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quarta-feira, 8 de abril de 2026

[Crónica da IIIª Guerra Mundial nº 59] QUANDO OS EUA CAIRAM NA ARMADILHA

Donald Trump criou a armadilha na qual as forças dos EUA e de Israel estão presas:

- Guerra em múltiplas frentes: Estreito de Ormuz, Bab El Mandeb, Iraque.
- Guerra que esgota as munições dos EUA, agravamento da economia mundial.
- Guerra impopular nos vários povos (incluindo americano).



 



https://youtu.be/EYNpsxOaRGM?is=uwqUM8QU1gYUzZ9Z

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Resumo crítico da atuação de Trump


A derrocada do poderio imperial pode medir-se de várias maneiras. Mas, uma que me parece ter grande poder de diagnóstico, é a credibilidade do seu líder máximo. Com efeito, nada afeta mais a credibilidade de um líder, do que as reviravoltas, as declarações solenes, a política (não apenas externa, note-se) em direcção contrária às promessas eleitorais. Aqueles que, crédulos, votaram nele, sentem-se defraudados. Sondagens recentes mostram que - mesmo nas hostes «MAGA» - não existe apoio maioritário a Trump. Este conjunto de comportamentos mostra ao mundo uma imagem de incoerência, hesitação, falta de palavra... tudo coisas incompatíveis com a confiança necessária para haver relações diplomáticas normais, e relações comerciais baseadas em vantagens mútuas. 
Não tenho dúvida que, quer nas relações pessoais, quer nas relações de Estado para Estado, não existe estabilidade, quando não se confia que o outro lado se comprometa e respeite a palavra dada. A instabilidade reina. Mas isto é letal para o sistema capitalista, ou para qualquer outro. A consequência, é a impossibilidade de se fazer acordos, de se encetar negócios, de se fazer andar a economia.
Vamos direitos a uma depressão mundial, pois a recessão já está aqui, apesar da media servil aos poderes nos querer convencer do contrário.  

 

quinta-feira, 26 de março de 2026

CUBA NA MIRA DOS PSICOPATAS QUE GOVERNAM WASHINGTON


 Enquanto a guerra no Irão continua a flagelar as populações civis, sobretudo, o Império do Mal já se prepara para a próxima «redada» na sua fúria de conquista. 

Os psicopatas e sociopatas que dominam o sistema político mais poderoso, em termos financeiros e militares, não querem deixar nenhum pedaço de território fora da sua pata imperial. É com esta mentalidade, a de Trump, de Marco Rubio e de milionários da Máfia de Miami, que o globo inteiro está a lidar. Os vassalos europeus, cheios de medo, preferem fingir que não percebem o jogo, na esperança que tenham direito a alguns despojos da carnificia. São autênticos abutres, impacientes por obter carniça suficiente para a sua infinita gula. 

Eu sei do que falo, pois tenho seguido o seu jogo de perto, desde antes do século XXI. A primeira golpaça foi a Yugoslávia, a transformação da República Federativa da Yugoslávia, numa nova «balcanização», de jogar as religiões e as etnias umas contra as outras, para obter a neutralização e destruição do bastião que poderia potencialmente criar amargos de boca aos  neoliberais. Estes, entretanto, pavoneavam-se entre Roma e Berlim, ou entre Londres e Nova Iorque, traçando, por cima das cabeças dos povos, o destino do Mundo, como nova classe feudal globalizada. Foi este mesmo Império, que levou a cabo as guerras de destruição total do Afganistão, Iraque, Líbia, Ucrânia, e agora, Irão. 

De permeio, destruíram também as economias europeias, o seu modelo do «Welfare State» (Estado de Bem-estar), porque não permitia obter a total submissão da classe trabalhadora, enquanto esta tivesse direitos e capacidade de luta. Uma classe trabalhadora europeia, consciente, lutadora, era mais do que um incómodo, eram um espinho cravado nos seus calcanhares. 

Muitas corrupções na classe política, entretanto, deram oportunidade aos chamados «neocons» ( ou seja, os adoradores de Pinochet e dos seus conselheiros da «Escola de Chicago») para «gerir» a demolição sistemática das vertentes sociais e democráticas, dos Estados europeus. 

Chegámos ao ponto em que a massa do povo está a ser encaminhada para o precipício, hipnotizada, iludida, sem ter a noção de que o seu destino pode ser como o da população de Gaza. A próxima «Gaza» pode muito bem ser a  população X e esta pode ser do País onde o leitor me está a ler... 

Neste momento, há mais forças a apostar na entropia, na destruição, nas trevas, do que aquelas portadoras de projectos de libertação, de futuro, de transformação positiva. 

Os que ocupam lugares nos centros de poder (as oligarquias) estarão mais ou menos ao corrente das jogadas dos que controlam realmente tudo, mas não imaginam o plano geral. Este é o programa dos malthusianos, que já tenho explicando aqui neste blog, em várias ocasiões. 

A conspiração, que não é nenhuma teoria, é a conspiração do silêncio, em que alguns - bem informados - estão calados, ou para beneficiar do botim, ou porque chantageados e com medo de ser «vítimas de um acidente infeliz», ou ainda, de serem «suicidados».  

A loucura não é minha, o delírio não é meu. A miopia e a coberdia de alguns, vai permitir que muitos mais crimes sejam cometidos, além dos que já foram levados a cabo neste torturado Século XXI.

Não sei se foi Einstein ou Hanna Arendt (ou outra personalidade?), quem afirmou que a civilização morre, não pelos ditadores e as suas tropas de choque, que se apoderam dos Estados, mas pelas pessoas que veem subir o perigo e nada fazem, que se calam....

quarta-feira, 25 de março de 2026

ENORME VANTAGEM DA CHINA EM RELAÇÃO ÀS OUTRAS ECONOMIAS DO EXTREMO-ORIENTE

Com o rebentar da guerra de agressão contra o Irão, por parte de Israel e dos EUA, a região toda ficou envolvida no conflito, nomeadamente, além do Irão, as monarquias do Golfo Pérsico (incluindo a Arábia Saúdita) e gerou-se uma escassez súbita de petróleo e gás natural, afetando o mercado mundial. Pelo facto da China ser o maior importador mundial de petróleo e de 40% desse petróleo ser oriundo do Golfo Pérsico, poderia pensar-se que o estado atual de escassez iria afetar especialmente a China, nas suas mais diversas valências industriais e outras. Porém, a China preparou-se desde há muito tempo para situações deste tipo:

 - Primeiro, construiu uma reserva de petróleo que corresponde - a pelo menos - 90 dias de consumo normal. 

- Segundo, tem uma diversificação nas suas fontes de petróleo que poucos países têm; com efeito, uma importante e crescente percentagem do petróleo consumido pela China, vem da Sibéria, via oleoductos, portanto dum fornecimento regular, estável.

- A China foi um dos raríssimos países que continuou a abastecer-se de petróleo nos primeiros dias da guerra no Golfo, visto que os iranianos que controlam o estreito de Ormuz, lhes deram salvo-condutos para a navegação dos navios-tanques chineses. 

- Mas, as coisas vão muito além da diversificação do abastecimento em petróleo: A China tornou-se o maior produtor (e exportador global) de paineis solares. Também desenvolveu a indústria das eólicas e tem uma rede instalada que é o triplo da do seu concorrente mais próximo, os EUA. 

- Desenvolveu a energia nuclear para produção de energia e tem experimentado, no deserto de Gobi, com real sucesso, reactores a Tório. O Tório é um elemento mais abundante que o Urânio. Ao contrário do Urânio, o Tório pode ser reciclado no próprio processo de produção de energia; os reatores a Tório são quase auto-suficientes.

Abaixo, transcrevo passagens do artigo de Kevin Walmsley (de 25 de Março): «Após Três Semanas de Guerra no Golfo, a diversificação do setor energético da China mostra os seus frutos.»

https://kdwalmsley.substack.com/p/the-china1-diversification-strategy

First, over half the vehicles sold in China today are electric vehicles, and that electricity is generated with domestic energy supplies.

Further, the Chinese electric grid is powered by a far higher share of renewable energy than anywhere else. China installs more new solar capacity than the rest of the world combined, and just adding to their lead in solar power generation. They also dominate in wind power. Currently the United States leads in nuclear power plants online, but China has more nuclear plants under construction than the rest of the world combined:

So as China has electrified their transportation networks, they’ve also built out an electric grid that’s fed by renewables and domestic sources of supply. China still does import three-fourths of its crude oil. But for the past several years China has been overbuying, and stashing surplus crude into storage tanks.

They don’t publicly disclose their stockpiles of crude—our analysts are guessing at the import numbers because they’re not really sure what comes across from Russia, or on tankers that are under sanction. So they are also just guessing how much is going into stockpiles, but industry insiders put the number at around 1.3 billion barrels. Remember, too, that there still is oil flowing from Iran to China, despite the war. So compared to the other countries in Asia, China is the least impacted by the war in the Middle East.

South Korea is capping prices, which won’t do anything. Pakistan is increasing gas prices by 20 percent for car drivers to free up supplies for trucks and buses, even though wholesale gas prices are up much more than 20 percent. In Vietnam, gas stations are already running out, and the government there says they have oil for another month or so and are telling their populations not to hoard fuel.

The Philippines gets 90% of its oil from the Middle East, and government workers there are working 4 days a week. Bangladesh is rationing fuel and closing universities to save electricity. In India, the crematoriums can’t get enough LPG to burn bodies, so they had to close down.

These are the countries who sold themselves as viable manufacturing centers, to global companies looking to de-risk from China. Thousands of companies attempted a “China+1” strategy, and moved some production out of China to these neighboring countries to reduce geopolitical risk, just traded one problem for a bunch more.

The idea was that diversifying production away from China means a reduction in risk, and somehow a stronger supply chain. But that was an illusion. These countries are dependent on the smooth flow of fossil fuels from the Middle East, at low prices, to run their power plants and transportation systems.

That’s gone, and today those factories are paying a lot more to keep the lights on, and get their people back and forth from home.




terça-feira, 24 de março de 2026

O SIONISMO TEM UM PROJETO DE DOMÍNIO DO MÉDIO ORIENTE (Crónica da IIIª Guerra Mundial nº58)



Quando escrevi a penúlima crónica (nº56) apontava o paralelo do início da 1ª Guerra Mundial. De facto, os soldados recém-mobilizados, em todas as nações beligerantes, partiam para frente de batalha esperançados de que «esta guerra seria a última, que esta guerra iria acabar com todas as guerras». Evidentemente, estavam muito enganados. Houve muitas guerras desde 1918, não só a IIª Guerra Mundial, como um contínuo de guerras, na maior parte dos casos, em zonas geográficas exteriores à Europa.
Esta guerra regional do Médio Oriente, pode ser encarada como mais um capítulo da sucessão de confrontos armados desde a proclamação unilateral do Estado de Israel, em 1948.
Mas, também atinge o mundo inteiro, pelo facto afetar muito diretamente a produção do petróleo e a sua distribuição. E também, pelo facto de ser uma guerra que envolve de forma indireta as grandes potências, os EUA, diretamente e em tandem com Israel; a Rússia e a China de forma indirecta e apoiando o Irão com armas e outros meios militares e com espionagem via satélite.



Relativamente aos paralelos com outras guerras, nomeadamente, 1ª e 2ª Guerras Mundiais, é preciso ser-se prudente, não querer enquadrar factos recentes com uma História passada, que já tem mais de 80 anos...

Porém, há uma constante, do ponto de vista humano: a miopia das «elites», a incapacidade de muitos terem um olhar lúcido sobre os vários aspectos da agressão conjunta Israelo-Americana ao Irão.

A começar pela cronologia: sua data de início, 28 de Fevereiro de 2026, não é mais do que a data em que se abateu sobre o povo e território do Irão um ataque mortífero e criminoso. Desde o derrube de Mossadeg em 1953, que o Irão tem sido flagelado por guerra, subversão, sanções, pelos mesmos poderes: EUA, Reino Unido, outros países da OTAN e Israel (o «porta- aviões ocidental» estacionado permanentemente do Oriente-Próximo).

Eu não posso (nem quero) usar as páginas desta «Crónica da IIIª Guerra Mundial» para descrever os movimentos militares de uma e outra parte. Isso está mais ou menos bem coberto, pela media alternativa, a que qualquer um de vós terá acesso, tal como eu tenho. Evidentemente, nestas circunstâncias, existem por vezes «falsas notícias» (fake news) mas elas são relativamente fáceis de desmascarar, desde que se procure em várias fontes contraditórias.

É rápido desmascarar 99% das notícias falsificadas, as mais óbvias. Mas, há um domínio «cinzento» em que as notícias verídicas se misturam com comentários tendenciosos. A «arte» da «lavagem ao cérebro» usa abundantemente da técnica de fazer passar por genuína uma informação, quando é afinal um ponto de vista inteiramente distorcido no sentido de favorecer A ou B.




Os 2 vídeos abaixo são ambos interessantes, pois nos dão um contexto, nos permitem enquadrar os factos num domínio mais vasto. As pessoas que aí falam têm um conhecimento profundo e pessoal dos episódios que narram.

Por estas entrevistas, podemos ver que a linha de fractura não é nacional, nem étnica, nem - tão pouco - religiosa: A linha de separação é entre os predadores (os imperialistas e estados clientes) e os povos agredidos. Como é evidente, estamos com o povo iraniano e com o povo palestiniano. Estamos também com pessoas de outros povos, que têm a coragem de denunciar as crueldades e os planos criminosos dos seus governos.

Não se trata de «os bons contra os maus», mas antes, de um complexo de interesses que leva ao esmagamento da classe trabalhadora, dos pobres, de qualquer dos países em guerra. Mas, indiretamente, também tem impacto negativo em qualquer outro. Os efeitos de pauperização são realmente globais.








domingo, 22 de março de 2026

MOVIMENTAÇÃO ESTRATÉGICA DO IRÃO CONTRA OS EUA IRÁ MUDAR TUDO





COMPLEMENTO DE INFORMAÇÃO (EXTRAÍDO DE «MOON OF ALAMBAMA»)

 Former ambassador for the UK Chris Murray is onto something when he asserts that Trump’s plan is, and was all along, to utterly destroy and defeat Iran:

The attack on Iran was always planned by Trump. He was not “bounced into it” by Israel. It had been in gestation for months. That fact had been held within a very tight circle to avoid both political opposition and institutional opposition from the US military and intelligence community.

Trump’s naval blockade of Venezuela’s oil has secured a US monopoly of its sale and distribution. As with Iraq, only US-approved contractors can buy the oil and payments are made to a Trump-controlled account in Qatar, from which revenue is given to the Venezuelan government entirely at Trump’s discretion.

This audacious imperialist grab of the world’s largest oil reserve further insulated the USA against the effects of the forthcoming closure of the Strait of Hormuz.

Again, the narrative is being spun that Trump did not foresee the closure of the Strait by Iran. That is plainly a nonsense – every commentary on a potential Iran war for half a century has focused on the Strait of Hormuz. The only possible explanation is that Trump does not mind the closure.

Trump’s thrashing about to articulate objectives for the war in Iran is performative, a blind to cover his true and steadfast objective – simply the annihilation of Iran as a functioning state, the infliction of the maximum amount of death and infrastructural damage, the reduction of Iran to the condition of Libya.

Destruction of Iran on the scale envisaged will take years of hard pounding. Again, it is planned – you don’t ask Congress for an installment of $200 billion for a war you plan to wrap up in a month. Again, Trump’s taunts about having already won, objectives being achieved and about possibly finishing soon, are all just smoke and mirrors. The scale and horror of what is planned for Iran has to be obfuscated to limit a public revulsion that would be echoed in parts of the state apparatus.

Netanyahu yesterday revealed an interesting part of the endgame – construction of an oil pipeline that brings Iran’s oil out to be shipped from a Mediterranean terminal in Israel. That is a breathtakingly audacious plan, but absolutely aligns with Netanyahu’s and Trump’s actions.

Let me encourage you to read Murray’s full argument

domingo, 15 de março de 2026

Coronel Macgregor descreve a derrota americana no Irão





De uma forma serena, o Coronel informa-nos sobre os tremendos erros de avaliação que - segundo ele - foram induzidos pelo primeiro-ministro de Israel B. Netayahu, ao presidente Trump, levando os EUA a jogarem o seu poderio militar numa guerra em que o Irão, as suas forças armadas, a solidez do regime, as suas possibilidades estratégicas foram claramente subestimadas. O Irão apenas tem de manter a capacidade de causar danos fortes, ou seja, de disparar drones e mísseis, capazes de alcançar Israel e as instalações militares dos EUA nos países do Golfo. Por outras palavras, o Irão está a ganhar e não se vê como os EUA poderão conquistar o Estreito de Ormuz, senão com uma invasão terrestre. Esta, implicará - sem dúvida - um banho de sangue. O público americano está já maioritariamente contra esta guerra. Se as baixas do lado dos EUA subirem significativamente, a situação interna dos EUA vai, provavelmente, evoluir para muito pior.
Numa altura em que as reservas de mísseis dos EUA estão perigosamente baixas e com uma capacidade de produção muito mais baixa do que as necessidades, a possibilidade dos EUA conseguirem, no campo de batalha, demonstrar que não perderam a hegemonia, são remotas, para não dizer inexistentes.
O mundo inteiro vê isto e compreende que os EUA e as suas bases, já não são proteção nenhuma para ninguém, que a sua capacidade de projetar força militar em grande escala, por tempo prolongado, desapareceu. Finalmente, são os responsáveis americanos, que vendo a catástrofe aproximar-se, vieram - através de intermediários - pedir um cessar-fogo e negociações aos iranianos. Os iranianos negaram e puseram condições que - tanto os americanos, como os israelitas - não aceitam (por enquanto).
Entretanto, prevê-se a disrupção catastrófica do abastecimento de petróleo, globalmente. A subida do custo do barril para 300 dólares, é prevista por muitos analistas e causará profunda recessão ou depressão. É o que se espera quanto à economia mundial, se esta guerra se prolongar durante 6 meses ou mais. A media ocidental tem escondido o facto dos estados-maiores de grandes empresas e bancos já preverem este cenário e já terem modificado radicalmente os seus investimentos.
Trata-se de uma vitória do Irão, pois tem capacidade para continuar a inflingir pesadas perdas (humanas, em material e económicas) aos EUA e seus aliados. É uma derrota para os EUA, pois não atingiu os objetivos seguintes proclamados:
- a mudança de regime dos Aiatolas,
- a impossibilidade do Irão prosseguir o enriquecimento do urânio, 
- a perda da capacidade do Irão em atingir a frota dos EUA e os aliados (sobretudo Irael e monarquias do Golfo)
- Os EUA tomarem o controlo do petróleo iraniano.
Todos estes objetivos foram proclamados como justificações para a agressão que Israel e EUA efetuaram conjuntamente.


Não sei se, desta vez, aprenderam a lição: Os americanos já deviam tê-la aprendido, com o Vietname, a Somália, o Iraque, o Afeganistão... guerras que atingiram sobretudo populações civis, não deram nenhum dos resultados ambicionados e deixaram fragilizada a posição geoestratégica dos EUA.
Também deveriam já ter aprendido que os sionistas e o governo de Netanyahu, que empurraram os dirigentes americanos para fazer as guerras deles, sionistas, não são «amigos» dos EUA.
 

quarta-feira, 11 de março de 2026

domingo, 8 de março de 2026

A QUESTÃO ERRADA SOBRE A GUERRA NO IRÃO



Se nós queremos perceber alguma coisa do que se passa atualmente no Médio Oridente, não nos devemos focalizar no início da ofensiva bélica israelo-americana de 28 de Fevereiro 2026. Temos de recuar pelo menos 40 anos, quando Netanyahu formulou pela primeira vez a intenção de eliminar, por todos os meios, a «ameaça» do programa nuclear iraniano.
A questão iraniana não é compreensível se não se tiver em conta que, ao longo das últimas décadas, o Irão, enquanto Estado, tem sido o apoio maior e mais coerente da luta dos palestinianos. A questão palestiniana é portanto, senão a única, pelo menos uma importante causa do ataque continuado de Israel e dos EUA  contra a República Xiita. 

No artigo abaixo, do Professor Yakov Rabkin (Professor Emeritus na Universidade de Montréal), enviado por Pascal Lottaz (Neutrality Sttudies), podemos ter uma amostra de factos relevantes, nestes últimos 40 anos, no que toca a Israel, à Palestina e à importância do Irão para a luta de libertação do povo palestininano do colonialismo e racismo de Israel.

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The Wrong Question about the War in Iran

At its root, the assault on Iran is inseparable from the question of Palestine.

Yakov M. Rabkin

Much of the discussion surrounding the current war on Iran focuses on its potential outcome for the United States. One of the most frequently asked questions is whether Washington will suffer yet another loss of face in the Middle East. But this is the wrong question. Even if the war produces chaos and ultimately harms the United States and Europe—as earlier interventions in Iraq, Libya and Syria did—the more important issue is what benefit Israel, the war’s proponent and initiator, stands to gain. After all, Prime Minister Benjamin Netanyahu has said he had been planning this war for 40 years.

The reason for this is Iran’s principled stance on justice for the Palestinians. That commitment transcends religious divisions: Iran is predominantly Shia, while Palestinians are predominantly Sunni. Iranians and their allies in Lebanon and Yemen are prepared to die as martyrs, and many have already been killed by joint Israeli and American strikes. Yet the yearning for justice has proven to be both profound and resilient.

Iran remains the principal stronghold of resistance to Israel. It not only decries Israel’s apartheid regime and genocide in Gaza but also supports armed resistance groups such as Hezbollah and Hamas. By contrast, almost all governments in the region are only opposed to Israel’s occupation and oppression of Palestine in principle, while cooperating with Israel in practice.
Turkey is an important transit point for oil and gas supplied to Israel. Egypt has helped Israel isolate Gaza and starve its inhabitants. During the last Israeli attack on Iran in 2025, Jordanian and Saudi air defences protected Israel from incoming Iranian missiles. The United Arab Emirates, Bahrain, Morocco, and Sudan formalized relations with Israeli through the 2020 Abraham Accords. Elbit, an Israeli company, accounts for 12 percent of Morocco’s total arms imports, and other Arab regimes openly or tacitly purchase Israeli weapons and surveillance equipment. This pattern is exhibited by many other countries, particularly in the West.


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PS1: Aquilo que muitos anti-capitalistas bem-intencionados não compreendem é a relação da luta de classes em cada país e região, com a luta global pela libertação das garras do suprematismo americano. As greves em portos do Mediterrâneo, dos trabalhadores portuários recusando carregar material de guerra para Israel, as manifestações de massas em variados países que pertencem à OTAN, o repúdio de parte significativa dos americanos sobre o desencadear desta guerra, tudo isso faz com que a classe política esteja mais hesitante em satisfazer os lóbis pró-sionistas e ceder às tendências autoritárias, no Ocidente. 
Em Espanha, o governo de Sanchez tem uma posição de princípio clara, sobre o genocídio palestiniano e sobre a guerra de agressão israelo-americana contra o Irão. Penso que - indiretamente - as posições oficiais de Espanha refletem o sentimento do povo espanhol, contrário a estas aventuras imperiais.



sexta-feira, 6 de março de 2026

Prof. Jiang PREVÊ QUE OS EUA VÃO PERDER (E EXPLICA PORQUÊ)

Mais sobre a guerra no Irão:



Prof. Jiang Xueqin:

"O Irão não está apenas a lutar numa guerra contra os EUA; está a combater a estrutura que sustenta o poder global dos EUA"
 




Veja também: 

LEIA TAMBÉM: 

https://jonathancook.substack.com/p/israel-planned-this-war-on-iran-for

Israel planned his war on Iran for 40 years. Everything else is a smoke screen

The embers of resistance – in Gaza, Iraq, Lebanon, Syria, Yemen - have not been snuffed out. With the attack on Iran, they are being fanned into a fire

 

Um caso de guerra assimétrica: 
Professor Jiang’s Warning: Why the USA Could Lose a War With Iran

terça-feira, 3 de março de 2026

Prof. Jiang Xueqin - Raciocínio surpreendente sobre 3° Guerra Mundial



Este académico, Jiang Xueqin, é doutorado pela Universidade de Yale. Tem aulas transmitidas em direto e gravadas, no Youtube. 
Duas das suas três principais previsões sobre a evolução dos EUA (eleição de Trump, guerra contra o Irão) já se realizaram, a terceira é surpreendente mas está dentro do campo dos possíveis.
Kim Iversen é uma das mais seguidas jornalistas, que apresenta uma refrescante perspectiva de independência e em coerência com os seus valores democráticos.

 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

PHILIP GIRALDI «O CORAÇÃO DAS TREVAS»

 Philip Giraldi é um ex-analista da CIA, que se apercebeu há bastante tempo da letalidade do Império e tem desmascarado as narrativas da média dos EUA e internacional para desculpar o que é indesculpável. Os EUA são a nação que mais vezes esteve envolvida em invasões, golpes de  Estado, subversões, bloqueios e toda a espécie de atos contrários aos direitos Humanos. É de saudar a coragem de homens como Giraldi, que melhor compreendem as manobras do poder dos EUA e nos explicam o que está em causa, pois viram por dentro o funcionamento da CIA e do Governo.


The Heart of Darkness

Israel’s government is completely evil

It is not for nothing that most of the world both abhors and condemns Israeli behavior, whether it be measured by the never-ending genocide in Gaza or the similarly driven terrorizing and deportation of the Palestinian population on the West Bank. Israel is intent on taking full control of historic Palestine and is willing to do whatever it takes to bring that about and unfortunately the United States has been its all too often enthusiastic accomplice in that effort. Beyond that, Israel has bombed and otherwise killed its neighbors in Lebanon and Syria while also enticing Washington to join in the effort to attack Iran and bring about regime change in Tehran. Apartheid Israel, which has declared itself legally and ethnically a Jewish state, intends to become that in reality by eliminating all non-Jews from its ever expanding territory and it is willing to do whatever it takes to bring that about.

There is something that is a tad peculiar about the Jewish state’s sense of identity in that it does not regard killing those who are non-Jews by any means possible as either a crime, or, more to the point, as a sin in spite of the prohibition included in its own Ten Commandments. Nor does Israel consider any agreements it enters into with other countries to be in any way binding on it and its leaders, witness the regular violation of the two ceasefires that Tel Aviv has entered into over Gaza, or its behavior regarding similar arrangements with neighbors Lebanon and Syria. In Lebanon and Syria, Israel is currently spraying “unidentified” though apparently toxic chemicals on farmland near the border to drive away local residents through destruction of their livelihoods. Israel does what Israel does and the United States, which was a guarantor of all the ceasefires as well as of the ongoing peace process, never says a word when Israel breaks the agreements and goes about killing more local inhabitants.

Israel’s latest ploy is to bring about a United States attack on Iran to destroy that country’s ability to strike Israel, making the Jewish state by default the regional dominant military and political power. Israel reportedly convinced Donald Trump not to attack Iran several weeks ago because there was concern that Iran would, as part of its defense, attack targets inside Israel that had the ability to support the American effort. In other words, Israel was seeking a solution to Iran that would not put itself at risk and would instead put the onus on the United States. One might point out that this is hardly the appropriate behavior for a country that is repeatedly praised as Washington’s “best friend and closest ally.” It is anything but that while Trump and the politicians are either too stupid or corrupted to realize that, or too intimidated by the Lobby, to respond as they should if the US interest were truly their priority in relationship to an Iran which does not threaten America in any way.

Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu has now called for a meeting with Donald Trump for later this week, which would be the ninth meeting between the two since Trump’s inauguration, far more than with any other foreign politician. Netanyahu has asked to meet with Trump to discuss options for the ongoing indirect discussions with the Iranians. Netanyahu’s office released a statement that “The prime minister believes that all negotiations must include limiting the Iranian ballistic missiles, and ending support for the Iranian axis” of Hamas, Hezbollah and the Houthis, which Israel perceives at the principal threats against it.

In any event, it is generally conceded that Trump will do what Israel wants. Netanyahu will also be seeking a plan of action whereby the US will attack and bring about regime change in Iran while also neutralizing its offensive capabilities. Israel meanwhile will stay out of the fight to avoid any damage from the Iranian arsenal. Neat, and any dead Americans resulting from that formula, most probably on US bases in the Persian Gulf region, will just be the cost of doing business with Netanyahu who will be leaving from his sessions with Trump with a smile.

Netanyahu is smiling because he always wins when dealing with American presidents while simultaneously treating the United States like a bit of dirty laundry that can easily be discarded or ignored whenever it is is not useful as a source of money, weapons and protection. Note the disregard for the damage done to the United States by the Jeffrey Epstein conspiracy which was without question a major blackmail operation up to the US presidential level run by Mossad to favorably influence policies towards the Jewish state. Even now with many incriminating documents revealed there is total resistance on the part of the Trump regime and the opposition Democrats to honestly expose what was done by our “good friends” in Israel.

But I have described Israel as uniquely evil and there is plenty of evidence for that outside of its treatment of the United States of America as some kind of vassal state that is a source of money and political and military support. As observed above, Israel has never complied with any agreement that it makes with foreign countries. During the course of the current ceasefire it has blocked the entry of food or medicines while also continuing to bomb and shoot Gazans, killing close of 600, including many children. Meanwhile, far from withdrawing its army from Gaza it has increased its foothold in the Strip, occupying close to 60% of the total area as a “Yellow” security zone, presumably leaving the rest as eventually intended for the Trump Gaza Resort or for Israeli settlers who have been appearing in the area in increasing numbers and even staking out new settlements.

As a gesture to indicate some measure of compliance with the ceasefire, last week Israel agree to partially open the Rafah Crossing from Gaza to Egypt which it controls, and the first to pass through were supposed to be those Gazans suffering from injuries and wounds requiring advanced medical treatment. Something like 22,000 Gazans were registered or lined up seeking passage and a long line of ambulances from the Egyptian side were waiting to help. Israel then closed the Crossing in spite of its commitment to open it and reportedly only let 150 injured Gazans pass through it with 50 Gazans who were already in Egypt allowed to return home from the other side.

Another story making the rounds is how the Israeli military has now conceded that its multi year offensive in Gaza has killed approximately 70,000 Gazans, a number that is being praised in some circles because it is considered an honest, though unfortunately brutal, appraisal. Some believe, however, it is meant to throw out a lower number so the real number will never be revealed. The 70,000 number is much higher than what has appeared in the Zionist controlled western media up until now but it is far below other estimates from reliable sources like the British medical journal The Lancet that place the deaths at 186,000, with most of the bodies still buried under the rubble. Some other conservative estimates believe that fully 12% of the original 2 million Gazan population has been killed, meaning close to 240,000.

And when one speaks of how evil Israel is, there is another issue which might be considered. Israel is sometimes described as the leading country in providing resources for organ replacements, a procedure sometimes euphemized as “organ harvesting.” That appears to be true because the thousands of Palestinians who are held without charges in Israeli prisons are treated abominably, to include having their organs removed for marketing purposes if they die and even when they are still living. The evidence for that horrific behavior consists of the bodies of Palestinians that are released from prisons and given to their families for burial. Those bodies frequently have what are presumed to be their viable body organs as well as corneas or even skin removed prior to being returned. The organs are then marketed worldwide. The result is that organ donation in “Israel” is among the highest in the world, despite some religious restrictions and a relatively small population.

So I rest my case. These are not the sorts of things that countries with any sense of morality or respectability embrace. And unfortunately Israel is able to drag Donald Trump and the US Congress along with it, even making Washington do the real dirty work when it comes to confronting nations like Iran. But there are signs that the American public has become tired of the whole charade and Israel’s role in it. The litmus test will come with the handling of the situation with Iran and we should be seeing what will happen there in the next week or two.

Philip M. Giraldi, Ph.D., is Executive Director of the Council for the National Interest, a 501(c)3 tax deductible educational foundation (Federal ID Number #52-1739023) that seeks a more interests-based U.S. foreign policy in the Middle East. Website is https://councilforthenationalinterest.org address is P.O. Box 2157, Purcellville VA 20134 and its email is inform@cnionline.org

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