quarta-feira, 27 de maio de 2026
HUAWEI PRODUZIRÁ 'CHIP' INOVADOR ULTRAPASSANDO AS SANÇÕES DOS EUA
segunda-feira, 25 de maio de 2026
O PONTO DE VIRAGEM [CRÓNICA DA IIIª GUERRA MUNDIAL, Nº63]
São "necessários" sacrifícios de inocentes numa escala tal, que abala a confiança do público nas instituições que governam em nome deles e sobre eles. Exemplos?
A repressão feroz e com o aval dum ministro israelita Ben Gvir, sobre a Flotilha pela Palestina. A atitude do público do «Ocidente», virou-se subitamente contra a barbárie sionista, a rotina da tortura, das humilhões, a indiferença em relação à Lei Internacional. No entanto, o comportamento tem sido esse em relação aos palestinianos, há anos, muitos anos. Um comportamento observável desde antes da proclamação do Estado de Israel. Só agora, a opinião pública dos países apoiantes de Israel ao nível governamental, manifesta o seu repúdio e considera Israel como o pior e mais odioso Estado ao nível mundial.
O ataque mortífero contra um dormitório dum colégio de formação de educadores, na região de Lugansk, utilizando drones britânicos, foi executado há dias, pelo exército da Ucrânia. Desde há um longo tempo, que os ucranianos e certos países europeus da OTAN e os EUA, se têm dedicado a ultrapassar as «linhas vermelhas», claramente sinalizadas por Moscovo. Estas provocações ucranianas com aval ocidental incluem atentados terroristas, ataques contra alvos civis - como refinarias, bairros residenciais, etc - assassinatos de generais ou tentativa de assassinato de Putin, etc. A atitude de Putin, tem sido de contenção, ciente de que a resposta a essas provocações poderia ser a «acendalha» que desencadearia uma guerra nuclear. Agora, a morte destes jovens num dormitório e indignação da população fez com que o Estado russo e as suas forças armadas, tivessem de tomar medidas punitivas - não meramente simbólicas - devastadoras para Kiev e para o regime que apoia Zelensky.
O ataque brutal (enquanto decorriam negociações) dos EUA e Israel contra o Irão, causando a morte do seu líder Kamenei e muitos membros da alta hierarquia do Estado e forças armadas, assim como número muito elevado de civis e as destruições massiças de infraestruturas vitais, como pontes, escolas, centrais eléctricas, etc... Teve o efeito de galvanizar a população iraniana, mesmo os que - 2 meses antes - se manifestaram contra a carestia e foram brutalmente reprimidos pelo regime. A capacidade de resposta iraniana tem muito que ver com o moral da população, não apenas com os arsenais de mísseis e drones, cuidadosamente guardados ao abrigo de bombas inimigas. O resultado de ofensiva EUA-Israel foi fulgurante: Uma enorme derrota que ficará na História, como ponto de viragem do poderio bélico dos EUA e seu mais próximo aliado.
Este ponto de viragem, tem como corolário uma mudança qualitativa na situação geopolítica mundial e, em particular, no Médio-Oriente.
Todas as guerras têm motivações económicas. Esta IIIª Guerra Mundial não é excepção, com as óbvias manobras para fazer fraquejar adversários, tomando controle de suas reservas de energia (caso venezuelano) ou levando a cabo uma guerra de destruição dos recursos (Irão e países do Golfo Pérsico). Isto traduz-se por uma internacionalização ou generalização, das dificuldades do abastecimento internacional em energia. Depois, muitos analistas prevêm que haverá escassez de alimentos, terríveis fomes causadas pela brusca subida dos preços de adubos sintéticos, do gasóleo e de muitos derivados do petróleo, correntemente usados nas mais diversas indústrias.
Perante a situação de crise múltipla - energética, alimentar, económica - os que detêm lugares de poder, agem como se esta generalização da guerra lhes trouxesse vantagens. Esta miopia tem precedentes históricos, mas os «nossos» dirigentes não sabem grande coisa de História, ou se sabem, agem de modo inconsequente.
Os povos tidos como «civilizados» estão na vanguarda do retorno à barbárie, manobrados - sem dúvida - por forças racistas e de extrema-direita, mas que se apresentam como salvadoras, «populistas».
As mesmas fórmulas de manipulação que serviram nas duas últimas Guerras Mundiais, nos países que se julgavam o centro do mundo, são agora reutilizadas. As pessoas lúcidas têm muita dificuldade em estabelecer contacto direto com as massas, pois estas estão sob o efeito de uma hipnose coletiva, de um condicionamento massivo, que as impede de tomar plena consciência da realidade.
O ATAQUE AO «LUSITÂNIA» À LUZ DAS EVIDÊNCIAS CONTEMPORÂNEAS (e outras histórias verdadeiras)
A entrevista de Tucker Carlson a Richard Werner :
quinta-feira, 21 de maio de 2026
ALEX KREINER: O PETRODOLAR E A DECADÊNCIA DO OCIDENTE
Alex Kreiner: «The Empire doesn't play nice»
domingo, 3 de maio de 2026
UM VENTO DE LOUCURA
Um vento de loucura desabou sobre a Terra
A criminalidade contemporânea pode medir-se pela facilidade com que Trump e a equipa que o rodeia, decretam a destruição de um país com cerca de 90 milhões de habitantes, perante a pequena oposição real nas hostes políticas dos EUA, quer no campo democrata, quer no campo republicano (alguns libertarianos).
Isto significa que a casta no poder está cativa de lobbies, que lhes facultam a continuidade das suas carreiras políticas, subsidiando as campanhas eleitorais. Esta casta não representa o povo americano.
Apesar de uma constante (há mais de 40 anos!) propaganda diabolizando o regime dos Ayattolahs, o povo americano compreende que este regime pode ser muito nefasto para o povo iraniano, mas que - de nenhuma forma - ameaça o povo e território dos EUA.
No entanto, a presidência e as câmaras de deputados e senadores, estão controladas pela multimilionária elite sionista nos EUA; ela está totalmente dissociada dos americanos comuns, incluindo dos judeus, quer estes sejam ou não religiosos.
Está-se perante a situação inédita, do governo sionista de Israel mandar na Presidência dos EUA. Israel, é um país que está na completa dependência das dádivas dos EUA, em armamento e financiamento. Mais de dois biliões, a soma de DÁDIVA INCONDICIONAL votada pelos legisladores americanos anualmente. Esta soma não contabiliza as ajudas em material militar, em tecnologias de vigilância, de informação e espionagem que o Pentágono e as Agências (CIA; DIA; DARPA, etc) partilham com as forças armadas de Israel.
Em «contrapartida», Israel não parou, nestas últimas décadas, de fazer pressão sobre os órgãos de poder dos EUA, usando o célebre Jeffrey Epstein como instrumento de chantagem sobre grande parte da classe política nos EUA.
Netanyahu é considerado responsável por ter induzido Trump a encetar esta guerra contra o Irão, dando-lhe relatórios do MOSSAD super-optimistas, em que a resistência após «decapitação» do governo iraniano, estava calculada em 48 horas, no máximo. Ora, eles sabiam bem que isto era mentira. Mas, desde há mais de dez anos que procuravam envolver diretamente os EUA numa guerra contra o Irão.
Esta guerra - na verdade - é de Israel, com «os auxiliares» dos EUA. Trump e os membros do seu governo têm estado sujeitos a chantagem. Eles devem temer que o MOSSAD divulgue dados sobre a sua traição, que arruinariam de imediato a sua carreira e - no curto prazo - lhes fariam perder as eleições.
Existem elementos de alta patente nas Forças Armadas Americanas que estão conscientes do aventureirismo deste confronto militar. A possibilidade de guerra envolvendo diretamente a Rússia e a China, faria imediatamente aumentar muitíssimo o risco dum confronto nuclear.
Há forças obscuras, «do Estado profundo» que estão apostadas nisso, por mais incrível que pareça; a humanidade toda está em risco de aniquilação por causa de uma «mão cheia» de ultra-direitistas e belicistas, que têm lugares de relevo na Administração (Departamento de Estado, Pentágono, as agências CIA, NSA, etc).
Treme-se com Nero, grande nos crimes, somente.
Mas os grandes atuais, ultrapassam em barbárie a antiguidade
sexta-feira, 1 de maio de 2026
O Petrogas-dólar: stratégia secreta dos EUA por detrás da guerra com Irão [Crónica da IIIª Guerra Mundial, Nº62]
sábado, 25 de abril de 2026
ARMAGEDÃO DA ECONOMIA MUNDIAL, SE DEIXARMOS [MICHAEL HUDSON]
terça-feira, 21 de abril de 2026
O IRÃO DETÉM TODAS AS CARTAS, NÃO ISRAEL NEM OS EUA...
terça-feira, 14 de abril de 2026
O DECLÍNIO E QUEDA DO IMPÉRIO AMERICANO (PROF. JIANG)
sexta-feira, 10 de abril de 2026
quarta-feira, 8 de abril de 2026
FIASCO DE OPERAÇÃO DE "SALVAMENTO" E CONSEQUÊNCIAS [CRÓNICA DA IIIª GUERRA MUNDIAL Nº60]
Este fiasco teve consequências, de certeza, pois fez Trump mudar de tom, contrastando com a arrogância e grosseria exibida algumas horas antes, com um ultimatum que implicava a destruição de estruturas absolutamente indispensáveis para a vida civil, como as centrais elétricas, as unidades de dessalinização e as pontes, caso o Irão não «abrisse» o Estreito de Ormuz.
sábado, 4 de abril de 2026
quinta-feira, 2 de abril de 2026
Resumo crítico da atuação de Trump
sábado, 28 de março de 2026
O FIM DO DÓLAR
domingo, 22 de março de 2026
MOVIMENTAÇÃO ESTRATÉGICA DO IRÃO CONTRA OS EUA IRÁ MUDAR TUDO
Former ambassador for the UK Chris Murray is onto something when he asserts that Trump’s plan is, and was all along, to utterly destroy and defeat Iran:
The attack on Iran was always planned by Trump. He was not “bounced into it” by Israel. It had been in gestation for months. That fact had been held within a very tight circle to avoid both political opposition and institutional opposition from the US military and intelligence community.
…
Trump’s naval blockade of Venezuela’s oil has secured a US monopoly of its sale and distribution. As with Iraq, only US-approved contractors can buy the oil and payments are made to a Trump-controlled account in Qatar, from which revenue is given to the Venezuelan government entirely at Trump’s discretion.This audacious imperialist grab of the world’s largest oil reserve further insulated the USA against the effects of the forthcoming closure of the Strait of Hormuz.
Again, the narrative is being spun that Trump did not foresee the closure of the Strait by Iran. That is plainly a nonsense – every commentary on a potential Iran war for half a century has focused on the Strait of Hormuz. The only possible explanation is that Trump does not mind the closure.
…
Trump’s thrashing about to articulate objectives for the war in Iran is performative, a blind to cover his true and steadfast objective – simply the annihilation of Iran as a functioning state, the infliction of the maximum amount of death and infrastructural damage, the reduction of Iran to the condition of Libya.
…
Destruction of Iran on the scale envisaged will take years of hard pounding. Again, it is planned – you don’t ask Congress for an installment of $200 billion for a war you plan to wrap up in a month. Again, Trump’s taunts about having already won, objectives being achieved and about possibly finishing soon, are all just smoke and mirrors. The scale and horror of what is planned for Iran has to be obfuscated to limit a public revulsion that would be echoed in parts of the state apparatus.Netanyahu yesterday revealed an interesting part of the endgame – construction of an oil pipeline that brings Iran’s oil out to be shipped from a Mediterranean terminal in Israel. That is a breathtakingly audacious plan, but absolutely aligns with Netanyahu’s and Trump’s actions.
Let me encourage you to read Murray’s full argument
sexta-feira, 20 de março de 2026
quinta-feira, 19 de março de 2026
domingo, 15 de março de 2026
Coronel Macgregor descreve a derrota americana no Irão
quarta-feira, 11 de março de 2026
Os princípios da guerra assimétrica
O prof. Jiang dá-nos uma lição magistral da guerra assimétrica que está a ser combatida pelos iranianos contra as forças militares conjugadas de EUA e Israel.
domingo, 8 de março de 2026
A QUESTÃO ERRADA SOBRE A GUERRA NO IRÃO
----------------------------------------------------------------------------------- The Wrong Question about the War in IranAt its root, the assault on Iran is inseparable from the question of Palestine.Yakov M. Rabkin Much of the discussion surrounding the current war on Iran focuses on its potential outcome for the United States. One of the most frequently asked questions is whether Washington will suffer yet another loss of face in the Middle East. But this is the wrong question. Even if the war produces chaos and ultimately harms the United States and Europe—as earlier interventions in Iraq, Libya and Syria did—the more important issue is what benefit Israel, the war’s proponent and initiator, stands to gain. After all, Prime Minister Benjamin Netanyahu has said he had been planning this war for 40 years. The reason for this is Iran’s principled stance on justice for the Palestinians. That commitment transcends religious divisions: Iran is predominantly Shia, while Palestinians are predominantly Sunni. Iranians and their allies in Lebanon and Yemen are prepared to die as martyrs, and many have already been killed by joint Israeli and American strikes. Yet the yearning for justice has proven to be both profound and resilient. Iran remains the principal stronghold of resistance to Israel. It not only decries Israel’s apartheid regime and genocide in Gaza but also supports armed resistance groups such as Hezbollah and Hamas. By contrast, almost all governments in the region are only opposed to Israel’s occupation and oppression of Palestine in principle, while cooperating with Israel in practice. Turkey is an important transit point for oil and gas supplied to Israel. Egypt has helped Israel isolate Gaza and starve its inhabitants. During the last Israeli attack on Iran in 2025, Jordanian and Saudi air defences protected Israel from incoming Iranian missiles. The United Arab Emirates, Bahrain, Morocco, and Sudan formalized relations with Israeli through the 2020 Abraham Accords. Elbit, an Israeli company, accounts for 12 percent of Morocco’s total arms imports, and other Arab regimes openly or tacitly purchase Israeli weapons and surveillance equipment. This pattern is exhibited by many other countries, particularly in the West. ----------------------------- PS1: Aquilo que muitos anti-capitalistas bem-intencionados não compreendem é a relação da luta de classes em cada país e região, com a luta global pela libertação das garras do suprematismo americano. As greves em portos do Mediterrâneo, dos trabalhadores portuários recusando carregar material de guerra para Israel, as manifestações de massas em variados países que pertencem à OTAN, o repúdio de parte significativa dos americanos sobre o desencadear desta guerra, tudo isso faz com que a classe política esteja mais hesitante em satisfazer os lóbis pró-sionistas e ceder às tendências autoritárias, no Ocidente. Em Espanha, o governo de Sanchez tem uma posição de princípio clara, sobre o genocídio palestiniano e sobre a guerra de agressão israelo-americana contra o Irão. Penso que - indiretamente - as posições oficiais de Espanha refletem o sentimento do povo espanhol, contrário a estas aventuras imperiais. |


