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terça-feira, 8 de setembro de 2026

ENTREVISTA COM SHAUN REIN por George Galloway

E

 Shaun é um experiente homem de negócios que tem desempenhado a sua actividade na China. Apesar de ser abertamente pro-capitalista,  não deixa de reconhecer as grandes qualidades do sistema chinês: " O sistema chinês funciona bem para a China".

Afinal, não deveria ser isso mesmo que deveríamos ouvir para outros grandes países? 
Nos EUA*, a corrupção da classe política transformou para pior as condições concretas dos americanos comuns. Além  disso, os EUA estão desprestigiados no que toca à sua política internacional: A política da «canhoneira», típica dos imperialismos, no século XIX! 

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* Não apenas o entrevistado reconhece a situação, como os participantes num congresso recente, como podem ler no artigo de Philip Giraldi: AQUI

domingo, 16 de agosto de 2026

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

O JAPÃO À BEIRA DO COLAPSO, AGORA [Crónica da Terceira Guerra Mundial nº69]


O vídeo acima mostra como as relações laborais no Japão são destrutivas da própria vida dos trabalhadores, causando também uma sociedade doente: Nas esferas da família, da juventude, da educação e mesmo do ponto de vista espiritual. 

Não se deve esquecer como foi erguido o sistema político, depois da derrota da IIª Guerra Mundial, graças à «protecção» do ocupante americano, que se preocupou mais em manter o Japão dentro do círculo dos países anti-comunistas, tal como a Alemanha Federal, do que em criar as condições de uma democratização verdadeira, expondo os crimes do governo e militares do regime imperialista derrotado. 

Nos países que estiveram associados ao «Eixo» e que depois ficaram na esfera de influência americana, as pessoas que formaram a elite pós-IIª Guerra Mundial eram - em larga percentagem - agentes dos grandes capitalistas associados aos governos fascistas, dos quais tinham beneficiado. 

Todos esses fatores juntos foram criar um bloqueio. Em todos estes anos, pós IIª Guerra, a sociedade, a economia e a política japonesas nunca puderam «virar a página» do Japão militarista e imperialista.

O governo japonês nunca conseguiu realmente sair da crise financeira que se iniciou há 40 anos. Apesar de ser a segunda potência industrial nessa altura, foi perdendo aos poucos, para concorrentes (a China, a Coreia do Sul ...) cujas economias estavam em ascenção.

A situação de défice financeiro agravado foi colmatada, em grande parte, pelo facto dos japoneses reformados, individualmente ou associados nos fundos de pensões, terem investido muito em títulos do tesouro japonês. A parte da dívida detida por entidades públicas ou privadas estrangeiras era muito menor. Deu-se então o caso da dívida crescer sem parar, embora as consequências  fossem aparentemente insignificantes para a economia produtiva e a sociedade. 

Porém, os juros muito baixos artificiais, gerados por este mecanismo de «auto-compra» da dívida estatal, foi atraír a finança internacional. Desde os grandes bancos ocidentais aos especuladores, praticamente todos praticavam o «Yen Carry- Trade». Este consistia em pedir emprestado a instituições bancárias japonesas a juro muito baixo, quase zero, para depois aplicar estes capitais em investimentos, que forneciam um juro bem maior. O montante próprio da dívida era facilmente recuperado e devolvido aos bancos emprestadores, sendo o resto lucro para os investidores. 

Mas, com o aprofundamento da crise económica e financeira, o governo japonês viu-se forçado a aumentar em cerca de 1% (aumento modesto) as obrigações estatais, arrastando assim os diversos juros (bancários, hipotecários, de consumo) para cima. Pode parecer algo insignificante, porém inviabilizou muitos dos negócios de «carry trade». O «carry trade» já não fornecia um intervalo de juros suficiente para manter a rentabilidade do negócio.

Historicamente, as potências que estão numa situação financeira apertada têm tendência a tomar (ou retomar) atitudes agressivas em relação ao estrangeiro, em relação aos inimigos (verdadeiros ou de convenência). 

A retoma da produção armamentista, as manobras da marinha de guerra nos mares do Sul da China, vêm confortar o eleitorado nacionalista e militarista da primeira-ministra Sanae Takaichi

Em todos os casos em que ocorre uma viragem realmente autoritária, com um governo de extrema-direita, verifica-se que a economia não ia bem, que o povo estava a sofrer com uma redução significativa do nível de vida, com inflação, desemprego. Mas numa tal situação, a classe no poder nunca iria assumir-se como responsável pelos males presentes. Daí, as derivas militaristas, a designação dum inimigo externo, desviando assim o público da origem interna dos males da economia desse país. 

Prevê-se que a situação internacional ainda piore mais, se o  Japão mergulhar no caos. Foi o que desencadeou o empréstimo de emergência dos EUA, oferecendo euros, dos seus fundos em divisas da FED, para comprar Yen: O governo da oligarquia dos EUA percebeu a necessidade deste empréstimo de emergência. Evidentemente, o Império não estava interessado no caos, como «senhor feudal» do Japão, possuindo importantes bases militares, com sistemas de lançamento de mísseis, com capacidade para transportar ogivas nucleares, apontados para a China. 

Mas, dado contexto financeiro mundial caótico, existe uma possibilidade não desprezível, desse empréstimo ser insuficiente para equilibrar a situação do Yen e das finanças japonesas.

Haverá uma evolução da situação do Japão. Na presente situação internacional muito complexa, pode desencadear-se uma expansão da IIIª Guerra Mundial para os países do Extremo-Oriente.



RELACIONADO:

https://youtu.be/FnraS2GwJU8?si=83SdlKqiwu_kawJU


https://youtu.be/qw8REvHV2QU?si=m2JKebNUEizhFPL_


https://youtu.be/mJ9Q2Xpzf1Y?si=5yPPiNv7Bbxn2SZE


https://youtu.be/yh18YXKMk3g?is=QRM74Gqo2vsC636U

domingo, 9 de agosto de 2026

DEMOGRAFIA, MAIS UM PÂNICO FABRICADO

 



Os media e o establishment começaram por colocar os problemas em termos de sobrepovoação do planeta, de esgotamento dos recursos, de explosões sociais causadas pela miséria, etc. Na realidade, houve uma «explosão» demográfica, tendo esta porém decorrido ao longo de centenas de anos.

 Mas esta «explosão», resultante da transformação das sociedades rurais em industriais, sobretudo nos séculos XVIII e XIX, na Europa e mais tarde para o resto do Mundo, proporcionou condições globalmente mais favoráveis para a vida humana: 

A higiene aumentou, o acesso aos alimentos foi mais regular, menos sujeita ao acaso das colheitas, sobretudo, houve contribuição significativa, tanto de produtos alimentares como de manufaturados, em proveniência das colónias. Isto permitiu maior dinamismo das economias do mundo «desenvolvido» dessa época (a Europa e a América do Norte) e que a Iª Revolução Industrial ocorresse. 

Nos países sujeitos ao domínio colonial ou neo-colonial, apesar das condições de quase escravatura, ou mesmo de escravatura (que se estenderam do século XVI ao séc. XX), o facto de haver campanhas melhorando as condições sanitárias, os esgotos, o tratamento das águas e campanhas de vacinação na população autóctone, fizeram com que, também aí, houvesse um vigoroso crescimento populacional. 

Na ausência de contracepção de qualquer espécie, as doenças infantis, as epidemias que assolavam periodicamente as populações, os frequentes episódios de fome e de escassez alimentar, provocavam uma baixa taxa de sobrevivência das crianças. Os que chegavam ao estado adulto, em idade de procriar, eram apenas uma fracção do total dos nascidos numa dada geração.  As mortes precoces, infantis e juvenis, eram tais, que mantinham o equilíbrio populacional, compensando uma  fecundidade média muito elevada. 

Estes fenómenos ocorriam praticamente com a mesma severidade na Europa e nos países colonizados, talvez até mesmo piores na Europa, onde a concentração de pessoas nos centros industriais, sem condições de higiene e sujeitas a longas horas de trabalho violento, acabava por encurtar a vida, mesmo dos mais resistentes. 

A transformação na agricultura permitindo maiores rendimentos e libertando braços ocupados nas tarefas do campo para as indústrias das cidades, as condições de higiene nas habitações destinadas aos operários, a generalização de vacinas para algumas doenças causadoras de grandes mortalidades e morbilidades,  foram fatores que proporcionaram o crescimento vigoroso das populações europeias durante o século XIX e na primeira década do século XX. 

A Primeira Guerra Mundial, com todos os seus horrores e com o despovoamento dalgumas zonas, foi somente uma paragem momentânea do crescimento populacional. 

Pouco tempo após o fim das hostilidades (1918) as curvas demográficas em todos os países retomavam seu trajecto ascendente. O mesmo fenómeno verificou-se no pós II Guerra Mundial. Hoje em dia, fala-se da geração do «Baby boom»: começou com as pessoas nascidas em 1945 e vai até aos nascidos no ano de 1965, mais ou menos. 

O processo de desaceleração do crescimento populacional nos países industrializados, foi tanto consequência da «pílula» contracetiva, como duma nova atitude dos casais, procurando dar condições de educação, saúde e bem-estar à sua progenitura, limitando conscientemente o número de filhos. 

O papel atribuído à pílula contraceptiva talvez seja um bocado exagerado. Nos países do Sul da Europa a pílula foi proíbida oficialmente, durante algum tempo e condenada por entidades religiosas. Nestas sociedades, tradicionalistas, católicas e menos ricas que a Europa do Norte e a América, ocorreu, apesar disso, um fenómeno semelhante de redução da natalidade, embora de modo menos acentuado. As condições materiais, mais do que o uso de contraceptivos orais, tiveram o papel principal, tanto nas sociedades mais tolerantes, como nas mais tradicionais. 

Muitos países do Sul Global seguiram este padrão, com um pequeno atraso. Isso traduziu-se numa nítida desaceleração do crescimento global da população, contrariando os vaticínios malthusianos do «Clube de Roma» (nos anos 70).

Agora, vê-se e ouve-se, por todo o lado, que a população humana, em particular em países muito povoados, como a China, a Índia e outros, está a regredir, que a taxa de natalidade não permite repor os efetivos da população existente, que a percentagem de idosos e reformados supera a de pessoas em idade de trabalhar, etc. Estas reportagens e artigos são o simétrico do catastrofismo dos anos 70 do século passado.

Felizmente, as condições de vida das populações, na grande maioria dos países, melhoraram de modo substancial. As consequências do desajustamento populacional são transitórias. As sociedades em toda a História encontraram soluções para se manterem, para dar continuidade à base económica, às infra-estruturas e aos serviços que são prestados à população. 

A redução da taxa de fertilidade em quase todos os países industrializados, abaixo do número médio de 2,1 bébés por mulher fértil, é atirada constantemente pelos fazedores de apocalipse,  como se este fosse o único número, o mais importante que os países industrializados têm de enfrentar. 

Eu não creio que as campanhas estatais, com incentivos, sobretudo económicos, para jóvens casais terem mais filhos tenham sido um sucesso, até agora. Sem dúvida, podem ter contribuído para minorar o problema mas, o que irá contar, será o comportamento dos casais, o número de filhos que desejam. 

Creio que a redução da família a um núcleo isolado, pai-mãe-criança, sendo necessário que os dois progenitores trabalhem para obter o rendimento necessário para sustentar o seu estilo de vida e a educação que ambicionam para seu filho/filha, tem sido o fator decisivo. 

Esta situação não se resolve com incentivos económicos (apenas), nem sequer com melhores condições de apoio à maternidade e paternidade. Um progresso importante seria o reconhecimento real (não apenas na letra da lei) à dispensa no trabalho para apoio a filho(s) doente(s).  Claro que as condições melhoradas, tanto em termos financeiros, como de apoios diversos, não são de desprezar; devem ser levadas a cabo pelos Estados, mas - sobretudo - pelos patrões. 

A transição para um retorno ao equilíbrio virá quando a sociedade no seu todo estiver mais virada para a garantia de boas condições de crescimento, desenvolvimento e educação das crianças, proporcionando às famílias uma rede real de apoio. 

Isto vai implicar o recuo, senão mesmo o desaparecimento da mentalidade inoculada nos decénios de neo-liberalismo. Nestes, o individualismo - para não dizer o egoísmo - foi erguido como direito «sagrado», como expressão da «liberdade», da «maturidade», etc. 

Tudo isto fez parte da ideologia segregada pelo neoliberalismo. O enorme fracasso desta «ideologia do mercado antes de acima de tudo», em especial, acima da vontade política dos cidadãos, ainda não está bem vincado na consciência de muitos. 

Como proponentes e beneficiários principais, a casta política de hoje «não quer ver» os estragos causados pelo neoliberalismo: Em vez de examinar as coisas por outros ângulos, continua a reproduzir a cantilena da «TINA» (There Is No Alternative). Mas, assim como outras correntes político-ideológicas, o neoliberalismo vai tornar-se obsoleto. 

A sociedade, mais cedo ou mais tarde, irá encontrar forma de adoptar soluções que permitirão novo equilíbrio. No futuro, será mais fácil e gratificante uma família basear-se no campo, em vilas ou pequenas cidades, do que em mega-urbes. Nestas circunstâncias, a entreajuda entre vizinhos ainda é uma realidade.

A existência de robots de apoio às tarefas domésticas, não me parece escandalosa. A alternativa é a existência de trabalhador*s (em geral, são mulheres) que efetuam os trabalhos domésticos. Outros empregos melhor pagos e mais satisfatórios serão criados. A produtividade do trabalho, em geral, tenderá a aumentar.

Não vale a pena fazer futurologia sociológica, já sabemos que as pessoas, individual e coletivamente, chegam a novas soluções. Estas podem ter aspetos técnicos mas, sobretudo, relacionam-se com nova organização do trabalho. 

Uma coisa parece-me certa: A sociedade organizada em torno do trabalho, sobretudo do trabalho assalariado, com as pessoas a serem exploradas desta ou daquela maneira, nesta ou naquela indústria, vai caducar

Já existem sinais evidentes disso, porém a estrutura da divisão em classes não tem deixado que as coisas evoluam naturalmente. Os empresários bem podem lamentar-se, hipocritamente, que as relações de trabalho são demasiado rígidas: São fruto de relações de exploração impostas por eles!

 Agora, novas gerações de adultos têm de tomar em mãos as mudanças necessárias, por forma a que a sociedade alcance novos patamares de bem-estar real e não do falso «paraíso» consumista.

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EM COMPLEMENTO: https://manuelbaneteleproprio.blogspot.com/2017/11/malthusianismo-e-neo-malthusianismo.html


quinta-feira, 6 de agosto de 2026

O Paradoxo da Pressão [Prof. Jiang Xueqin]



 Uma lição de geoestratégia que - goste-se ou não - dá a chave para o imbróglio em que os americanos e o Ocidente se meteram: 
Ao confrontar o Irão, estavam a dar forte argumento para a própria existência  (e reforço) dos BRICS, da OCX. Os seus membros mais poderosos (Rússia e China) resgataram a economia do Irão, forneceram-lhe apoio logístico, alimentos, medicamentos e «inteligência» (Espionagem por satélite).  Os EUA estavam a criar as condições para a construção de um sistema financeiro-monetário alternativo e viável em relação ao petrodólar, logo ao poderio hegemónico dos EUA. 
Eu digo que isto é um imbróglio, pois quanto mais agressivos forem nas guerras de sanções e de agressões contra países não-vassalos, mais criam argumentos e razões objetivas para uma resistência e para a criação de estruturas de emergência alternativas. Estas, após uns poucos anos, deixam de ser soluções de recurso, passando à construção de instituições globais, com vida própria, com dinâmica própria.
 Ou seja; as políticas pelas quais os imperialistas americanos queriam a todo o custo impedir a subida desses rivais,  foram elas que criaram as condições necessárias para que tal acontecesse.

terça-feira, 28 de julho de 2026

A REVOLUÇÃO DO SÓDIO, QUE NINGUÉM VIU CHEGAR


Principal argumento contra energias renováveis: 
- O Sol não brilha de noite, o vento não sopra a preceito.
Além disso, o pico de disponibilidade de energia renovável não corresponde ao intervalo de tempo em que há  maior consumo energético (consumo nocturno).
 
Mas se a armazenagem for suficientemente barata, o problema fica resolvido.
BYD conseguiu produzir baterias com um custo e duração que varrem toda a concorrência. 
A parte que faltava para tornar praticamente gratuita a energia solar, mesmo durante a noite.





 O primeiro carro com bateria a sódio produzido na China em 2025: 

domingo, 19 de julho de 2026

China fecha mercado do ouro aos especuladores

 

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Na semana de 20-24 de Julho, vai desenrolar-se uma enorme mudança, se eu bem entendi:
 - O mercado do ouro de Xangai vai abrir uma sucursal em Hong-Kong  (HK) com o objetivo explícito de internacionalizar o mercado chinês do ouro. Porém,  o ouro será negociado em termos diferentes do COMEX e do LBMA.  No mercado de HK os futuros não  poderão ser jogados como forma de alavancagem. Isto significa que, se uma entidade coloca para venda uma quantidade de ouro, por exemplo 100 quilos, ela tem de os ter depositados, com garantia e controlo, num cofre certificado da própria bolsa de HK, ou de entidade por ela reconhecida. Não serão possíveis, de ora em diante, vendas a descoberto. Estas, eram um processo usual de grandes bancos (cumprindo instruções dos bancos centrais ocidentais) fazerem baixar artificialmente o preço  do ouro, oferecendo grandes quantidades de "ouro-papel" e não possuindo , muitas vezes, senão o equivalente a um centésimo (ou menos) desse ouro-papel, sob forma de ouro físico na sua posse. 
Os videos acima retraçam todo o esquema e explicam porque razão  o governo chinês decidiu pôr  cobro a isso. 
Note-se que tem sido divulgado que o governo  chinês vai proibir a transacção  de ouro aos seus cidadãos,  o que é falso. As regras de compra e venda do ouro físico não mudaram em nada. Apenas se proibe a alavancagem com contratos de futuros. 
Se o novo mercado de metais atrair muitos clientes ocidentais, vai inviabilizar o esquema fraudulento que, durante décadas,  permitiu que os bancos centrais ocidentais, através  dum pequeno número de bancos comerciais, mantivessem a referida supressão  do valor do ouro e da prata.
No momento em que o ocidente não conseguir mais manobrar como dantes o preço dos metais preciosos, tudo indica  que estes terão uma cotação mais próxima das condições de mercado, resultantes da oferta e procura.


PS1: Ver video



Veja entrevista de Alasdair Mcleod sobre o mesmo assunto: 

quarta-feira, 1 de julho de 2026

INCRÍVEL MAS VERDADEIRA HISTÓRIA DE DENG XIAO PING



Quem não conhece a história da transição do maoismo para a abertura de Deng Xiao Ping, não pode compreender o presente.
Aquilo que é agora a China «não é devido a Mao Tsé Tung» e suas políticas nas décadas em que esteve à frente do Partido Comunista da China e da Rép. Popular da China.
- Deng e os herdeiros da facção realista no PCCh, conseguiram o quase impossível:
Começaram por dar confiança à criatividade do povo chinês.
O que Xi Jing Pin chama «socialismo com características chinesas», é um regime misto (capitalismo de Estado /socialismo /capitalismo privado) que permitiu remover esse enorme país da mais negra miséria, para o segundo lugar (alguns dizem, o primeiro) enquanto potência económica mundial.
Ora, foi decisiva a contribuição do povo chinês, para que as políticas do Estado e da sociedade, em geral, fossem implementadas, da maneira como foram.


O vídeo acima pode apresentar uma visão que toma partido a favor de Deng e da sua obra. Isso parece-me evidente mas, o que eu já sabia, coincide com a narração deste vídeo.
As visões mais propagandeadas da Revolução Chinesa da época de Mao Tsé Tung e do que sucedeu após sua morte, são deformadas, num ou noutro sentido:
- Umas, no sentido de colocar Mao como génio político e militar. Uma visão dos que foram seduzidos pelo maoismo nos anos 60 e 70, uma parte dos intelectuais e da juventude estudantil dos países ocidentais.
Outras, baseadas na cartilha anti-comunista de longa data, diabolizam tudo o que existiu e existe na China. Esta narrativa hipertrofia os atropelos aos direitos humanos (que os houve e continua a haver) mas, sem dar conta racionalmente de como - em tão pouco tempo - um país tão atrasado pode ter progredido de modo tão destacado.
Para quem visite a China hoje, é óbvio que a pobreza recuou muitíssimo, que as pessoas têm um bem-estar igual ou superior à população dos países ocidentais.


Continua a ser polémico, no Ocidente, tudo o que se prende com a China. Nesse aspecto, sobressai o muro de silêncio que se abate sobre as condições de vida concretas das centenas de milhões de chineses.
Mas, notem-se os factos: A vertiginosa progressão tecnológica, como provam as publicações de artigos científicos em jornais internacionais, as quantidades de patentes registadas, as realizações concretas nos domínios espacial, nas alternativas energéticas, na biologia e medicina, etc. Todos eles provam que se trata de uma revolução (pacífica), com repercussões positivas no nível de vida das populações chinesas e nas do Sul Global, submetidas durante séculos às depredações do colonialismo e neo-colonialismo.

No Ocidente, o discurso dominante sobre a realidade da China vai no sentido de deturpar, ocultar, meter medo às pessoas, porque o nível de vida destas se tem deteriorado nestes últimos 30 anos. Além disso, nos últimos quinze/vinte anos, as oligarquias norte-americana e europeia têm transformado os Estados (desde as leis, aos dispositivos de vigilância) para conseguir um controlo totalitário dos cidadãos.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

RÃO KYAO - tão internacional e tão português [Segundas-f. musicais nº62]

UM ARTISTA TÃO INTERNACIONAL E TÃO PORTUGUÊS


(Para ouvir os 14 temas seleccionados da playlist, clicar AQUI)


https://www.youtube.com/playlist?list=PLUv1WgIwP9IObZQNNgQGKkyLdHF2iqms6

Conheci pessoalmente, por acaso, Rão Kyao nos bastidores dum festival de Jazz de Cascais, há muitos anos, não me lembro exactamente quando; apenas sei que foi nos anos 1980.

Ele domina um vasto espectro de instrumentos e de estilos musicais. Além das adaptações instrumentais, belíssimas, de música popular portuguesa, na flauta de bambu e saxofone, ele tem muitas composições originais. 

A playlist que aqui apresento, dá uma ideia do sincretismo musical de Rão Kyao: além de se inspirar no folclore de Portugal, também recorre a temas da Índia, do Norte de África, da China, etc.

A sua discografia é muito vasta. Os discos meus preferidos são «Fado Bailado» e «Estrada da Luz».  

Sua produção tem mantido uma elevada qualidade, ao longo dos anos. 


sexta-feira, 5 de junho de 2026

A CAMINHO DA DESAGREGAÇÃO DA ALEMANHA (por Thierry Meyssan)

 Este artigo foi copiado do site «voltairenet.org»


Mykhaïlo Fedorov e Boris Pistorius, Ministros ucraniano e alemão da Defesa, assinam um acordo de produção de drones. Volodymyr Zelensky, Presidente não-eleito da Ucrânia, e Friedrich Merz, Chanceler alemão, alegram-se com esta colaboração das suas indústrias de armamento.

Enquanto o Reino Unido e a Ucrânia pressionam a Alemanha para se preparar para a guerra contra a Rússia, assistimos ao afundar da Alemanha reunificada. O país está profundamente dividido em dois povos distintos. A sua identidade está agora posta em causa. A dissolução da República Federal da Alemanha é agora inevitável. Enquanto isso, a paz concluída entre Washington e Moscovo vai provocar a ligação de uma parte da Ucrânia e da Transnístria à Rússia. Enquanto o abandono pela União Europeia dos seus valores irá provocar o seu fim.


Mesmo que não estejamos cientes disso, a derrota do governo Zelensky na Ucrânia deverá levar à dissolução da Moldávia, da Alemanha e da União Europeia. Esta é a hipótese de trabalho da Rússia, da China e dos Estados Unidos. Ora, de forma alguma estamos preparados para tal e, de momento, os nossos políticos e os nossos média (mídia-br) nem sequer se colocaram essa pergunta.


A separação das duas Alemanhas

Não percebemos que a reunificação alemã, desejada pelos Presidentes Helmut Kohl e François Mitterrand, foi concretizada violando o Direito Internacional : o povo da República Democrática Alemã (RDA) nunca foi consultado. Aceita-mo-lo porque tínhamos a impressão de que ela era lógica e porque, em 14 meses, a responsável comunista da propaganda da Juventude Comunista da RDA, Angela Merkel, se tornou Ministra democrata-cristã da Juventude da RFA [1].

Mas o percurso pessoal desta responsável política não é, de forma alguma, representativo do seu povo. Aceitamos apenas o ponto de vista do Oeste (62 milhões de habitantes aquando da reunificação) e não o do Leste (16 milhões de habitantes à época).

A indústria do Leste foi pilhada em proveito do Oeste. O desemprego atingiu aí 7,5%, enquanto é de apenas 5,7% no Oeste. O salário médio é de 3. 973 euros brutos no Leste e de 4. 810 euros brutos no Oeste. O produto interno bruto (PIB) per capita atinge em média 37. 711 euros nos cinco Länder do Leste, em comparação com 54. 162 euros nos situados no Oeste.

Nas últimas eleições legislativas, os dois países confrontaram-se : os Alemães do Leste, formados pela ocupação soviética, votaram maciçamente na Alternative für Deutschland (AfD), enquanto os do Oeste, formados pela ocupação norte-americana e pelos nazis reciclados, votaram nos Democratas-Cristãos e nos Sociais-Democratas. Na realidade, não há apenas uma Alemanha, mas sim duas [2].

Hoje, a Alemanha reunificada é governada pela sua maior componente, a do Ocidente, que tenta proibir a expressão política da sua componente do Leste. Em 2 de Maio de 2025, o Partido político Alternative für Deutschland (AfD) foi qualificado de organização «extremista de direita», o que foi confirmado pelo Gabinete para a Proteção da Constituição. Ora, esta formação é apenas uma reacção ao projecto da confederação europeia ; projecto que tem as suas raízes na Neuordnung Europas (Nova Ordem Europeia), imaginada por Walter Hallstein – em nome do Chanceler Adolf Hitler – antes de este se tornar o primeiro secretário-geral da CECA (futuras CEE e União Europeia). Da mesma forma, o Gabinete de Protecção da Constituição de Munique, que foi utilizado para reciclar os polícias da Gestapo nos anos de 1950, supervisiona a repressão de jornalistas e pensadores que poderiam fazer mudar os pressupostos dos Alemães [3].

Se estamos cientes dos horrores da Segurança do Estado (Stasi) na Alemanha do Leste, desconhecemos os que flagelaram a Alemanha Ocidental contra os comunistas e contra os gays. Foi, no entanto, uma realidade sombria.

A actual Alemanha reunificada está sob a influência do pequeno grupo de filhos dos nazis que colaboraram depois da guerra com os ocupantes anglo-saxões. O próprio Chanceler Friedrich Merz é neto de um dignitário nazi cujos pressupostos Anti-Eslavos adoptou. Ele não tem quaisquer problemas em trabalhar com «nacionalistas integralistas» ucranianos, que se dizem descendentes dos “Vikings varenges” e não dos Eslavos. Se a tradição germânica recusava colaborar com os Russos (daí o cisma de 1054 separando o Sacro Império Romano-Germânico de Constantinopla, ou seja um século depois da Ucrânia e da Rússia se terem convertido ao cristianismo), só os nazis tinham como objectivo exterminar todos os Eslavos e se apoderar das suas terras (o chamado lebensraum, isto é, o “espaço vital” da Alemanha). Em qualquer caso, a Alemanha reunificada não colocou a menor objecção à nazificação da Ucrânia desde a independência, em 1991, passando pelo Golpe de Estado do EuroMaidan, em 2014. Ela esforça-se por ignorar as centenas de monumentos erguidos na Ucrânia em memória dos nazis e de seus colaboradores. Ela ignora o projecto de construção de um Panteão das Glórias Ucranianas pela administração Zelensky e, ao contrário do Memorial Yad Vashem, recusou comentar a reinumação nacional do criminoso contra a humanidade Andriy Melnyk, em 25 de Maio de 2026 [4]


A dissolução da Moldávia e da Transnístria

Durante a dissolução da União Soviética, a Transnístria proclamou a sua independência, em 2 de Setembro de 1990. Trata-se de um pequeno vale ao longo do Dnieper, dispondo de um espantoso microclima, onde os Soviéticos tinham construído uma cidade científica. Quase um ano mais tarde, em 27 de Agosto de 1991, a Moldávia proclamou também a sua independência. Ora, acontece que estes dois Estados formavam até aí apenas uma única região, a República Socialista Soviética Moldava. No entanto, em 28 de Fevereiro de 1992, os Estados Unidos fizeram entrar oito repúblicas soviéticas independentes nas Nações Unidas, incluindo a Moldávia. Mas não a Transnístria. Aos olhos da ONU, esta não era mais do que uma parte da Moldávia. Imediatamente a seguir, a CIA tentou meter na linha a Transnístria durante uma guerra a que não prestamos atenção [5].

Desde então, a Moldávia e a Transnístria desenvolveram-se separadamente. As coisas são ainda mais complexas porque a Transnístria continua soviética, tendo realizado o sonho de Mikhail Gorbachev de conciliar o comunismo e a democracia. Contudo, não é perfeita e não conseguiu resolver o problema das máfias, como a Rússia o fez com Vladimir Putin.

A Transnístria, que alberga desde a sua independência um arsenal russo e, desde a guerra de 1992, uma força de paz russa, recebe gratuitamente gás russo porque monitoriza o cruzamento de vários gasodutos russos para a Europa Oriental, Central e Ocidental [6].

A partir de 2019, o complexo militar-industrial norte-americano militou para enfraquecer a Rússia envolvendo-a em conflitos na Ucrânia e na Transnístria [7]. Em 2005, Angela Merkel, então Chancelerina Federal, nomeou Ursula von der Leyen como conselheira. As duas mulheres fizeram campanha para a criação da European Union Border Assistance Mission to Moldova and Ukraine (EUBAM) – Missão de Assistência às Fronteiras da União Europeia na Moldávia e na Ucrânia. Este organismo europeu vai sitiar a Transnístria cercando-a ao usar a Moldávia e a Ucrânia, muito embora nenhum destes dois Estados seja membro da União Europeia.

O acordo concluído entre os Presidentes Donald Trump e Vladimir Putin em Anchorage, em 15 de Agosto de 2025, prevê o reconhecimento do Donbass e da Novorossia como sendo russas. Isso significa que Odessa não será libertada pela força, mas sim anexada por um tratado de paz. Ora, Odessa é contígua à Transnístria. Há duas semanas, o Presidente Putin concedeu a cidadania russa a todos os cidadãos da Transnístria que a solicitarem [8]. A Transnístria tornar-se-á portanto russa no seguimento da guerra na Ucrânia, fazendo implodir a Moldávia. A sua população exprimiu-se já duas vezes nesse sentido.


A dissolução da União Europeia

A unidade da União Europeia não nos parece alvo de discussão. No entanto, o Reino Unido aderiu em 1973 e retirou-se em 2020. Em 2005, os eleitores da França e dos Países Baixos rejeitaram os referendos sobre a Constituição Europeia. Mas não foram ouvidos, com a UE a afastar-se dos seus «valores democráticos». Em 2013, a Troika Europeia (ou seja, na altura, a Alemanha, a França e o Reino Unido) impôs aos cipriotas o confisco puro e simples dos depósitos bancários superiores a 100. 000 euros. A União Europeia afastou-se ainda mais dos seus «valores democráticos e liberais». Em 2024, a Comissão Europeia intervém secretamente na eleição presidencial romena, acabando definitivamente com os seus «valores». Hoje, os Estados-Membros da UE, à excepção da Eslovénia e da Hungria, põem em causa o funcionamento da unanimidade do Conselho Europeu.

No entretanto, o Reino Unido, que já não faz parte da UE, forma uma nova aliança militar, os «Fuzileiros Navais do Norte». Esta nova força é composta por forças dinamarquesas, estónias, finlandesas, holandesas, islandesas, lituanas, letãs, holandesas, norueguesas e suecas. Rapidamente, ela deverá incluir também os Exércitos alemão, polaco e turco ; ou talvez até o francês, mas as idas e vindas de 2025 entre Londres e Paris não foram convergentes. Parece que os “Marines” do Norte deverão substituir a OTAN, assim que os Estados Unidos deixarem a Aliança Atlântica, pelo meio de 2027, segundo a equipa do Presidente Trump.

Ora, esta aliança não é compatível com a existência da UE, a qual é uma consequência das cláusulas secretas do Plano Marshall (1948).

Constatamos, entretanto, que o rearmamento alemão é financiado tanto pela União Europeia como pelo Reino Unido. Nos anos de 1930, este último havia financiado o rearmamento alemão contra os Soviéticos. Foi só após os Acordos de Munique (29 a 30 de Setembro de 1938) que a URSS, convencida de ser a próxima presa do IIIº Reich, concluiu o acordo germano-soviético (23 de Agosto de 1939) e que Berlim se voltou contra Londres.

Thierry Meyssan

Tradução
Alva


PS: Para quem tenha dúvidas sobre a «conversão» da oligarquia governante da UE ao fascismo e nazismo, veja o vídeo de entrevista de Glenn Diesen a Marta Havryshko: «Zelensky Pays Tribute to Nazi Leaders»


quinta-feira, 4 de junho de 2026

MARTIN ARMSTRONG: 'PORQUE RAZÃO ALGUMAS ECONOMIAS CRESCEM ENQUANTO OUTRAS COLAPSAM, EM TEMPO REAL ?'




 Por Martin Armstrong*



«Existe um padrão, no processo do custo de vida, baseado em factores, que contribuem diretamente para a saúde económica geral da população. O que se observa, globalmente, não é fruto do acaso. Os mesmos padrões continuam a emergir independentemente do país, da língua, do partido político no governo. As nações em que se expande a classe média, atraíndo capital, construindo infraestrutura e mantendo um nível aceitável de preços da energia, veem o crescimento económico ter lugar de modo palpável. As nações obsecadas com a expansão da dívida, com atitudes extremistas em relação ao clima, despesas em guerras sem fim, migração incontrolada e subida de impostos, estão vendo seus níveis de vida colapsar, de forma bem visível, pelo público desses mesmos países.

[continua abaixo, em inglês]

The difference between success and decline is becoming visible on the streets. In the collapsing economies, people cannot afford homes, birth rates are imploding, young adults remain dependent on their parents well into their 30s, and governments continually invent new taxes to keep the system alive. In the rising economies, factories are being built, wages are climbing, infrastructure is expanding, and foreign capital is flowing inward.

This is ultimately a capital flow story. Capital always migrates to wherever it is treated best. Governments never seem to understand this because politicians assume wealth is trapped permanently inside their borders. It is not. Once governments begin punishing productivity while rewarding bureaucracy, capital quietly leaves.

Europe is the clearest example of economic self-destruction. Germany, once the industrial engine of Europe, has struggled with stagnant growth for years. Even the IMF now projects only modest recovery despite aggressive fiscal spending. The problem is structural. Germany built its industrial dominance on affordable energy, engineering, exports, and manufacturing. Then Europe declared war on fossil fuels while simultaneously sanctioning its largest source of cheap energy from Russia. You cannot run an industrial economy on ideology.

The same pattern is visible throughout Britain, Canada, and parts of Western Europe. Housing costs exploded while real wages failed to keep pace. Governments expanded bureaucracy while productivity slowed. Immigration surged far beyond infrastructure capacity, increasing pressure on housing, healthcare, transportation, and social services. The middle class was squeezed from every direction at once.

Japan demonstrates another side of the crisis. It is the demographic collapse model. An aging population, combined with decades of debt accumulation, has created an economy where the government survives largely through perpetual intervention. The Bank of Japan has distorted markets for decades simply trying to prevent the sovereign debt structure from imploding. Meanwhile, birth rates continue to collapse because younger generations no longer see financial security as achievable.

South Korea faces similar demographic pressures, but it also reveals another modern vulnerability: dependence on global supply chains and imported energy. Seoul recently introduced another major emergency budget package to offset rising oil prices and geopolitical instability tied to the Middle East conflict. Modern economies that lack domestic energy independence become extremely vulnerable during geopolitical crises.

Then we look at the nations that are rising.

India continues expanding because it still possesses a young workforce, rising industrialization, and enormous internal demand. Manufacturing is steadily relocating away from Europe and China toward regions with lower costs and growing labor forces. India is benefiting directly from that shift. Global forecasts continue placing India among the fastest-growing major economies in the world.

Vietnam has become one of the clearest examples of capital migration. Multinational corporations moved production there to escape rising geopolitical tensions and higher costs elsewhere. Vietnam combined infrastructure spending, export manufacturing, and relatively stable economic policy to become one of Asia’s fastest-growing economies. Reuters recently reported that Vietnam aims for growth rates near 10% through 2030 while pouring roughly $200 billion into infrastructure projects.

Singapore succeeded because it understood something most Western governments forgot decades ago: stability attracts money. Low corruption, efficient infrastructure, strong property rights, and a pro-business environment consistently attract international capital. The government did not wage ideological war against productivity. It created conditions where business could thrive.

Mexico also benefited from global realignment. As corporations attempt to reduce dependence on China, manufacturing is increasingly moving closer to the United States through nearshoring. Mexico has enormous long-term potential because geography matters. Yet even there, sovereign debt risks and fiscal instability remain threats if spending spirals out of control.

What ties all the successful economies together is surprisingly simple. They still reward production over speculation. They invest in infrastructure instead of endless bureaucracy. They maintain access to affordable energy. They attract capital instead of demonizing it. Most importantly, they still possess some degree of optimism about the future.

Collapsing economies share the opposite characteristics. Rising taxes, shrinking birth rates, exploding debt, unaffordable housing, ideological regulation, and declining productivity create a death spiral. Governments then attempt to solve these problems by borrowing even more money, which only accelerates inflation and capital flight.

The sovereign debt crisis remains the core issue behind everything. The OECD recently warned that sovereign borrowing continues hitting record levels globally while interest expenditures remain near historic highs. Governments are increasingly trapped in a cycle where they must borrow simply to service prior debt obligations. Once that occurs, policy becomes entirely focused on maintaining confidence in government debt markets.

This is why we are seeing the divide between rising and collapsing nations widen so dramatically. Productive capital is abandoning regions where governments have become hostile toward growth itself. The world economy is fragmenting into two camps: nations still building for the future, and nations desperately trying to preserve systems that are mathematically unsustainable.

The average person feels this long before economists admit it. They feel it at the grocery store, in housing costs, in declining opportunities, and in the inability to build wealth. That is why people increasingly describe economic decline as something they experience “in real time.” The collapse is no longer hidden inside statistics. It has become part of daily life.

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(*)Texto original de Martin Armstrong AQUI

sábado, 30 de maio de 2026

A CHINA APELA À REFORMA DA ONU

 

Pequim e Nações do Sul Global Apontam Para Multilateralismo Mais Forte


Ministro dos Negócios Estrangeiros Wang Yi fala com os media a  26 de maio 2026. Foto por: Eduardo Munoz

O Ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, sublinhou que, apesar das recentes falhas, as Nações Unidas permanecem o "corpo legítimo do sistema de segurança multilateral e fundamento para a ordem internacional baseada em regras"

Acentuou a necessidade de fazer reviver a ONU e de a revitalizar com reformas atempadas.

Wang estava falando numa reunião de alto nível no Conselho de Segurança da ONU sobre "defender os propósitos e principios da Carta das Nações Unidas e o fortalecimento de um sistema internacional centrado na ONU", Terça-feira 26 de Maio, na sede da ONU em Nova Iorque.

O encontro foi realizado a pedido da China. Cerca de 20 países participaram na discussão.

O encontro também foi participado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, que fez notar que o mundo está perante um crescendo de conflitos geopolíticos sem precedente, em que o respeito pela lei internacional está a ser perigosamente diminuído, causando frequentemente uma "paralisia" do Conselho de Segurança.

Wang defendeu que a causa profunda do caos de hoje, não reside num espírito antiquado da ONU, mas antes que a ordem internacional e as normas básicas que regem as relações internacionais - ambas escritas na Carta - não estão a ser guardadas pelas nações poderosas. Ele criticou as ações unilaterais nos domínios militar, económico e político, que são frequentemente levadas a cabo pelos EUA e seus  aliados,  asseverando que estes atos socavam o espírito da Carta, avisando que o tempo de fazer tentativas de domínio unilateral nos assuntos intenacionais, já acabou.

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Artigo completo (em inglês), no site seguinte:

https://www.savageminds.co/p/china-calls-for-un-reform-amid-global

quarta-feira, 27 de maio de 2026

HUAWEI PRODUZIRÁ 'CHIP' INOVADOR ULTRAPASSANDO AS SANÇÕES DOS EUA


Vista de Xangai e do Rio Yangtze




XANGAI/ PEQUIM, 25 de Maio (REUTERS):
  
A empresa Huawei Technologies revelou nesta Segunda-feira que vai usar uma tecnologia inovadora para fabricar - dentro de cinco anos - semicondutores utilizando a nova tecnologia. Confirma assim o sucesso dos esforços chineses em neutralizar as sanções impostas pelos EUA, que têm dificultado a construção, pelas empresas chinesas, de 'chips' mais avançados.
A Huawei, num simpósio sobre semicondutores em Xangai, revelou que os seus 'chips' alcançariam a densidade de transistores equivalente a 1,4 nanómetros de processamento em 2031, mas não forneceu dados independentes sobre o seu desempenho.
O objectivo é significativo pois a capacidade provada da China em fabricar microprocessadores avançados é  amplamente reconhecida em torno dos 7 nanómetros, sendo 1,4 nm o que se considera a fronteira tecnológica para produção de 'chips' avançados por volta do final desta década.
(...)
Para ler a notícia completa (em inglês) ver :