quinta-feira, 30 de julho de 2026

LUZ QUE CAMINHA NA ESCURIDÃO... [OBRAS VOL. IV , DE MANUEL BANET]






Luz que caminha na escuridão

Que alimenta nossa esperança

Com um sopro ela se apague

Se reacende na desesperança




Luz que não regateia o luzir

Que constante guia a alma

Oferece a todos a imensidão

Da liberdade numa faísca




Luz que não se engana

De objecto nem de objectivo

Sereno afirmar dum caminho

Guardado na mente humana




Luz que nunca se extingue

Com a sombra dialoga

Dentro ou fora do olhar

Percorre o infinito




Luz, sempre a mais luzente

Que te importam os reflexos

Daqueles que te imitam

Mas não guardam o brilho




Só a ti - luz divina -

Confio os meus passos,

E a estrada se ilumina,

Sem medo do destino







terça-feira, 28 de julho de 2026

A REVOLUÇÃO DO SÓDIO, QUE NINGUÉM VIU CHEGAR


Principal argumento contra energias renováveis: 
- O Sol não brilha de noite, o vento não sopra a preceito.
Além disso, o pico de disponibilidade de energia renovável não corresponde ao intervalo de tempo em que há  maior consumo energético (consumo nocturno).
 
Mas se a armazenagem for suficientemente barata, o problema fica resolvido.
BYD conseguiu produzir baterias com um custo e duração que varrem toda a concorrência. 
A parte que faltava para tornar praticamente gratuita a energia solar, mesmo durante a noite.



 

segunda-feira, 27 de julho de 2026

O prof. JEFFREY SACHS EXPLICA...


 

Maior rede mundial de gasodutos através da Rússia e China


 

Domenico Scarlatti e a sonata bipartita [Segundas-f. musicais, nº68]




O napolitano Domenico Scarlatti (Nápoles, 1685 - Madrid, 1757), filho do também célebre Alexandre Scarlatti, foi praticamente adoptado pelos dois reinos ibéricos: primeiro, na corte de D. João V de Portugal, como mestre de capela e professor particular da Infanta Maria Bárbara.
Aquando da «troca de príncipes» (casamentos recíprocos entre príncipes das casas reais portuguesa e espanhola), que consolidou a paz entre os reinos em guerra desde 1640 (Restauração da independência de Portugal) até à Paz de Utrech (1715), a infanta Maria Bárbara tornou-se esposa do príncipe herdeiro da coroa de Espanha, sendo depois rainha de Espanha.
O seu professor na corte portuguesa, Domenico Scarlatti, foi convidado a continuar como seu mestre de música privado. Esta situação implicava uma dependência muito estreita à casa real e à corte de Espanha, mas isto serviu bem Scarlatti. A sua posição permitia-lhe desenvolver os seus talentos criativos, aperfeiçoando a escrita para tecla (sobretudo no cravo) e produzindo assim a obra monumental com centenas de sonatas bipartitas (pelo menos 555!), quase todas escritas para o cravo. Algumas, poucas, são para órgão ou adaptáveis a este instrumento. Frequentemente, as sonatas de Scarlatti são interpretadas no piano.
Curiosamente, Scarlatti, Haendel e Bach, nascidos no mesmo ano de 1685, tornaram-se grandes músicos. Sua música caracterizou a época barroca. Sem dúvida, as obras deles para os instrumentos de tecla (órgão, cravo, clavicórdio) são das mais inspiradas e populares no século XVIII.


A sonata bipartita ibérica e italiana [diferente da forma-sonata da Europa central ou vienense], obedece a uma ordem imutável: A primeira metade (normalmente repetida), vai da tónica para a dominante; a segunda metade inicia-se na dominante e acaba na tónica. O tema inicial da primeira metade é retomado na segunda metade, mas transposto para o tom da dominante.
O conteúdo destas sonatas pode variar muitíssimo, das que possuem um caráter nostálgico, às mais energéticas. Elas usam as figuras típicas da escrita para tecla e não apresentam (em geral) carácter contrapontístico acentuado; existe um predomínio nítido da voz portadora da melodia, sobre as outras.
A propósito, a escrita de Bach deve ser considerada anacrónica, pois ele recorria ao contraponto sistematicamente -aliás- com grande criatividade, quando poucos o faziam, na sua época. Haendel e Scarlattti, entre outros, compunham segundo a moda: A voz solística era o real foco de interesse dos compositores; as outras vozes serviam apenas como acompanhamento.
Embora não se possa falar de discípulos propriamente, tanto Carlos Seixas como o Padre Antoni Soler, entre os mais famosos, foram influenciados pelo Napolitano.
Hoje, as sonatas de Domenico Scarlatti podem ouvir-se em concertos e gravações de piano. Porém, nem sempre estas adaptações são de molde a preservar o caráter fundamental das peças, embora concedendo que haverá mudanças necessárias, dada a transposição de instrumento.
O facto da música para cravo editada no séc. XVIII raramente ter indicações de tempo, de expressão ou de ornamentação... Tal não significa que fosse indiferente o modo como se interpretavam estas peças. Na época barroca, havia «boas maneiras» para ornamentar e glosar as peças, que se apoiavam numa longa tradição, desde o Renascimento. Havia também tratados explícitos sobre o modo de tanger os instrumentos de tecla encordoados ou de tubos: Nestas obras eram codificadas práticas instauradas em tradições seculares.
Um Mestre, como Domenico Scarlatti, orientava seus alunos e discípulos para resolver tanto as dificuldades técnicas, como as interpretativas. As lições permitiam que os alunos consolidassem o cânon de interpretação.



DOMENICO SCARLATTI: SONATA EM RÉ MENOR Kk. 141, por SCOTT ROSS 


                                             https://www.youtube.com/watch?v=pk-Ef10pAIg


 Scott Ross, já falecido, foi um dos maiores interpretes de música barroca no cravo. 
O vídeo da sonata Kk. 141 de Domenico Scarlatti pareceu-me uma boa oportunidade para aguçar a curiosidade do leitor. 
Assim, se o leitor desejar, pode explorar a INTEGRAL DAS SONATAS PARA CRAVO DE DOMENICO SCARLATTI, POR SCOTT ROSS.


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Consultar também:



domingo, 26 de julho de 2026

O império U.S. quer o foco da Guerra Mundial na Europa [Crónica da IIIªGuerra Mundial nº68]

 
«A OTAN empurra a Europa para o colapso total»  
Dr. Jan Oberg

Na Alemanha, o Deutsche Bank está a financiar os muitos biliões destinados a preparar a guerra contra a Rússia. 
Por exemplo, 8 biliões de euros estão especificamente destinados às infraestruturas (estradas, caminhos-de-ferro, etc.) para transporte do material militar. 
Toda a indústria alemã tem sido requesitada: Está a ser transformada numa monstruosa máquina de guerra. 
Oiça a entrevista com a maior atenção e ficará a saber o que os media europeus nos têm ocultado. Os cidadãos, nos diversos países, ignoram praticamente tudo sobre o financiamento da indústria bélica, à custa dos orçamentos sociais dos seus Estados.


                                            https://www.youtube.com/watch?v=t_OLhQDeaKA&t=89s