segunda-feira, 21 de setembro de 2026
«O MAIS PERIGOSO MOMENTO DESDE A 2ª GUERRA MUNDIAL» por GEORGE GALLOWAY
2 ELEGIAS / 2 COMPOSITORES: FAURÉ E RACHMANINOV [Segundas-f. musiciais, nº76]
[Este apontamento serve como homenagem a Jacqueline du Pré e Seku Kanneh-Mason. A primeira, já desaparecida, padeceu durante muito tempo de doença incapacitante, com a qual a excelente violoncelista teve de lutar durante vários anos. Seku Kanneh, é um fenómeno de maturidade precoce na arte de interpretar o reportório mais exigente do violoncelo. O seu sucesso estrondoso é bem merecido.]
Élégie de Gabriel Fauré; piano et violoncelle
Violoncelle: Jacqueline Du Pré et piano: Gerald Moore
Élégie de Sergei Rachmaninov; piano et violoncelle
Violoncelle: Sheku Kanneh-Mason
https://www.youtube.com/watch?v=yJZsfIxUGFgsábado, 19 de setembro de 2026
NA REALIDADE, NÃO EXISTE ESCASSEZ DE DINHEIRO
Na realidade, não existe escassez de dinheiro*. Mesmo que se queira reservar o termo «dinheiro» para o ouro e a prata, os metais monetários. É preciso as pessoas perderem a visão «fétiche» sobre o que é o dinheiro. Essencialmente, um meio pelo o qual podem trocar mercadorias e serviços; é também um meio de acumulação de capital.
No caso da função de intermediário nas trocas, ele desempenha o seu papel, desde que haja acordo de compradores e vendedores em relação ao valor efetivo desse dinheiro. As unidades podem ser arbitrárias, o seu valor unitário (o seu valor efetivo) pode variar muitíssimo.
Quanto à função de acumulação de capital, como «dinheiro- papel», o seu desempenho é realmente insatisfatório. O dinheiro depositado numa conta a prazo vai perdendo o seu valor real, apesar de aumentar nominalmente. Os banqueiros organizaram seu negócio para que o depositante nunca (ou muito raramente) obtenha um lucro real pelo seu depósito em dinheiro, na instituição bancária. O dinheiro-papel pode também ser aplicado em ativos financeiros, ações, obrigações, derivados... mas, o risco de perder tudo ou parte do capital acumulado é, muitas vezes, maior que o lucro que tais investimentos possam trazer. Em todo o caso, o cálculo de rentabilidade destas aplicações financeiras do dinheiro é particularmente difícil, pois ninguém tem «uma bola de cristal» para saber, daqui a um ano ou mais, de quanto esse ativo financeiro entretanto se valorizou, ou desvalorizou. Além de que existe a incógnita da taxa de inflação futura, no país ou países, onde tais investimentos foram efetuados.
Uma taxa de lucro «bruto» de 10%, será um resultado excelente numa economia com valores de inflação próximos de zero; porém, numa economia com inflação de 20%, o lucro nominal de 10% transforma-se em perda real de -10%!
Não existe solução simples e matemática para o sistema monetário. Tem sido proposto que uma unidade internacional tenha apoio em matérias-primas, ou metais preciosos, ou rendimentos industriais, etc. Esta nova divisa internacional poderia substituir o deplorável sistema «fiat» que reina há mais de 60 anos. No ano de 1971, o Presidente Nixon declarou o não cumprimento dos Acordos de Bretton Woods, fazendo do dólar uma divisa destinada a ser inflacionada (visto não haver nada de concreto para sustentar o seu valor) e, por arrastamento, a enorme quantidade de divisas que estavam indexadas ao dólar.
Tenho pleno conhecimento do debate sobre «desdolarização» e substituição por novo sistema monetário internacional, de forma a que a unidade de troca seja «ancorada» ao ouro (ou a um cabaz de matérias-primas). Eu próprio me deixei entusiasmar por tal «solução», numa primeira fase. Porém, a capacidade humana em distorcer, ocultar e enganar, não estaria - com certeza - abolida: Logicamente, haveria dirigentes com habilidade e poucos escrúpulos, para conseguir obter o controlo e as vantagens inerentes desse tal novo sistema monetário.
Eu tenho advogado, desde há algum tempo, que as unidades monetárias se confundissem com as unidades de energia: Sendo assim, um montante desse dinheiro (um preço), seria a promessa de receber uma dada quantidade de energia. Todos os países e pessoas precisam de energia nas diversas atividades: Seria claro, transparente e universal, aquilo que estávamos a dar ou receber, aquando de troca envolvendo dinheiro/unidade de energia.
Tal esquema acima talvez não seja viável por razões políticas; porém, é muito viável em termos práticos. Se houvesse vontade, podia-se organizar a contabilidade em termos de equivalentes energéticos. Por exemplo, nas trocas internacionais, seria muito fácil converter as unidades monetárias, em quantidades de energia (nas unidades do sistema internacional, S. I., por exemplo), que poderiam corresponder a petróleo, gás, ou eletricidade (gerada de diversas maneiras...). O balanço energético teria muito maior significado que a balança de pagamentos numa divisa (em dólares ou noutra qualquer).
Hoje em dia, no momento em que todo o comércio internacional, toda a economia, estão informatizados, a necessidade de uma determinada divisa internacional se destinar a pagamentos e trocas, deixa de existir. O cálculo das trocas comerciais e doutros valores, numa certa moeda perdeu muito do seu interesse prático; basta uma calculadora de bolso com função conversora para - instantaneamente - calcular a equivalência de uma soma numa moeda A, noutra B.
O problema que coloca a existência de certa moeda de reserva para as trocas internacionais é outro: Há potencialidade do país (ou conjunto de países) que emite(m) essa moeda, abusar(em) do seu privilégio. Nós temos verificado esse comportamento, ao longo de vários decénios, pelos EUA e não há qualquer garantia de que outra entidade, nacional ou supranacional, que venha a substituir o US dollar , se comporte de modo impecável! Daí que a emissão de dinheiro correspondente a um «vale-energia» faça todo o sentido e seja quase impossível haver fraude, se tal emissão não estiver em mãos de um país, mas for universalmente supervisionada.
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*) Não existe escassez de dinheiro porque este é colocado em circulação, de acordo com os interesses das grandes corporações e dos magnates bilionários.
A "escassez" (artificial) manifesta-se nos 90% da população, que dependem do trabalho para sobreviver. A abundância de recursos dos muito ricos, se fosse distribuída, daria para todos terem uma vida decente. Mas, isso é o que a oligarquia não quer, pois iria retirar-lhe poder, mesmo que ela continuasse com a sua vida de luxo.
O sistema monetário, tal como existe, não é de modo nenhum neutro; está concebido para perpetuar e proteger a riqueza dos muito ricos .
CHRIS HEDGES: Sobre o império dos EUA, seu narcisismo e psicopatia
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
A EXUBERÂNCIA DOS NOVOS RICOS NA CHINA «COMUNISTA»
Atribui-se a Deng Xiao Ping a seuinte frase: " Enriquecer é virtuoso!"
COMO SE MANIPULA A DEMOCRACIA
Mais do que a alienação pelo trabalho, pelo desporto, pelo jogo, pelo sexo, pelas drogas... a indiferença social alastra com grande velocidade.
Quando eu era criança havia indiferença social, com certeza. Mas, as pessoas «bem-pensantes» escandalizavam-se quando viam ou liam num jornal, que uma criança foi maltratada, que um pobre foi assassinado em plena rua, etc... Hoje em dia, a quantidade de factos deste género é de tal maneira avassaladora, que é impossível uma pessoa guardar um sentimento genuíno de aversão pelas cenas revoltantes, de se indignar e exigir justiça, ou que vá em socorro da vítima. Sobretudo, é impossível pelo facto de se estar banhado numa sociedade indiferente, cínica, que olha para o outro lado, como se tal cena não tivesse nada que ver connosco.
A sociedade massificada, implica um comportamento massificado. As pessoas são «ensinadas» ou condicionadas a apenas reagir quando certos «sinais desencadeadores» surgem: Por exemplo uma celebridade do espectáculo ou do desporto (ou outra...) a participar ativamente numa marcha, ou num «clip» transmitido na tv ou no telemóvel...
Poucas pessoas se apercebem da extensão do medo social que impera nas nossas sociedades. Mas, um caso paradigmático é da monstruosa campanha do COVID, a maneira como os poderes se auto-designaram como «salvadores», à custa de um generalizado estado de sítio, uma repressão arbitrária, uma violenta e totalitária exclusão das vozes dissidentes, mesmo quando (ou sobretudo quando) estas vozes pertenciam aos mais credenciados especialistas da biologia e medicina. Foi tão violenta esta campanha de «psyop» (psychological operation), que um número considerável dos que se ergueram e denunciaram as sucessivas fraudes, foram arredados sumariamente dos empregos, foram ostracizados, excluídos de qualquer meio de defesa. Os meios da «justiça» apareceram claramente como inadequados, incapazes de pôr um travão (mesmo que o quisessem) à catadupa de ilegalidades do poder. O poder de Estado não estava só: Era serventuário de poderes corporativos, as grandes farmacêuticas, mas também sectores das profissões médicas, que rasgaram o juramento de Hipócrates, que supostamente deveriam reger sua ética, para alcançarem o beneplácito do poder político, via sua vedetização mediática.
O ato seguinte foi a campanha de provocações dos países da OTAN contra a Rússia, que começou durante o golpe do chamado EuroMaidan (em Kiev) e culminou com o derrube violento de um governo legítimo, democraticamente eleito, colocando no poder revanchistas, gente com ódio por tudo o que fosse russo; estes puseram Stepan Bandera num altar e fabricaram um «santo», dum indivíduo que participou pessoalmente, durante a IIª Guerra Mundial, nos massacres organizados durante a invasão alemã da Polónia e da Ucrânia soviética, de muitos milhares de polacos, de judeus e de russos.
Neste contexto, a burguesia dominante nas instituições europeias, fez discretamente sinais de apoio. O regime que violou os princípios da própria UE e da ONU, foi insensado em todas as capitais europeias, como se fosse o «regresso da democracia à Ucrânia». Nesse mesmo momento - e refiro-me ao antes de 2022 e da invasão russa - era perfeitamente evidente que os políticos e cidadãos comuns que não se conformavam com a «Ordem Nova» instaurada na Ucrânia, eram perseguidos, agredidos, presos, forçados ao exílio. Tudo o que a imprensa ocidental - nessa altura - relatava sobre Batalhões AZOV e outras milícias da extrema-direita era pouco, mas esse pouco era suficiente para que as pessoas vissem a realidade.
Mas, a propaganda, nos nossos dias tem a particularidade de conseguir que a imensa maioria das pessoas se contente com a «selecção» e «gestão» dos factos que os media corporativos lhes forneçam. Os que não cedem à propaganda, são uma minoria e nessa minoria, poucos levam a cabo o trabalho de investigação pessoal, passando as opiniões ao crivo do seu espírito crítico e confrontando fontes diversas sobre as notícias. Por isso, a principal força do lado da OTAN é a massiva colaboração da media corporativa. Só ela conseguiria manter, ano após ano, o mito «do corajoso Zelensky e seu governo», o lado dos «bons», dos patriotas ucranianos, contra os maus dos russos, que «invadiram sem provocação prévia» uma parte do território da Ucrânia. Mas não dizem (não ignoravam...) que a população russa dos Oblasts do Leste da Ucrânia (Lugansk e Donetsk) tinha sido sujeita a uma guerra de desgaste pelo exército ucraniano, enviando quotidianamente bombas e mísseis para os centros urbanos populosos, durante os anos 2014-2021. Além disso tinha-se o exército ucraniano concentrado em Janeiro de 2022 com as melhores divisões, para efetuar uma incursão massiça destinada a aniquilar qualquer resistência. Foram pelo menos 14 mil civis, os mortos pelas bombas ucranianas, nesses territórios maioritariamente russófonos. A OSCE deu conta das atividades bélicas nos anos anteriores a 2022 e, portanto, os meios criminosos e genocidas usados pelo governo de Kiev, eram do conhecimento tanto os governantes da UE, como as redações dos media.
A política tem sido transformada num desesperante combate desigual, em que os senhores do momento podem fazer a lei, não através de um consenso resultante de debate franco, com os eleitores e com participação aberta de forças políticas rivais. O processo político está viciado à partida, pois os órgãos de comunicação principais (os canais de televisão, sobretudo) estão transformados em câmara de eco dos interesses corporativos. Estes, por sua vez, decidem quem são os que vão ganhar as eleições: Graças às suas doações, às diretivas para os media que eles controlam, graças a um sem fim de conivências no tecido governamental e empresarial... Assim, «anulam» ou «encolhem» na perceção do público, as soluções que apresentam outras forças políticas. O público é muito condicionado, embora não se aperceba, pela chamada «dinâmica de vitória», se lhes parece que existe (pode ser verdade, ou não) uma maioria que vai votar num partido X, há uma percentagem dos eleitores que antes se teria abstido ou que votaria noutros partidos, que acaba por dar seu voto à força «vencedora».
De qualquer maneira, aquilo que é o discurso corrente dos partidos nos períodos pré-eleitorais e eleitorais não tem nada que ver, no essencial, com o verdadeiro programa de governo, se um desses partidos ganhar as eleições. As campanhas eleitorais foram sempre muito pouco propícias para o esclarecimento da cidadania sobre as diversas opções em jogo. Porém, agora, o discurso político é propositamente confuso, ocultando as reais intenções dos candidatos.
A partir do momento em que se instaurou o sufrágio universal, nos países da Europa Ocidental e da América do Norte, principalmente, punha-se a questão para a classe dirigente, de exercer continuamente o seu domínio, sem ter que - periodicamente - instaurar ditaduras, o que acabaria por dessacralizar a «vaca sagrada» da «democracia liberal». Assim, com a peritagem de homens como Edward Bernays e muitos outros, instaurou-se uma ordem onde o público era mantido numa ficção permanente. Ficção de que o «soberano» era o povo, que ditava com a sua vontade as leis e orientações do governo. Ingénuo e vaidoso, desde que elogiado nos discursos que gostava de ouvir, o público caíria na esparrela facilmente, votando no partido designado pela elite do dinheiro, que decidiria qual o próximo governo. Portanto, o poder continuava nas mãos duma pequena minoria, da oligarquia, mas com a aparência do governo e decisões serem a expressão da vontade dos votantes. Nada melhor, para os verdadeiros detentores do poder, desde que eles conseguissem fazer este jogo suficientemente bem para que o povo não duvidasse.
Além disso, a existência de eleições «livres» fazem com que o governo, a sua ação e as leis emanadas do parlamento, te implicam a ti, cidadão eleitor: As decisões importantes seriam - no fundo - resultantes do «jogo democrático»: «Ou tu estiveste de acordo, porque votaste no partido agora no poder, ou , caso tenhas votado contra, deves ter a honestidade e o «fair-play» de deixar os outros governar, visto que as eleições foram «limpas». É esta a sofística da chamada democracia, não da democracia dos gregos da antiguidade, nem a dos «sans-culottes» da revolução francesa.
Aquilo que é mais nojento e que todos os políticos do sistema sabem bem é que - de facto - os eleitores não têm absolutamente nenhuma ideia sobre a personalidade dos que eles são convidados a eleger; não sabem também qual o real programa de governo, aquele que entrará em vigor se o partido que eles «escolheram» ganhar as eleições. Também não existe, de modo legal, procedimento de retirar dos seus lugares aqueles governantes ou deputados, que tiverem um comportamento muito diferente do que prometeram, ou por incompetência, ou por venalidade, ou por perfídia...
Infelizmente, a imensa maioria das pessoas está convencida que «isto» que têm à sua frente é «democracia» e que não existe nada mais... Ou então, que será uma variante de um regime totalitário. É muito difícil exercer uma pedagogia no sentido de esclarecer o povo. Seria necessário instaurar-se (ou restaurar-se) associações de várias finalidades - associações sindicais; cooperativas; culturais; desportivas - que fossem locais onde se pudesse exercer uma forma diferente da democracia, a democracia direta. Depois, esta prática continuada poderia desembocar no exercício de formas de democracia direta em municípios e regiões. Não creio que este progressivo alastrar da democracia direta ou de base, fosse logo capaz de destronar a falsa democracia, baseada na fraude e na corrupção a todos os níveis. Mas, por outro lado, também não é com «tomadas do poder» do tipo bolchevique, ou outras, que uma sociedade pode encetar o caminho para mais democracia.
Penso que um sistema onde os eleitores tiverem efetivos mecanismos para destituir ou fazer caducar o mandato de algum eleito, se ele não estiver a agir e votar de acordo com o mandato pelo qual concorreu, seria um bom princípio, porque iria introduzir a responsabilidade política efetiva nos eleitos perante os seus eleitores.
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
terça-feira, 15 de setembro de 2026
A BOMBA QUE CHEGOU NO TEMPO PREVISTO [POR THOMAS KARAT]
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
V. VYSOTSKY & B. DYLAN - Concerto em Moscovo, 2025 [Segundas-f. Musicais nº75]
UM CONCERTO* no Centro Americano de Moscovo
Estes dois bardos, que se tornaram célebres e foram uma luz de esperança para a juventude de seus países respectivos, tiveram tempos de vida muito diferentes:
Bob Dylan, está vivo e com saúde suficiente para dar concertos e fazer tournées.
Vladimir Vysotsky morreu em 1980, com apenas 42 anos. Mas sua memória eternizou-se. Há artistas, profissionais ou amadores, que continuam a cantar as suas canções, passados 45 anos da sua morte.
*)
https://www.youtube.com/live/FGlSl8Lb5KM?si=ePNowMzqPVYxb_oy
domingo, 13 de setembro de 2026
Bob Dylan - The Other Side of the Mirror (Live at the Newport Folk Festival 1963-1965)
Gravações das intervenções de Bob Dylan em festivais de Newport (1963-1965)
Conceito de "TERRAS RARAS" é falso!
Seria melhor aplicar-se o conceito de "fator limitante" industrial:
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
REVIVER TERRA AGRÍCOLA
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
COMO VAI SER, QUANDO A BOLHA DA IA REBENTAR?
Esta bolha, quando rebentar, vai transformar-se em monumentais perdas para os grandes investidores, mas também para os fundos de pensões, os pequenos investidores nas bolsas e os Estados ocidentais, que investiram, direta ou indiretamente, muito nesta miragem.
Mas, nós sabemos que os povos, os seus dirigentes e as instituições de maior prestígio, estão sempre dispostas a acreditar numa miragem, se ela vier reforçar os seus preconceitos. Neste caso, trata-se do preconceito da potência dos sistemas computorizados, em que a estocagem de dados atinge números astronómicos e que - graças a esse gigantismo - os sistemas informáticos vão se tornar «inteligentes», em suma: que a «quantidade vai-se transformar em qualidade».
Reencontramos aqui um estribilho, que esteve muito na moda, quando mais ou menos todos no Ocidente, ou eram marxistas ou eram influenciados por tal culto.
Assim, a crença na «magia da Internet» provocou a bolha dos «dot.com», as empresas que apenas tinham um nome e praticamente nenhum capital, que não geravam nem um centavo de rendimento, mas foram introduzidas em bolsa, na viragem do século (por volta do ano 2000).
Algo completamente louco foi a febre holandesa dos bolbos de túlipa: Também eles, objectos de grande especulação. Foram modelo para uma bolsa de bens «sólidos», ou de «bolsas de matérias-primas». Mas foi - sobretudo - uma lição para muitos capitalistas holandeses do século XVII; para serem mais comedidos e não embarcarem logo na primeira moda, gerada pelo entusiasmo das multidões.
Teríamos de escrever uma obra espessa, com vários volumes, para descrever todas as fantasias e falcatruas, que precipitaram países poderosos - como a França do início do Séc. XVIII - na ruína ou que estiveram na base da construção de grandes fortunas, como a dos Rothchilds: Graças a redes de informadores fidedignos, eles sabiam realmente o que se passava no Mundo e lançavam os boatos em Londres, Paris ou Berlim, consoante, para obterem o desejado efeito de pânico.
Não sei ao certo como vai rebentar, mas tenho a certeza que a IA vai pelo mesmo caminho que as bolhas financeiras do passado; o montante das somas investidas vai fazer rebentar esta bolha; será um acontecimento financeiro de primeira grandeza, com repercussões económicas comparáveis às que outros acontecimentos análogos tiveram.
A HISTÓRIA VERDADEIRA DOS RAPA NUI, DA ILHA DE PÁSCOA
A história da Ilha de Páscoa e da sua população originária, que nos foi vendida (e popularizada pelo geógrafo Jared Diamond) é a dum crescimento exponencial da população, seguida pelo abate indiscriminado da floresta, implicando uma quebra da capacidade de auto-sustento, agravadas por guerras entre grupos rivais, conduzindo à quase extinção deste povo.
Mas, as evidências arqueológicas contemporâneas, os cientistas que foram ver e avaliar in situ a verosimilhança da versão acima resumida, negam praticamente tudo dessa narrativa. Esta arqueologia contemporânea tem evidências que suportam uma história completamente diferente e muito mais optimista que a versão divulgada ao longo de vários decénios.
Veja o documentário, pois ele está cheio de factos novos e interessantes sobre este povo fantástico, os Rapa Nui.
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
QUANDO EU FUI JOVEM [OPUS, VOL.IV ; MANUEL BANET]
Noutra vida, quando eu fui jovem
Todas as experiências descarrilaram
Por mais que eu me empenhasse
Estava condenado a viver em sonho
E a sonhar a vida; e os anos passando
Mas as experiências ficaram e pesaram
De nada serve lamentar os percursos
Eles foram condicionar quem eu sou
Em vão me revolto, quando recordo
Não serve de nada leccionar o passado
Pelo menos, ficou-me algo desses anos
Ao certo, não sei o quê; uma condenação
Sem apelo, que arrasto: É como a marca
Vincada no corpo e nada a pode apagar.
Na segunda metade da minha vida,
Tenho-me dedicado a viver o destino
Sem demasiado sofrer. Nem alegre nem triste.
Sou o conglomerado de demasiados eus
Não os consigo distinguir nem avaliar
São uma multidão sempre à espera que eu
Lhes abra a porta, por vezes conseguindo
Ultrapassá-la, mas não lhes dou refúgio
Seria demasiado estúpido!
Felizmente, o mundo exterior chama sempre
De sua voz imperativa, quando esboço
Uma absurda procura dentro das casas
Obscuras do passado.
Tenho a luz do Sol
Ou luzes interiores que me indicam
Os caminhos; por mais estranhos que
Sejam, sempre me conduzem
A algum lado.
Não irei medir os passos
Mas sou capaz de , num olhar, ver
O que já foi percorrido.
E, nem orgulhoso, nem insatisfeito,
Vou continuando por serras e planícies
Até encontrar aquele portal , sem medo
Atravessando
E tudo o que foram preocupações
E afetos de vivente, depositarei
À entrada...
AS BORBOLETAS RECORDAM-SE DO QUE VIVERAM COMO LAGARTAS...Demonstrado por uma criança!
terça-feira, 8 de setembro de 2026
ENTREVISTA COM SHAUN REIN por George Galloway
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
PROPAGANDA 21[n°32] Monstruoso ato do 11 de Setembro 2001 (Thierry Meyssan)
Tschaikovsky: concerto para piano e orquestra n°1 [Segundas-f. musicais n°74]
Este concerto para piano é justamente um ponto alto na criatividade do compositor russo.
Tudo nele soa grandioso, como um sopro de heroísmo que estivesse presente inspirando a composição.
A orquestra realiza um verdadeiro diálogo com o piano. Este, por sua vez, aborda a matéria sonora com um sentido orquestral, preenchendo o espectro sonoro com os seus acordes. Mas, existe o contraste com passagens mais subtis, que não nos deixam um instante desatentos. É tão forte esta energia telúrica, que nos prende do princípio ao fim. Mesmo quando conhecemos muito bem a obra, somos atraídos pela sucessão de melodias e pelas surpresas que ligam entre si os diversos momentos: uns temas apresentam-se num naipe de instrumentos, para logo depois serem base de variação ao piano.
Há passagens que me soam muito atuais. Têm qualquer coisa de "jazzístico", muito antes da existência do próprio jazz.
Talvez nos pareça muito «clássico» aos nossos ouvidos: Porém, neste concerto, Tschaikovski rompe com o molde clássico da «forma sonata» e deixa fluir vibrante uma música animicamente romântica, mas já pós-romântica no tratamento dos temas e na orquestração.
A força que se desprende de todo este aparato musical, coloca este concerto entre os melhores que foram escritos em três séculos de literatura para o piano.
...................
PATRICK HAHN E A ORQUESTRA FILARMÓNICA DE ISTAMBUL COM OLGA SCHEPS, SOLISTA, NUM FANTÁSTICO ESPECTÁCULO AO VIVO, EM 2022.
PS: Música religiosa a capella: Salmos e Vésperas
domingo, 6 de setembro de 2026
DOCUMENTÁRIO PBS: MOVIMENTO NAZI NOS EUA, NOS ANOS 1930
Este documentário foi feito pelo canal público PBS.
Algumas anotações:
- O Klu-Klux-Klan tinha uma enorme influência.
- O anti-semitismo e o racismo contra os negros, tinham grandes sponsors, como Henry Ford (autor de «The International Jew»).
- O eugenismo era adoptado por grande parte da oligarquia; era baseado na «necessidade» de evitar a propagação de «raças inferiores» ou «doenças», mesmo as que eram obviamente adquiridas e não genéticas: Muitas pessoas foram forçadamente esterilizadas dentro deste contexto.
- O fascismo foi promovido na Europa para contrariar o comunismo.
Tudo isto e muito mais é mantido escondido das pessoas, de um lado e do outro do Atlântico.
As pessoas têm uma visão não apenas esquemática, mas errónea do movimento fascista internacional e do que ele representava; que interesses se escondiam por detrás das suas figuras de proa; quem os financiava; sobretudo, não fazem a mínima ideia do que seriam o presente e o futuro, se os fascistas tivessem triunfado na IIª Guerra Mundial.
sábado, 5 de setembro de 2026
QUESTÕES NÃO PERGUNTADAS, Dmitri Orlov
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