A Holanda no Século XXI
sábado, 14 de fevereiro de 2026
sexta-feira, 19 de dezembro de 2025
sábado, 13 de dezembro de 2025
Alemanha: O suicídio
O Erro de 500 mil mihões $ (A armadilha da Energia Verde)
terça-feira, 22 de julho de 2025
Jack Ma: «RÚSSIA E CHINA ADIANTAM-SE FACE À OTAN»
Why watch this:
quinta-feira, 17 de abril de 2025
quinta-feira, 5 de setembro de 2024
SISTEMA ENERGÉTICO E SISTEMA MONETÁRIO
domingo, 2 de junho de 2024
ASCENÇÃO ECONÓMICA DA CHINA E OS DESENVOLVIMENTOS DOS BRICS
Se tivesse de escolher a entrevista mais esclarecedora sobre a China e o seu papel na nova arquitetura internacional durante estes últimos tempos, esta seria provavelmente entrevista acima, a escolhida.
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024
PSICOLOGIA DO DINHEIRO
---------------
(*)CANÇÃO DO MERCADOR
(letra de B. Brecht; trad. 1974)
Há arroz lá no fundo ao pé do rio
Nas províncias altas as gentes precisam de arroz
Se guardamos o arroz em armazém
O arroz irá tornar-se mais caro para eles
E os revendedores terão ainda menos arroz
Então poderei comprar o arroz ainda mais barato
O que é afinal o arroz?
Sei lá, sei lá o que é!
Sei lá quem o sabe!
Não sei o que é um grão de arroz
Só sei o seu preço
O Inverno chega, as pessoas precisam de agasalhos
É preciso comprar algodão
E não o distribuir
Quando chega o frio os agasalhos aumentam de preço
As fiações de algodão
Pagam salários mais altos
Aliás há algodão em excesso
Em boa verdade o que é o algodão?
Algodão, sei lá o que é!
Sei lá quem o sabe!
Não sei o que é o algodão
Só sei o seu preço
Ora o homem precisa de comer
E o homem torna-se mais caro
Para obter alimento são precisos homens
Os cozinheiros tornam a comida mais barata
Mas aqueles que a comem tornam-na mais cara
Aliás há muito poucos homens
O que é então um homem?
O homem, sei lá o que possa ser!
Sei lá quem o sabe!
Não sei o que é um homem
Só sei o seu preço
quinta-feira, 12 de outubro de 2023
CRÓNICA (Nº17) DA IIIª GUERRA MUNDIAL: QUALQUER QUE SEJA O SEU RESULTADO ...
... NO IMEDIATO, O SISTEMA ECONÓMICO E FINANCEIRO MUNDIAL irá sofrer um grande abalo; o «Cisne Negro» tão falado.
Embora a situação estivesse a ser incubada desde há alguns anos, com a deriva direitista e fundamentalista do governo de Israel, «punindo» os árabes, fazendo incursões constantes na esplanada das mesquitas, em Jerusalém, incluindo no interior da mais importante, a mesquita de Al-Aqsa.
O propósito dos sionistas é (desde o princípio da proclamação do Estado de Israel e mesmo antes) expulsar o máximo de árabes, de forma a que o território da Palestina seja exclusivamente povoado por judeus. Este é o seu objetivo declarado. Porém, o mundo árabe está cada vez mais saturado da arrogância do Estado de Israel e compreende que as nações árabes estão em vantagem, se houver unidade entre elas. Mas, quanto às consequências desta guerra, qualquer que seja o seu desfecho, sempre trágico para as vítimas civis palestinianas e israelitas, estas são totalmente previsíveis:
- Uma subida do preço internacional do petróleo
- O acentuar da fratura do mundo em dois blocos assimétricos: o chamado Ocidente, ainda com a maioria do capital financeiro, mas com uma minoria populacional; e os países do Sul, cada vez mais próximos dos BRICS e do eixo Moscovo-Pequim- Teerão
- Um acentuar da inflação alimentar, sobretudo no Terceiro Mundo, e sua maior dependência das exportações de cereais da Rússia. Um aprofundar das relações recíprocas dos países dos BRICS+ e dos países candidatos, ou com boas relações com aqueles.
- A venda, em maior quantidade, de bonds do Tesouro dos EUA, que funcionam como a forma habitual de armazenamento dos dólares, pelos diversos países (a chamada de-dolarização). Estes bonds acabam por ser adquiridos pelo próprio Tesouro dos EUA e/ou pelo Banco central, a Fed, chegando-se rapidamente a uma situação como no Japão; o banco central japonês é o único comprador de bonds do governo.
- A inflação também vai ser maior nos EUA (e restantes países da OTAN). A capacidade dos EUA exportarem a inflação, como o fizeram até agora, vai estar diminuída.
- Vai haver aceleração das trocas comerciais entre países, não usando o dólar. Até agora estavam estes intercâmbios limitados aos países dos BRICS e a outros, sujeitos a sanções brutais pelos EUA. Agora, vai haver muito mais trocas comerciais usando as divisas dos países respetivos e os défices na balança de transações serão compensados por transferências de ouro.
- A crise será mundial e múltipla (económica, financeira, monetária, política e social): Nenhum país ou conjunto de países, sairá vencedor. No entanto, os países que têm algo de sólido a oferecer, como matérias-primas ou produtos industriais, vão sofrer relativamente menos do que os que se financeirizaram, ao longo dos últimos 30 a 40 anos. Estes (EUA, Europa ocidental) já não são viáveis sem a drenagem constante de energia, matérias-primas e força de trabalho dos países do Terceiro Mundo.
-Se não houver escalada nesta guerra, que desembocaria fatalmente no uso de armamento nuclear numa fase ou noutra da mesma, o Mundo irá transitar para nova configuração geopolítica, a multipolaridade, o que não significa igualdade entre as nações, mas abre a possibilidade dos mais fracos jogarem com várias hipóteses de alianças.
quinta-feira, 6 de julho de 2023
PRIGOZHIN E A SECUNDARIZAÇÃO DA EUROPA por Alastair Crooke
O artigo abaixo, de Alastair Crooke vale a pena ser lido na íntegra:
https://strategic-culture.org/news/2023/07/03/prigozhin-and-the-diminishment-of-europe/
Traduzi algumas frases em português, abaixo, para dar aos leitores uma ideia do seu conteúdo. Porém, tem muito mais reflexões interessantes:
A Europa, em resumo, colocou-se a si própria como vassala – uma vassala voluntária e submissa. Quando a UE seguiu os EUA e adotou as sanções contra a Rússia, os líderes da UE anteciparam um rápido colapso financeiro da Rússia. Estavam enganados. Quando a UE - sem cuidar dos seus interesses próprios - negou a si mesma a compra de combustíveis russos, calcularam que a Rússia não conseguiria aguentar-se economicamente - na ausência do mercado da UE - e que iria capitular rapidamente. Estavam enganados. Quando a OTAN lançou a guerra sobre a Rússia (via Ucrânia), a UE esperava a rápida derrota das forças russas e das milícias do Don. Estavam enganados. Quando Prigozhin desencadeou a sua 'insurreição', os líderes da UE esperaram ansiosos que se seguisse uma imediata guerra civil. De novo, estavam enganados.
Agora, a UE encontra-se arramada a sanções, sem fim à vista, contra a Rússia (e com sanções contra a China a seguir); um subsídio eterno a Kiev; um eterno ciclo da militarismo da OTAN; e uma economia em vias de desindustrialização, elevados custos energéticos e dificuldades de abastecimento.
sábado, 8 de abril de 2023
QUE ESCOLHAS TEM A EUROPA? MUNDO MULTIPOLAR É DO INTERESSE DA EUROPA
Eurodeputada CLARE DALY:
https://www.youtube.com/watch?v=F5tZ9HS387k
sexta-feira, 13 de janeiro de 2023
CRÓNICA (Nº11) DA III GUERRA MUNDIAL: EUROPA NA ENCRUZILHADA
Ao Imperador do Ocidente e à sua corte americana, só lhes interessa uma Europa submissa. Têm um conjunto de vassalos, os quais têm de vigiar e manter alinhados, nessa «prisão dos povos» que se designa por OTAN.
A perversidade da classe dirigente dos EUA pode ser ilustrada pelas medidas que tomaram para reerguer a indústria americana: Os planos implicam claramente tornar a indústria europeia não-competitiva, proibindo-a de comerciar com a Rússia, obrigando-a a fazer a (súbita) reconversão para uma economia de guerra, a suportar todo o esforço humanitário desde quase há um ano, a enorme vaga de refugiados, para os quais não há possibilidade real de integração, e cuja permanência nos países da Europa Ocidental se prevê não seja transitória, perante uma Ucrânia em ruínas, despovoada e falida.
Para completar o quadro, os europeus estão destinados a comprar petróleo e gás ao preço de mercado, enquanto outros países, competidores industriais (China, Índia e outros participantes nas Novas Rotas da Seda) têm o fornecimento garantido pela Rússia, pelo Irão e pela Venezuela, com um grande desconto (30% abaixo do preço de mercado), da energia de que necessitam.
A Europa vai encontrar-se, a breve trecho, sem capacidade de competição industrial: não só no que toca à energia, também na ausência de acesso a matérias-primas industriais. Além disso, cada vez mais com uma população envelhecida e onde os trabalhos mais duros mas indispensáveis, têm sido feitos graças a sucessivas ondas de trabalhadores imigrantes.
Os países europeus ocidentais ficam destinados a serem como uma espécie de «museu vivo» com «parques temáticos» dos séculos passados. O turismo e atividades conexas serão fonte de emprego (direto ou indireto) para dois terços da população. O restante terço da população ativa, será «convidado» a emigrar ou integrará o aparato repressivo (polícia, exército, vigilância).
Note-se que nos EUA se sabe quando o reino da abundância do petróleo/gás de xisto chega ao fim. Quando estiverem perto desse ponto, o governo dos EUA irá garantir que o consumo interno tenha a prioridade. Os europeus, que se forneçam de gás e petróleo noutro sítio!
Provavelmente, serão fortemente pressionados a abrir poços nas regiões xistosas europeias, para daí extraírem petróleo e gás. Ou então, vão tentar funcionar à base de energias «renováveis», ou seja, intermitentes. «Fantástico», dirão os «ecologistas da treta» mas - entretanto - a Europa reverteu a um modo de vida «medievo»: Isso não prejudica o «realismo» das «Euro- Disney» que se irão multiplicar como cogumelos.
É tudo uma questão de opção: ou os europeus, como carneiros, vão seguir a classe política narcísica, que prefere enterrar os seus povos num futuro de subdesenvolvimento e dependência, ou abrem os olhos, deixam de ficar hipnotizados, cheios de medo e sacodem o jugo.
O futuro está em aberto: Se as pessoas quiserem, podem inviabilizar o cenário acima traçado. Ainda vão a tempo. Mas, têm de abandonar as ilusões da viciosa propaganda dos governos, dos partidos de poder e de toda a media corporativa, que mantêm os povos numa espécie de estado infantil.
terça-feira, 20 de dezembro de 2022
ENTREVISTA COM O PROF. MICHAEL HUDSON (PARTE II)
sábado, 3 de dezembro de 2022
GENOCÍDIO E ECOCÍDIO PODEM TER COR VERDE !
Authored by J.Kim via the skwealthacademy substack newsletter
[Abaixo, um excerto de artigo de J. Kim, um autor que eu muito prezo, porque suas opiniões não são enviesadas por interesses escondidos]
« Depreende-se que a corrida para aumentar a proporção de fontes de energia ditas «alternativas» mas que - na realidade - são extremamente pouco eficazes, revela que os responsáveis por estas políticas têm uma agenda escondida de aumento estratosférico dos custos energéticos. Analisando o quadro abaixo (1), é claro que a energia solar tem menos de 27% da capacidade da energia nuclear e que a energia eólica possui menos de 40% da capacidade do nuclear.
Mas, o que é a capacidade? A capacidade é o desempenho operacional por unidade de tempo de uma fonte energética. Assim, se o nuclear pode produzir cerca de 3 x a capacidade do solar, e 2.6 x a capacidade das eólicas, então é claro que estas soluções ditas «verdes», são muito ineficazes em comparação com o nuclear.
Qualquer política que promova estas soluções ditas «verdes» (solar e eólica) sobre o nuclear está, na realidade, a promover massivamente a ineficiência nas fontes de energia dessa nação. »
(1) Quadro dos fatores de capacidade das fontes de energia (dados de 2020)







