Manuel Banet, ele próprio
Reflexão pessoal, com ênfase na criação e crítica
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
ANTÓNIO GUTERRES DIRIGE DISCURSO À ASSEMBLEIA GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS
terça-feira, 22 de setembro de 2026
DESASTRES NATURAIS [OPUS, VOL. IV; MANUEL BANET]
Por aqui passou como vento primaveril num céu outonal e senti estremecer até às raízes das árvores.
Mas, tais coisas não são notícia e deixam incrédulos os meus cidadãos.
Então, dialoguei longamente com meus confidentes, os cães e gatos da vizinhança.
Eles confirmaram e forneceram detalhes sobre tal fenómeno.
Vislumbrei que este sopro fora de estação era um aviso da Deusa-Natureza.
Aos homens que procuram a guerra, tresloucados pelo desejo de poder, a Natureza Divina responderá:
Fará ruir os seus planos assassinos, criará o caos com tempestades magnéticas, porá em debandada poderosas armadas e nuvens de aves irão levantar voo sincronizadas, escurecendo o céu.
Os humanos começarão a desobedecer aos chefes políticos e militares que insistirem em ações bélicas, contra todo o bom-senso.
Porém, alguns fanáticos estarão ainda mais determinados. Mãe Natureza enviará contra eles estirpes de bactérias e vírus infetando os humanos recalcitrantes.
Talvez a loucura criminosa seja aplacada, talvez não. Neste caso, serão necessárias medidas infelizmente mais destrutivas e menos selectivas.
A fusão das calotas glaciares e a inundação das costas onde estão muitos dos orgulhosos conjuntos urbanos, contendo riquezas e vastos arsenais, vai obrigar a uma paragem da guerra.
Os humanos, hipnotizados, não conseguem ver o que se passa.
Encontram sempre motivos exteriores à sua própria imbecilidade para as catástrofes que se vão sucedendo.
Não se sabe quem são os mais estúpidos, se os que decretam as guerras, se os que correm a faze-las como se cumprissem um dever!
As criaturas que nós chamamos "irracionais," afinal são animais que obedecem à lei da Natureza, Toda- Poderosa.
Os humanos, querendo colocar-se à parte, são eles os irracionais, incapazes de fazer uso do seu juízo, causando guerras, fomes, epidemias e a destruição dos ecossistemas.
Por isso, se desaparecesse a espécie humana, a restante vida do planeta seria favorecida!
Lisboa, 22 de setembro 2026
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
«O MAIS PERIGOSO MOMENTO DESDE A 2ª GUERRA MUNDIAL» por GEORGE GALLOWAY
2 ELEGIAS / 2 COMPOSITORES: FAURÉ E RACHMANINOV [Segundas-f. musiciais, nº76]
[Este apontamento serve como homenagem a Jacqueline du Pré e Seku Kanneh-Mason. A primeira, já desaparecida, padeceu durante muito tempo de doença incapacitante, com a qual a excelente violoncelista teve de lutar durante vários anos. Seku Kanneh, é um fenómeno de maturidade precoce na arte de interpretar o reportório mais exigente do violoncelo. O seu sucesso estrondoso é bem merecido.]
Élégie de Gabriel Fauré; piano et violoncelle
Violoncelle: Jacqueline Du Pré et piano: Gerald Moore
Élégie de Sergei Rachmaninov; piano et violoncelle
Violoncelle: Sheku Kanneh-Mason
https://www.youtube.com/watch?v=yJZsfIxUGFgsábado, 19 de setembro de 2026
NA REALIDADE, NÃO EXISTE ESCASSEZ DE DINHEIRO
Na realidade, não existe escassez de dinheiro*. Mesmo que se queira reservar o termo «dinheiro» para o ouro e a prata, os metais monetários. É preciso as pessoas perderem a visão «fétiche» sobre o que é o dinheiro. Essencialmente, um meio pelo o qual podem trocar mercadorias e serviços; é também um meio de acumulação de capital.
No caso da função de intermediário nas trocas, ele desempenha o seu papel, desde que haja acordo de compradores e vendedores em relação ao valor efetivo desse dinheiro. As unidades podem ser arbitrárias, o seu valor unitário (o seu valor efetivo) pode variar muitíssimo.
Quanto à função de acumulação de capital, como «dinheiro- papel», o seu desempenho é realmente insatisfatório. O dinheiro depositado numa conta a prazo vai perdendo o seu valor real, apesar de aumentar nominalmente. Os banqueiros organizaram seu negócio para que o depositante nunca (ou muito raramente) obtenha um lucro real pelo seu depósito em dinheiro, na instituição bancária. O dinheiro-papel pode também ser aplicado em ativos financeiros, ações, obrigações, derivados... mas, o risco de perder tudo ou parte do capital acumulado é, muitas vezes, maior que o lucro que tais investimentos possam trazer. Em todo o caso, o cálculo de rentabilidade destas aplicações financeiras do dinheiro é particularmente difícil, pois ninguém tem «uma bola de cristal» para saber, daqui a um ano ou mais, de quanto esse ativo financeiro entretanto se valorizou, ou desvalorizou. Além de que existe a incógnita da taxa de inflação futura, no país ou países, onde tais investimentos foram efetuados.
Uma taxa de lucro «bruto» de 10%, será um resultado excelente numa economia com valores de inflação próximos de zero; porém, numa economia com inflação de 20%, o lucro nominal de 10% transforma-se em perda real de -10%!
Não existe solução simples e matemática para o sistema monetário. Tem sido proposto que uma unidade internacional tenha apoio em matérias-primas, ou metais preciosos, ou rendimentos industriais, etc. Esta nova divisa internacional poderia substituir o deplorável sistema «fiat» que reina há mais de 60 anos. No ano de 1971, o Presidente Nixon declarou o não cumprimento dos Acordos de Bretton Woods, fazendo do dólar uma divisa destinada a ser inflacionada (visto não haver nada de concreto para sustentar o seu valor) e, por arrastamento, a enorme quantidade de divisas que estavam indexadas ao dólar.
Tenho pleno conhecimento do debate sobre «desdolarização» e substituição por novo sistema monetário internacional, de forma a que a unidade de troca seja «ancorada» ao ouro (ou a um cabaz de matérias-primas). Eu próprio me deixei entusiasmar por tal «solução», numa primeira fase. Porém, a capacidade humana em distorcer, ocultar e enganar, não estaria - com certeza - abolida: Logicamente, haveria dirigentes com habilidade e poucos escrúpulos, para conseguir obter o controlo e as vantagens inerentes desse tal novo sistema monetário.
Eu tenho advogado, desde há algum tempo, que as unidades monetárias se confundissem com as unidades de energia: Sendo assim, um montante desse dinheiro (um preço), seria a promessa de receber uma dada quantidade de energia. Todos os países e pessoas precisam de energia nas diversas atividades: Seria claro, transparente e universal, aquilo que estávamos a dar ou receber, aquando de troca envolvendo dinheiro/unidade de energia.
Tal esquema acima talvez não seja viável por razões políticas; porém, é muito viável em termos práticos. Se houvesse vontade, podia-se organizar a contabilidade em termos de equivalentes energéticos. Por exemplo, nas trocas internacionais, seria muito fácil converter as unidades monetárias, em quantidades de energia (nas unidades do sistema internacional, S. I., por exemplo), que poderiam corresponder a petróleo, gás, ou eletricidade (gerada de diversas maneiras...). O balanço energético teria muito maior significado que a balança de pagamentos numa divisa (em dólares ou noutra qualquer).
Hoje em dia, no momento em que todo o comércio internacional, toda a economia, estão informatizados, a necessidade de uma determinada divisa internacional se destinar a pagamentos e trocas, deixa de existir. O cálculo das trocas comerciais e doutros valores, numa certa moeda perdeu muito do seu interesse prático; basta uma calculadora de bolso com função conversora para - instantaneamente - calcular a equivalência de uma soma numa moeda A, noutra B.
O problema que coloca a existência de certa moeda de reserva para as trocas internacionais é outro: Há potencialidade do país (ou conjunto de países) que emite(m) essa moeda, abusar(em) do seu privilégio. Nós temos verificado esse comportamento, ao longo de vários decénios, pelos EUA e não há qualquer garantia de que outra entidade, nacional ou supranacional, que venha a substituir o US dollar , se comporte de modo impecável! Daí que a emissão de dinheiro correspondente a um «vale-energia» faça todo o sentido e seja quase impossível haver fraude, se tal emissão não estiver em mãos de um país, mas for universalmente supervisionada.
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*) Não existe escassez de dinheiro porque este é colocado em circulação, de acordo com os interesses das grandes corporações e dos magnates bilionários.
A "escassez" (artificial) manifesta-se nos 90% da população, que dependem do trabalho para sobreviver. A abundância de recursos dos muito ricos, se fosse distribuída, daria para todos terem uma vida decente. Mas, isso é o que a oligarquia não quer, pois iria retirar-lhe poder, mesmo que ela continuasse com a sua vida de luxo.
O sistema monetário, tal como existe, não é de modo nenhum neutro; está concebido para perpetuar e proteger a riqueza dos muito ricos .
CHRIS HEDGES: Sobre o império dos EUA, seu narcisismo e psicopatia
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
A EXUBERÂNCIA DOS NOVOS RICOS NA CHINA «COMUNISTA»
Atribui-se a Deng Xiao Ping a seuinte frase: " Enriquecer é virtuoso!"