quarta-feira, 9 de setembro de 2026

QUANDO EU FUI JOVEM [OPUS, VOL.IV ; MANUEL BANET]

 


Noutra vida, quando eu fui jovem

Todas as experiências descarrilaram

Por mais que eu me empenhasse

Estava condenado a viver em sonho

E a sonhar a vida; e os anos passando


Mas as experiências ficaram e pesaram

De nada serve lamentar os percursos 

Eles foram condicionar quem eu sou

Em vão me revolto, quando recordo

Não serve de nada leccionar o passado


Pelo menos, ficou-me algo desses anos

Ao certo, não sei o quê;  uma condenação 

Sem apelo, que arrasto: É como a marca

Vincada no corpo e nada a pode apagar.


Na segunda metade da minha vida,

Tenho-me dedicado a viver o destino

Sem demasiado sofrer. Nem alegre nem triste.


Sou o conglomerado de demasiados eus

Não os consigo distinguir nem avaliar

São uma multidão sempre à espera que eu

Lhes abra a porta, por vezes conseguindo

Ultrapassá-la, mas não lhes dou refúgio 

Seria demasiado estúpido!


Felizmente, o mundo exterior chama sempre 

De sua voz imperativa, quando esboço 

Uma absurda procura dentro das casas

Obscuras do passado. 


Tenho a luz do Sol 

Ou luzes interiores que me indicam

Os caminhos; por mais estranhos que

Sejam, sempre me conduzem

A algum lado. 


Não irei medir os passos

Mas sou capaz de , num olhar, ver

O que já foi percorrido.


E, nem orgulhoso, nem insatisfeito, 

Vou continuando por serras e planícies

Até encontrar aquele portal , sem medo 

Atravessando


E tudo o que foram preocupações 

E afetos de vivente, depositarei 

À entrada...



AS BORBOLETAS RECORDAM-SE DO QUE VIVERAM COMO LAGARTAS...Demonstrado por uma criança!



Este miúdo japonês de 12 anos, condicionou as lagartas. Fez o trabalho experimental, demonstrando a conservação da memória em sucessivas gerações de lagartas. E, rigorosamente, seguiu um protocolo científico.
Ele é «Mozart da biologia»!


 

terça-feira, 8 de setembro de 2026

ENTREVISTA COM SHAUN REIN por George Galloway

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 Shaun é um experiente homem de negócios que tem desempenhado a sua actividade na China. Apesar de ser abertamente pro-capitalista,  não deixa de reconhecer as grandes qualidades do sistema chinês: " O sistema chinês funciona bem para a China".

Afinal, não deveria ser isso mesmo que deveríamos ouvir para outros grandes países? 
Nos EUA*, a corrupção da classe política transformou para pior as condições concretas dos americanos comuns. Além  disso, os EUA estão desprestigiados no que toca à sua política internacional: A política da «canhoneira», típica dos imperialismos, no século XIX! 

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* Não apenas o entrevistado reconhece a situação, como os participantes num congresso recente, como podem ler no artigo de Philip Giraldi: AQUI

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

PROPAGANDA 21[n°32] Monstruoso ato do 11 de Setembro 2001 (Tierry Meyssan)

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Tschaikovsky: concerto para piano e orquestra n°1 [Segundas-f. musicais n°74]



                                             


 Olga Scheps tem uma larga carreira, onde sobressai o seu rigoroso fraseado, como já se tinha afirmado na interpretação das "Estações " de Tschaikovsky.

Este concerto para piano é justamente um ponto alto na criatividade do compositor russo.

Tudo nele soa grandioso, como um sopro de heroísmo que estivesse presente inspirando a composição.  

A orquestra realiza um verdadeiro diálogo com o piano. Este, por sua vez, aborda a matéria sonora com um sentido orquestral, preenchendo o espectro sonoro com os seus acordes. Mas, existe o contraste com passagens mais subtis, que não nos deixam um instante desatentos.  É  tão forte esta energia telúrica, que nos prende do princípio ao fim. Mesmo quando conhecemos muito bem a obra, somos atraídos pela sucessão  de melodias e pelas surpresas que ligam entre si os diversos momentos: uns temas apresentam-se num naipe de instrumentos, para logo depois serem base de variação ao piano. 

Há  passagens que me soam muito atuais.  Têm  qualquer coisa de "jazzístico", muito antes da existência do próprio jazz. 

Talvez nos pareça muito «clássico» aos nossos ouvidos: Porém, neste concerto, Tschaikovski rompe com o molde clássico da «forma sonata» e deixa fluir vibrante uma música animicamente romântica, mas já pós-romântica no tratamento dos temas e na orquestração.

A força que se desprende de todo este aparato musical, coloca este concerto entre os melhores que foram escritos em três séculos de literatura para o piano.

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PATRICK HAHN E A ORQUESTRA FILARMÓNICA DE ISTAMBUL COM OLGA SCHEPS, SOLISTA, NUM FANTÁSTICO ESPECTÁCULO AO VIVO, EM 2022.


PS: Música religiosa a capella: Salmos e Vésperas


domingo, 6 de setembro de 2026

DOCUMENTÁRIO PBS: MOVIMENTO NAZI NOS EUA, NOS ANOS 1930

 


Este documentário foi feito pelo canal público PBS. 


Algumas anotações:

- O Klu-Klux-Klan tinha uma enorme influência.

- O anti-semitismo e o racismo contra os negros, tinham grandes sponsors, como Henry Ford (autor de «The International Jew»).

- O eugenismo era adoptado por grande parte da oligarquia; era baseado na «necessidade» de evitar a propagação de «raças inferiores» ou «doenças», mesmo as que eram obviamente adquiridas e não genéticas: Muitas pessoas foram forçadamente esterilizadas dentro deste contexto.

- O fascismo foi promovido na Europa para contrariar o comunismo.

Tudo isto e muito mais é mantido escondido das pessoas, de um lado e do outro do Atlântico. 

As pessoas têm uma visão não apenas esquemática, mas errónea do movimento fascista internacional e do que ele representava; que interesses se escondiam por detrás das suas figuras de proa; quem os financiava; sobretudo, não fazem a mínima ideia do que seriam o presente e o futuro, se os fascistas tivessem triunfado na IIª Guerra Mundial.