Notícia de 28 de Outubro 2024, de que praticamente não se fala em Portugal e na União Europeia. Quem quiser estar informado, tem de obter informações de fontes estrangeiras, não censuradas.
Muitos dos signatários do apelo são autores bem conhecidos nos países ocidentais.
Eles recusam ser cúmplices pelo silêncio com as atrocidades cometidas pelo regime de Natanyahou, o contínuo genocídio da população de Gaza, a limpeza étnica dos palestinianos da Cisjordânia com vista à anexação de seus territórios, a guerra de agressão contra o Líbano.
Contrariamente a uma ideia feita, a Assembleia Geral das Nações Unidas aceitou a adesão de Israel apenas de forma condicional (Resolução 273). No entanto, mesmo assim Telavive jamais respeitou os seus compromissos. Recusa-se a aplicar 229 Resoluções do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral. Acaba de declarar uma agência da ONU de « organização terrorista », apelou à demolição da sua sede em Nova Iorque, designou como persona non grata o seu Secretário-Geral, António Guterres, e acaba de atacar quatro vezes as forças da ONU no Líbano (FINUL- UNIFIL), ferindo dois capacetes azuis .
Benyamin Netanyahou, declarou numa alocução televisionada, em 13 de Outubro : « Eu queria lançar um apelo directo ao Secretário Geral da ONU. Chegou o momento para retirar a FINUL dos bastiões do Hezbolla e das zonas de combate. O Exército israelita solicitou isto em várias ocasiões e recebeu recusas repetidas, o que tem por efeito providenciar escudos humanos aos terroristas do Hezbolla. A sua recusa em evacuar os soldados da FINUL transformou-os em reféns do Hezbolla, coloca-os em perigo, assim como aos nossos soldados ».
Durante a retirada britânica da Palestina do Mandato (ou seja, da Palestina colocada pela SDN sob administração provisória do Reino Unido), em 14 de Maio de 1948, o Conselho Geral sionista, emanação da Haganah (ou seja, a principal milícia da comunidade judaica imigrante), proclamou unilateralmente a independência do Estado de Israel. Ela foi proclamada pelo presidente da Agência Judaica (ou seja, o executivo da Organização Sionista Mundial).
Importa salientar aqui que o ocupante britânico se retirou apenas de cerca de um quarto da Palestina do Mandato. Ele já havia oficialmente saído dos outros três quartos, o que formava a Transjordânia do Mandato, a futura Jordânia.
Em nome do Conselho Geral sionista, David Ben Gurion lê a declaração de independência do Estado de Israel.
Após alguns dias de reflexão, a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu reconhecer o novo Estado, mas não sem ter sublinhado que, em princípio, não cabia a uma milícia, a Haganah, proclamar um Estado, ainda que esta proclamação viesse preencher o vazio da partida da autoridade do Mandato, ou seja, os Britânicos. A Assembleia Geral salientou que a proclamação da independência nada afirmava sobre o regime deste Estado (teocracia ou república), nem sobre as suas fronteiras. Ela pretendia prosseguir o seu plano, o qual tinha em vista a criação de um Estado binacional, árabe e judeu, sem continuidade territorial entre as duas entidades (Jerusalém e Belém com estatuto internacional). Ela ficara tranquilizada pela referência do novo Estado a « uma completa igualdade de direitos sociais e políticos para todos os cidadãos, sem distinção de credo, de raça e de sexo ».
No dia seguinte à independência, o Egipto, o Iraque, a Transjordânia, o Líbano, a Síria e o Iémene enviaram os seus exércitos para a Palestina. A história oficial garante hoje que estes seis países (os «árabes», entenda-se os «muçulmanos») não aceitavam um Estado judeu, e que enquanto cinco deles se opunham à colonização judaica após a colonização britânica, o sexto apoiava Israel. A religião era um problema apenas para Izz al-Din al-Qassam, os Irmãos Muçulmanos e o Mufti nazi Mohammed Amin al-Husseini. Identicamente, a propaganda garante que estes Exércitos foram derrotados pelo valoroso Exército israelita, subentendendo-se que « desde o primeiro dia, os judeus são moralmente superiores aos árabes ». Mas, a realidade foi bem diferente. A Guerra mundial tinha acabado de terminar e nenhum destes países, com excepção da Transjordânia, tinha um exército digno desse nome. As suas tropas eram exclusivamente compostas por voluntários. Além disso, o Exército da Transjordânia, que pôs fim ao conflito, bateu-se ao lado de Israel contra os outros árabes. Na verdade, a Transjordânia, sempre sob influência britânica, esperava impedir a criação de um Estado palestiniano e anexar o seu território. O seu Exército não era outro senão o anterior exército dos Britânicos (a «Legião Árabe») e esteve sempre sob o comando do General John Bagot Glubb (de alcunha «Glubb Pacha»). Foram os Transjordanos (na realidade, os Britânicos) e não os Israelitas que venceram os outros Exércitos árabes. No decurso do conflito, o seu soberano, o Rei Abdallah I foi, aliás, proclamado « Rei da Palestina».
Durante este conflito, as Forças israelitas deixaram os Britânicos da Transjordânia lutar contra os árabes e aplicaram a estes o Plano D (em hebraico : Plano « Dalet »). Com efeito, a Haganah pretendia partilhar o mínimo de território possível com a Transjordânia. As Forças israelitas importaram ilegalmente armas da Checoslováquia (já dirigida pelos comunistas), provavelmente com o acordo da URSS, supostamente para lutar contra a colonização britânica, mas na realidade para expulsar os Palestinianos. Foi a Nakhba (catástrofe). Assim, são expulsos à força 750 mil Palestinianos (entre 50 e 80 % da população) .
No ano seguinte, Israel solicita e obtêm a sua adesão às Nações Unidas. À época, nenhum estado descolonizado fazia parte dela. Os países de influência anglo-saxónica formam a maioria. No entanto, eles só aceitam Israel de forma condicional. Na sua Resolução 273, a Assembleia Geral da ONU faz referência a um compromisso escrito do Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo Provisório de Israel, Moshe Shertok, no qual ele « aceita sem qualquer reserva as obrigações decorrentes da Carta das Nações Unidas e se compromete a cumpri-las a partir do dia em que se tornar membro das Nações Unidas [1].
Em 15 de Novembro de 1970, Chaïm Herzog, representante permanente de Israel nas Nações Unidas (e futuro Presidente do Estado de Israel), rasga na tribuna da Assembleia Geral a Declaração 3379 que qualifica o sionismo de « forma de racismo e de discriminação racial. »
Até à data, Israel não respeitou este compromisso e não cumpriu 229 Resoluções do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral. A sua adesão poderia, portanto, ser suspensa a qualquer momento.
No decurso dos últimos meses,
• O Ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Israël Katz, declarou, em 23 de Março, que a ONU se tinha tornado « uma organização anti-semita e anti-israelita que abriga e encoraja o terrorismo ».
• Israel lançou uma campanha contra uma agência das Nações Unidas, o Gabinete de Socorro e de Operações das Nações Unidas para os refugiados da Palestina no Próximo-Oriente (UNRWA), acusando-a de estar ao serviço do Hamas. Em Julho passado, o Knesset (parlamento-ndT) adoptou três leis (1) interditando a UNRWA de operar em território israelita (2) privando o seu pessoal de imunidade diplomática (3) declarando-a uma organização terrorista.
• O Representante permanente de Israel nas Nações Unidas, Gilad Erdan, declarou aquando do final do seu mandato, em Agosto último, ao falar na sede da ONU em Nova Iorque, que « este edifício deve varrido da face da Terra. »
• O Ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Israël Katz, declarou o Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres, persona non grata.
• As Forças de Defesa de Israel (FDI) visaram deliberadamente os soldados, franceses, italianos e irlandeses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL).
O que é preciso ter em conta :
• Israel não foi criado pelo seu povo, mas pelo seu exército.
• A primeira guerra israelo-árabe não foi ganha pelos Israelitas, mas pelos árabes da Transjordânia sob comando Britânico.
• Ao aderir às Nações Unidas, Israel comprometeu-se a respeitar todas as suas resoluções, o que nunca fez por 229 vezes.
• Após a Palestina, o Líbano, a Síria, o Iraque, o Iémene e o Irão, o governo de Netanyahou abriu uma oitava frente contra as Nações Unidas.
Se quer compreender como se instalou a doutrina dos EUA imperiais, que tinham a força e legitimidade para «guiar» o Mundo, oiça o excelente e bem documentado Prof. Jeffrey Sachs. Ele é o mais credível economista americano para falar sobre estes assuntos, pois participou na desmontagem do sistema soviético, na época imediatamente após o colapso da URSS. Ele era conselheiro do presidente russo Yeltsin. Retrospetivamente, ele compreende a catástrofe a que foram sujeitas as populações russas e de outras etnias da ex-URSS.
Se ele choca, é porque as pessoas têm estado banhadas - no Ocidente - em narrativas propaladas pela media «mainstream» e são assumidas pela generalidade dos políticos no poder, nos EUA e nos seus vassalos da OTAN.
Se tiver de ver apenas UM vídeo sobre geoestratégia, que seja este: Porque ficará munido com os dados objetivos sobre as últimas décadas e com uma direta relação com os conflitos que se desenrolam hoje!
A situação de impunidade e o à vontade com que Israel se move nos «palcos» internacionais, apesar das comprovadas violações repetidas do direito internacional e dos direitos humanos, provocam a rutura da Turquia com a OTAN, e a sua aproximação aos BRICS. Este é apenas um dos aspetos da total reorganização das alianças geopolíticas, em curso.
Além das duas guerras acesas no presente, nomeadamente na Ucrânia e no Líbano, há muitas zonas sujeitas a confrontos de «baixa intensidade» e das quais quase não se ouve falar.
No campo económico, as sanções (ilegais) dos países ocidentais, contra certos membros dos BRICS, estão a levar a uma estrutura do comércio internacional separada em duas metades. A necessidade de proteger os bens financeiros dos seus países da rapina exercida pela administração dos EUA, que utiliza o dólar como arma de chantagem e de guerra, levou à construção de outras redes de pagamento internacionais, evitando o SWIFT (controlado pelos EUA), assim como à duplicação - pelos BRICS - de estruturas financeiras e bancárias internacionais, como o FMI e o Banco Mundial.
Entretanto, já existe um número elevado de candidatos à adesão aos BRICS, mesmo antes da conferência anual, em Kazan (Rússia): Nesta, é quase certo que sejam dados passos concretos para instaurar uma divisa nova (de nome provisório «The Unit»), destinada às trocas financeiras e comerciais de grande volume entre os aderentes aos BRICS e, também, envolvendo outros Estados que tenham acordos com esta aliança.
A própria ONU está posta em causa, dada a sua inoperância chocante em relação ao genocídio dos palestinianos civis em Gaza e nos Territórios. Ela própria demonstra a sua inutilidade, ao exibir a sua impotência em manter a paz e fazer respeitar as normas básicas da sua Carta. Esta incapacidade deve-se, em larga parte, à incondicional cobertura que recebe Israel dos países ocidentais, nomeadamente dos EUA, que possui poder de veto nas resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
A constatação de que os EUA não conseguem impor a sua vontade, apesar do poderio militar que (ainda) possuem, não é tranquilizadora, pois há muitos elementos, na Administração e no Pentágono, que pensam ser possível utilizar bombas nucleares como meio de «esmagar» os adversários, sem que estes tenham a capacidade de responder. Mas isto é falso, trata-se de um delírio perigoso de megalomaníacos. Por outras palavras, em caso de confronto nuclear global, a destruição mútua e recíproca está garantida.
A necessidade de convergência de todas as vontades pela afirmação de políticas de paz e pelo fim da guerra como meio de resolução dos conflitos, vai-se tornando cada vez mais evidente, à medida que a situação internacional se agrava.
O totalitarismo é um termo associado a regimes cruéis, que ocorreram no passado recente, no século XX. Porém, nós estamos a mergulhar num novo totalitarismo, com características semelhantes aos do passado. Mas com outros traços, inéditos, seja na forma, seja nos meios repressivos, seja ainda na consciência (ou ausência dela) do público.
Tenho escrito neste blog sobre o totalitarismo, em que é que ele diverge de ditaduras «clássicas».
Acontece que coincidem três leituras, sobre aspetos deste novo totalitarismo, por autores que eu estimo, pessoas muito diversas, mas que estão associadas no meu espírito com a integridade que qualquer jornalista, cientista social ou psicólogo, deveria possuir, embora seja cada vez menos frequente.
A seguinte abordagem vem de uma psicanalista, Ariane Bilheran: Ela detalha, numa entrevista em francês, como é que a língua é moldada para incutir nas pessoas uma certa forma de pensar, sem que elas se apercebam. Só com a análise fina das distorções de sentido das palavras, dos neologismos, e as distorções na gramática, se consegue decifrar o pensamento do poder totalitário. Este impõe a toda a sociedade a sua «nova normalidade». Esta é uma característica própria do totalitarismo, o não se contentar com uma coerção exterior (como numa banal ditadura), mas querer mudar as pessoas por dentro.
Oiçam a entrevista (em francês):
Na «Guerra Cognitiva no Ocidente», Thierry Meyssan descreve a arbitrariedade com que são perseguidos e encerrados órgãos de comunicação, só porque são russos, ou de origem russa. Esta censura extrema esconde-se por detrás de «atos administrativos», nunca são levantados processos por infrações supostamente cometidas. Evidentemente, tais atos arbitrários dos governos ocidentais destinam-se a impedir que outras perspetivas, outros pontos de vista, ou dados objetivos sobre o que se está a passar, cheguem ao conhecimento do público.
«A liberdade de informar e ser informado não se aplica a eles» dirão alguns, no que estão a legitimar a mesma censura que existia nas ditaduras totalitárias e incluindo no fascismo de Salazar e Caetano, supostamente de brandos costumes, em Portugal.
A criminalização da dissidência vai de par com a interdição de órgãos da comunicação social que dão voz aos pontos de vista dos dissidentes.
A polícia federal alemã lançou em julho de 2024, buscas com grande aparato, para reprimir um crime imaginário e apreendeu uma quantidade de documentos. O tribunal administrativo acabou por anular todo o processo.
O terceiro autor é Jonathan Cook, um britânico radicado em Nazareth, na Cisjordânia. Ele é testemunho direto das brutalidades a que estão sujeitos os palestinianos nos territórios ocupados. Além de Gaza, também a população civil da Margem Ocidental tem sido sujeita a massacres por colonos judeus, que ficam impunes.
Na reportagem seguinte, Jonathan Cook relata não apenas um crime de guerra* por soldados israelitas, como também o tratamento noticioso mais que benévolo, de absolvição, pelo repórter da AP , sobre a ocorrência.
Assim, crimes quotidianos, perpetrados contra palestinianos são «banalizados», «normalizados». É assim que se inocenta, junto da opinião pública de Israel e internacional, o racismo e suprematismo de uma parte da população judaica.
No vídeo* vêm-se corpos de palestinianos a serem atirados do alto de um prédio, por soldados de Israel.
Se contabilizarmos as brutalidades, humilhações e crimes a que estão sujeitos - todos os dias - os palestinianos dos Territórios, temos de concordar que «a banalidade do mal» não se limitou aos criminosos de guerra alemães, julgados em Nuremberga, no final da IIª Guerra Mundial.
Sim, a «Lei de Murphy» aplica-se num mundo enlouquecido pela húbris, pela constante saturação de ideologias, pelo condicionamento das mentes (lavagem ao cérebro), resultando numa cidadania adormecida, constantemente procurando reforçar os seus confortos egoístas, não questionando, nem contestando os poderes instituídos.
A provocação da invasão do território russo de Kursk, não é uma simples «bravata» das forças militares enfraquecidas de Kiev: Foi uma invasão longamente planeada e que tinha um objetivo estratégico claro: A tomada da central nuclear de Kursk e do paiol de armas na mesma província, para fazer chantagem com o governo russo.
Esta manobra falhou de forma previsível, com a consequência das elites do exército ucraniano, mais os mercenários de vários países (França, Reino Unido, EUA, e muitos outros) serem sacrificados. Mas, os poderes que manobram a OTAN não se deram por vencidos, pois lançaram um míssil, «disfarçado» no meio de uma invasão de mais de 50 drones, fazendo explodir armamento nuclear em Tver, a uma certa distância da fronteira com a Ucrânia, mas próximo da fronteira com a Estónia.
A OTAN decidira fazer deste minúsculo país de cerca de 1.800.000 habitantes, a ponta de lança de ataque à Rússia: O golpe é claro; tratava-se de fazer uma provocação grave a partir da Estónia, para que os russos se sentissem obrigados a contra-atacar (e mesmo invadir) a Estónia e neutralizarem o foco de desestabilização.
Nestas circunstâncias, os americanos poderiam clamar que um país da OTAN foi «agredido selvaticamente», «sem causa prévia», sendo portanto obrigatório pôr em marcha o célebre artigo nº5 do tratado da OTAN.
Os EUA detêm o controlo sobre a maioria dos governos europeus, corrompidos ou comprometidos com o Império, não com os seus eleitores: O Parlamento europeu, por maioria, votou uma resolução/declaração de guerra, mas estatutariamente não pode fazer isso. É um bluff, pois a União Europeia não tem mandato para se imiscuir nos assuntos de defesa; não tem qualquer poder estatutário de declarar guerra, seja em que circunstâncias for. O que aconteceu foi uma manobra para forçar a mão dos renitentes dentro da OTAN, para eles votarem favoravelmente medidas agressivas, que o Estado-Maior Imperial e certos vassalos já decidiram: Levar diretamente a OTAN, sem disfarce, a fazer a guerra dentro da Rússia. Estamos a ver agora as consequências disso.
O avivar das ações bélicas e terroristas de Israel, sobretudo no Líbano, contra o Hezbollah, mas também nos Territórios da Cisjordânia, foi precedido pelo voto da Assembleia Geral da ONU, por larga maioria, considerando ilegal a ocupação dos Territórios palestinianos (Margem Ocidental do Jordão, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental) e decretando que Israel deveria, no prazo de seis meses, retirar-se dos territórios ilegalmente ocupados desde a guerra de 1967.
Não há hipótese do imperialismo ganhar estas duas guerras «proxi», usando o regime de Kiev e o governo sionista de Israel. Por isso, estão a manobrar para impelir as nações europeias, num embate frontal e direto com as forças russas.
A perversidade desta manobra está à vista: Se isto se vier concretizardo modo como os imperialistas desejam, a Europa será destruída juntamente com a Rússia. Os EUA ficarão essencialmente intactos, como sucedeu na IIª Guerra mundial. Só que isto é falso e uma loucura completa dos «neocons», que governam realmente os EUA. Os russos já prometeram que, em caso de guerra nuclear, o território dos EUA será alvo prioritário dos mísseis supersónicos russos que não são intercetáveis; e estes podem perfeitamente realizar a tarefa.
Mas os belicistas nunca param: Já estão a planificar ativamente a próxima etapa: A guerra contra a China. Eles argumentam falsamente que o próprio governo chinês apontou o ano de 2027 como ano da resolução do problema de Taiwan. Esta data é falsa, mas é parte da estratégia de propaganda, para «justificar» a intensificação do cerco e das provocações contra a China. Leia a este propósito, o artigo de Caitlin Johnstone, na sua newsletter.
A intensificação da belicosidade dos EUA e da OTAN, contra os membros mais fortes dos BRICS, não tem só a ver com a proximidade da cimeira de Kasan. Eles gostariam que ela fosse um fiasco, mas não vai ser, porque seus atuais membros estão atentos a todos os pormenores e os candidatos a membros, querem realmente participar ativamente do bloco económico em expansão.
Foto da última cimeira dos BRICS, 2023
Entretanto, no Ocidente, perfila-se uma enorme crise económica e financeira, cujo paralelo com a do final dos anos 20 (1929) foi posto em destaque por Christine Lagarde, presidindo o Banco Central Europeu. No plano monetário, vai ser acelerada a introdução dos famosos CBDC (cripto-moedas emitidas pelos bancos centrais). Todas as medidas dos bancos centrais ocidentais que estão a ser agora implementadas, foram longamente preparadas e testadas, para estarem a postos quando ocorrer o desabar do dólar, uma inevitabilidade, a julgar pelos dizeres dos que sempre foram pró-capitalistas e pró-ocidentais, como Alasdair Mcleod.
As «elites» ocidentais, não querem largar o controlo do que se passa no mundo. Estiveram realmente ao comando, na época imediatamente a seguir à implosão da URSS, tendo sido intensificado o controlo direto e militar, com as guerras do Império desde os alvores do século XXI, até hoje. Mas, note-se, todas estas guerras foram perdidas, de uma forma ou de outra. A potência maior do Mundo, em termos militares, continua sendo os EUA, porém já não consegue impor sua vontade e não tem vocação para entrar em compromissos, em negociações, em diplomacia. Por isso, temos hoje o mundo que temos.
Como eu dizia, bem antes do início da guerra russo-ucraniana, o que está a acontecer é uma mudança tectónica, com duas placas, a Euro-Atlântica e a Euro-Asiática, a separarem-se. No processo, são trituradas as margens, ou seja, há guerras e golpes violentos nos territórios da antiga URSS, como é o caso da Ucrânia por um lado e - por outro - no Médio Oriente e Ásia Central, no flanco sul da Rússia, com Israel/EUA contra o Irão e aliados regionais deste.
Dmitri Orlov dá-nos uma ideia realista da falência dos EUA e de Israel. É um pensador político que costuma estar avançado em relação ao imediato da geopolítica. Ele, no desenho geral, tem acertado desde que leio os seus artigos e vejo suas entrevistas no Youtube.
Igualmente significativa - porque realista - é a sua avaliação da tremenda derrota da OTAN no solo da Ucrânia e as medidas desesperadas, que se traduzem em atos terroristas (tanto pelos israelitas, como pelos ucranianos).
- E a onda de refugiados ucranianos que se aproxima quando o regime de Zelensky colapsar? Ninguém fala disso, na média corporativa...
Oiça Dmitri Orlov, se quer ter uma noção clara do que está para vir.
Não é costume eu reproduzir na íntegra uma notícia, um artigo. Mas, abro aqui uma exceção com o artigo de Jonathan Cook, pois o assunto é demasiado sério. Todas as pessoas que leem este blog, sabem que tenho determinada posição ideológica e que não a escondo, embora não escreva por proselitismo, para fazer adeptos.
Com efeito, vejo demasiados sinais de um fascismo na sua pior versão - a que esconde a sua própria matriz e se reveste das aparências de democracia - que me obrigam a colocar debaixo dos olhos dos meus leitores realidades muito incómodas e perturbadoras, mas que não se podem ignorar.
É nossa responsabilidade tudo fazer para combater e acabar com este vírus ideológico, que corresponde à pior espécie de desprezo pelo ser humano. Eu sinto-me pessoalmente agredido por aquilo que se passa atualmente em Gaza, nos Território da Margem Ocidental, em Israel... mas também, na sociedade europeia e ocidental.
A indiferença face às injustiças mais flagrantes, à tortura, ao massacre de inocentes, à expulsão violenta de pessoas da terra que sempre foi sua, à destruição de vidas, tudo isso de forma premeditada e ostensiva... Com o «Ocidente» muito calmo a assistir ao «espetáculo» (como se isto fosse um espetáculo!) ou pior, a apoiar, fornecendo armas, censurando as denúncias dos crimes de guerra, perseguindo os que defendem a causa de uma Palestina independente, como se fossem estes, os criminosos???
Repudio esta «cultura», a «civilização» da hipocrisia, da duplicidade de critérios, da falsa preocupação com os direitos humanos.
Haverá algo mais monstruoso do que a conivência cobarde perante um crime contra a humanidade? Quando não apenas permitem, mas encorajam a exportação de armas para Israel, sabendo que elas vão servir para continuar o genocídio de um povo??? E não me digam que só os governos ocidentais são responsáveis; eles são criminosos, mas os que aprovam o genocídio (quer o proclamem, quer fiquem silenciosos) também o são e, além disso, são cobardes que só merecem desprezo.
Nesse complexo, a media ao serviço do poder - tanto na Grã Bretanha como na Europa continental - tem apresentado da maneira pior possível a Resistência palestiniana e tem inocentado ou ocultado os crimes do exército sionista. Este comportamento faz dela corresponsável pelos crimes cometidos pelas forças sionistas.
Pensem como seria, se a média corporativa denunciasse a campanha de extermínio de um povo, como horror e crime inqualificável. O horror do genocídio dos palestinianos, só tem paralelo com outros genocídios: Como dos Khmers Vermelhos contra seu próprio povo, dos Turcos em relação aos Arménios e dos Nazis em relação aos Judeus, Ciganos e minorias políticas e sociais. A «solução final» para os palestinianos está a ser implementada agora, no contexto da III Guerra Mundial.
As pessoas de espírito reto, com sentido de justiça, devem acordar e perceber a monstruosidade do que se está a passar: Calar é consentir.
Manuel Banet
How the War on Gaza Exposed Israeli and Western Fascism
Material and rhetorical support for the genocide of the Palestinian people is everywhere. It’s time to ask why
Nearly a year into the world’s first live-streamed genocide – which began in Gaza, and is rapidly expanding into the occupied West Bank – the establishment western media still avoid using the term “genocide” to describe Israel’s rampage of destruction.
The worse the genocide gets, the longer Israel’s starvation-blockade of the enclave continues, the harder it gets to obscure the horrors – the less coverage Gaza receives.
The worst offender has been the BBC, given that it is Britain’s only publicly funded broadcaster. Ultimately, it is supposed to be accountable to the British public, who are required by law to pay its licence fee.
This is why it has been beyond ludicrous to witness the billionaire-owned media froth at the mouth in recent days about “BBC bias” – not against Palestinians, but against Israel. Yes, you heard that right.
We are talking about the same “anti-Israel” BBC that just ran yet another headline – this time after an Israeli sniper shot an American citizen in the head – that managed somehow, once again, to fail to mention who killed her. Any casual reader risked inferring from the headline “American activist shot dead in occupied West Bank” that the culprit was a Palestinian gunman.
After all, Palestinians, not Israel, are represented by Hamas, a group “designated as a terrorist organisation” by the British government, as the BBC helpfully keeps reminding us.
And it is the supposedly “anti-Israel” BBC that last week sought to stymie efforts by 15 aid agencies known as the Disasters Emergency Committee (DEC) to run a major fundraiser through the nation’s broadcasters.
No one is under any illusions about why the BBC is so unwilling to get involved. The DEC has chosen Gaza as the beneficiary of its latest aid drive.
The committee faced the very same problem with the BBC back in 2009, when the corporation refused to take part in a Gaza fundraiser on the extraordinary pretext that doing so would compromise its rules on “impartiality”.
Presumably, in the BBC’s eyes, saving the lives of Palestinian children reveals a prejudice that saving Ukrainian children’s lives does not.
In its 2009 attack, Israel killed “only” 1,300 or so Palestinians in Gaza, not the many tens of thousands – or possibly hundreds of thousands, no one truly knows – it has this time around.
Famously, the late, independent-minded Labour politician Tony Benn broke ranks and defied the BBC’s DEC ban by reading out details of how to donate money live on air, over the protests of the show’s presenter. As he pointed out then, and it is even truer today: “People will die because of the BBC’s decision.”
According to sources within both the committee and the BBC, the corporation’s executives are terrified – as they were previously – of the “backlash” from Israel and its powerful lobbyists in the UK if it promotes the Gaza appeal.
A spokesperson for the BBC told Middle East Eye that the fundraiser did not meet all the established criteria for a national appeal, despite the DEC’s expert opinion that it does,but noted the possibility of broadcasting an appeal was “under review”.
Pulling punches
The reason Israel is able to carry out a genocide, and western leaders are able to actively support it, is precisely because the establishment media constantly pulls its punches – very much in Israel’s favour.
Readers and viewers are given no sense that Israel is carrying out systematic war crimes and crimes against humanity in Gaza and the occupied West Bank, let alone a genocide.
Journalists prefer to frame events as a “humanitarian crisis” because this strips away Israel’s responsibility for creating the crisis. It looks at the effects, the suffering, rather than the cause: Israel.
Worse, these same journalists constantly throw sand in our eyes with nonsensical counter-claims to suggest that Israel is actually the victim, not the perpetrator.
Take, for example, the new “study” into supposed BBC anti-Israel bias, led by a British lawyer based in Israel. A faux-horrified Daily Mail warned over the weekend that the “BBC is FOURTEEN times more likely to accuse Israel of genocide than Hamas … amid growing calls for inquiry”.
But read the text, and what’s truly stunning is that over the selected four-month period, the BBC associated Israel with the term “genocide” only 283 times – in its massive output across many television and radio channels, its website, podcasts and various social media platforms, which serve myriad populations at home and abroad.
What the Mail and other right-wing attack-dog media don’t mention is the fact that none of those references would have been the BBC’s own editorialising. Even Palestinian guests who try to use the word on its shows are quickly shut down.
Many of the references would have been BBC News reporting on a case filed by South Africa at the International Court of Justice, which is investigating Israel for what the world’s top court termed in January to be a “plausible” risk of genocide in Gaza.
Regrettably for the BBC, it has been impossible to report that story without mentioning the word “genocide”, because it lies at the heart of the legal case.
What should, in fact, astound us far more is that an active genocide, in which the West is fully complicit, was mentioned by the BBC’s globe-spanning media empire a total of only 283 times in the four months following 7 October.
Campaign of intimidation
The World Court’s preliminary ruling on Israel’s genocide is vital context that should be front and centre of every media story on Gaza. Instead, it is usually unmentioned, or hidden at the end of reports, where few will read about it.
The BBC infamously gave barely any coverage to the genocide case presented in January to the World Court by South Africa, which the panel of judges found to be “plausible”. On the other hand, it broadcast the entirety of Israel’s defence to the same court.
Now, after this latest campaign of intimidation by the billionaire-owned media, the BBC will likely be even less willing to mention the genocide – which is precisely the aim.
What should have stunned the Mail and the rest of the establishment media far more is that the BBC broadcast 19 references to a Hamas “genocide” in the same four-month period.
The idea that Hamas is capable of a “genocide” against Israel, or Jews, is as divorced from reality as the fiction that it “beheaded babies” on 7 October or the claims, still lacking any evidence, that it committed “mass rape” on that day.
Hamas, an armed group numbering thousand of fighters, currently pinned down in Gaza by one of the strongest armies in the world, is quite incapable of committing a “genocide” of Israelis.
This is, of course, why the World Court is not investigating Hamas for genocide, and why only Israel’s most fanatic apologists, including the western media, run with fake news either that Hamas is committing a genocide, or that it is conceivable it may try to do so.
No one really takes seriously claims of a Hamas genocide. The tell was the world’s stunned reaction when the group managed to escape from the concentration camp that is Gaza for a single day on 7 October and wreak so much death and havoc.
The idea that Hamas could do anything worse than that – or even repeat the attack – is simply delusional. The best Hamas can do is wage a guerrilla war of attrition against the Israeli military from its underground tunnels, which is precisely what it is doing.
Here’s another statistic worth highlighting from the recent “study”: in the same four-month period, the BBC used the term “crimes against humanity” 22 times to describe the atrocities committed by Hamas on one day last October, compared with only 15 times to describe Israel’s even worse atrocities committed continuously over the past year.
Allowable thought
The ultimate effect of the latest media furore is to increase pressure on the BBC to make even larger concessions to the self-serving, right-wing political agenda of the billionaire-owned media and the corporate interests of the war machine it represents.
The state broadcaster’s job is to set limits on allowable thought for the British public – not on the right, where that role falls to papers such as the Mail and the Telegraph, but on the other side of the political spectrum, on what is misleadingly referred to as “the left”.
The BBC’s task is to define what is acceptable speech and action – meaning acceptable to the British establishment – by those seeking to challenge its domestic and foreign policy.
Twice in living memory, progressive left-wing opposition leaders have emerged: Michael Foot in the early 1980s, and Jeremy Corbyn in the late 2010s. On both occasions, the media have united as one to vilify them.
That should surprise no one. Making the BBC a whipping boy – denouncing it as “left-wing” – is a form of permanent gaslighting designed both to make Britain’s extreme right-wing media seem centrist, and to normalise the drive to push the BBC ever further rightwards.
Over decades, the billionaire-owned media have crafted in the public’s mind the idea that the BBC defines the extreme end of supposedly “left-wing” thought. The more the corporation can be pushed to the right, the more the left faces an unwelcome choice: either follow the BBC rightwards, or become universally reviled as the loony left, the woke left, the Trot left, the militant left.
Bolstering this self-fulfilling argument, any protests by BBC staff can be deduced by the journalist-servants of Rupert Murdoch and other press tycoons as further proof of the corporation’s left-wing or Marxist bias.
The media system is rigged, and the BBC is the perfect vehicle for keeping it this way.
Pressing the button
What the BBC and the rest of the mainstream media are downplaying are not just the facts of Israel’s genocide in Gaza, but also the obvious genocidal intent of Israeli leaders, the country’s wider society, and its apologists in the UK and elsewhere.
It should not be up for debate that Israel is committing a genocide in Gaza, when everyone from its prime minister down has told us that this is very much their intent.
The examples of such genocidal statements by Israeli leaders filled pages of South Africa’s case to the World Court.
Just one example: Prime Minister Benjamin Netanyahu denounced the Palestinians as “Amalek” – a reference to a biblical story well known to every Israeli schoolchild, in which the Israelites are ordered by God to wipe an entire people, including their children and livestock, off the face of the earth.
Anyone engaged on social media will have faced a battery of similarly genocidal statements from mostly anonymous supporters of Israel.
Those genocide cheerleaders recently gained a face – two, in fact. Video clips of two Israelis, podcasting in English under the name “Two Nice Jewish Boys”, have gone viral, showing the pair calling for the extermination of every last Palestinian man, woman and child.
One of the podcasters said that “zero people in Israel” care whether a polio outbreak caused by Israel’s destruction of Gaza’s water, sewage and heath facilities ends up killing babies, noting that Israel’s agreement to a vaccination campaign is driven purely by public relations needs.
In another clip, the podcasters agree that Palestinian hostages in Israeli prisons deserve to be “executed by shoving too large of an object up their butts”.
They also make clear that they would not hesitate to press a genocide button to wipe out the Palestinian people: “If you gave me a button to just erase Gaza – every single living being in Gaza would no longer be living tomorrow – I would press it in a second … And I think most Israelis would. They wouldn’t talk about it like I am, they wouldn’t say ‘I pressed it’, but they would press it.”
Relentless depravity
It is easy to get alarmed over such inhuman comments, but the furore generated by this pair is likely to deflect from a more important point: that they are utterly representative of where Israeli society is right now. They are not on some depraved fringe. They are not outliers. They are firmly in the mainstream.
The evidence is not just in the fact that Israel’s citizen army is systematically beating and sodomising Palestinian prisoners, sniping Palestinian children in Gaza with shots to the head, cheering the detonation of universities and mosques, desecrating Palestinian bodies, and enforcing a starvation-blockade on Gaza.
It is in the welcoming of all this relentless depravity by wider Israeli society.
After a video emerged of a group of soldiers sodomising a Palestinian prisoner at Israel’s Sde Teiman torture camp, Israelis rallied to their side. The extent of the prisoner’s internal injuries required him to be hospitalised.
In the aftermath, Israeli pundits – educated “liberals” – sat in TV studios discussing whether soldiers should be allowed to make their own decisions about whether to rape Palestinians in detention, or whether such abuses should be organised by the state as part of an official torture programme.
One of the soldiers accused in the gang rape case chose to cast off his anonymity after being championed by journalists who interviewed him. He’s now treated as a minor celebrity on Israeli TV shows.
Polls show that the vast majority of Jewish Israelis either approve of the razing of Gaza, or want even more of it. Some 70 percent want to ban from social media platforms any expressions of sympathy for civilians in Gaza.
None of this is really new. It all just got a lot more ostentatious after Hamas’s attack on 7 October.
After all, some of the most shocking violence that day occurred when Hamas fighters stumbled onto a dance festival close to Gaza.
The brutal imprisonment of 2.3 million Palestinians, and the 17-year blockade denying them the essentials of life and any meaningful freedoms, had become so normal to Israelis that hip, freedom-loving Israeli youngsters could happily hold a rave so close to that mass of human suffering.
Or as one of the Two Nice Jewish Boys observed of his feelings about life in Israel: “It’s nice to know that you’re dancing in a concert while hundreds of thousands of Gazans are homeless, sitting in a tent.” His partner interrupted: “Makes it even better … People enjoy knowing they [Palestinians in Gaza] are suffering.”
‘Heroic soldiers’
This monstrous indifference to, or even pleasure in, the torture of others isn’t restricted to Israelis. There’s a whole army of prominent supporters of Israel in the West who confidently act as apologists for Israel’s genocidal actions.
What unites them all is the Jewish supremacist ideology of Zionism.
In Britain, Chief Rabbi Ephraim Mirvis has not spoken out against the mass slaughter of Palestinian children in Gaza, nor has he kept quiet about it. Instead, he has given Israel’s war crimes his blessing.
Back in mid-January, as South Africa began making public its case against Israel for genocide that the World Court found “plausible”, Mirvis spoke at a public meeting, where he referred to Israel’s operations in Gaza as “the most outstanding possible thing”.
He described the troops clearly documented committing war crimes as “our heroic soldiers” – inexplicably conflating the actions of a foreign, Israeli army with the British army.
Even if we imagine he was truly ignorant of the war crimes in Gaza eight months ago, there can be no excuses now.
Yet, last week, Mirvis spoke out again, this time to berate the British government for imposing a very partial limit on arms sales to Israel after it received legal advice that such weapons were likely being used by Israel to commit war crimes.
In other words, Mirvis openly called for his own government to ignore international law and arm a state committing war crimes, according to UK government lawyers, and a “plausible genocide”, according to the World Court.
There are apologists like Mirvis in influential posts across the West.
Appearing on TV late last month, his counterpart in France, Haim Korsia, urged Israel to “finish the job” in Gaza, and backed Netanyahu, who the International Criminal Court’s chief prosecutor is pursuing for war crimes.
Korsia refused to condemn Israel’s killing of at least 41,000 Palestinians in Gaza, arguing that those deaths were “not of the same order” as the 1,150 deaths of Israelis on 7 October.
He clearly meant Palestinian lives were not as important as Israeli lives.
Inner fascist
Nearly 30 years ago, Israeli sociologist Dan Rabinowitz published a book, Overlooking Nazareth, that argued Israel was a far more profoundly racist society than was widely understood.
His work has taken on a new relevance – and not just for Israelis – since 7 October.
Back in the 1990s, as now, outsiders assumed that Israel was divided between the religious and secular, the traditional and modern; between vulgar recent immigrants and more enlightened “veterans”.
Israelis often see their society split geographically too: between peripheral communities where popular racism flourishes, and a metropolitan centre around Tel Aviv where a sensitive, cultured liberalism predominates.
Rabinowitz tore this thesis to shreds. He took as his case study the small Jewish city of Nazareth Illit in northern Israel, renowned for its extreme right-wing politics, including support for the fascist movement of the late Rabbi Meir Kahane.
Rabinowitz ascribed the city’s politics chiefly to the fact that it had been built by the state on top of Nazareth, the largest community of Palestinians in Israel, specifically to contain, control and oppress its historic neighbour.
His argument was that the Jews of Nazareth Illit were not more racist than the Jews of Tel Aviv. They were simply far more exposed to an “Arab” presence. In fact, given the fact that few Jews chose to live there, they were heavily outnumbered by their “Arab” neighbours. The state had placed them in a direct, confrontational competition with Nazareth for land and resources.
The Jews of Tel Aviv, by contrast, almost never came across an “Arab” unless it was in a servant’s role: as a waiter or a worker on a building site.
The difference, noted Rabinowitz, was that the Jews of Nazareth Illit were confronted with their own racism on a daily basis. They had rationalised and become easy with it. Jews in Tel Aviv, meanwhile, could pretend they were open-minded because their bigotry was never meaningfully tested.
Well, 7 October changed all that. The “liberals” of Tel Aviv were suddenly confronted by an unwelcome, avenging Palestinian presence inside their state. The “Arab” was no longer the oppressed, tame, servile one they were used to.
Unexpectedly, the Jews of Tel Aviv felt a space they believed to be theirs exclusively being invaded, just as the Jews of Nazareth Illit had felt for decades. And they responded in exactly the same way. They rationalised their inner fascist. Overnight, they became comfortable with genocide.
The genocide party
That sense of invasion extends beyond Israel, of course.
On 7 October, Hamas’s surprise assault wasn’t just an attack on Israel. The breakout by a small group of armed fighters from one of the largest and most heavily fortified prisons ever built was also a shocking assault on western elites’ complacency – their belief that the world order they had built by force to enrich themselves was permanent and inviolable.
7 October severely shook their confidence that the non-western world could be contained forever; that it must continue to do the West’s bidding, and that it would remain enslaved indefinitely.
Just as it has with Israelis, the Hamas attack quickly exposed the little fascist within the West’s political, media and religious elite, who had spent a lifetime pretending to be the guardians of a western civilising mission – one that was enlightened, humanitarian and liberal.
The act worked, because the world was ordered in such a way that they could easily pretend to themselves and others that they stood against the barbarism of the Other.
The West’s colonialism was largely out of sight, devolved to globe-spanning, exploitative, environmentally destructive western corporations and a network of some 800 US overseas military bases, which were there to kick ass if this new arms-length economic imperialism encountered difficulties.
Whether intentionally or not, Hamas tore off the mask of that deception on 7 October. The pretence of an ideological rift between western leaders on the right and a supposed “left” evaporated overnight. They all belonged to the same war party; they all became devotees of the genocide party.
All have clamoured for Israel’s supposed “right to defend itself” – in truth, its right to continue decades of oppression of the Palestinian people – by imposing a blockade on food, water and power to Gaza’s 2.3 million inhabitants.
All actively approve arming Israel’s slaughter and maiming of tens of thousands of Palestinians. All have done nothing to impose a ceasefire apart from paying lip service to the notion.
All seem readier to tear up international law and its supporting institutions than to enforce it against Israel. All denounce as antisemitism the mass protests against genocide, rather than denouncing the genocide itself.
7 October was a defining moment. It exposed a monstrous barbarity with which it is hard to come to terms. And we won’t, until we face a difficult truth: that the source of such depravity is far closer to home than we ever imagined.