domingo, 29 de março de 2026
Portugal: ESTÁDIO FINAL DA DEPENDÊNCIA
quarta-feira, 28 de maio de 2025
A FÍSICA DAS BOLHAS ESPECULATIVAS
Desde já quero afirmar que há zero hipóteses da bolha do crédito não rebentar. A hipótese de ser desinflada suavemente, sem haver grandes cataclismos nos mercados e na economia mundial, é apenas um sonho que poderá servir para tranquilizar pessoas especuladoras e gananciosas, daquelas que costumam embarcar na narrativa mais fantasista, mas que satisfaz o seu insaciável apetite por mais e mais lucro.
Então, qual é a física (e não a metafísica!) das bolhas especulativas?
- As bolhas não têm um substrato real, ou seja, são expansões de preços, de capitalizações bolsistas ou valorações nos mercados, que não têm por base um verdadeiro acréscimo de valor da coisa especulada. Quer sejam ações, títulos do tesouro, túlipas, quadros de artistas «na moda», objetos de coleção, ou outro veículo qualquer, quais são os fatores psicológicos* subjacentes?
1º - A perceção de que um ativo está continua e persistentemente subindo de preço. Temos os exemplos das ações cotadas no NASDAQ, das cotações do Bitcoin e outras criptomoedas, etc.
2º - A perceção de que, devido à enorme procura de um certo item, este se torna mais e mais raro no mercado, quer isto seja verdade, quer não. Temos os exemplos do ouro e dos metais preciosos. No longo prazo, realmente, vai havendo menor quantidade de metal precioso, extraído das minas, ou por descobrir. Mas nos semi-condutores ou «chips» é diferente. Neste caso, há estrangulamentos causados por sanções e guerra comercial, mas ao nível da produção dos mesmos não há diminuição, apenas roturas nas cadeias de abastecimento.
3º - A perceção de que um pequeno investimento pode fazer a fortuna de qualquer um. Esta ilusão é muito difundida no público que se deixa seduzir pelas criptomoedas. Em geral, a procura de ações já claramente sobrecotadas, o «panic buying», é motivada pelo receio de que «todos vão beneficiar e ficar mais ricos. Se eu perder a oportunidade, irei ficar para trás».
4º - A perceção de que «desta vez será diferente». Claro que os episódios especulativos são únicos num certo aspecto, as circunstâncias particulares nunca se repetem.
Porém, as diferentes fases do ciclo estão sempre presentes:
1- A "descoberta". 2- a "subida exponencial". 3 - as "oscilações no topo". 4 - a "descida brusca e inesperada" atribuída ao acontecimento X,Y ou Z. 5 - o "ressaltar do ativo" dando oportunidade a novos investidores entrarem. 6- A descida fatal, acentuada e prolongada . Todos querem vender, mas só poderão fazê-lo com grandes perdas. 7- O «ressalto do gato morto», uma transitória inversão da trajetória descendente que faz com que alguns acreditem que ainda poderá haver uma "subida espectacular". 8 - O cancelar do sonho; quando o "mirífico veículo para enriquecer toda a gente" se torna odiado e desprezado por todos.
No caso da expansão mundial do crédito (= da dívida) estamos na fase em que muitos investidores já estão com receio, já muitos desconfiam das manobras dos bancos centrais, mas em que poucos têm a lucidez de analizar o fenómeno no seu conjunto e compreender a natureza desta enorme bolha. Com efeito, a bolha do crédito impulsiona todas as outras (a bolha do imobiliário, a bolha das bolsas de valores, etc.) e perpetua-se devido a um erro de avaliação dos indivíduos e mesmo das nações.
Um indivíduo fica iludido (num contexto de inflação) quando pensa: «tenho hoje mais notas de banco, do que na semana passada, portanto sou mais rico».
Uma nação também é vítima da expansão sem limites do crédito, através de falsificação do cálculo do PIB. Este, em todos os países, é manipulado: Minorizam sempre o grau de inflação para que o PIB, mecanicamente, apareça como positivo, quando na realidade, está em contração.
Porém, há quem jogue o seu jogo de enganar as massas, para daí tirar maior proveito próprio. Os bancos centrais e os governos estão mais avançados e mantêm o público na maior ignorância possível. Estão a forjar novos e implacáveis meios de nos escravizar, mais ainda do que já estamos: Os famosos CBDC estão aí, tecnicamente prontos para funcionar, apenas esperando que a oligarquia mundial escolha o momento mais favorável para os Bancos Centrais, coordenadamente, lançarem as ditas divisas digitais. Ficam no vago, quanto aos detalhes técnicos, pois estes poderiam assustar (e com razão, aliás) o povo. Teremos a «surpresa» de ficarmos completamente dependentes, transparentes, e sujeitos aos governantes... A definição mesma da escravidão. Mas, sempre com a «garantia» dos governos, de que é para o bem dos cidadãos e, sobretudo que «será fácil» e que não terá grandes diferenças (dizem eles!) em relação ao dinheiro digital que já existe hoje.
A guerra também preenche o seu papel.
Para submeter a cidadania a um novo regime de controlo absoluto das nossas finanças pessoais, através dos CBDCs, não há nada melhor que uma «situação excecional» para servir de alibi.
Qual o pretexto de que os governos se servem para suprimir as liberdades mais elementares e os direitos «inalienáveis» dos cidadãos? Quando há um estado de guerra, todas as liberdades e garantias são suspensas, por simples decreto governamental. O cidadão desaparece, o que conta é o sacrifício coletivo pela pátria... Os intervalos entre guerras são geralmente superiores a 50 anos, pelo que as pessoas da geração que viveu isso, ou já morreram, ou têm a memória demasiado debilitada pela velhice; as jovens gerações não sabem nada dos sofrimentos dos seus avós e o que lhes «ensinam» na escola, são narrativas moralistas e que passam sob silêncio o papel dos grandes industriais e financeiros.
Como dizia Napoleão, «o dinheiro é o nervo da guerra». Os mais belicosos dirigentes, nos países da UE, pretendem reforçar os arsenais com empréstimos forçados, sem mandato dos respectivos povos, uma autêntica extorção dos cidadãos pelos Estados. Centenas de triliões de dólares serão gastos em armamentos. Estes triliões acabam sempre por ser cobrados, pelos impostos, às presentes e futuras gerações. Mas, nunca vão buscar esse dinheiro à fortunas das oligarquias, causadoras destas catástrofes. Porém, sabemos que elas as provocaram, as amplificaram e delas beneficiaram. É normal: São elas que traçaram o cenário; não se pode esperar que o façam de modo a que seja a sua própria classe a perder!
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*Nota: trata-se de aspectos psicológicos nos indivíduos e nas massas e suas repercussões no preço de mercado de um ativo.
quarta-feira, 11 de setembro de 2024
DRAGHI PROPÕE A «MUTUALIZAÇÃO DA DÍVIDA DA U.E.»
É como o bombeiro pirómano: Provoca o incêndio. Depois, vai participar no combate às chamas, com os outros bombeiros, como se ele fosse totalmente inocente!
Isto pode bem ser o princípio do fim da UE.!
O circo montado, com o solene discurso de Draghi, supostamente um «sábio» que «não teria» mais ambições políticas, destina-se a avalizar as medidas de estrangulamento do que resta de autonomia das nações que compõem a manta de retalhos da UE. A partilha das dívidas significa que os políticos de cada país ainda menos se mostrarão cuidadosos em relação às despesas excessivas. Será uma corrida para ver quem gasta mais, para agradar ao eleitor. Este, se no imediato poderá ter algumas «prendas» dos governantes, estas serão envenenadas, porque trarão um excesso de inflação, desencadeada justamente pelos próprios governantes. Pois a inflação é sinónimo de excesso de dinheiro em relação ao conjunto de mercadorias disponíveis para compra nos mercados. Esta «mutualização» da dívida pública dos países da U.E. vai ser o último prego no caixão, que irá liquidar de vez a capacidade produtiva da U.E.: «Viva a U.E., a nova neocolónia Americano-Chinesa!» (dirão eles, os eurocratas)
sábado, 23 de dezembro de 2023
PORQUE PRECISA O CAPITALISMO DE EXTRAIR RIQUEZA DO SUL GLOBAL?
https://www.youtube.com/watch?v=6RF5vx1W_kk
segunda-feira, 6 de abril de 2020
MALONEY PREVIU A CATÁSTROFE QUE SE ABATE SOBRE A ECONOMIA
domingo, 22 de março de 2020
PRÓXIMA ETAPA NA TOMADA DE PODER GLOBALISTA
PS1: Amanhã, 25 Março, o parlamento alemão vai votar o Estado de sítio/de excepção/de emergência por UM ANO INTEIRO, Ou seja, é a morte do que restava de liberdades e direitos civis. Podem ter a certeza que vai ser copiado por praticamente todos os outros parceiros da UE. A razão para isto: eles percebem que a segurança social e toda a economia - em geral - estão falidas e que vai ser difícil conter as pessoas, a bem...
PS2: Se quiser compreender melhor o aspecto económico financeiro de todo este imbróglio, oiça a entrevista que Lynette Zang deu a George Gammon 25 de Março.
PS3: Veja como é construída uma histeria (na media e com o estímulo dos governos) em torno de um vírus, para servir os interesses dos globalistas.
O artigo de «Off-Guardian» contém depoimentos de 12 médicos e cientistas epidemiologistas (muitos deles com grande prestígio profissional) que põem sérias objecções à maneira como está a ser abordada esta pandemia:
https://off-guardian.org/2020/03/24/12-experts-questioning-the-coronavirus-panic/
terça-feira, 22 de janeiro de 2019
QUE SURPRESA! TODOS OS PARTIDOS SÃO CLIENTELARES...
sexta-feira, 23 de novembro de 2018
A DESPROPORÇÃO DA DÍVIDA GLOBAL E O SEU SIGNIFICADO

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(*) https://www.zerohedge.com/news/2018-11-22/global-debt-increase-2018-vs-gold-investment-must-see-charts
Citação do artigo:
[...] Thus, the total value of all gold and silver mined in 2018 is a measly $151 billion compared to the increase in global debt 1H 2018 of $8 trillion. What most investors fail to realize is that the massive $247 trillion of debt is propping up the assets in the market. So, when the debt implodes, so will the assets. On the other hand, gold and silver will still hold their value and likely increase significantly during the next market crash.[...]