sexta-feira, 11 de setembro de 2026

REVIVER TERRA AGRÍCOLA

 


A agricultura destruidora da sua própria base de sustentação é uma agricultura da era industrial, baseada em adubos sintéticos, em destruição da cobertura vegetal usando herbicidas, a destruição indiscriminada dos insectos, incluindo os polinizadores, áreas extensas de mono-cultura, grande dispêndio de água, muitas vezes à custa do bombeamento da água armazenada nos aquíferos. 
A agricultura realmente do nosso tempo, é uma agricultura que tem em conta todos os componentes, que contribuem para a produtividade vegetal, com o cuidado de proporcionar um ambiente diversificado, uma cobertura do solo que evite a erosão e a seca, assim como uma diversidade de espécies que permita que a exploração agrícola funcione enquanto ecossistema propriamente e não como uma mera «plantação» de uma espécie. 
É triste verificar que muitos milhares hectares de terrenos agrícolas sejam perdidos anualmente para a agricultura, devido a práticas agrícolas completamente erradas.

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Abaixo, documentário sobre Norte de Portugal:

Reportagem sobre exploração agrícola no Sul:

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

COMO VAI SER, QUANDO A BOLHA DA IA REBENTAR?



 A acumulação de grandes somas de investimento, sem no entanto gerar lucro, nem sequer uma perspectiva realista de lucro no futuro, o que vai provocar? 

Esta bolha,  quando rebentar, vai transformar-se em monumentais perdas para os grandes investidores, mas também para os fundos de pensões, os pequenos investidores nas bolsas e os Estados ocidentais, que investiram, direta ou indiretamente, muito nesta miragem.


Mas, nós sabemos que os povos, os seus dirigentes e as instituições de maior prestígio, estão sempre dispostas a acreditar numa miragem, se ela vier reforçar os seus preconceitos. Neste caso, trata-se do preconceito da potência dos sistemas computorizados, em que a estocagem de dados atinge números astronómicos e que - graças a esse gigantismo - os sistemas informáticos vão se tornar «inteligentes», em suma: que a «quantidade vai-se transformar em qualidade».

Reencontramos aqui um estribilho, que esteve muito na moda, quando mais ou menos todos no Ocidente, ou eram marxistas ou eram influenciados por tal culto. 

Assim, a crença na «magia da Internet» provocou a bolha dos «dot.com», as empresas que apenas tinham um nome e praticamente nenhum capital, que não geravam nem um centavo de rendimento, mas foram introduzidas em bolsa, na viragem do século (por volta do ano 2000).

Algo completamente louco foi a febre holandesa dos bolbos de túlipa: Também eles, objectos de grande especulação. Foram modelo para uma bolsa de bens «sólidos», ou  de «bolsas de matérias-primas». Mas foi - sobretudo - uma lição para muitos capitalistas holandeses do século XVII; para serem mais comedidos e não embarcarem logo na primeira moda, gerada pelo entusiasmo das multidões.

Teríamos de escrever uma obra espessa, com vários volumes, para descrever todas as fantasias e falcatruas, que precipitaram países poderosos - como a França do início do Séc. XVIII - na ruína ou que estiveram na base da construção de grandes fortunas, como a dos Rothchilds: Graças a redes de informadores fidedignos, eles sabiam realmente o que se passava no Mundo e lançavam os boatos em Londres, Paris ou Berlim, consoante, para obterem o desejado efeito de pânico.

Não sei ao certo como vai rebentar, mas tenho a certeza que a IA vai pelo mesmo caminho que as bolhas financeiras do passado; o montante das somas investidas vai fazer rebentar esta bolha; será um acontecimento financeiro de primeira grandeza, com repercussões económicas comparáveis às que outros acontecimentos análogos tiveram.  


A HISTÓRIA VERDADEIRA DOS RAPA NUI, DA ILHA DE PÁSCOA

 




A história da Ilha de Páscoa e da sua população originária, que nos foi vendida (e popularizada pelo geógrafo Jared Diamond) é a dum crescimento exponencial da população, seguida pelo abate indiscriminado da floresta, implicando uma quebra da capacidade de auto-sustento, agravadas por guerras entre grupos rivais, conduzindo à quase extinção deste povo. 

Mas, as evidências arqueológicas contemporâneas, os cientistas que foram ver e avaliar in situ a verosimilhança da versão acima resumida, negam praticamente tudo dessa narrativa. Esta arqueologia contemporânea tem evidências que suportam uma história completamente diferente e muito mais optimista que a versão divulgada ao longo de vários decénios. 

Veja o documentário, pois ele está cheio de factos novos e interessantes sobre este povo fantástico, os Rapa Nui.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

QUANDO EU FUI JOVEM [OPUS, VOL.IV ; MANUEL BANET]

 


Noutra vida, quando eu fui jovem

Todas as experiências descarrilaram

Por mais que eu me empenhasse

Estava condenado a viver em sonho

E a sonhar a vida; e os anos passando


Mas as experiências ficaram e pesaram

De nada serve lamentar os percursos 

Eles foram condicionar quem eu sou

Em vão me revolto, quando recordo

Não serve de nada leccionar o passado


Pelo menos, ficou-me algo desses anos

Ao certo, não sei o quê;  uma condenação 

Sem apelo, que arrasto: É como a marca

Vincada no corpo e nada a pode apagar.


Na segunda metade da minha vida,

Tenho-me dedicado a viver o destino

Sem demasiado sofrer. Nem alegre nem triste.


Sou o conglomerado de demasiados eus

Não os consigo distinguir nem avaliar

São uma multidão sempre à espera que eu

Lhes abra a porta, por vezes conseguindo

Ultrapassá-la, mas não lhes dou refúgio 

Seria demasiado estúpido!


Felizmente, o mundo exterior chama sempre 

De sua voz imperativa, quando esboço 

Uma absurda procura dentro das casas

Obscuras do passado. 


Tenho a luz do Sol 

Ou luzes interiores que me indicam

Os caminhos; por mais estranhos que

Sejam, sempre me conduzem

A algum lado. 


Não irei medir os passos

Mas sou capaz de , num olhar, ver

O que já foi percorrido.


E, nem orgulhoso, nem insatisfeito, 

Vou continuando por serras e planícies

Até encontrar aquele portal , sem medo 

Atravessando


E tudo o que foram preocupações 

E afetos de vivente, depositarei 

À entrada...



AS BORBOLETAS RECORDAM-SE DO QUE VIVERAM COMO LAGARTAS...Demonstrado por uma criança!



Este miúdo japonês de 12 anos, condicionou as lagartas. Fez o trabalho experimental, demonstrando a conservação da memória em sucessivas gerações de lagartas. E, rigorosamente, seguiu um protocolo científico.
Ele é «Mozart da biologia»!


 

terça-feira, 8 de setembro de 2026

ENTREVISTA COM SHAUN REIN por George Galloway

E

 Shaun é um experiente homem de negócios que tem desempenhado a sua actividade na China. Apesar de ser abertamente pro-capitalista,  não deixa de reconhecer as grandes qualidades do sistema chinês: " O sistema chinês funciona bem para a China".

Afinal, não deveria ser isso mesmo que deveríamos ouvir para outros grandes países? 
Nos EUA*, a corrupção da classe política transformou para pior as condições concretas dos americanos comuns. Além  disso, os EUA estão desprestigiados no que toca à sua política internacional: A política da «canhoneira», típica dos imperialismos, no século XIX! 

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* Não apenas o entrevistado reconhece a situação, como os participantes num congresso recente, como podem ler no artigo de Philip Giraldi: AQUI