quarta-feira, 23 de setembro de 2026
ANTÓNIO GUTERRES DIRIGE DISCURSO À ASSEMBLEIA GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
«O MAIS PERIGOSO MOMENTO DESDE A 2ª GUERRA MUNDIAL» por GEORGE GALLOWAY
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
OTAN e guerra da Ucrânia por Lacroix-Riz
No 2° video, põe em evidência as políticas alemãs e dos EUA, acerca da Ucrânia, que explicam grande parte do golpe dos nacionalistas banderistas de 2014 e constante pressão da OTAN para colocar a Ucrânia nesta aliança, subordinada ao Império EUA.
SOMENTE A COMPREENSÃO DOS ACONTECIMENTOS HISTÓRICOS PERMITE UMA CLARA AVALIAÇÃO DO PRESENTE: A História que nos pretendem fazer crer é a narrativa que inocenta os grandes poderes. Ela pretende provocar uma adesão emocional e não racional ao projeto antigo de esmagamento da Rússia e sua transformação numa série de Estados fracos, subordinados ao imperialismo anglo-saxónico.
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
EUA têm plano para domínio global [prof Jiang Xueqin]
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
NO ANIVERSÁRIO DE HIROSHIMA E NAGASAKI: CONVERSA ENTRE KUZNICK, RICHARD WOLFF E RAY McGOVERN
Conversa em directo, organizada pelo CONSORTIUM NEWS NETWORK, COM JOE LAURIA:
https://www.youtube.com/live/FBBxDz6zGEM
Veja no link acima, para ter acesso ao registo da referida conversa. Ela foi gravada com participação de Richard Wolff, professor universitário de economia, o congressista Peter Kuznick e o ex-analista da CIA Ray McGovern.
domingo, 12 de julho de 2026
Prof. JEFFREY SACHS AVALIA A CIMEIRA DA OTAN
Mas, entretanto, estão empenhados em desviar - desde já - partes importantes dos orçamentos nacionais para a indústria de armamento e vigilância!
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Reflexão de Manuel Banet:
De forma quase automática, os que presidem agora aos destinos dos povos, estão a copiar o comportamento dos seus antecessores, nas vésperas da Iª Guerra Mundial. Tal como nessa altura, os partidos que antes se consideravam representando a vontade dos trabalhadores, os partidos social-democratas, «votaram os orçamentos de guerra». Agora também o fazem, mas com antecipação, «programando» desde já o início da guerra total com a Rússia para 2030. Note-se que a guerra não declarada, com «autorização» aos ucranianos de alcançar com ogivas de longo alcance alvos bem no interior da Rússia, foi intensificando-se, com o objetivo claro de provocar na Rússia uma contra-ofensiva aos territórios onde são fabricados os drones e outros armamentos usados pelos ucranianos. Igualmente, os sistemas de satélites e de «inteligência» ocidentais, têm guiado a par e passo as ofensivas das forças ucranianas, sendo certo que sem essa peritagem, seriam incapazes de atingir alvos na Rússia com um mínimo de precisão.
Também, quanto às provocações, sabemos bem que várias potências, nomeadamente a Inglaterra e outras, em vésperas de 1914, tinham todo o interesse em multiplicar os assassinatos na classe política e militar, causando instabilidade e provocando os poderes - empurrados pela opinião pública - a reagir. Temos assistido a uma multiplicação das intervenções terroristas, com a OTAN na origem, mas supostamente realizadas por serviços secretos ucranianos.
Finalmente, a campanha distorcendo grosseiramente a natureza do «inimigo», dando a entender que se trata dum ditador sanguinário, tem sido «o pão nosso de cada dia» de uma série de media em todo o Ocidente, sinal da campanha de condicionamento das mentes, por forma a amedrontar os cidadãos e impedi-los de considerar argumentos racionais, que poriam de rastos os elementos de propaganda raivosa anti-russa e anti-Putin.
A enorme sucção de capitais para a máquina de guerra, acompanha-se por uma militarização da sociedade civil. As leis celeradas (completamente anti-constitucionais) são aprovadas à pressa; servem para criminalizar demonstrações pacifistas. A «rédea livre» é dada a uma extrema-direita cada vez mais arrogante, promovida para intimidar os que à esquerda pudessem ajudar a formar uma resistência popular e de massas.
Tem-se o equivalente de há cerca de 120 anos atrás. É provável que os manuais de guerra psicológica, atualmente usados na OTAN e noutras instâncias, sejam atualizações de manuais descrevendo as técnicas ensaiadas antes e durante a Iª Guerra Mundial.
Consultar também:
Douglas Macgregor: Disastrous NATO Summit - Renewed War on Iran & Russia
quinta-feira, 21 de maio de 2026
ALEX KREINER: O PETRODOLAR E A DECADÊNCIA DO OCIDENTE
Alex Kreiner: «The Empire doesn't play nice»
domingo, 3 de maio de 2026
UM VENTO DE LOUCURA
Um vento de loucura desabou sobre a Terra
A criminalidade contemporânea pode medir-se pela facilidade com que Trump e a equipa que o rodeia, decretam a destruição de um país com cerca de 90 milhões de habitantes, perante a pequena oposição real nas hostes políticas dos EUA, quer no campo democrata, quer no campo republicano (alguns libertarianos).
Isto significa que a casta no poder está cativa de lobbies, que lhes facultam a continuidade das suas carreiras políticas, subsidiando as campanhas eleitorais. Esta casta não representa o povo americano.
Apesar de uma constante (há mais de 40 anos!) propaganda diabolizando o regime dos Ayattolahs, o povo americano compreende que este regime pode ser muito nefasto para o povo iraniano, mas que - de nenhuma forma - ameaça o povo e território dos EUA.
No entanto, a presidência e as câmaras de deputados e senadores, estão controladas pela multimilionária elite sionista nos EUA; ela está totalmente dissociada dos americanos comuns, incluindo dos judeus, quer estes sejam ou não religiosos.
Está-se perante a situação inédita, do governo sionista de Israel mandar na Presidência dos EUA. Israel, é um país que está na completa dependência das dádivas dos EUA, em armamento e financiamento. Mais de dois biliões, a soma de DÁDIVA INCONDICIONAL votada pelos legisladores americanos anualmente. Esta soma não contabiliza as ajudas em material militar, em tecnologias de vigilância, de informação e espionagem que o Pentágono e as Agências (CIA; DIA; DARPA, etc) partilham com as forças armadas de Israel.
Em «contrapartida», Israel não parou, nestas últimas décadas, de fazer pressão sobre os órgãos de poder dos EUA, usando o célebre Jeffrey Epstein como instrumento de chantagem sobre grande parte da classe política nos EUA.
Netanyahu é considerado responsável por ter induzido Trump a encetar esta guerra contra o Irão, dando-lhe relatórios do MOSSAD super-optimistas, em que a resistência após «decapitação» do governo iraniano, estava calculada em 48 horas, no máximo. Ora, eles sabiam bem que isto era mentira. Mas, desde há mais de dez anos que procuravam envolver diretamente os EUA numa guerra contra o Irão.
Esta guerra - na verdade - é de Israel, com «os auxiliares» dos EUA. Trump e os membros do seu governo têm estado sujeitos a chantagem. Eles devem temer que o MOSSAD divulgue dados sobre a sua traição, que arruinariam de imediato a sua carreira e - no curto prazo - lhes fariam perder as eleições.
Existem elementos de alta patente nas Forças Armadas Americanas que estão conscientes do aventureirismo deste confronto militar. A possibilidade de guerra envolvendo diretamente a Rússia e a China, faria imediatamente aumentar muitíssimo o risco dum confronto nuclear.
Há forças obscuras, «do Estado profundo» que estão apostadas nisso, por mais incrível que pareça; a humanidade toda está em risco de aniquilação por causa de uma «mão cheia» de ultra-direitistas e belicistas, que têm lugares de relevo na Administração (Departamento de Estado, Pentágono, as agências CIA, NSA, etc).
Treme-se com Nero, grande nos crimes, somente.
Mas os grandes atuais, ultrapassam em barbárie a antiguidade
PSICOSE DE GUERRA - Prof. Mattias Desmet : UE possuída por formação de massas mortal
sábado, 25 de abril de 2026
ARMAGEDÃO DA ECONOMIA MUNDIAL, SE DEIXARMOS [MICHAEL HUDSON]
segunda-feira, 6 de abril de 2026
O QUE SE ESPERA DAS FORÇAS POLÍTICAS E SOCIAIS CONTRÁRIAS A ESTA GUERRA E AO AUTORITARISMO?
- Estamos em guerra, é a IIIª Guerra Mundial.
- Esta evidência, infelizmente, toda a gente a tem, hoje. Porém, eu já tinha esta noção de que estávamos numa IIIª Guerra Mundial, desde 1999 e do ataque da OTAN (ilegal face à Lei Internacional), contra a Sérvia; a chamada guerra do Kosovo.
A quantidade de palcos de confronto violento multiplicaram-se, é impressionante. A maioria concentra-se no Médio Oriente. Muitas guerras atuais estão no prolongamento de guerras do século XX (e algumas, desde o final da 1ª Guerra Mundial).
O que os ocidentais têm tido como «desenvolvimento», não é devido senão à continuidade da exploração colonial, e depois ex-colonial. Claro que as pessoas que beneficiam de uma situação de abundância e privilégio, vão dizer que ela se deve ao seu mérito próprio. Os ocidentais pensam-se como civilização superior, com um nível de desenvolvimento maior que as populações doutras partes do globo. Mas isto é falso, sem dúvida, por dois motivos:
- A maneira como podemos medir o grau de civilização é, antes de mais, como os cidadãos de um determinado espaço civilizacional reagem em defesa dos valores da civilização onde estão banhados. Os ocidentais pretendem ser democráticos e viver em democracias. Mas, logo que algo se torne menos confortável para eles, abandonam - na prática - os princípios democráticos. Logo que se verifica uma corrente emancipatória dos oprimidos noutras partes do Globo, ou até em seu próprio país, deixa de haver democracia.
A repressão feroz aos movimentos emancipatórios de ex-colónias, em África, na Ásia e na América Central e do Sul, mostrou a «democracia» deles, dos oligarcas e seus lacaios nos governos ocidentais. Igualmente, em relação à classe operária ou pessoas em rutura política com os sistemas ditos democráticos, verificaram-se episódios de uma violência inultrapassável.
Os sucessivos crimes contra a humanidade do governo sionista de Israel receberam o aplauso de muitos e o silêncio envergonhado de outros. O mesmo se está a passar hoje, com o Líbano e o Irão.
Outra medida do estádio civilizacional, é procurar saber e compreender as ideias, os costumes, o modo de ser e de pensar dos outros povos. Porém, na sociedade ocidental atual, não existe sequer tolerância para com outras etnias, outras culturas, outros modos de estar. Quanto muito, existe condescendência em relação à cultura dos não-ocidentais, um reflexo do colonialismo: O civilizado ignora as formas artísticas, filosóficas e científicas de outras culturas, não as percebe, nem tenta fazê-lo, ignora as histórias das sociedades extra-europeias respectivas.
O nacionalismo tornou-se a forma estereotipada de rejeição do outro. Esta visão foi incutida pelos elementos mais retrógados e opressores das classes oligáriquias ocidentais, como forma de impedir a solidariedade com povos coloniais ou ex-coloniais, dos povos que pertenceram, num certo momento histórico, às nações colonizadoras. Este racismo e colonialismo das mentalidades ocidentais, permite que a oligarquia desvie de si própria a raiva e frustração dos explorados. Canaliza este ódio em direção a outros povos, sobretudo aos emigrantes.
A natureza desta Guerra Mundial é tal que desenrola-se num processo contínuo de aumento de tensões, provocações e das várias formas de guerra : Económica, sanções, a ingerência/subversão nos países inimigos, o isolamento diplomático, o bloqueio e, por fim, a guerra dita «cinética».
A lenta e inexorável erosão das liberdades nos países que se afirmam ser «democracias», acompanha a marcha em direção à guerra. O empobrecimento das populações, a diminuição drástica dos orçamentos sociais dos Estados, vai de par com o reforço - em efetivos e equipamentos - das forças armadas e policiais, em prevenção das prováveis insurreições. As pessoas que criticam a deriva autoritária, sem terem - no entanto - feito nada contra a lei, apenas exercendo o seu direito à livre palavra, ao pensamento crítico, são perseguidas, sujeitas a sanções extra-judiciais: Confirma-se deste modo a morte do Estado de Direito, do respeito pela legalidade constitucional. As leis e atuações dos Estados, também vão sendo transformadas, com vista a "legalizar" uma sociedade de controlo social total.
O totalitarismo não precisa de ser instaurado, necessariamente, por um golpe de Estado, ou pela subversão brusca da ordem constitucional. Existem vários exemplos que mostram o deslisar para o fascismo, dos Estados: Eles aparentam ser democráticos, mas são Estados onde a democracia verdadeira desapareceu, ou seja, restam as leis e as constituições democráticas, mas sem qualquer tradução na realidade, pois estão constantemente a ser pisadas, pelas próprias entidades que tinham o dever de defendê-las.
A inadequação das pessoas e das organizações para enfrentar e combater este «fascismo deslizante», é trágica. Na realidade, reflete a incapacidade dos líderes em ver o presente tal como ele é. Alguns, estão imbuídos de modelos históricos caducos, que os impedem de captar a essência da situação atual, inédita.
É preciso e urgente uma viragem em direção a uma nova visão política. O objetivo deve ser de construir uma organização flexível, para combater o autoritarismo, que abafa e acaba por estrangular os elementos de democracia, que ainda estão presentes nas nossas sociedades. Sem auto-censura, nem anátemas, deve-se agrupar de forma ampla, as numerosas pessoas, nas diversas forças sociais e políticas, realmente interessadas e desejosas, em impedir que um regime autoritário se instale.
sábado, 4 de abril de 2026
sexta-feira, 27 de março de 2026
O REINO DO ANTI-CRISTO
A leitura do artigo de Israel Shamir, «The Last Stand», impressiona!
Com sua sinceridade, condensa a batalha decisiva entre a Era das brilhantes civilizações, no Oriente e Ocidente, e a nova Era da negação do Espírito Cósmico, da mercantilização de toda a Terra, incluindo dos seres humanos, reduzidos (pela bestialidade dos poderosos) em menos do que as ruínas das cidades e aldeias debaixo das quais estão soterrados.
O Autor não nos indica um sinal de que após este «Apocalipse» possa vir, em tempo de vida humana, nova era de Paz, de Harmonia, de Civilização.
O que se passa agora, porém, não é uma fatalidade. Se temos de aguentar isto, devemos compreender que é consequência da loucura e brutalidade dos que estão agora ao comando (a oligarquia). Mas também, da cobardia de quem se deixa comprar, não fazendo obstáculo, ou mesmo «uivando com os lobos», enquanto as destruições ocorrem diante dos nossos olhos.
Pior do que uma «civilização ateia» - ensaiada em várias nações, mas nunca conseguida - é uma (não)civilização do hedonismo materialista. Este, conseguiu apoderar-se por dentro das civilizações que - embora cheias de defeitos - tinham trazido comunidades humanas para um patamar mais elevado. Patamar esse, de onde os humanos puderam aproximar-se (de mil e uma maneiras) do Divino, da Transcendência, dos Valores Espirituais.
Se pensarmos nos centros de elevada cultura que se transformaram em capitais do culto demoníaco, do hedonismo materialista, verificamos também que a sua degradação não afetou somente a componente exterior, estética, arquitetónica das cidades, mas também o interior do ser humano, das sociedades.
É triste, mas inevitável, constatar que cada vez mais cidadãos se mostram indiferentes aos males, às guerras, à miséria que eles veem quotidianamente. Apenas centrados neles próprios, com o seu ego satisfeito, com o seu «status», não têm sequer um pensamento para a degradação em que a sociedade mergulhou.
Estamos a atravessar um período de loucura colectiva, de desrazão, onde a fúria destruidora prevalece sobre as noções de justiça, de equanimidade, de construção coletiva. Nestas ocasiões, que a humanidade já viveu várias vezes, a cultura, a arte, a ciência, são arrastadas juntamente com a destruição das bases políticas nacionais e internacionais, fundamentos das relações entre indivíduos e entre povos.
Perante esta perspectiva aterradora, interrogo-me se esta convulsão será a última, pois a brutalidade e crueldade são exatamente iguais nos humanos de agora e nos de há milhares de anos atrás.
Mas, os humanos de hoje, têm capacidade de destruição definitiva da sociedade humana e mesmo da vida no Planeta Terra. As armas nucleares, as outras, ditas «convencionais» e as invenções tecnológicas desviadas para fins bélicos, todo esse arsenal, está sob o comando de loucos, psicopatas, criminosos.
A minha possibilidade de intervenção, é junto das pessoas da família, dos amigos, de gente que eu conheço pessoalmente.
Peço a Deus, que pensem nos meus avisos; eles são comuns aos de muitas pessoas sábias e boas (como Israel Shamir e outros). Estas palavras não se destinam a semear mais pânico do que já existe, mas antes é um convite para encontrarmos estratégias para aplacar as desgraças que nos vão (estão a) entrar «pela porta dentro» em nossas vidas.
Quem está atento, tem hipóteses de não se deixar devorar, nesta época de trevas.
Depois das trevas vem a luz, não esqueçam!
terça-feira, 24 de março de 2026
O SIONISMO TEM UM PROJETO DE DOMÍNIO DO MÉDIO ORIENTE (Crónica da IIIª Guerra Mundial nº58)
quinta-feira, 19 de março de 2026
O MAIOR SACRILÉGIO
https://substack.com/home/post/p-190389107 Trump sentado e os membros do seu governo, rodeiam-no, em adoração
A característica principal das guerras que têm afligido o Planeta, desde o século XXI, é que estão relacionadas estreitamente com crenças religiosas.
- Note-se a associação da retórica belicista dos dirigentes dos EUA com a ideologia de «Manifest Destiny», ou seja, da missão divina de que o povo dos EUA está incumbido, de ser o líder das nações e guiá-las para a Pax Americana, uma forma laicizada de «paraíso terreal».
- Note-se também o elemento religioso da Jihad de povos islâmicos, sejam sunitas ou xiitas, de combater o «Grande Satã», que identificam com o Ocidente em geral (e os EUA, em particular), com a degradação moral, com a arrogância de ricos, etc.
- O combate entre o Ocidente cristão (ou que se auto-intitula assim) e o ateísmo «diabólico» do comunismo foi outro dos grandes lemas das cruzadas anti-comunistas, durante a 2ª metade do século XX.
O próprio comunismo (ou marxismo- leninismo) foi transformado em «religião sem Deus», uma ideologia pseudo-científica, como todas as ideologias.
Podíamos continuar a descrever extensivamente a dimensão religiosa nos acontecimentos (nem todos com caráter bélico, aliás) que ocorreram neste último quarto de século. Quer para dar uma justificação falsa, ou devido à convicção verdadeira dum povo, o facto é que os Estados se têm apropriado de argumentos (pseudo-)teológicos.
No plano estrictamente material, direi que a concorrência entre Estados supõe e é insuflada por concorrência entre grupos de interesses, principalmente económicos. Esta concorrência, perante a limitação drástica dos recursos disponíveis no planeta, assim como a extensão dos mercados a todas as regiões, faz com que se intensifique a concorrência entre grupos capitalistas oriundos de várias nações, «obrigando» a que se confrontem em guerras: pelo controlo das matérias-primas, pelo exclusivo ou privilegiado acesso aos mercados, pelo domínio sobre outras nações ou, mesmo, pela hegemonia mundial. Todas estas instâncias se verificam, senão em simultâneo, pelo menos numa combinação de várias motivações, nestes breves 26 anos do século presente.
Mas, se nos debruçarmos um pouco mais atentamente, verificamos que as guerras - sejam elas de confronto total, sejam elas de âmbito confinado - têm um grau de destruição humano e ambiental muito superior às guerras que existiram desde a antiguidade até à 1ª Guerra Mundial, de 1914-18. Poderíamos argumentar que, a partir do século XIX, as potências e as oligarquias que as financiavam estavam em concorrência direta pelos recursos (tanto de matérias-primas, como humanos), capturados pelos países tendo maior número e extensão de colónias.
- O continente africano era repartido sobretudo entre britânicos e franceses, com importantes extensões nas mãos de portugueses, belgas, alemães e espanhóis. O Oriente-Médio também estava talhado de modo semelhante, sobretudo entre britânicos e franceses.
- O império russo estendia-se, sobretudo, intra-fronteiras, não era um império baseado em conquistas ultramarinas. As suas ambições no início do século XX, já eram semelhantes às que tem agora, ou seja, poder desenvolver o seu enorme potencial na Sibéria, no Ártico e noutras partes, que ainda têm imenso potencial por explorar.
- A China estava subjugada, primeiro pelos britânicos e depois por uma série de potências europeias e também pelos EUA e o Japão. O jugo neo-colonial era agravado pela guerra e invasão japonesa em 1931 e pela rivalidade entre facções na sociedade chinesa. Por fim, com a derrota das tropas nacionalistas (apoiadas pelos EUA), deu-se a proclamação da República Popular da China, sob direção do Partido comunista. A China era, em 1949, um país pauperizado, com uma situação de pobreza semelhante aos mais pobres do «Terceiro Mundo». O seu reerguer só teve início a partir da década de 80. Também a RPC, como a Rússia, tem internamente uma grande variedade de etnias, umas mais integradas, outras com maior resiliência à assimilação cultural. As comunidades que aceitam de bom grado a liderança do Partido Comunista não vivem numa situação de opressão, que se verifica no Tibete e no Xinjiang.
- A confrontação através de «proxi» - ou seja - de aliados dum ou doutro bloco económico/ideológico, caracterizou a segunda metade do século XX, assim como a libertação de muitos países sob tutela colonial, muitas vezes pela luta armada.
- As guerrilhas também foram amplamente utilizadas pelos países ocidentais, em particular pelos EUA, que armavam, treinavam e alimentavam a contra-revolução em países da América central (ex. Nicarágua, El Salvador...) e muitos outros países ex-coloniais (África e Ásia). Também exerceram uma constante subversão no interior dos países do Bloco Soviético, em particular, infiltrando agentes e alimentando grupos de dissidentes internos, ou no exílio. Pode dizer-se que este confronto resultou num enfraquecimento do controlo sobre vários países do Pacto de Varsóvia: Houve revoltas com repercussão importante na Hungria, na Checoslováquia, na Polónia e na Roménia. Por fim, a situação na Alemanha de Leste tornou-se insustentável para o governo e resultou na «Queda do Muro de Berlim».
- No entanto, as forças que eram apoiadas por americanos e seus aliados, sofreram muitos revezes em lutas pós-coloniais em África, na Ásia e na América Latina. Por exemplo, a derrota do exército do regime de Apartheid (junto com forças angolanas de Savimbi) que foram paradas e destroçadas, por volta da declaração de independência desta ex-colónia portuguesa. Outro exemplo: os Sandinistas na Nicarágua derrotaram os Contras, ativamente apoiados e enquadrados por militares dos EUA. Ou ainda, a derrota do exército iraquiano nos anos 80, no tempo de Saddam Hussein, apoiado pelos EUA e por países europeus, contra o Irão recém triunfante da revolução que depôs o Xá e instaurou o regime xiita.
- No século XXI, a guerra por meio de aliados e apoios das grandes potências, continuou («proxi wars») mas houve - a partir do 11 de Setembro de 2001 - o envolvimento direto do exército dos EUA e de contingentes da OTAN.
- Os países oprimidos que são esmagados pela força militar muito superior de uma grande potência, têm de construir uma narrativa que os justifique a não depor as armas e continuar a combater. Estas narrativas sintetizam traços de identidade nacional e crenças religiosas. Por isso, é comum haver nelas elementos apocalípticos, o que confere maior tenacidade à sua resistência armada.
- Igualmente, os países opressores, na guerra desumana que levam a cabo contra a população civil inimiga, vão produzir narrativas para «inocentar» as tropas perante os seus cidadãos, das atrocidades por eles cometidas. Estas - supostamente - são cometidas «somente» pelos inimigos. Não é raro haver uma componente racista e a utilização da religião para fins de propaganda, sobretudo, junto das suas tropas e da população civil. A dessensibilização da cidadania destes países agressores, vai amplificar o medo ressentido e o perigo imaginado, sobretudo.
Segundo o Prof. Jiang, este confronto atual assume contornos escatológicos. Por outras palavras, trata-se de justificação pelos fins. Os combatentes e as populações civis são endoutrinadas de que esta guerra será a última, que os sofrimentos presentes «abrirão os Céus», seja para a vinda do Messias, seja para um Reino Divino, seja para outras visões sobrenaturais.
Assim, os constrangimentos que a guerra «somente militar» tinha explícitos (poupar as populações civis adversárias, não destruir recursos vitais para a subsistência da população, respeitar os prisioneiros de guerra, etc) vão ser «esquecidos», pelo fanatismo e os instintos de morte dos combatentes de ambos os lados. Se ambos se julgam «o Braço de Deus», concedem a si próprios o papel de «justiceiros»: Qualquer atrocidade que cometam, é vista pelos seus superiores hierárquicos com indiferença, senão mesmo, como digna de louvor .
A religião de qualquer povo, de qualquer etnia, não está aqui em causa. O que está em causa, é o que chamo o «maior sacrilégio»: O de utilizar a mensagem fundamental de cada religião, de sábios e válidos ensinamentos, para produzir uma distorsão monstruosa. Assim, estão cometendo um sacrilégio, uma monstruosidade e uma farsa, contra os seus livros sagrados e contra a prática multi- milenar das religiões, de que dizem ser adeptos.
Todos os povos envolvidos em guerras tendem a cair nisso, mas quem os incita são os dirigentes políticos e religiosos e os chamados «líderes de opinião»: todos eles têm culpas agravadas, embora cada pessoa deva ter «freio moral» para não se deixar embarcar em ódios vesgos contra o «inimigo». Tanto mais que a informação que nós recebemos é um apanhado de propaganda, seja qual for o lado em que nos encontremos. Não podemos senão nos basear sobre os ensinamentos de elevado valor espiritual, que estão presentes em todas as religiões. Só assim cumprimos o nosso dever; só assim mostramos respeito verdadeiro por Deus e pelas Escrituras Sagradas.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
América e União Europeia em "processo de divórcio "[Crónica da IIIª Guerra Mundial nº54]
A crónica de Pepe Escobar é autêntica ou fake? « A Europa Pode Sobreviver Sem a América? O Fim de 80 Anos de Aliança»: é um vídeo que tem um texto que não me convence de todo. Começa com algumas evidências, para não dizer lugares comuns. Depois, faz conjecturas, demasiadas, para um verdadeiro jornalista, como é Escobar. A qualidade de um jornalista especializado em geopolítica deve ou deveria ser de focalizar o discurso naquilo que é, não especulando sobre os comportamentos futuros de A, B ou C. Além disso, sujere que a Polónia e os Estados Bálticos foram «vítimas» do Estado Soviético... Eu sei que os referidos povos viviam em condições materiais melhores que os cidadãos da Rússia, no período do pós-guerra até 1990. Isto pode parecer estranho para os ocidentais, que estavam sempre (e continuam) inundados por narrativas anti-soviéticas e anti-comunistas.
De qualquer maneira, eu acredito na inevitabilidade de um divórcio entre os EUA e a Europa, se Trump e a sua equipa continuarem no rumo traçado desde o princípio do mandato nº2 de Trump (e mesmo antes). Em poucos meses a Europa foi humilhada em várias frentes:
-Diplomática: as conversões diretas entre Trump e Putin em Anchorage, no Alasca (europeus completamente afastados de negociações no que respeita a um eventual acordo de paz com a Rússia)
- Comercial: o forçar de um «acordo», que mais parece uma capitulação, quando os «aliados» (vassalos) europeus tiveram de «engolir» taxas alfandegárias de 15% e sob ameaça destas duplicarem, se as relações dos europeus com Rússia e China não agradarem ao «bully» na Casa Branca.
- Militar: A obrigação de subir para o nível de 5% as despesas orçamentadas com as forças militares, o equivalente a um imposto brutal e insustentável, mas que os governos tiveram de aceitar. Trump ameaçou com a saída das forças americanas estacionadas na Europa. Os governos europeus, sentiram-se de facto ameaçados, porque se viam de repente sem o aliado mais poderoso, com o arsenal nuclear capaz de colocar em xeque a Rússia.
- Económica: As sanções europeias contra a Rússia após a invasão da Ucrânia, em Fevereiro de 2022, mais pareciam auto-sanções. Quem mais sofreu, foram empresas agrícolas e industriais da U.E. que ficaram - de repente- sem uma boa fatia do seu mercado.
- Energética: Num episódio grotesco, Biden ordenou a sabotagem dos gasodutos Nordstream 1 & 2. Cobardemente, a Alemanha e outros países da UE, que beneficiavam com o gás russo, fizeram como se não soubessem quem ordenara a sabotagem e porquê.
Daí resultou:
a) Colapso industrial: O gás americano, 5 vezes mais caro que o russo, é transportado por navio desde os EUA e obriga a dispendiosas instalações portuárias para ser distribuído localmente. Foi a sentença de morte de muitas empresas industriais, que tinham uma alta fatura em energia. As empresas que sobraram, em geral mega empresas, como a Volkswagen ou a BASF, foram para a China ou para os EUA. As condições eram melhores nestes países, tanto em custos de energia, como em impostos, regulamentações ambientais, encargos salariais... A Alemanha e outros países do centro e norte europeu experimentaram uma desindustrialização severa e súbita.
b) Na realidade, o poder hegemónico estava a obrigar os seus vassalos europeus a um regime incompatível com a manutenção do nível de salários, de pensões, de apoios sociais, na maioria da U.E., que tinha vigorado desde há mais de 50 anos. Estava a obrigá-los a submeterem-se, a ficarem «pés e mãos» atados ao poder Imperial, quer pela despesa militar acrescida (que vai enriquecer empresas americanas do complexo militar-industrial), quer pela dependência quase total em energia (escoamento do gás e petróleo de xisto americano).
c) A humilhação máxima aos europeus, ocorreu quando Trump ameaçou ocupar (militarmente) a Groenlândia, um território autónomo associado à Dinamarca. Isto deveria ter causado um corte na OTAN, com os EUA, pelos «aliados». Mas, os governos europeus não tiveram coragem de dizer -«olhos nos olhos»- a Trump, que ele estava enganado, que a Europa não era «colónia» dos EUA. Perante esta atitude de encolhimento, a intenção do bully máximo será de redobrar a chantagem com suas vítimas, para que estas cedam ainda mais.
Não é obrigatório, aliás, que aquilo que Trump procura, seja o território da Gronelândia. Os EUA já tinham obtido da Gronelândia, tudo aquilo que queriam: Desde a «Guerra Fria nº1» que tinham uma importante base militar em Thulé. Tinham todo o controlo do espaço aéreo. A soberania da Dinamarca sobre o território, já era apenas nominal.
Aliás, seria totalmente impensável que a Dinamarca, ou o governo autónomo da Gronelândia, dissessem «não» ao reforço dos dispositivos da OTAN nesta ilha setentrional ... A insistência em adquirir ou ocupar a Gronelândia pode ser lida de várias maneiras: Uma delas, é de se tratar de um bluff... Trump obteria, em compensação de sua renúncia a ocupar a Gronelândia, acordos vantajosos, que dinamarqueses e a Comissão de Bruxelas aceitariam, como meio de «salvarem a face».
Conclusão: De qualquer maneira, os co-autores de tudo isto são os políticos no poder, na Europa (ao longo de décadas). A ideia de que a Europa não pode ser um espaço de paz e liberdade, se os diversos Estados não estiverem reunidos numa estrutura supra-nacional, cada vez mais autoritária, é uma enorme falácia. Na realidade, esta falácia tem servido aos Estados mais fortes, em detrimento dos mais pequenos, ou mais frágeis.
Na realidade, os satrapas que passam por ser nossos dirigentes nos países europeus, integrados na OTAN, são os responsáveis. Mas nós, povos europeus, somos as vítimas. A ex-Jugoslávia e a Ucrânia contam às dezenas ou centenas de milhares, os seus mortos nas guerras diretamente protagonizadas (ex-Jugoslávia) ou incentivadas e apoiadas (Ucrânia) pela OTAN e pelos seus Estados mais poderosos. Muitos povos europeus do Leste, Oeste, do Sul e do Norte, têm sofrido os programas de austeridade e agora vão decuplicar tal austeridade. O nível do apoio social prestado (Estado de bem-estar ou Welfare-state) nos países da Europa ocidental degradou-se, desde que se deu a implosão da URSS e do Pacto de Varsóvia. Agora, caminha-se para algo pior; a generalização da guerra, o que traz sempre miséria.
Será uma guerra pior que a IIª Guerra Mundial, mesmo que não sejam usadas armas nucleares estratégicas ou tácticas. Basta ver o estado de destruição na Ucrânia.
Os políticos europeus ocidentais insistem em «continuar a guerra até à derrota final da Rússia». Seria cómico, se não fosse mortífero para milhares de militares e civis (de ambos os lados), que se batem e sofrem com uma das guerras mais cruéis em todo o mundo, desde a guerra da Coreia!
quarta-feira, 3 de dezembro de 2025
O MEDO E COMO O COMBATER
sábado, 25 de outubro de 2025
MEARSHEIMER: PAZ SABOTADA PELOS GOVERNOS OCIDENTAIS
segunda-feira, 6 de outubro de 2025
A VISÃO DO MUNDO DE UM ESTATÍSTICO, NASSIM TALEB
COMO A PRÓXIMA DÉCADA VAI DECORRER.
Nassim Nicholas Taleb sobre... EUA & Subida da China
quarta-feira, 1 de outubro de 2025
A «LÓGICA» DA GUERRA
A «lógica» da guerra não é muito complicada de se perceber. Mas, para tal, é necessário fazer tábua rasa dos argumentos sobre «quem fez isto, quem fez aquilo» e deixar de se atribuir responsabilidades, consoante as simpatias ou antipatias pessoais, ideológicas e outras.
Com efeito, a guerra é um encadeamento de atos preparados meticulosamente, determinados pelos poderes, que estão convencidos de que precisam dessa guerra para chegar aos seus fins. Só que estes fins nunca são claros, nem são enunciados de forma que permita ao comum dos mortais entender o que se passa. O processo atual da guerra está relacionado, como sempre, com uma disputa pela hegemonia. Antes, a hegemonia era relativa a um espaço limitado geograficamente. Mas, a partir da 1ª Guerra Mundial, de forma reeiterada com a 2ª Guerra Mundial e desde então, com a chamada «Guerra Fria», tratava-se de um jogo global, destinado a obter o controlo dos principais recursos do planeta, ou seja, alcançar a hegemonia mundial.
Nos dias de hoje, a hegemonia que esteve nas mãos dos EUA e seus aliados/vassalos da OTAN, durante algum tempo (desde 1991 até à primeira década do século XXI), tem sido posta em causa. Tal controlo tem escapado cada vez mais aos ocidentais. Antes, muitos deles possuíram colónias ou eram senhores de países neo-coloniais.
Tem-se registado a perda de influência no comércio mundial, dos países do «Ocidente» e o aumento de utilização de divisas próprias pelo Sul Global, neste comércio e destronando o dólar. No desenvolvimento industrial e na capacidade de inovar em domínios de ponta, os países formando o «coração» dos BRICS, têm mostrado o seu dinamismo. Este tem sido tal, que exercem uma atração sobre os múltiplos países do «Sul Global». Surge a esperança de um contexto internacional mais equilibrado. Um sem número de fatores mostram que o Sul Global e os BRICS são uma força económica e estratégica em ascenção e que o chamado Ocidente, está em decadência, em colapso mesmo, a julgar pelas revoltas que se multiplicam.
Tipicamente, nos países cujos governos estão ameaçados, a oligarquia que os domina transforma as leis e dispositivos legais, reforça os instrumentos de repressão, de modo a que a cólera dos descontentes não se transforme em insurreição. Para guardarem as aparências, vão impor estas restrições com um pretexto, que é o mesmo, desde sempre: O inimigo externo, os agentes de subversão a soldo desse inimigo externo, a necessidade de mais despesas militares e de cortes nos orçamentos sociais, para fazer face à ameaça (que pode ser puro delírio) .
A UE, sob a batuta de Ursula Von der Leyen, está em estado de quase ruptura; certas oligarquias nacionais não estão dispostas a «ir para o fundo com o navio» e já começaram a criticar as medidas tomadas pela presidente (não eleita) da Comissão Europeia.
As sondagens de opinião mostram que os povos não têm confiança nos seus líderes; sabem que têm sido utilizados como rebanho de ovelhas, sujeitos a lavagem ao cérebro, sobre «os maus dos russos, o terrível Putin, etc.»
A guerra é a saída para a oligarquia eurocrática, porque assim poderá impor as restrições que quiser às liberdades e ao funcionamento das instituições nos seus países, poderá espremer ainda mais os trabalhadores e a classe média, para obter os fundos necessários para as forças armadas. Terá um meio muito prático para calar quem discorde destas medidas, acusando essas pessoas de serem agentes do inimigo, traidores que merecem a condenação à morte. Deste modo, será fácil intimidar os que, não estando de acordo com as políticas, não se sintam dispostos a desempenhar o papel de mártires.
Nós todos podemos saber qual o momento em que uma dada guerra é desencadeada. Penso que todas as pessoas atentas concordam que as palavras de guerra estão em todas as bocas dos responsáveis políticos europeus. Mas, ninguém pode prever quando uma guerra, seja ela qual for, irá terminar.
As consequências mais terríveis duma guerra são para os pobres, para os trabalhadores, para as pessoas que não contribuíram para o estado de coisas presente. Por isso, é justo que a guerra - em si mesma- seja criminalizada: Os que a desencadeiam ficam nas suas poltronas, gabinetes, salas de imprensa, a fazer o papel de «chefes de guerra», como se fossem eles a lutar no campo de batalha. Entretanto, no verdadeiro campo de batalha (e fora dele, em «danos colaterais» envolvendo os não-combatentes), as pessoas são mortas, feridas, feitas em pedaços, mas pouco ou nada se fala delas; só para lhes dirigir palavras ocas de agradecimento, quando elas deram o que tinham de mais precioso, a própria vida.
Não existe guerra justa, porque as guerras são fabricadas pelas oligarquias e destinam-se a ter os súbditos bem controlados. Os pretextos ideológicos, políticos, económicos, etc. são apenas pretextos. As somas gastas na guerra não servem para produzir mais riqueza, só servem para armas e munições e estas, ou ficam armazenadas, ou são utilizadas. Neste segundo caso, vão causar mais destruição de vidas e do que foi construído por gerações de trabalhadores pacíficos. Nenhum país pode melhorar sua economia com o chamado «Keynesianismo de guerra». É uma forma de levar as pessoas a acreditar que a guerra possa fazer sentido económico. Mas isto é uma enorme falácia!
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Relacionado:
PS1:
Veja o vídeo de 09 de Outubro de 2025 e repare como os factos relatados confirmam o que eu disse no artigo acima.
PS2: Leia o artigo abaixo, que nos dá a medida da evolução de um «Estado de Direito, democrático» para um «Estado de Excepção, totalitário»
https://www.rt.com/news/626425-eu-russia-war-scare/
PS3:
Prof. Jeffrey Sachs https://youtu.be/6-M2u6xMoGk?si=x8IwgUAjwbXc0-T3
