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terça-feira, 14 de abril de 2026

O DECLÍNIO E QUEDA DO IMPÉRIO AMERICANO (PROF. JIANG)




COMENTÁRIO DE MANUEL BANET



No jogo complicado que se está jogando entre os grandes - EUA, China e Rússia - a questão decisiva é a da manutenção ou desmembramento do sistema do petrodólar.
É o sistema que sustenta o «enorme privilégio» dos EUA. Têm os EUA défices comerciais e do orçamento federal enormes, há imensos anos e funcionando como se nada fosse. Qualquer outro país iria mergulhar na bancarrota.
O sistema do petrodólar é que permite que os EUA mantenham a primazia económica, financeira e militar.
Os petrodólares são obtidos pela venda do petróleo (em dólares) pelas monarquias do Golfo (principalmente). Esses dólares vão ser reciclados através de investimentos nos EUA, desde a compra de ações, ao imobiliário, assim como a compra de obrigações do Tesouro, ou seja, dívida de Estado dos EUA.
O défice dos EUA é coberto pela venda de dívida pública (obrigações do Tesouro). Enquanto este sistema funciona, não há razão para a classe no poder deixar de agir como age.
Mas, a des-dolarização, correlaciona-se com compras de combustíveis, cada vez mais significativas, usando outras divisas que não o dólar. Isto faz com que os compradores da dívida americana sejam cada vez menos.
Paralelamente, os maiores detentores de dívida americana - o Japão e a China - têm despejado no mercado, grandes quantidades destas obrigações. Isso acontece no momento em que os EUA precisam de cobrir cerca de 1 trilião de dólares de juros de dívida, com a venda de novas obrigações. Na ausência de compradores, só resta aos EUA aumentar os juros, para tornarem atraente a compra de tais obrigações.
O processo é assimilável a uma espiral, em que cada vez mais dívida se vai acumular, pois a única maneira de cobrir a dívida (que vai vencendo) e os juros (que são devidos), é pedir (ainda) mais emprestado.
A necessidade prática de qualquer país possuir dólares para comprar petróleo, foi um dado adquirido durante decénios, desde 1973 até há pouco tempo.
Com a utilização, no comércio internacional, de divisas dos próprios países e já não usando o dólar como moeda intermediária, a necessidade de se possuir dólares para comerciar foi diminuindo.
Note-se, isto vai muito além da mera compra de petróleo. No ano 2000, cerca de 70% das trocas comerciais internacionais eram feitas em dólares. Agora, serão 56%, segundo agências internacionais, o FMI e outras.


O jogo dos EUA é obrigar futuramente os países a abastecerem-se de combustível nos EUA ou em países por eles controlados (... em breve controlados por eles): O plano prevê o controlo efetivo dos recursos energéticos da América do Norte, o que inclui o Canadá, a Groenlândia, o México, a Venezuela e países da América Central... Se os fornecedores de crude do Médio-Oriente desaparecerem ou reduzirem a sua capacidade em fornecer o mercado durante largos anos, o défice causado na oferta de crude ao nível mundial será tal, que quase todos os países (amigos ou não) terão de comprar o petróleo e o gás que necessitam aos EUA, ou aos seus vizinhos sob controlo.
As atoardas de Trump de que integraria o Canadá, compraria a Gronelândia, anexaria o Panamá e subjugaria o México, além do que ele fez efetivamente à Venezuela, não são mais do que a afirmação perentória, expondo uma parte do programa da oligarquia para a nova fase da globalização, agora «manu militari».
A guerra no Irão não deverá ser curta, segundo o interesse do imperialismo: Deverá ser longa e deixar exaustos e incapazes de participar no comércio mundial de combustíveis não apenas o Irão, como as seis monarquias do Golfo Pérsico (a Arábia Saudita, o Qatar, os Emiratos Árabes Unidos, Oman, Kuwait e Bahrein).
Os países que se abasteciam no Golfo Pérsico, terão poucas hipóteses alternativas, perante o rápido declínio da oferta no mercado mundial. Excepto a China, que ficará mais resguardada, graças ao fornecimento estável da Rússia. Todos os outros, terão dificuldades no abastecimento energético e na economia, em geral. Os preços dos bens essenciais irão aumentar; vai haver uma aceleração da inflação. Ao mesmo tempo, haverá uma contracção do investimento. O mundo vai entrar numa depressão «estag-flacionária» ou seja, de estagnação e inflação, em simultâneo.

Mas, o Império vai ficar mais isolado. Vai ser incapaz de seduzir as pessoas. O chamado «soft power» vai desfazer-se, como uma pintura facial que se derrete. Usará a força militar, a chantagem com os «amigos», a utilização da guerra terrorista, com morticínios contra os civis, etc. Vão ser estes os traços característicos do comportamento dos EUA, tanto ou mais do que agora.
Certos países da Europa talvez tentem - em vão - seduzir a «Grande Besta», mas chegarão à conclusão de que os EUA estão na mão duma poderosa Máfia, como disse Mac Carney* na última reunião do Fórum de Davos.
Quanto mais depressa chegarem a esta conclusão, mais hipóteses terão para delinear e executar uma estratégia de salvamento da sua independência, identidade, património e presença no Mundo.
Os que insistirem em «fazer as vontades» ao colosso de pés de barro, serão os primeiros a ser esmagados.
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*Mac Carney: Ex-presidente do Bank of England e atual primeiro-ministro do Canadá 

quarta-feira, 8 de abril de 2026

FIASCO DE OPERAÇÃO DE "SALVAMENTO" E CONSEQUÊNCIAS [CRÓNICA DA IIIª GUERRA MUNDIAL Nº60]

 


A operação de salvamento era a cobertura para as tropas especiais tentarem destruir as caves onde se encontram armazenados os cerca de 500 quilos de urânio enriquecido. O contingente americano utilizado, mostra que se tratava de uma operação de comandos em grande escala, com vários helicópteros e um avião com capacidade para transportar uma centena de homens. 

Foi um fracasso total, deixando várias aeronaves destruídas e possivelmente, mortos ou neutralizados grande parte dos referidos comandos. Comunicados referem que alguns comandos conseguiram fugir em helicópteros, apesar de feridos. Não sabemos ao certo: Nestas circunstâncias, não existe nenhum meio de verificação independente. O que é certo, é que o aviador que eles procuravam, não foi resgatado. Em vez disso, a operação saldou-se por um desastre total em vidas humanas e em perdas materiais avultadas. 


Este fiasco teve consequências, de certeza, pois fez Trump mudar de tom, contrastando com a arrogância e grosseria exibida algumas horas antes, com um ultimatum que implicava a destruição de estruturas absolutamente indispensáveis para a vida civil, como as centrais elétricas, as unidades de dessalinização e as pontes, caso o Irão não «abrisse» o Estreito de Ormuz.

O que aconteceu, não se sabe ao certo, mas pode-se inferir que as conversações secretas que decorreram no Paquistão, conduziram a este desenlace provisório, o cessar-fogo de ambos os lados por duas semanas, durante as quais as propostas em 15 pontos americanas e as em 10 pontos iranianas, iriam ser negociadas.

Se estas conversações causarem a abertura do Estreito, que não apenas permita passagem de navios tanque «amigos» do Irão, mas a todos os navios, é um ponto muito positivo para o lado americano. As bolsas dos países ocidentais já estão a refletir esta possibilidade, com subidas espectaculares. Mas, do lado iraniano, a abolição das sanções terá também um significado imenso. Com efeito, o petróleo iraniano poderá ser vendido a quem o quiser comprar, sem restrições, aumentando assim o leque de clientes, a quantidade total de petróleo vendido e as respectivas somas necessárias para a reconstrução.  

Não quero - no entanto - transmitir esperanças infundadas, primeiro porque as posições oficiais de ambos os lados parecem muito distantes para um acordo; segundo, porque não se pode ter demasiada confiança de que os americanos não violem os hipotéticos acordos, assim que lhes parecer conveniente. Eles têm costume de fazer isso, desde os tratados com os nativos americanos até aos acordos de desarmamento e de limitação de armas nucleares, com os russos.

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Nota 1: Os israelitas dizem que não foram consultados, dizem que não souberam dos conteúdos das negociações no Paquistão. Isto pode significar que estão na disposição de não se darem por vinculados com o que saí das conversões de paz. 
Isto é um mau sinal, porque o governo de Nethanyahu tem feito muitas coisas para implicar e envolver o governo dos EUA. Não vejo que os EUA, agora, tenham capacidade ou vontade para os refrear. 


Nota 3: Mesmo que as conversações de paz entre o Irão e os EUA cheguem a bom termo, não será possível evitar a crise económica profunda, que já está a fazer estragos.

Nota 4: Por mais que Trump clame vitória, o facto é que ele teve de ceder perante tantos fiascos, nesta guerra.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Resumo crítico da atuação de Trump


A derrocada do poderio imperial pode medir-se de várias maneiras. Mas, uma que me parece ter grande poder de diagnóstico, é a credibilidade do seu líder máximo. Com efeito, nada afeta mais a credibilidade de um líder, do que as reviravoltas, as declarações solenes, a política (não apenas externa, note-se) em direcção contrária às promessas eleitorais. Aqueles que, crédulos, votaram nele, sentem-se defraudados. Sondagens recentes mostram que - mesmo nas hostes «MAGA» - não existe apoio maioritário a Trump. Este conjunto de comportamentos mostra ao mundo uma imagem de incoerência, hesitação, falta de palavra... tudo coisas incompatíveis com a confiança necessária para haver relações diplomáticas normais, e relações comerciais baseadas em vantagens mútuas. 
Não tenho dúvida que, quer nas relações pessoais, quer nas relações de Estado para Estado, não existe estabilidade, quando não se confia que o outro lado se comprometa e respeite a palavra dada. A instabilidade reina. Mas isto é letal para o sistema capitalista, ou para qualquer outro. A consequência, é a impossibilidade de se fazer acordos, de se encetar negócios, de se fazer andar a economia.
Vamos direitos a uma depressão mundial, pois a recessão já está aqui, apesar da media servil aos poderes nos querer convencer do contrário.  

 

sábado, 28 de março de 2026

O FIM DO DÓLAR



 NOTA: A expressão «colapso do dólar» para exprimir o fim da sua hegemonia no comércio mundial e também enquanto divisa de  reserva nos bancos centrais de todo o mundo, pode ser mal entendida. Se a assimilamos a uma condição humana letal, como um «colapso cardíaco», por exemplo, vai parecer um exagero. De facto, a escala do fenómeno é totalmente diferente de episódios da saúde humana. Deveria ser vista como um processo geológico, muito rápido na escala geológica, mas que pode demorar dezenas de anos e cujos prazos de início e de término, são difíceis de estabalecer. O dólar ficou «a descoberto» a partir da declaração de Nixon, em 15 de Agosto de 1971, segundo a qual o dólar US deixava de estar garantido em ouro. O presidente dos EUA invalidava assim unilateralmente o acordo internacional de Bretton Woods de 1944. Nesta ocasião, transformou o dólar e todas as outras divisas, que estavam explicita ou implicitamente adossadas ao dólar, em divisas «fiat».
Desde então, era previsível que esta retirada unilateral fosse fatalmente desembocar numa grande crise, que estamos a viver agora. Ela tem uma componente monetária, financeira, económica, militar e política... Ou seja: é uma «crise sistémica» de primeira grandeza. Mas, já passaram quase 55 anos desde a declaração fatídica de Nixon!




domingo, 22 de março de 2026

MOVIMENTAÇÃO ESTRATÉGICA DO IRÃO CONTRA OS EUA IRÁ MUDAR TUDO





COMPLEMENTO DE INFORMAÇÃO (EXTRAÍDO DE «MOON OF ALAMBAMA»)

 Former ambassador for the UK Chris Murray is onto something when he asserts that Trump’s plan is, and was all along, to utterly destroy and defeat Iran:

The attack on Iran was always planned by Trump. He was not “bounced into it” by Israel. It had been in gestation for months. That fact had been held within a very tight circle to avoid both political opposition and institutional opposition from the US military and intelligence community.

Trump’s naval blockade of Venezuela’s oil has secured a US monopoly of its sale and distribution. As with Iraq, only US-approved contractors can buy the oil and payments are made to a Trump-controlled account in Qatar, from which revenue is given to the Venezuelan government entirely at Trump’s discretion.

This audacious imperialist grab of the world’s largest oil reserve further insulated the USA against the effects of the forthcoming closure of the Strait of Hormuz.

Again, the narrative is being spun that Trump did not foresee the closure of the Strait by Iran. That is plainly a nonsense – every commentary on a potential Iran war for half a century has focused on the Strait of Hormuz. The only possible explanation is that Trump does not mind the closure.

Trump’s thrashing about to articulate objectives for the war in Iran is performative, a blind to cover his true and steadfast objective – simply the annihilation of Iran as a functioning state, the infliction of the maximum amount of death and infrastructural damage, the reduction of Iran to the condition of Libya.

Destruction of Iran on the scale envisaged will take years of hard pounding. Again, it is planned – you don’t ask Congress for an installment of $200 billion for a war you plan to wrap up in a month. Again, Trump’s taunts about having already won, objectives being achieved and about possibly finishing soon, are all just smoke and mirrors. The scale and horror of what is planned for Iran has to be obfuscated to limit a public revulsion that would be echoed in parts of the state apparatus.

Netanyahu yesterday revealed an interesting part of the endgame – construction of an oil pipeline that brings Iran’s oil out to be shipped from a Mediterranean terminal in Israel. That is a breathtakingly audacious plan, but absolutely aligns with Netanyahu’s and Trump’s actions.

Let me encourage you to read Murray’s full argument

domingo, 15 de março de 2026

Coronel Macgregor descreve a derrota americana no Irão





De uma forma serena, o Coronel informa-nos sobre os tremendos erros de avaliação que - segundo ele - foram induzidos pelo primeiro-ministro de Israel B. Netayahu, ao presidente Trump, levando os EUA a jogarem o seu poderio militar numa guerra em que o Irão, as suas forças armadas, a solidez do regime, as suas possibilidades estratégicas foram claramente subestimadas. O Irão apenas tem de manter a capacidade de causar danos fortes, ou seja, de disparar drones e mísseis, capazes de alcançar Israel e as instalações militares dos EUA nos países do Golfo. Por outras palavras, o Irão está a ganhar e não se vê como os EUA poderão conquistar o Estreito de Ormuz, senão com uma invasão terrestre. Esta, implicará - sem dúvida - um banho de sangue. O público americano está já maioritariamente contra esta guerra. Se as baixas do lado dos EUA subirem significativamente, a situação interna dos EUA vai, provavelmente, evoluir para muito pior.
Numa altura em que as reservas de mísseis dos EUA estão perigosamente baixas e com uma capacidade de produção muito mais baixa do que as necessidades, a possibilidade dos EUA conseguirem, no campo de batalha, demonstrar que não perderam a hegemonia, são remotas, para não dizer inexistentes.
O mundo inteiro vê isto e compreende que os EUA e as suas bases, já não são proteção nenhuma para ninguém, que a sua capacidade de projetar força militar em grande escala, por tempo prolongado, desapareceu. Finalmente, são os responsáveis americanos, que vendo a catástrofe aproximar-se, vieram - através de intermediários - pedir um cessar-fogo e negociações aos iranianos. Os iranianos negaram e puseram condições que - tanto os americanos, como os israelitas - não aceitam (por enquanto).
Entretanto, prevê-se a disrupção catastrófica do abastecimento de petróleo, globalmente. A subida do custo do barril para 300 dólares, é prevista por muitos analistas e causará profunda recessão ou depressão. É o que se espera quanto à economia mundial, se esta guerra se prolongar durante 6 meses ou mais. A media ocidental tem escondido o facto dos estados-maiores de grandes empresas e bancos já preverem este cenário e já terem modificado radicalmente os seus investimentos.
Trata-se de uma vitória do Irão, pois tem capacidade para continuar a inflingir pesadas perdas (humanas, em material e económicas) aos EUA e seus aliados. É uma derrota para os EUA, pois não atingiu os objetivos seguintes proclamados:
- a mudança de regime dos Aiatolas,
- a impossibilidade do Irão prosseguir o enriquecimento do urânio, 
- a perda da capacidade do Irão em atingir a frota dos EUA e os aliados (sobretudo Irael e monarquias do Golfo)
- Os EUA tomarem o controlo do petróleo iraniano.
Todos estes objetivos foram proclamados como justificações para a agressão que Israel e EUA efetuaram conjuntamente.


Não sei se, desta vez, aprenderam a lição: Os americanos já deviam tê-la aprendido, com o Vietname, a Somália, o Iraque, o Afeganistão... guerras que atingiram sobretudo populações civis, não deram nenhum dos resultados ambicionados e deixaram fragilizada a posição geoestratégica dos EUA.
Também deveriam já ter aprendido que os sionistas e o governo de Netanyahu, que empurraram os dirigentes americanos para fazer as guerras deles, sionistas, não são «amigos» dos EUA.
 

quarta-feira, 11 de março de 2026

domingo, 8 de março de 2026

A QUESTÃO ERRADA SOBRE A GUERRA NO IRÃO



Se nós queremos perceber alguma coisa do que se passa atualmente no Médio Oridente, não nos devemos focalizar no início da ofensiva bélica israelo-americana de 28 de Fevereiro 2026. Temos de recuar pelo menos 40 anos, quando Netanyahu formulou pela primeira vez a intenção de eliminar, por todos os meios, a «ameaça» do programa nuclear iraniano.
A questão iraniana não é compreensível se não se tiver em conta que, ao longo das últimas décadas, o Irão, enquanto Estado, tem sido o apoio maior e mais coerente da luta dos palestinianos. A questão palestiniana é portanto, senão a única, pelo menos uma importante causa do ataque continuado de Israel e dos EUA  contra a República Xiita. 

No artigo abaixo, do Professor Yakov Rabkin (Professor Emeritus na Universidade de Montréal), enviado por Pascal Lottaz (Neutrality Sttudies), podemos ter uma amostra de factos relevantes, nestes últimos 40 anos, no que toca a Israel, à Palestina e à importância do Irão para a luta de libertação do povo palestininano do colonialismo e racismo de Israel.

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The Wrong Question about the War in Iran

At its root, the assault on Iran is inseparable from the question of Palestine.

Yakov M. Rabkin

Much of the discussion surrounding the current war on Iran focuses on its potential outcome for the United States. One of the most frequently asked questions is whether Washington will suffer yet another loss of face in the Middle East. But this is the wrong question. Even if the war produces chaos and ultimately harms the United States and Europe—as earlier interventions in Iraq, Libya and Syria did—the more important issue is what benefit Israel, the war’s proponent and initiator, stands to gain. After all, Prime Minister Benjamin Netanyahu has said he had been planning this war for 40 years.

The reason for this is Iran’s principled stance on justice for the Palestinians. That commitment transcends religious divisions: Iran is predominantly Shia, while Palestinians are predominantly Sunni. Iranians and their allies in Lebanon and Yemen are prepared to die as martyrs, and many have already been killed by joint Israeli and American strikes. Yet the yearning for justice has proven to be both profound and resilient.

Iran remains the principal stronghold of resistance to Israel. It not only decries Israel’s apartheid regime and genocide in Gaza but also supports armed resistance groups such as Hezbollah and Hamas. By contrast, almost all governments in the region are only opposed to Israel’s occupation and oppression of Palestine in principle, while cooperating with Israel in practice.
Turkey is an important transit point for oil and gas supplied to Israel. Egypt has helped Israel isolate Gaza and starve its inhabitants. During the last Israeli attack on Iran in 2025, Jordanian and Saudi air defences protected Israel from incoming Iranian missiles. The United Arab Emirates, Bahrain, Morocco, and Sudan formalized relations with Israeli through the 2020 Abraham Accords. Elbit, an Israeli company, accounts for 12 percent of Morocco’s total arms imports, and other Arab regimes openly or tacitly purchase Israeli weapons and surveillance equipment. This pattern is exhibited by many other countries, particularly in the West.


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PS1: Aquilo que muitos anti-capitalistas bem-intencionados não compreendem é a relação da luta de classes em cada país e região, com a luta global pela libertação das garras do suprematismo americano. As greves em portos do Mediterrâneo, dos trabalhadores portuários recusando carregar material de guerra para Israel, as manifestações de massas em variados países que pertencem à OTAN, o repúdio de parte significativa dos americanos sobre o desencadear desta guerra, tudo isso faz com que a classe política esteja mais hesitante em satisfazer os lóbis pró-sionistas e ceder às tendências autoritárias, no Ocidente. 
Em Espanha, o governo de Sanchez tem uma posição de princípio clara, sobre o genocídio palestiniano e sobre a guerra de agressão israelo-americana contra o Irão. Penso que - indiretamente - as posições oficiais de Espanha refletem o sentimento do povo espanhol, contrário a estas aventuras imperiais.



sexta-feira, 6 de março de 2026

Prof. Jiang PREVÊ QUE OS EUA VÃO PERDER (E EXPLICA PORQUÊ)

Mais sobre a guerra no Irão:



Prof. Jiang Xueqin:

"O Irão não está apenas a lutar numa guerra contra os EUA; está a combater a estrutura que sustenta o poder global dos EUA"
 




Veja também: 

LEIA TAMBÉM: 

https://jonathancook.substack.com/p/israel-planned-this-war-on-iran-for

Israel planned his war on Iran for 40 years. Everything else is a smoke screen

The embers of resistance – in Gaza, Iraq, Lebanon, Syria, Yemen - have not been snuffed out. With the attack on Iran, they are being fanned into a fire

 

Um caso de guerra assimétrica: 
Professor Jiang’s Warning: Why the USA Could Lose a War With Iran

quinta-feira, 5 de março de 2026

A GLOBALIZAÇÃO NÃO MORREU; ELA APENAS MUDOU DE ROUPAGENS



A consolidação do poder globalista avança em silêncio, enquanto a guerra lavra no Irão e noutras nações do Médio-Oriente. Os Estados estão a ficar endividados como nunca.
O dinheiro serve para comprar armamentos aos grandes consórcios e a desenvolver programas de Inteligência Artificial : Estes significam uma transferência massiva de capital para os grandes empresários, não para os cidadãos comuns, pois somente  empobrece estes últimos. A dívida tem sido assumida pelos Estados. Estes vão extorquir mais em impostos (instalam-se dispositivos de vigilância autoritários).
A disponibilidade deste montão de capital será para os bilionários das indústrias bélicas e tecnológicas. Assim,  eles irão enriquecer ainda mais!



As pessoas são de uma ingenuidade atroz! As atoardas nacionalistas e retrógadas de um Trump e de seus acólitos, são tomadas como significando que eles querem aquilo que declaram. Declaram o fim da globalização, um retorno a que o interesse nacional anteceda o do estrangeiro e toda uma série de atoardas contra a OTAN, a UE e a ONU. Curiosamente, foi por vontade explícita dos EUA e sua casta dirigente que estas instituições globalistas (tal como o FMI e Banco Mundial) foram erguidas e têm dominado, ao nível mundial, a política, as trocas comerciais, a finança etc. O grande capital financeiro e industrial é quem tem decidido, nos EUA, quais os presidentes e a política que eles devem tomar, desde o primeiro quartel do Séc. XX (do presidente Woodrow Wilson ... em diante). Nos países da Europa Ocidental, as intrigas e golpes tiveram como protagonistas ocultos, os grandes magnates. São eles quem escolhe os dirigentes e o programa que devem aplicar. Basta pensarmos nos ditadores Salazar e Franco: Eles nunca teriam conseguido manter-se, sem o apoio de industriais e financeiros, que foram decisivos para sua subida ao poder; ou ainda, em França, G. Pompidou (um funcionário da banca Rothschild) etc.

Muitas pessoas ignorantes pensam que estou a exagerar; que tais conexões são falseadas; que relaciono várias coisas desconexas, apenas pela minha ideologia. A eles só lhes digo: Vão estudar a sério a História dos últimos 100 ou 150 anos e verão que há muitas evidências que reforçam aquilo que afirmo.

O «anti-capitalismo» do discurso de extrema-direita, também não é novidade, não surgiu na onda «MAGA», nem nos políticos de direita conservadora, ou de extrema-direita, que disputam o poder em muitos países da UE, incluíndo Portugal. Também o fascismo de Mussolini e o nazismo de Hitler se apresentavam com uma faceta anti-capitalista, mas apenas discursiva, para melhor enganar uma classe trabalhadora pouco instruída e sujeita a ser arrastada pela demagogia. Aliás, estes discursos nunca impediram os grandes capitalistas de «apoiar com a carteira» aqueles candidatos ao poder absoluto.
A ideologia não se destina a esclarecer as massas sobre as intenções profundas dos dirigentes: Bem pelo contrário, destina-se a ocultar o verdadeiro programa; aquele que só é conhecido pela hierarquia mais elevada desses partidos e pelos seus financiadores.

A grande transferência massiva do capital público para o privado, faz-se com manobras óbvias, mas que têm sido obscurecidas de forma a que se continue a fazer esta transferência.
1ª Os Estados vão-se endividando ao longo do tempo, supostamente para fazer face a despesas urgentes e não orçamentadas, num primeiro tempo. Num segundo tempo, a finalidade real deste endividamento nem sequer é ocultada. Por exemplo, para dotar os países da U.E. de uma indústria bélica capaz de - a prazo - «derrotar a Rússia». Ou ainda, gastar o que for preciso em desenvolvimento da IA (Inteligência Artificial) para construir sistemas - civis ou militares - que multipliquem as capacidades presentes, tendo em conta que a China está num patamar tão ou mais avançado que os ocidentais, a este respeito.
2ª As transferências do capital levantado pelos Estados, para indústrias que se quer privilegiar, dão-se de várias maneiras: Doações para «desenvolvimento», empréstimos a juros muito baixos, encomendas de equipamentos para o Estado, parcerias do Estado com grandes empresas privadas, etc.
3º A dívida pública é a prazos largos, de 20 ou mais anos, quando se destina a financiar um projeto de longo prazo. Os juros dessa dívida são - por norma - baixos, o que torna esta aplicação de capital «pouco apetitosa» para o público. Então, o Estado obriga por lei uma série de instituições a terem uma certa quantia em obrigações do Estado nas suas reservas. São os casos de Bancos, Companhias de Seguros e Fundos de Pensões. A norma aplica-se com o argumento falacioso de que um Estado nunca entra em falência, logo tal reserva seria para «proteger» os clientes destas instituições. Ora, os juros tendem a ser muito baixos e a não acompanhar a inflação real, que se verifica ao longo de muitos anos. Estes juros fixos custam cada vez menos, em termos reais, a pagar. O principal em dívida, também vai perdendo valor, consoante os episódios de inflação no tempo decorrido. Deste modo, o Estado vai buscar o capital a juro muito baixo, emprestado por investidores (sobretudo) institucionais.
4º O Estado está nas mãos dos grupos de interesses mais poderosos, que controlam a política, através de doações chorudas a cada campanha eleitoral. Estas doações permitem que tal ou tal partido tenha muito mais dinheiro (que os outros) para gastar em publicidade, em comícios, em materiais de propaganda, etc... Assim, o partido tem a eleição quase assegurada. Mas, o consórcio de capitalistas financiadores tem os dirigentes desse partido na mão. Se estes se afastarem do programa (o verdadeiro, não o que apresentaram a eleição) serão castigados, não havendo dinheiro para financiar as suas campanhas futuras; podem até desviar os subsídos para outros canditados, adversários do partido «rebelde». Uma das coisas mais decisivas no pós-eleições, é saber-se para que projetos e investimentos o novo governo canaliza os capitais de que dispõe.

5º A «necessidade» de criar ou de reforçar fábricas de armamento, pode até ser um disparate de todo o tamanho, mas o público nunca será autorizado a examinar a questão com toda a transparência. Os apoios eleitorais foram efetivados; as somas  prometidas foram entregues e seria impensável que o partido que beneficiou de tais apoios, fosse descartar este aspecto do seu programa. Por isso, as questões relacionadas com a defesa, a guerra, ou  as ameaças à segurança do nosso país, nunca são tratadas na media de massas, com um mínimo de seriedade. O poder encarrega-se de fazer com que a média "mainstream " diga aquilo que é preciso, para defender o rearmamento e que desqualifique os críticos, pelos processos habituais da calúnia, de distorcer  afirmações, ou de black-out...

Isto acontece também nos países mais poderosos, que possuem indústrias de ponta, capazes de produzir e de melhorar microprocessadores, programas de software para IA, etc. Estes produtos da indústria são de aplicação dúplice, ou seja, tanto podem ser aplicados para fins pacíficos, como bélicos. O desenvolvimento da IA tem  potenciado as armas sofisticadas, os robots, os drones, os aviões de combate e os mísseis. Pode dizer-se que um investimento em IA será como na indústria bélica, somente ligeiramente disfarçado.

Temos aqui, nos 5 passos acima, a essência do que os governos dos Estados capitalistas mais poderosos fazem para desviar somas bilionárias para fins bélicos. Esta escolha vai submeter a sociedade, as pessoas, os tralhadores, a uma política de austeridade (mais uma vez!). Daí que os regimes se tenham vindo a transformar em «democracias musculadas», com polícia de intervenção, pressões sobre toda a resistência social e pacífica (sindicatos, associações diversas). Neste exercício de «democracia» apenas formal, não haverá real oportunidade para se afirmarem, e muito menos ganhar eleições, as forças que permitiriam uma alternativa real ao sistema.

Conferência de Pepe Escobar: QUAL É O GRANDE JOGO NA ÁSIA CENTRAL?

E QUAL A RELAÇÃO COM A IIIª GUERRA MUNDIAL? *



(*) Este vídeo foi filmado há dez anos. Ele dá-nos chaves importantes para compreendermos o que está por detrás das grandes rupturas e das guerras nos últimos anos e de agora mesmo.  

A maior parte dos europeus e americanos estão na ignorância sobre a concretização das novas Rotas da Seda, as partes já realizadas e as que estão em curso.
O Irão está na encruzilhada de tantas importantes vias, dispõe de tanto petróleo e gás, um ponto nodal absolutamente crítico para as Novas Rotas da Seda. Os grandes grupos corporativos, que têm o controlo do governo dos EUA, não podiam «consentir» isso. Esta é a verdadeira causa da criminosa campanha militar dos EUA e de Israel.

quarta-feira, 4 de março de 2026

Biliões proporcionados às empresas de IA pelo Estado e Banco Central

 



O dinheiro é criado a partir do nada pela Federal Reserve dos EUA (o banco central). O governo dispõe deste dinheiro, que vai distribuir sob forma de subsídios e de empréstimos (a juro muito baixo) às empresas de tecnologia. Assim, biliões são desviados de programas sociais, de apoio ao emprego, de investimentos em áreas produtivas. Tudo isto, para favorecer meia-dúzia de empresas tecnológicas gigantes (Palandir, Oracle, Microsoft, Google, Meta, etc.)

terça-feira, 3 de março de 2026

Prof. Jiang Xueqin - Raciocínio surpreendente sobre 3° Guerra Mundial



Este académico, Jiang Xueqin, é doutorado pela Universidade de Yale. Tem aulas transmitidas em direto e gravadas, no Youtube. 
Duas das suas três principais previsões sobre a evolução dos EUA (eleição de Trump, guerra contra o Irão) já se realizaram, a terceira é surpreendente mas está dentro do campo dos possíveis.
Kim Iversen é uma das mais seguidas jornalistas, que apresenta uma refrescante perspectiva de independência e em coerência com os seus valores democráticos.

 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

PHILIP GIRALDI «O CORAÇÃO DAS TREVAS»

 Philip Giraldi é um ex-analista da CIA, que se apercebeu há bastante tempo da letalidade do Império e tem desmascarado as narrativas da média dos EUA e internacional para desculpar o que é indesculpável. Os EUA são a nação que mais vezes esteve envolvida em invasões, golpes de  Estado, subversões, bloqueios e toda a espécie de atos contrários aos direitos Humanos. É de saudar a coragem de homens como Giraldi, que melhor compreendem as manobras do poder dos EUA e nos explicam o que está em causa, pois viram por dentro o funcionamento da CIA e do Governo.


The Heart of Darkness

Israel’s government is completely evil

It is not for nothing that most of the world both abhors and condemns Israeli behavior, whether it be measured by the never-ending genocide in Gaza or the similarly driven terrorizing and deportation of the Palestinian population on the West Bank. Israel is intent on taking full control of historic Palestine and is willing to do whatever it takes to bring that about and unfortunately the United States has been its all too often enthusiastic accomplice in that effort. Beyond that, Israel has bombed and otherwise killed its neighbors in Lebanon and Syria while also enticing Washington to join in the effort to attack Iran and bring about regime change in Tehran. Apartheid Israel, which has declared itself legally and ethnically a Jewish state, intends to become that in reality by eliminating all non-Jews from its ever expanding territory and it is willing to do whatever it takes to bring that about.

There is something that is a tad peculiar about the Jewish state’s sense of identity in that it does not regard killing those who are non-Jews by any means possible as either a crime, or, more to the point, as a sin in spite of the prohibition included in its own Ten Commandments. Nor does Israel consider any agreements it enters into with other countries to be in any way binding on it and its leaders, witness the regular violation of the two ceasefires that Tel Aviv has entered into over Gaza, or its behavior regarding similar arrangements with neighbors Lebanon and Syria. In Lebanon and Syria, Israel is currently spraying “unidentified” though apparently toxic chemicals on farmland near the border to drive away local residents through destruction of their livelihoods. Israel does what Israel does and the United States, which was a guarantor of all the ceasefires as well as of the ongoing peace process, never says a word when Israel breaks the agreements and goes about killing more local inhabitants.

Israel’s latest ploy is to bring about a United States attack on Iran to destroy that country’s ability to strike Israel, making the Jewish state by default the regional dominant military and political power. Israel reportedly convinced Donald Trump not to attack Iran several weeks ago because there was concern that Iran would, as part of its defense, attack targets inside Israel that had the ability to support the American effort. In other words, Israel was seeking a solution to Iran that would not put itself at risk and would instead put the onus on the United States. One might point out that this is hardly the appropriate behavior for a country that is repeatedly praised as Washington’s “best friend and closest ally.” It is anything but that while Trump and the politicians are either too stupid or corrupted to realize that, or too intimidated by the Lobby, to respond as they should if the US interest were truly their priority in relationship to an Iran which does not threaten America in any way.

Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu has now called for a meeting with Donald Trump for later this week, which would be the ninth meeting between the two since Trump’s inauguration, far more than with any other foreign politician. Netanyahu has asked to meet with Trump to discuss options for the ongoing indirect discussions with the Iranians. Netanyahu’s office released a statement that “The prime minister believes that all negotiations must include limiting the Iranian ballistic missiles, and ending support for the Iranian axis” of Hamas, Hezbollah and the Houthis, which Israel perceives at the principal threats against it.

In any event, it is generally conceded that Trump will do what Israel wants. Netanyahu will also be seeking a plan of action whereby the US will attack and bring about regime change in Iran while also neutralizing its offensive capabilities. Israel meanwhile will stay out of the fight to avoid any damage from the Iranian arsenal. Neat, and any dead Americans resulting from that formula, most probably on US bases in the Persian Gulf region, will just be the cost of doing business with Netanyahu who will be leaving from his sessions with Trump with a smile.

Netanyahu is smiling because he always wins when dealing with American presidents while simultaneously treating the United States like a bit of dirty laundry that can easily be discarded or ignored whenever it is is not useful as a source of money, weapons and protection. Note the disregard for the damage done to the United States by the Jeffrey Epstein conspiracy which was without question a major blackmail operation up to the US presidential level run by Mossad to favorably influence policies towards the Jewish state. Even now with many incriminating documents revealed there is total resistance on the part of the Trump regime and the opposition Democrats to honestly expose what was done by our “good friends” in Israel.

But I have described Israel as uniquely evil and there is plenty of evidence for that outside of its treatment of the United States of America as some kind of vassal state that is a source of money and political and military support. As observed above, Israel has never complied with any agreement that it makes with foreign countries. During the course of the current ceasefire it has blocked the entry of food or medicines while also continuing to bomb and shoot Gazans, killing close of 600, including many children. Meanwhile, far from withdrawing its army from Gaza it has increased its foothold in the Strip, occupying close to 60% of the total area as a “Yellow” security zone, presumably leaving the rest as eventually intended for the Trump Gaza Resort or for Israeli settlers who have been appearing in the area in increasing numbers and even staking out new settlements.

As a gesture to indicate some measure of compliance with the ceasefire, last week Israel agree to partially open the Rafah Crossing from Gaza to Egypt which it controls, and the first to pass through were supposed to be those Gazans suffering from injuries and wounds requiring advanced medical treatment. Something like 22,000 Gazans were registered or lined up seeking passage and a long line of ambulances from the Egyptian side were waiting to help. Israel then closed the Crossing in spite of its commitment to open it and reportedly only let 150 injured Gazans pass through it with 50 Gazans who were already in Egypt allowed to return home from the other side.

Another story making the rounds is how the Israeli military has now conceded that its multi year offensive in Gaza has killed approximately 70,000 Gazans, a number that is being praised in some circles because it is considered an honest, though unfortunately brutal, appraisal. Some believe, however, it is meant to throw out a lower number so the real number will never be revealed. The 70,000 number is much higher than what has appeared in the Zionist controlled western media up until now but it is far below other estimates from reliable sources like the British medical journal The Lancet that place the deaths at 186,000, with most of the bodies still buried under the rubble. Some other conservative estimates believe that fully 12% of the original 2 million Gazan population has been killed, meaning close to 240,000.

And when one speaks of how evil Israel is, there is another issue which might be considered. Israel is sometimes described as the leading country in providing resources for organ replacements, a procedure sometimes euphemized as “organ harvesting.” That appears to be true because the thousands of Palestinians who are held without charges in Israeli prisons are treated abominably, to include having their organs removed for marketing purposes if they die and even when they are still living. The evidence for that horrific behavior consists of the bodies of Palestinians that are released from prisons and given to their families for burial. Those bodies frequently have what are presumed to be their viable body organs as well as corneas or even skin removed prior to being returned. The organs are then marketed worldwide. The result is that organ donation in “Israel” is among the highest in the world, despite some religious restrictions and a relatively small population.

So I rest my case. These are not the sorts of things that countries with any sense of morality or respectability embrace. And unfortunately Israel is able to drag Donald Trump and the US Congress along with it, even making Washington do the real dirty work when it comes to confronting nations like Iran. But there are signs that the American public has become tired of the whole charade and Israel’s role in it. The litmus test will come with the handling of the situation with Iran and we should be seeing what will happen there in the next week or two.

Philip M. Giraldi, Ph.D., is Executive Director of the Council for the National Interest, a 501(c)3 tax deductible educational foundation (Federal ID Number #52-1739023) that seeks a more interests-based U.S. foreign policy in the Middle East. Website is https://councilforthenationalinterest.org address is P.O. Box 2157, Purcellville VA 20134 and its email is inform@cnionline.org

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