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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

SCHRÖDER põe em causa a orientação atual da Alemanha e da União Europeia

 


Existe em toda a Alemanha muita gente que tem uma série de reservas em relação aos rumos que o governo anterior e o actual seguiram. Não serve de nada os fanáticos da ordem neo-liberal clamarem que os «outros» são os iludidos, ou que são «agentes de Putin» e que eles é que detêm a verdade verdadeira. Tudo o que fazem é reproduzir em mais grotesco - caso seja possível (!) - as derivas autoritárias de que foi protagonista a Europa e, em particular, este país, tanto no que toca à adesão ao nacional-socialismo (nazismo) como ao socialismo autoritário (Sobretudo durante a existência da DDR República Democrática Alemã). 
Schröder não tem a minha simpatia em relação às SUAS ACÇÕES POLÍTICAS PASSADAS. MAS, EMBORA TARDE, DESEMPENHA O PAPEL QUE UM PESO PESADO, RETIRADO DA POLÍTICA ATIVA, COSTUMA TER: Ser a consciência moral da sua corrente de pensamento e sobretudo dos consensos sociais conseguidos durante os anos em que foi Chanceler. Enfim, desempenha o papel de ser «voz» daqueles/elas que não têm voz, quer sejam de sensibilidade social-democrata ou outra.
A análise crítica do ex-Chanceler, embora não tenha nada de original, vem reforçar correntes que se sentem marginalizadas dentro da lógica da democracia parlamentar, que formalmente corresponde à constituição alemã. Os sinais de desrespeito da legalidade e da ordem constitucional pelo governo, abundam e está-se na Alemanha de hoje a um passo de um regime autoritário, ou, mesmo já dentro desse regime. 
Enquanto potência industrial mundial (ainda tem o 4º lugar no ranking) e ainda  claramente dominante economicamente dentro da U.E., as derivas autoritárias que venho assinalando, em relação à Alemanha, nos últimos anos, repercutem-se de imediato noutros parceiros da União Europeia e pesam no desenrolar das transformações geopolítica, económica e financeira, em curso. 
É por isso que me parece imprescindível conhecer  as críticas - a maior parte, certeiras - que incomodam tanto o establishment alemão e o das outras nações europeias. 

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

DEPUTADOS ALEMÃES ACUSADOS DE «SEREM ESPIÕES AO SERVIÇO DA RÚSSIA»



Num debate parlamentar sobre as armas e financiamentos destinados à Ucrânia, deputados da AfD (Alternativ für Deutschland) foram acusados de estarem a recolher informações para as passarem aos russos! No entanto, aqueles deputados apenas levantaram questões e apresentaram pedidos de esclarecimento, perfeitamente legítimos, que qualquer força política responsável poderia (deveria) levantar.

Hoje, AfD é considerado o partido mais popular na Alemanha segundo numerosas sondagens, deixando histéricos o governo de coligação e os partidos que o constituem. As acusações feitas, por mais ofensivas e gratuitas que sejam, têm o perverso pressuposto duma campanha destinada à ilegalização da AfD.  

Não há dúvida que o partido AfD tem acolhido pessoas de extrema-direita, que não tiveram possibilidade de singar dentro do partido do Centro-Direita (CDU-CSU) do Chanceler Merz, embora este tenha e sempre teve elementos da extrema-direita. Mas, é verdade que o tom de perseguição histérico também se nota noutros partidos de governo (inclui os social-democratas), em especial, contra a extrema-esquerda*: Mas, porque esta não poderá, no curto prazo, ganhar eleições e alcançar o poder, os insultos mais verrinosos são reservados aos conservadores de direita da AfD. Estes estariam em boa posição para serem governo, caso houvesse agora eleições antecipadas.


«O deputado da União Cristã Democrata (CDU) Marc Heinrichmass, que é membro do Comité Parlamentar que tutela os serviços secretos, alegou durante um debate no Parlamento Federal que o AfD tem “estado a ser conduzido pela trela pelo Kremlin". Também denunciou que «no mínimo, existe uma célula dormente favorável à Rússia, no seio da AfD. Também disse: "Que sorte para Vladimir Putin, que a AfD exista na Alemanha.” Estas afirmações foram no contexto da sua objecção ao inquérito parlamentar sobre assuntos militares e de infraestruturas.»

                   
A montagem da foto mostra uma bandeira da AfD com a silhueta de Putin sobreposta.

Nunca tive especial admiração pelo parlamentarismo burguês, mas nunca pensei que este poderia descer tão baixo e desmascarar-se de forma tão óbvia.

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*Sara Wagenknecht foi apodada de «agente de Moscovo» pela cadeia de televisão oficiosa.

PS1: O Coronel Douglas MacGregor pensa que a Alemanha vai sair da OTAN e da UE.