quarta-feira, 15 de abril de 2026

LÍDER DA OPOSIÇÃO DE TAIWAN EM VISITA À CHINA + «blackout» mediático sobre BRI


 https://www.youtube.com/watch?v=fiDtfdBYHBQ

A líder do KMT (Kuomintang) de Taiwan é favorável a uma unificação com a China. Este é o partido dos nacionalistas históricos, fundado por Chan Kai Tchek. 
O DPP, que está no poder, tem uma postura de separatismo, além de ter uma ligação muito subserviente a Washington. Os falcões da Administração Americana  e do Pentagono estão apostados em provocar uma guerra. O complexo militar-industrial dos EUA tem vendido a Taiwan uma quantidade de armamento e têm sido enviados militares americanos para instruir na utilização das armas sofisticadas. 
Segundo a líder do KMT, um conflito com a China continental seria pior que a situação da Ucrânia em relação à Rússia. Ela questiona, num vídeo transcrito por Ben Norton, «se os taiwaneses querem ser os próximos ucranianos» isto é, serem aqueles que são cilindrados numa guerra, que não têm hipótese de ganhar, para conveniência dos EUA.

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Os media ocidentais estão sempre a veícular uma imagem negativa de fracasso, das Novas Rotas da Seda. Porém, nada se sabe, porque há um écran de contra-informação e os dados económicos objetivos são claramente suprimidos. Tudo o que seja bem sucedido do lado da China, é para difamar; se não for possível - por distorcer a realidade de forma evidente, expondo a fabricação - então a media faz «black-out» destas notícias. Assim, o público é desinformado, pois a media ocidental não lhe dá a possibilidade de conhecer os factos.




terça-feira, 14 de abril de 2026

O DECLÍNIO E QUEDA DO IMPÉRIO AMERICANO (PROF. JIANG)




COMENTÁRIO DE MANUEL BANET



No jogo complicado que se está jogando entre os grandes - EUA, China e Rússia - a questão decisiva é a da manutenção ou desmembramento do sistema do petrodólar.
É o sistema que sustenta o «enorme privilégio» dos EUA. Têm os EUA défices comerciais e do orçamento federal enormes, há imensos anos e funcionando como se nada fosse. Qualquer outro país iria mergulhar na bancarrota.
O sistema do petrodólar é que permite que os EUA mantenham a primazia económica, financeira e militar.
Os petrodólares são obtidos pela venda do petróleo (em dólares) pelas monarquias do Golfo (principalmente). Esses dólares vão ser reciclados através de investimentos nos EUA, desde a compra de ações, ao imobiliário, assim como a compra de obrigações do Tesouro, ou seja, dívida de Estado dos EUA.
O défice dos EUA é coberto pela venda de dívida pública (obrigações do Tesouro). Enquanto este sistema funciona, não há razão para a classe no poder deixar de agir como age.
Mas, a des-dolarização, correlaciona-se com compras de combustíveis, cada vez mais significativas, usando outras divisas que não o dólar. Isto faz com que os compradores da dívida americana sejam cada vez menos.
Paralelamente, os maiores detentores de dívida americana - o Japão e a China - têm despejado no mercado, grandes quantidades destas obrigações. Isso acontece no momento em que os EUA precisam de cobrir cerca de 1 trilião de dólares de juros de dívida, com a venda de novas obrigações. Na ausência de compradores, só resta aos EUA aumentar os juros, para tornarem atraente a compra de tais obrigações.
O processo é assimilável a uma espiral, em que cada vez mais dívida se vai acumular, pois a única maneira de cobrir a dívida (que vai vencendo) e os juros (que são devidos), é pedir (ainda) mais emprestado.
A necessidade prática de qualquer país possuir dólares para comprar petróleo, foi um dado adquirido durante decénios, desde 1973 até há pouco tempo.
Com a utilização, no comércio internacional, de divisas dos próprios países e já não usando o dólar como moeda intermediária, a necessidade de se possuir dólares para comerciar foi diminuindo.
Note-se, isto vai muito além da mera compra de petróleo. No ano 2000, cerca de 70% das trocas comerciais internacionais eram feitas em dólares. Agora, serão 56%, segundo agências internacionais, o FMI e outras.


O jogo dos EUA é obrigar futuramente os países a abastecerem-se de combustível nos EUA ou em países por eles controlados (... em breve controlados por eles): O plano prevê o controlo efetivo dos recursos energéticos da América do Norte, o que inclui o Canadá, a Groenlândia, o México, a Venezuela e países da América Central... Se os fornecedores de crude do Médio-Oriente desaparecerem ou reduzirem a sua capacidade em fornecer o mercado durante largos anos, o défice causado na oferta de crude ao nível mundial será tal, que quase todos os países (amigos ou não) terão de comprar o petróleo e o gás que necessitam aos EUA, ou aos seus vizinhos sob controlo.
As atoardas de Trump de que integraria o Canadá, compraria a Gronelândia, anexaria o Panamá e subjugaria o México, além do que ele fez efetivamente à Venezuela, não são mais do que a afirmação perentória, expondo uma parte do programa da oligarquia para a nova fase da globalização, agora «manu militari».
A guerra no Irão não deverá ser curta, segundo o interesse do imperialismo: Deverá ser longa e deixar exaustos e incapazes de participar no comércio mundial de combustíveis não apenas o Irão, como as seis monarquias do Golfo Pérsico (a Arábia Saudita, o Qatar, os Emiratos Árabes Unidos, Oman, Kuwait e Bahrein).
Os países que se abasteciam no Golfo Pérsico, terão poucas hipóteses alternativas, perante o rápido declínio da oferta no mercado mundial. Excepto a China, que ficará mais resguardada, graças ao fornecimento estável da Rússia. Todos os outros, terão dificuldades no abastecimento energético e na economia, em geral. Os preços dos bens essenciais irão aumentar; vai haver uma aceleração da inflação. Ao mesmo tempo, haverá uma contracção do investimento. O mundo vai entrar numa depressão «estag-flacionária» ou seja, de estagnação e inflação, em simultâneo.

Mas, o Império vai ficar mais isolado. Vai ser incapaz de seduzir as pessoas. O chamado «soft power» vai desfazer-se, como uma pintura facial que se derrete. Usará a força militar, a chantagem com os «amigos», a utilização da guerra terrorista, com morticínios contra os civis, etc. Vão ser estes os traços característicos do comportamento dos EUA, tanto ou mais do que agora.
Certos países da Europa talvez tentem - em vão - seduzir a «Grande Besta», mas chegarão à conclusão de que os EUA estão na mão duma poderosa Máfia, como disse Mac Carney* na última reunião do Fórum de Davos.
Quanto mais depressa chegarem a esta conclusão, mais hipóteses terão para delinear e executar uma estratégia de salvamento da sua independência, identidade, património e presença no Mundo.
Os que insistirem em «fazer as vontades» ao colosso de pés de barro, serão os primeiros a ser esmagados.
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*Mac Carney: Ex-presidente do Bank of England e atual primeiro-ministro do Canadá 

segunda-feira, 13 de abril de 2026

ROTAS DA SEDA COM MILHARES DE ANOS

 Um manancial de factos históricos que são ignorados no Ocidente!




O vídeo explora o modo como a antiga dinastia Han forjou uma importante ligação diplomática com o Império Parta. Descubra os desafios estratégicos e os intensos esforços que foram necessários para estabelecer as rotas comerciais milenares.

domingo, 12 de abril de 2026

O MENINO DE LAPEDO, UM ACHADO DA MAIOR IMPORTÂNCIA

 Datado do paleolítico superior





O que eu acho notável, neste caso do «Menino de Lapedo», é o facto dos arqueólogos e paleoantropólogos que fizeram a descoberta e a descreveram em 1998, estavam perante um consenso da comunidade científica contrário à possibilidade de hibridação das duas espécies (H. sapiens e H. neandertalensis). Este consenso só foi subvertido com a descoberta da técnica do ADN antigo, que permitiu (em 2010), aos cientistas do laboratório de Biologia da Evolução de Leipzig sequenciar e restituir o genoma integral dum neandertal. Isto permitiu que fossem identificadas as regiões cromossómicas dos humanos contemporâneos provenientes dos neandertais (1 - 4% do total do genoma).
A questão mais geral que se coloca perante fósseis que indicam resultar dum cruzamento algures no passado com outra/s espécie/s, é a de que temos de pôr em causa uma certa ideia, enquanto biólogos e paleoantropólogos. Quase todos os que estudaram dentro do paradigma do neodarwinismo, ficaram com uma noção demasiado rígida quanto ao isolamento genético das populações de espécies diferentes. 
Podemos ter que pôr de lado o conceito de evolução segundo o modelo neodarwiniano «clássico», de mutação/selecção. Sem dúvida que há mutações, numa qualquer população e que estas são conservadas, nalguns casos, mas na imensa maioria elas são rejeitadas. O ambiente funciona como «filtro», que permite ou impede que essas mutações se fixem (ou não) na população. Porém, no modelo de evolução humana que está emergindo, aparece a questão cada vez mais frequente do cruzamento inter-específico: Dois grupos evoluem em separado durante muitas centenas de milhares de anos, acumulando diferenças, mas não impedindo a formação de híbridos. Quando estas duas populações se encontram de novo (devido a migrações, a mudanças climáticas, etc) as duas espécies próximas, mas distintas, cruzam-se e produzem híbridos, por sua vez interférteis. 
No caso da hibridação sapiens-neandertalensis, constata-se certo grau de incompatibilidade genética entre eles. Embora certos conjuntos de genes neandertais tenham sido conservados nos genomas sapiens, outros genes desapareceram por incompatibilidade com o genoma de Homo sapiens. Provavelmente, havia maior fragilidade nos portadores de certos pares de genes sapiens/neandertais, ou sua presença implicava uma mais baixa fecundidade, ou uma maior susceptibilidade a certas doenças...
Descobrimos agora que muitas populações /espécies contribuíram no passado, para o genoma da espécie humana contemporânea. Esta descoberta só foi possível pelo estudo em larga escala do ADN humano contemporâneo. Ao mesmo tempo, foram-se acumulando sequências genéticas de fósseis ancestrais. A espécie humana resultaria então de uma «manta de retalhos» genética, ou de um «puzzle». 
Se esta tese se confirma, é uma mudança epistemológica de primeira importância, no estudo da evolução.

sábado, 11 de abril de 2026

MARROCOS: DESCOBERTAS RELACIONADAS COM GÉNESE DOS HUMANOS MODERNOS

 


A génese da espécie humana moderna seria tributária de duas populações:
 A população A, com 80% da contribuição genética e a população B, com 20%. 
Os fósseis muito antigos descobertos em Marrocos, mostram características que os aproximam dos fósseis de H. antecessor (primeiro descoberto em Atapuerca, Espanha).
 Coloca-se a questão dos recém descobertos fósseis serem quem introduziu novas características em populações humanas da periferia do Mediterrâneo ou, pelo contrário, estes fósseis marroquinos terem recebido seus traços anatómicos doutras populações, pré-existentes.
 De qualquer maneira, a hibridação nestas populações ancestrais parece ter sido um fenómeno relativamente frequente. 
As diversas lineagens estiveram isoladas durante centenas de milhares de anos. Quando estas elas se encontraram, houve troca de genes e formação de novas espécies. 
Este documentário levanta a hipótese da população de Marrocos ser uma forma ancestral da espécie humana moderna.

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sexta-feira, 10 de abril de 2026

COMO A CHINA GANHA A COMPETIÇÃO COM EUA


 

Corbett report: «Nova Ordem Multipolar = Nova Ordem Mundial»







Comentário de Manuel Banet:

 A tese de James Corbett no que toca ao estribilho de «Ordem Multipolar» é que não existe diferença radical destas oligarquias da China e da Rússia, em relação às oligarquias dos EUA e da OTAN. Tudo o que os primeiros pretendem é serem aceites, é terem um lugar à mesa do poder e da ordem mundial. 

Muito bem; pode ser que seja uma mera luta para repartição das alavancas de controlo global e de «estar por cima», decidindo em nome de povos, eles próprios sem verdadeira voz, nem autonomia, nem capacidade de decisão própria. 
A tecnocracia é um velho projeto datando de antes da 1ª Guerra Mundial, que se vem desenvolvendo em múltiplas instâncias, umas mais visíveis que outras.
 A Comissão Trilateral, a Chattam House, o Fórum Económico Mundial, o Clube Valdai, o Clube Bilderberg  ... Há numerosos «Think Tanks», ou instâncias, apenas conhecidas de alguns,  que têm moldado discretamente a política das principais potências. 
Fazem parte do Estado profundo, pois as pessoas participantes nestes «clubes» e «grupos de reflexão» são, ou foram, detentoras de cargos públicos. 
Muitas vezes, os departamentos do Estado (por exemplo, um ministério ou secretaria de Estado) encomendam estudos, que deveriam analisar questões complexas. 
Mas, muitas vezes, são apenas coberturas caras e pretenciosas, para «validar» decisões já tomadas nos escalões mais elevados do poder. 
Estas encomendas são fonte de rendimento regular destes Clubes e Think Tanks. É uma forma de corrupção e também de roubo do erário público. O dinheiro sai, por norma, dos orçamentos de departamentos estatais, destinados a remunerar as figuras que realizam (ou assinam) os tais «estudos». 
Além disso, existem múltiplas fundações privadas que financiam regularmente estes grupos influentes. Estas fundações são associadas aos setores que desejam moldar a visão governamental: Por exemplo, a indústria do armamento tem interesse em fazer prevalecer determinada visão da segurança, da geoestratégia, etc.
Trata-se de uma micro-sociedade em circuito fechado. Muitos empresários são aconselhados a encomendar «estudos», que são somente formas disfarçadas de exercer suborno. Isto está descrito em artigos sobre vários casos de Think Tanks nos Estados Unidos, por vários autores.  
Com certeza que algo parecido funciona nas outras grandes potências, ou mesmo em médias potências. 
Há um pacto de silêncio que inclui, não apenas os apoiantes do partido que esteja no poder, como a classe política no seu todo. Com efeito, mesmo os partidos e correntes de oposição tendem a «omitir» certos factos, pois têm esperança de vir a ser poder, algum dia. 
Além de que, para certos assuntos sensíveis, o facto de nomear as pessoas envolvidas nestes jogos de influência é extremamente perigoso, nomeadamente para os jornalistas.
A máquina do Estado é pesada, redundante, muito pouco eficaz.  Possui uma hierarquia oculta que manipula a hierarquia visível. Esta última, é preenchida por atores corruptos, sujeitos a chantagem, cuja competência em assuntos de Estado, sobre os quais decide, é ridiculamente limitada. 
Mas, como têm um batalhão de «conselheiros», para os mais diversos assuntos, basta que lhes sigam as sujestões. Acontece que os «conselheiros» são os peões dos grupos de interesses, ou lobbies. Estes, são fiéis aos interesses que promovem, não ao governo. 
Na «democracia» truncada, que nos estão constantemente a servir como se fosse o «modelo», o cidadão é desporvido de meios de influir nas decisões.  A escolha de tal ou tal indivíduo pode parecer relevante, mas não é, porque não se sabe qual a verdadeira «agenda» de um candidato. O mais banal é, uma vez eleito, ele fazer tudo diferente do que defendeu, durante a campanha eleitoral. 
O público não tem o mínimo controlo. Não pode fiscalizar os atos e decisões dos indivíduos que colocou no poder, através de eleições. 
Por que razão insistem nas eleições como o teste de democracia
- É  exatamente porque sem controlo e sem possibilidade dos eleitores revocarem o mandato dos eleitos, de forma institucional e eficaz, a «democracia» é apenas um jogo envolvendo atores e lóbis que os controlam através da corrupção...

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