quarta-feira, 27 de maio de 2026

HUAWEI PRODUZIRÁ 'CHIP' INOVADOR ULTRAPASSANDO AS SANÇÕES DOS EUA


Vista de Xangai e do Rio Yangtze




XANGAI/ PEQUIM, 25 de Maio (REUTERS):
  
A empresa Huawei Technologies revelou nesta Segunda-feira que vai usar uma tecnologia inovadora para fabricar - dentro de cinco anos - semicondutores utilizando a nova tecnologia. Confirma assim o sucesso dos esforços chineses em neutralizar as sanções impostas pelos EUA, que têm dificultado a construção, pelas empresas chinesas, de 'chips' mais avançados.
A Huawei, num simpósio sobre semicondutores em Xangai, revelou que os seus 'chips' alcançariam a densidade de transistores equivalente a 1,4 nanómetros de processamento em 2031, mas não forneceu dados independentes sobre o seu desempenho.
O objectivo é significativo pois a capacidade provada da China em fabricar microprocessadores avançados é  amplamente reconhecida em torno dos 7 nanómetros, sendo 1,4 nm o que se considera a fronteira tecnológica para produção de 'chips' avançados por volta do final desta década.
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Para ler a notícia completa (em inglês) ver :

segunda-feira, 25 de maio de 2026

O PONTO DE VIRAGEM [CRÓNICA DA IIIª GUERRA MUNDIAL, Nº63]

 São "necessários" sacrifícios de inocentes numa escala tal, que abala a confiança do público nas instituições que governam em nome deles  e sobre eles. Exemplos? 

A repressão feroz e com o aval dum ministro israelita Ben Gvir, sobre a Flotilha pela Palestina. A atitude do público do «Ocidente», virou-se subitamente contra a barbárie sionista, a rotina da tortura, das humilhões, a indiferença em relação à Lei Internacional. No entanto, o comportamento tem sido esse em relação aos palestinianos, há anos, muitos anos. Um comportamento observável desde antes da proclamação do Estado de Israel. Só agora, a opinião pública dos países apoiantes de Israel ao nível governamental, manifesta o seu repúdio e considera Israel como o pior e mais odioso Estado ao nível mundial.

O ataque mortífero contra um dormitório dum colégio de formação de educadores, na região de Lugansk, utilizando drones britânicos, foi executado há dias, pelo exército da Ucrânia. Desde há um longo tempo, que os ucranianos e certos países europeus da OTAN e os EUA, se têm dedicado a ultrapassar as «linhas vermelhas», claramente sinalizadas por Moscovo. Estas provocações ucranianas com aval ocidental incluem atentados terroristas, ataques contra alvos civis - como refinarias, bairros residenciais, etc - assassinatos de generais ou tentativa de assassinato de Putin, etc. A atitude de Putin, tem sido de contenção, ciente de que a resposta a essas provocações poderia ser a «acendalha» que desencadearia uma guerra nuclear. Agora, a morte destes jovens num dormitório e indignação da população fez com que o Estado russo e as suas forças armadas, tivessem de tomar medidas punitivas - não meramente simbólicas - devastadoras para Kiev e para o regime que apoia Zelensky. 

O ataque brutal (enquanto decorriam negociações) dos EUA e Israel contra o Irão, causando a morte do seu líder Kamenei e muitos membros da alta hierarquia do Estado e forças armadas, assim como número muito elevado de civis e as destruições massiças de infraestruturas vitais, como pontes, escolas, centrais eléctricas, etc... Teve o efeito de galvanizar a população iraniana, mesmo os que - 2 meses antes - se manifestaram contra a carestia e foram brutalmente reprimidos pelo regime. A capacidade de resposta iraniana tem muito que ver com o moral da população, não apenas com os arsenais de mísseis e drones, cuidadosamente guardados ao abrigo de bombas inimigas. O resultado de ofensiva EUA-Israel foi fulgurante: Uma enorme derrota que ficará na História, como ponto de viragem do poderio bélico dos EUA e seu mais próximo aliado. 

Este ponto de viragem, tem como corolário uma mudança qualitativa na situação geopolítica mundial e, em particular, no Médio-Oriente.


Todas as guerras têm motivações económicas. Esta IIIª Guerra Mundial não é excepção, com as óbvias manobras para fazer fraquejar adversários, tomando controle de suas reservas de energia (caso venezuelano) ou levando a cabo uma guerra de destruição dos recursos (Irão e países do Golfo Pérsico). Isto traduz-se por uma internacionalização ou generalização, das dificuldades do abastecimento internacional em energia. Depois, muitos analistas prevêm que haverá escassez de alimentos, terríveis fomes causadas pela brusca subida dos preços de adubos sintéticos, do gasóleo e de muitos derivados do petróleo, correntemente usados nas mais diversas indústrias.

Perante a situação de crise múltipla - energética, alimentar, económica - os que detêm lugares de poder, agem como se esta generalização da guerra lhes trouxesse vantagens. Esta miopia tem precedentes históricos, mas os «nossos» dirigentes não sabem grande coisa de História, ou se sabem, agem de modo inconsequente. 

Os povos tidos como «civilizados» estão na vanguarda do retorno à barbárie, manobrados - sem dúvida - por forças racistas e de extrema-direita, mas que se apresentam como salvadoras, «populistas». 

As mesmas fórmulas de manipulação que serviram nas duas últimas Guerras Mundiais, nos países que se julgavam o centro do mundo, são agora  reutilizadas. As pessoas lúcidas têm muita dificuldade em estabelecer contacto direto com as massas, pois estas estão sob o efeito de uma hipnose coletiva, de um condicionamento massivo, que as impede de tomar plena consciência da realidade. 

O ATAQUE AO «LUSITÂNIA» À LUZ DAS EVIDÊNCIAS CONTEMPORÂNEAS (e outras histórias verdadeiras)

Foto do navio britânico «Lusitânia»


O afundamento do «Lusitânia» foi uma terrível tragédia, provocada pelos que queriam forçar os EUA a entrar na Iª Guerra Mundial.
Mas o Prof. Werner também se refere ao momento presente: Ele demonstra o papel do super-Estado e o da CIA, nos países que os EUA pretendem dominar.
Ele fala de maneira clara, sem restrições, como pessoa sabendo as causas económicas das guerras, como a guerra no Irão e na Venezuela.




A entrevista de Tucker Carlson a Richard Werner :


PATRICK HENNIGSEN DESMASCARA A EXTREMA-DIREITA


 Um importantíssimo testemunho, de um dos melhores jornalistas de terreno, que mostra o ciclo vicioso da violência criada nas zonas ex-colonizadas pelos europeus, na sua imensa maioria, para controlar o acesso aos recursos destes países, seguido pelas catástrofes afetando principalmente os civis, populações indefesas que fogem para os mesmos países que estiveram na origem das guerras. 
Nestas paragens europeias e ex-impérios coloniais, a extrema-direita afirma-se, de cara destapada ou encoberta por partidos de «centro-direita» e começa a exigir um erguer de muros, de restrições, com o pretexto de que as populações emigradas estão a «desnaturar» a base étnica da população. 
No entanto, ninguém no status quo, explica e muito menos tenta corrigir as causas que levam as pessoas a emigrar em massa.