segunda-feira, 1 de junho de 2026

Simplesmente humano [OBRAS DE MANUEL BANET]




Quantos sonhos despedaçados

No olhar de crianças, olhar mudo

Esperançado, como ponte humana

Para os outros, no meio da barbárie?


Quantas lágrimas de mães vertidas

Soluços de pais perante a tragédia

Tudo filmado, nada é perdido

Só se perdeu a humanidade


A insistência da propaganda

É o veículo mais perverso

Normaliza a catástrofe

Banaliza o horror


E sorvemos o veneno

Até que alguns de nós

Reproduzem a violência

No inimigo, no irmão


Alegres vão pró matadouro

Como há séculos e séculos!

A Humanidade ainda existe?

Talvez; mas não aprendeu nada!




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