Por aqui passou como vento primaveril num céu outonal e senti estremecer até às raízes das árvores.
Mas, tais coisas não são notícia e deixam incrédulos os meus cidadãos.
Então, dialoguei longamente com meus confidentes, os cães e gatos da vizinhança.
Eles confirmaram e forneceram detalhes sobre tal fenómeno.
Vislumbrei que este sopro fora de estação era um aviso da Deusa-Natureza.
Aos homens que procuram a guerra, tresloucados pelo desejo de poder, a Natureza Divina responderá:
Fará ruir os seus planos assassinos, criará o caos com tempestades magnéticas, porá em debandada poderosas armadas e nuvens de aves irão levantar voo sincronizadas, escurecendo o céu.
Os humanos começarão a desobedecer aos chefes políticos e militares que insistirem em ações bélicas, contra todo o bom-senso.
Porém, alguns fanáticos estarão ainda mais determinados. Mãe Natureza enviará contra eles estirpes de bactérias e vírus infetando os humanos recalcitrantes.
Talvez a loucura criminosa seja aplacada, talvez não. Neste caso, serão necessárias medidas infelizmente mais destrutivas e menos selectivas.
A fusão das calotas glaciares e a inundação das costas onde estão muitos dos orgulhosos conjuntos urbanos, contendo riquezas e vastos arsenais, vai obrigar a uma paragem da guerra.
Os humanos, hipnotizados, não conseguem ver o que se passa.
Encontram sempre motivos exteriores à sua própria imbecilidade para as catástrofes que se vão sucedendo.
Não se sabe quem são os mais estúpidos, se os que decretam as guerras, se os que correm a faze-las como se cumprissem um dever!
As criaturas que nós chamamos "irracionais," afinal são animais que obedecem à lei da Natureza, Toda- Poderosa.
Os humanos, querendo colocar-se à parte, são eles os irracionais, incapazes de fazer uso do seu juízo, causando guerras, fomes, epidemias e a destruição dos ecossistemas.
Por isso, se desaparecesse a espécie humana, a restante vida do planeta seria favorecida!
Lisboa, 22 de setembro 2026
1 comentário:
https://manuelbaneteleproprio.blogspot.com/p/opus-vol-iv-2026.html PUBLICADO EM OPUS IV
Enviar um comentário