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quinta-feira, 11 de junho de 2026

CLARA ZETKIN avisou, em 1923, sobre o FASCISMO


Fig. acima: nazis em torno de fogueira queimando 'obras degeneradas'
Munique 1933



Clara Zetkin era uma revolucionária alemã. No movimento socialista / comunista internacional, do início do século XX, impulsiona a militância feminista (no sentido de emancipação da mulher trabalhadora, ao lado do homem...). Muitas pessoas a recordam porque foi ela a propor o Dia Internacional da Mulher, o dia 8 de Março.  Foi muito ativa no movimento operário, por volta de 1900. Participou no movimento pacifista; duas vezes foi presa em relação com uma comissão de mulheres pelo fim da guerra. Participou na fundação do partido comunista alemão depois da Iª Guerra Mundial. 

O seu relatório sobre a natureza de classe e os perigos do fascismo foi apresentado, oralmente, numa reunião da Internacional comunista, em Moscovo. Esta alocução impressionou os presentes, que a aprovaram por unanimidade. 

Mas, pouco depois em 1924, após a ascenção de Josef Stalin a secretário-geral do PCUS, a linha oficial do movimento comunista internacional mudou, tragicamente, em relação à política* a adoptar face ao fascismo em ascenção.

*A subida ao poder de Stalin na URSS, e líder de facto da IIIª Internacional, trouxe consequências graves. Personagens do movimento comunista que tinham uma linha diferente de Stalin foram primeiro afastados. Depois, vários sofreram processos inteiramente forjados, nos quais «confessavam a sua culpa». Isto não evitou serem executados. Mas, ao nível global, pela influência de Stalin na IIIª internacional e sobre vários partidos comunistas, sobretudo europeus (Espanhol, Francês, Alemão, etc), houve uma modificação brusca de orientação: foi abandonada a política de «frente ampla» que incluía organizações não-comunistas, para a política de «classe contra classe», que se traduziu no confronto direto com partidos socialistas e social-democratas. Na Alemanha, onde o partido socialista era muito forte, isto tornou possível que Hitler e seu partido manobrassem à vontade, dentro e fora do parlamento, aumentando o seu apoio popular através de campanhas demagógicas, amplamente financiados pelos donos das indústrias  metalúrgicas e químicas e   de bancos. 

Vejam e oiçam o conteúdo do video, que acompanha de perto o percurso de Clara Zetkin: Ele interessa a todos os anti-fascistas, não apenas aos que se identificam com o comunismo...

sexta-feira, 5 de junho de 2026

A CAMINHO DA DESAGREGAÇÃO DA ALEMANHA (por Thierry Meyssan)

 Este artigo foi copiado do site «voltairenet.org»


Mykhaïlo Fedorov e Boris Pistorius, Ministros ucraniano e alemão da Defesa, assinam um acordo de produção de drones. Volodymyr Zelensky, Presidente não-eleito da Ucrânia, e Friedrich Merz, Chanceler alemão, alegram-se com esta colaboração das suas indústrias de armamento.

Enquanto o Reino Unido e a Ucrânia pressionam a Alemanha para se preparar para a guerra contra a Rússia, assistimos ao afundar da Alemanha reunificada. O país está profundamente dividido em dois povos distintos. A sua identidade está agora posta em causa. A dissolução da República Federal da Alemanha é agora inevitável. Enquanto isso, a paz concluída entre Washington e Moscovo vai provocar a ligação de uma parte da Ucrânia e da Transnístria à Rússia. Enquanto o abandono pela União Europeia dos seus valores irá provocar o seu fim.


Mesmo que não estejamos cientes disso, a derrota do governo Zelensky na Ucrânia deverá levar à dissolução da Moldávia, da Alemanha e da União Europeia. Esta é a hipótese de trabalho da Rússia, da China e dos Estados Unidos. Ora, de forma alguma estamos preparados para tal e, de momento, os nossos políticos e os nossos média (mídia-br) nem sequer se colocaram essa pergunta.


A separação das duas Alemanhas

Não percebemos que a reunificação alemã, desejada pelos Presidentes Helmut Kohl e François Mitterrand, foi concretizada violando o Direito Internacional : o povo da República Democrática Alemã (RDA) nunca foi consultado. Aceita-mo-lo porque tínhamos a impressão de que ela era lógica e porque, em 14 meses, a responsável comunista da propaganda da Juventude Comunista da RDA, Angela Merkel, se tornou Ministra democrata-cristã da Juventude da RFA [1].

Mas o percurso pessoal desta responsável política não é, de forma alguma, representativo do seu povo. Aceitamos apenas o ponto de vista do Oeste (62 milhões de habitantes aquando da reunificação) e não o do Leste (16 milhões de habitantes à época).

A indústria do Leste foi pilhada em proveito do Oeste. O desemprego atingiu aí 7,5%, enquanto é de apenas 5,7% no Oeste. O salário médio é de 3. 973 euros brutos no Leste e de 4. 810 euros brutos no Oeste. O produto interno bruto (PIB) per capita atinge em média 37. 711 euros nos cinco Länder do Leste, em comparação com 54. 162 euros nos situados no Oeste.

Nas últimas eleições legislativas, os dois países confrontaram-se : os Alemães do Leste, formados pela ocupação soviética, votaram maciçamente na Alternative für Deutschland (AfD), enquanto os do Oeste, formados pela ocupação norte-americana e pelos nazis reciclados, votaram nos Democratas-Cristãos e nos Sociais-Democratas. Na realidade, não há apenas uma Alemanha, mas sim duas [2].

Hoje, a Alemanha reunificada é governada pela sua maior componente, a do Ocidente, que tenta proibir a expressão política da sua componente do Leste. Em 2 de Maio de 2025, o Partido político Alternative für Deutschland (AfD) foi qualificado de organização «extremista de direita», o que foi confirmado pelo Gabinete para a Proteção da Constituição. Ora, esta formação é apenas uma reacção ao projecto da confederação europeia ; projecto que tem as suas raízes na Neuordnung Europas (Nova Ordem Europeia), imaginada por Walter Hallstein – em nome do Chanceler Adolf Hitler – antes de este se tornar o primeiro secretário-geral da CECA (futuras CEE e União Europeia). Da mesma forma, o Gabinete de Protecção da Constituição de Munique, que foi utilizado para reciclar os polícias da Gestapo nos anos de 1950, supervisiona a repressão de jornalistas e pensadores que poderiam fazer mudar os pressupostos dos Alemães [3].

Se estamos cientes dos horrores da Segurança do Estado (Stasi) na Alemanha do Leste, desconhecemos os que flagelaram a Alemanha Ocidental contra os comunistas e contra os gays. Foi, no entanto, uma realidade sombria.

A actual Alemanha reunificada está sob a influência do pequeno grupo de filhos dos nazis que colaboraram depois da guerra com os ocupantes anglo-saxões. O próprio Chanceler Friedrich Merz é neto de um dignitário nazi cujos pressupostos Anti-Eslavos adoptou. Ele não tem quaisquer problemas em trabalhar com «nacionalistas integralistas» ucranianos, que se dizem descendentes dos “Vikings varenges” e não dos Eslavos. Se a tradição germânica recusava colaborar com os Russos (daí o cisma de 1054 separando o Sacro Império Romano-Germânico de Constantinopla, ou seja um século depois da Ucrânia e da Rússia se terem convertido ao cristianismo), só os nazis tinham como objectivo exterminar todos os Eslavos e se apoderar das suas terras (o chamado lebensraum, isto é, o “espaço vital” da Alemanha). Em qualquer caso, a Alemanha reunificada não colocou a menor objecção à nazificação da Ucrânia desde a independência, em 1991, passando pelo Golpe de Estado do EuroMaidan, em 2014. Ela esforça-se por ignorar as centenas de monumentos erguidos na Ucrânia em memória dos nazis e de seus colaboradores. Ela ignora o projecto de construção de um Panteão das Glórias Ucranianas pela administração Zelensky e, ao contrário do Memorial Yad Vashem, recusou comentar a reinumação nacional do criminoso contra a humanidade Andriy Melnyk, em 25 de Maio de 2026 [4]


A dissolução da Moldávia e da Transnístria

Durante a dissolução da União Soviética, a Transnístria proclamou a sua independência, em 2 de Setembro de 1990. Trata-se de um pequeno vale ao longo do Dnieper, dispondo de um espantoso microclima, onde os Soviéticos tinham construído uma cidade científica. Quase um ano mais tarde, em 27 de Agosto de 1991, a Moldávia proclamou também a sua independência. Ora, acontece que estes dois Estados formavam até aí apenas uma única região, a República Socialista Soviética Moldava. No entanto, em 28 de Fevereiro de 1992, os Estados Unidos fizeram entrar oito repúblicas soviéticas independentes nas Nações Unidas, incluindo a Moldávia. Mas não a Transnístria. Aos olhos da ONU, esta não era mais do que uma parte da Moldávia. Imediatamente a seguir, a CIA tentou meter na linha a Transnístria durante uma guerra a que não prestamos atenção [5].

Desde então, a Moldávia e a Transnístria desenvolveram-se separadamente. As coisas são ainda mais complexas porque a Transnístria continua soviética, tendo realizado o sonho de Mikhail Gorbachev de conciliar o comunismo e a democracia. Contudo, não é perfeita e não conseguiu resolver o problema das máfias, como a Rússia o fez com Vladimir Putin.

A Transnístria, que alberga desde a sua independência um arsenal russo e, desde a guerra de 1992, uma força de paz russa, recebe gratuitamente gás russo porque monitoriza o cruzamento de vários gasodutos russos para a Europa Oriental, Central e Ocidental [6].

A partir de 2019, o complexo militar-industrial norte-americano militou para enfraquecer a Rússia envolvendo-a em conflitos na Ucrânia e na Transnístria [7]. Em 2005, Angela Merkel, então Chancelerina Federal, nomeou Ursula von der Leyen como conselheira. As duas mulheres fizeram campanha para a criação da European Union Border Assistance Mission to Moldova and Ukraine (EUBAM) – Missão de Assistência às Fronteiras da União Europeia na Moldávia e na Ucrânia. Este organismo europeu vai sitiar a Transnístria cercando-a ao usar a Moldávia e a Ucrânia, muito embora nenhum destes dois Estados seja membro da União Europeia.

O acordo concluído entre os Presidentes Donald Trump e Vladimir Putin em Anchorage, em 15 de Agosto de 2025, prevê o reconhecimento do Donbass e da Novorossia como sendo russas. Isso significa que Odessa não será libertada pela força, mas sim anexada por um tratado de paz. Ora, Odessa é contígua à Transnístria. Há duas semanas, o Presidente Putin concedeu a cidadania russa a todos os cidadãos da Transnístria que a solicitarem [8]. A Transnístria tornar-se-á portanto russa no seguimento da guerra na Ucrânia, fazendo implodir a Moldávia. A sua população exprimiu-se já duas vezes nesse sentido.


A dissolução da União Europeia

A unidade da União Europeia não nos parece alvo de discussão. No entanto, o Reino Unido aderiu em 1973 e retirou-se em 2020. Em 2005, os eleitores da França e dos Países Baixos rejeitaram os referendos sobre a Constituição Europeia. Mas não foram ouvidos, com a UE a afastar-se dos seus «valores democráticos». Em 2013, a Troika Europeia (ou seja, na altura, a Alemanha, a França e o Reino Unido) impôs aos cipriotas o confisco puro e simples dos depósitos bancários superiores a 100. 000 euros. A União Europeia afastou-se ainda mais dos seus «valores democráticos e liberais». Em 2024, a Comissão Europeia intervém secretamente na eleição presidencial romena, acabando definitivamente com os seus «valores». Hoje, os Estados-Membros da UE, à excepção da Eslovénia e da Hungria, põem em causa o funcionamento da unanimidade do Conselho Europeu.

No entretanto, o Reino Unido, que já não faz parte da UE, forma uma nova aliança militar, os «Fuzileiros Navais do Norte». Esta nova força é composta por forças dinamarquesas, estónias, finlandesas, holandesas, islandesas, lituanas, letãs, holandesas, norueguesas e suecas. Rapidamente, ela deverá incluir também os Exércitos alemão, polaco e turco ; ou talvez até o francês, mas as idas e vindas de 2025 entre Londres e Paris não foram convergentes. Parece que os “Marines” do Norte deverão substituir a OTAN, assim que os Estados Unidos deixarem a Aliança Atlântica, pelo meio de 2027, segundo a equipa do Presidente Trump.

Ora, esta aliança não é compatível com a existência da UE, a qual é uma consequência das cláusulas secretas do Plano Marshall (1948).

Constatamos, entretanto, que o rearmamento alemão é financiado tanto pela União Europeia como pelo Reino Unido. Nos anos de 1930, este último havia financiado o rearmamento alemão contra os Soviéticos. Foi só após os Acordos de Munique (29 a 30 de Setembro de 1938) que a URSS, convencida de ser a próxima presa do IIIº Reich, concluiu o acordo germano-soviético (23 de Agosto de 1939) e que Berlim se voltou contra Londres.

Thierry Meyssan

Tradução
Alva


PS: Para quem tenha dúvidas sobre a «conversão» da oligarquia governante da UE ao fascismo e nazismo, veja o vídeo de entrevista de Glenn Diesen a Marta Havryshko: «Zelensky Pays Tribute to Nazi Leaders»


quinta-feira, 4 de junho de 2026

MARTIN ARMSTRONG: 'PORQUE RAZÃO ALGUMAS ECONOMIAS CRESCEM ENQUANTO OUTRAS COLAPSAM, EM TEMPO REAL ?'




 Por Martin Armstrong*



«Existe um padrão, no processo do custo de vida, baseado em factores, que contribuem diretamente para a saúde económica geral da população. O que se observa, globalmente, não é fruto do acaso. Os mesmos padrões continuam a emergir independentemente do país, da língua, do partido político no governo. As nações em que se expande a classe média, atraíndo capital, construindo infraestrutura e mantendo um nível aceitável de preços da energia, veem o crescimento económico ter lugar de modo palpável. As nações obsecadas com a expansão da dívida, com atitudes extremistas em relação ao clima, despesas em guerras sem fim, migração incontrolada e subida de impostos, estão vendo seus níveis de vida colapsar, de forma bem visível, pelo público desses mesmos países.

[continua abaixo, em inglês]

The difference between success and decline is becoming visible on the streets. In the collapsing economies, people cannot afford homes, birth rates are imploding, young adults remain dependent on their parents well into their 30s, and governments continually invent new taxes to keep the system alive. In the rising economies, factories are being built, wages are climbing, infrastructure is expanding, and foreign capital is flowing inward.

This is ultimately a capital flow story. Capital always migrates to wherever it is treated best. Governments never seem to understand this because politicians assume wealth is trapped permanently inside their borders. It is not. Once governments begin punishing productivity while rewarding bureaucracy, capital quietly leaves.

Europe is the clearest example of economic self-destruction. Germany, once the industrial engine of Europe, has struggled with stagnant growth for years. Even the IMF now projects only modest recovery despite aggressive fiscal spending. The problem is structural. Germany built its industrial dominance on affordable energy, engineering, exports, and manufacturing. Then Europe declared war on fossil fuels while simultaneously sanctioning its largest source of cheap energy from Russia. You cannot run an industrial economy on ideology.

The same pattern is visible throughout Britain, Canada, and parts of Western Europe. Housing costs exploded while real wages failed to keep pace. Governments expanded bureaucracy while productivity slowed. Immigration surged far beyond infrastructure capacity, increasing pressure on housing, healthcare, transportation, and social services. The middle class was squeezed from every direction at once.

Japan demonstrates another side of the crisis. It is the demographic collapse model. An aging population, combined with decades of debt accumulation, has created an economy where the government survives largely through perpetual intervention. The Bank of Japan has distorted markets for decades simply trying to prevent the sovereign debt structure from imploding. Meanwhile, birth rates continue to collapse because younger generations no longer see financial security as achievable.

South Korea faces similar demographic pressures, but it also reveals another modern vulnerability: dependence on global supply chains and imported energy. Seoul recently introduced another major emergency budget package to offset rising oil prices and geopolitical instability tied to the Middle East conflict. Modern economies that lack domestic energy independence become extremely vulnerable during geopolitical crises.

Then we look at the nations that are rising.

India continues expanding because it still possesses a young workforce, rising industrialization, and enormous internal demand. Manufacturing is steadily relocating away from Europe and China toward regions with lower costs and growing labor forces. India is benefiting directly from that shift. Global forecasts continue placing India among the fastest-growing major economies in the world.

Vietnam has become one of the clearest examples of capital migration. Multinational corporations moved production there to escape rising geopolitical tensions and higher costs elsewhere. Vietnam combined infrastructure spending, export manufacturing, and relatively stable economic policy to become one of Asia’s fastest-growing economies. Reuters recently reported that Vietnam aims for growth rates near 10% through 2030 while pouring roughly $200 billion into infrastructure projects.

Singapore succeeded because it understood something most Western governments forgot decades ago: stability attracts money. Low corruption, efficient infrastructure, strong property rights, and a pro-business environment consistently attract international capital. The government did not wage ideological war against productivity. It created conditions where business could thrive.

Mexico also benefited from global realignment. As corporations attempt to reduce dependence on China, manufacturing is increasingly moving closer to the United States through nearshoring. Mexico has enormous long-term potential because geography matters. Yet even there, sovereign debt risks and fiscal instability remain threats if spending spirals out of control.

What ties all the successful economies together is surprisingly simple. They still reward production over speculation. They invest in infrastructure instead of endless bureaucracy. They maintain access to affordable energy. They attract capital instead of demonizing it. Most importantly, they still possess some degree of optimism about the future.

Collapsing economies share the opposite characteristics. Rising taxes, shrinking birth rates, exploding debt, unaffordable housing, ideological regulation, and declining productivity create a death spiral. Governments then attempt to solve these problems by borrowing even more money, which only accelerates inflation and capital flight.

The sovereign debt crisis remains the core issue behind everything. The OECD recently warned that sovereign borrowing continues hitting record levels globally while interest expenditures remain near historic highs. Governments are increasingly trapped in a cycle where they must borrow simply to service prior debt obligations. Once that occurs, policy becomes entirely focused on maintaining confidence in government debt markets.

This is why we are seeing the divide between rising and collapsing nations widen so dramatically. Productive capital is abandoning regions where governments have become hostile toward growth itself. The world economy is fragmenting into two camps: nations still building for the future, and nations desperately trying to preserve systems that are mathematically unsustainable.

The average person feels this long before economists admit it. They feel it at the grocery store, in housing costs, in declining opportunities, and in the inability to build wealth. That is why people increasingly describe economic decline as something they experience “in real time.” The collapse is no longer hidden inside statistics. It has become part of daily life.

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(*)Texto original de Martin Armstrong AQUI

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

SCHRÖDER põe em causa a orientação atual da Alemanha e da União Europeia

 


Existe em toda a Alemanha muita gente que tem uma série de reservas em relação aos rumos que o governo anterior e o actual seguiram. Não serve de nada os fanáticos da ordem neo-liberal clamarem que os «outros» são os iludidos, ou que são «agentes de Putin» e que eles é que detêm a verdade verdadeira. Tudo o que fazem é reproduzir em mais grotesco - caso seja possível (!) - as derivas autoritárias de que foi protagonista a Europa e, em particular, este país, tanto no que toca à adesão ao nacional-socialismo (nazismo) como ao socialismo autoritário (Sobretudo durante a existência da DDR República Democrática Alemã). 
Schröder não tem a minha simpatia em relação às SUAS ACÇÕES POLÍTICAS PASSADAS. MAS, EMBORA TARDE, DESEMPENHA O PAPEL QUE UM PESO PESADO, RETIRADO DA POLÍTICA ATIVA, COSTUMA TER: Ser a consciência moral da sua corrente de pensamento e sobretudo dos consensos sociais conseguidos durante os anos em que foi Chanceler. Enfim, desempenha o papel de ser «voz» daqueles/elas que não têm voz, quer sejam de sensibilidade social-democrata ou outra.
A análise crítica do ex-Chanceler, embora não tenha nada de original, vem reforçar correntes que se sentem marginalizadas dentro da lógica da democracia parlamentar, que formalmente corresponde à constituição alemã. Os sinais de desrespeito da legalidade e da ordem constitucional pelo governo, abundam e está-se na Alemanha de hoje a um passo de um regime autoritário, ou, mesmo já dentro desse regime. 
Enquanto potência industrial mundial (ainda tem o 4º lugar no ranking) e ainda  claramente dominante economicamente dentro da U.E., as derivas autoritárias que venho assinalando, em relação à Alemanha, nos últimos anos, repercutem-se de imediato noutros parceiros da União Europeia e pesam no desenrolar das transformações geopolítica, económica e financeira, em curso. 
É por isso que me parece imprescindível conhecer  as críticas - a maior parte, certeiras - que incomodam tanto o establishment alemão e o das outras nações europeias. 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

América e União Europeia em "processo de divórcio "[Crónica da IIIª Guerra Mundial nº54]

 

A crónica de Pepe Escobar é autêntica ou fake? « A Europa Pode Sobreviver Sem a América? O Fim de 80 Anos de Aliança»: é um vídeo que tem um texto que não me convence de todo. Começa com algumas evidências, para não dizer lugares comuns. Depois, faz conjecturas, demasiadas, para um verdadeiro jornalista, como é Escobar. A qualidade de um jornalista especializado em geopolítica deve ou deveria ser de focalizar o discurso naquilo que é, não especulando sobre os comportamentos futuros de A, B ou C. Além disso, sujere que a Polónia e os Estados Bálticos foram «vítimas» do Estado Soviético... Eu sei que os referidos povos viviam em condições materiais melhores que os cidadãos da Rússia, no período do pós-guerra até 1990. Isto pode parecer estranho para os ocidentais, que estavam sempre (e continuam) inundados por narrativas anti-soviéticas e anti-comunistas. 

De qualquer maneira, eu acredito na inevitabilidade de um divórcio entre os EUA e a Europa, se Trump e a sua equipa continuarem no rumo traçado desde o princípio do mandato nº2 de Trump (e mesmo antes). Em poucos meses a Europa foi humilhada em várias frentes:

-Diplomática: as conversões diretas entre Trump e Putin em Anchorage, no Alasca (europeus completamente afastados de negociações no que respeita a um eventual acordo de paz com a Rússia)

- Comercial: o forçar de um «acordo», que mais parece uma capitulação, quando os «aliados» (vassalos) europeus tiveram de «engolir» taxas alfandegárias de 15% e sob ameaça destas duplicarem, se as relações dos europeus com Rússia e China não agradarem ao «bully» na Casa Branca.

- Militar: A obrigação de subir para o nível de 5% as despesas orçamentadas com as forças militares, o equivalente a um imposto brutal e insustentável, mas que os governos tiveram de aceitar. Trump ameaçou com a saída das forças americanas estacionadas na Europa. Os governos europeus, sentiram-se de facto ameaçados, porque se viam de repente sem o aliado mais poderoso, com o arsenal nuclear capaz de colocar em xeque a Rússia.

- Económica: As sanções europeias contra a Rússia após a invasão da Ucrânia, em Fevereiro de 2022, mais pareciam auto-sanções. Quem mais sofreu, foram empresas agrícolas e industriais da U.E. que ficaram - de repente- sem uma boa fatia do seu mercado. 

- Energética: Num episódio grotesco, Biden ordenou a sabotagem dos gasodutos Nordstream 1 & 2. Cobardemente, a Alemanha e outros países da UE, que beneficiavam com o gás russo, fizeram como se não soubessem quem ordenara a sabotagem e porquê. 

Daí resultou:

a) Colapso industrial: O gás americano, 5 vezes mais caro que o russo, é transportado por navio desde os EUA e obriga a dispendiosas instalações portuárias para ser distribuído localmente. Foi a sentença de morte de muitas empresas industriais, que tinham uma alta fatura em energia.  As empresas que sobraram, em geral mega empresas, como a Volkswagen ou a BASF, foram para a China ou para os EUA. As condições eram melhores nestes países, tanto em custos de energia, como em impostos, regulamentações ambientais, encargos salariais... A Alemanha e outros países do centro e norte europeu experimentaram uma desindustrialização severa e súbita. 

b) Na realidade, o poder hegemónico estava a obrigar os seus vassalos europeus a um regime incompatível com a manutenção do nível de salários, de pensões, de apoios sociais, na maioria da U.E., que tinha vigorado desde há mais de 50 anos. Estava a obrigá-los a submeterem-se, a ficarem «pés e mãos» atados ao poder Imperial, quer pela despesa militar acrescida (que vai enriquecer empresas americanas do complexo militar-industrial), quer pela dependência quase total em energia (escoamento do gás e petróleo de xisto americano). 

c) A humilhação máxima aos europeus, ocorreu quando Trump ameaçou ocupar (militarmente) a Groenlândia, um território autónomo associado à Dinamarca. Isto deveria ter causado um corte na OTAN, com os EUA, pelos «aliados». Mas, os governos europeus não tiveram coragem de dizer -«olhos nos olhos»- a Trump, que ele estava enganado, que a Europa não era «colónia» dos EUA. Perante esta atitude de encolhimento, a intenção do bully máximo será de redobrar a chantagem com suas vítimas, para que estas cedam ainda mais. 

Não é obrigatório, aliás, que aquilo que Trump procura, seja o território da Gronelândia. Os EUA já tinham obtido da Gronelândia, tudo aquilo que queriam: Desde a «Guerra Fria nº1» que tinham uma importante base militar em Thulé. Tinham todo o controlo do espaço aéreo. A soberania da Dinamarca sobre o território, já era apenas nominal. 

Aliás, seria totalmente impensável que a Dinamarca, ou o governo autónomo da Gronelândia, dissessem «não» ao reforço dos dispositivos da OTAN nesta ilha setentrional ...  A insistência em adquirir ou ocupar a Gronelândia pode ser lida de várias maneiras: Uma delas, é de se tratar de um bluff... Trump obteria, em compensação de sua renúncia a ocupar a Gronelândia, acordos vantajosos, que dinamarqueses e a Comissão de Bruxelas aceitariam, como meio de «salvarem a face». 


Conclusão: De qualquer maneira, os co-autores de tudo isto são os políticos no poder, na Europa (ao longo de décadas). A ideia de que a Europa não pode ser um espaço de paz e liberdade, se os diversos Estados não estiverem reunidos numa estrutura supra-nacional, cada vez mais autoritária, é uma enorme falácia. Na realidade, esta falácia tem servido aos Estados mais fortes, em detrimento dos mais pequenos, ou mais frágeis. 

Na realidade, os satrapas que passam por ser nossos dirigentes nos países europeus, integrados na OTAN, são os responsáveis. Mas nós, povos europeus, somos as vítimas. A ex-Jugoslávia e a Ucrânia contam às dezenas ou centenas de milhares, os seus mortos nas guerras diretamente protagonizadas (ex-Jugoslávia) ou incentivadas e apoiadas   (Ucrânia) pela OTAN e pelos seus Estados mais poderosos. Muitos povos europeus do Leste, Oeste, do Sul e do Norte, têm sofrido os programas de austeridade e agora vão decuplicar tal austeridade. O nível do apoio social prestado (Estado de bem-estar ou Welfare-state) nos países da Europa ocidental degradou-se, desde que se deu a implosão da URSS e do Pacto de Varsóvia. Agora, caminha-se para algo pior; a generalização da guerra, o que traz sempre miséria.

Será uma guerra pior que a IIª Guerra Mundial,  mesmo que não sejam usadas armas nucleares estratégicas ou tácticas. Basta ver o estado de destruição na Ucrânia. 

Os políticos europeus ocidentais insistem em «continuar a guerra até à derrota final da Rússia». Seria cómico, se não fosse mortífero para milhares de militares e civis (de  ambos os lados), que se batem e sofrem com uma das guerras mais cruéis em todo o mundo, desde a guerra da Coreia!

 





sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

OS ALVORES DUM NOVO REICH???






Transcrevo parte de uma carta de CJ Hopkins. Um caso que pode parecer absurdo, mas que é - pelo contrário - muito real, pois as autoridades policiais e judiciais alemãs sabem perfeitamente o que dizem as leis e a constituição da própria Alemanha, sobre a liberdade de opinião e o direito de expressão do pensamento e opiniões, oralmente ou por escrito. Também as autoridades respectivas do IIIº Reich sabiam aquilo que estava consignado na constituição da República de Weimar, mas «estavam-se nas tintas».

[....]

 A Swiss organization defending freedom of speech in Switzerland and Germany, Bündnis Redefreiheit (Free Speech Union) has taken on my case, and they published a rather good introduction to it and the issues in question.

The German version is on their website. The English version is below.

Before you read it, I want to say a few words about “book burning,” which the folks at Bündnis Redefreiheit mean metaphorically, of course. The German authorities are not literally burning books or organizing public book-burning rituals like the Nazis.

However, I am being criminally investigated for publishing and promoting a book. The police raided my home looking for evidence that I am the publisher of a book. That is the “crime” that is cited as grounds for this second investigation.

Please, reflect on that for a minute.

The book in question has been banned in Germany since the summer of 2022. As far as I know, the German authorities still deny that it is banned, but it is. It was pulled from distribution by German booksellers (presumably by Libri and the other major German book distributors) at the same time that it was officially banned in Germany by Amazon and the previous criminal investigation of me was launched. And now I’m being criminally investigated for the second time, and having my home raided and searched by the police, for the “crime” of publishing, distributing, and promoting it.

A book.

Obviously, at this point, it is clear that the German authorities have absolutely zero respect for the law, or the rule of law, or the Grundgesetz (i.e., basically the German constitution), or basic democratic rights and principles like freedom of speech. The fact that a German judge actually signed a search warrant authorizing the police to raid my home because I wrote and published a book, well, I don’t know what to say exactly, other than … welcome to the New Normal Reich!

I’ll have more to say about it as time goes by, and after the German authorities send my attorney the new case file, and after I recover and regain my strength a bit. I am extremely worn out at the moment. I just did an exhausting two-month road trip all over the USA. And of course I caught a nasty winter bug upon my return. And, well, honestly, I’m utterly burnt-out from the last five years of opposing this new form of totalitarianism that is taking hold, not just here in Germany, but all throughout the West. I’ll dig into all that once again after I get my sea legs back.

For now, here’s the overview of my case(s) by Bündnis Redefreiheit.


The C. J. Hopkins Case: Modern Book Burning

Bündnis Redefreiheit

On the morning of Wednesday, 26 November 2025, three armed police officers arrived at the Berlin apartment of American writer C. J. Hopkins with a search warrant issued by the Amtsgericht Tiergarten. As he reports on his Substack, the officers not only searched the apartment but also confiscated his computer and interrogated his wife.

Hopkins is an award-winning playwright, novelist, and political satirist. In 2022, he published The Rise of the New Normal Reich: Consent Factory Essays, Vol. III (2020–2021), a book that delivers a sustained and sharply argued critique of the authoritarian tendencies that emerged during the Covid era. It was this book that brought the police to his door that morning.

The cover of the book makes Hopkins’ point immediately visible. Drawing on the familiar design of William L. Shirer’s history book The Rise and Fall of the Third Reich, which features a large swastika, Hopkins’ version shows the same symbol partly obscured by a Covid mask. It is a direct visual statement: in Hopkins’ view, the coercive measures of the Covid period bore an uncomfortable resemblance to an earlier authoritarian system that also invoked emergency measures to override basic rights. The image is unmistakably political commentary of the anti-authoritarian kind.

But the Berlin state prosecutor sees it differently. According to the warrant for the house search, the cover allegedly violates §86a of the German Criminal Code, the law that forbids the use of unconstitutional symbols when used in a supportive way. Hopkins is accused of publishing, selling, and displaying his book, and of showing the cover on his website. In other words, the prosecutor is treating an anti-authoritarian book as a criminal act.

The police search was authorized to determine whether Hopkins published, distributes, and promotes his book, and whether he is the owner and operator of his blog, consentfactory.org, where the book is advertised. But these questions are not mysteries. The answers are public knowledge. Hopkins is the author. His website bears his name, his photo, and his biography. His books are advertised and sold by booksellers worldwide. There is nothing hidden here.

A house search, however, is one of the most invasive measures the state can take. It must be proportionate and requires a clear need to uncover evidence that cannot be obtained in any other way. That bar was not met. There was no serious question that required armed officers to enter the home of an author. The search served no legitimate investigative purpose. It served a symbolic one. It sent a message: we can come into your home and harass you for what you write.

This alone should concern anyone who values free expression. But the core issue runs deeper. Hopkins’ book does not promote fascism. It warns against it. It uses the symbol of the swastika not to support Nazi ideology, but to condemn modern political trends that he believes resemble it. The entire point of the book is to say: “Be careful. This looks familiar.” And the phrase “The New Normal Reich” carries just a trace of satire, enough to signal discomfort and alert the grey cells that danger is afoot.

In any healthy democracy, such a warning falls squarely under protected political speech. It is the kind of analogy that writers, historians, and political thinkers have always made. One may find it exaggerated, uncomfortable, or even unfair, but that is not the same as illegal. Satire is not propaganda. Criticism is not endorsement. A warning is not a celebration.

By treating a critical image as criminal use of Nazi symbols, the state prosecutor collapses distinctions that are essential to free debate. It is a category error with serious consequences. If this interpretation of the state prosecutor stands, then any critical representation of a Nazi symbol, whether in a documentary, a satirical cartoon, a historical comparison, or a work of fiction, could be targeted in exactly the same way.

The result is predictable: people stop speaking. Writers avoid certain topics. Artists censor themselves. Publishers become nervous. And so, the range of permitted thought narrows. This is how censorship works today: through the banning of books, and the steady pressure of enforced legal threats backed by bureaucratic intimidation.

The fact that this search occurred at all is evidence of such pressure. A police raid is frightening, disruptive, and humiliating. It disturbs daily life. It seizes tools required for work. It intrudes into private space. And it does all this without any real necessity. The message is unmistakable: writing and publishing this book will cost you.

As Hopkins’ lawyer has rightly argued, the raid was not merely a procedural excess but an assault on several of the most basic guarantees of a democratic society: freedom of opinion, freedom of the press, artistic freedom, and the inviolability of the home. These principles are not decorative features of a constitution; they are the very bedrock by which a people keep power from coagulating into something unaccountable and oppressive. That the German authorities are acting arbitrarily here is beyond question, since Der Spiegel and Stern have already employed the swastika critically on their respective magazine’s covers, without police searching their offices.

It takes only a moment’s honest reading to see that Hopkins cannot, by any stretch available to common sense or literary judgment, be aligned with fascism or Nazism, for his entire argument depends on the premise that the Covid era represented, in miniature and in embryo, a repetition of the authoritarian temptations that disfigured the twentieth century. A man does not praise what he holds up as a warning sign; he does not revere the very phenomenon he uses as the yardstick of political decay.

Hopkins invokes the Third Reich not as a beacon but as a boundary, the outer edge of what a society must never again permit itself to become. And in doing so he places Nazism in the same conceptual space one reserves for toxic substances, useful only as a reference point for recognizing when the air has gone foul. To accuse him of sympathy with fascism is to miss the entire structure of his criticism, to mistake the smoke alarm for the fire. Hopkins is not flirting with Nazism; he is arguing that its ghost walks more easily in modern halls than we care to admit, and he is pleading for the vigilance necessary to keep that ghost from taking on flesh once more.

Germany no longer burns books in the literal sense. Instead, it restricts their distribution. It removes them from platforms. It harasses their authors. It treats political criticism as criminal offenses. The flames are gone, but the censorial principle survives. Indeed, you can no longer buy Hopkins’ book in German book stores, nor on Amazon in Germany, Austria, and the Netherlands.

One does not have to agree with C. J. Hopkins to recognize what is at stake. Today, it is a satirical book cover. Tomorrow, it could be Shirer’s history book about the Third Reich (which is still freely available in Germany). The next day, a political cartoon. Once the state begins treating dissent as danger, and criticism as extremism, the slope quickly becomes very slippery and steep.

In this case, the German authorities have done something abominable in a state that still considers itself liberal and democratic. They have taken a critic of authoritarianism and responded to his critique with authoritarian methods. And that is precisely the problem Hopkins has been writing about all along.

C. J. Hopkins wrote about the house search on his Substack: https://cjhopkins.substack.com/p/a-visit-by-the-german-thought-police

Hopkins’ lawyer gave Junge Freiheit an interview about the house search and the charges filed: https://jungefreiheit.de/debatte/interview/2025/sonst-haetten-auch-spiegel-oder-stern-bestraft-werden-muessen/

A note on an earlier, pending case

Hopkins’ has had dealings with the German state before. That first trouble began with two tweets he posted in August 2022, each accompanied by the same image of his book now at the center of this newest case: a medical mask over a still visible swastika. One tweet quoted Germany’s then health minister saying that masks “always send a signal,” and the other described masks as symbols of ideological conformity. The meaning was obvious: Hopkins was criticizing coercive government measures, not supporting Nazism.

But the Berlin prosecutor treated the image as “dissemination of Nazi symbols,” ignoring the context entirely and pursuing him as if he were a propagandist rather than a satirist. What should have been recognized instantly as a political warning was instead hauled into court as a criminal offense. This case of Hopkins’ tweets is currently pending in Germany’s constitutional court.

POST SCRIPTUM:

A raiva persecutória estende-se a Elon Musk e a «X» com uma  avultada multa, dentro do mesmo espírito de reprimir, desencentivar, intimidar, para que as críticas sejam silenciadas. Porém, esta indiferença pelos valores (supostamente) defendidos nas democracias liberais, só mostra que - afinal - a adesão a tais princípios e valores é uma fachada, para os poderes. Apenas tolerados, na medida em que não incomodem. 

Hoje CJ Hopkins, Elon Musk e muitos outros de que nem ouvimos falar, amanhã a mordaça para todos os que não estão ao diapasão do Novo Reich e da Comissão de Bruxelas, com a Führerin Úrsula... Eis, de novo, os fantasmas que se introduzem nas nações europeias, sem terem sido convidados. A cidadania tem de acordar e reagir. Isto já foi longe demais.


RELACIONADO:

 MANIPULAÇÃO DAS MASSAS

ALEMANHA É OFICIALMENTE UM ESTADO DE VIGILÂNCIA GENERALIZADO




terça-feira, 9 de dezembro de 2025

COMO A MÉDIA MAINSTREAM SE CONVERTEU EM PROPAGANDA DOS ESTADOS

 

https://www.youtube.com/watch?v=X1l4c5fWn8M




Um artigo circunstanciado, em como as «elites» ocidentais e o jornalismo mainstream apagaram das notícias as referências à ideologia nazi e aos atos criminosos contra os russo-falantes ucranianos, após o golpe de Maidan em 2014:
«Ucrânia : as provas apagadas» por Manlio Dinucci

PS1: Na minha opinião, a crise do COVID foi pretexto para alcançar um novo patamar de censura e discriminação contra tudo o que não se conformasse com a ditadura globalista.

PS2: 

Documentário Censurado Expõe Como o Governo dos EUA Difunde Propaganda Como Sendo «Jornalismo Independente», por The Dissident


quarta-feira, 19 de novembro de 2025

DEPUTADOS ALEMÃES ACUSADOS DE «SEREM ESPIÕES AO SERVIÇO DA RÚSSIA»



Num debate parlamentar sobre as armas e financiamentos destinados à Ucrânia, deputados da AfD (Alternativ für Deutschland) foram acusados de estarem a recolher informações para as passarem aos russos! No entanto, aqueles deputados apenas levantaram questões e apresentaram pedidos de esclarecimento, perfeitamente legítimos, que qualquer força política responsável poderia (deveria) levantar.

Hoje, AfD é considerado o partido mais popular na Alemanha segundo numerosas sondagens, deixando histéricos o governo de coligação e os partidos que o constituem. As acusações feitas, por mais ofensivas e gratuitas que sejam, têm o perverso pressuposto duma campanha destinada à ilegalização da AfD.  

Não há dúvida que o partido AfD tem acolhido pessoas de extrema-direita, que não tiveram possibilidade de singar dentro do partido do Centro-Direita (CDU-CSU) do Chanceler Merz, embora este tenha e sempre teve elementos da extrema-direita. Mas, é verdade que o tom de perseguição histérico também se nota noutros partidos de governo (inclui os social-democratas), em especial, contra a extrema-esquerda*: Mas, porque esta não poderá, no curto prazo, ganhar eleições e alcançar o poder, os insultos mais verrinosos são reservados aos conservadores de direita da AfD. Estes estariam em boa posição para serem governo, caso houvesse agora eleições antecipadas.


«O deputado da União Cristã Democrata (CDU) Marc Heinrichmass, que é membro do Comité Parlamentar que tutela os serviços secretos, alegou durante um debate no Parlamento Federal que o AfD tem “estado a ser conduzido pela trela pelo Kremlin". Também denunciou que «no mínimo, existe uma célula dormente favorável à Rússia, no seio da AfD. Também disse: "Que sorte para Vladimir Putin, que a AfD exista na Alemanha.” Estas afirmações foram no contexto da sua objecção ao inquérito parlamentar sobre assuntos militares e de infraestruturas.»

                   
A montagem da foto mostra uma bandeira da AfD com a silhueta de Putin sobreposta.

Nunca tive especial admiração pelo parlamentarismo burguês, mas nunca pensei que este poderia descer tão baixo e desmascarar-se de forma tão óbvia.

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*Sara Wagenknecht foi apodada de «agente de Moscovo» pela cadeia de televisão oficiosa.

PS1: O Coronel Douglas MacGregor pensa que a Alemanha vai sair da OTAN e da UE.