terça-feira, 7 de abril de 2026

CRIMES DE GUERRA E SEU ENCOBRIMENTO [PROPAGANDA 21, Nº31]

 



A descida ao inferno do imperialismo decadente, com todo o cortejo de guerras e de crueldades, não poderia ser tolerado pelas próprias populações nativas dos centros do Império, se não houvesse toda uma media que leva a cabo a distorção da realidade, de modo consciente e deliberado, desde o black-out informativo, até ao «spin» colocado discretamente nas notícias, no seu fraseado, nos adjectivos, etc. 
Claro que isto resulta, porque a imensa maioria das pessoas não vai analisar estes pormenores do texto. Por isso, julgam que a media é «razoavelmente objectiva», quando nunca o foi ou deixou de o ser há décadas... 
A fragilidade inerente - para o setor pró-imperial - é que qualquer pessoa, uma vez que tomou consciência da manipulação, já não poderá deixar de a notar no futuro. 

segunda-feira, 6 de abril de 2026

O QUE SE ESPERA DAS FORÇAS POLÍTICAS E SOCIAIS CONTRÁRIAS A ESTA GUERRA E AO AUTORITARISMO?

- Estamos em guerra, é a IIIª Guerra Mundial. 

- Esta evidência, infelizmente, toda a gente a tem, hoje. Porém, eu já tinha esta noção de que estávamos numa IIIª Guerra Mundial, desde 1999 e do ataque da OTAN (ilegal face à Lei Internacional), contra a Sérvia; a chamada guerra do Kosovo. 

A quantidade de «palcos» de confronto violento multiplicaram-se, é impressionante. A maioria concentra-se no Médio Oriente. Muitas guerras atuais estão no prolongamento de guerras que já vêm do século XX (e algumas, desde o final da 1ª Guerra Mundial). 

O que os ocidentais têm tido como «desenvolvimento», não é senão a continuidade da exploração colonial, e depois ex-colonial. Claro que as pessoas que beneficiam de uma situação de abundância e privilégio, vão dizer que ela se deve ao seu mérito próprio. Os ocidentais pensam-se como civilização superior, com um nível de desenvolvimento maior que as outras partes do globo. Mas isto é falso, sem dúvida, por dois motivos:

- A maneira como podemos medir o grau de civilização é, antes de mais, como os cidadãos de um determinado espaço civilizacional reagem em defesa dos valores da civilização onde estão banhados. Os ocidentais pretendem ser democráticos e viver em democracias. Mas, logo que algo se torne menos confortável para eles, abandonam - na prática - os princípios democráticos. Logo que se verifica uma corrente emancipatória dos oprimidos doutras partes do Globo ou até de seu próprio país, deixa de haver democracia. 

A repressão feroz aos movimentos emancipatórios de ex-colónias, em África, na Ásia e na América Central e do Sul,  mostrou a «democracia» deles, os oligarcas e seus lacaios, os governos ocidentais. Igualmente, em relação à classe operária, ou pessoas em rutura política dos sistemas ditos democráticos, verificaram-se episódios de uma violência inultrapassável. 

Os sucessivos crimes contra a humanidade da parte do governo sionista de Israel tiveram o aplauso de muitos e o silêncio envergonhado de outros. O mesmo se está a passar hoje, com o Líbano e com o Irão. 

Outra medida do estádio civilizacional é procurar de saber e compreender as ideias, os costumes, o modo de ser e pensar dos outros povos. Porém, na sociedade ocidental atual, não existe sequer tolerância para com outras etnias, outras culturas, outros modos de estar. Quanto muito, existe condescendência em relação às formas de cultura dos não-ocidentais, um reflexo do colonialismo:  O civilizado ignora as formas artísticas, filosóficas e científicas de outras culturas, não as percebe nem tenta fazê-lo, ele ignora as histórias das sociedades extra-europeias respectivas.  

O nacionalismo tornou-se a forma estereotipada de rejeição do outro. Esta visão foi incutida pelos elementos mais retrógados e opressores das classes oligáriquias ocidentais, como forma de impedir a solidariedade com povos coloniais ou ex-coloniais, da parte dos  povos que foram, num certo momento histórico, seus colonizadores. Este racismo e colonialismo das mentalidades ocidentais, permite que a oligarquia desvie de si própria a raiva e frustração dos explorados. Canaliza este ódio em direção aos outros povos, sobretudo aos emigrantes.

A natureza desta Guerra Mundial é de se desenrolar num processo contínuo de aumento de tensões, provocações e das várias formas de guerra : Económica, com as sanções, a ingerência ou subversão dos países inimigos ou ainda, o isolamento diplomático, o bloqueio e, por fim, guerra dita «cinética».

A lenta e inexorável erosão das liberdades nos países que se afirmam como «democracias», acompanha a marcha em direção à guerra. O empobrecimento das populações, a diminuição drástica dos orçamentos sociais dos Estados, vai de par com o reforço - em efetivos e em equipamentos - das forças armadas e policiais, em prevenção de prováveis insurreições. As pessoas que criticam a deriva autoritária, sem terem - no entanto - feito nada contra as leis, apenas exercendo o seu direito à livre palavra, ao pensamento crítico, são perseguidas, sujeitas a sanções extra-judiciais, confirmando-se deste modo a morte do Estado de Direito, do respeito pela legalidade constitucional. As leis e atuações dos Estados, também vão sendo transformadas, com vista ao controlo social total.

O totalitarismo não se instaura,  necessariamente, por um golpe de Estado ou uma subversão brusca da ordem constitucional. Existem bastantes exemplos que mostram o deslisar dos Estados: Eles aparentam ser  democráticos, mas são Estados onde a democracia verdadeira desapareceu, ou seja, restam leis  e constituições democráticas, sem qualquer relação com a realidade, pois estão constantemente a ser pisadas, pelas próprias entidades que tinham o dever de defendê-las.

A inadequação das pessoas e das organizações para enfrentar e combater este «fascismo deslizante», é trágica: Ela configura a incapacidade dos líderes em ver o presente tal como ele é. Alguns estão imbuídos de modelos históricobs passados, que os impedem de captar o que a situação atual tem de inédito. 

É preciso e urgente uma viragem para nova visão da política. O objetivo deve ser  construir uma organização flexível, para combater o autoritarismo, que abafa e acaba por estrangular os elementos de democracia ainda presentes em nossas sociedades. Sem auto-censura, nem anátemas, deve-se agrupar, de forma ampla, as numerosas pessoas, as diversas forças sociais e políticas, realmente interessadas em impedir que um regime autoritário se instale.



A «PLANDEMIA» E AS VACINAS «MILAGRE» NÃO APARECERAM POR MILAGRE...

Eles sabiam todos - à partida - que a «vacina» anti-COVID era um veneno. 

As supostas teorias da conspiração são agora objeto, na Holanda, de uma ação legal. Só pelo facto dela ter sido aceite, isso significa que existem factos que estiveram escondidos e que apareceram, mais tarde, à luz do dia. 

Várias evidências apontam para a monstruosa conspiração (sem aspas), da oligarquia: 

- Bill Gates e a sua fundação, mas não só (também J. Epstein e JP Morgan); 

- Os gigantes da indústria farmacêutica (Pfizer e as outras) 

- O «fanfarrão» da OTAN, o 'inefável' Mark Rutte, o ex-primeiro ministro holandês e o DoD ((Department of Defense, EUA)




https://www.youtube.com/watch?v=lQiubYh2bsI


(extraído do texto de apresentação do vídeo)
....
Sasha Latypova joins us to break down her latest reporting on leaked internal AstraZeneca audio and what she says it reveals about the real structure behind the COVID response. We dive deep in the latest civil lawsuit in Amsterdam which saw Bill Gates, Albert Bourla, and Mark Rutte forced to testify about how they conspired to create "Project Covid."

In this interview, we dig into Sasha’s claims about DARPA’s early pandemic planning, the role of the Department of Defense, the February 4, 2020 timeline, and why she believes the public was sold a very different story from what was happening behind the scenes. If her interpretation is correct, this was not just a public health response — it was something much bigger."

....

RELACIONADO:

Na conferência, o Prof. Werrner descreve, sem hesitações, a questão do COVID como uma conspiração:

https://manuelbaneteleproprio.blogspot.com/2026/04/sobre-cbdcs-conferencia-do-prof-richard.html

[Segundas-f. musicais nº55 ] CONCERTO DE VIVALDI PARA FAGOTE

 

Esta jovem artista tem um perfeito domínio da técnica do fagote e das convenções estilísticas do barroco veneziano. Por outro lado, a obra de Vivaldi que aqui ouvimos, é um dos seus concertos mais cheios de bonomia, de verve, de sentido do humor. 
A solista e o pequeno grupo de cordas sabem traduzir esse espírito para audiências contemporâneas. 
Fazem-nos plenamente apreciar o génio vivaldiano. 

Consigo imaginar, quando fecho os olhos, enquanto oiço este concerto, um jantar em casa dum aristocrata da República Sereníssima de Veneza. O conjunto de câmara executando este concerto de Vivaldi, seria formado por suas alunas do Ospedale della Pietà, onde o Mestre ensinava música  às meninas órfãs, para que elas fossem escolhidas, mais tarde, como noivas dum endinheirado nobre ou burguês. 


RELACIONADO:


«Concerto a due cori», obra-prima que deveria ser (ainda) mais famosa:





domingo, 5 de abril de 2026

BOLHA DE IA PRESTES A REBENTAR...

 

... O motivo não é uma deficiente procura de ativos de empresas de IA, em relação à oferta, ou de qualquer desequilíbro entre a oferta e a procura, nos mercados bolsistas...

AI Bubble Pop - Half of AI Data Centers Cancelled or Delayed


No vídeo acima, Lena Petrova dá-nos a situação real dos países ocidentais, em particular dos EUA, que apostaram pesadamente na IA (Inteligência Artificial). 
A incapacidade destes países em fornecer as quantidades necessárias  de energia elétrica para alimentar os Centros de Dados, é a causa principal das interrupções dos projetos de produção, de congelamento ou de abandono dos mesmos.
Contrariamente a estes países, o desenvolvimento da IA na China não está sujeito aos mesmos constrangimentos. Provavelmente, na China a planificação a médio e longo prazo permitiu que se desenvolvessem Centros de IA, sem que as indústrias e a vida em geral sofressem duma escassez em energia elétrica. 
Mais uma bolha especulativa está prestes a rebentar, tanto maior quanto as grandes empresas tecnológicas ocidentais se envolveram a fundo em projectos gigantescos, sobre-dimensionados. 
É que, no sistema capitalista, as necessidades reais não são o motor que impulsiona o investimento: Antes, o impulso vem de ondas especulativas, geradas nas bolsas, ou seja, em que o motor é o lucro, não as necessidades sociais. Estas bolhas têm sido infladas permitindo lucros extraordinários das entidades beneficiando de «insider trading», que sabiam quais os planos de investimento estratégico do Governo ou das mega-empresas. Esses investidores bem informados apressaram-se a investir, enquanto a atenção do público ainda não estava focada nesses mesmos sectores. 
Mas, não só os investidores comuns foram sistematicamente encaminhados para aqueles investimentos sobre-cotados (bolhas) e portanto, sofreram perdas, na maior parte dos casos; também na economia em geral, grande parte do capital disponível para investimento foi desviado para especulação. 
Quando uma bolha rebenta, não são só os investidores diretos que pagam o preço. Também os bancos que financiaram tais investidores e mesmo, os bancos que aceitaram essas acções sobrecotadas nas bolsas, como colateral (ou garantia de empréstimo). 
Mas, o desejo avassalador de enriquecer depressa e por qualquer meio, acaba por vencer o bom-senso e a prudência. O capitalismo é sempre instável, pois é  ele que alimenta as bolhas e os grandes capitalistas são quem beneficia desta instabilidade.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Obras de Manuel Banet : «VIAGEM INAUGURAL DA BORBOLETA»

 


Estou no meu berço-tumba

Crisálida aguardando a primavera

Meu corpo não mexe

Mas meu espírito agita-se


Tenho um mundo novo

A descobrir e a percorrer

Cada vez que isto me acontece

Tenho a impressão de renascer


Apenas a impressão, afinal

Pois aquele envólucro

Apenas protege a substância

Do ser; o qual permanece


Como todas as minhas irmãs

Tomo rumo pelo Sol

Sei de que néctar me nutrir

E que flores  fecundar


Ninguém me ensinou

O que tenho encriptado.

Meu corpo é efémero,

A mensagem é intemporal