FADO*
domingo, 2 de agosto de 2026
FADO [ da recolha de poemas inéditos «Tenção»]
quinta-feira, 30 de julho de 2026
LUZ QUE CAMINHA NA ESCURIDÃO... [OPUS VOL. IV ; OBRAS DE MANUEL BANET]
Luz que caminha na escuridão
Que alimenta nossa esperança
Com um sopro ela se apague
Se reacende na desesperança
Luz que não regateia o luzir
Que constante guia a alma
Oferece a todos a imensidão
Da liberdade numa faísca
Luz que não se engana
De objecto nem de objectivo
Sereno afirmar dum caminho
Guardado na mente humana
Luz que nunca se extingue
Com a sombra dialoga
Dentro ou fora do olhar
Percorre o infinito
Luz, sempre a mais luzente
Que te importam os reflexos
Daqueles que te imitam
Mas não guardam o brilho
Só a ti - luz divina -
Confio os meus passos,
E a estrada se ilumina,
Sem medo do destino
segunda-feira, 13 de julho de 2026
HOJE, VOU ESCREVER UMA CARTA [OPUS VOL. IV , OBRAS DE MANUEL BANET]
Sim, uma carta em papel; com envelope
Ainda não decidi se escreverei com caneta
De tinta permanente, esferográfica, ou feltro
Mas tem de ser realmente desenhada pela
Minha mão, cada letra exprimindo um instante
O instante das minhas emoções
Em relação ao conteúdo, também
Irei inovar - no que me toca - no estilo
Serei sincero, sem ser grotesco,
Sem artifício, abrirei o coração
Não preciso de fazer teatro
Com sinceridade, basta escrever
Ao correr da pena, é como estar
contigo, um gesto, um murmúrio,
Leve ruído do aparo ao contacto
Com o papel.
Podia pensar mais solene
Enfático ou espirituoso
Não! Minha razão de escrever
É natural e não fabricada
É o pensamento quando falo
É um sopro ao teu ouvido
Quanto ao conteúdo,
Tenho andado a refletir
No que a ele diz respeito
Ao entregar-te a carta
Entrego-te meu pensar
E sentir, sem floreados
Ainda tenho de a começar
Pois uma carta assim
Não se escreve por capricho
Uma carta assim é leve
E pesada, pelo que diz
E pelo que cala; pelo que
sai do aparo e pelo que fica
no tinteiro.
Até breve, pois...
sábado, 11 de julho de 2026
Sobriedade [OPUS VOL. IV , OBRAS DE MANUEL BANET]
Tudo aquilo que é dado ser a um homem
Seu saber, sua estrela, seu caminho
De muito pouco lhe vale, se não frutifica
Se não semeia ao vento a canção da vida
Poeta sejas como te der mais na gana
Em palavras, gestos, imagens, tu sabes
Nada se perde, tudo se transforma, dizem
Sejam teus suspiros por alma ou pão
Quem diz que a arte é vã, nada cria
Pois criar é arrancar do nada um ser
É uma melodia, uma ideia que brotam
À superfície da mente, à luz do dia
Não pretendo dar lições a ninguém
Mas dois conselhos dou a quem me lê
Faz o que deves, mas por convicção
Sê impiedoso crítico de ti próprio
segunda-feira, 8 de junho de 2026
A ARTE DE AMÁLIA RODRIGUES - A NOBREZA DO FADO (segundas-f. musicais nº61)
PS: Juntei recentemente um poema de Camões, musicado por Alain Oulman, «Dura Memória»:
Dura Memória
Memória do meu bem, cortado em flores,
Por ordem de meus tristes e maus fados
Deixai-me descansar com meus cuidados
Nesta inquietação dos meus amores.
Basta-me o mal presente, e os temores
Dos sucessos que espero infortunados
Sem que venham, de novo, bens passados
Afrontar meu repouso com suas dores.
Perdi numa hora tudo quanto em termos
Tão vagarosos e largos, alcancei;
Deixai-me, com as lembranças desta glória
Cumpre-se e acaba a vida nestes ermos
Porque neles com meu mal acabarei
Mil vidas não, uma só - dura memória!...
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Simplesmente humano [OPUS VOL. IV , OBRAS DE MANUEL BANET]
Quantos sonhos despedaçados
No olhar de crianças, olhar mudo
Esperançado, como ponte humana
Para os outros, no meio da barbárie?
Soluços de pais perante a tragédia
Tudo filmado, nada é perdido
Só se perdeu a humanidade
É o veículo mais perverso
Normaliza a catástrofe
Banaliza o horror
E sorvemos o veneno
Até que alguns de nós
Reproduzem a violência
No inimigo, no irmão
Alegres vão pró matadouro
Como há séculos e séculos!
A Humanidade ainda existe?
Talvez; mas não aprendeu nada!
terça-feira, 19 de maio de 2026
VIVER É UMA PARTIDA [OBRAS DE MANUEL BANET]
A arte de viver é celebrada por muitos
Mas mentem, pois no fim resta nada
Somos jogadores numa mesa de póker
Acabamos por sair da partida sem nada
A perda de entes queridos acontece
Muito sem nos prepararmos
Algo de semelhante acontece
Quando somos nós que partimos
Ninguém ganha no tabuleiro da vida
O jogo - viciado ou não - é sempre
Em nosso desfavor e desilusão
Quanto muito, restam recordações
Mais nos ferem os fracassos
Que recordamos sem nada poder
Quando estamos no leito
Último da jornada da vida
Buscar consolo nos amores
Passados, também não resulta
Pois nos vem à memória
O trilho dos desastres
De nada serve nos arrependermos;
Somente aceitarmos nosso destino
De incompletos viventes
Que esbracejaram até morrer.
sábado, 16 de maio de 2026
A GRAÇA NO UNIVERSO E EM TI [OBRAS DE MANUEL BANET]
Ouve com todo o teu ser o que tenho para te dizer.
Se é para aprender realmente
Tens de fechar os olhos
E deixar de pensar em coisas.
Põe em conserva os desejos
Os sobressaltos e as paixões
Quanto mais completamente
Abandonares o teu ego
Melhor poderás ir ao encontro
Do que o Universo tem para
Te dar, sem exigir nada
Somente que aceites a dádiva
E por isso só pode ser Deus
Só precisas de te dispor para receber
Não precisas de rezar, fazer exercícios
Espirituais ou oferendas:
- Quanto mais estiveres à escuta
Em abertura total e sincera
perante o Universo,
Melhor compreendes o que te é dado:
Não tem como condição
seres bom aluno, bom discípulo,
Fiel seguidor de crença, ou religião.
É-te dado sem condições, pois só tu podes
Fazer com que a dádiva frutifique
Milhões de pessoas recebem essas dádivas
Mas poucas as fazem frutificar
Apesar disso, elas são incondicionais
São dadas sem exigir nada em troca
Só teu espírito pode fazer frutificar tais dádivas
Só ele pode apreender como são preciosas:
O que nos rodeia, que nos sustenta,
e nos permite viver a nossa vida:
A nossa família, amizades, conhecimentos...
E o mundo vivo e mineral, toda a civilização,
todas as máquinas e conceitos científicos.
São infinitos os objectos e processos
que existem e sustentam nossa existência
mesmo que não saibamos nada sobre eles.
Ficamos perplexos, embaraçados
Quando tomamos consciência
da profusão de dádivas
que recebemos do Universo
Um espítrito puro vai agraceder e
fazer o seu melhor
Para que todos os elementos de que dispõe
Sejam colocados ao serviço da continuidade
da Vida, da Beleza, do Cosmos.
Quem chegou a este ponto é feliz;
Mesmo nas dificuldades, sabe para onde
caminhar, sabe como encontrar o «Norte»
Não sei se estas palavras te servem...
Queira Deus que elas te aproximem
e mantenham no que os antigos
Chamavam de «estado de Graça»
E que irradies essa Graça.
sexta-feira, 8 de maio de 2026
QUADRAS DA BEIRA-LISBOA-MAR [Obras de Manuel Banet]
...E por falar em maresia
Veio-me à memória
Uma melodia
Do noctívago fado
Era outro o tempo
Outras as esperanças
Corações em sincronia
Batiam o ritmo
Mas o que resta agora
A memória esvai-se
Como quem, caído
Na praia morre
Foram brilhantes
Os anos de vida
Que vivi contigo
São meu tesouro
As recordações
Ajudam a viver
E a morrer
Com dignidade
São o teu rosto
A tua voz suave
A companheira
No naufrágio
Este barco da vida
Seria uma jangada
Desconjuntada
Sem o teu amor
É eternidade
O instante
Em que estamos
Nunca se desfaz
És tu que dás cor
À Natureza; tu que
Desfias palavras
Música ao meu ouvido
Tenho de dar graças
A Deus por tudo
O que aconteceu
Se foi para te encontrar
Tranquilo, posso
Morrer no instante
Em que for chamado
Para o novo viver
Porque me deste
Tua alegria tranquila
De ser por ti amado
E todo eu te amar
terça-feira, 5 de maio de 2026
[proso-poemas e música] NO PAÍS DOS SONHOS - VOL. II
Este é o volume II da recolha de proso-poemas e música «NO PAÍS DOS SONHOS»
Consultar o volume I em :
[proso-poemas e música] NO PAÍS DOS SONHOS - VOL. I
sexta-feira, 29 de julho de 2022
[NO PAÍS DOS SONHOS] «Dança dos Cavaleiros» de Prokofiev
Este é um sonho que preferia não ter. Preferia um vazio, um manto branco, ocultando todas as imagens terríveis que passam diante dos meus olhos fechados.
Estas imagens, não as podemos ocultar, porque são o cinema interior que o nosso cérebro produz. De tal maneira nos implica, que ficamos exaustos, esgotados, trementes e gélidos, mas nada podemos fazer.
Nada nos pode afastar daquela caminhada rítmica, compassada, obsessiva, dos Montagus e Capuletos. Vejo que se dispõem numa dança hierática, macabra, pois já se sabe que não haverá quartel; será que irei presenciar o desencadear do ódio hereditário, da «vendetta», entre as duas casas aristocráticas?
Não, a música é essa mesma, da Suite de Prokofiev, porém o contexto é outro. É bem mais real, mais assustador, por isso mesmo. Aqui, neste sonho, não estamos no teatro, estamos numa rua qualquer duma cidade banal, no Século XXI.
A civilização ruiu, só restam bandos de assassinos desapiedados, que ditam a sua lei. Não há lugar para o amor, ou para qualquer sentimento humano. Em breve, será a matança. Os olhos, de ambos os lados, estão injetados de sangue. Se não estás num dos campos, então, és inimigo a abater; este é o cálculo feito por qualquer um dos lados.
Na vida do sonho, como na vida real, não me alinharei jamais com um dos campos de bandidos que se digladiam, para impor a sua lei às gentes. As pessoas comuns são como as presas das aves de rapina: Movem-se, sem saber que, dentro de instantes, vão ser atacadas, feridas, liquidadas e devoradas.
Esta dança obsessiva tem a altivez brutal da fatalidade que avança. Tem o peso inexorável do destino em cada nota. Depois de acordar, interpretei este sonho como premonitório da nova era trágica em que estamos a entrar; como em 1940, o ano da estreia da obra-prima de Prokofiev.
Posted by Manuel Baptista at 29.7.22
Este é um sonho que preferia não ter. Preferia um vazio, um manto branco, ocultando todas as imagens terríveis que passam diante dos meus olhos fechados.
Estas imagens, não as podemos ocultar, porque são o cinema interior que o nosso cérebro produz. De tal maneira nos implica, que ficamos exaustos, esgotados, trementes e gélidos, mas nada podemos fazer.
Nada nos pode afastar daquela caminhada rítmica, compassada, obsessiva, dos Montagus e Capuletos. Vejo que se dispõem numa dança hierática, macabra, pois já se sabe que não haverá quartel; será que irei presenciar o desencadear do ódio hereditário, da «vendetta», entre as duas casas aristocráticas?
Não, a música é essa mesma, da Suite de Prokofiev, porém o contexto é outro. É bem mais real, mais assustador, por isso mesmo. Aqui, neste sonho, não estamos no teatro, estamos numa rua qualquer duma cidade banal, no Século XXI.
A civilização ruiu, só restam bandos de assassinos desapiedados, que ditam a sua lei. Não há lugar para o amor, ou para qualquer sentimento humano. Em breve, será a matança. Os olhos, de ambos os lados, estão injetados de sangue. Se não estás num dos campos, então, és inimigo a abater; este é o cálculo feito por qualquer um dos lados.
Na vida do sonho, como na vida real, não me alinharei jamais com um dos campos de bandidos que se digladiam, para impor a sua lei às gentes. As pessoas comuns são como as presas das aves de rapina: Movem-se, sem saber que, dentro de instantes, vão ser atacadas, feridas, liquidadas e devoradas.
Esta dança obsessiva tem a altivez brutal da fatalidade que avança. Tem o peso inexorável do destino em cada nota. Depois de acordar, interpretei este sonho como premonitório da nova era trágica em que estamos a entrar; como em 1940, o ano da estreia da obra-prima de Prokofiev.
Posted by Manuel Baptista at 29.7.22
quarta-feira, 22 de junho de 2016
[NO PAÍS DOS SONHOS] À BATIDA DO CORAÇÃO
Estou dentro de um longo túnel. A luz difunde-se desde uma extremidade, por detràs de mim. Oiço uma música muito calma e envolvente. Sinto um bafo quente, semelhante ao do vento na praia.
Agora a paisagem mudou, só se vê uma planície semi-desértica com ervas amarelecidas e outras plantas rasteiras. Ao nível do solo há uma evaporação intensa. Todas as imagens estão defocadas. O Sol põe-se magestoso, inundando pro fim o horizonte de tons fúlgidos.
Quando, por fim, o astro do dia se põe, ele irradia uns últimos clarões de luz para lá do horizonte, iluminando um céu de oiro e azul.
Em breve, não mais se ouvem as cigarras e a planície vive um momento de suspensão no tempo. O silêncio é tão real, que ressoa... no coração.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2021
[NO PAÍS DOS SONHOS] ASTOR PIAZZOLLA «SOLEDAD»
terça-feira, 5 de julho de 2016
[NO PAÍS DOS SONHOS] BILLIE HOLIDAY - I'LL GET BY
quinta-feira, 21 de julho de 2016
[NO PAÍS DOS SONHOS] COLLOQUE SENTIMENTAL - VERLAINE, FÉRRÉ, JAROUSSKY
domingo, 31 de julho de 2016
[NO PAÍS DOS SONHOS] CARLOS SEIXAS AOS QUATORZE ANOS
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
[NO PAÍS DOS SONHOS] «OUVINDO ERROL GARNER, A CAMINHAR NAS ESTRELAS»
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
[NO PAÍS DOS SONHOS] CONCERTO PARA PIANO Nº 2 DE RACHMANINOV
sábado, 27 de agosto de 2016
[NO PAÍS DOS SONHOS] «LA RÊVEUSE»
domingo, 11 de dezembro de 2016
[NO PAÍS DOS SONHOS] DEI-ME A SONHAR...
[SE OS SONHOS INFESTAM A MINHA VIDA, É PRECISO DAR ESPAÇO AOS SONHOS,
SE UMA MELODIA ME ENCHE A ALMA, É PRECISO QUE ELA SAIA, RESPIRE]
segunda-feira, 13 de março de 2017
[NO PAÍS DOS SONHOS] Lamento de Dido (H. Purcell)
terça-feira, 14 de março de 2017
[NO PAÍS DOS SONHOS] «Rodrigo Martinez» (Anon. circa 1490)
segunda-feira, 26 de junho de 2017
[NO PAÍS DOS SONHOS] FOOLS RUSH IN - SINATRA & DORSEY - 1940
The danger there
If there's a chance for me
Then I don't care
Fools rush in
Where wise men never go
But wise men never fall in love
So how are they to know
When we met
I felt my life begin
So open up your heart and let
terça-feira, 22 de agosto de 2017
[NO PAÍS DOS SONHOS] PERHAPS, PERHAPS, PERHAPS - DORIS DAY
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
[NO PAÍS DOS SONHOS] VARIAÇÕES GOLDBERG
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
[NO PAÍS DOS SONHOS] SCHUBERT «ARPEGGIONE SONATA»
Não se podia levantar da marquise onde estava deitado, o corpo hirto, os braços ao longo do tronco, todo coberto por um pano de linho branco.
Como que chamando a sua alma para o alto, declinando todo o carinho que pode possuir uma voz de mãe, de abraço terno e caloroso, mas sem nostalgia... desse "eu", que deixava para trás; ele seria em breve cinza; já nada restaria da entidade corpórea senão a concha, vazia do espírito que a habitara.
A analogia musical surgia como a única possível. Cada nota musical era como que uma descoberta eterna, revelação, desvelar de antigo segredo.
terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
[NO PAÍS DOS SONHOS] ASA CHAN - MINKARA
terça-feira, 6 de março de 2018
[NO PAÍS DOS SONHOS] TOCCATA L'ARPEGGIATA, POR KAPSBERGER
quinta-feira, 10 de outubro de 2019
[NO PAÍS DOS SONHOS] TCHAIKOVSKY: SERENATA PARA CORDAS
quarta-feira, 23 de setembro de 2020
[NO PAÍS DOS SONHOS] HERBIE MANN: BATTLE HYMN OF THE REPUBLIC
Algures numa planície, caminhava no meio de prados e de campos de trigo. O coração como que lhe saltava da caixa - de emoção - mas não sabia porquê.
A pouco e pouco, foi vendo a linha diáfana do horizonte e do dia a nascer. Parecia que tudo se ia tornar claro.
Porém, a claridade tão desejada não lhe trouxe senão os silvos das balas e o estrondo dos canhões.
A mortífera guerra civil era o cenário no qual estava marchando novamente, com os seus companheiros. Marchavam ao encontro dos do outro lado, que faziam exactamente como ele.
Sentiriam eles o mesmo que ele? Certamente!
Todos sabiam que este morticínio entre irmãos era a maior estupidez e acto criminoso, que se podia conceber. Mas, ele não tinha coragem para desertar. A probabilidade de ser apanhado era alta. Isso equivalia a morrer e da pior forma.
Mas, depois de ter visto o que a guerra realmente era, a única vitória que almejava era a da Paz. Era essa, somente, a esperança de sobreviver, de regressar para junto dos seus, de participar na reconstrução da casa, longe dos campos de batalha, para onde o arrastaram.
Acabou por acordar, rememorando o que sonhara antes: então, inventou nova versão do «Battle Hymn Of The Republic», com flauta e tantos outros instrumentos, mas sem letra: um Novo Hino... um hino à Paz e ao que nos une, humanos de todas as raças e crenças.