Manuel Banet, ele próprio
Reflexão pessoal, com ênfase na criação e crítica
terça-feira, 7 de abril de 2026
CRIMES DE GUERRA E SEU ENCOBRIMENTO [PROPAGANDA 21, Nº31]
segunda-feira, 6 de abril de 2026
O QUE SE ESPERA DAS FORÇAS POLÍTICAS E SOCIAIS CONTRÁRIAS A ESTA GUERRA E AO AUTORITARISMO?
- Estamos em guerra, é a IIIª Guerra Mundial.
- Esta evidência, infelizmente, toda a gente a tem, hoje. Porém, eu já tinha esta noção de que estávamos numa IIIª Guerra Mundial, desde 1999 e do ataque da OTAN (ilegal face à Lei Internacional), contra a Sérvia; a chamada guerra do Kosovo.
A quantidade de «palcos» de confronto violento multiplicaram-se, é impressionante. A maioria concentra-se no Médio Oriente. Muitas guerras atuais estão no prolongamento de guerras que já vêm do século XX (e algumas, desde o final da 1ª Guerra Mundial).
O que os ocidentais têm tido como «desenvolvimento», não é senão a continuidade da exploração colonial, e depois ex-colonial. Claro que as pessoas que beneficiam de uma situação de abundância e privilégio, vão dizer que ela se deve ao seu mérito próprio. Os ocidentais pensam-se como civilização superior, com um nível de desenvolvimento maior que as outras partes do globo. Mas isto é falso, sem dúvida, por dois motivos:
- A maneira como podemos medir o grau de civilização é, antes de mais, como os cidadãos de um determinado espaço civilizacional reagem em defesa dos valores da civilização onde estão banhados. Os ocidentais pretendem ser democráticos e viver em democracias. Mas, logo que algo se torne menos confortável para eles, abandonam - na prática - os princípios democráticos. Logo que se verifica uma corrente emancipatória dos oprimidos doutras partes do Globo ou até de seu próprio país, deixa de haver democracia.
A repressão feroz aos movimentos emancipatórios de ex-colónias, em África, na Ásia e na América Central e do Sul, mostrou a «democracia» deles, os oligarcas e seus lacaios, os governos ocidentais. Igualmente, em relação à classe operária, ou pessoas em rutura política dos sistemas ditos democráticos, verificaram-se episódios de uma violência inultrapassável.
Os sucessivos crimes contra a humanidade da parte do governo sionista de Israel tiveram o aplauso de muitos e o silêncio envergonhado de outros. O mesmo se está a passar hoje, com o Líbano e com o Irão.
Outra medida do estádio civilizacional é procurar de saber e compreender as ideias, os costumes, o modo de ser e pensar dos outros povos. Porém, na sociedade ocidental atual, não existe sequer tolerância para com outras etnias, outras culturas, outros modos de estar. Quanto muito, existe condescendência em relação às formas de cultura dos não-ocidentais, um reflexo do colonialismo: O civilizado ignora as formas artísticas, filosóficas e científicas de outras culturas, não as percebe nem tenta fazê-lo, ele ignora as histórias das sociedades extra-europeias respectivas.
O nacionalismo tornou-se a forma estereotipada de rejeição do outro. Esta visão foi incutida pelos elementos mais retrógados e opressores das classes oligáriquias ocidentais, como forma de impedir a solidariedade com povos coloniais ou ex-coloniais, da parte dos povos que foram, num certo momento histórico, seus colonizadores. Este racismo e colonialismo das mentalidades ocidentais, permite que a oligarquia desvie de si própria a raiva e frustração dos explorados. Canaliza este ódio em direção aos outros povos, sobretudo aos emigrantes.
A natureza desta Guerra Mundial é de se desenrolar num processo contínuo de aumento de tensões, provocações e das várias formas de guerra : Económica, com as sanções, a ingerência ou subversão dos países inimigos ou ainda, o isolamento diplomático, o bloqueio e, por fim, guerra dita «cinética».
A lenta e inexorável erosão das liberdades nos países que se afirmam como «democracias», acompanha a marcha em direção à guerra. O empobrecimento das populações, a diminuição drástica dos orçamentos sociais dos Estados, vai de par com o reforço - em efetivos e em equipamentos - das forças armadas e policiais, em prevenção de prováveis insurreições. As pessoas que criticam a deriva autoritária, sem terem - no entanto - feito nada contra as leis, apenas exercendo o seu direito à livre palavra, ao pensamento crítico, são perseguidas, sujeitas a sanções extra-judiciais, confirmando-se deste modo a morte do Estado de Direito, do respeito pela legalidade constitucional. As leis e atuações dos Estados, também vão sendo transformadas, com vista ao controlo social total.
O totalitarismo não se instaura, necessariamente, por um golpe de Estado ou uma subversão brusca da ordem constitucional. Existem bastantes exemplos que mostram o deslisar dos Estados: Eles aparentam ser democráticos, mas são Estados onde a democracia verdadeira desapareceu, ou seja, restam leis e constituições democráticas, sem qualquer relação com a realidade, pois estão constantemente a ser pisadas, pelas próprias entidades que tinham o dever de defendê-las.
A inadequação das pessoas e das organizações para enfrentar e combater este «fascismo deslizante», é trágica: Ela configura a incapacidade dos líderes em ver o presente tal como ele é. Alguns estão imbuídos de modelos históricobs passados, que os impedem de captar o que a situação atual tem de inédito.
É preciso e urgente uma viragem para nova visão da política. O objetivo deve ser construir uma organização flexível, para combater o autoritarismo, que abafa e acaba por estrangular os elementos de democracia ainda presentes em nossas sociedades. Sem auto-censura, nem anátemas, deve-se agrupar, de forma ampla, as numerosas pessoas, as diversas forças sociais e políticas, realmente interessadas em impedir que um regime autoritário se instale.
A «PLANDEMIA» E AS VACINAS «MILAGRE» NÃO APARECERAM POR MILAGRE...
Eles sabiam todos - à partida - que a «vacina» anti-COVID era um veneno.
As supostas teorias da conspiração são agora objeto, na Holanda, de uma ação legal. Só pelo facto dela ter sido aceite, isso significa que existem factos que estiveram escondidos e que apareceram, mais tarde, à luz do dia.
Várias evidências apontam para a monstruosa conspiração (sem aspas), da oligarquia:
- Bill Gates e a sua fundação, mas não só (também J. Epstein e JP Morgan);
- Os gigantes da indústria farmacêutica (Pfizer e as outras)
- O «fanfarrão» da OTAN, o 'inefável' Mark Rutte, o ex-primeiro ministro holandês e o DoD ((Department of Defense, EUA)
https://www.youtube.com/watch?v=lQiubYh2bsI
RELACIONADO:
Na conferência, o Prof. Werrner descreve, sem hesitações, a questão do COVID como uma conspiração:
https://manuelbaneteleproprio.blogspot.com/2026/04/sobre-cbdcs-conferencia-do-prof-richard.html
[Segundas-f. musicais nº55 ] CONCERTO DE VIVALDI PARA FAGOTE
Antonio Vivaldi: Bassoon Concerto in D minor R.V. 481
domingo, 5 de abril de 2026
BOLHA DE IA PRESTES A REBENTAR...
... O motivo não é uma deficiente procura de ativos de empresas de IA, em relação à oferta, ou de qualquer desequilíbro entre a oferta e a procura, nos mercados bolsistas...
AI Bubble Pop - Half of AI Data Centers Cancelled or Delayed
sábado, 4 de abril de 2026
sexta-feira, 3 de abril de 2026
Obras de Manuel Banet : «VIAGEM INAUGURAL DA BORBOLETA»
Estou no meu berço-tumba
Crisálida aguardando a primavera
Meu corpo não mexe
Mas meu espírito agita-se
Tenho um mundo novo
A descobrir e a percorrer
Cada vez que isto me acontece
Tenho a impressão de renascer
Apenas a impressão, afinal
Pois aquele envólucro
Apenas protege a substância
Do ser; o qual permanece
Como todas as minhas irmãs
Tomo rumo pelo Sol
Sei de que néctar me nutrir
E que flores fecundar
Ninguém me ensinou
O que tenho encriptado.
Meu corpo é efémero,
A mensagem é intemporal