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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

China lança sanções perante armamento de Taiwan pelos EUA





 O prof. Jeffrey Sachs detalha as sanções aplicadas por Pequim em retorsão pelo fornecimento de armamento sofisticado no valor de 11 mil milhões (11 «billions» em inglês) de dólares, que serão aprovados em breve pelo congresso dos EUA. 
Taiwan é um assunto de importância vital para a China. É parte integrante da China, mas alberga - desde 1949 - um regime protegido, em grande medida, pela intervenção americana, desde a guerra civil chinesa, do lado de Chian Kai-shek, o líder dos nacionalistas chineses. 
As tropas nacionalistas foram derrotadas na China continental. A Marinha americana ( que tinha então uma força hegemónica nos mares da China) transportou-as para Taiwan. O Kuomintang ocupou a ilha e durante dezenas de anos foram considerados os representantes legais de toda a China, a «República da China», enquanto a China Popular de Mao Tse Tung, não tinha representação nos foros internacionais, dominados pelos americanos e países ocidentais. Em população e em área, a China continental equivalia - pelo menos - a 800 milhões de pessoas, numa área semelhante à dos EUA. 

A viragem estratégica dos EUA data das negociações de Kissinger, ao serviço do Presidente Nixon, com o regime de Pequim, que foi reconhecido em troca da abertura do mercado da China continental ao comércio e investimento estrangeiro. Desta negociação, resultou que os EUA (seguidos, pouco depois, por quase todos os seus aliados), reconheciam Taiwan como fazendo parte da China e  o regime em Pequim, como representação legítima da nação chinesa, no seu todo. 
Os esforços, desde a presidência de Obama, para desestabilizar a situação, foram acentuados por sucessivas provocações:  Por exemplo, a visita a Taiwan de Nancy Pelosi, presidente do Congresso dos EUA, a figura nº2 da hierarquia do Estado americano. Esta visita foi orquestrada com honras de protocolo de Estado e sem - evidentemente - pedir autorização a Pequim para visitar este pedaço de território chinês. 

Os neocons, que dominam as instituições políticas principais dos EUA, fizeram «um mantra» da desestabilização da China, que vão recitando constantemente, enquanto a parte mais pragmática do establishment, que inclui empresários e seus representantes políticos, pelo contrário, preferiam manter um nível de relações «cordial» com as autoridades de Pequim, pois têm avultados interesses a proteger (fábricas de automóveis, de telemóveis, extração e refinação de matérias-primas para indústrias dos EUA, incluindo as «Terras Raras», etc).
Eu penso que esta gigantesca entrega de armas e material bélico sofisticado a Taiwan foi «a gota que fez transbordar o vaso». Os responsáveis de Pequim devem ter considerado que esta era a ocasião adequada para mostrar ao governo dos EUA, como era doloroso para eles, americanos, continuarem as suas provocações envolvendo Taiwan, com acumulação de material bélico na ilha. 
A paciência dos chineses, especialmente do governo de Pequim, esgotou-se; quando isso aconteceu, deu um golpe certeiro e com efeitos de longo prazo. As empresas sancionadas incluem gigantes construtores e fornecedores da força aérea BOING e Northtrup, mas também «start ups» envolvidas na construção de «drones»; além disso, vários CEOs de empresas americanas foram sancionados inviabilizando a sua deslocação à China em negócios...  
O que caracteriza o pacote de sanções chinesas contra os EUA é o debilitar da capacidade - presente e futura - das indústrias dos EUA em construir armas sofisticadas, além de computadores e material de uso civil.


Veja também:


sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

A GUERRA NÃO DECLARADA JÁ ESTÁ AQUI HÁ BASTANTE TEMPO [Crónica da IIIª Guerra Mundial nº53]



Quando os dirigentes da Europa ocidental, quer na UE, quer na OTAN, ameaçam a Rússia com uma guerra devastadora, o que é que têm estes 'valentes' (que mandam os outros combater)?
Não me estou a referir a patologias; certamente, as têm e do foro psicológico. Não; estou a referir-me ao que têm em termos de meios quer humanos, quer logísticos, quer armamentos.
Quanto a economia, já estamos conversados; eles próprios «lamentam» que nestes três anos de guerra na Ucrânia, não conseguiram (dizem eles) evitar a compra do petróleo russo. Quanto ao gás, a auto-sabotagem do gazoduto Nordstream, foi encarecer a produção industrial não só na Alemanha, como noutras nações da UE. A sua dependência em relação aos produtos russos é maior do que muita gente pensa: Eles precisam dos adubos sintéticos feitos na Rússia, para que a sua agricultura não baixe dramaticamente de rendimento.
Também precisam de metais estratégicos e «Terras Raras» e não têm escolha senão ir buscar à China ou a outros países dos BRICS, pois eles próprios (tal como os EUA) deslocalizaram há muito a refinação destes minerais, deixando para o Terceiro Mundo a tarefa poluente de transformar minério em metal purificado. Estas Terras Raras são indispensáveis, não apenas em aplicações de eletrónica e microinformática civil, como também militar. Quanto aos metais estratégicos: Sem o titânio e outros, não se podem produzir ligas metálicas para aviões militares, tanques, etc.
Além disso, estão mergulhados numa crise política profunda; por mais que ocultem, os povos estão descontentes, dissociados e mesmo hostis aos projetos militaristas. Estes, são acompanhados por maior vigilância e repressão contra a dissidência, numa postura autoritária que já não se disfarça (veja-se o caso de Palestine Action, no Reino Unido, e repressão massiva e indiscriminada contra os que protestam contra o genocídio em Gaza). - A impopularidade destes governos é inédita. Por exemplo, um partido nacionalista conservador, a AfD, na Alemanha cresce nas sondagens, como sendo o primeiro partido na escolha dos alemães.
Todas as reuniões e declarações dos chefes de Estado e de Governo dos países da Europa ocidental, são atoardas de quem pode vozear em relação ao «inimigo» declarado, mas não tem meios próprios para sustentar uma guerra direta.
A estratégia, simultaneamente cobarde e suicidária (para os povos) é de multiplicar as provocações, lançamento de mísseis para território bem no interior da Rússia, atos de sabotagem, etc. 
Estes ataques são declarados como «façanhas» do exército ucraniano, quando todos sabemos que eles não fabricam estas armas; recebem-nas dos EUA países europeus da OTAN . Além disso, está comprovado que os sistemas atuais de mísseis são demasiado sofisticados e implicam pessoal treinado. O treino de especialistas ucranianos é demasiado longo para atender às necessidades: Logo, muitos dos que servem estes sistemas de mísseis são militares dos países ocidentais.
Apesar do black-out informativo, sabe-se que têm morrido ou ficado gravemente feridos membros das forças armadas de vários países da OTAN (EUA, Polónia, Reino Unido, França, Alemanha e outros), pois estes mísseis, estacionados em solo ucraniano, são obviamente um alvo para as forças aéreas russas.
A perversidade dos maquiavélicos, faz que estejam prontos a arriscar um confronto nuclear com a Rússia, confiantes de que será ela a vítima principal. Mesmo que tal fosse verdade, o que eu duvido muito, o sofrimento humano seria indicível, impossível de quantificar e recairia também sobre o ocidente, inevitavelmente.
Seria o fim da civilização ocidental. Significaria a destruição de centenas de milhares ou de milhões de vidas inocentes, a destruição dos ecossistemas, o seu envenenamento radioactivo durante inúmeras gerações, o que tornaria as cidades e os campos impossíveis de habitar.
Tudo isto é considerado um risco aceitável pelos que estão à frente das principais nações da UE e dos órgãos próprios deste super-Estado em construção.
O afastamento dos EUA em relação aos planos mais belicosos dos governos europeus da OTAN é uma boa coisa, pois sem o «guarda-chuva» nuclear dos EUA, a possibilidade de guerra total contra a Rússia fica mais remota, para não dizer inviável. Mesmo loucos fanáticos reconhecem isso, pelo que as atoardas de alguns políticos europeus vão somente contribuir para complicar os esforços de paz. 
Mas, sobretudo, destinam-se à política interna, a cercear as liberdades, perseguir os oponentes à guerra, intensificar a exploração para maior lucro das empresas, sobretudo das que se reconverteram a fabricar armamentos e munições.

Por todas estas razões, é fundamental que as pessoas tomem consciência e que ajam, dentro das suas competências, com os meios de que dispõem, para fazer obstáculo a esta onda de militarismo despudorado.
 A guerra na Europa ocidental (países da UE + Reino Unido) é - cada vez mais - uma guerra contra os seus próprios povos, contra os trabalhadores, os jovens, os empresários e todos os que têm contribuído para a riqueza e grandeza das suas nações respectivas.

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RELACIONADO:

 https://substack.com/@nelbonilla/note/c-180757735?r=9hbco


https://open.substack.com/pub/jonathancook/p/its-antisemitic-to-call-out-israels?utm_source=share&utm_medium=android&r=9hbco


Bruxelas decidiu no sentido de expropriar os bens financeiros russos congelados na UE:  

https://www.moonofalabama.org/2025/12/russia-counters-eu-shenanigans-to-steal-its-frozen-assets.html

Veja a seguinte entrevista com Alastair Crook:

https://youtu.be/gkJD1qHlHhw?si=kwa_bwVfIxvSeN2M

Excelente análise de Prof. Mersheimer:

https://www.youtube.com/watch?v=GOJerDDCnes

Conheça a avaliação por Martin Armstrong, de Zelensky e seu regime.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

SOBRE A GUERRA DAS TARIFAS

 

O prof. John Mearsheimer calmo e racional, desfia o rol dos erros estratégicos dos EUA nestes trinta anos de política hegemónica.  Como ele relembrou, a dominância dos EUA existiu durante algum tempo. Durante menos de duas décadas, parecia que nenhuma força poderia enfrentar o seu poderio.

 Entretanto, foi desenvolendo uma política de sanções, de instrumentalização do dólar e dos sistemas de pagamento e punindo com tarifas "amigos e inimigos". 

O prof. Mersheimer delineou neste vídeo a reposta da China. Esta foi paciente, dirigida para novas relações comerciais, oferecendo oportunidades de negócios, não colocando condições, nem influindo na política interna dos Estados, até que chegou o momento em que o mundo inteiro pôde comparar as duas abordagens do comércio internacional e tirar as óbvias conclusões: 

- Por um lado, um império decadente, agressivo, caprichoso, que só promete revoluções coloridas ou invasões, aos recalcitrantes; 

- Por outro, uma potência que aposta nas relações "win-win", que respeita a soberania e oferece estradas, caminhos de ferro, portos, aeroportos e mais infraestruturas, que os países do Sul Global tanto pecisam. A China ajuda-os  sair do ciclo de dependência neo-colonial. Este ano, a China teve um excedente comercial de 1 Trilião de dólares.





Paulo Nogueira Batista descreve o contexto  
 

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

A VENEZUELA OFERECEU A EXPLORAÇÃO DO SEU PETRÓLEO A EMPRESAS AMERICANAS; OS EUA RECUSARAM

 


PAULO NOGUEIRA BATISTA:



NOTA: Segundo Alfredo Jalife-Rahme, a proteção de paraísos fiscais estaria por detrás da manobra de Trump de colocar uma esquadra no mar das Caraíbas, sob pretexto de bloquear atividades de «tráfico de droga» do regime de Maduro, na Venezuela. 
Um objetivo mais discreto e premente seria o de proteger as ilhas Caimão e a Ilhas Vírgens, que guardariam cinco mil biliões de dólares em ativos financeiros de toda a espécie, desde os que «apenas» fogem ao imposto no seu país de origem, aos que resultam de criminalidade mais grave, como tráfico de drogas, e outros, orquestrados pela cleptocracia política.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

JÁ NÃO HÁ COMO DISFARÇAR...

 (debaixo das imagens clica nos URL  para visualizar os vídeos)



https://www.youtube.com/watch?v=JcRPHORpaRg&t=150s

PS1: Dois vídeos com origem no Brasil, com uma qualidade e profundidade de análise notáveis. Não se trata aqui de propaganda, nem de especulações. Trata-se de pôr em perspectiva a fragilidade insuspeitada por muitos, do Império USA. As pessoas, não tendo este conhecimento, podem ainda estar na ilusão da omnipotência do Império. No entanto, as manifestações de resistência do resto do mundo, por um lado e a crescente incoerência das respostas americanas aos desafios que lhe são colocados, por outro, são prova de que a estrutura hegemónica dos EUA, com os seus capitais, as suas forças armadas e com as agências encarregues da «guerra suja», já não são mais do que um pálido reflexo do passado. De um passado em que a hegemonia dos EUA permitia que eles ditassem quem pode comerciar com quem, visto que dispunham da divisa indispensável para efetuar as trocas comerciais internacionais. Quem não se conformasse, era sancionado. 
Mas, hoje as coisas mudaram: A Venezuela, com as suas fragilidades e contradições, tem sabido evitar o colapso deliberadamente provocado pelos EUA e mostra que é possível vender o seu petróleo, recebendo Yuan e outras divisas, mas não o dólar, tornando as sanções dos EUA muito menos eficazes. 

terça-feira, 18 de novembro de 2025

O LADO OBSCURO DO CRESCIMENTO VIGOROSO CHINÊS


 Como diz o título, trata-se duma história de construção extravagante e sem hipótese de rentabilidade, desde a estação de ski, numa província onde raramente neva, até à  transformação das praças da cidade em cópias de praças europeias célebres ... Tudo isto, deixou uma dívida de mais de 20 mil milhões de dólares, numa das províncias mais pobres do interior da China. No final, os únicos "turistas" a beneficiarem dos relvados no centro da cidade, são os rebanhos de cabras que aí vão pastar...

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NOTA: O responsável por este enorme desperdício foi julgado e condenado à pena capital. Os prevaricadores na China não têm impunidade garantida, ao contrário de seus equivalentes ocidentais, que podem fazer tudo mas são intocáveis.

KEYU JIN: "ESTAMOS TODOS ENGANADOS SOBRE A CHINA"


 Trata-se de olhar a realidade sob outro prisma.


É PRECISO OLHAR PARA QUEM PROMOVE A OFERTA DE IMOBILIÁRIO.  CONTRARIAMENTE AO OCIDENTE, O CRESCIMENTO NESTE SECTOR É promovido PELOS PRESIDENTES DAS CÂMARAS...

VEJA TAMBÉM A NÃO-CORRELAÇÃO ENTRE O MERCADO DE AÇÕES E O CRESCIMENTO DA ECONOMIA GERAL.

terça-feira, 11 de novembro de 2025

A guerra dos chips & o caso Nexperia

Esta guerra comercial/industrial foi desencadeada pela Holanda, que decidiu sob pretextos muito pouco sustentáveis, apropriar-se da sucursal na Holanda da empresa chinesa, fabricante de chips (especialmente para a indústria automóvel). Acontece que a China reagiu imediatamente, proíbindo que a fábrica chinesa da Nexperia, na qual se concentram as atividades industriais, exportasse para a Holanda os seus chips. 
A indústria automóvel alemã entrou em crise, quase de imediato, quando três marcas diferentes suspenderam a produção, enquanto não fosse restaurado o fornecimento dos chips da Nexperia.

- Recentemente, a China apresentou isenções, aliviando os importadores, para usos civis de chips da Nexperia. 

EPÍLOGO: Os holandeses foram obrigados a recuar. Tiveram que conceder à China, de novo, a exportação dos seus chips, sobretudo perante o risco de paralisia da indústria automóvel europeia, que depende destes. 

Veja:



Aquilo que ninguém lhe disse sobre a guerra dos «chips»



Veja a mais estúpida tentativa de barrar a China de vender os seus chips... e o resultado.



sábado, 18 de outubro de 2025

A CHINA TERÁ DEZ VEZES MAIS OURO DO QUE RECONHECIDO OFICIALMENTE


 Sendo impossível resumir de forma satisfatória  esta longa entrevista, queria deixar aqui minha opinião  sobre a validade das previsões: 
- De facto, todos nós fazemos previsões  nas nossas vidas e damos crédito a previsões  feitas por outros. Porém, trata-se de balizar os possíveis, tendo em conta o saber acumulado. 
É a este nível que se situa a fraca credibilidade da imprensa mainstream, sobretudo em questões  económicas. 
- Pela minha parte, tenho dado atenção à  questão  do ouro, sobretudo como salvaguarda perante um sistema baseado na dívida, como tem sido o sistema financeiro mundial, no passado  meio-século. 
 O desenvolvimento anómalo dos setores bancário e financeiro, veio criar um ambiente favorável aos especuladores e aos que já eram muito ricos. Enquanto os muito ricos enriqueceram ainda mais, os novos pobres foram-se somando, incluindo nos países  de capitalismo mais dinâmico.  

A contradição aguda entre o vigoroso progresso técnico e científico, em todas as áreas e o alastramento da pobreza sob todas as formas, deveria fazer-nos pensar que o capitalismo se esgotou.
 Deve-se procurar alternativas melhores, mais justas, enquanto formas de produção  e de sistemas sociais e políticos.  
Cabe aos jovens de hoje e às gerações vindouras, a tarefa de inventar alternativas válidas - em termos sociais e humanos - ao tipo de economia e de sociedade que têm vigorado no Ocidente.

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

PRIMEIRO REACTOR NUCLEAR A TÓRIO (NA CHINA, DESERTO DE GOBI) FUNCIONA EM CONTÍNUO

 


Esta tecnologia usa matéria-prima abundante (o Tório), largamente distribuída no planeta, ao contrário do isótopo de urânio utilizado nas centrais atuais. 

A quantidade de Tório disponível no território da China, é suficiente para fornecer eletricidade a toda a sociedade chinesa durante 20 000 anos.

Será uma energia praticamente ilimitada.

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

XUEFEI YANG - «Canção de Inverno» de Baden Powell



 A impecável interpretação de Xuefei, põe em evidência o lirismo e a maturidade da composição de Baden Powell. Uma grande interprete da China, para um grande compositor do Brasil!

NOTA: CONSULTAR AQUI um artigo dedicado a Baden Powell

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

O último a saber ...



 «O último a saber» é a expressão que se aplica, proverbialmente, para se referir ao marido enganado. 

Mas, neste caso, não se trata do marido enganado, trata-se antes da grande maioria do público nos países «ocidentais», que incluem os do Ocidente (Europa e América do Norte) e países que se situam na Ásia (Japão, Coreia do Sul) e na Oceânia (Austrália, Nova Zelândia). 

Porque, aquilo que está em jogo é uma mudança do sistema monetário, o «Great Reset». O sistema financeiro mundial, desde há vários anos, pelo menos desde a grande crise financeira de 2008, que quase se tornou a crise definitiva do capitalismo, está em ruptura. As moedas dos vários países, foram desenhadas para se irem desvalorizando. Assim, iam possibilitando que os governos e grandes empresas entrassem em dívida, mesmo de maneira crónica, sem grandes consequências para eles, pois estariam apenas obrigados a pagar dentro de X anos, numa divisa que perdeu - em termos reais - uma parte do seu valor. Mas, um sistema que queira conservar uma certa fiabilidade, uma certa estabilidade, tem de ser adossado a algo sólido. E dizer «algo sólido», em termos monetários, traduz-se em metais preciosos como garantia e - em particular - em relação ao ouro.

Desde cedo, que eu estava numa posição de descrença em relação ao sistema no qual vivíamos. Para mim, a crise de 2008 não foi a surpresa, mas foi-o seu «epílogo». Os grandes bancos, as multinacionais, as grandes fortunas, serem refinanciados apesar do que tinham desbaratado, em particular, na financiarização e desindustrialização (auto-induzida): Por exemplo, empresas industriais «convertidas» em empresas de gestão de capitais bolsistas. As injeções de dinheiro fresco, não correspondente a maior riqueza, nem a contrapartida de qualquer espécie, foram-se sucedendo sob o nome de «Q.E.». O pretexto falacioso, totalmente contrário ao mantra do «livre mercado» capitalista, era de que os grandes bancos, as grandes empresas, eram «demasiado grandes», para se deixar ir à falência. Esta extravagância na proteção aos mais ricos, em detrimento de todos os outros, induziu o comportamento de irresponsabilidade total, tanto nas finanças públicas, com nos grandes empórios monopolistas. Acentuou-se a divisão entre aqueles que tinham acesso ilimitado ao crédito barato, virtualmente com zero de juros, e todos os outros que, para comprar casa, carro, etc, tinham de pagar  empréstimos aos bancos, com juros que pesavam nos seus orçamentos.  

Entretanto, a crise do COVID pôs a nu a situação que já vinha de antes e se traduziu numa crise, em Setembro de 2019, com a subida brutal dos juros nos mercados Repo ( = mercados interbancários de empréstimos a muito curto prazo). 

Não sei a partir de quando as altas oligarquias deram ordens para accionar o seu «Grande Reset», mas o facto é que, logo a seguir ao «COVID», se preocuparam muito pouco com qualquer semblante de equilíbrio e preferiram gastar milhares de milhões numa guerra estúpida, cruel e destinada a ser perdida, mas que lhes permitiria travar os BRICS e as " Novas Rotas da Seda" ou «Cintura e Estrada» (Belt and Road Iniciative). Estas, correspondem à verdadeira globalização, a das mercadorias e das trocas comerciais em todo o planeta.

Agora, Honk Kong vai ter um depósito de ouro, para comerciar com o resto do mundo, sendo claro para o «Sul Global» e para os BRICS, que o ouro é o veículo de troca ideal para intercâmbios internacionais, não estando sujeito aos abusos do dólar, ou de qualquer outra moeda que viesse a suceder ao dólar, depois deste ser destronado. 

O público ocidental foi mantido no escuro, foi enganado vezes sem conta sobre o ouro e sobre a «subida» das moedas fiat, sobre os ativos bolsistas e doutros ativos financeiros sem substância no mundo real. Entretanto, paulatinamente, os bancos centrais iam comprando ouro às dezenas de toneladas (tanto os bancos centrais de países orientais, como ocidentais) e os muito ricos convertiam em ouro, ou em propriedades, uma grande parte dos ativos financeiros.

Agora, quem quiser comprar ouro (ou prata), terá de desembolsar uma soma bem maior do que há poucos anos atrás (ver gráfico* sobre o custo do ouro em dólares, no último decénio). Pois, o público ocidental é «o último a saber»...



* Custo do ouro em dólares, no último decénio



terça-feira, 16 de setembro de 2025

OS CHINESES SÃO MUITO MAIS RICOS QUE OS AMERICANOS!

 

[retirado de:

Godfree Roberts, Here Comes China! herecomeschina@substack.com





O POVO MAIS RICO DO MUNDO É O CHINÊS , NÃO O AMERICANO

"O rendimento líquido das famílias médias é basicamente nada.  Nós temos problemas graves na nossa economia»" – Carl Icahn.


Quatro anos depois de derrotar militarmente os EUA, em 1955, Mao disse aos seus  colegas: «Se não conseguirmos ultrapassar a América em 100 anos, não merecemos existir. Deveríamos ser varridos da face da terra». Menos de setenta anos depois, a China ultrapassou a América.

Hoje, os chineses são muito mais ricos que os cidadãos da América e da Europa, vivem mais tempo, com vidas mais saudáveis e seus filhos formam-se - em grande número -em cursos superiores nas áreas de Matemática, Informática e Engenharia.

 Mas, antes de examinar a subida da China, vejamos o declínio do Ocidente:
  • A maioria dos americanos poupou menos de $10 000. Apenas 0.1% possui $5 milhões (ou mais), sendo este o mínimo para uma reforma sem sobressaltos.

  • “Duas vezes por semana a YMCA organiza distribuição gratuita de comida para a comunidade de ex-militares, e cada semana, há mais famílias na fila do que refeições para servir.” NBC News, 8/2/25.

  • A taxa oficial de pobreza nos EUA é de 11.6%, com 38 milhões de pessoas a viverem na pobreza. US Census

  • “A maior parte dos americanos não ganha o suficiente para garantir os custos básicos de vida, segundo uma análise,”

    Megan Cerullo, CBS News.

  • Os 50%  cidadãos americanos mais pobres possuem 2.5% da riqueza nacional. St. Louis Federal Reserve.

  • Em 2007, um comprador mediano de casa nos EUA, tinha 39 anos. Hoje, tem 56.

  • Em 2025, o dinamarquês médio trabalha 6500 horas por cada ano de pensão de reforma. Os chineses trabalham 4600 horas.

  • No ano passado, a riqueza média na cidade alemã mais rica, Berlim, era de $89 000, diz o Bundesbank.


Como é que a China realizou isto

Em termos reais, o rendimento dos trabalhadores americanos não subiu desde 1975, as suas poupanças têm diminuído constantemente desde 1989 e os resultados são incontestáveis.

Os trabalhores chineses, por contraste, duplicaram os seus rendimentos cada 10-12 anos, desde 1955 e pouparam 35% dos seus rendimentos cada ano. Em  2020, as famílias medianas urbanas na China, tinham um património de $200 000. Em 2025, este será de $250 000.

Os nossos media e governos irão continuar a suprimir os dados sobre estas mudanças, enquanto for possível. Mas, uma vez que isto for um conhecimento comum, ele irá mudar permanentemente o mundo.