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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

2 ELEGIAS / 2 COMPOSITORES: FAURÉ E RACHMANINOV [Segundas-f. musiciais, nº76]

                                       

[Este apontamento serve como homenagem a Jacqueline du Pré e Seku Kanneh-Mason. A primeira, já desaparecida, padeceu durante muito tempo de doença incapacitante, com a qual a excelente violoncelista teve de lutar durante vários anos. Seku Kanneh, é um fenómeno de maturidade precoce na arte de interpretar o reportório mais exigente do violoncelo. O seu sucesso estrondoso é bem merecido.]      



  Élégie de Gabriel Fauré; piano et violoncelle

                                Violoncelle: Jacqueline Du Pré et  piano: Gerald Moore


https://www.youtube.com/watch?v=UJFI6vQVwQQ



                                           Élégie de Sergei Rachmaninov; piano et violoncelle

                                           Violoncelle:    Sheku Kanneh-Mason

https://www.youtube.com/watch?v=yJZsfIxUGFg

Estas duas peças, Elegie de Fauré e Elegie de Rachmaninov (esta, inicialmente escrita para piano solo), são muito conhecidas e frequentemente gravadas, ou executadas em recitais.
Elas nos transportam para um universo de sofrimento espiritual, como quando se perde alguém querido. Não são peças para se ouvir distraidamente: Precisamos de nos concentrar na música porque cada nota, cada vibração, cada silêncio, se destinam a fazer-nos penetrar na essência vital das coisas.
Porém, ambas as Elegias apresentam uma saída à depressão, ambas possuem abertura para o céu azul.  De facto, são catárses, libertam-nos das obsessões da morte, da tragédia. Elas permitem-nos a reconstrução interior da mente e do afeto, após o luto.
É assim que eu as vejo e que as sinto. Embora sejam bem distintas no estilo e nos processos empregues, há porém um estranho parentesco entre elas. É que ambas se dirigem ao mesmo: À superação do sofrimento resultante da perda de um ente querido.


[Conheça outra Elegia de grande qualidade para violoncelo com orquestra, de Offenbach, «Les larmes de Jacqueline»; aqui interpretada por  Gürzenich Kammerorchester Köln]

sexta-feira, 3 de abril de 2026

PÁSCOA 2026: Dois Concertos Para Violoncelo, de Vivaldi

 

                  
                                                     
                                    httpps://youtu.be/f0bt2xgv6k8?si=wohyEJxBettGf4v0

Um dos concertos para violoncelo de Vivaldi...RV 407

O outro, RV 401, é menos conhecido, mas tem um charme muito próprio...


https://www.youtube.com/watch?v=KANWHcJVNNU&list=RDKANWHcJVNNU&start_radio=1

RELACIONADO:

Pode aqui apreciar o concerto para dois violoncelos, em Sol menor RV 351, NOS 2 LINKS ABAIXO:

https://manuelbaneteleproprio.blogspot.com/2018/05/concerto-para-dois-violoncelos-em-sol.html

https://www.youtube.com/watch?v=km40O4fqdC8&list=RDKANWHcJVNNU&index=2

terça-feira, 19 de julho de 2022

ASTOR PIAZZOLLA (1921 - 1992) - A MINHA HOMENAGEM

Astor Piazzolla já tinha sido homenageado por mim, neste blog. Porém, achei que era boa oportunidade de mostrar a sua música em todo o seu esplendor. 

Não sei bem como, mas sinto-me em sintonia profunda com ela, embora eu não seja argentino, nem de qualquer outro país da América Latina. Mas, isto só é possível, tal como para outros portugueses e latinos, porque a Cultura Latina é - de facto - a nossa cultura comum, com imensas facetas, dimensões e contrastes. 

Ela, cultura Latina, está distante o suficiente das culturas Germânica, Anglo-Saxónica, Eslava, para se poderem  diferenciar as várias tradições.  Tanto no plano erudito, como no da música popular, noto que os monumentos musicais latinos e anglo/germânicos são perfeitamente  distintos. Ter-se uma boa cultura musical geral, não impede que se tenha preferências estilísticas próprias. 

As minhas idiossincrasias emocionais relacionam-se mais com o Sul e com a Latinidade, embora - por educação e habituação - tenha estudado a boa música anglo-saxónica e germânica (erudita e popular), que tem sido produzida.

Desejo-vos uma boa audição!!

Lista de faixas:

segunda-feira, 18 de maio de 2020

OFFENBACH - PEÇA PARA VIOLONCELO E ORQUESTRA «Les Larmes de Jacqueline»

«Les Larmes de Jacqueline» («As Lágrimas de Jacqueline») Op.76 No.2 / Harmonies du soir Op.68, é uma composição de Jacques Offenbach (1819-1880), dedicada a Arsène Houssaye. 
A interpretação deve-se a Werner Thomas, com a Orquestra de Câmara de Munique; é uma homenagem à memória de Jacqueline Du Pre (1945-1987).



quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

HAENDEL: SONATA PARA DOIS VIOLONCELOS E CONTÍNUO EM SOL MENOR

                   
Yuliya Rozhkovskaya - cello

Aleksandr Ivanov - cello
Dasha Moroz - piano
Belarusian State Philharmony


O único exemplar manuscrito desta sonata datado da época de Handel, pertence à biblioteca real de Dresden onde ele fez uma estadia no ano de 1719.
A partitura está efectivamente escrita para trio de dois violinos e baixo contínuo, mas tornou-se muito frequente ouvir-se a sua transcrição para dois violoncelos.
Como é sabido, na época barroca, a atribuição de determinados instrumentos para interpretação das peças na música erudita, ainda não era tão estrita como passou a ser, nos séculos posteriores. Não fica nada mal, esta sonata com dois violoncelos, pois as sonoridades mais cheias, mais plenas de harmónicos, destes, por contraste com os violinos, permitem apreciar a beleza do desenho melódico.
Handel era realmente um génio da melodia. Beethoven, apreciava tanto isso, que considerava ser o velho mestre Georg Friedrich, o «maior músico de todos os tempos»...
A mestria de Handel no domínio melódico, transparece aqui muito claramente nos dois movimentos lentos da sonata (o inicial e o terceiro): A máxima expressividade com meios afinal muito simples; não será isto a marca de um génio?

Esta interpretação da célebre sonata de Haendel, parece-me ser muito apropriada, na sua sobriedade.
Ela reflecte o bom gosto do barroco, no seu auge, que dava o seu lugar aos sentimentos, sem no entanto os expor de modo desbragado, mas com contenção.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

BRAHMS - CONCERTO DUPLO PARA VIOLINO E VIOLONCELO



Johannes Brahms - Double Concerto in A minor, op. 102 (1887)
1. Allegro 2. Andante 3. Vivace non troppo

+ Jean Sibelius - Water Drops, JS 216

 ESTONIAN NATIONAL SYMPHONY ORCHESTRA 
NEEME JÄRVI, conductor 
ANNA-LIISA BEZRODNY, violin 
JAN-ERIK GUSTAFSSON, cello
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Tenho a música deste concerto nos ouvidos e no coração. Embora tenha na memória o disco com Rostropovich/ Oistrakh, não deixo de considerar esta versão como muito refrescante...
Os desempenhos da orquestra e dos 2 solistas equilibram-se bem. Fico impressionado com a segurança, bom gosto e técnica apurada dos executantes, são de elevado nível.

terça-feira, 8 de maio de 2018

«O CISNE» de CAMILLE SAINT-SAËNS, por Yo Yo Ma


Ás vezes, é preciso um interprete como Yo-Yo Ma para extrair todo o «sumo» de uma peça, seja ela arque-conhecida ou não, para exprimir a sua alma.

terça-feira, 20 de março de 2018

ELEGIA DE FAURÉ, PARA VIOLONCELO E PIANO


Elegia é um tipo de composição que, geralmente, está relacionada com a saudade, com a memória de alguém que já não é deste mundo. 
Esta elegia composta por Fauré exprime um complexo de sentimentos, traduzidos pela expressiva arcada de Julian Lloyd Webber. 
A peça possui uma complexidade maior do que aparenta, com a sua estrutura multi-temática, os momentos mais agitados e outros mais serenos e as frases que se desenvolvem, quer nas cordas mais graves, quer nas mais agudas.