Mostrar mensagens com a etiqueta EUA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta EUA. Mostrar todas as mensagens

domingo, 14 de junho de 2026

GUERRA BIOLÓGICA: documentos desclassificados por Tulsi Gabbard


A Diretora da National Intelligence, deu o alerta sobre um dos aspectos ocultos da guerra dos EUA contra a Rússia: Os 120 laboratórios, um terço dos quais na Ucrânia, que implementam bioarmas com subsídios dos EUA.


As armas biológicas, não apenas a sua utilização, como também sua estocagem e investigação, estão estrictamente proibidas, por uma convenção da ONU, assinada por mais de uma centena de países, entre os quais os EUA. 

Os presidentes dos EUA, durante mais de uma década, deram seu aval ao financiamento de atividades ilegais de investigação em guerra biológica, em mais de 30 países. Dos 120 laboratórios financiados, 40 situam-se na Ucrânia.

Foram tornados  públicos pela diretora da "National Intelligence "(DNI), Tulsi Gabbard, os documentos  que o comprovam.


Veja o vídeo da entrevista a Larry Johnson, AQUI

Complemento: Leia AQUI artigo sobre os documentos divulgados


sábado, 6 de junho de 2026

TECNOFASCISMO UTILIZA "IA" COMO ARMA PARA CONTROLO TOTAL


 

O poder de grande capital vai levá-lo a erguer monstruosas empresas, monstruosos agregados de edifícios, instrumentos, indivíduos para construir, reparar e utilizar tais instrumentos. Mas, este poder é tanto mais frágil, que não consegue controlar diretamente quase nada. Por isso, a sua tendência em produzir um modelo de sociedade perfeitamente verticalizado; tem como base a sua impossibilidade de controlo verdadeiro, sem deixar um grau elevado de autonomia aos sub-sistemas do mega-sistema.
Na altura em que os reis e generais no campo de batalha, só podiam contar com a força e determinação dos soldados, embora houvesse muita força bruta envolvida nessas batalhas, aqueles déspotas estavam dependentes da inteligência (humana) e dedicação pessoal de generais, coronéis, capitães, sargentos... os quais estavam mais próximos do calor da batalha, tinham diretamente que confrontar o exército inimigo; portanto, a vitória (ou mesmo a possibilidade de combater) estava muito dependente da devoção ao chefe, da convicção dos subordinados de que eles podiam rapidamente subir na hierarquia militar (e do Estado), caso tivessem sucesso da batalha, etc. 
Ora, na guerra tecnologizada de hoje, o que conta, além da determinação de dois grupos em confronto, é a rede de informações (de «inteligência») que um e outro grupo possuí sobre o respectivo inimigo.
A classe governante tem - portanto - interesse em manter os súbditos na crença da invencibilidade do dispositivo (militar e policial) daqueles bi- ou trilionários. Mas, uma máquina de poder, quanto maior, quanto mais centralizada e complexa for, mais frágil será. 
Ensina-nos isso a biologia, que pode servir como modelo analógico: há uma vantagem decisiva de um harbívoro se tornar cada vez maior, para intimidar potenciais predadores, também para monopolizar os recursos, afastando os outros herbívoros de menor porte, etc. Mas, com o tamanho aumentado, surgem problemas como a regulação da temperatura corporal, a menor agilidade, a impossibilidade de ter uma ninhada grande, normalmente um ou dois somente por cada estação de acasalamento, a fragilidade maior é a de obter recursos alimentares em situações de escassez: tanto em períodos de frios extremos, como nas de calor extremo, a alimentação (ervas, arbustos, bagas, frutos...) é muito escassa, muito difícil de obter. É mais fácil um herbívoro ou omnívoro de pequeno porte sobreviver, em situação climática muito desfavorável. Pelo contrário, nestas circunstâncias, os animais de grande porte podem desaparecer da zona, ou mesmo extinguir-se.
A comparação com o mundo biológico é uma metáfora, dando uma visualização do que pode acontecer em sistemas «mastodônticos», pesados, complexos e centralizados. 
O grau de adaptabilidade duma empresa não depende da sua direção, dos seus executivos, primariamente. Claro que estes são responsáveis pelo rumo que a empresa toma, pelos investimentos decididos e as alianças externas (incluindo o Estado), etc. etc. Porém, a capacidade de adaptação momentânea a condições novas, ou seja, a flexibilidade da empresa em si mesma, enquanto fornecedora de produtos / serviços, depende da massa dos trabalhadores, motivados (ou não), bem formados e treinados (ou não), para reagir de maneira adequada a estas contingências. 

A Palantir, a Microsoft, etc, são empresas gigantescas, com vários níveis de complexidade e enorme extensão geográfica, permeando todas as outras indústrias, inclusive o Estado (desde serviços de segurança, às instituições de educação, etc.). Esta força de super-monopólios, é realmente assustadora.
 De facto, a própria UE apecebeu-se, tarde demais, que está dependente do bem-querer desses gigantes tecnológicos e tenta desenvolver sistemas próprios, através de tecnologia própria, desenvolvida e destinada a fornecer (em exclusivo) às instituições da UE, de modo a obter maior controlo (enquanto Comissão Europeia, e/ou Estados-membros) sobre o seu território. Ela tenta, com 20 ou 30 anos de atraso, fazer o caminho de autonomia funcional e estrutural, em relação ao super-imperialismo dos EUA.
O gigantismo traz sempre fragilidades, muitas das quais, só detetáveis quando a «máquina», seja ela industrial, burocrática, militar, etc., é posta em marcha e testada no terreno.
A capacidade de resposta flexível, pelo contrário, predomina em organizações onde todos se conhecem pessoalmente. Pensem, por exemplo, numa equipa de futebol, ou doutro desporto coletivo. 
Uma máquina que funciona com robots, principalmente, ou com seres humanos que se comportam de forma robótica, automática, no seu local de trabalho, é incrivelmente frágil. Mesmo sem pensarmos em sabotagens, a própria complexidade torna inevitável que existam frequentes problemas: São imprevisíveis, sejam eles grandes ou pequenos. Também há problemas pequenos e não detectáveis, que se tornam (por vezes) grandes problemas. 
Também aqui podemos nos socorrer da analogia biológica: no corpo humano existem múltiplas situações de funcionamento não-perfeito, mas para os quais o corpo vai encontrando forma de os superar... até ao ponto em que já não o consegue. Então, manifesta-se a doença, cuja génese poderá ter sido causada pelo acumular de pequenas deficiências crónicas, que se vão avolumando, a um rítmo lento, de tal maneira que o indivíduo não se apercebe e pensa estar de boa saúde.
O gigantismo dos sistemas fica exacerbado, no caso da ideologia tecnocrátrica, que permeia a oligarquia americana, grande parte da qual estava representada na cerimónia de inauguração do presidente Trump. 
É uma ideologia que não nos devia meter medo, se aquilo que eu escrevi acima é mesmo verdade e pode ser comprovado por cientistas honestos, qualquer que seja sua especialidade. Sabemos que existe uma dimensão ótima para uma dada empresa, mas ela depende do ecossistema em que se encontra. Um dos problemas de curto prazo é saber-se como reduzir os diversos custos (ou não os aumentar), mas mantendo a resiliência. Isto não é nada fácil, pois não existe uma fórmula mágica. EM GERAL, SÓ SE PODE VER ISSO A POSTERIORI.
«A empresa afundou-se ou estagnou, porque estava sobredimensionada»... sim, mas houve uma época em que tal empresa crescia bem, era «saudável», ninguém diria que estava a tornar-se «mastodôntica».
Enfim, é evidente que Peter Thiel ou outro qualquer não tem as faculdades de um deus. Por maior que seja o seu poderio (económico e político) ele não tem os meios que pensa, para realizar seu programa de escravização dos humanos (a «sub-raça» que ele vê como sendo o «homem comum»). 
No capitalismo, os «capitães de indústria» MAIS CRIATIVOS e bem sucedidos, foram, em geral, os que entenderam que precisavam da acquiescência ou do consentimento dos trabalhadores e clientes («o mercado dos seus produtos»). Senão, teriam imensos problemas internos às suas empresas e também externos, na sociedade.


quarta-feira, 27 de maio de 2026

HUAWEI PRODUZIRÁ 'CHIP' INOVADOR ULTRAPASSANDO AS SANÇÕES DOS EUA


Vista de Xangai e do Rio Yangtze




XANGAI/ PEQUIM, 25 de Maio (REUTERS):
  
A empresa Huawei Technologies revelou nesta Segunda-feira que vai usar uma tecnologia inovadora para fabricar - dentro de cinco anos - semicondutores utilizando a nova tecnologia. Confirma assim o sucesso dos esforços chineses em neutralizar as sanções impostas pelos EUA, que têm dificultado a construção, pelas empresas chinesas, de 'chips' mais avançados.
A Huawei, num simpósio sobre semicondutores em Xangai, revelou que os seus 'chips' alcançariam a densidade de transistores equivalente a 1,4 nanómetros de processamento em 2031, mas não forneceu dados independentes sobre o seu desempenho.
O objectivo é significativo pois a capacidade provada da China em fabricar microprocessadores avançados é  amplamente reconhecida em torno dos 7 nanómetros, sendo 1,4 nm o que se considera a fronteira tecnológica para produção de 'chips' avançados por volta do final desta década.
(...)
Para ler a notícia completa (em inglês) ver :

segunda-feira, 25 de maio de 2026

O PONTO DE VIRAGEM [CRÓNICA DA IIIª GUERRA MUNDIAL, Nº63]

 São "necessários" sacrifícios de inocentes numa escala tal, que abala a confiança do público nas instituições que governam em nome deles  e sobre eles. Exemplos? 

A repressão feroz e com o aval dum ministro israelita Ben Gvir, sobre a Flotilha pela Palestina. A atitude do público do «Ocidente», virou-se subitamente contra a barbárie sionista, a rotina da tortura, das humilhões, a indiferença em relação à Lei Internacional. No entanto, o comportamento tem sido esse em relação aos palestinianos, há anos, muitos anos. Um comportamento observável desde antes da proclamação do Estado de Israel. Só agora, a opinião pública dos países apoiantes de Israel ao nível governamental, manifesta o seu repúdio e considera Israel como o pior e mais odioso Estado ao nível mundial.

O ataque mortífero contra um dormitório dum colégio de formação de educadores, na região de Lugansk, utilizando drones britânicos, foi executado há dias, pelo exército da Ucrânia. Desde há um longo tempo, que os ucranianos e certos países europeus da OTAN e os EUA, se têm dedicado a ultrapassar as «linhas vermelhas», claramente sinalizadas por Moscovo. Estas provocações ucranianas com aval ocidental incluem atentados terroristas, ataques contra alvos civis - como refinarias, bairros residenciais, etc - assassinatos de generais ou tentativa de assassinato de Putin, etc. A atitude de Putin, tem sido de contenção, ciente de que a resposta a essas provocações poderia ser a «acendalha» que desencadearia uma guerra nuclear. Agora, a morte destes jovens num dormitório e indignação da população fez com que o Estado russo e as suas forças armadas, tivessem de tomar medidas punitivas - não meramente simbólicas - devastadoras para Kiev e para o regime que apoia Zelensky. 

O ataque brutal (enquanto decorriam negociações) dos EUA e Israel contra o Irão, causando a morte do seu líder Kamenei e muitos membros da alta hierarquia do Estado e forças armadas, assim como número muito elevado de civis e as destruições massiças de infraestruturas vitais, como pontes, escolas, centrais eléctricas, etc... Teve o efeito de galvanizar a população iraniana, mesmo os que - 2 meses antes - se manifestaram contra a carestia e foram brutalmente reprimidos pelo regime. A capacidade de resposta iraniana tem muito que ver com o moral da população, não apenas com os arsenais de mísseis e drones, cuidadosamente guardados ao abrigo de bombas inimigas. O resultado de ofensiva EUA-Israel foi fulgurante: Uma enorme derrota que ficará na História, como ponto de viragem do poderio bélico dos EUA e seu mais próximo aliado. 

Este ponto de viragem, tem como corolário uma mudança qualitativa na situação geopolítica mundial e, em particular, no Médio-Oriente.


Todas as guerras têm motivações económicas. Esta IIIª Guerra Mundial não é excepção, com as óbvias manobras para fazer fraquejar adversários, tomando controle de suas reservas de energia (caso venezuelano) ou levando a cabo uma guerra de destruição dos recursos (Irão e países do Golfo Pérsico). Isto traduz-se por uma internacionalização ou generalização, das dificuldades do abastecimento internacional em energia. Depois, muitos analistas prevêm que haverá escassez de alimentos, terríveis fomes causadas pela brusca subida dos preços de adubos sintéticos, do gasóleo e de muitos derivados do petróleo, correntemente usados nas mais diversas indústrias.

Perante a situação de crise múltipla - energética, alimentar, económica - os que detêm lugares de poder, agem como se esta generalização da guerra lhes trouxesse vantagens. Esta miopia tem precedentes históricos, mas os «nossos» dirigentes não sabem grande coisa de História, ou se sabem, agem de modo inconsequente. 

Os povos tidos como «civilizados» estão na vanguarda do retorno à barbárie, manobrados - sem dúvida - por forças racistas e de extrema-direita, mas que se apresentam como salvadoras, «populistas». 

As mesmas fórmulas de manipulação que serviram nas duas últimas Guerras Mundiais, nos países que se julgavam o centro do mundo, são agora  reutilizadas. As pessoas lúcidas têm muita dificuldade em estabelecer contacto direto com as massas, pois estas estão sob o efeito de uma hipnose coletiva, de um condicionamento massivo, que as impede de tomar plena consciência da realidade. 

O ATAQUE AO «LUSITÂNIA» À LUZ DAS EVIDÊNCIAS CONTEMPORÂNEAS (e outras histórias verdadeiras)

Foto do navio britânico «Lusitânia»


O afundamento do «Lusitânia» foi uma terrível tragédia, provocada pelos que queriam forçar os EUA a entrar na Iª Guerra Mundial.
Mas o Prof. Werner também se refere ao momento presente: Ele demonstra o papel do super-Estado e o da CIA, nos países que os EUA pretendem dominar.
Ele fala de maneira clara, sem restrições, como pessoa sabendo as causas económicas das guerras, como a guerra no Irão e na Venezuela.




A entrevista de Tucker Carlson a Richard Werner :


quinta-feira, 21 de maio de 2026

ALEX KREINER: O PETRODOLAR E A DECADÊNCIA DO OCIDENTE

 Alex Kreiner: «The Empire doesn't play nice»


É preciso ouvir um especialista em mercados de energias que tem acompanhado de perto as guerras na Ucrânia e no Irão. A sua perspectiva é muito pragmática, por isso podemos aprender ouvindo-o. Não temos de «descontar» os aspectos ideológicos.
 Oiçam Alex Krainer, pois a guerra é sempre baseada em fatores económicos.

domingo, 3 de maio de 2026

UM VENTO DE LOUCURA


Um vento de loucura desabou sobre a Terra



 A criminalidade contemporânea pode medir-se pela facilidade com que Trump e a equipa que o rodeia, decretam a destruição de um país com cerca de 90 milhões de habitantes, perante a pequena oposição real nas hostes políticas dos EUA, quer no campo democrata, quer no campo republicano (alguns libertarianos). 

Isto significa que a casta no poder está cativa de lobbies, que lhes facultam a continuidade das suas carreiras políticas, subsidiando as campanhas eleitorais. Esta casta não representa o povo americano. 

Apesar de uma constante (há mais de 40 anos!) propaganda diabolizando o regime dos Ayattolahs, o povo americano compreende que este regime pode ser muito nefasto para o povo iraniano, mas que - de nenhuma forma - ameaça o povo e território dos EUA. 

No entanto, a presidência e as câmaras de deputados e senadores, estão controladas pela multimilionária elite sionista nos EUA; ela está totalmente dissociada dos americanos comuns, incluindo dos judeus, quer estes sejam ou não religiosos. 

Está-se perante a situação inédita, do governo sionista de Israel mandar na Presidência dos EUA. Israel, é um país que está na completa dependência das dádivas dos EUA, em armamento e financiamento. Mais de dois biliões, a soma de DÁDIVA INCONDICIONAL votada pelos legisladores americanos anualmente. Esta soma não contabiliza as ajudas em material militar, em tecnologias de vigilância, de informação e espionagem que o Pentágono e as Agências (CIA; DIA; DARPA, etc)  partilham com as forças armadas de Israel.

Em «contrapartida», Israel não parou, nestas últimas  décadas, de fazer pressão sobre os órgãos de poder dos EUA, usando o célebre Jeffrey Epstein como instrumento de chantagem sobre grande parte da classe política nos EUA. 

Netanyahu é considerado responsável por ter induzido Trump a encetar esta guerra contra o Irão, dando-lhe relatórios do MOSSAD super-optimistas, em que a resistência após «decapitação» do governo iraniano, estava calculada em 48 horas, no máximo. Ora, eles sabiam bem que isto era mentira. Mas, desde há mais de dez anos que procuravam envolver diretamente os EUA numa guerra contra o Irão.

 Esta guerra - na verdade - é de Israel, com «os auxiliares» dos EUA. Trump e  os membros do seu governo têm estado sujeitos a chantagem. Eles devem temer que o MOSSAD divulgue dados sobre a sua traição, que arruinariam de imediato a sua carreira e - no curto prazo - lhes fariam perder as eleições. 

Existem elementos de alta patente nas Forças Armadas Americanas que estão conscientes do aventureirismo deste confronto militar. A possibilidade de guerra envolvendo diretamente a Rússia e a China, faria imediatamente aumentar muitíssimo o risco dum confronto nuclear.  

Há forças obscuras, «do Estado profundo» que estão apostadas nisso, por mais incrível que pareça; a humanidade toda está em risco de aniquilação por causa de uma «mão cheia» de ultra-direitistas e belicistas, que têm lugares de relevo na Administração (Departamento de Estado, Pentágono, as agências CIA, NSA, etc).   


    Quadro: Nero apreciando o incêndio Roma, que mandou atear.

Treme-se com Nero, grande nos crimes, somente. 

Mas os grandes atuais, ultrapassam em barbárie a antiguidade



sexta-feira, 1 de maio de 2026

O Petrogas-dólar: stratégia secreta dos EUA por detrás da guerra com Irão [Crónica da IIIª Guerra Mundial, Nº62]

"The Petrogas-dollar: The Secret US Strategy Behind the Iranian War"



                          Uma exposição clarividente e global por Richard Medhurst
 
COMENTÁRIO.

As estratégias de poder nunca podem ser óbvias. Têm sempre de vir ofuscadas por uma narrativa, na qual são apontados objetivos que não são os verdadeiros.
Num mundo globalizado, apenas um poder global tem a possibilidade de jogar em múltiplos cenários, múltiplas zonas geográficas e recorrendo a uma panóplia, que vai das armas económicas, às armas no terreno de combate, até ao domínio das redes de informação.
Os EUA envolveram-se numa guerra dos mares, que implica o arresto ou destruíção de navios petroleiros e o bloqueio naval de áreas estratégicas; não apenas no mar de Ormuz. Estão presentes nas Caraíbas, no Estreito de Malaca e no Báltico. Mas esta situação não pode durar muito tempo. Mesmo a marinha dos EUA, não consegue ter, em simultâneo, forças capazes de manter navios inimigos fora de uma área de exclusão.
Penso que Richard Medhurst explica bem a lógica e o propósito das movimentações das forças dos EUA. De momento, a situação pode parecer muito difícil para quem é vítima do império pirata.
Mas o Irão e o Hezbollah já mostraram que existem estratégias para derrotar o poder, dez mil vezes mais poderoso, dos EUA com seu aliado Israel.
Na realidade, os EUA não podem contar com uma coalição «das boas vontades» como na 1ª guerra contra o Iraque (1990). Os países europeus não estão disponíveis para entrar numa guerra com o Irão, para satisfazer os desejos de Trump. Mesmo a ultra-direitista primeiro-ministra japonesa não está disposta a enfrentar militarmente a China, como pareceu no início do seu mandato. O facto é que o Japão continua sendo um país sob ocupação militar americana desde o final da IIª Guerra Mundial.
O México colocou um processo no tribunal da OMC ao governo americano, por este ter impedido que um navio mexicano viesse em socorro humanitério a Cuba, sujeita a um embargo total de petróleo. Ao México, juntaram-se 120 países, o que mostra que estão descontentes com esta administração Trump e já não ficam intimidados por ela.
De qualquer maneira, os efeitos sobre as economias, com o estrangulamento (causado pelos EUA) ao  abastecimento de petróleo e gás, vão começar a fazer-se sentir. O Mundo está a mergulhar no caos. Mas, esta estratégia do caos tem resultados contrários aos esperados pelos seus autores.

sábado, 25 de abril de 2026

ARMAGEDÃO DA ECONOMIA MUNDIAL, SE DEIXARMOS [MICHAEL HUDSON]


Michael Hudson mostra que o «liberalismo» não é sinónimo de abertura, mas de controlo da economia pelos monopólios e oligopólios.
A aposta do Donald é de que eles - americanos - ficarão com o petróleo e gás, que os outros não terão e que, portanto, os EUA ganharão. Somente ele esquece que os EUA já não têm indústria que lhes permita refazer infraestruturas e produzir bens de consumo em quantidade e diversidade para a população.
Projetos de fábricas de alta tecnologias nos EUA, provenientes de Taiwan e da Coreia do Sul, tiveram de ser reestruturados, porque não havia pessoal americano qualificado a candidatar-se para os empregos. Têm de satisfazer as necesssidades em pessoal, recrutando trabalhadores de Taiwan e da Coreia do Sul.
O poder hegemónico em declínio dos EUA, em vez de trazer segurança aos seus aliados, vai torná-los um alvo; foi o caso dos países do Golfo.
Os EUA querem extorquir a produção de petróleo dos países seus aliados no Médio-Oriente, sob pretexto de pagar as despesas militares e de segurança das bases americanas no seu solo. 

                                   https://www.youtube.com/watch?v=pPvP9ojKmpY&t=4s



 Para tornar a situação ainda mais complicada, Trump e a sua equipa têm conceitos completamente dementes, como o de estarmos perante a segunda vinda de Cristo. Eles são tomados a sério por uma fatia do eleitorado americano. 
Creio que a probabilidade dos americanos usarem a bomba atómica no Irão, nunca esteve tão alta.

terça-feira, 21 de abril de 2026

O IRÃO DETÉM TODAS AS CARTAS, NÃO ISRAEL NEM OS EUA...

...numa guerra prolongada, como está a ocorrer agora.



 John Mersheimer apresenta o modo como Trump e administração têm  atuado,  como a mais prejudicial para a capacidade de projeção de poder e influência dos EUA.

 https://open.substack.com/pub/savageminds/p/iranus-tensions-escalate-after-ship?utm_source=share&utm_medium=android&r=9hbco

Ver o link acima de Abdul Rahman, que esclarece as condições em que foi capturado  um navio tanque iraniano pela marinha dos EUA.

terça-feira, 14 de abril de 2026

O DECLÍNIO E QUEDA DO IMPÉRIO AMERICANO (PROF. JIANG)




COMENTÁRIO DE MANUEL BANET



No jogo complicado que se está jogando entre os grandes - EUA, China e Rússia - a questão decisiva é a da manutenção ou desmembramento do sistema do petrodólar.
É o sistema que sustenta o «enorme privilégio» dos EUA. Têm os EUA défices comerciais e do orçamento federal enormes, há imensos anos e funcionando como se nada fosse. Qualquer outro país iria mergulhar na bancarrota.
O sistema do petrodólar é que permite que os EUA mantenham a primazia económica, financeira e militar.
Os petrodólares são obtidos pela venda do petróleo (em dólares) pelas monarquias do Golfo (principalmente). Esses dólares vão ser reciclados através de investimentos nos EUA, desde a compra de ações ao imobiliário, assim como a compra de obrigações do Tesouro, ou seja, dívida de Estado dos EUA.
O défice dos EUA é coberto pela venda de dívida pública (obrigações do Tesouro). Enquanto este sistema funciona não há razão para a classe no poder deixar de agir como age.
Mas, a des-dolarização correlaciona-se com compras de combustíveis, cada vez mais significativas, usando outras divisas que não o dólar. Isto faz com que os compradores da dívida americana sejam cada vez menos.
Paralelamente, os maiores detentores de dívida americana - o Japão e a China - têm despejado no mercado grandes quantidades destas obrigações. Isso acontece no momento em que os EUA precisam de cobrir cerca de 1 trilião de dólares de juros de dívida com a venda de novas obrigações. Na ausência de compradores, só resta aos EUA aumentar os juros, para tornarem atraente a compra de tais obrigações.
O processo é assimilável a uma espiral em que cada vez mais dívida se vai acumular, pois a única maneira de cobrir a dívida (que vai vencendo) e os juros (que são devidos), é pedir (ainda) mais emprestado.
A necessidade prática de qualquer país possuir dólares para comprar petróleo foi um dado adquirido durante decénios, desde 1973 até há bem pouco tempo.
Com a utilização no comércio internacional, de divisas dos próprios países e já não usando o dólar como moeda intermediária, a necessidade de se possuir dólares para comerciar foi diminuindo.
Note-se, isto vai muito além da mera compra de petróleo. No ano 2000, cerca de 70% das trocas comerciais internacionais eram feitas em dólares. Agora, serão 56%, segundo o FMI e outras agências internacionais.

O jogo dos EUA é obrigar os países a abastecerem-se em combustível nos EUA, ou em países por eles controlados (... ou que serão em breve controlados por eles): O plano prevê o controlo efetivo dos recursos energéticos da América do Norte, o que inclui o Canadá, a Groenlândia, o México, a Venezuela e países da América Central... Se os fornecedores de crude do Médio-Oriente desaparecerem ou reduzirem a sua capacidade em fornecer o mercado durante largos anos, o défice causado na oferta de crude ao nível mundial será tal, que os países (amigos ou não) terão de comprar o petróleo e o gás que necessitam aos EUA, ou aos países seus vizinhos sob controlo.
As atoardas de Trump de que integraria o Canadá, compraria a Gronelândia, anexaria o Panamá e subjugaria o México, além do que ele fez efetivamente à Venezuela, não são mais do que a afirmação descarada, expondo parte do programa da oligarquia para a nova fase da globalização, agora «manu militari».
A guerra no Irão não deverá ser curta, segundo o interesse do imperialismo: Deverá antes ser longa e deixar exaustos e incapazes de participar no comércio mundial de combustíveis, não apenas o Irão, como as seis monarquias do Golfo Pérsico (a Arábia Saudita, o Qatar, os Emiratos Árabes Unidos, Oman, Kuwait e Bahrein).
Os países que se abasteciam no Golfo Pérsico terão poucas hipóteses alternativas, perante o rápido declínio da oferta no mercado mundial. Excepto a China, que ficará mais resguardada graças ao fornecimento estável da Rússia. Todos os outros, terão dificuldades no abastecimento energético e na economia, em geral. Os preços dos bens essenciais irão aumentar; vai haver aceleração da inflação. Ao mesmo tempo, haverá contracção do investimento. O mundo vai entrar numa depressão «estag-flacionária» ou seja, de estagnação e inflação, em simultâneo.

Mas, o Império irá ficar mais isolado. Vai ser incapaz de seduzir as pessoas. O chamado «soft power» vai desfazer-se, como uma pintura facial que se derrete. Usará a força militar, a chantagem com os «amigos», a utilização de guerra terrorista, com morticínios contra os civis, etc. Vão ser estes os traços característicos do comportamento dos EUA, tanto ou mais do que agora.
Certos países da Europa talvez tentem - em vão - seduzir a «Grande Besta», mas chegarão à conclusão de que os EUA estão na mão duma poderosa Máfia, como disse Mac Carney* na última reunião do Fórum de Davos.
Quanto mais depressa chegarem a esta conclusão, mais hipóteses terão para delinear e executar uma estratégia de salvamento da sua independência, identidade, património e presença no Mundo.
Os que insistirem em «fazer as vontades» ao colosso de pés de barro, serão os primeiros a ser esmagados.
............
*Mac Carney: Ex-presidente do Bank of England e atual primeiro-ministro do Canadá 




Complemento: Mapa da América do Norte, segundo as ambições dos tecnocráticos.



Complemento II: Gravura publicada por Trump a 15 de Abril de 2026 (ver artigo de Thierry Meyssan)






quarta-feira, 8 de abril de 2026

FIASCO DE OPERAÇÃO DE "SALVAMENTO" E CONSEQUÊNCIAS [CRÓNICA DA IIIª GUERRA MUNDIAL Nº60]

 


A operação de salvamento era a cobertura para as tropas especiais tentarem destruir as caves onde se encontram armazenados os cerca de 500 quilos de urânio enriquecido. O contingente americano utilizado, mostra que se tratava de uma operação de comandos em grande escala, com vários helicópteros e um avião com capacidade para transportar uma centena de homens. 

Foi um fracasso total, deixando várias aeronaves destruídas e possivelmente, mortos ou neutralizados grande parte dos referidos comandos. Comunicados referem que alguns comandos conseguiram fugir em helicópteros, apesar de feridos. Não sabemos ao certo: Nestas circunstâncias, não existe nenhum meio de verificação independente. O que é certo, é que o aviador que eles procuravam, não foi resgatado. Em vez disso, a operação saldou-se por um desastre total em vidas humanas e em perdas materiais avultadas. 


Este fiasco teve consequências, de certeza, pois fez Trump mudar de tom, contrastando com a arrogância e grosseria exibida algumas horas antes, com um ultimatum que implicava a destruição de estruturas absolutamente indispensáveis para a vida civil, como as centrais elétricas, as unidades de dessalinização e as pontes, caso o Irão não «abrisse» o Estreito de Ormuz.

O que aconteceu, não se sabe ao certo, mas pode-se inferir que as conversações secretas que decorreram no Paquistão, conduziram a este desenlace provisório, o cessar-fogo de ambos os lados por duas semanas, durante as quais as propostas em 15 pontos americanas e as em 10 pontos iranianas, iriam ser negociadas.

Se estas conversações causarem a abertura do Estreito, que não apenas permita passagem de navios tanque «amigos» do Irão, mas a todos os navios, é um ponto muito positivo para o lado americano. As bolsas dos países ocidentais já estão a refletir esta possibilidade, com subidas espectaculares. Mas, do lado iraniano, a abolição das sanções terá também um significado imenso. Com efeito, o petróleo iraniano poderá ser vendido a quem o quiser comprar, sem restrições, aumentando assim o leque de clientes, a quantidade total de petróleo vendido e as respectivas somas necessárias para a reconstrução.  

Não quero - no entanto - transmitir esperanças infundadas, primeiro porque as posições oficiais de ambos os lados parecem muito distantes para um acordo; segundo, porque não se pode ter demasiada confiança de que os americanos não violem os hipotéticos acordos, assim que lhes parecer conveniente. Eles têm costume de fazer isso, desde os tratados com os nativos americanos até aos acordos de desarmamento e de limitação de armas nucleares, com os russos.

-----------------
Nota 1: Os israelitas dizem que não foram consultados, dizem que não souberam dos conteúdos das negociações no Paquistão. Isto pode significar que estão na disposição de não se darem por vinculados com o que saí das conversões de paz. 
Isto é um mau sinal, porque o governo de Nethanyahu tem feito muitas coisas para implicar e envolver o governo dos EUA. Não vejo que os EUA, agora, tenham capacidade ou vontade para os refrear. 


Nota 3: Mesmo que as conversações de paz entre o Irão e os EUA cheguem a bom termo, não será possível evitar a crise económica profunda, que já está a fazer estragos.

Nota 4: Por mais que Trump clame vitória, o facto é que ele teve de ceder perante tantos fiascos, nesta guerra.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Resumo crítico da atuação de Trump


A derrocada do poderio imperial pode medir-se de várias maneiras. Mas, uma que me parece ter grande poder de diagnóstico, é a credibilidade do seu líder máximo. Com efeito, nada afeta mais a credibilidade de um líder, do que as reviravoltas, as declarações solenes, a política (não apenas externa, note-se) em direcção contrária às promessas eleitorais. Aqueles que, crédulos, votaram nele, sentem-se defraudados. Sondagens recentes mostram que - mesmo nas hostes «MAGA» - não existe apoio maioritário a Trump. Este conjunto de comportamentos mostra ao mundo uma imagem de incoerência, hesitação, falta de palavra... tudo coisas incompatíveis com a confiança necessária para haver relações diplomáticas normais, e relações comerciais baseadas em vantagens mútuas. 
Não tenho dúvida que, quer nas relações pessoais, quer nas relações de Estado para Estado, não existe estabilidade, quando não se confia que o outro lado se comprometa e respeite a palavra dada. A instabilidade reina. Mas isto é letal para o sistema capitalista, ou para qualquer outro. A consequência, é a impossibilidade de se fazer acordos, de se encetar negócios, de se fazer andar a economia.
Vamos direitos a uma depressão mundial, pois a recessão já está aqui, apesar da media servil aos poderes nos querer convencer do contrário.  

 

sábado, 28 de março de 2026

O FIM DO DÓLAR



 NOTA: A expressão «colapso do dólar» para exprimir o fim da sua hegemonia no comércio mundial e também enquanto divisa de  reserva nos bancos centrais de todo o mundo, pode ser mal entendida. Se a assimilamos a uma condição humana letal, como um «colapso cardíaco», por exemplo, vai parecer um exagero. De facto, a escala do fenómeno é totalmente diferente de episódios da saúde humana. Deveria ser vista como um processo geológico, muito rápido na escala geológica, mas que pode demorar dezenas de anos e cujos prazos de início e de término, são difíceis de estabalecer. O dólar ficou «a descoberto» a partir da declaração de Nixon, em 15 de Agosto de 1971, segundo a qual o dólar US deixava de estar garantido em ouro. O presidente dos EUA invalidava assim unilateralmente o acordo internacional de Bretton Woods de 1944. Nesta ocasião, transformou o dólar e todas as outras divisas, que estavam explicita ou implicitamente adossadas ao dólar, em divisas «fiat».
Desde então, era previsível que esta retirada unilateral fosse fatalmente desembocar numa grande crise, que estamos a viver agora. Ela tem uma componente monetária, financeira, económica, militar e política... Ou seja: é uma «crise sistémica» de primeira grandeza. Mas, já passaram quase 55 anos desde a declaração fatídica de Nixon!




domingo, 22 de março de 2026

MOVIMENTAÇÃO ESTRATÉGICA DO IRÃO CONTRA OS EUA IRÁ MUDAR TUDO





COMPLEMENTO DE INFORMAÇÃO (EXTRAÍDO DE «MOON OF ALAMBAMA»)

 Former ambassador for the UK Chris Murray is onto something when he asserts that Trump’s plan is, and was all along, to utterly destroy and defeat Iran:

The attack on Iran was always planned by Trump. He was not “bounced into it” by Israel. It had been in gestation for months. That fact had been held within a very tight circle to avoid both political opposition and institutional opposition from the US military and intelligence community.

Trump’s naval blockade of Venezuela’s oil has secured a US monopoly of its sale and distribution. As with Iraq, only US-approved contractors can buy the oil and payments are made to a Trump-controlled account in Qatar, from which revenue is given to the Venezuelan government entirely at Trump’s discretion.

This audacious imperialist grab of the world’s largest oil reserve further insulated the USA against the effects of the forthcoming closure of the Strait of Hormuz.

Again, the narrative is being spun that Trump did not foresee the closure of the Strait by Iran. That is plainly a nonsense – every commentary on a potential Iran war for half a century has focused on the Strait of Hormuz. The only possible explanation is that Trump does not mind the closure.

Trump’s thrashing about to articulate objectives for the war in Iran is performative, a blind to cover his true and steadfast objective – simply the annihilation of Iran as a functioning state, the infliction of the maximum amount of death and infrastructural damage, the reduction of Iran to the condition of Libya.

Destruction of Iran on the scale envisaged will take years of hard pounding. Again, it is planned – you don’t ask Congress for an installment of $200 billion for a war you plan to wrap up in a month. Again, Trump’s taunts about having already won, objectives being achieved and about possibly finishing soon, are all just smoke and mirrors. The scale and horror of what is planned for Iran has to be obfuscated to limit a public revulsion that would be echoed in parts of the state apparatus.

Netanyahu yesterday revealed an interesting part of the endgame – construction of an oil pipeline that brings Iran’s oil out to be shipped from a Mediterranean terminal in Israel. That is a breathtakingly audacious plan, but absolutely aligns with Netanyahu’s and Trump’s actions.

Let me encourage you to read Murray’s full argument