sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

O TOMBO FABRICADO DA COTAÇÃO DA PRATA - UMA ANÁLISE




O mercado da prata no COMEX (Chicago) foi a cena de um golpe, protagonizado pelo maior banco comercial dos EUA, seguido pelos outros grandes bancos. Com efeito, desde há alguns anos, o banco J P Morgan, sob a liderança de Jamie Daimon, tem acumulado uma grande quantidade de prata em armazéns privados. Esta acumulação permite que o banco beneficie da atual subida histórica dos metais preciosos. 
Também é este banco que é emissor e garante dos EFT de prata, ou seja, de contratos de futuros, que são negociados nas grandes plataformas de matérias-primas, COMEX, LBMA (Londres) e Xangai (Shanghai Metals Exchange).

Na sexta-feira 30 de Janeiro, a uma hora precisa, houve uma venda massiça e coordenada de prata-papel no COMEX, seguida de venda deste metal precioso noutras bolsas de metais preciosos. A descida brusca e inesperada, após venda em grande volume, fez disparar os marcadores de venda, que os «traders» colocam para a eventualidade de uma súbita descida abaixo de um dado nível. O nível da descida da cotação deste metal ultrapassou, em percentagem, todas as descidas havidas desde há 30 anos. Com efeito, a descida súbita de um item, é normalmente indicativa de uma mudança não-prevista, o que se chama um «Cisne Negro».

Tanto os profissionais «traders» que operam por conta própria, como os que estão ligados a organizações (bancos, fundos de investimento, etc.) têm de responder a estes sinais, ou seja, liquidar posições a um dado preço, para que não sejam apanhados por uma descida exponencial e incontrolada de um ativo.
Assim, J P Morgan e outros grandes intervenientes, puderam comprar a muito baixo preço este metal precioso, que tinha estado a subir demasiado depressa, em relação ao que eles desejavam.
A supressão do preço de um metal precioso é uma manobra ilícita. Porém os fiscais nada fazem. Na verdade, estes não são realemente entidades independentes. Aliás, muitas pessoas suspeitam que eles recebem ordens do governo e não exercem seus poderes, se a manobra é feita com a conivência do dito governo.
A prata tem tido um crescendo de utilização industrial, nos painéis foto-voltáicos, na electrónica, na medicina e num elevado número de aplicações: Um painel votovoltaíco contém 20 gr. de prata; agora multiplique-se pela produção corrente destas unidades ao nível mundial. A prata é - inclusive - indispensável para armas sofisticadas como os mísseis «patriot» ou «tomahawk».

Lançando enorme volume de contratos de futuros deste metal no mercado, o Banco J P Morgan causou um primeiro choque, que depois foi ampliado pelo disparo de controlos, posicionados nas diversas contas contendo prata física como ativo. De seguida, muitos pequenos aforradores, em pânico, precipitaram-se a vender barras e moedas por um preço muito baixo, muito menos do que o preço pelo qual adquiriram a prata. Assim, os grandes atores - os grandes bancos, os Estados que lhes davam ordens, e  fundos de investimento - puderam adquirir grandes quantidades de prata física. Para isso, inicialmente, só tiveram de vender grandes quantidades de prata-papel (os contratos de futuros, ETF).
Este metal duplamente estatégico na índústria e «monetário» (cerca de 50% industrial / 50% monetário) tem sido armazenado por entidades poderosas. Além do banco JP Morgan, outros bancos e fundos privados; mas não se sabe, ao certo, quanto estas entidades acumularam, no total. O Estado Chinês tem armazenado grandes quantidades, não especificadas, com certeza à medida do gigantismo das suas indústrias.

O conflito militar pressupõe, no presente, uma guerra das tecnologias de ponta (chips, sistemas integrados em aviões de combate, mísseis, etc.). A concorrência na produção de equipamento militar é  duplicada por uma  concorrência na inovação tecnológica e no acesso preferencial, em condições de monopólio ou quase, às matérias-primas estratégicas (1). 

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(1) Veja-se o caso das «Terras Raras», por comparação. O caso da prata não se pode considerar análogo ao das «Terras Raras», pois existem em todos os continentes minas de prata, ou em que a prata é extraída como metal secundário. A sua refinação é um processo bem conhecido e otimizado. No caso das Terras ditas «Raras», estas estão bem distribuídas por toda a Terra emersa, embora haja sítios com concentração relativa maior. A situação de monopólio de facto, deve-se à exclusiva capacidade de refinamento da Rep. da China Popular, com 95% de produção de «terras raras» refinadas.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Lena Petrova: "EXPLOSÃO do DÉFICE dos EUA"


 Enquanto os dólares que saem dos EUA para pagamento de mercadorias e serviços é quase o dobro dos dólares obtidos pelos EUA do seu comércio exterior parece uma catástrofe, uma gigantesca situação de deficiência, afinal não é tanto. 

Lena Petrova explica que os dólares que saem, vão reentrar sob forma de investimentos estrangeiros, na maior parte em produtos financeiros (ações da bolsa, obrigações do Tesouro, investimento em fundos...) e/ou no mercado imobiliário. O défice comercial dos EUA, é facilmente colmatável, ao contrário dos outros países, que não possuem a sua moeda como moeda de reserva predominante ao nível mundial.
Mas a hegemonia do dólar em termos de comércio internacional tem sido posta em causa, por países dos BRICS e outros. Os BRICS totalizam mais de metade da população mundial e possuem cerca de 35% do PIB mundial. 
Se cada vez mais trocas comerciais são pagas noutras divisas e não em dólares, se se reduz acentuadamente a percentagem de treasuries (obrigações do Tesouro americano) guardadas em reserva nos cofres de grandes exportadores, como China, Japão e outros,  se o dólar já não é a divisa exclusiva para comprar petróleo, o processo  de colmatar o défice comercial graças a investimentos estrangeiros nos EUA, que terão de ser feitos em dólares, está em risco de falhar.
A defesa do dólar é a razão de fundo pela qual os EUA usam sanções  e tarifas aduaneiras como armas de guerra económica, inclusive contra parceiros e amigos: Estas guerras comerciais e as ações militares diretas pelos EUA (ou seus intermediários) nos últimos anos, mostram até que ponto a mecânica da circulação dos dólares ao nível internacional, é de importância vital para os EUA. 
É realmente uma fragilidade muito grande, dado que - ao contrário das décadas passadas - as produções exportáveis dos EUA se reduzem agora a material de guerra, a produtos agrícolas (soja...), petróleo e indústria do divertimento (Hollywood ...). Não há nada nestas exportações dos EUA que outros países não possam colocar no mercado, em condições concurrenciais.
A fragilidade tem por base uma redução da produção industrial nos EUA, a sua dependência aos outros, tanto em bens industriais, como agrícolas, por um lado; e, por outro, a necessidade do défice crónico americano ser colmatado pela compra por estrangeiros, de ativos em dólares. Ora, neste momento, muitos países (não apenas BRICS) promovem o comércio em suas divisas próprias, evitando o dólar.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

SCHRÖDER põe em causa a orientação atual da Alemanha e da União Europeia

 


Existe em toda a Alemanha muita gente que tem uma série de reservas em relação aos rumos que o governo anterior e o actual seguiram. Não serve de nada os fanáticos da ordem neo-liberal clamarem que os «outros» são os iludidos, ou que são «agentes de Putin» e que eles é que detêm a verdade verdadeira. Tudo o que fazem é reproduzir em mais grotesco - caso seja possível (!) - as derivas autoritárias de que foi protagonista a Europa e, em particular, este país, tanto no que toca à adesão ao nacional-socialismo (nazismo) como ao socialismo autoritário (Sobretudo durante a existência da DDR República Democrática Alemã). 
Schröder não tem a minha simpatia em relação às SUAS ACÇÕES POLÍTICAS PASSADAS. MAS, EMBORA TARDE, DESEMPENHA O PAPEL QUE UM PESO PESADO, RETIRADO DA POLÍTICA ATIVA, COSTUMA TER: Ser a consciência moral da sua corrente de pensamento e sobretudo dos consensos sociais conseguidos durante os anos em que foi Chanceler. Enfim, desempenha o papel de ser «voz» daqueles/elas que não têm voz, quer sejam de sensibilidade social-democrata ou outra.
A análise crítica do ex-Chanceler, embora não tenha nada de original, vem reforçar correntes que se sentem marginalizadas dentro da lógica da democracia parlamentar, que formalmente corresponde à constituição alemã. Os sinais de desrespeito da legalidade e da ordem constitucional pelo governo, abundam e está-se na Alemanha de hoje a um passo de um regime autoritário, ou, mesmo já dentro desse regime. 
Enquanto potência industrial mundial (ainda tem o 4º lugar no ranking) e ainda  claramente dominante economicamente dentro da U.E., as derivas autoritárias que venho assinalando, em relação à Alemanha, nos últimos anos, repercutem-se de imediato noutros parceiros da União Europeia e pesam no desenrolar das transformações geopolítica, económica e financeira, em curso. 
É por isso que me parece imprescindível conhecer  as críticas - a maior parte, certeiras - que incomodam tanto o establishment alemão e o das outras nações europeias. 

O REVELADO NOS DOSSIERS EPSTEIN JÁ NÃO PODE SER OCULTADO!

 O que sobressai das cerca de 3 milhões de páginas de documentos (de 6 milhões existentes), que incluem emails, fotos, filmes... onde se podem identificar os mais notórios políticos, homens de negócios e estrelas mediáticas... mostra-nos uma sociedade completamente debochada, sem travão moral de qualquer espécie. 

Muitas das personagens postas a «nu» em termos literais ou figurados, mostram evidências de crimes que se podem caracterizar como sequestro, violação, abuso sexual, pedofilia, chegando mesmo ao extremo de assassinatos rituais (satânicos) e antropofagia. Difícil de imaginar o grau de perversidade de toda essa gente. Sobretudo, porque constantemente nos faziam sermões sobre sua «humanidade», «filantropia»,  «generosidade», etc.


Quanto ao próprio Epstein, os novos documentos revelados demonstram que ele era um agente do Mossad.


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Ps1: Trump perde a calma e torna-se agressivo para jornalista que lhe perguntou sobre o caso Epstein: