A NÃO PERDER!
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Consultar episódios anteriores em:
https://manuelbaneteleproprio.blogspot.com/2026/09/questoes-sem-resposta-dmitri-orlov.html
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Manifestação no primeiro de Janeiro de 2022, em Kiev, de partidos «nacionalistas» ucranianos. São herdeiros diretos e enaltecem os traidores, que na segunda guerra mundial, alinharam com as SS alemãs e cometeram massacres contra civis judeus, polacos ou ucranianos da resistência. O ódio contra tudo o que seja russo é que os motiva (foto de https://www.timesofisrael.com/hundreds-of-ukrainian-nationalists-march-in-in-honor-of-nazi-collaborator/ )
Muito se tem falado e escrito ultimamente sobre a nova deriva totalitária, a propósito da censura (sobretudo nas redes sociais) e de coação sobre as pessoas impondo uma controversa «vacina», que dá mais resultados em termos de lucros para as grandes empresas farmacêuticas, em vez dum real benefício na saúde das populações.
Mas, apesar de todos os esforços bem intencionados, o totalitarismo tem sido principalmente equacionado como fenómeno da psicologia de massas, não como fenómeno político. No entanto, ao nível da teoria e filosofia política, a existência do totalitarismo foi desde cedo equacionada enquanto fenómeno político, com componentes psicológicas, como todos os fenómenos do domínio social. Foi, porém, essencialmente pensado como assunto político. O estudo da teoria política tenta compreender as formas como as sociedades se organizam, ou como delegam sua governação em políticos eleitos ou não, resultantes de processos ditos democráticos, ou em resultado de golpe, da tomada pela força das alavancas do governo (*).
A sociedade e a sua dinâmica podem ser pensadas segundo o paradigma da luta de classes, o que não se limita às várias tendências do marxismo, pois inclui correntes não- autoritárias e libertárias. Ora, nestas correntes, o totalitarismo surge sempre como a forma extrema de domínio de classe. Não há espaço, num regime totalitário, para a pluralidade de ideias e posições políticas. Tudo tem de se conformar à linha do partido, quer o partido/regime se denomine «nacional-socialista», «união-nacional», «falange», «fascista», «comunista», «revolucionário», etc.
O que caracteriza o totalitarismo é a imposição brutal de uma visão única, abrangente e totalizante (daí a designação de «totalitarismo»). Que essa visão tenha como discurso a «emancipação do proletariado» ou a «defesa da família, do catolicismo e do Estado» é secundário. O principal, é que um grupo se assenhoreou do poder e o monopolizou, reprimindo duramente tudo o que possa questionar seus dogmas.
Ora, após mais de 200 anos de democracia liberal, estamos num ponto em que a fronteira entre o Estado de direito e o totalitário, se esbate cada vez mais. Ela esbate-se, ao ponto de nos remeter para vivências - mais ou menos esquecidas - de há um século atrás. No contexto de há cerca de um século, depois da enorme hecatombe e destruição física, social e cultural, da sociedade europeia, que foi a Iª Guerra Mundial, vários Estados no mundo e - em particular - na Europa, entraram numa espiral de gastos excessivos, incapazes de estabilizar a economia básica e onde os especuladores, os tubarões financeiros e toda a parasitagem, ficaram «à vontade». As pessoas que trabalhavam duramente e viviam pobremente, não tinham hipóteses de melhorar a sua condição.
Não querendo aqui retraçar a história que pode (deve) ser aprofundada por todos nós, faço notar que as condições económicas ou materiais são determinantes no posicionamento dos indivíduos. A grande maioria não irá deixar-se fanatizar ("hipnotizar") por discursos e promessas demagógicas, se usufruir dum conforto mínimo ou, pelo menos, se tiver esperança razoável de melhorar suas condições de vida.
Como é sabido, a História não se repete nunca, mas frequentemente «rima». É preciso perceber que as elites que nos dominam estão a reproduzir - no essencial - o comportamento das oligarquias que empurraram os Estados para situações de rutura: Estão a fazê-lo, para os Estados concederem mais privilégios àqueles que já são ultra- privilegiados, algumas vezes acompanhados por «esmolas» ou «remendos», somente para adiar o colapso. As razões que essas elites invocam e que os corruptos governantes adotam, como se fossem verdades inquestionáveis, são meras falácias, destinadas a esconder a realidade de que a classe trabalhadora tem sido sacrificada, de que ela tem sido a principal vítima e ela não pode esperar que justiça seja feita, a não ser que tome as coisas em suas mãos.
Como esta verdade se torna mais aguda, à medida que a crise se desenrola, um maior número de pessoas alcança o patamar de consciência suficiente para perceber como têm sido enganadas e as tornar imunes à narrativa do poder. Nesta fase, intensifica-se a repressão da dissidência, a eliminação de canais de expressão independentes do poder corporativo, etc. A eliminação da liberdade de expressão é a grande tentação da elite. Além disso, se ela se sentir com capacidade para «dar o golpe», quer seja golpe de Estado palaciano ou sangrento, não hesitará. Que fique claro, para quaisquer pessoas com sincero apego à liberdade e direitos humanos: Se os opressores (grande burguesia industrial, financeira, agrária, etc.), virem seu domínio posto em causa, pela crescente agitação social e difusão de ideias revolucionárias, não hesitarão, nem por um instante: Deixando de lado suas divergências ideológicas, irão unir as suas fações, para eliminar a democracia representativa, pois esta já não os serve.
O modo como o fazem varia, mas o resultado é sempre um regime que oprime e persegue os opositores. Quanto mais amedrontada estiver a oligarquia, mais se vai apoiar na brutalidade da repressão policial (e militar, se necessário), para eliminar fisicamente um certo número de opositores e aterrorizar os restantes, de tal modo que seu poder seja incontestado.
Um Estado totalitário não é imposto a partir do nada e logo de uma vez. É preciso compreender que as elites são sobretudo movidas pelo desejo de subirem e de se manterem no poder. Querem o poder, sem partilha e sem possibilidade de contestação. Para tal, contribui o tipo de dialética que se instaurou com a chamada democracia representativa, ou seja, com o regime em que os partidos se digladiam para chegar ao poder e para guardarem a maior fatia possível desse poder. Isto não é qualitativamente diferente do que se passa nas organizações totalitárias.
A vocação de um qualquer partido político é exercer o poder e congregar todos os meios possíveis para isso. Note-se que, embora possam ter declarações de princípio e programas muito democráticos, todos os partidos se constituem para exercer o poder. Por isso, o totalitarismo não pode ser visto como «monstro caído do céu»; é efetivamente monstruoso, mas ele sai das próprias contradições dos regimes burgueses, que legitimam uma luta desenfreada pelo poder. Eles, antes de se atingir o estádio totalitário, têm sido vistos, por todos nós, a esmagar os direitos humanos mais básicos, hipocritamente, em «defesa» do direito, da paz social, dos pobres, etc.
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(*) Pode consultar um vídeo pedagógico sobre o pensamento de Hannah Arendt, em particular, sobre o fenómeno do totalitarismo: "Hannah Arendt on Political Life"
Uma importante notícia produzida pelo site GrayZone , por Ben Norton, explica o que significa esta guerra contra os nossos cérebros, pela posse totalitária das nossas mentes. Se algumas pessoas ainda julgam que, no «Ocidente», há direitos humanos, respeito pelo indivíduo, elas que se informem melhor, rapidamente.
Com efeito, estes esforços não são assim tão marginais, nem tão secretos. Há toda uma hierarquia e toda uma cadeia de comando envolvidas. Além disso, os decisores políticos, governos e os vários grupos de deputados (a componente «política» da NATO) estão ao corrente e, provavelmente, de acordo. Se não fazem ondas é porque concordam, ou porque são demasiado cobardes para levantar a voz.
Mais uma vez, quanto aos «nossos representantes» estamos conversados.
Como a reportagem é em inglês, assaz longa e possui várias fotos e vídeos fundamentais para se compreender o todo, deixo aqui o link:
«A NATO está por detrás da guerra cognitiva»
Traduzi esta passagem, que me pareceu muito esclarecedora :
“A natureza da ação militar mudou" sublinha o relatório. “A maioria dos conflitos em curso permanece abaixo do limiar tradicionalmente aceite como definindo operações de guerra, mas as novas formas de beligerância emergiram, tais como a Guerra Cognitiva (GC), sendo a mente humana agora considerada um novo domínio da guerra."
Para a NATO, a investigação sobre guerra cognitiva não é apenas defensiva, é igualmente ofensiva.
“O desenvolvimento de meios que afetem as capacidades cognitivas dos oponentes vai ser uma necessidade,” menciona claramente ao relatório de Du Cluzel. “Por outras palavras, a NATO vai precisar de ter meios para salvaguardar o seu processo de tomada de decisão e de sabotar o do adversário.”
Qualquer um pode ser o alvo destas operações de guerra cognitiva: “Qualquer utilizador das modernas tecnologias de informação é um alvo potencial. Isto tem como campo de aplicação a totalidade do capital humano de uma nação.” acrescenta o relatório, de forma descarada.
“Tal como a potencial execução duma guerra cognitiva poderá complementar um conflito militar, pode também ser conduzida por si só, sem qualquer conexão com envolvimento de forças armadas,” avança o estudo. “Além disto, a guerra cognitiva, potencialmente, não tem fim, visto que não pode haver tratado de paz ou de rendição para este tipo de conflito.”
Assim como este novo modo de combate não tem limites geográficos, também não tem limites temporais: “Este campo de batalha é global e ocorre na Internet. Sem princípio nem fim, a sua ofensiva não conhece pausas, sendo pontuada pelas notificações dos nossos telemóveis, em qualquer lado, 24 horas por dia, 7 dias na semana»
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Comentário de MB:
Este documento é de importância capital, pois revela o estado de espírito, a mentalidade "globo-cap" (expressão de CJ Hopkins), a sua húbris também, enfim tudo o que há de mais contrário a uma civilização pacífica, respeitadora dos direitos humanos, desejosa de preservar os valores democráticos.
Depois da leitura de tais documentos e de reveladas muitas das operações encobertas efetuadas pelas organizações de âmbito militar e/ou de inteligência (espionagem) dos países integrando a NATO, é impossível dar qualquer crédito a partidos atlantistas, por mais «democráticos» que se (auto) apregoem. Também é impossível ignorar a conivência de partidos ditos «esquerdistas», «comunistas», ou «verdes», que se calam, para continuar a fazer o seu jogo; o de distrair as massas com questões perfeitamente inócuas, ocultado o essencial, que é o avanço do totalitarismo.
