segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Tchaikovsky: concerto para piano e orquestra n°1 [Segundas-f. musicais n°74]



                                             


 Olga Scheps tem uma larga carreira, onde sobressai o seu rigoroso fraseado, como já se tinha afirmado na interpretação das "Estações " de Tchaikovsky.

Este concerto para piano é justamente um ponto alto na criatividade do compositor russo.

Tudo nele soa grandioso, como um sopro de heroísmo que estivesse presente inspirando a composição.  

A orquestra realiza um verdadeiro diálogo com o piano. Este, por sua vez, aborda a matéria sonora com um sentido orquestral, preenchendo o espectro sonoro com os seus acordes. Mas, existe o contraste com passagens mais subtis, que não nos deixam um instante desatentos.  É  tão forte esta energia telúrica, que nos prende do princípio ao fim. Mesmo quando conhecemos muito bem a obra, somos atraídos pela sucessão  de melodias e pelas surpresas que ligam entre si os diversos momentos: uns temas apresentam-se num naipe de instrumentos, para logo depois serem base de variação ao piano. 

Há  passagens que me soam muito atuais.  Têm  qualquer coisa de "jazzístico", muito antes da existência do próprio jazz. 

A força que se desprende de todo este aparato musical, coloca este concerto entre os melhores que foram escritos em três séculos de literatura para o piano.

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PATRICK HAHN E A ORQUESTRA FILARMÓNICA DE ISTAMBUL COM OLGA SCHEPS, SOLISTA, NUM FANTÁSTICO ESPECTÁCULO AO VIVO, EM 2022.

domingo, 6 de setembro de 2026

DOCUMENTÁRIO PBS: MOVIMENTO NAZI NOS EUA, NOS ANOS 1930

 


Este documentário foi feito pelo canal público PBS. 


Algumas anotações:

- O Klu-Klux-Klan tinha uma enorme influência.

- O anti-semitismo e o racismo contra os negros, tinham grandes sponsors, como Henry Ford (autor de «The International Jew»).

- O eugenismo era adoptado por grande parte da oligarquia; era baseado na «necessidade» de evitar a propagação de «raças inferiores» ou «doenças», mesmo as que eram obviamente adquiridas e não genéticas: Muitas pessoas foram forçadamente esterilizadas dentro deste contexto.

- O fascismo foi promovido na Europa para contrariar o comunismo.

Tudo isto e muito mais é mantido escondido das pessoas, de um lado e do outro do Atlântico. 

As pessoas têm uma visão não apenas esquemática, mas errónea do movimento fascista internacional e do que ele representava; que interesses se escondiam por detrás das suas figuras de proa; quem os financiava; sobretudo, não fazem a mínima ideia do que seriam o presente e o futuro, se os fascistas tivessem triunfado na IIª Guerra Mundial.

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

ARISTIDES SOUZA MENDES - O CÔNSUL REBELDE


 Um grande vulto do humanismo cristão, que sacrificou a carreira e tudo de sua vida, para salvar um número elevado (de 10,000 a 30,000 pessoas) de refugiados, em 1940 no consulado de Bordeaux, em França.
Foi reconhecido como um justo pelas autoridades religiosas judaicas de Israel; o seu reconhecimento em Portugal e a reparação do que Salazar lhe fez, veio apenas no decurso da IIIª República, posterior ao 25 de Abril de 74. 
Os seus restos mortais repousam no Panteão nacional, junto de outras grandes figuras homenageadas por seus méritos.

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PS1: A empresa de «limpar» a memória do ditador Salazar, passa pela falsa noção de que a sua ditadura era somente «um pouco autoritária». No entanto, omitem a quantidade de opositores políticos que passaram pelas prisões, os que foram assassinados (muitos deles sob tortura, nos interrogatórios) pela polícia política e a existência de campos de concentração (o mais conhecido, é o Tarrafal, na ilha do Sal em Cabo Verde; existiram outros noutras colónias de Portugal). Os «limpadores» do regime de Salazar também não contabilizam os muitos massacres durante as guerras coloniais, em que matavam toda a gente, incluindo as mulheres e crianças de uma aldeia... como Wiriamu - Moçambique e noutros locais das colónias.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

OTAN e guerra da Ucrânia por Lacroix-Riz


 

Annie Lacroix-Riz é uma historiadora francesa doutorada, que se tem dedicado a ler e dar a conhecer o conteúdo de muitos documentos, que estão  em diversos arquivos . O seu conhecimento vem mostrar-nos que as coisas quase nunca foram como a História  académica  e oficial nos quer fazer crer. A sua análise percutente mostra que a OTAN foi e é um projeto americano, que faz de todos países aderentes, súbditos;  nomeadamente pelas bases americanas instaladas no seu solo. Quanto ao famoso artigo 5° da Carta Atlântica, ele é sempre citado " às  avessas" pois o referido artigo diz que, perante a agressão a um membro da OTAN, os restantes membros devem imediatamente iniciar consultas para dar a resposta adequada. Não diz que os restantes membros devem automaticamente declarar guerra ao agressor, como é feito constar pelos sabujos atlantistas, que pululam nos partidos de poder e na média  corporativa. 

No 2° video, põe em evidência as políticas  alemãs e dos EUA, acerca da Ucrânia,  que explicam grande parte do golpe dos nacionalistas banderistas de 2014 e  constante pressão  da OTAN para colocar a Ucrânia nesta aliança, subordinada ao Império EUA.

SOMENTE A COMPREENSÃO DOS ACONTECIMENTOS HISTÓRICOS  PERMITE UMA CLARA AVALIAÇÃO DO PRESENTE: A História que nos pretendem fazer crer é  a narrativa que inocenta os grandes poderes. Ela pretende provocar uma adesão emocional e não  racional ao projeto antigo de esmagamento da Rússia e sua transformação  numa série  de Estados fracos, subordinados ao imperialismo anglo-saxónico. 

terça-feira, 1 de setembro de 2026

A guerra da OTAN contra a Rússia [Crónica da III° Guerra Mundial n°71]







 Steve Jermy, membro da marinha de guerra britânica teve, enquanto no ativo, responsabilidades na OTAN, que lhe permitiam ver como funcionava o sistema da Aliança  Atlântica. 

Agora, em diálogo com o entrevistador, expõe a inanidade do pensamento estratégico que lavra na supra-citada instituição. Infelizmente, a falta de bom-senso não  é limitada às altas patentes militares, pois ao nível dos governos e partidos que os apoiam, parece haver uma epidemia de halucinação, que os impede de dar conta das realidades no terreno. 
Nós,  "paisanos", não  contamos para nada; uma simples postura crítica nossa é assimilada com "terrorismo". 
Cumpre-se assim o vaticínio de Che Guevara (parafraseando): «Os governos ocidentais são  democráticos e respeitadores do Estado de Direito. Mas, assim que seus interesses e os interesses da classe dominante estiverem em risco, não hesitam em despir as roupagens democráticas e vestir um uniforme fascista, que tinham guardado no armário!»