Manuel Banet, ele próprio
Reflexão pessoal, com ênfase na criação e crítica
quarta-feira, 15 de julho de 2026
DURO COMO O DIAMANTE
terça-feira, 14 de julho de 2026
ALBÂNIA - O QUE MOTIVA «A REVOLTA DOS FLAMINGOS»?
Esta história está relacionada com grandes projetos de gasodutos financiados pelo Quatar e Arábia Saudita e com participação de Israel. Tal projeto - do lado do governo albanês - pretende ser «a porta de entrada» deste pequeno e pobre país balcânico na U. E.
A revolta popular dos últimos dias justifica-se pela série de intrigas em detrimento da soberania da Albânia e pela destruição anunciada do ecossistema que inclui a ilha de Sazan, onde habita uma colónia de flamingos selvagens.
segunda-feira, 13 de julho de 2026
HOJE, VOU ESCREVER UMA CARTA [OBRAS DE MANUEL BANET]
Sim, uma carta em papel; com envelope
Ainda não decidi se escreverei com caneta
De tinta permanente, esferográfica, ou feltro
Mas tem de ser realmente desenhada pela
Minha mão, cada letra exprimindo um instante
O instante das minhas emoções
Em relação ao conteúdo, também
Irei inovar - no que me toca - no estilo
Serei sincero, sem ser grotesco,
Sem artifício, abrirei o coração
Não preciso de fazer teatro
Com sinceridade, basta escrever
Ao correr da pena, é como estar
contigo, um gesto, um murmúrio,
Leve ruído do aparo ao contacto
Com o papel.
Podia pensar mais solene
Enfático ou espirituoso
Não! Minha razão de escrever
É natural e não fabricada
É o pensamento quando falo
É um sopro ao teu ouvido
Quanto ao conteúdo,
Tenho andado a refletir
No que a ele diz respeito
Ao entregar-te a carta
Entrego-te meu pensar
E sentir, sem floreados
Ainda tenho de a começar
Pois uma carta assim
Não se escreve por capricho
Uma carta assim é leve
E pesada, pelo que diz
E pelo que cala; pelo que
sai do aparo e pelo que fica
no tinteiro.
Até breve, pois...
GABRIEL FAURÉ; NA CHARNEIRA DOS SÉCULOS XIX E XX [Segundas-f. musicais, nº66)
Abaixo, uma peça das «romances sans paroles» (Op. 17/ nº3)
Esta Pavane tem uma ressonância renacentista e mesmo medieval. Porém, Fauré teve o bom gosto de não pretender imitar a música dessas épocas. A versão orquestral, que ouvimos aqui, foi elaborada pelo próprio compositor a partir da versão para piano.
O Requiem Op. 48, de Fauré, é uma obra que continua a suscitar o interesse do público e dos músicos profissionais. Uma das peças extraídas do Requiem, é «In Paradisum»
PS1: Lang Lang interpreta a célebre Pavane em versão solo para piano.
domingo, 12 de julho de 2026
Prof. JEFFREY SACHS AVALIA A CIMEIRA DA OTAN
Mas, entretanto, estão empenhados em desviar - desde já - partes importantes dos orçamentos nacionais para a indústria de armamento e vigilância!
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Reflexão de Manuel Banet:
De forma quase automática, os que presidem agora aos destinos dos povos, estão a copiar o comportamento dos seus antecessores, nas vésperas da Iª Guerra Mundial. Tal como nessa altura, os partidos que antes se consideravam representando a vontade dos trabalhadores, os partidos social-democratas, «votaram os orçamentos de guerra». Agora também o fazem, mas com antecipação, «programando» desde já o início da guerra total com a Rússia para 2030. Note-se que a guerra não declarada, com «autorização» aos ucranianos de alcançar com ogivas de longo alcance alvos bem no interior da Rússia, foi intensificando-se, com o objetivo claro de provocar na Rússia uma contra-ofensiva aos territórios onde são fabricados os drones e outros armamentos usados pelos ucranianos. Igualmente, os sistemas de satélites e de «inteligência» ocidentais, têm guiado a par e passo as ofensivas das forças ucranianas, sendo certo que sem essa peritagem, seriam incapazes de atingir alvos na Rússia com um mínimo de precisão.
Também, quanto às provocações, sabemos bem que várias potências, nomeadamente a Inglaterra e outras, em vésperas de 1914, tinham todo o interesse em multiplicar os assassinatos na classe política e militar, causando instabilidade e provocando os poderes - empurrados pela opinião pública - a reagir. Temos assistido a uma multiplicação das intervenções terroristas, com a OTAN na origem, mas supostamente realizadas por serviços secretos ucranianos.
Finalmente, a campanha distorcendo grosseiramente a natureza do «inimigo», dando a entender que se trata dum ditador sanguinário, tem sido «o pão nosso de cada dia» de uma série de media em todo o Ocidente, sinal da campanha de condicionamento das mentes, por forma a amedrontar os cidadãos e impedi-los de considerar argumentos racionais, que poriam de rastos os elementos de propaganda raivosa anti-russa e anti-Putin.
A enorme sucção de capitais para a máquina de guerra, acompanha-se por uma militarização da sociedade civil. As leis celeradas (completamente anti-constitucionais) são aprovadas à pressa; servem para criminalizar demonstrações pacifistas. A «rédea livre» é dada a uma extrema-direita cada vez mais arrogante, promovida para intimidar os que à esquerda pudessem ajudar a formar uma resistência popular e de massas.
Tem-se o equivalente de há cerca de 120 anos atrás. É provável que os manuais de guerra psicológica, atualmente usados na OTAN e noutras instâncias, sejam atualizações de manuais descrevendo as técnicas ensaiadas antes e durante a Iª Guerra Mundial.
Consultar também:
Douglas Macgregor: Disastrous NATO Summit - Renewed War on Iran & Russia
sábado, 11 de julho de 2026
Sobriedade [Obras de Manuel Banet]
Tudo aquilo que é dado ser a um homem
Seu saber, sua estrela, seu caminho
De muito pouco lhe vale, se não frutifica
Se não semeia ao vento a canção da vida
Poeta sejas como te der mais na gana
Em palavras, gestos, imagens, tu sabes
Nada se perde, tudo se transforma, dizem
Sejam teus suspiros por alma ou pão
Quem diz que a arte é vã, nada cria
Pois criar é arrancar do nada um ser
É uma melodia, uma ideia que brotam
À superfície da mente, à luz do dia
Não pretendo dar lições a ninguém
Mas dois conselhos dou a quem me lê
Faz o que deves, mas por convicção
Sê impiedoso crítico de ti próprio