segunda-feira, 15 de junho de 2026

RÃO KYAO - tão internacional e tão português [Segundas-f. musicais nº62]

UM ARTISTA TÃO INTERNACIONAL E TÃO PORTUGUÊS


(Para ouvir os 14 temas seleccionados da playlist, clicar AQUI)


https://www.youtube.com/playlist?list=PLUv1WgIwP9IObZQNNgQGKkyLdHF2iqms6

Conheci pessoalmente, por acaso, Rão Kyao nos bastidores dum festival de Jazz de Cascais, há muitos anos, não me lembro exactamente quando; apenas sei que foi nos anos 1980.

Ele domina um vasto espectro de instrumentos e de estilos musicais. Além das adaptações instrumentais, belíssimas, de música popular portuguesa, na flauta de bambu e saxofone, ele tem muitas composições originais. 

A playlist que aqui apresento, dá uma ideia do sincretismo musical de Rão Kyao: além de se inspirar no folclore de Portugal, também recorre a temas da Índia, do Norte de África, da China, etc.

A sua discografia é muito vasta. Os discos meus preferidos são «Fado Bailado» e «Estrada da Luz».  

Sua produção tem mantido uma elevada qualidade, ao longo dos anos. 


domingo, 14 de junho de 2026

GUERRA BIOLÓGICA: documentos desclassificados por Tulsi Gabbard



As armas biológicas, não apenas a sua utilização, como também sua estocagem e investigação, estão estrictamente proibidas, por uma convenção da ONU, assinada por mais de uma centena de países, entre os quais os EUA. 

Os presidentes dos EUA, durante mais de uma década, deram seu aval ao financiamento de atividades ilegais de investigação em guerra biológica, em mais de 30 países. Dos 120 laboratórios financiados, 40 situam-se na Ucrânia.

Foram tornados  públicos pela diretora da "National Intelligence "(DNI), Tulsi Gabbard, os documentos  que o comprovam.


Veja o vídeo da entrevista a Larry Johnson, AQUI

Complemento: Leia AQUI artigo sobre os documentos divulgados


sábado, 13 de junho de 2026

CANÇÃO DESCREVENDO OS HORRORES DA 1º GUERRA MUNDIAL



Esta canção descreve a vida quotidiana dos soldados nas trincheiras, como eles morriam e como ficavam inválidos para toda a vida. 

Oiça o poema sobre estes soldados.. A letra é de Louis Aragon: ele foi soldado na 1º Guerra Mundial

A música é de Léo Férré, cantor/compositor que dedicou um álbum inteiro a poemas de Aragon. 

Férré pôs em música poesias de sua própria autoria e também poemas de poetas célebres: Charles Baudelaire, Paul Verlaine, Arthur Rimbaud e outros.

Registam-se aqui duas interpretações da canção: Pelo autor da música, Léo Férré e por Caterine Sauvage.


                             Canção do album «Léo Férré Chante Aragon»

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Versão da Canção por Caterine Sauvage




Letra da canção Tu N'en Reviendras Pas

Tu n'en reviendras pas toi qui courais les filles
Jeune homme dont j'ai vu battre le coeur à nu
Quand j'ai déchiré ta chemise et toi non plus
Tu n'en reviendras pas vieux joueur de manille

Qu'un obus a coupé par le travers en deux
Pour une fois qu'il avait un jeu du tonnerre
Et toi le tatoué l'ancien légionnaire
Tu survivras longtemps sans visage sans yeux

On part Dieu sait pour où ça tient du mauvais rêve
On glissera le long de la ligne de feu
Quelque part ça commence à n'être plus du jeu
Les bonshommes là-bas attendent la relève

Roule au loin roule train des dernières lueurs
Les soldats assoupis que ta danse secoue
Laissent pencher leur front et fléchissent le cou
Cela sent le tabac la laine et la sueur

Comment vous regarder sans voir vos destinées
Fiancés de la terre et promis des douleurs
La veilleuse vous fait de la couleur des pleurs
Vous bougez vaguement vos jambes condamnées

Déjà la pierre pense où votre nom s'inscrit
Déjà vous n'êtes plus qu'un mot d'or sur nos places
Déjà le souvenir de vos amours s'efface
Déjà vous n'êtes plus que pour avoir péri

Paroles de Louis ARAGON
Musique de Léo FERRE
© LES NOUVELLES EDITIONS MERIDIAN



quinta-feira, 11 de junho de 2026

CLARA ZETKIN avisou, em 1923, sobre o FASCISMO


Fig. acima: nazis em torno de fogueira queimando 'obras degeneradas'
Munique 1933



Clara Zetkin era uma revolucionária alemã. No movimento socialista / comunista internacional, do início do século XX, impulsiona a militância feminista (no sentido de emancipação da mulher trabalhadora, ao lado do homem...). Muitas pessoas a recordam porque foi ela a propor o Dia Internacional da Mulher, o dia 8 de Março.  Foi muito ativa no movimento operário, por volta de 1900. Participou no movimento pacifista; duas vezes foi presa em relação com uma comissão de mulheres pelo fim da guerra. Participou na fundação do partido comunista alemão depois da Iª Guerra Mundial. 

O seu relatório sobre a natureza de classe e os perigos do fascismo foi apresentado, oralmente, numa reunião da Internacional comunista, em Moscovo. Esta alocução impressionou os presentes, que a aprovaram por unanimidade. 

Mas, pouco depois em 1924, após a ascenção de Josef Stalin a secretário-geral do PCUS, a linha oficial do movimento comunista internacional mudou, tragicamente, em relação à política* a adoptar face ao fascismo em ascenção.

*A subida ao poder de Stalin na URSS, e líder de facto da IIIª Internacional, trouxe consequências graves. Personagens do movimento comunista que tinham uma linha diferente de Stalin foram primeiro afastados. Depois, vários sofreram processos inteiramente forjados, nos quais «confessavam a sua culpa». Isto não evitou serem executados. Mas, ao nível global, pela influência de Stalin na IIIª internacional e sobre vários partidos comunistas, sobretudo europeus (Espanhol, Francês, Alemão, etc), houve uma modificação brusca de orientação: foi abandonada a política de «frente ampla» que incluía organizações não-comunistas, para a política de «classe contra classe», que se traduziu no confronto direto com partidos socialistas e social-democratas. Na Alemanha, onde o partido socialista era muito forte, isto tornou possível que Hitler e seu partido manobrassem à vontade, dentro e fora do parlamento, aumentando o seu apoio popular através de campanhas demagógicas, amplamente financiados pelos donos das indústrias  metalúrgicas e químicas e   de bancos. 

Vejam e oiçam o conteúdo do video, que acompanha de perto o percurso de Clara Zetkin: Ele interessa a todos os anti-fascistas, não apenas aos que se identificam com o comunismo...

quarta-feira, 10 de junho de 2026

NOS PAÍSES DA OTAN O FASCISMO NUNCA DESAPARECEU











A afirmação do título fundamenta-se com numerosos factos, dos quais muitos se podem documentar simplesmente com consultas à Internet em relação aos termos e expressões que eu utilizei. Mas, atenção: a Internet e o Youtube, em particular, estão saturados com falsificações da História. O método DOS FALSIFICADORES é dizer umas coisas verdadeiras, mas sem dizer a Verdade. 
A História oficialmente apresentada e ensinada é sempre «lavada e engomada», para lhe retirar as nódoas e saliências, reveladoras de factos contraditórios com a narrativa dominante.

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1ª Numerosos nazis foram «salvos» do exército soviético triunfante, através de múltiplas vias de fuga, algumas organizadas pelo Vaticano e muitas pelos aliados Ocidentais, promovendo a «recuperação» de milhares de alemães através da operação organizada pelos serviços americanos e intitulada «Paperclip». No meio havia não poucos torturadores da Gestapo e das SS. Também havia médicos que faziam pseudo-experimentação científica nos campos de concentração (ao estilo do dr. Mengele). Se uns tantos foram para a Argentina e outros países da América do Sul, a maioria dos «resgatados» foi parar aos centros da CIA (chamava-se OSS na época), ou aos serviços de «inteligência» canadenses (em cooperação com o MI6 britânico). Muitos desses nazis obtiveram novos nomes, com dados de identidade fabricados, quer na América do Sul, quer do Norte.

2ª Na Espanha de Franco e no Portugal de Salazar, torcionários membros da Gestapo alemã foram acolhidos para ensinar os métodos de interrogatório e de tortura à polícias políticas, em ambos países.

3º Portugal foi membro fundador da OTAN em 1949. Uma organização que estava dirigida contra o bloco soviético e se vangloriava de ser «democrática». Ora, na verdade, Portugal tinha um regime autoritário semelhante ao fascismo de Mussolini, o «corporativismo». Nenhum dos governos dos outros países da OTAN, tinha dúvidas sobre isto, nem classificava o regime de Salazar como «democracia». No entanto, a OTAN apresentava-se sempre como «aliança defensora da democracia» e contra o comunismo.

4º Em nome da «defesa das democracias contra a ameaça soviética», foi organizada a «Rede Gládio», formada por grupos que tinham como função a resistência e sabotagens, na hipótese duma invasão soviética a países da OTAN.

Em Itália, nomeadamente, a rede Gládio levou a cabo atentados terroristas «de falsa bandeira», cuja autoria foi - falsamente - atribuída a grupos esquerdistas. A sua interferência em assuntos internos do Estado italiano foi múltipla e constante. Contribuiu para a desestabilização dos governos de centro-direita ou centro-esquerda.

5º Mas não foi só em Itália que houve interferências ilegítimas. Na Grécia, a OTAN organizou a guerra contra as forças comunistas e de esquerda que tinham lutado contra o invasor nazi. A monarquia conservadora instalada, foi sucedida por um golpe protagonizado pelos « coronéis» e início duma cruel ditadura fascista (sempre com o apoio da OTAN).

6º A OTAN, temendo uma vitória eleitoral comunista em Itália, forneceu armas, dinheiro e cobertura a grupos terroristas de extrema-direita (fascistas), com ramificações na loja maçónica P2, nas forças armadas, na polícia, etc. Tanto estas forças de extrema-direita como as chefias da OTAN, estavam preparados para pôr em prática uma campanha de desestabilização da Península Itálica, indo até ao golpe militar, no caso dos comunistas de Berlinguer obterem uma maioria dos deputados, capaz de formar governo.

7º Os fugitivos originários dos países do bloco soviético, URSS e  doutros países do Pacto de Varsóvia, eram acolhidos e integrados em serviços de espionagem e propaganda do Ocidente, principalmente na CIA (EUA) e no MI6 (Reino Unido) e noutros países da OTAN. Os papéis que lhes eram atribuídos, eram diversos: participavam em emissões rádiofónicas dirigidas aos países de Leste (Radio Free Europa e outros) e noutras ações de propaganda de cunho «anti-comunista». Porém, entre esses dissidentes do Leste, um bom número era criminoso de guerra: Tinham participado em chacinas de civis e de prisioneiros de guerra, de judeus, de comunistas e de resistentes... A CIA e o MI6 sabiam desses antecedentes, mas encobriam. Para os governos do Ocidente, isso não era grave; o importante era que eles servirem para múltiplas operações, incluindo sabotagens, contra os países do Bloco do Leste (para descrição pormenorizada, veja link:   https://www.kitklarenberg.com/p/how-the-cia-conjured-ukrainian-nationalism)

8º No Ocidente, a desnazificação depois de 1945, foi praticamente nula. Promoveram ex-oficiais nazis de alta patente em postos-chave da OTAN ( ver AQUI a história incrível mas verdadeira, do General nazi Heuzinger). Na função pública e noutros corpos do Estado da Alemanha Federal, praticamente não houve desnazificação. Esta foi levada a cabo, na Alemanha de Leste, pelo governo, na parte da Alemanha sob ocupação soviética. No Ocidente, a luta anti-comunista e anti-forças de esquerda, tornou-se muito depressa a primeira prioridade.

Além disso, a existência de grupos abertamente nazis foi tolerada (pelo menos, não os perseguiram) em muitos países da OTAN, ao longo de todos os anos pós-IIª Guerra Mundial. Até hoje, além de grupos que exibem uma ideologia extrema, nazista ou fascista, existem muitos outros, que se dizem «nacionais» ou «nacionalistas». Estes, possuem a mesma ideologia, programa e comportamento da extrema-direita, não têm qualquer problema em organizar-se e fazer sua propaganda racista e xenófoba, abertamente. Porém, esta propaganda é explicitamente contrária às leis e constituições de vários países da UE,  Portugal incluído.

A sistemática condescendência de forças políticas no poder, ditas «democráticas» e até de certa esquerda, historicamente anti-fascista, vai para grupos racistas, que perseguem os elementos isolados de emigrantes doutras «raças» (os «não-brancos»), dando-lhes pancada, matando-os ou ferindo-os gravemente. Agora, torna-se muito difícil processar e condenar tais grupos de criminosos, porque têm cumplicidades na polícia e no governo. Na extrema-esquerda não existe comportamento de gravidade equivalente ao dos acima mencionados grupos violentos de extrema-direita.

9º O golpe sangrento dito da «Praça Maidan» em Kiev, na Ucrânia em 2014, foi dirigido por elementos nazis, disfarçados de patriotas. Esta tática permitiu enganar, inicialmente, uma parte da população. Não enganou, com certeza, a OTAN e os governos americano e europeu, pois estes estiveram diretamente implicados no golpe: Eles sabiam quem estavam a colocar no poder, pessoas que idolatravam Stepan Bandera, colaborador dos nazistas, responsável direto e autor moral da execução de dezenas de milhares de pessoas (incluindo polacos, judeus e pessoas de esquerda...), nos territórios da URSS sob ocupação nazi. Esta ligação ao nazismo não foi dada a conhecer - antes foi ocultada - ao público ocidental.

10º Uma declaração do Parlamento Europeu, há poucos anos (2019), fazia a amálgama totalmente falsificadora , entre ideologias nazista e comunista. Declarava que o nazismo era totalitário, porém punha um sinal de igualdade entre o nazismo e o comunismo. Provocatoriamente, «exigia» que a Rússia se «arrependesse oficialmente dos crimes atribuídos a Estaline» e que a Rússia «se desfizesse» dos monumentos, erigidos em memória dos 26 milhões de mortos e dos seus militares, na IIª Guerra Mundial, como condição para ser admitida no «clube democrátrico europeu»!
A declaração - na verdade - não era dirigida contra os totalitários de extrema-direita, nem contra colaboradores dos fascistas e nazistas dos países da UE: Isto seria o mesmo que acusarem seus antecessores genéticos ou políticos, dos quais eram herdeiros. Este é o background de anti-comunismo fervoroso, de quem votou a declaração.
 É um exemplo de falsificação histórica* (*https://noticias.juridicas.com/actualidad/noticias/14569-memoria-historica:-el-parlamento-europeo-condena-los-crimenes-del-nazismo-y-el-comunismo/«Afirma la resolución aprobada por el Parlamento que Rusia sigue siendo la mayor víctima del totalitarismo comunista y que su evolución hacia un Estado democrático seguirá obstaculizada mientras el Gobierno, la élite política y la propaganda política continúen encubriendo los crímenes comunistas y ensalzando el régimen totalitario soviético y pide a la sociedad rusa que acepte su trágico pasado».)


11º A maioria das entidades governamentais e partidos parlamentares, nos países membros da UE, tem dado ao governo  da Ucrânia um apoio entusiástico e generosas ofertas, à custa do erário público dos países-membros e do orçamento da Comunidade, em armas, munições, equipamento e dotações financeiras. Este dinheiro tem enchido os bolsos das figuras principais do regime de Kiev. A UE tem feito entregas repetidas de ajudas incondicionais e muito vultuosas ao governo saído do golpe da Maidan, cujos membros se afirmam herdeiros de Stepan Bandera e da OUN. Esta última organização, era uma facção nacionalista ucraniana que alinhou - na IIª Guerra Mundial - com as tropas nazistas que invadiram a URSS (a Ucrânia fazia parte da URSS nessa altura). Os banderistas são autores de chacinas e genocídio de cerca 100 mil mortos, só em relação a nacionais da Polónia ! Estes polacos habitavam a região de Lvov. Os membros da OUN foram também responsáveis por inúmeras chacinas contra judeus, contra comunistas e resistentes.

12º Depois da derrota do nazi-fascismo em 1945, os fascistas/banderistas ucranianos foram recrutados pela CIA e outros serviços de informação ocidentais. Alguns trabalhavam em propaganda, dirigida por americanos, em Munique e noutros pontos da Europa. Vários ucranianos ao serviço da CIA foram infiltrados na URSS e em países do Pacto de Varsóvia, para recolha direta de informação e para actividades subversivas.

13º Em França, o Presidente Miterrand, para se manter no poder, desenhou uma estratégia de erosão da direita francesa «clássica», reconhecendo o direito ao «Front National» de Jean-Marie Lepen, concorrer à eleições. Assim, um grupozinho pouco conhecido, foi-se tornando mais e mais importante em votos, em activistas e em presença mediática. Isto, enquanto os socialistas iam revertendo, uma por uma, as medidas do «Front Comum de Gauche», maioritária e formando governo, desde os anos oitenta. É preciso lembrar que muitos dos lepenistas tinham um currículo colaboracionista conhecido, o que incluia participação ativa e apoio ao governo de Vichy (governo colaborador da Alemanha hitleriana). Vários, de extrema-direita tiveram participação ativa e apoio aos membros da terrorista OAS, que rejeitava a independência da Algéria e que organizaram e quase conseguiram ter sucesso, um golpe de Estado contra o governo legítimo da República francesa.

14º Em muitos países, a extrema-direita escondeu-se, enquanto afixar publicamente esta pertença significava um risco real. Assim, muitos elementos de extrema-direita entraram como membros de partidos de direita ou centro-direita, legais e institucionais; assim, elementos da direita mais extrema (mas disfarçados) foram frequentemente membros dos governos e grupos parlamentares,  em países da UE (França, Espanha, Portugal, Alemanha, Itália, etc). Evidentemente, esses elementos de ideologia fascista, não se afirmavam publicamente como tal: Diziam-se nacionalistas, de direita, anti-comunistas, monárquicos, etc... Formavam, em paralelo, organizações clandestinas, mas continuavam filiados em partidos de direita «clássica» que funcionavam como máscara e cobertura às suas atividades.

15º Os governos ditos «democráticos» da Europa Ocidental, depois da 2ª Guerra Mundial continuaram com seus impérios coloniais. Estes, não foram transformados em Nações independentes, de forma negociada, numa transição pacífica, mas pela luta armada, em muitos casos. Nas colónias do Reino-Unido, de Portugal, de Espanha, de França, e doutros... As tropas dos governos reprimiam da forma mais brutal os manifestantes, aos milhares. Muitos, dos políticos da metrópole das colónias tiveram uma reação desfavorável à exigência de autodeterminação avançadas como propostas de partidos e personalidades das colónias. Por exemplo, Salazar negou quando rebentou a guerra de guerrilha em Angola (1961), qualquer abertura negocial, por teimosia, mas sobretudo pelo arreigado princípio racista de que «as colónias não eram capazes de se auto-governar» e que «Portugal tinha o dever de impedir que caíssem nas mãos do comunismo internacional». Muitos casos houve de barbárie e de genocídio, pelas tropas coloniais, martirizando populações das antigas colónias, sobretudo em África e na Ásia, desde finais  da IIª Guerra Mundial, até hoje. As guerras atuais em África e na Ásia do Sul estão na continuidade histórica direta do período colonial. Podem considerar-se guerras provocadas pelo domínio neo-colonial, impedindo o desenvolvimento de vastas regiões e das numerosas populações. Certamente, não se pode ser democrata «em casa» e colonialista ou neo-colonialista no exterior.

16º O nazi-fascismo tem tido cobertura das correntes mais militaristas na OTAN. Nesta organização, os governos mais poderosos não agem assim por "capricho": A extrema-direita tem sido muito útil, na medida em que aterrotiza grupos de emigrantes, de sindicalistas e de militantes de esquerda. Ela tem sido um braço repressivo, à disposição dos governos que querem manter uma fachada democrática, ao mesmo tempo que se abate o terror contra os opositores, através dessa extrema-direita. 
A «incapacidade  dos governos em reprimir» essas organizações é totalmente falsa. Os poderes usam as polícias nalguns casos; noutros casos, é mais vantajoso darem luz verde, discretamente, a esses tais grupos, pois os governos não podem ou não querem a recorrer a métodos ilegais. Esta, a verdadeira razão porque não destroem os grupos fascistas ou de extrema-direita violentos. Os governos têm meios e legitimidade para fazê-lo. Porém, eles servem-se de terroristas fascistas para golpear os opositores de esquerda.

terça-feira, 9 de junho de 2026

A ORDEM CAPITALISTA NÃO É UMA "ORDEM NATURAL "



 Uma economista que, não só  não alinha pela cartilha neoliberal,  como defende abertamente e com argumentos de peso, uma alternativa socialista. É de pessoas assim que pode vir a renovação tão desejada e tão urgente de um pensamento socialista e revolucionário.