quinta-feira, 5 de março de 2026
A GLOBALIZAÇÃO NÃO MORREU; ELA APENAS MUDOU DE ROUPAGENS
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
PELA CABEÇA APODRECE O PEIXE
O ditado* aplica-se aos que estiveram no poder, com a confiança triunfante, os que julgam que o seu estado é eterno. Eles tornam-se tão despreocupados, que não se importam que certos indícios venham a público; julgam que podem sempre, de uma maneira ou de outra, desviar a justiça ou vingança.
AS REVOLUÇÕES, SÃO ELES (CLASSES DOMINANTES) QUE AS DESENCADEIAM: São eles que, pela sua soberba, criam inimizades, até entre os que eram do seu campo. De repente, o script é completamente diferente do que estava previsto. Surge uma revelação, um escândalo, uma imbecilidade, que são aproveitadas pelos inimigos. Nunca mais se vêem livres destes pecados e pecadilhos. Ás vezes, uns «pecadilhos» são a causa próxima de algum desses poderosos cair do seu pedestal.
O que é certo é que os «de baixo» não podem continuar a assistir ao carnaval, grotesco e obsceno, sem reagir. Têm, de facto, reagido e bastante; porém, a media corporativa, passa sob silêncio as mobilizações contra o capital, nas suas mais diversas manifestações.
Não devemos ser ingénuos e acreditar que o desmoronar do capitalismo financeirizado, se resume a perdas para os que estavam mais envolvidos na economia «de casino». É essa a ideia que nos querem vender. Mas, as pessoas comuns sentem os efeitos dos desmandos da classe no poder: a inflação, a degradação do Estado Social (Welfare State), a violência contra toda e qualquer dissidência, ao ponto de criminalizar os direitos básicos das «democracias» (direito à manifestação, direito de opinião, direito de organização, etc).
A casta no poder e seus lacaios, pensam que o povo não tem memória, que cai sempre nas mesmas armadilhas. Mas, afinal, não são as pessoas do povo que têm má memória: São os poderosos, pois eles se viram sempre para as mesmas políticas de austeridade, impostas com violência.
Estou à espera, para ver como esta avalanche de revelações e volte-faces se vai repercutir no plano político. O volume da enxurrada de revelações é muito notório nos países do Ocidente, que tiveram um papel proeminente na condução das políticas mundiais: Os EUA, a Alemanha, a França, o Reino Unido, conduziram os seus povos, e os de outras nações, para o abismo.
Pergunto a mim próprio, como é possível tanta estupidez, misturada com tanta arrogância. Que as coisas estivessem complicadas para os detentores do poder, não há dúvida. Mas, o seu desempenho piorou as situações, da diplomacia, à economia, da (falta de) coesão interna, às sanções, que fizeram boomerang...
Parece que a fase do desmoronar do poderio ocidental se está aproximando, não ficando senão um grupo de potências, que já foram grandes, que terão de se conformar a serem apenas nações como as outras. Têm de perder primeiro as suas fixações das épocas coloniais e neocoloniais, o que não será difícil para a população em geral, ao contrário da pequena «elite» da classe dominante.
Eu desejo e anseio pela derrocada deste domínio do Ocidente, que não soube comportar-se, nem aprendeu as lições do passado e do presente.
É preciso varrer o velho, para que o novo tenha espaço para se desenvolver.
COMPLEMENTOS:
Europe's Normalisation of Civil Death with Dr. Alexandra Hofer
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Valérie Bugault: «UMA REVOLUÇÃO CONTRA A PLUTOCRACIA»
segunda-feira, 7 de julho de 2025
AS GRANDES INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS PREPARAM-SE PARA O «RESET» MONETÁRIO
sábado, 12 de abril de 2025
REFLEXÃO: METAMORFOSES INVOLUTIVAS
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025
REFLEXÃO: O DESPERTAR DUM SONHO
quarta-feira, 21 de agosto de 2024
A INDIFERENÇA NA ORIGEM DA ESCRAVIDÃO CONTEMPORÂNEA
É muito difícil guardares um otimismo fundamental, perante uma realidade que, em tudo, contradiz os teus valores e perante a qual não vês saída. Quando a generalidade das pessoas encolhe os ombros, ou desvia o olhar, ou até se põe a defender posições abjetas, em resultado da lavagem cerebral dos media ao serviço do poder.
É inútil esbanjar a tua energia, se em teu redor as pessoas têm as «cabeças enterradas na areia», como é - supostamente - o caso das avestruzes, perante o perigo. Creio que os humanos são piores que as «avestruzes míticas»; os humanos são «animais racionais», mas que «teimam em não ver uma realidade, se ela lhes pode trazer dissabores no emprego», parafraseando Upton Sinclair.
Enfim, de nada serve apontar as injustiças, perante pessoas que nunca levantaram a cabeça para ver além dos limites de sua vida monótona. Mas, é particularmente difícil conceber que, em grande parte da juventude, não se manifeste um impulso generoso, um desejo de utopia ou de emancipação da sociedade escravizante. Esta juventude foi domesticada, tornada dócil, pela combinação «do bastão e da cenoura». Foi mantida num estado de infantilismo na idade adulta, que se traduz por individualismo exacerbado, situação muito favorável aos patrões e seus capatazes, que podem assim fazer dela o que quiserem.
Os instintos gregários, junto com o medo indefinido, mas avassalador, tornam possível que as pessoas se deixem hipnotizar, perante um discurso obsessivo, falso, obviamente falso. Mas isso é óbvio somente para pessoas que não ficaram hipnotizadas.
O contexto social é tudo. O comum dos mortais não examina as narrativas antes de lhes dar crédito. Tais narrativas são aceites, ou não, consoante sejam propaladas pelos media de grande difusão, ou não. Elas podem ser muito desfavoráveis para a vida das pessoas, mas ninguém (ou quase) se ergue para dizer «isso não é bem assim!». Os poucos que o fazem, são calados pela polícia política dos «fact-checkers», que varre em permanência a Internet à procura de «crimes de pensamento». Cedo ou tarde, são acossados com processos levantados por uma «justiça» ao serviço do poder político.
Alguns países como o Reino Unido, Alemanha, etc, dotaram-se recentemente dum aparato especial de leis e decretos que criminalizam a dissidência. Os EUA já tinham isso desde 2001, com o «Patriot Act», embora recentemente tenham reforçado a mordaça à expressão do pensamento.
sexta-feira, 1 de março de 2024
Vem aí o CIRCO ELEITORAL
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024
PSICOLOGIA DO DINHEIRO
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(*)CANÇÃO DO MERCADOR
(letra de B. Brecht; trad. 1974)
Há arroz lá no fundo ao pé do rio
Nas províncias altas as gentes precisam de arroz
Se guardamos o arroz em armazém
O arroz irá tornar-se mais caro para eles
E os revendedores terão ainda menos arroz
Então poderei comprar o arroz ainda mais barato
O que é afinal o arroz?
Sei lá, sei lá o que é!
Sei lá quem o sabe!
Não sei o que é um grão de arroz
Só sei o seu preço
O Inverno chega, as pessoas precisam de agasalhos
É preciso comprar algodão
E não o distribuir
Quando chega o frio os agasalhos aumentam de preço
As fiações de algodão
Pagam salários mais altos
Aliás há algodão em excesso
Em boa verdade o que é o algodão?
Algodão, sei lá o que é!
Sei lá quem o sabe!
Não sei o que é o algodão
Só sei o seu preço
Ora o homem precisa de comer
E o homem torna-se mais caro
Para obter alimento são precisos homens
Os cozinheiros tornam a comida mais barata
Mas aqueles que a comem tornam-na mais cara
Aliás há muito poucos homens
O que é então um homem?
O homem, sei lá o que possa ser!
Sei lá quem o sabe!
Não sei o que é um homem
Só sei o seu preço
domingo, 1 de outubro de 2023
PROPAGANDA 21 (Nº19) : O GORILA INVISÍVEL
sábado, 23 de setembro de 2023
ARTE DA EXTINÇÃO
Retirado de: https://off-guardian.org/2023/09/22/in-the-lands-of-the-dodo-bird/
* Ver artigo de Parry:
https://manuelbaneteleproprio.blogspot.com/2020/03/max-parry-sera-que-pandemia-global-e-um.html
**A letalidade é a capacidade de causar morte. No pânico orquestrado com a pandemia de COVID, os casos reais de morte por COVID foram poucos. Mas, foram empolados com toda a espécie de casos de óbito por outras causas, ao mesmo tempo que se interditava a autópsia de todos os pacientes falecidos. A morbilidade é a capacidade de provocar doença. Foi grande a morbilidade causada pelos coronavírus manipulados. Sendo estes transmitidos pelo ar, tal como a gripe, a sua rápida disseminação estava assegurada.
domingo, 18 de junho de 2023
O ESPECTÁCULO DO PODER
Lamento dizer-vos, não me interessam por aí além as peripécias do poder, seja em Washington, seja noutra qualquer capital.
Mas não resisto de vos mostrar a expressão abúlica, alheada, ridícula, do homem que serve como «capa» ao verdadeiro poder, nos EUA. Um homem com antecedentes gritantes, apologista da invasão do Iraque, profundamente envolvido (com o filho) em negócios de tráfico de influências para proporcionar portas abertas a empresas chinesas, dirigidas por membros do PcCh.
Tudo isto era sabido (pelo estado-maior Democrata) antes de Biden ser sido escolhido como candidato, para enfrentar Trump. Porém, tudo isto está definitivamente dentro do que o establishment democrata considera aceitável, até mesmo a sua dúbia atitude face a tenras crianças ou adolescentes, em público. Este comportamento deve ser relacionado com a acusação da filha de Biden, que foi obrigada a tomar duche com seu pai, quando criança. O facto dele estar senil, apenas tendo capacidade para fazer aquilo que lhe ditarem os «conselheiros», também deve ter pesado na escolha.
Uma vez escolhido o candidato preferido pela elite no poder, os dólares contam mais que os votos dos cidadãos. Já se sabe: Quem contar com somatório de donativos mais importante, está com a eleição garantida. Isso é uma fraude, na essência, mas não é contada como tal. Porém, no caso do último despique eleitoral (ou farsa?) para a presidência, houve fraude comprovada, embora tivesse sido «anulada» por tribunais corruptos. De facto, houve muitos votos por correspondência, os quais - misteriosamente - eram todos para o mesmo candidato, Joe Biden (entre vários outros fenómenos curiosos). Talvez eles (os promotores de Biden) tenham achado que era melhor «jogar pelo seguro». O escândalo do «lap-top» de seu filho Hunter Biden, que contém as provas de transações criminosas (luvas) destinadas ao seu pai, teve a investigação «congelada» durante dois anos, pelo FBI.
A substituição de Biden não deve interessar - ainda - ao estado profundo, nem aos atores medíocres que formam a «elite», ou a corte, em torno do «Rei Momo».
Kamala Harris é vice-presidente: Uma que se mostra completamente imbecil, quando lhe é dada a oportunidade de abrir a boca. Portanto, será uma hipótese de substituição viável, para servir a clique no poder.
É preciso apreender a aberração e a constante deriva para a ilegalidade de um Estado que, por ser o mais poderoso, justamente, fez tábua rasa de todos os princípios. A sua oligarquia quis governar de modo hegemónico e disse-o claramente: veja-se o documento programático PNAC, de 1997, no virar do século. Este Estado, «pertence» aos que o dirigem desde a sombra dos seus gabinetes de empresas e bancos. Quiseram realizar o sonho de Hitler, de um governo único mundial, os «mil anos do Reich».
Com suas tropelias e atos criminosos, criaram mais e mais inimigos. Ao fim e ao cabo, o comportamento no poder do Tio Sam, veio a criar o ambiente mais favorável para nova aliança, coligando Rússia, China, Irão, Índia, Brasil, África do Sul (os BRICS) e a partir daí, para um movimento de aproximação e candidatura dos mais diversos Estados, mesmo de alguns tidos como «aliados fiéis» dos EUA.
Como é típico, a classe dirigente portuguesa vai de novo falhar o comboio. Porém, é claro que a OTAN/NATO mais serve os interesses hegemónicos do imperialismo USA, do que a defesa nacional de Portugal. Os portugueses têm sido manipuláveis a preceito, mas quando virem o descalabro em que foram metidos, irão rejeitar a humilhação de serem meros súbditos neo-coloniais. De resto, vejo com alívio que o desmoronar do império ocidental já está em curso. É como uma avalanche em câmara lenta.
Os que querem suster esta avalanche com murinhos de areia, são idiotas criminosos; eles querem aproveitar os privilégios até ao último momento, julgando safar-se quando vier o grande abanão.
Eu irei continuar a denunciar seu papel antipatriótico e antidemocrático. Necessariamente, a partir de certo momento, irão erguer-se milhões de vozes indignadas. Eu não gostaria de estar na pele desses senhores nessa altura!
Mas, para quem olha fascinado para o poder, digo: vejam que até um malvado, corrupto e senil, tem o lugar de topo da «democracia» mais poderosa!
Foto retirada do artigo seguinte:

