Uma frase atribuída a Churchill: «Em tempo de guerra, a verdade é tão preciosa que deveria estar sempre enquadrada por um corpo de guarda de mentiras».
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terça-feira, 24 de março de 2026

O SIONISMO TEM UM PROJETO DE DOMÍNIO DO MÉDIO ORIENTE (Crónica da IIIª Guerra Mundial nº58)



Quando escrevi a penúlima crónica (nº56) apontava o paralelo do início da 1ª Guerra Mundial. De facto, os soldados recém-mobilizados, em todas as nações beligerantes, partiam para frente de batalha esperançados de que «esta guerra seria a última, que esta guerra iria acabar com todas as guerras». Evidentemente, estavam muito enganados. Houve muitas guerras desde 1918, não só a IIª Guerra Mundial, como um contínuo de guerras, na maior parte dos casos, em zonas geográficas exteriores à Europa.
Esta guerra regional do Médio Oriente, pode ser encarada como mais um capítulo da sucessão de confrontos armados desde a proclamação unilateral do Estado de Israel, em 1948.
Mas, também atinge o mundo inteiro, pelo facto afetar muito diretamente a produção do petróleo e a sua distribuição. E também, pelo facto de ser uma guerra que envolve de forma indireta as grandes potências, os EUA, diretamente e em tandem com Israel; a Rússia e a China de forma indirecta e apoiando o Irão com armas e outros meios militares e com espionagem via satélite.



Relativamente aos paralelos com outras guerras, nomeadamente, 1ª e 2ª Guerras Mundiais, é preciso ser-se prudente, não querer enquadrar factos recentes com uma História passada, que já tem mais de 80 anos...

Porém, há uma constante, do ponto de vista humano: a miopia das «elites», a incapacidade de muitos terem um olhar lúcido sobre os vários aspectos da agressão conjunta Israelo-Americana ao Irão.

A começar pela cronologia: sua data de início, 28 de Fevereiro de 2026, não é mais do que a data em que se abateu sobre o povo e território do Irão um ataque mortífero e criminoso. Desde o derrube de Mossadeg em 1953, que o Irão tem sido flagelado por guerra, subversão, sanções, pelos mesmos poderes: EUA, Reino Unido, outros países da OTAN e Israel (o «porta- aviões ocidental» estacionado permanentemente do Oriente-Próximo).

Eu não posso (nem quero) usar as páginas desta «Crónica da IIIª Guerra Mundial» para descrever os movimentos militares de uma e outra parte. Isso está mais ou menos bem coberto, pela media alternativa, a que qualquer um de vós terá acesso, tal como eu tenho. Evidentemente, nestas circunstâncias, existem por vezes «falsas notícias» (fake news) mas elas são relativamente fáceis de desmascarar, desde que se procure em várias fontes contraditórias.

É rápido desmascarar 99% das notícias falsificadas, as mais óbvias. Mas, há um domínio «cinzento» em que as notícias verídicas se misturam com comentários tendenciosos. A «arte» da «lavagem ao cérebro» usa abundantemente da técnica de fazer passar por genuína uma informação, quando é afinal um ponto de vista inteiramente distorcido no sentido de favorecer A ou B.




Os 2 vídeos abaixo são ambos interessantes, pois nos dão um contexto, nos permitem enquadrar os factos num domínio mais vasto. As pessoas que aí falam têm um conhecimento profundo e pessoal dos episódios que narram.

Por estas entrevistas, podemos ver que a linha de fractura não é nacional, nem étnica, nem - tão pouco - religiosa: A linha de separação é entre os predadores (os imperialistas e estados clientes) e os povos agredidos. Como é evidente, estamos com o povo iraniano e com o povo palestiniano. Estamos também com pessoas de outros povos, que têm a coragem de denunciar as crueldades e os planos criminosos dos seus governos.

Não se trata de «os bons contra os maus», mas antes, de um complexo de interesses que leva ao esmagamento da classe trabalhadora, dos pobres, de qualquer dos países em guerra. Mas, indiretamente, também tem impacto negativo em qualquer outro. Os efeitos de pauperização são realmente globais.








sábado, 28 de fevereiro de 2026

Dr. Ramzy Baroud : FICHEIROS EPSTEIN OBRIGAM-NOS A RASGAR O MANUAL DA POLÍTICA

 https://www.arabnews.com/node/2634245/amp?utm_source=substack&utm_medium=email


Epstein files force us to tear up the political playbook

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When British author David Icke wrote his seminal work, “The Biggest Secret: The Book That Will Change the World,” published in 1998, he was not speaking metaphorically. When he detailed the “reptilian genetic streams” of “elite” families — human-reptile hybrids allegedly engineering global events — he meant it literally. To Icke, the world is not run by mere humans but by an interdimensional species operating just outside the visible light spectrum.

While many scoff at this as the ultimate apex of human gullibility, millions have found a dark comfort in Icke’s “wisdom.” According to a landmark 2013 poll by Public Policy Polling, about 4 percent of American adults — between 12 million and 13 million people — believe that shape-shifting lizard people control our world.

Conspiracy theories in the US occupy a wide spectrum of beliefs. While the reptilian theory sits at the fringe, others command mainstream traction. According to that same study, 51 percent of Americans believe a larger conspiracy was behind the assassination of President John F. Kennedy, 37 percent view global warming as a hoax and 29 percent believe that aliens exist.

Recently, these fringe ideas have drifted toward official discourse. In 2021, former President Barack Obama said “there’s footage and records of objects in the skies that we don’t know exactly what they are.” And this month he stated that aliens are “real.” This was followed by US President Donald Trump declaring that he would begin “the process of identifying and releasing government files related to alien and extraterrestrial life.” This rhetorical tug-of-war has effectively moved the extraterrestrial conversation from the realm of the tabloid to the halls of mainstream politics.

The files point to a shadow government operating entirely outside the confines of democratic accountability

Dr. Ramzy Baroud

However, the most significant shift in public skepticism did not come from space, but from a private island. The Epstein files — the documentary evidence of a shadow network operated by Jeffrey Epstein — unveiled a web of influential statesmen, corporate titans and intelligence assets. To those who believed in a “New World Order” conspiracy back in 2013 (28 percent of the US population), the millions of documents released by the Department of Justice provide grim validation. They point to a shadow government operating entirely outside the confines of democratic accountability.

The crimes of Epstein are now a matter of public record, thanks to the tireless efforts of survivors and investigative journalists. But for political science, the Epstein saga represents a Galileo moment. It is the realization that our institutions are often not the center of the political universe but are in fact satellites orbiting elite private interests.

Historically, we have been taught to view the world through a few primary lenses: realism, which focuses on state-on-state power and national security; liberalism, which champions international institutions and the rule of law; and dependency theory, which highlights the economic exploitation of the “periphery,” the developing nations, by the “core,” the wealthy nations.

Under these frameworks, we analyzed the Richard Nixon era through realpolitik, the Bill Clinton years through liberal internationalism and the George W. Bush years through neoconservatism. But the Epstein network challenges all of them. This is no longer about core versus periphery or containment versus preemptive war.

Traditional theory assumes leaders act on behalf of their citizens. The Epstein files suggest a different reality: a secretive social contract bound by mutual vulnerability and blackmail. In this system, shared secrets are a more stable currency than gold or votes. We are witnessing the rise of the transnational elite theory. This framework suggests the true state is a borderless network of high-net-worth individuals who have more in common with each other than with the citizens of their own countries.

The failure of oversight was not a glitch — it was evidence of a system repurposed to support the elite

Dr. Ramzy Baroud

These “sovereign individuals” fly above national laws in private jets, moving assets through jurisdictional gaps that the average citizen cannot see. They do not just influence laws; they exist in the gray zones in between them. For decades, victims spoke out but mainstream institutions marginalized them. On the chessboard of power, they were too insignificant to matter. The failure of oversight bodies was not a glitch — it was evidence of a system repurposed to function as a support system for the elite.

The implications for our future understanding of power are profound. If the primary driver of high-level policy is no longer the ballot box or national interest but rather the preservation of opaque, transnational networks, then our current democratic models are essentially obsolete. We are forced to admit that the political theater we witness daily — the debates, the elections and the legislative battles — may merely be a superficial layer designed to distract from the deeper, darker mechanics of the global hierarchy.

Furthermore, this paradigm shift suggests that the marginalized of the world are not just those in impoverished nations but anyone excluded from this high-networked social contract. The divide is no longer strictly between the core and the periphery of nation states but between the networked elite and the disconnected public.

Now that the public sees the liberal world order as a system that applies rules only to the un-networked, it has lost its moral authority. While the old theories remain useful for understanding the history of politics, they cannot explain its current state. The elites are a powerful network capable of acting against their own governments’ national interests to achieve political power, private leverage and wealth.

Perhaps the literal lizard people have yet to be revealed in the sense that Icke tirelessly promotes. But as the Epstein saga proves, a predatory, cold-blooded and unaccountable elite is no longer a theory — it is documented reality.

  • Dr. Ramzy Baroud is a journalist, author and the editor of The Palestine Chronicle. His latest book, “Before the Flood,” will be published by Seven Stories Press. His website is www.ramzybaroud.net. X: @RamzyBaroud

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

O CANADÁ NÃO NEGOCEIA SOB AMEAÇA


 O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, respondeu - virando as costas e saindo - às imposições de Trump. Oiça este condensado da incompetência e narcisismo de Trump.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

O REVELADO NOS DOSSIERS EPSTEIN JÁ NÃO PODE SER OCULTADO!

 O que sobressai das cerca de 3 milhões de páginas de documentos (de 6 milhões existentes), que incluem emails, fotos, filmes... onde se podem identificar os mais notórios políticos, homens de negócios e estrelas mediáticas... mostra-nos uma sociedade completamente debochada, sem travão moral de qualquer espécie. 

Muitas das personagens postas a «nu» em termos literais ou figurados, mostram evidências de crimes que se podem caracterizar como sequestro, violação, abuso sexual, pedofilia, chegando mesmo ao extremo de assassinatos rituais (satânicos) e antropofagia. Difícil de imaginar o grau de perversidade de toda essa gente. Sobretudo, porque constantemente nos faziam sermões sobre sua «humanidade», «filantropia»,  «generosidade», etc.


Quanto ao próprio Epstein, os novos documentos revelados demonstram que ele era um agente do Mossad.


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Ps1: Trump perde a calma e torna-se agressivo para jornalista que lhe perguntou sobre o caso Epstein:


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

[Crónica da IIIª Guerra Mundial Nº 55] A «ELITE» EUROPEIA e «Síndrome de Estocolmo»

 



A síndrome de Estocolmo designa um complexo, a que estão sujeitas as pessoas, perante um perigo extremo:

 - Quando estão nas mãos de alguém (ou grupo) que tem poder de vida ou morte sobre essas mesmas pessoas. Foi primeiro identificado tal complexo em Estocolmo, aquando de uma assalto a um banco, com tomada de reféns; depois constatou-se que o mesmo fenómeno psicológico ocorria em numerosos outros casos. Pelo facto de ter sido reconhecido e descrito primeiro no assalto em Estocolmo, ficou conhecido com esse nome, embora nenhum caso posterior tenha que ver com a capital sueca, nem com tomada de reféns num banco sueco.

As vítimas tomam a defesa dos sequestradores ou opressores, aparentemente sem lógica nenhuma e sem que fossem forçadas a falar em termos elogiosos. Os psicólogos sociais explicam o fenómeno em duas fases: 

- 1ª Um mecanismo de sobrevivência; incapazes de fazer frente aos raptores, adoptam a sua defesa, o que torna mais provável para eles (reféns) serem poupados; 

- 2º A afirmação dos reféns, sobre supostas qualidades positivas dos sequestradores, mesmo depois de serem libertados, é um mecanismo de auto-convencimento e desejo de justificação, do seu comportamento, enquanto estiveram nas mãos dos criminosos.

No caso da Europa, nota-se que as lideranças políticas adoptaram uma postura agressiva, inicialmente, em relação à Rússia, sobretudo para agradar ao seu senhor feudal (os EUA). Também estavam convencidos que seria uma vitória fácil, um desmoronar da Rússia como se fosse um gigantesco castelo de cartas. Mas, a Rússia não era, de modo nenhum, a preza fácil que os ocidentais imaginaram. Mais uma vez, recorreram  à guerra por procuração, usando os ucranianos como carne para canhão. A evolução da guerra russo-ucraninana surpreendeu «toda a gente», ou seja, aqueles que estavam convencidos da veracidade da propaganda ocidental. 

O medo artificial existente na Europa, nutrido pelas narrativas de propaganda ocidental sobre a Guerra-Fria e pela confusão permanente (induzida pelos poderes e a midia) entre o período soviético e o regime atual na Rússia, de cunho liberal democrático, convenceu muitos de que perante uma derrota da Ucrânia, os russos iriam descer por aí abaixo e só parariam, no mínimo, perante as ondas do Atlântico. Esta construção foi cuidadosamente nutrida pelas oligarquias do Ocidente e seus homens e mulheres de mão, no aparelho político europeu. Estes estavam conscientes que se tratava de um exagero e, mesmo, de impossibilidade técnica, dado o número de tropas e a força militar global necessárias para os russos poderem (se quizessem) levar a cabo uma tal conquista. 

Os imperialistas americanos foram os que prinicpalmente beneficiaram desta charada sangrenta com os seus milhões de mortos e feridos:

A destruição das indústrias mais competitivas na Europa, a imposição dos 5% em gastos militares dos países da OTAN,  e o controlo nos planos militar e político. A venda de gás americano à Europa Ocidental 5 vezes mais caro, que o gás antes comprado à Rússia através de gasodutos, foi causa da perda súbita de competitividade das indústrias europeias, mesmo as mais robustas, porque os custos de energia são uma fatia importante dos custos de produção.

Mas, a trajectória dos EUA, sob Trump, especialmente no segundo mandato, foi uma surpresa de todo o tamanho. Lembro-me das lágrimas de espanto e consternação, na plateia de líderes europeus da conferência de defesa de Munique (em 2025, salvo erro) ao ouvirem Vance, vice-presidente dos EUA, falar com enorme desprezo face à elite política europeia.

Não nos devemos espantar de que Trump e próximos, tenham decidido dar um estatuto de «protectorato» americano ao que antes era território autónomo da Dinamarca. Os neo-cons que o aconselham, viram que o objetivo deles em manter a hegemonia mundial era irrealista. Decidiram que a melhor opção seria de dominar o continente americano, de Norte a Sul, Groenlândia incluída, pois assim ficavam com possibilidade de controlar as novas rotas do Ártico, que russos e chineses já começaram a explorar e que encurtam o tempo das viagens de 40%, das costas da China às da Europa do Norte .

A economia, o controlo das rotas, os meios militares ou outros, para submeter vassalos e dissuadir inimigos; tudo isso, são planos megalómanos, mas que não se podem conseguir pela força. A primeira Rota da Seda, que partia de Xi'En na China, chegava a Veneza e a outros portos. Ao contrário das rotas marítimas iniciadas pelos portugueses e outros, no século XVI, não era uma rota imperialista, aberta e mantida à custa de força militar. Era uma rota servindo de ponte para o comércio entre reinos vizinhos ou distantes. O comércio era e continua a ser mais forte que os exércitos, que a força. Por isso, os que se escondem por detrás de Trump, vão ter que recuar, pois existem constantes no mundo, apesar das enormes diferenças técnológicas das sociedades, ao longo da História. 


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RELACIONADO:

https://manuelbaneteleproprio.blogspot.com/2026/01/america-e-uniao-europeia-em-processo-de.html

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Stanislav Krapivnik: BAIXAS REAIS NA UCRÂNIA DE MILITARES (NÃO MERCENÁRIOS) DE PAÍSES DA OTAN


 O desmascarar do memorando em 28 pontos apresentado por Trump, muito desfavorável para a Rússia, mas apresentado de forma completamente distorcida pela media corporativa do Ocidente.
Os ucranianos podem morrer «como moscas», mas os dirigentes ucranianos e da UE não se importam. Não são as suas famílias que estão em risco.

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

BEN NORTON: O motivo real para o apoio dos EUA a Israel e o falso «cessar-fogo»



Donald Trump prometeu «tomar conta» e «possuir» Gaza. O governo dos EUA planeia dividir o Território Palestiniano numa «zona verde» administrada, por aliados ocidentais, enquanto os cidadãos de Gaza ficarão entalados uma «zona vermelha», que não será reconstruída. Os EUA esperam que os investidores ganhem centenas de milhares de milhões de dólares.
Ben Norton noticia sobre a o esquema colonial.


Topics 0:00 Colonial US-Israeli plan for Gaza 1:29 Israel's fake Gaza "ceasefire" 4:27 Trump vows to "take over" Gaza 4:49 (CLIP) Trump: USA will "own" Gaza 5:04 Plan to divide Gaza 6:00 Map of Gaza divisions 6:50 European troops will occupy Gaza 8:04 "Green Zone" in Iraq War 9:38 Leaked blueprint for Gaza 10:38 Benjamin Netanyahu 11:34 Colonial plan for Gaza 12:32 IMEC: India-Middle East-Europe Corridor 13:07 China's Belt and Road Initiative (BRI) 14:21 Gaza plan 14:54 "Investment" in Gaza 16:05 Colonialism 16:29 Geopolitical strategy 17:33 US vision of West Asia (Middle East) 18:18 Trump Gaza Riviera & Elon Musk zone 19:02 Corporations exploit low-paid Palestinian workers 19:57 Gaza's offshore natural gas fields 20:43 Colonial-style land leases 22:27 Tokenization scheme 23:07 "Voluntary relocation" of Palestinians 25:22 Jared Kushner is US "mediator" with Israel 26:10 (CLIP) Kushner on Gaza "waterfront property" 26:22 Western colonialism in Palestine 28:04 Outro || Geopolitical Economy Report ||
 

sábado, 18 de outubro de 2025

VENEZUELA - NOBEL DA «PAZ» E «FRUTO PENDENTE*»

*Nota: A tradução mais comum para "hanging fruit" é «oportunidade fácil» ou «resultado fácil de alcançar». No entanto, preferi usar uma expressão mais literal, como "fruto pendente", pois esta é compreensivel no contexto deste artigo.

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 O presidente  Trump deve ter feito uma grande pressão para que o elegessem prémio  Nobel da Paz. O juri do Nobel deve ter sentido alguns pruridos de consciência  e decidiu antes escolher uma venezuelana, líder  de oposição  anti chavista e grande amiga dos EUA.  Maria Corina Machado, eleita prémio Nobel da Paz, "não é nenhuma flor pacifista":

- Internamente, não cessou de fazer apelos incendiários à sublevação contra o regime de Maduro.

- Em relação  ao estrangeiro, convidou os «pacíficos»  Netanyahu e Trump, a invadirem o país, com a garantia de que, se o fizessem e a pusessem na presidência, teriam garantido o petróleo venezuelano e tudo o mais. 

Não  creio que estas tomadas de posição públicas sejam adequadas para quem está comprometida num caminho de paz e de oposição não  violenta!



No entanto, a Venezuela tem forças militares e populares que não seria prudente ignorar. Se houvesse invasão pelos EUA ou forças mercenárias, a tarefa não seria fácil. Além disso, a Venezuela está hoje de boas relações com as potências mais significativas do ponto de vista económico e militar dos BRICS, a China e a Rússia. Tanto os chineses como os russos já  deram discretos sinais de que não irão ficar passivos perante uma eventual tentativa de derrube do regime venezuelano.

Um império em decadência acelerada já não mete tanto medo, sobretudo após os fiascos militares deste século XXI: Afeganistão, Iraque, Líbia, assim como outras situações em que os americanos foram obrigados a recuar.  Na verdade, as " guerras sem fim" que eles vão criando - incluindo a Ucrânia  - são apenas causadoras  de morte, destruição e dívidas colossais, além de criarem animosidade em muitos povos e governos diversos. Alienaram laços  fortes com a Arábia Saudita, Indonésia e vários países africanos ou latino-americanos. O apoio incondicional ao governo de Israel, nestes dois anos de matança de civis indefesos em Gaza, também contribuiu para que muitos perdessem a ilusão sobre as intenções humanitárias e benévolas de Washington.

Maduro, vendo as provocações constantes, o assassinato dos tripulantes de lanchas, supostamente transportando droga para os EUA (creio que já afundaram 4 desses barcos), percebeu que as forças militares dos EUA se preparavam para  uma invasão da Venezuela. Estas brutais execuções  extra-judiciais de pessoas que os americanos nem sabiam ao certo quem eram, são mais uma prova da hipocrisia do poder imperial. Mas, sobretudo, revelam o intuito de criar o pretexto da agressão («casus belli») e derrube do governo de Maduro.

O fruto pendente das enormes reservas de petróleo e das minas de ouro da Venezuela, devem ter feito salivar os "neocons".  Wolfowitz, um destacado neocon conselheiro de George W. Bush, argumentava (em 2003) que a invasão do Iraque "se pagaria a si própria"  com as enormes somas obtidas na venda de petróleo deste país. Sabemos que não foi assim, mas também sabemos que pessoas gananciosas e estúpidas são capazes de cair duas vezes no mesmo erro. 

De qualquer maneira, se houver guerra, não é  a oligarquia dos EUA que irá pagar a fatura. São os pobres, que irão mais uma vez servir como carne para canhão em guerras do Império Ianque...

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

A MORTE DE JEFFREY EPSTEIN NÃO IMPEDIU A REVELAÇÃO DOS CRIMES SEXUAIS DOS PODEROSOS

 



Neste país - os Estados Unidos da América- corroído por inúmeros atropelos à legalidade e um grau de brutalidade criminosa único, e que faz (ou incita seus aliados a fazerem) as guerras mais crueís desde o fim da IIª Guerra Mundial, denota-se um puritanismo hipócrita. As pessoas fiquam muito escandalizadas pela conduta sexual da classe política, mas são indiferentes, quando não aprovadoras, numa parte do público, perante os crimes de agressão militar e de conivência com o genocídio em relação aos palestinianos, em Gaza, no presente e no passado.

Não quero com isto afirmar que os referidos crimes sexuais não sejam graves. São-no de facto, além de brutais e repelentes. Quero antes sublinhar que o comportamento destes predadores sexuais e o encobrimento destes pelo sistema, estão em coerência com a total indiferença ao sofrimento humano, causado globalmente pelas suas políticas.

Oxalá, que a revelação completa do caso Jeffry Epstein/ Ghislaine Maxwell e dos escândalos e crimes continuados associados, sirva para acordar as pessoas: Que lhes permita descolar da ideia de que os líderes são essencialmente bons e que desejam o bem do seu povo.  

domingo, 20 de julho de 2025

A CIMEIRA DOS BRICS NO RIO FOI UM SUCESSO; SAIBA AQUI PORQUÊ

 Muitos comentaristas ocidentais aventaram que haveria uma espécie de desinteresse da China, pelo facto de Xi Jin Ping não ter estado presente. Esta especulação, que foi espelhada por órgãos de «media» ocidentais, simplesmente é destituída de qualquer fundamento. Ben Norton (no 1º vídeo) explica isso em pormenor e muito mais.

Não há memória de que um presidente, mesmo dos EUA, faça ameaças com tarifas e sanções, só porque outros países soberanos decidem levar a cabo suas relações comerciais do modo que consideram mais vantajoso, reciprocamente. 

A ameaça - porém - saíu pela culatra ao presidente dos EUA, pois o Presidente Lula da Silva disse muito diretamente a Donald Trump que as suas ameaças não impressionam, nem Brasil, nem os outros BRICS. E disse, além disso, que não é próprio de Chefe de Estado fazer estas ameaças sem qualquer fundamento, em público e através de redes sociais. 

O presidente Trump e seu Secretário Marco Rubio pensam que é inerente aos EUA, serem «ad eternum» os emissores da divisa de reserva mundial e de comércio internacional.  Atribuem-se o «direito» de declarar uma guerra de tarifas e de sanções contra os países que não se dobrem à hegemonia do dólar. 

É patético ver Rúbio (2º vídeo, de Cyrus Janssen), falar como se fossem os donos do mundo, quando estão muito enfraquecidos. 

A desorientação dos governantes dos EUA é total. Ao insistirem na via da intimidação, do bulling, é exatamente o que tem levado ao sucesso - em grande parte - dos BRICS. Juntos, estes países poderão aguentar e resistir melhor a estas práticas de que os EUA usam e abusam: 60 % dos países do planeta têm sanções impostas (unilateralmente) pelos EUA. 

Note-se que em termos de legalidade internacional, só existe uma circunstância em que sanções são consideradas legais: No caso de serem votadas e aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU. Em todos os outros casos, as sanções são consideradas ilegais e uma forma de guerra económica.








CONFIRMAÇÃO DO SUCESSO DA CIMEIRA DO RIO: