A derrocada do poderio imperial pode medir-se de várias maneiras. Mas, uma que me parece ter grande poder de diagnóstico, é a credibilidade do seu líder máximo. Com efeito, nada afeta mais a credibilidade de um líder, do que as reviravoltas, as declarações solenes, a política (não apenas externa, note-se) em direcção contrária às promessas eleitorais. Aqueles que, crédulos, votaram nele, sentem-se defraudados. Sondagens recentes mostram que - mesmo nas hostes «MAGA» - não existe apoio maioritário a Trump. Este conjunto de comportamentos mostra ao mundo uma imagem de incoerência, hesitação, falta de palavra... tudo coisas incompatíveis com a confiança necessária para haver relações diplomáticas normais, e relações comerciais baseadas em vantagens mútuas.
Não tenho dúvida que, quer nas relações pessoais, quer nas relações de Estado para Estado, não existe estabilidade, quando não se confia que o outro lado se comprometa e respeite a palavra dada. A instabilidade reina. Mas isto é letal para o sistema capitalista, ou para qualquer outro. A consequência, é a impossibilidade de se fazer acordos, de se encetar negócios, de se fazer andar a economia.
Vamos direitos a uma depressão mundial, pois a recessão já está aqui, apesar da media servil aos poderes nos querer convencer do contrário.
Ninguém que conheça o curriculo do Dr. Richard Werner pode considerar que está perante um charlatão. Porém, tem sido muito pouco ouvido, apesar de ele ter muito sensatamente aconselhado quer governos, quer o Parlamento Europeu, sobre escolhos a evitar.
No universo hipócrita da ditadura eurocrática, porém, pessoas como ele, demasiado importantes para seu discurso ser suprimido, são ouvidas atentamente pelos globalistas que dominam as instituições... mas as críticas e sugestões «caem em saco roto».
Costumam auto-designar-se por «democracia», mas eu penso que «oligarquia» ou mesmo «caquistocracia» seriam os termos mais adequados.
Todos nós sabemos como é extravagante e mutável o temperamento do (ainda) Presidente dos EUA. As decisões que saem diretamente da sua cabeça, a maioria delas é influenciada pelas pessoas que o rodeiam. Que estas pessoas sejam muito ricas e tenham interesses que divergem muitíssimo do americano comum, está para além de qualquer dúvida. É um sistema oligárquico. Como sistema de governo, não existe nada mais repugnante e -sobretudo - perigoso, para uma nação que ainda é a mais poderosa financeiramente e militarmente. Mas, este estatuto tem um fim, como tiveram todos os impérios no passado. Realmente, os dois pilares principais do poderio dos EUA sobre o Mundo estão fortemente postos em causa: a força militar, desafiada com sucesso pela resistência tenaz e a estratégia inteligente do Irão e dos seus aliados regionais. A hegemonia do dólar, posta em causa através de trocas em moedas locais, ensaiadas com grande sucesso pelos países dos BRICS. Num futuro próximo, a generalização do sistema de pagamento «M-BRIDGE» vai permitir uma expansão e agilização das trocas comerciais completamente fora do sistema SWIFT, controlado pelos EUA. Se houver dois sistemas em concorrência para os pagamentos internacionais, as sanções, armas de guerra económica consideradas ilegais, face à lei internacional, já não terão qualquer eficácia. O próprio sistema financeiro e económico, que durante oitenta anos permitiu que os EUA tivessem um défice comercial e orçamental crónico e cada vez mais acentuado, já não será sustentável. O vídeo abaixo explica em detalhe porquê, tal como outros artigos e vídeos, que tenho postado neste blog.
Páscoa em Paz Para Todos os Povos!
VEJA TAMBÉM COMO UMA «PIADA» INSULTUOSA DE TRUMP A MBS PODE SAIR-LHE MUITO CARA: