A derrocada do poderio imperial pode medir-se de várias maneiras. Mas, uma que me parece ter grande poder de diagnóstico, é a credibilidade do seu líder máximo. Com efeito, nada afeta mais a credibilidade de um líder, do que as reviravoltas, as declarações solenes, a política (não apenas externa, note-se) em direcção contrária às promessas eleitorais. Aqueles que, crédulos, votaram nele, sentem-se defraudados. Sondagens recentes mostram que - mesmo nas hostes «MAGA» - não existe apoio maioritário a Trump. Este conjunto de comportamentos mostra ao mundo uma imagem de incoerência, hesitação, falta de palavra... tudo coisas incompatíveis com a confiança necessária para haver relações diplomáticas normais, e relações comerciais baseadas em vantagens mútuas.
Não tenho dúvida que, quer nas relações pessoais, quer nas relações de Estado para Estado, não existe estabilidade, quando não se confia que o outro lado se comprometa e respeite a palavra dada. A instabilidade reina. Mas isto é letal para o sistema capitalista, ou para qualquer outro. A consequência, é a impossibilidade de se fazer acordos, de se encetar negócios, de se fazer andar a economia.
Vamos direitos a uma depressão mundial, pois a recessão já está aqui, apesar da media servil aos poderes nos querer convencer do contrário.
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