A poesia é música, celebremos pois os poetas que enobreceram a língua francesa e estão associados, em muitos aspectos, à cidade de Paris.
Muitas outras cidades de França e do Mundo têm suas histórias entrelaçadas com personagens literárias e poéticas. Nisso, Paris não é excepção.
O que a caracteriza como excepcional, é ligação dos poetas a Paris, através do universo da canção.
A CANÇÃO PARISIENSE
Desde François Villon (c. 1431 - após 1463), até aos cantores-autores dos séculos XX e XXI, foram postos em música inúmeros poemas que, de forma directa ou indirecta, evocam Paris. Mesmo quando não seja de modo explícito, a canção parisiense tem o jeito de nos evocar locais e cenas parisienses.
Por isso, Paris estará sempre entre as mais belas e musicais metrópoles do planeta.
https://www.youtube.com/watch?v=GG-n8fd2kWk&t=122s
OS POETAS MALDITOS
Estamos «programados» para celebrar poetas dos séculos anteriores, mesmo conhecendo os lados menos luzentes dos mesmos.
Baudelaire, Verlaine, Rimbaud... Não eram famosos no seu tempo. A sociedade não lhes dava valor. As pessoas «decentes» julgavam-nos obscenos, dissolutos e decadentes. Praticamente, foram descobertos, editados e apreciados, somente decénios após sua morte.
Quanto aos poetas malditos de hoje: Quais serão os reconhecidos como «poetas geniais», no próximo século?
CANÇÕES E POEMAS DE QUALIDADE
Entretanto, podemos ouvir versões musicadas de alguns poemas, compostas por Léo Ferré, Jean Ferrat e Georges Brassens. Mas, além destes, Charles Trenet e muitos outros puseram em música as poesias do passado.
A composição sobre poemas é bastante exigente. Somente os criadores de talento conseguem fazer sobressair a música implícita nas poesias.
(Antologia poética e musical:)
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Titre : Le Pont Mirabeau
Titre : Le Pont Mirabeau
Poète : Guillaume Apollinaire (1880-1918)
Recueil : Alcools (1913).
Sous le pont Mirabeau coule la Seine
Et nos amours
Faut-il qu'il m'en souvienne
La joie venait toujours après la peine.
Vienne la nuit sonne l'heure
Les jours s'en vont je demeure.
Les mains dans les mains restons face à face
Tandis que sous
Le pont de nos bras passe
Des éternels regards l'onde si lasse.
Vienne la nuit sonne l'heure
Les jours s'en vont je demeure.
L'amour s'en va comme cette eau courante
L'amour s'en va
Comme la vie est lente
Et comme l'Espérance est violente.
Vienne la nuit sonne l'heure
Les jours s'en vont je demeure.
Passent les jours et passent les semaines
Ni temps passé
Ni les amours reviennent
Sous le pont Mirabeau coule la Seine.
Vienne la nuit sonne l'heure
Les jours s'en vont je demeure