quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
Estratégica Vitória da China
terça-feira, 30 de dezembro de 2025
China lança sanções perante armamento de Taiwan pelos EUA
sexta-feira, 12 de dezembro de 2025
A GUERRA NÃO DECLARADA JÁ ESTÁ AQUI HÁ BASTANTE TEMPO [Crónica da IIIª Guerra Mundial nº53]
----------------------
RELACIONADO:
https://substack.com/@nelbonilla/note/c-180757735?r=9hbco
Bruxelas decidiu no sentido de expropriar os bens financeiros russos congelados na UE:
https://www.moonofalabama.org/2025/12/russia-counters-eu-shenanigans-to-steal-its-frozen-assets.html
Veja a seguinte entrevista com Alastair Crook:
https://youtu.be/gkJD1qHlHhw?si=kwa_bwVfIxvSeN2M
Excelente análise de Prof. Mersheimer:
https://www.youtube.com/watch?v=GOJerDDCnes
Conheça a avaliação por Martin Armstrong, de Zelensky e seu regime.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2025
SOBRE A GUERRA DAS TARIFAS
O prof. John Mearsheimer calmo e racional, desfia o rol dos erros estratégicos dos EUA nestes trinta anos de política hegemónica. Como ele relembrou, a dominância dos EUA existiu durante algum tempo. Durante menos de duas décadas, parecia que nenhuma força poderia enfrentar o seu poderio.
Entretanto, foi desenvolendo uma política de sanções, de instrumentalização do dólar e dos sistemas de pagamento e punindo com tarifas "amigos e inimigos".
O prof. Mersheimer delineou neste vídeo a reposta da China. Esta foi paciente, dirigida para novas relações comerciais, oferecendo oportunidades de negócios, não colocando condições, nem influindo na política interna dos Estados, até que chegou o momento em que o mundo inteiro pôde comparar as duas abordagens do comércio internacional e tirar as óbvias conclusões:
- Por um lado, um império decadente, agressivo, caprichoso, que só promete revoluções coloridas ou invasões, aos recalcitrantes;
- Por outro, uma potência que aposta nas relações "win-win", que respeita a soberania e oferece estradas, caminhos de ferro, portos, aeroportos e mais infraestruturas, que os países do Sul Global tanto pecisam. A China ajuda-os sair do ciclo de dependência neo-colonial. Este ano, a China teve um excedente comercial de 1 Trilião de dólares.
sábado, 6 de dezembro de 2025
OURO, PRATA E YUAN: OS 3 VECTORES DA QUEDA DO DÓLAR
A- Lançando obrigações em yuan que podem ser convertidas em ouro no Mercado de Metais Preciosos de Xangai. Com rendimento de 7%, são muito mais apetecíveis que as Treasuries americanas, que apenas dão 2%.
B- Compra de ouro em quantidades bem superiores (10 vezes mais) às oficialmente declaradas.
C- Venda de prata no Mercado de Xangai, mas apenas em Yuan. Como existe uma enorme falta de prata disponível nos mercados ocidentais, os compradores têm de trocar as suas divisas por Yuan, para poderem comprar em Xangai. O valor da divisa chinesa e a sua internacionalização são cada vez maiores e a fatia das trocas comerciais em dólares vai diminuindo.
D - A China deixou, há anos, de acumular dólares sob forma de obrigações do Tesouro americano e tem colocado à venda quantidades elevadas das mesmas obrigações.
E- Tem promovido, com os seus parceiros dos BRICS (e outros), contratos comerciais envolvendo apenas Yuan e divisas dos parceiros, com exclusão do dólar.
Veja o vídeo abaixo, de Paulo Nogueira Batista Junior:
segunda-feira, 1 de dezembro de 2025
A CHINA CONTINENTAL É COMUNISTA?
Lembro-me de ter visto um pedinte, com as pernas gravemente incapacidadas, que se arrastava pelo chão do acesso a uma estação de comboio, algures no centro da China. Ele pedia esmola, erguendo um copo, à caridade dos transeutes que passavam sem lhe prestar atenção. Esta cena deixou-me perturbado, não que não tivesse visto coisas semelhantes do Ocidente e no meu próprio país, mas justamente porque este tipo de estendal de miséria não era próprio de um país que se considera praticando uma moral comunista, um país do socialismo da abundância, ou seja, o tal «socialismo com características chinesas».
Não foi caso único, também encontrei um sem-domicílio enrolado numa manta numa passagem subterrânea duma grande avenida de Pequim. Não julguem que eu estava à procura desses casos, nada disso: Eu estava inserido num grupo de turistas, todos portugueses, que visitavam a China.
Numa noite em que jantámos num célebre restaurante de Pequim, deparei-me com uma mulher idosa a pedir na rua, onde estacionavam os carros, fazendo gestos de «levar comida à boca». Fez-me pena, embora tais cenas estejam igualmente presentes em capitais de países ocidentais e das mais opulentas.
Mas eu acreditava, ingenuamente, que tais manifestações de miséria eram impossíveis num país dito socialista e orgulhoso das suas façanhas económicas e em ter arrancado da miséria uma grande fatia da sua população. Mas, o pior de tudo era que tais exemplos concretos de miséria, recebiam apenas indiferença da população.
As pessoas são iguais em Pequim, Toronto, Londres, ou Madrid: quanto mais afluentes, menos se preocupam com as pessoas destituídas. Esta também é uma lição para confrontar a realidade com a propaganda de um «socialismo» com «rosto capitalista». Pode ser socialista na condução geral da economia, mas as pessoas concretas não «comem o PIB», nem se vestem com «estatísticas da produção».
Martin Armstrong é capitalista e favorável ao tipo de regime (dito de «democracia liberal») que vigora nos países ocidentais. No entanto, como pessoa inteligente e pragmática que também é, tanto apresenta os lados positivos como negativos do regime chinês. A bem da verdade, tenho de confirmar que ele tem razão em vários pontos de um artigo seu, abaixo (*).
O prof. Michael Hudson, que tem trabalhado em universidades chinesas, como professor convidado de economia, caracteriza a China como um sistema misto. Ele é globalmente favorável ao regime aí implantado, porém reconhece que foi a abertura à iniciativa privada, no tempo de Deng Xiao Ping, que permitiu o arranque para o desenvolvimento neste imenso país.
A China foi ficando para trás, após a implantação da RPC em 1949, durante mais de 20 anos de comunismo radical sob a batuta autoritária do partido e do seu «timoneiro» Mao Tsé Tung. Continua oficialmente o regime, continua a ditadura «proletária» do partido, mas o regime foi-se transformando profundamente por dentro.
As pessoas esperam que, no futuro, tal como no passado recente, o seu nível de vida vá melhorar ainda mais. As pessoas na China são iguais às pessoas noutro ponto qualquer do globo. Querem viver com o mínimo de decência e dignidade, não precisando de se dobrar perante cada «apparatchik» que lhes apareça.
Será «virtuoso» enriquecer, como dizia a propaganda no tempo de Deng? - Sim, na medida em que este enriquecimento provenha do trabalho e do reconhecimento social por esse mesmo trabalho. Este princípio pode e deve existir numa sociedade socialista, ao contrário do que a propaganda propala de que o socialismo é igualizador, de que mata toda a criatividade, etc. Aliá, esta propaganda é afinal auto-destruidora, pois ela não explica como o desenvolvimento técnico e científico, assim como a excelência nas artes, se desenvolveram na URSS, na China e em muitos países «socialistas» durante a Guerra-Fria.
Se as pessoas fossem condicionadas a pensarem rotineiramente, nem cientístas, nem engenheiros, nem artistas em todas as artes, poderiam ter excecional qualidade. Dirão que são uns poucos que escaparam a um condicionamento radical; pois, a ser assim, estes que se notabilizavam seriam logo esmagados por hierarcas e pelos seus iguais. Algo de semelhante a isso começou - como um vento destruidor - na China durante a «revolução cultural»: Nesta altura foram destruídos imensos monumentos e sobretudo criminosamente enxovalhadas, castigadas e humilhadas centenas de milhares de pessoas, intelectuais na maioria. Muitos indivíduos que deram o melhor de si próprios, nos anos anteriores, foram alvos preferidos dos «guardas vermelhos» da China.
Deng Xiao Ping foi uma vítima, assim como o pai de Xi Jin Pin e o próprio Xi. Se a «revolução cultural», iniciada com o pleno acordo e estímulo de Mao e continuada pelos seus mais chegados aliados, fosse coroada de sucesso, hoje a China seria um país miserável.
Para mim, que aceito de bom grado os objetivos últimos do comunismo, mas não os desmandos que foram cometidos em seu nome (numa grande parte do século XX, sobretudo), não tenho qualquer complexo de superioridade em relação ao povo chinês. Antes, fico maravilhado pela sua capacidade de «endurance», de trabalho árduo, de solidariedade familiar, de auto-disciplina, de espírito coletivista. Devo dizer, no entanto, que estas propriedades não se desenvolveram a partir da China «comunista». Foram, durante milénios, o produto das experiências, dos fracassos mais sangrentos aos períodos mais aúreos, do povo chinês.
Para mim, o trato com um chinês é o mais natural, pois eu tenho muito respeito pela sua civilização e procuro naturalmente pontes para me relacionar com ele. Os chineses que eu encontrei ao longo da minha vida, muitas vezes foram cordiais, nada distantes. Pois, eles intuíam que eu não tinha qualquer complexo racista, de ser produto duma «civilização superior».
Por isso, amo as pessoas, compreendo que todos somos uma raça única, temos todos as mesmas necessidades fundamentais e legitimidade para nos afirmar dentro da sociedade, dando o melhor de nós próprios e recebendo - em troca - a justa recompenasa.
Só não acredito que um sistema ferreamente hierárquico, mesmo que tal ocorra apenas numa fase de transição histórica, possa conduzir-nos a um comunismo verdadeiro, aquele em que as pessoas têm igualdade de direitos e deveres, um poder largamente distribuido por todos, uma liberdade de expressão e criação em todos os domínios .
É como se me quisessem convencer que a melhor maneira de ir de Lisboa ao Porto, é tomar a estrada em sentido contrário, a que vai de Lisboa a Setúbal. Por que razão toda a gente veria isto como loucura, mas uma parte das pessoas convenceu-se que a «ditadura do proletariado» (do partido, na verdade) era, não apenas o melhor mas o «único» caminho para o socialismo e comunismo?
- Eu chamo a isso alucinação, mais que endoutrinamento, porque muitas pessoas - minhas conhecidas - adoptaram esse ponto de vista e não eram estúpidas, eram inteligentes e pareciam-me sinceras.
----------
« The Chinese Communist Party is not “communist.” China permits private ownership and corporations. Consumerism and capitalism are alive and well. Forbes reported in April 2021 that a new billionaire was created worldwide every 17 hours, with the majority of newfound wealth coming from China.
The USA may be the billionaire capital of the world, with between 813 and 902 billionaires recorded, but China has seen a significant rise in the top wealth bracket in recent years. Mainland China currently has around 450 billionaires with a combined wealth of $1.7 trillion. China also hosts over 1,400 people with fortunes above $700 million. Billionaires do not exist in communist nations.
Karl Marx’s communism involved seizing the means of production. The government owns land, infrastructure, factories, and corporations under the premise that the ruling class could be eliminated by surrendering ownership to the state. Citizens may not accumulate wealth, as no one may have more than another, and certainly not more than the state. Everyone must be equal in poverty.
Under communism, the incentive for innovation is null and void. China has become a pioneer in innovative technologies and discoveries in every sector. Entrepreneurs are abundant in China, and investment and international trade are encouraged. The China of today is one of the leading players in the global economy, driven by modernization and competitiveness. The China of the past may have been communist, but the government is not going to take down statues of Mao or announce past wrongdoings.
China quietly moved away from communism decades ago. They saw it wasn’t working and made a change without a public declaration. Yes, the CCP is certainly authoritarian to some degree, but it is a fallacy to call China a communist nation.»
segunda-feira, 24 de novembro de 2025
DOSSIER «IA» («INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL»)
Decidi criar um dossier que agrupasse artigos e vídeos mais significativos em termos de aprofundar uma abordagem do fenómeno «IA», desde o ponto de vista da economia geral, à sua repercussão sobre as liberdades e autonomia dos cidadãos. O facto de transcrever ou citar qualquer artigo ou vídeo, não significa, obviamente, que eu esteja 100% de acordo com aquilo que nele é expresso. Antes pelo contrário, não limitarei as entradas aos pontos de vista que estejam mais próximos dos meus.
PS1: Muitos se inquietam que esta bolha de «IA» seja o mesmo que a bolha dita «.com», ou ainda que a bolha das criptodivisas. Com efeito, esta corrida pela melhor capacidade de funcionamento de instrumentos de IA envolve (segundo artigo de Lena Petrova) somas colossais:
. Alphabet levantou 17 milhares de milhões de dólares nos EUA e outros 6 milhares 500 mil milhões de euros na Europa.
. Meta investiu uma soma brutal de 30 milhares de milhões de dólares, com um livro de encomendas batendo todos os records, de 125 milhares de milhões.
. Oracle vendeu 18 mil milhões de dólares para financiar a construção do seu centro de dados. De acordo com o banco Morgan Stanley, as ambições relativas à IA, poderiam implicar 1,5 biliões em empréstimos ao sector tecnológico até 2028.
. JPMorgan estima que os hiper centros de dados irão custar 570 milhares de milhões apenas para o ano de 2026 - 4 vezes o que investiram, apenas há uns poucos anos..
[AI Boom Is Ending - The Truth Behind the Hype No One Wants to Admit]https://www.youtube.com/watch?v=Q6zHLELxEdA
Ben Norton:
https://www.youtube.com/watch?v=JAZqYQBwWNYhttps://www.youtube.com/watch?v=rtD_Emq0pbs
Entrevista a Iain Davis:The Technocratic Dark State
(clicar no link para ir para o vídeo em ODYSEE)
https://off-guardian.org/2025/11/23/watch-the-technocratic-dark-state/
QUANTUM SILK ROUTE
https://www.youtube.com/watch?v=oyS2s1LhMoA&t=3s
CNBC International
https://www.youtube.com/watch?v=gQemV8nChDo
- O CEO de NVIDIA está desesperado. Com efeito, a sua companhia está em risco de perder acesso ao mercado chinês. As restrições colocadas pela China significam que NVIDIA não irá fazer negócio naquele país, daqui para a frente. Além disso, a China desenvolveu soluções muito mais eficientes, nomeadamente os «chips» analógicos muito mais rápidos e consumo muito menor em energia. Não há dúvida que as empresas chinesas irão dominar o mercado no futuro.
SOUTH CHINA MORNING POST (HONG KONG)
It's Getting Harder And Harder To Preserve Our Mental Sovereignty (*)
sexta-feira, 21 de novembro de 2025
Um em cada oito estudantes nos EUA incapaz de compreensão de matemática elementar
Foto: Educação «on-line»
Retirado e traduzido a partir de Armstrong Economics
A Universidade UC San Diego divulgou um estudo preocupante que mostrava que 1 em cada 8 alunos candidatos ao curso da faculdade (college) tem uma competência de apenas escola média em matemática. A instituição viu-se forçada a introduzir cursos de recuperação em matemática para os alunos dos primeiros anos da faculdade, que colmatassem as carências que vinham desde a escola elementar, até ao liceu. O denominador comum tem sido o COVID, pois as notas caíram rapidamente desde 2020.
O número de estudantes que precisavam de aulas de recuperação em matemática amplificou-se de 1 em 100, para 1 em 8. Os estudantes têm dificuldade em resolver equações básicas. “Preencha o valor de X correspondente: 7 + 2 = X + 6.” Uma assustadora percentagem de 25% de estudantes não conseguia responder a esta pergunta. Cerca de 37% dos estudantes eram incapazes de subtraír fracções e 61% tinham dificuldade em fazer um arredondamento com números elevados, até à centena mais próxima. A UCSD está classificada atualmente como a 5ª melhor universidade pública americana e tem 24% de aceitação. A situação na generalidade dos estudantes americanos é muito pior.
O estudo não atribuia o problema à política de «Nenhuma Criança Fica Para Trás» implementada pelo ex-presidente George W. Bush em 2001. O estudo da UCSD atribui o declínio acentuado a factores mais recentes, como a paragem educativa devida ao COVID-19, a eliminação de testes estandardizados nas admissões, a inflação das notas e o crescente recrutamento a partir de liceus sub-financiados.
Estes estudantes estavam nos 8º ou 9º anos quando os «lockdowns» fizeram a educação parar. O que acontecerá aos estudantes mais jovens que viveram interrupções quando estes conceitos básicos foram indroduzidos pela primeira vez no curriculum?
O Programa para Avaliação Internacional dos Estudantes (PISA) é efetuado cada três anos, para avaliar a educação entre as nações da OCDE. O teste é dado a cerca de 600 mil estudantes de 15 e 16 anos, nos vários países, para avaliar o seu nível de compreensão de matemática, ciências e leitura. Em relação a 2022, estas são as dez nações com melhores resultados em matemática: Singapura (575), China (552), Taiwan (547), Hong Kong (540), Japão (536), Coreia do Sul (527), Estónia (510), Suíça (508), Canadá (497), Países Baixos (493). Os estudantes dos EUA têm um score de 465, ficando 90 pontos abaixo da China.
Os lockdowns do COVID apenas exacerbaram a crise educacional nos EUA; a próxima geração de trabalhadores estará numa desvantagem extrema.
quarta-feira, 19 de novembro de 2025
BEN NORTON: O motivo real para o apoio dos EUA a Israel e o falso «cessar-fogo»
terça-feira, 18 de novembro de 2025
O LADO OBSCURO DO CRESCIMENTO VIGOROSO CHINÊS
KEYU JIN: "ESTAMOS TODOS ENGANADOS SOBRE A CHINA"
terça-feira, 11 de novembro de 2025
A guerra dos chips & o caso Nexperia
Veja a mais estúpida tentativa de barrar a China de vender os seus chips... e o resultado.
