quais tomaremos facilmente o país". O sionista do início do século XX, Vladimir Jabotinsky é frequentemente considerado um dos pais do sionismo. Chamou repetidamente ao colonato judaico na Palestina “colonização”, enquanto o primeiro-ministro de Israel, David Ben-Gurion, em 1937 descrevia a Palestina como “contendo um vasto potencial de colonização que os árabes não precisam, nem estão qualificados para explorar”. Disse que os judeus se estabeleceriam na Palestina “através do acordo e entendimento com os árabes, ou por outros meios”. O outro meio a que se referia, era a violenta limpeza étnica que ele próprio acabou por dirigir. O sionismo surgiu muito antes de 1945 e foi explicitamente descrito pelos judeus sionistas como um projecto de colonização. Não é preciso grande esforço para conhecer estes factos, pelo que é necessário concluir que são simplesmente ignorados, tanto por supostos aliados como por inimigos da Palestina, por conveniência dos interesses e sensibilidades sionistas.

E agora, 150 anos depois de o sionismo ter surgido como uma ideologia explicitamente colonizadora, o Estado judaico cometeu um genocídio e devemos acreditar que o genocídio pode, de alguma forma, surgir materialmente de um Estado não racista. Outro absurdo. Só o racismo produz genocídio. Só o racismo produz uma sociedade de apartheid que deseja realizar uma limpeza étnica de dois milhões de pessoas. As ruínas de Gaza são a descrição visual perfeita do que o sionismo, enquanto ideologia, sempre representou.

Imagem: Como tudo está mais claro do que nunca, o que começamos a ver é um esforço para reabilitar o sionismo. Começamos a assistir a um esforço para separar Israel da sua ideologia subjacente, de modo a reintegrá-lo discretamente na sociedade imperial polida. Os liberais detestam que os direitos palestinianos, o genocídio, o apartheid e o sionismo se tenham tornado temas eleitorais. Daí esta indignação com a moção dos Verdes, que será utilizada para tentar destruir o partido, tal como Corbyn e o seu movimento foram destruídos por uma falsa histeria anti-semita. Daí Mamdani e as suas traições e as reacções de raiva, mesmo entre os chamados esquerdistas, às pessoas que denunciam esta reabilitação. No outro dia, estava no centro disto quando Hasan Piker, uma personalidade multimilionária das redes sociais com a capacidade intelectual de uma esponja marinha, me atacou e tomou o partido de um sionista israelita por causa das minhas críticas a Mamdani. Na sua transmissão em direto, Piker, que há poucos meses era um crítico acérrimo dos sionistas, disse estar feliz por ter fãs nas Forças de Defesa de Israel (IDF). Piker tem mais de 5 milhões de seguidores nas suas plataformas de redes sociais e agora eles estão a ouvir que os soldados que cometeram genocídio, não só podem ser reabilitados, como também podem ser incluídos num movimento de esquerda.

Piker está a promover um liberalismo intransigente, sem princípios e falhado.

Está a promover o liberalismo social-democrata falhado que, em primeiro lugar, produziu um genocídio.

Ele está a promover um liberalismo genocida.

Intelectualmente, tanto Piker como os dirigentes do Partido Verde estão a demonstrar na prática, o que significa ter a mente aberta como uma ferida aberta. A confusão e o sangramento de posições contraditórias na vã busca de legitimidade num sistema democrático liberal.

Mais uma vez, vemos porque é que o progresso genuíno e a justiça são impossíveis dentro dos limites da democracia liberal.

Isto não significa que a moção dos Verdes tenha sido má. Longe disso. Ajuda a aguçar as contradições, expõe as fraudes performativas e cria uma tensão útil ou mesmo destrutiva, que abre novos caminhos para a mudança.

Mas, enquanto sistema para a mudança material, a democracia liberal, se não esmaga as melhores intenções e as vozes mais íntegras, subjuga-as e redirecciona-as para os seus próprios fins.

Na maioria das vezes, porém, como sistema concebido para sustentar o imperialismo capitalista, simplesmente promove sionistas, capitalistas e neofascistas ou fascistas de facto.

É por isso que só os futuros revolucionários permitirão que uma verdade evidente seja orgulhosamente declarada por todos: o sionismo é racismo.

E só em futuros revolucionários a Palestina será livre.

domingo, 23 de agosto de 2026

Corbyn & Finkelstein: Gaza e a cumplicidade ocidental [Crónica da IIIª Guerra Mundial, nº 70]

 


Eles discutem as questões sem demagogias, mas também, sem refrearem de nomear os crimes e os responsáveis por eles.
A minha sensação, quando ouvi este diálogo foi como de «déjá vu»:
- Aquilo que está a acontecer em Gaza e na Palestina sob ocupação, se assemelha a uma «experiência» monstruosa ou uma série de «experiências», levadas a cabo pelos sionistas; não só o exército de Israel, como o governo, os partidos «de poder». Estes atos criminosos são levados a cabo com o beneplácito dos poderes das democracias ocidentais.
O fascismo do século XX também começou assim; lembremos a Abisssínia, invadida pelo exército de Mussolini. Lembremos a chamada «guerra civil» de Espanha, que não foi uma guerra civil, mas sim um confronto internacional, preparatório da IIª Guerra Mundial, que começou logo depois de completada a derrota republicana e das tropas franquistas terem dominado a totalidade do território. Os nazis submeteram os judeus (não apenas eles: ciganos, homossexuais, dissidentes políticos...) a brutais torturas, a escravidão, maus tratos constantes, «caças ao homem» em cada país que conquistavam. Os morticínios em massa nos campos de concentração só foram decretados por Hitler e seu Estado-Maior, quando havia nenhuma hipótese deles ganharem a guerra, ou mesmo de obterem um arranjo que lhes permitisse sobreviver.
Aquilo que está a acontecer em Gaza é um genocídio à vista de todos, com crimes de guerra quotidianos, muitos deles sendo orgulhosamente exibidos em público, nos media ou nas redes sociais, pelos soldados israelitas que os levaram a cabo.
Os dirigentes políticos incentivaram-nos a cometer crimes contra civis, mostram o maior desprezo (em público) pela vida dos palestinianos, seja de adultos ou crianças, de civis ou de membros do Hamas, todos eles destinados a «limpeza» completa ou quase.
Creio que Netanyahou, Ben G'vir e os outros, não poderiam fazer o que têm feito, ordenado o exército a proceder como procede em Gaza, nos Territórios Ocupados, ou no Líbano, sem terem as coberturas dos governos ocidentais: Dos EUA em primeiro lugar, mas igualmente de quase todos os governos dos países da OTAN ou da UE, com poucas exceções (a Espanha e a República da Irlanda, esta não faz parte da OTAN, mas é membro da UE).


Este crime hediondo dos sionistas em Gaza e nos Territórios palestinianos, aparece-me cada vez mais como parte da monstruosoa «tarefa» de parar e diminuir o crescimento de países outrora coloniais. Com efeito, se as populações palestinianas são as mais cultas em todo o Médio-Oridente, apesar das circunstâncias adversas, isso para os sionistas mais racistas tem o significado de um perigo, pois não poderão esperar nunca a sujeição dum povo com tanto martírio na sua História e com tantas pessoas cultivadas. Os palestinianos têm uma percentagem superior aos outros povos árabes em licienciaturas e doutoramentos, em todas as áreas do saber, incluindo as áreas mais técnicas.
Esta «experiência-teste» é um precedente para as elites europeias e norte-americanas fazerem o mesmo, com as adaptações necessárias, quer nos seus países respectivos, quer (mais provável) em países do Sul Global, onde os seus interesses estratégicos estejam a ser postos em causa.


As pessoas estão adormecidas, no Ocidente. Curiosamente, muito pouco se fala dos tópicos abordados por Corbyn e Finkelstein neste vídeo. Será porque as pessoas pensam que não lhes diz respeito, mostrando assim um enorme egoísmo. Neste caso, revelam uma enorme miopia e estupidez: Com efeito, as gerações dos seus pais tiveram de ir lutar nas fileiras dos exércitos coloniais (ou neo-coloniais) para tentar anular ou minorar a onda de independências que começou nos anos 50 e continuou nos decénios sucessivos, até hoje. As guerras de agressão levadas a cabo no século XXI têm todas as características de expedições imperialistas e neocoloniais: As recentes guerras de agressão e extermínio, levadas a cabo quer pelos EUA, potência hegemónica global, quer pelos países europeus ex- sedes de impérios coloniais (França, Reino Unido, etc) destinavam-se a manter os referidos países (Somália, Iraque, Afeganistão, Síria, Líbia, Líbano e agora Irão ...) na dependência do «Ocidente».  Serviram-se de todos os pretextos para manter o público da Europa e América do Norte iludido. A barragem dos media ocidentais, dificultou muito a tarefa de forças anti-imperialistas, em fazer passar as realidades que desmentiam as confabulações dos agressores. As poucas pessoas lúcidas estavam em nítida inferioridade de meios, perante constantes ondas de propaganda, de desinformação e de incultura política (mantida intencionalmente).


A saída no longo prazo, vai depender de vários fatores:
- A coesão do movimento dos BRICS, que é muito frágil, embora assente sobre princípios saudáveis.
- A reorganização do movimento de massas do início do século XXI, os «anti-globalistas» ou alter-globalistas»,
- A reativação das resistências populares e operárias dentro de cada país, com uma dinâmica de organizações de classe que não esteja refém de lógicas partidárias.
Os fatores que podem provocar o despertar dos oprimidos, são
- a iminência de uma brutal recessão mundial,
- a oligarquia tentando apropriar-se do capital dos fundos de pensões e obter a privatização de estruturas de gestão pública
- o empobrecimento acelerado e a perda de ilusões de jovens, de que poderão levar uma vida decente, com um padrão de bem-estar melhor ou semelhante ao da geração dos seus pais.
- A compreensão profunda, sobretudo entre a juventude, de que se deve fazer a unidade na luta, entre si e com classes partilhando interesses fundamentais.


Não vou fazer vaticínios, mas uma coisa positiva já está a ocorrer: A onda de resistência em países ex-colóniais aos cantos de sereia neoliberais, que pretendem criar ou conservar para as oligarquias as condições de extração das matérias-primas e da exploração da mão-de-obra desses países.
Em relação ao resto, há demasiadas incógnitas para sabermos de antemão qual será a configuração do Mundo, dentro de 5 ou 10 anos.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

GIDEON LEVY , FAMOSO JORNALISTA DE HAARETZ, ENTREVISTADO POR JORNALISTA BRASILEIRO


https://www.youtube.com/live/2nzHF13cDJ0?si=EuOT8Fc8K-fChists5S8

Gideon Levy, foi inicialmente um sionista, como ele próprio confessa na entrevista. Teve um processo de maturação, despegando-se do sionismo, ao compreender que esta ideologia punha uma etnia acima das outras; isso não podia ser a base para uma sociedade e um Estado democráticos.
Oiça atentamente a entrevista, pois Gideon Levy dá-nos um ponto de vista muito especial sobre a sociedade israelita e sobre o povo palestiniano, na sua luta pela sobrevivência nas condições terríveis do genocídio, nestes 3 últimos anos. 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

PHILIP GIRALDI «O CORAÇÃO DAS TREVAS»

 Philip Giraldi é um ex-analista da CIA, que se apercebeu há bastante tempo da letalidade do Império e tem desmascarado as narrativas da média dos EUA e internacional para desculpar o que é indesculpável. Os EUA são a nação que mais vezes esteve envolvida em invasões, golpes de  Estado, subversões, bloqueios e toda a espécie de atos contrários aos direitos Humanos. É de saudar a coragem de homens como Giraldi, que melhor compreendem as manobras do poder dos EUA e nos explicam o que está em causa, pois viram por dentro o funcionamento da CIA e do Governo.


The Heart of Darkness

Israel’s government is completely evil

It is not for nothing that most of the world both abhors and condemns Israeli behavior, whether it be measured by the never-ending genocide in Gaza or the similarly driven terrorizing and deportation of the Palestinian population on the West Bank. Israel is intent on taking full control of historic Palestine and is willing to do whatever it takes to bring that about and unfortunately the United States has been its all too often enthusiastic accomplice in that effort. Beyond that, Israel has bombed and otherwise killed its neighbors in Lebanon and Syria while also enticing Washington to join in the effort to attack Iran and bring about regime change in Tehran. Apartheid Israel, which has declared itself legally and ethnically a Jewish state, intends to become that in reality by eliminating all non-Jews from its ever expanding territory and it is willing to do whatever it takes to bring that about.

There is something that is a tad peculiar about the Jewish state’s sense of identity in that it does not regard killing those who are non-Jews by any means possible as either a crime, or, more to the point, as a sin in spite of the prohibition included in its own Ten Commandments. Nor does Israel consider any agreements it enters into with other countries to be in any way binding on it and its leaders, witness the regular violation of the two ceasefires that Tel Aviv has entered into over Gaza, or its behavior regarding similar arrangements with neighbors Lebanon and Syria. In Lebanon and Syria, Israel is currently spraying “unidentified” though apparently toxic chemicals on farmland near the border to drive away local residents through destruction of their livelihoods. Israel does what Israel does and the United States, which was a guarantor of all the ceasefires as well as of the ongoing peace process, never says a word when Israel breaks the agreements and goes about killing more local inhabitants.

Israel’s latest ploy is to bring about a United States attack on Iran to destroy that country’s ability to strike Israel, making the Jewish state by default the regional dominant military and political power. Israel reportedly convinced Donald Trump not to attack Iran several weeks ago because there was concern that Iran would, as part of its defense, attack targets inside Israel that had the ability to support the American effort. In other words, Israel was seeking a solution to Iran that would not put itself at risk and would instead put the onus on the United States. One might point out that this is hardly the appropriate behavior for a country that is repeatedly praised as Washington’s “best friend and closest ally.” It is anything but that while Trump and the politicians are either too stupid or corrupted to realize that, or too intimidated by the Lobby, to respond as they should if the US interest were truly their priority in relationship to an Iran which does not threaten America in any way.

Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu has now called for a meeting with Donald Trump for later this week, which would be the ninth meeting between the two since Trump’s inauguration, far more than with any other foreign politician. Netanyahu has asked to meet with Trump to discuss options for the ongoing indirect discussions with the Iranians. Netanyahu’s office released a statement that “The prime minister believes that all negotiations must include limiting the Iranian ballistic missiles, and ending support for the Iranian axis” of Hamas, Hezbollah and the Houthis, which Israel perceives at the principal threats against it.

In any event, it is generally conceded that Trump will do what Israel wants. Netanyahu will also be seeking a plan of action whereby the US will attack and bring about regime change in Iran while also neutralizing its offensive capabilities. Israel meanwhile will stay out of the fight to avoid any damage from the Iranian arsenal. Neat, and any dead Americans resulting from that formula, most probably on US bases in the Persian Gulf region, will just be the cost of doing business with Netanyahu who will be leaving from his sessions with Trump with a smile.

Netanyahu is smiling because he always wins when dealing with American presidents while simultaneously treating the United States like a bit of dirty laundry that can easily be discarded or ignored whenever it is is not useful as a source of money, weapons and protection. Note the disregard for the damage done to the United States by the Jeffrey Epstein conspiracy which was without question a major blackmail operation up to the US presidential level run by Mossad to favorably influence policies towards the Jewish state. Even now with many incriminating documents revealed there is total resistance on the part of the Trump regime and the opposition Democrats to honestly expose what was done by our “good friends” in Israel.

But I have described Israel as uniquely evil and there is plenty of evidence for that outside of its treatment of the United States of America as some kind of vassal state that is a source of money and political and military support. As observed above, Israel has never complied with any agreement that it makes with foreign countries. During the course of the current ceasefire it has blocked the entry of food or medicines while also continuing to bomb and shoot Gazans, killing close of 600, including many children. Meanwhile, far from withdrawing its army from Gaza it has increased its foothold in the Strip, occupying close to 60% of the total area as a “Yellow” security zone, presumably leaving the rest as eventually intended for the Trump Gaza Resort or for Israeli settlers who have been appearing in the area in increasing numbers and even staking out new settlements.

As a gesture to indicate some measure of compliance with the ceasefire, last week Israel agree to partially open the Rafah Crossing from Gaza to Egypt which it controls, and the first to pass through were supposed to be those Gazans suffering from injuries and wounds requiring advanced medical treatment. Something like 22,000 Gazans were registered or lined up seeking passage and a long line of ambulances from the Egyptian side were waiting to help. Israel then closed the Crossing in spite of its commitment to open it and reportedly only let 150 injured Gazans pass through it with 50 Gazans who were already in Egypt allowed to return home from the other side.

Another story making the rounds is how the Israeli military has now conceded that its multi year offensive in Gaza has killed approximately 70,000 Gazans, a number that is being praised in some circles because it is considered an honest, though unfortunately brutal, appraisal. Some believe, however, it is meant to throw out a lower number so the real number will never be revealed. The 70,000 number is much higher than what has appeared in the Zionist controlled western media up until now but it is far below other estimates from reliable sources like the British medical journal The Lancet that place the deaths at 186,000, with most of the bodies still buried under the rubble. Some other conservative estimates believe that fully 12% of the original 2 million Gazan population has been killed, meaning close to 240,000.

And when one speaks of how evil Israel is, there is another issue which might be considered. Israel is sometimes described as the leading country in providing resources for organ replacements, a procedure sometimes euphemized as “organ harvesting.” That appears to be true because the thousands of Palestinians who are held without charges in Israeli prisons are treated abominably, to include having their organs removed for marketing purposes if they die and even when they are still living. The evidence for that horrific behavior consists of the bodies of Palestinians that are released from prisons and given to their families for burial. Those bodies frequently have what are presumed to be their viable body organs as well as corneas or even skin removed prior to being returned. The organs are then marketed worldwide. The result is that organ donation in “Israel” is among the highest in the world, despite some religious restrictions and a relatively small population.

So I rest my case. These are not the sorts of things that countries with any sense of morality or respectability embrace. And unfortunately Israel is able to drag Donald Trump and the US Congress along with it, even making Washington do the real dirty work when it comes to confronting nations like Iran. But there are signs that the American public has become tired of the whole charade and Israel’s role in it. The litmus test will come with the handling of the situation with Iran and we should be seeing what will happen there in the next week or two.

Philip M. Giraldi, Ph.D., is Executive Director of the Council for the National Interest, a 501(c)3 tax deductible educational foundation (Federal ID Number #52-1739023) that seeks a more interests-based U.S. foreign policy in the Middle East. Website is https://councilforthenationalinterest.org address is P.O. Box 2157, Purcellville VA 20134 and its email is inform@cnionline.org

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RELACIONADO:

https://manuelbaneteleproprio.blogspot.com/2026/02/crimes-terroristas-dos-estados-sempre.html

terça-feira, 7 de outubro de 2025

GAZA: AS MENTIRAS PROPALADAS PARA ENCOBRIR O CRIME DE GENOCÍDIO


 Escutei várias vezes com atenção este vídeo do «Le Quotidien Global». No seu conteúdo, este relato é dos mais objetivos que tenho até agora ouvido sobre Gaza, a Palestina, Israel, o regime de Netanyahu. Também é notório que os poderes ocidentais, foram apoiantes ativos, sobretudo EUA e Reino Unido, da campanha de terror contra civis, desde o primeiro momento. 

Quando se faz a apologia da ação militar de Israel em Gaza, está-se a criar clima favorável a todos os atos que depois cometeu. Seus apoiantes, chefes de Estado e governo, de vários países ocidentais deveriam também ter um lugar reservado no banco dos reús, no Tribunal Penal Internacional.

Quando a media corporativa perpetua as mentiras típicas da propaganda de guerra e não faz nenhum esforço para desfazer aquilo que propalou, sabemos que a sua missão deixou de ser (há muito tempo, na verdade) de divulgar as notícias o mais próximo possível da realidade e de modo objetivo, neutral, não enviesado.

Ás numerosas pessoas que há dois anos me diziam que o Hamas tinha cometido atrocidades, eu respondia que a saída de 7 de Outubro para fora da prisão de Gaza, FOI UM ATO MILITAR  e que numa circunstância assim, os militantes palestinianos tinham que se preocupar - em exclusivo - em neutralizar as forças inimigas da IDF (forças armadas de Israel) que mantinham o cerco da Faixa de Gaza. 

As barbaridades atribuídas aos gerrilheiros palestinianos eram construções da propaganda sionista, destinada a virar a opinião pública mundial contra os palestinianos. Compreendi logo isso e depois veio a ser confirmado plenamente, com provas irrefutáveis. 

De facto, os objetivos mais importantes da operação da resistência palestiniana foram alcançados. Mostraram que Israel (o seu governo, as suas forças armadas) era opressor, sem qualquer preocupação com os aspectos humanitários, com prazer sádico em matar e humilhar uma população indefesa. 

O objetivo declarado pelo governo de Netanyahu de «liquidar o Hamas», não apenas não foi conseguido, como a posição do Hamas se fortificou no seio do povo palestiniano, como também a nível internacional. Além disso, a questão do estatuto da Palestina enquanto Estado independente, nunca se colocou com tanta força como agora. 

Não sei, evidentemente, o que o futuro trará, mas creio que é importante que Gaza fique como símbolo da barbárie contra um povo indefeso e que resiste desde 1948. 

Com efeito, foi vítima da histórica injustiça que lhe foi feita, quando a ONU reconheceu o Estado de Israel e deixou «no vácuo» a questão do reconhecimento dos territórios palestinanos, conforme prometido, enquanto território nacional dos palestinianos.

O 7 de Outubro de 2023 será lembrado como um gesto de libertação, de coragem dos resistentes, não apenas do Hamas, como doutras organizações da Resistência palestiniana. 

A resistência de todo um povo - os palestinianos de Gaza e dos restantes territórios - ficou demonstrada. Os habitantes de Gaza recusaram abandonar a cidade que tinha sido transformada em ruínas, assim como todas as infraestruturas e recursos (hospitais, escolas, mesquitas, igrejas cristãs, etc), intencionalmente bombardeadas e demolidas pelos  israelitas.

É terrível o peso que devem sentir muitos judeus, pelo mundo fora, perante a perpetuação de crimes em massa, que só têm paralelo no horror e desumanização que os nazis fizeram ao povo judeu, logo em 1933, mas que se foi intensificando como morticínio em massa, nos finais da IIª Guerra Mundial. 

Mas, o sofrimento da população palestiniana durante estes anos todos, desde antes da implantação do Estado de Israel, deveria ensinar a todos que não se pode aceitar um Estado étnico (um Estado que apenas reconheça como cidadãos de pleno direito os de uma dada etnia) e/ou um Estado com religião oficial (em que é crime criticar a religião e onde as leis são moldadas para se conformar com um credo religioso), nem um Estado que discrimine como não-cidadãos quem aí vive desde há séculos e séculos. Chama-se neste último caso, «apartheid», nome dado ao regime de segregação racial promovido pelos brancos na África do Sul, que só acabou na década de 1980.

Não tenho nenhuma compaixão pelos sionistas e seus comparsas: andaram a atear campanhas de ódio, de propaganda do mais vil conteúdo, para «justificar» os horrores cometidos quotidianamente, nestes dois anos de matança. Não chamo a isto «guerra», pois os alvos principais dos sionistas eram civis e os palestinianos resistentes armados, não tinham meios para contrariar, de modo eficaz, os atos do exército inimigo.

O meu horror e tristeza não ficam confinados ao regime monstruoso de Netanyahu e seus apoiantes internos e externos: 

É que nós temos vivido numa bolha de ilusões, nos regimes ocidentais, de «democracia liberal»; de que estes tinham valores e que os assumiam. Não! Apenas usaram, durante mais de um século, uma «indignação» fabricada, para lançar campanhas contra seus opositores, encobrindo os crimes deles próprios contra forças anti-coloniais, anti-capitalistas, pró-socialismo, pró-autodeterminação, que surgiram neste século e meio, em todos os continentes e nos países-sedes coloniais e imperiais. 



segunda-feira, 22 de setembro de 2025

A NOVA DESORDEM MUNDIAL [CRÓNICA DA IIIª GUERRA MUNDIAL, Nº 49 ]

 Não sei se algum título como este já existe, é provável - mas no caso deste escrito - entendo que se trata do título mais apropriado.

Senão vejamos; a liberdade é proclamada e negada, na prática. Não se pode defender um determinado ponto de vista perfeitamente legítimo e racional, sem se ter consequências gravosas, se este ponto de vista se traduz numa desacralização do poder.

Pelo contrário, podem cometer-se atrocidades, violações sistemáticas dos direitos humanos, impunemente, se forem cometidas sob a tutela e seguindo o guião da potência hegemónica. As coisas não mudaram, desde há cerca de 75 anos. Um adjunto do presidente dos EUA, Truman, fez-lhe notar que se estava a apoiar uns «bastardos» (já não sei de que país latino-americano); ao que Truman respondeu...«Sim; mas são os NOSSOS bastardos».

Hoje em dia, a ditadura totalitária de Zelensky tem as honras de governos ocidentais, enquanto vai prendendo os opositores, que «desaparacem», ou vai colocando para sacrifício inútil, centenas de milhares de soldados na mira de fogo das tropas russas, sobretudo vai construíndo - ele e seus associados - fortunas colossais, à custa do erário  público ucraniano (e nosso). Mas ninguém se preocupa, nas administrações que têm doado sucessivos  biliões, para onde vão estas somas. 

Os manifestantes que protestam contra o genocídio dos palestinianos, são dispersos à bastonada, são presos às centenas; isto tem lugar no suposto «modelo» da democracia e dos direitos civis, a Grã Bretanha. 

Em simultâneo, a indústria armamentista, nomeadamente, na UE, no Reino Unido e nos EUA, envia para Israel o que este precisa para efetuar o referido genocídio. Como podem os políticos  se apresentar como «observadores impotentes», durante estes quase três anos de genocídio, sabendo-se que um embargo de armas a Israel iria fazer parar rapidamente o Holocausto Palestiniano?

Claro que jogam os interesses económicos e a importância dos lobis pró-sionistas. Aliás, não devemos confundir estes com as comunidades judaicas: Estas podem estar completamente dissociadas da mentalidade suprematista e colonialista do governo de Israel. 

Em todo o lado, a igualdade dos seres humanos perante a lei, a sua dignidade fundamental, estão postas em causa. Um assassinato irá fazer a primeira página dos noticiários, consoante a vítima seja judeu (sionista ou não) ou um arauto «cristão», em associação com o sionismo, ou consoante se trate de um árabe, que pode ser muçulmano, cristão, de outra religião ou mesmo, ateu. No caso do árabe, nem será referido na maior parte dos noticiários; se o for, será classificado de «terrorista» ou de membro do Hamas, para desencadear repúdio e não qualquer sentimento de compaixão no público.

A ordem moral é a primeira a desfazer-se, quando se inicia a derrocada da ordem política-económica-jurídica.

 Aquilo que se chama «civilização» é um estado de imposição duma falsa ordem, porque baseada na repressão: É isso que significam expressões como «Pax Romana», ou «Pax Americana». 

A ordem moral não pode subsistir quando os do topo da hierarquia são impunes, face às regras aplicadas ao comum dos mortais. Vejam-se os casos (abafados) dos escândalos sexuais em torno da figura de Jeffrey Epstein, ou a total impunidade dos criminosos que lançaram a operação COVID («vacina anti-COVID») para benefício das multinacionais farmacêuticas Pfizer, Moderna, Astra-Zeneca...

Apenas dois exemplos acima citados, mas haveria muitos mais, se contabilizarmos os que no establishment se especializaram em lançar guerras  (Afeganistão, Iraque, Líbano, Líbia, Palestina, Irão...) que têm causado milhões de mortes, incontáveis feridos e deslocados. Mas, a media corporativa reserva sempre o melhor acolhimento para estes senhores e senhoras. 

Em desespero, os antigos aliados de ontém do Ocidente, estão em massa a aderir aos BRICS ou, pelo menos, a  estabelecer acordos comerciais frutuosos com estes países, pois vêm que do lado Ocidental e Americano, só há a perspectiva de manter os países mais fracos sob o seu domínio, por todos os meios, incluindo militares.

 Mas, o comércio precisa de liberdade. Sobretudo, de liberdade de escolha; em dado país participar ou não num dado acordo. Também precisa de um conjunto de regras. Porém, estas regras (acordadas e ratificadas na OMC) são sistematicamente ignoradas ou violadas pelos mesmos que clamam pelo seu respeito.  

A utilização do dólar como arma, abusando do privilégio de ser a principal moeda de reserva mundial (uma herança do acordo de Bretton Woods, 1944), levou a que mais trocas sejam efetuadas nas divisas dos respetivos países, não envolvendo o dólar. O dólar deixou de ser visto como «porto seguro», como reserva nos Bancos Centrais, em muitos países:  Estes passaram a acumular ouro, o qual não pode ser instrumentalizado. Quanto muito, poderá ser expropriado ou roubado, num contexto de guerra, com invasão e tomada do ouro do banco central (como aconteceu na Líbia e noutros casos).

A «lei» da força, ela própria, está posta em causa quando os rivais dos EUA e dos países da OTAN, possuem armas ao mesmo nível, ou que ultrapassam as ocidentais. Em relação à guerra assimétrica, temos assistido aos danos severos causados por mísseis e drones das milícias Houthis (Iemene), a instalações militares e civis israelitas, assim como mantêm o bloqueio no Mar Vermelho, para a navegação destinada a Israel, incluindo porta-aviões dos EUA. Podíamos também descrever o efeito do uso maciço dos drones que - com uma tecnologia relativamente simples - conseguem ultrapassar defesas anti-aéreas de uns e de outros, no teatro da guerra Russo-Ucraniana.

O mundo está cada vez mais complexo e as armas mais perigosas (armas nucleares) estão sob controlo de psicopatas, nalguns casos. A determinação de Netanyahu, ou do seu sucessor, em fazer explodir bombas nucleares contra inimigos (Irão, principalmente) pode configurar a «alternativa Sansão». Ou seja, tal como na narrativa bíblica, trata-se de deitar abaixo todo o edifício (Israel), de modo que os seus inimigos também morram. É uma loucura completa, mas que está consignada em manuais de estratégia militar israelitas, pelo que não pode ser tomada ao de leve.


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Ps1: Jeffrey Sachs e a nova ordem  mundial 

https://youtu.be/97pxh5BifVU?si=H58F_pxUbI0pYdi_


PS2: ANGELA MERKEL atribui a países da OTAN a responsabilidade pelo rebentar da guerra na Ucrânia: 

https://youtu.be/g8iNwQTm6Mk?si=Aop9vp4Fq6dCJEpZ

terça-feira, 9 de setembro de 2025

BOICOTE ÀS COMPANHIAS QUE ESTÃO ASSOCIADAS A ISRAEL





 O boicote resulta e traduz-se numa perda de mercados e de lucros para as companhias que estão a apoiar o genocídio dos palestinianos, em Israel. 

PS1: LEIA ARTIGO DE JONATHAN COOK, 
"O COLONIALISMO DO OCIDENTE FICOU DESMASCARADO EM GAZA". 


sexta-feira, 25 de julho de 2025

QUE FIQUEM CONHECIDOS PELOS SEUS FRUTOS / O GRANDE NEGÓCIO DO GENOCÍDIO



QUE FIQUEM CONHECIDOS PELOS SEUS FRUTOS (por Caitlin Johnstone)




 O GENOCÍDIO DE GAZA POR ISRAEL É UM GRANDE NEGÓCIO (por Jonathan Cook)


NO EXCERTO DO ARTIGO Dystopian Killing Fields and Starvation in Gaza POR BINOY KAMPMARK VERIFICA-SE A PERVERSIDADE DE ISRAEL EM RELAÇÃO ÀS OBRIGAÇÕES HUMANITÁRIAS E A ATITUDE CONDESCENDENTE DE SEUS ALIADOS OCIDENTAIS.

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The statement as run by Doctors Without Borders (Médecins Sans Frontières) on 23 July is stark: “As the Israel government’s siege starves the people of Gaza, aid workers are now joining the same food lines, risking being shot just to feed their families. With supplies now totally depleted, humanitarian organisations are witnessing their own colleagues and partners waste before their eyes.” Two months after the implementation of the controlled aid scheme by Israel, utilising the grotesquely named Gaza Humanitarian Foundation, over 100 organisations were “sounding the alarm and urging governments to act: open all land crossings; restore the full flow of food, clean water, medical supplies, shelter items, and fuel through a principled, UN-led mechanism; end the siege; and agree to a ceasefire now.”

Outside Gaza, and even within the Strip, abundant supplies of food, clean water, medical supplies, shelter items and fuel sat untouched. Humanitarian organisations had been prevented from accessing them. “The Government of Israel’s restrictions, delays, and fragmentation under its total siege have created chaos, starvation, and death.” A paltry figure of 28 trucks a day were being allowed into the Strip.

The relevant gore is recounted: massacres at food sites in the Gaza Strip are impossible to ignore; the figures from the UN suggest that 875 Palestinians had been slaughtered while seeking sustenance as of 13 July. The frequency of these “flour massacres” is also receiving comment from those in the employ of the operation being run by GHF (Gaza Humanitarian Foundation), policed by private contractors and the IDF. Retired US special forces officer Anthony Aguilar, who resigned from working with the GHF, told the BBC that he had “witnessed the Israeli Defense Forces shooting at crowds of Palestinians.” During his entire career, he had never seen such “brutality and use of indiscriminate and unnecessary force against a civilian population, an unarmed, starving population.”

The NGO statement goes on to note the rise of cases of acute malnutrition, most prevalent among children and the elderly. (The World Food Programme has warned that one in three Gazans do not eat for days at a time, with 90,000 women and children requiring treatment.) “Illnesses like acute watery diarrhoea are spreading, markets are empty, waste is piling up, and adults are collapsing on the streets from hunger and dehydration.”

In the face of this, international law’s decrees appear like the neglected statues of a distant land. The three sets of Provisional Measures Orders from the International Court of Justice, handed down since 2024, have warned Israel to observe its obligations under the UN Genocide Convention and address the humanitarian crisis in the Strip. In its modifying order of provisional measures handed down on 28 March 2024, the ICJ instructed Israel to “take immediate and effective measures to enable the provision of urgently needed basic services and humanitarian assistance to address famine and starvation and the adverse conditions of life faced by Palestinians in Gaza.” These include the provision of “food, water, electricity, fuel, shelter, clothing, hygiene and sanitation requirements, as well as medical supplies and medical care” and “increasing the capacity of land crossing points and maintaining them open for as long as necessary.”

The latest concession from Israel to deal with this engineered humanitarian catastrophe is a promise to open humanitarian corridors to permit UN convoys into the Strip. In addition to that, COGAT (Coordinator of Government Activities in the Territories), the Israeli military agency overseeing humanitarian affairs in Gaza, has announced that Jordan and the United Arab Emirates will be permitted to parachute humanitarian aid to those in Gaza. UK Prime Minister Sir Keir Starmer has made a small team of British military planners and logisticians available to assist Jordan in this endeavour. On 27 July, the IDF also released a statement claiming it had made the first airdrop including “seven packages of aid containing flour, sugar, and canned food.” These efforts, in their practical futility, are a reiteration of the humanitarian airdrops conducted by the US military and Jordan’s air force in March last year.

These drops will do little to alter the cruel, strangulating model of aid delivery in place, emboldening the fittest recipients capable of outpacing their adversaries. Those recipients will also be fortunate not to be injured or killed by the dropped packages, instances of which were recorded in March last year. “Why use airdrops,” asks Juliette Touma, chief spokeswoman for the United Nations agency for Palestinian refugees, “when you can drive hundreds of trucks through the borders?” Using trucks was “much easier, more effective, faster, cheaper.” Precisely why using them is so unappealing to the IDF.

Instead of focusing on isolating Israel, its allies prefer piecemeal approaches that prolong the suffering of the Palestinians. Measures such as those announced by Starmer to “evacuate children from Gaza who need medical assistance, bringing them to the UK for specialist and medical treatment” only serve to encourage the Israeli war machine. The aid drops serve to do much the same. The objective is one of inflicting a sufficient degree of harm that will encourage the eventual depopulation of the enclave. Israel’s allies, with intentional or unintentional complicity, will clean up.



sexta-feira, 11 de julho de 2025

FRANCESCA ALBANESE (ONU) : ECONOMIA DO GENOCÍDIO



             

Francesca Albanese é realmente uma voz de coragem, de denúncia da criminalidade e um acordar das consciências. 

O sistema  controlado pelas grandes potências já se «suicidou», já se deixou cooptar há muito tempo. Por isso, admiro a coragem dela e de outros, dentro ou fora das ageências da ONU, que não temem mostrar ao grande público onde está a criminalidade e onde está o Direito Internacional.


Veja também o artigo seguinte, que descreve como os EUA sancionam Francesca Albanese, de maneira obscena e vergonhosa . 

sexta-feira, 4 de julho de 2025

COMO AS GRANDES EMPRESAS DE TECNOLOGIA SE APROVEITAM DO GENOCÍDIO EM GAZA

 



Os crimes e atrocidades que o exército de Israel está cometendo quotidianamente sobre as populações palestinianas indefesas de Gaza e da Margem Ocidental, são de todos conhecidos. Não serve de nada fingir que se ignora. 

Mas, o genocídio não é apenas perpetrado pelo exército e pelo governo de Israel. Existem conivências e apoios objetivos, que vão desde uma maioria da população civil israelita, equivocada, iludida pela propaganda sionista, até à massa de público internacional indiferente ou que aceita sem pestanejar notícias sobre esta parte do mundo, desde que isso não os afete diretamente, pessoalmente. 

A estes, deve-se acrescentar o papel dos governos ocidentais, dos EUA e seus aliados/vassalos, que, com muito poucas exceções, fingem que os pseudo-argumentos vozeados pelos sionistas têm algo de verosímil. Estão coniventes e são culpados de genocídio, por ativamente o tornarem possível, por ajudarem a sua continuação, com somas enormes de dinheiro, com armamentos e munições e com apoio diplomático a Israel, como se este país fosse uma «democracia», garantindo que os "bárbaros" não destruam a civilização ocidental. A tal que é a «civilização» do Ocidente; a auto-designada defensora dos direitos humanos (... quando e em relação a quem lhes convém.)

No entanto, poucas pessoas estão conscientes do imenso papel desempenhado por multinacionais de tecnologia -Palantir, Amazon, Microsoft, Google e muitas outras  - que formam a infraestrutura da sociedade digital contemporânea, que nós todos usamos quotidianamente. 

É o que os dois documentos (um vídeo e um extenso artigo) abaixo vêm nos informar.


                                           


Clicar no título para ter acesso ao artigo por «The Dissident» na página Substack :


Economy Of Genocide: A New Report Exposes The Corporations Profiting Off The Genocide In Gaza.

A New UN Report Shows How The Genocide In Gaza Has Been Profitable By A Long List Of War Profiteers.