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quarta-feira, 10 de junho de 2026

NOS PAÍSES DA OTAN O FASCISMO NUNCA DESAPARECEU











A afirmação do título fundamenta-se com numerosos factos, dos quais muitos se podem documentar simplesmente com consultas à Internet em relação aos termos e expressões que eu utilizei. Mas, atenção: a Internet e o Youtube, em particular, estão saturados com falsificações da História. O método DOS FALSIFICADORES é dizer umas coisas verdadeiras, mas sem dizer a Verdade. 
A História oficialmente apresentada e ensinada é sempre «lavada e engomada», para lhe retirar as nódoas e saliências, reveladoras de factos contraditórios com a narrativa dominante.

D
1ª Numerosos nazis foram «salvos» do exército soviético triunfante, através de múltiplas vias de fuga, algumas organizadas pelo Vaticano e muitas pelos aliados Ocidentais, promovendo a «recuperação» de milhares de alemães através da operação organizada pelos serviços americanos e intitulada «Paperclip». No meio havia não poucos torturadores da Gestapo e das SS. Também havia médicos que faziam pseudo-experimentação científica nos campos de concentração (ao estilo do dr. Mengele). Se uns tantos foram para a Argentina e outros países da América do Sul, a maioria dos «resgatados» foi parar aos centros da CIA (chamava-se OSS na época), ou aos serviços de «inteligência» canadenses (em cooperação com o MI6 britânico). Muitos desses nazis obtiveram novos nomes, com dados de identidade fabricados, quer na América do Sul, quer do Norte.

2ª Na Espanha de Franco e no Portugal de Salazar, torcionários membros da Gestapo alemã foram acolhidos para ensinar os métodos de interrogatório e de tortura à polícias políticas, em ambos países.

3º Portugal foi membro fundador da OTAN em 1949. Uma organização que estava dirigida contra o bloco soviético e se vangloriava de ser «democrática». Ora, na verdade, Portugal tinha um regime autoritário semelhante ao fascismo de Mussolini, o «corporativismo». Nenhum dos governos dos outros países da OTAN, tinha dúvidas sobre isto, nem classificava o regime de Salazar como «democracia». No entanto, a OTAN apresentava-se sempre como «aliança defensora da democracia» e contra o comunismo.

4º Em nome da «defesa das democracias contra a ameaça soviética», foi organizada a «Rede Gládio», formada por grupos que tinham como função a resistência e sabotagens, na hipótese duma invasão soviética a países da OTAN.

Em Itália, nomeadamente, a rede Gládio levou a cabo atentados terroristas «de falsa bandeira», cuja autoria foi - falsamente - atribuída a grupos esquerdistas. A sua interferência em assuntos internos do Estado italiano foi múltipla e constante. Contribuiu para a desestabilização dos governos de centro-direita ou centro-esquerda.

5º Mas não foi só em Itália que houve interferências ilegítimas. Na Grécia, a OTAN organizou a guerra contra as forças comunistas e de esquerda que tinham lutado contra o invasor nazi. A monarquia conservadora instalada, foi sucedida por um golpe protagonizado pelos « coronéis» e início duma cruel ditadura fascista (sempre com o apoio da OTAN).

6º A OTAN, temendo uma vitória eleitoral comunista em Itália, forneceu armas, dinheiro e cobertura a grupos terroristas de extrema-direita (fascistas), com ramificações na loja maçónica P2, nas forças armadas, na polícia, etc. Tanto estas forças de extrema-direita como as chefias da OTAN, estavam preparados para pôr em prática uma campanha de desestabilização da Península Itálica, indo até ao golpe militar, no caso dos comunistas de Berlinguer obterem uma maioria dos deputados, capaz de formar governo.

7º Os fugitivos originários dos países do bloco soviético, URSS e  doutros países do Pacto de Varsóvia, eram acolhidos e integrados em serviços de espionagem e propaganda do Ocidente, principalmente na CIA (EUA) e no MI6 (Reino Unido) e noutros países da OTAN. Os papéis que lhes eram atribuídos, eram diversos: participavam em emissões rádiofónicas dirigidas aos países de Leste (Radio Free Europa e outros) e noutras ações de propaganda de cunho «anti-comunista». Porém, entre esses dissidentes do Leste, um bom número era criminoso de guerra: Tinham participado em chacinas de civis e de prisioneiros de guerra, de judeus, de comunistas e de resistentes... A CIA e o MI6 sabiam desses antecedentes, mas encobriam. Para os governos do Ocidente, isso não era grave; o importante era que eles servirem para múltiplas operações, incluindo sabotagens, contra os países do Bloco do Leste (para descrição pormenorizada, veja link:   https://www.kitklarenberg.com/p/how-the-cia-conjured-ukrainian-nationalism)

8º No Ocidente, a desnazificação depois de 1945, foi praticamente nula. Promoveram ex-oficiais nazis de alta patente em postos-chave da OTAN ( ver AQUI a história incrível mas verdadeira, do General nazi Heuzinger). Na função pública e noutros corpos do Estado da Alemanha Federal, praticamente não houve desnazificação. Esta foi levada a cabo, na Alemanha de Leste, pelo governo, na parte da Alemanha sob ocupação soviética. No Ocidente, a luta anti-comunista e anti-forças de esquerda, tornou-se muito depressa a primeira prioridade.

Além disso, a existência de grupos abertamente nazis foi tolerada (pelo menos, não os perseguiram) em muitos países da OTAN, ao longo de todos os anos pós-IIª Guerra Mundial. Até hoje, além de grupos que exibem uma ideologia extrema, nazista ou fascista, existem muitos outros, que se dizem «nacionais» ou «nacionalistas». Estes, possuem a mesma ideologia, programa e comportamento da extrema-direita, não têm qualquer problema em organizar-se e fazer sua propaganda racista e xenófoba, abertamente. Porém, esta propaganda é explicitamente contrária às leis e constituições de vários países da UE,  Portugal incluído.

A sistemática condescendência de forças políticas no poder, ditas «democráticas» e até de certa esquerda, historicamente anti-fascista, vai para grupos racistas, que perseguem os elementos isolados de emigrantes doutras «raças» (os «não-brancos»), dando-lhes pancada, matando-os ou ferindo-os gravemente. Agora, torna-se muito difícil processar e condenar tais grupos de criminosos, porque têm cumplicidades na polícia e no governo. Na extrema-esquerda não existe comportamento de gravidade equivalente ao dos acima mencionados grupos violentos de extrema-direita.

9º O golpe sangrento dito da «Praça Maidan» em Kiev, na Ucrânia em 2014, foi dirigido por elementos nazis, disfarçados de patriotas. Esta tática permitiu enganar, inicialmente, uma parte da população. Não enganou, com certeza, a OTAN e os governos americano e europeu, pois estes estiveram diretamente implicados no golpe: Eles sabiam quem estavam a colocar no poder, pessoas que idolatravam Stepan Bandera, colaborador dos nazistas, responsável direto e autor moral da execução de dezenas de milhares de pessoas (incluindo polacos, judeus e pessoas de esquerda...), nos territórios da URSS sob ocupação nazi. Esta ligação ao nazismo não foi dada a conhecer - antes foi ocultada - ao público ocidental.

10º Uma declaração do Parlamento Europeu, há poucos anos (2019), fazia a amálgama totalmente falsificadora , entre ideologias nazista e comunista. Declarava que o nazismo era totalitário, porém punha um sinal de igualdade entre o nazismo e o comunismo. Provocatoriamente, «exigia» que a Rússia se «arrependesse oficialmente dos crimes atribuídos a Estaline» e que a Rússia «se desfizesse» dos monumentos, erigidos em memória dos 26 milhões de mortos e dos seus militares, na IIª Guerra Mundial, como condição para ser admitida no «clube democrátrico europeu»!
A declaração - na verdade - não era dirigida contra os totalitários de extrema-direita, nem contra colaboradores dos fascistas e nazistas dos países da UE: Isto seria o mesmo que acusarem seus antecessores genéticos ou políticos, dos quais eram herdeiros. Este é o background de anti-comunismo fervoroso, de quem votou a declaração.
 É um exemplo de falsificação histórica* (*https://noticias.juridicas.com/actualidad/noticias/14569-memoria-historica:-el-parlamento-europeo-condena-los-crimenes-del-nazismo-y-el-comunismo/«Afirma la resolución aprobada por el Parlamento que Rusia sigue siendo la mayor víctima del totalitarismo comunista y que su evolución hacia un Estado democrático seguirá obstaculizada mientras el Gobierno, la élite política y la propaganda política continúen encubriendo los crímenes comunistas y ensalzando el régimen totalitario soviético y pide a la sociedad rusa que acepte su trágico pasado».)


11º A maioria das entidades governamentais e partidos parlamentares, nos países membros da UE, tem dado ao governo  da Ucrânia um apoio entusiástico e generosas ofertas, à custa do erário público dos países-membros e do orçamento da Comunidade, em armas, munições, equipamento e dotações financeiras. Este dinheiro tem enchido os bolsos das figuras principais do regime de Kiev. A UE tem feito entregas repetidas de ajudas incondicionais e muito vultuosas ao governo saído do golpe da Maidan, cujos membros se afirmam herdeiros de Stepan Bandera e da OUN. Esta última organização, era uma facção nacionalista ucraniana que alinhou - na IIª Guerra Mundial - com as tropas nazistas que invadiram a URSS (a Ucrânia fazia parte da URSS nessa altura). Os banderistas são autores de chacinas e genocídio de cerca 100 mil mortos, só em relação a nacionais da Polónia ! Estes polacos habitavam a região de Lvov. Os membros da OUN foram também responsáveis por inúmeras chacinas contra judeus, contra comunistas e resistentes.

12º Depois da derrota do nazi-fascismo em 1945, os fascistas/banderistas ucranianos foram recrutados pela CIA e outros serviços de informação ocidentais. Alguns trabalhavam em propaganda, dirigida por americanos, em Munique e noutros pontos da Europa. Vários ucranianos ao serviço da CIA foram infiltrados na URSS e em países do Pacto de Varsóvia, para recolha direta de informação e para actividades subversivas.

13º Em França, o Presidente Miterrand, para se manter no poder, desenhou uma estratégia de erosão da direita francesa «clássica», reconhecendo o direito ao «Front National» de Jean-Marie Lepen, concorrer à eleições. Assim, um grupozinho pouco conhecido, foi-se tornando mais e mais importante em votos, em activistas e em presença mediática. Isto, enquanto os socialistas iam revertendo, uma por uma, as medidas do «Front Comum de Gauche», maioritária e formando governo, desde os anos oitenta. É preciso lembrar que muitos dos lepenistas tinham um currículo colaboracionista conhecido, o que incluia participação ativa e apoio ao governo de Vichy (governo colaborador da Alemanha hitleriana). Vários, de extrema-direita tiveram participação ativa e apoio aos membros da terrorista OAS, que rejeitava a independência da Algéria e que organizaram e quase conseguiram ter sucesso, um golpe de Estado contra o governo legítimo da República francesa.

14º Em muitos países, a extrema-direita escondeu-se, enquanto afixar publicamente esta pertença significava um risco real. Assim, muitos elementos de extrema-direita entraram como membros de partidos de direita ou centro-direita, legais e institucionais; assim, elementos da direita mais extrema (mas disfarçados) foram frequentemente membros dos governos e grupos parlamentares,  em países da UE (França, Espanha, Portugal, Alemanha, Itália, etc). Evidentemente, esses elementos de ideologia fascista, não se afirmavam publicamente como tal: Diziam-se nacionalistas, de direita, anti-comunistas, monárquicos, etc... Formavam, em paralelo, organizações clandestinas, mas continuavam filiados em partidos de direita «clássica» que funcionavam como máscara e cobertura às suas atividades.

15º Os governos ditos «democráticos» da Europa Ocidental, depois da 2ª Guerra Mundial continuaram com seus impérios coloniais. Estes, não foram transformados em Nações independentes, de forma negociada, numa transição pacífica, mas pela luta armada, em muitos casos. Nas colónias do Reino-Unido, de Portugal, de Espanha, de França, e doutros... As tropas dos governos reprimiam da forma mais brutal os manifestantes, aos milhares. Muitos, dos políticos da metrópole das colónias tiveram uma reação desfavorável à exigência de autodeterminação avançadas como propostas de partidos e personalidades das colónias. Por exemplo, Salazar negou quando rebentou a guerra de guerrilha em Angola (1961), qualquer abertura negocial, por teimosia, mas sobretudo pelo arreigado princípio racista de que «as colónias não eram capazes de se auto-governar» e que «Portugal tinha o dever de impedir que caíssem nas mãos do comunismo internacional». Muitos casos houve de barbárie e de genocídio, pelas tropas coloniais, martirizando populações das antigas colónias, sobretudo em África e na Ásia, desde finais  da IIª Guerra Mundial, até hoje. As guerras atuais em África e na Ásia do Sul estão na continuidade histórica direta do período colonial. Podem considerar-se guerras provocadas pelo domínio neo-colonial, impedindo o desenvolvimento de vastas regiões e das numerosas populações. Certamente, não se pode ser democrata «em casa» e colonialista ou neo-colonialista no exterior.

16º O nazi-fascismo tem tido cobertura das correntes mais militaristas na OTAN. Nesta organização, os governos mais poderosos não agem assim por "capricho": A extrema-direita tem sido muito útil, na medida em que aterrotiza grupos de emigrantes, de sindicalistas e de militantes de esquerda. Ela tem sido um braço repressivo, à disposição dos governos que querem manter uma fachada democrática, ao mesmo tempo que se abate o terror contra os opositores, através dessa extrema-direita. 
A «incapacidade  dos governos em reprimir» essas organizações é totalmente falsa. Os poderes usam as polícias nalguns casos; noutros casos, é mais vantajoso darem luz verde, discretamente, a esses tais grupos, pois os governos não podem ou não querem a recorrer a métodos ilegais. Esta, a verdadeira razão porque não destroem os grupos fascistas ou de extrema-direita violentos. Os governos têm meios e legitimidade para fazê-lo. Porém, eles servem-se de terroristas fascistas para golpear os opositores de esquerda.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

A CAMINHO DA DESAGREGAÇÃO DA ALEMANHA (por Thierry Meyssan)

 Este artigo foi copiado do site «voltairenet.org»


Mykhaïlo Fedorov e Boris Pistorius, Ministros ucraniano e alemão da Defesa, assinam um acordo de produção de drones. Volodymyr Zelensky, Presidente não-eleito da Ucrânia, e Friedrich Merz, Chanceler alemão, alegram-se com esta colaboração das suas indústrias de armamento.

Enquanto o Reino Unido e a Ucrânia pressionam a Alemanha para se preparar para a guerra contra a Rússia, assistimos ao afundar da Alemanha reunificada. O país está profundamente dividido em dois povos distintos. A sua identidade está agora posta em causa. A dissolução da República Federal da Alemanha é agora inevitável. Enquanto isso, a paz concluída entre Washington e Moscovo vai provocar a ligação de uma parte da Ucrânia e da Transnístria à Rússia. Enquanto o abandono pela União Europeia dos seus valores irá provocar o seu fim.


Mesmo que não estejamos cientes disso, a derrota do governo Zelensky na Ucrânia deverá levar à dissolução da Moldávia, da Alemanha e da União Europeia. Esta é a hipótese de trabalho da Rússia, da China e dos Estados Unidos. Ora, de forma alguma estamos preparados para tal e, de momento, os nossos políticos e os nossos média (mídia-br) nem sequer se colocaram essa pergunta.


A separação das duas Alemanhas

Não percebemos que a reunificação alemã, desejada pelos Presidentes Helmut Kohl e François Mitterrand, foi concretizada violando o Direito Internacional : o povo da República Democrática Alemã (RDA) nunca foi consultado. Aceita-mo-lo porque tínhamos a impressão de que ela era lógica e porque, em 14 meses, a responsável comunista da propaganda da Juventude Comunista da RDA, Angela Merkel, se tornou Ministra democrata-cristã da Juventude da RFA [1].

Mas o percurso pessoal desta responsável política não é, de forma alguma, representativo do seu povo. Aceitamos apenas o ponto de vista do Oeste (62 milhões de habitantes aquando da reunificação) e não o do Leste (16 milhões de habitantes à época).

A indústria do Leste foi pilhada em proveito do Oeste. O desemprego atingiu aí 7,5%, enquanto é de apenas 5,7% no Oeste. O salário médio é de 3. 973 euros brutos no Leste e de 4. 810 euros brutos no Oeste. O produto interno bruto (PIB) per capita atinge em média 37. 711 euros nos cinco Länder do Leste, em comparação com 54. 162 euros nos situados no Oeste.

Nas últimas eleições legislativas, os dois países confrontaram-se : os Alemães do Leste, formados pela ocupação soviética, votaram maciçamente na Alternative für Deutschland (AfD), enquanto os do Oeste, formados pela ocupação norte-americana e pelos nazis reciclados, votaram nos Democratas-Cristãos e nos Sociais-Democratas. Na realidade, não há apenas uma Alemanha, mas sim duas [2].

Hoje, a Alemanha reunificada é governada pela sua maior componente, a do Ocidente, que tenta proibir a expressão política da sua componente do Leste. Em 2 de Maio de 2025, o Partido político Alternative für Deutschland (AfD) foi qualificado de organização «extremista de direita», o que foi confirmado pelo Gabinete para a Proteção da Constituição. Ora, esta formação é apenas uma reacção ao projecto da confederação europeia ; projecto que tem as suas raízes na Neuordnung Europas (Nova Ordem Europeia), imaginada por Walter Hallstein – em nome do Chanceler Adolf Hitler – antes de este se tornar o primeiro secretário-geral da CECA (futuras CEE e União Europeia). Da mesma forma, o Gabinete de Protecção da Constituição de Munique, que foi utilizado para reciclar os polícias da Gestapo nos anos de 1950, supervisiona a repressão de jornalistas e pensadores que poderiam fazer mudar os pressupostos dos Alemães [3].

Se estamos cientes dos horrores da Segurança do Estado (Stasi) na Alemanha do Leste, desconhecemos os que flagelaram a Alemanha Ocidental contra os comunistas e contra os gays. Foi, no entanto, uma realidade sombria.

A actual Alemanha reunificada está sob a influência do pequeno grupo de filhos dos nazis que colaboraram depois da guerra com os ocupantes anglo-saxões. O próprio Chanceler Friedrich Merz é neto de um dignitário nazi cujos pressupostos Anti-Eslavos adoptou. Ele não tem quaisquer problemas em trabalhar com «nacionalistas integralistas» ucranianos, que se dizem descendentes dos “Vikings varenges” e não dos Eslavos. Se a tradição germânica recusava colaborar com os Russos (daí o cisma de 1054 separando o Sacro Império Romano-Germânico de Constantinopla, ou seja um século depois da Ucrânia e da Rússia se terem convertido ao cristianismo), só os nazis tinham como objectivo exterminar todos os Eslavos e se apoderar das suas terras (o chamado lebensraum, isto é, o “espaço vital” da Alemanha). Em qualquer caso, a Alemanha reunificada não colocou a menor objecção à nazificação da Ucrânia desde a independência, em 1991, passando pelo Golpe de Estado do EuroMaidan, em 2014. Ela esforça-se por ignorar as centenas de monumentos erguidos na Ucrânia em memória dos nazis e de seus colaboradores. Ela ignora o projecto de construção de um Panteão das Glórias Ucranianas pela administração Zelensky e, ao contrário do Memorial Yad Vashem, recusou comentar a reinumação nacional do criminoso contra a humanidade Andriy Melnyk, em 25 de Maio de 2026 [4]


A dissolução da Moldávia e da Transnístria

Durante a dissolução da União Soviética, a Transnístria proclamou a sua independência, em 2 de Setembro de 1990. Trata-se de um pequeno vale ao longo do Dnieper, dispondo de um espantoso microclima, onde os Soviéticos tinham construído uma cidade científica. Quase um ano mais tarde, em 27 de Agosto de 1991, a Moldávia proclamou também a sua independência. Ora, acontece que estes dois Estados formavam até aí apenas uma única região, a República Socialista Soviética Moldava. No entanto, em 28 de Fevereiro de 1992, os Estados Unidos fizeram entrar oito repúblicas soviéticas independentes nas Nações Unidas, incluindo a Moldávia. Mas não a Transnístria. Aos olhos da ONU, esta não era mais do que uma parte da Moldávia. Imediatamente a seguir, a CIA tentou meter na linha a Transnístria durante uma guerra a que não prestamos atenção [5].

Desde então, a Moldávia e a Transnístria desenvolveram-se separadamente. As coisas são ainda mais complexas porque a Transnístria continua soviética, tendo realizado o sonho de Mikhail Gorbachev de conciliar o comunismo e a democracia. Contudo, não é perfeita e não conseguiu resolver o problema das máfias, como a Rússia o fez com Vladimir Putin.

A Transnístria, que alberga desde a sua independência um arsenal russo e, desde a guerra de 1992, uma força de paz russa, recebe gratuitamente gás russo porque monitoriza o cruzamento de vários gasodutos russos para a Europa Oriental, Central e Ocidental [6].

A partir de 2019, o complexo militar-industrial norte-americano militou para enfraquecer a Rússia envolvendo-a em conflitos na Ucrânia e na Transnístria [7]. Em 2005, Angela Merkel, então Chancelerina Federal, nomeou Ursula von der Leyen como conselheira. As duas mulheres fizeram campanha para a criação da European Union Border Assistance Mission to Moldova and Ukraine (EUBAM) – Missão de Assistência às Fronteiras da União Europeia na Moldávia e na Ucrânia. Este organismo europeu vai sitiar a Transnístria cercando-a ao usar a Moldávia e a Ucrânia, muito embora nenhum destes dois Estados seja membro da União Europeia.

O acordo concluído entre os Presidentes Donald Trump e Vladimir Putin em Anchorage, em 15 de Agosto de 2025, prevê o reconhecimento do Donbass e da Novorossia como sendo russas. Isso significa que Odessa não será libertada pela força, mas sim anexada por um tratado de paz. Ora, Odessa é contígua à Transnístria. Há duas semanas, o Presidente Putin concedeu a cidadania russa a todos os cidadãos da Transnístria que a solicitarem [8]. A Transnístria tornar-se-á portanto russa no seguimento da guerra na Ucrânia, fazendo implodir a Moldávia. A sua população exprimiu-se já duas vezes nesse sentido.


A dissolução da União Europeia

A unidade da União Europeia não nos parece alvo de discussão. No entanto, o Reino Unido aderiu em 1973 e retirou-se em 2020. Em 2005, os eleitores da França e dos Países Baixos rejeitaram os referendos sobre a Constituição Europeia. Mas não foram ouvidos, com a UE a afastar-se dos seus «valores democráticos». Em 2013, a Troika Europeia (ou seja, na altura, a Alemanha, a França e o Reino Unido) impôs aos cipriotas o confisco puro e simples dos depósitos bancários superiores a 100. 000 euros. A União Europeia afastou-se ainda mais dos seus «valores democráticos e liberais». Em 2024, a Comissão Europeia intervém secretamente na eleição presidencial romena, acabando definitivamente com os seus «valores». Hoje, os Estados-Membros da UE, à excepção da Eslovénia e da Hungria, põem em causa o funcionamento da unanimidade do Conselho Europeu.

No entretanto, o Reino Unido, que já não faz parte da UE, forma uma nova aliança militar, os «Fuzileiros Navais do Norte». Esta nova força é composta por forças dinamarquesas, estónias, finlandesas, holandesas, islandesas, lituanas, letãs, holandesas, norueguesas e suecas. Rapidamente, ela deverá incluir também os Exércitos alemão, polaco e turco ; ou talvez até o francês, mas as idas e vindas de 2025 entre Londres e Paris não foram convergentes. Parece que os “Marines” do Norte deverão substituir a OTAN, assim que os Estados Unidos deixarem a Aliança Atlântica, pelo meio de 2027, segundo a equipa do Presidente Trump.

Ora, esta aliança não é compatível com a existência da UE, a qual é uma consequência das cláusulas secretas do Plano Marshall (1948).

Constatamos, entretanto, que o rearmamento alemão é financiado tanto pela União Europeia como pelo Reino Unido. Nos anos de 1930, este último havia financiado o rearmamento alemão contra os Soviéticos. Foi só após os Acordos de Munique (29 a 30 de Setembro de 1938) que a URSS, convencida de ser a próxima presa do IIIº Reich, concluiu o acordo germano-soviético (23 de Agosto de 1939) e que Berlim se voltou contra Londres.

Thierry Meyssan

Tradução
Alva


PS: Para quem tenha dúvidas sobre a «conversão» da oligarquia governante da UE ao fascismo e nazismo, veja o vídeo de entrevista de Glenn Diesen a Marta Havryshko: «Zelensky Pays Tribute to Nazi Leaders»


sexta-feira, 29 de maio de 2026

O BIS colaborou com regime nazi, antes e durante 2° Guerra Mundial


 Documentário sobre o Banco de Pagamentos Internacionais (BIS, na sigla inglesa). Esclarece concretamente qual o grau de colaboração, ao nível monetário e financeiro, que os nazis tiveram antes e no decurso da IIª Guerra Mundial, com a colaboração de representantes americanos, ingleses, franceses, belgas, etc. 
Saiba como os nazis conseguiram financiar o esforço de guerra. Como eles puderam, até ao fim, comerciar com nações neutras (por exemplo, Portugal). 
A Alemanha nazi utilizou - para adquirir divisas e fazer pagamentos internacionais - o ouro roubado aos bancos centrais dos países invadidos, tal como o ouro roubado aos judeus.  
Esse ouro estava armazenado em Basileia (Suíça) na sede do BIS e era cambiado por divisas, sempre que tal operação era solicitada pelos representantes do regime nazi.


Relacionado : 
https://youtu.be/vaLK-fEhlhg?is=hw1c5x6fSHge6XCM

sábado, 22 de março de 2025

CRÓNICA DA IIIº GUERRA MUNDIAL, Nº41: O EUROPEÍSMO DESCONCERTADO REVELA SUA VERDADEIRA FACE

Uma interessante discussão sobre o militarismo, por Michael Roberts:  

https://thenextrecession.wordpress.com/2025/03/22/from-welfare-to-warfare-military-keynesianism/



Meu comentário:

Tenho ideia de que o «Keynesianismo de guerra» foi positivo na altura da 2ªGuerra Mundial, sobretudo para os EUA, pois ajudou a derrotar os poderes do Eixo e simultaneamente foi a saída para a longa e terrível depressão na economia americana e mundial, que durou de 1929 a 1941, mais de uma década.

Mas, em consequência do Mundo resultante do fim da IIª Guerra Mundial, nomeadamente, a formação do bloco soviético, o império americano quis manter as suas indústrias de guerra intactas para derrotar os soviéticos e seus aliados...Assim, nos anos 50 e 60 as despesas de guerra continuaram, não havendo reconversão significativa das indústrias de guerra (sobredimensionadas, mesmo para o contexto da então nova guerra-fria). Depois, o Complexo Militar Industrial foi tomando mais e mais poder na política, na administração, no Pentágono, na CIA, etc, até que, definitiva e totalmente, tomou conta dos assuntos correntes (a última tentativa para derrotá-lo, foi devida a JFK…).

Nos dias de hoje, não existe possibilidade prática, num lapso de tempo inferior a dez anos, das indústrias militares - presentes e futuras - da UE atingirem um nível remotamente semelhante ao que possuem, tanto a China, como a Rússia (e estes são dois aliados de facto). Este atual entusiasmo militar é baseado em tomar seus desejos pela realidade (wishful thinking), por pessoas que estavam tão seguras do apoio americano, que nunca encararam a possibilidade deste apoio acabar, como está acontecendo agora.
Porém, uma despesa «furiosa» de rearmamento, a ter lugar, irá arruinar todos os países da UE; será um suicídio económico e social. Sendo assim, cabe aos povos europeus acordarem, verem como foram enganados e tomarem seu destino em suas próprias mãos, varrendo a clique militarista, parasitária e oligárquica que domina a UE.

terça-feira, 3 de setembro de 2024

O IMPÉRIO BRITÂNICO, COMO SE TORNOU IRRELEVANTE?


Neste documentário são citados entre os fatores importantes de declínio, 
- a opção pós 2ª Guerra Mundial de continuar a fazer uma política de grande potência, gastando nas forças armadas demasiado para suas capacidades; 
- a política de Margaret Thatcher, que acelerou a desindustrialização do Reino Unido; 
- e que não soube aproveitar de forma inteligente o petróleo no Mar do Norte (ao contrário do que fizeram os noruegueses); 
- a transformação em economia de serviços, ficando as Ilhas Britânicas fortemente dependentes da importação de mercadorias agrícolas e industriais. 

domingo, 14 de julho de 2024

CONEXÃO ENTRE ALTAS PATENTES HITLERIANAS E A OTAN


Nós sabíamos da História do século XX, que a OTAN foi formada no início da guerra fria (o Pacto de Varsóvia formou-se em reação à chamada Aliança Atlântica). Sabíamos também que a OTAN, desde o início albergou ditaduras, nomeadamente a de Salazar, apesar de se apresentar como «aliança de países democráticos, face ao perigo totalitário vindo de leste e em particular, da URSS». Não ignorávamos também como acolheu favoravelmente sucessivos golpes antidemocráticos na Turquia e na Grécia.

Tem sido bastante divulgada ultimamente, a «operação Paperclip» pela qual os americanos «salvaram» , não apenas cientistas que trabalharam para o regime nazi, como Von Braun, também torcionários que foram ensinar as técnicas de interrogatórios à CIA e a ditaduras do cone sul da América e também na Escola da PIDE, em Portugal.

A desnazificação da Alemanha ficou inteiramente no papel, a Oeste. Não houve preocupação em limpar os quadros da função pública, da polícia, do exército, dos elementos comprometidos com o regime hitleriano e seus numerosos crimes contra os povos invadidos e contra o seu próprio povo.
A chamada «luta contra o comunismo» era a alegada justificação para todo este branqueamento. Mas, de facto, os responsáveis nazis reconvertidos em democratas foram imprimir um ódio visceral em várias gerações, contra tudo o que fosse soviético, russo ou comunista.

Em resumo, desde que fossem anti-soviéticos, anti-comunistas, tudo lhes era perdoado, tanto os crimes do passado, como os do presente. Tinham rédea livre para organizar células terroristas nos países da OTAN (como o grupo «Gládio» e seus crimes em Itália) para prevenir a mudança dos países ocidentais para o campo «vermelho».

Hoje, com os discursos histéricos e belicistas do secretário-geral da OTAN, Stoltenberg e de muitos membros, incluindo chefes de Estado e de governo, parece que recuámos 75 anos, à data da fundação da OTAN, que tinha declaradamente por missão «salvar o ocidente do perigo vermelho». É esse discurso rançoso e rancoroso que eles reciclaram há pouco tempo e nos impõem agora, para justificar a deriva belicista contra outras potências (Federação Russa, República Popular da China), que eles vêm como ameaças.

O psicopatas estão realmente presentes em todos os quadrantes e sectores, de todas as sociedades: Porém, acho que existe uma concentração perigosa no topo das hierarquias civis e militares dos países que enformam a OTAN. As pessoas são selecionadas para cargos de responsabilidade, sobretudo pela sua fidelidade a determinada ideologia - um aglomerado de posições pró-capitalistas e anti-socialistas, englobando traços de ódio a determinadas etnias - mais do que pelo seu valor e inteligência.

O caso do membro do Estado-maior de Hitler, Adolf Heusinger pode parecer uma exceção mas, de facto, ele é apenas um dos casos resultantes do branqueamento de pessoas com passado nazi, pela Alemanha ocidental e pela OTAN.

Transcrevo na íntegra a notícia do site «www.dispropaganda.com». Boas leituras.

Original em:



Mar 24, 2017


Adolf Heusinger and the Hitler - NATO connection.




General Adolf Heusinger was Adolf Hitler's Chief of the General Staff of the Army during World War II. With the outbreak of the Second World War Heusinger accompanied the German HQ field staff and assisted in the planning of operations in Poland, Denmark, Norway, and France and the Low Countries (coastal region in western Europe, consisting especially of the Netherlands and Belgium). He was promoted to colonel on August 1, 1940 and became chief of the Operationsabteilung in October 1940, making him number three in the Army planning hierarchy . In 1944 Heusinger assumed office as Chief of the General Staff of the Army. In this capacity, he attended the meeting at Adolf Hitler's Wolf's Lair on July 20, 1944, and was standing next to Hitler when the bomb planted by Claus von Stauffenberg exploded.


Heusinger (on the left) meeting with Hitler. After the war, this German war criminal, the man who helped Hitler plan and execute his invasion of neighboring countries, was not even put on trial, quite contrary he was allowed to take over the newly established West German army, the "Bundeswehr". This was not a unique event, but a very common phenomenon in post WW2 Western Germany. Nazi war criminals and people who supported and helped Hitler to carry the holocaust and other crimes against Humanity were never put on trial for their crimes against the Jews, the Poles, the Russians and the people of Europe, but instead were installed in top positions in the western German government, army, industry and western German society at large. Many former Nazis served in the new German military, media and government, attaining high offices. They also rebuilt western Germany, with the generous help of billions of dollars of US taxpayers money under the “Marshal Plan”, and became an integral and founding part of the “new” German elites which ended up ruling the “new” Germany, which was basically the same old Germany, just rebranded. In 1950, Heusinger became an advisor on military matters to Konrad Adenauer, the first Chancellor of West Germany, and with the establishment of the West Germany Armed Forces (the "Bundeswehr") in 1955, Heusinger returned to military service, and was appointed as Generalleutnant (lieutenant general) on November 12, 1955. Shortly thereafter, in June 1957, Heusinger was promoted to full general and named the first Inspector General of the Bundeswehr ("Generalinspekteur der Bundeswehr"), and served in that capacity until March 1961.


Adolf Heusinger as head of the West German army (1960)

In 1961, Heusinger was made the Chairman of the NATO Military Committee (essentially he was NATO's chief of staff). He served in that capacity until 1964. So instead of facing trial and paying for the crimes he committed, this war criminal who personally signed orders to murder allied POW's during the war, this human trash that helped Hitler plan and carry out the atrocities and war crimes that the German army perpetuated in Europe and Russia, this psychopathic murderer was allowed to rebuild the West German army and later to become one of NATO's heads in Europe.

Sources:


quarta-feira, 9 de agosto de 2023

Ben Norton: RAZÃO PORQUE OS EUA DEITARAM BOMBAS NUCLEARES SOBRE O JAPÃO

O bombardeamento nuclear do Japão, no final da IIª Guerra Mundial, não foi uma necessidade para acabar com a guerra. Esta mentira tem sido propalada durante todo este tempo.
No entanto, documentos do próprio governo dos EUA provam aquela afirmação.

                                         https://www.youtube.com/watch?v=5vMEgneKF10

quarta-feira, 12 de julho de 2023

A DEGENERAÇÃO DOS VALORES LIBERAIS

 A subversão do status quo é feita do interior dos think tanks e das corporações, que governam o mundo capitalista ocidental. Este fenómeno faz curto-circuito a todos os valores, às construções teóricas e às crenças ou ideologias, que as pessoas das gerações mais antigas transportavam. 

                                 Imagem: George Washington na travessia do rio Delaware

Esta subversão não é uma evolução decorrente das transformações inevitáveis das sociedades humanas, sejam elas bruscas (golpes, revoluções) ou suaves (mudanças de maiorias eleitorais, etc.).  Trata-se antes duma engenharia social, fabricada para substituir o «consenso» social-democrático, o qual serviu como forma da aplacar os ventos de revolta, sobretudo na  segunda metade do século XX, com uma aspiração confusa mas inegável para o socialismo por parte das classes que não beneficiam da sociedade capitalista, mas também da juventude universitária, oriunda de meios não proletários na sua maioria, que  se opunha aos princípios da sociedade «burguesa», ao  regime capitalista e às guerras imperialistas e neocoloniais. Mas substituir esse «consenso social-democrata» por quê? 

Penso que os ideólogos e psicólogos ao serviço das corporações (alguns ocupando lugares em instituições académicas) conhecem profundamente a matéria-prima. Eles têm como função moldá-la (influenciar). Seu conhecimento profundo, em vez de ser posto ao serviço da libertação dos humanos em relação às cadeias físicas e psicológicas que os amarram, tem sido usado perversamente para conduzir as pessoas para onde eles (manipuladores) querem. Esta mão-de-obra especializada e geralmente bem paga, está no centro do complexo  que inclui as indústrias do entretenimento, da informação «de massas» e das universidades (hoje, centros de fabricação de conformismo).

É sabido que o mundo capitalista sofreu uma grande mutação na sequência do fim da «Guerra Fria nº1», os anos do globalismo «feliz», ou triunfante. Os anos 90 do século passado e a primeira década do século XXI, foram  ocasião de intensificação do capital financeiro, em detrimento dos Estados e do capitalismo industrial. Este último, foi subordinado ao capitalismo financeiro e, além disso, as infraestruturas (fábricas) foram desmontadas dos países capitalistas do centro, para serem implantadas nos países mais pobres da periferia da Ásia, América Latina e África. Este salto permitiu que as taxas de rendimento do capital fossem maximizadas, mas à custa da destruição do tecido industrial nos países tradicionais do capitalismo e da precarização e pauperização das classes trabalhadoras respetivas. Estas classes trabalhadoras tinham sido mantidas num estado de relativa satisfação, durante as chamadas «trinta gloriosas» - ou seja - nos trinta anos que sucederam ao fim da IIª Guerra Mundial. Neste período histórico, a progressão da URSS e dos países socialistas, incluindo países considerados do IIIº Mundo, como a Jugoslávia, Cuba e China Popular, exerceram uma grande atração nas classes laboriosas do mundo capitalista, que a propaganda anticomunista não conseguiu  neutralizar. Pelo contrário, quanto mais difamassem o «socialismo real», mais ele ganhava prestígio junto de muitos, incluindo a jovem geração, nascida no pós- IIª Guerra Mundial. Esta, habituou-se a ter como dado adquirido, o usufruto de condições de relativo bem-estar, decorrentes da elevada rentabilidade do capitalismo e da sua compreensão de que era do seu interesse dar condições de vida decentes à classe trabalhadora e, sobretudo, aos seus filhos. Chegou-se ao ponto que as pessoas tomavam como adquirido, que a geração dos filhos iria ter um bem-estar superior à dos pais; que iriam ter acesso ao ensino universitário, coisa quase exclusiva dos filhos da média e alta burguesia, apenas há uma geração atrás.  O sonho de evolução gradual para o socialismo, sem revolução, com progressiva igualização das classes sociais, revelou-se como uma utopia, quando a classe empresarial decidiu contra-atacar através da ideologia «neoliberal». Para derrotar a ideologia social-democrata e os respetivos partidos de governo na Europa Ocidental, fizeram uma campanha bem planificada de desconstrução das instituições que funcionavam razoavelmente nestes países capitalistas, mas que seguiam uma lógica de servir o público e não de criar lucro. Houve instituições parcial ou totalmente privatizadas (infraestruturas: eletricidade, água, estradas, serviços de saúde);  outras, postas em concorrência com instituições privadas (ex.: escolas públicas descapitalizadas, em concorrência com escolas privadas, recebendo subsídios do Estado); outras ainda foram extintas, ou tornadas residuais (ex.: programas de construção e gestão de habitação social).  

Nas esquerdas, não houve clarividência e sentido estratégico. Cedo se deu o retraimento da esquerda «clássica» (associada a lutas nas empresas, através de um sindicalismo classista); contestada por uma esquerda dita «festiva», dita também de «causas», como as lutas LGBT, o feminismo, alheado das suas raízes operárias históricas, a ecologia política (que não se pode confundir com Ecologia enquanto domínio científico) e outras «causas fraturantes».  De facto, foram fraturantes, mas no sentido de porem setores contra setores, dentro da mesma classe, e assim tornarem impossível ou inócua qualquer tentativa de levar a cabo um combate integrado contra a exploração capitalista. Não só os trabalhadores não compreenderam logo, na sua grande maioria, como estavam a ser manipulados, também as direções dos partidos e dos sindicatos operários, só tomaram consciência demasiado tarde. Tragicamente, durante decénios, para satisfazer uns e outros, em resultado de uma política cem por cento virada para conquistar votos e lugares nos parlamentos, essas direções foram incapazes de qualquer contra-ataque credível. 

Recentemente, os grupos marginalizados, como as segunda e terceira geração de emigrantes em França e noutros países europeus principalmente, protagonizaram revoltas, em geral na sequência de um assassinato, por um polícia, de um deles. 

Estes emigrantes - vindos de África principalmente - foram mantidos em ghettos, sujeitos a maior exploração e a trabalhos considerados «inferiores» e mal pagos, perante a classe trabalhadora dos países recetores, largamente indiferente, quando não hostil à sua vinda e estadia, de supostamente «invasores», não percebendo que estes emigrantes eram importados para  fazer pressão sobre a classe trabalhadora nacional. O resultado foi o crescimento avassalador de partidos de extrema-direita, que capitalizaram o descontentamento das classes cujo modo de vida estava a ser negativamente impactado pela emigração. Este estado de coisas foi mantido e diretamente encorajado pelos partidos de centro-direita e centro-esquerda, como representantes do grande capital, pois  eles assim tinham a classe operária desunida, ao contrário do que aconteceu em Maio-Junho de 68, em que a palavra de ordem era de solidariedade total com os emigrantes e participação destes, «ombro-a-ombro» com o operariado francês, nas greves.

A retórica do liberalismo mantém-se, fica bem nos discursos, mas o espírito é exatamente o mesmo que o dos «negreiros», os que - em vários países «brancos» - organizavam a escravatura e comércio dos escravos africanos, até bem dentro da segunda metade do século XIX. 

A mentalidade imperialista nunca foi tão virulenta como agora, pois a deseducação das camadas populares fez com que caíssem na propaganda estatal, nos vários países da OTAN. A «liberdade de imprensa» de agora, é a censura generalizada em redes sociais e sites da Internet. Esta censura parece-se mais com a da inquisição, contra os recalcitrantes e os livre pensadores e com a censura de Estado, nos séculos XIX e XX, contra correntes realmente revolucionárias.

Podia dizer-se que «a ditadura do capital não precisa de realizar a defesa genuína de qualquer liberdade, exceto da liberdade de comércio». Porém, mesmo esta, é logo renegada, abandonada, pelo uso e abuso das sanções (totalmente ilegais) que pretendem vergar regimes que não se submetem aos imperialistas, sanções cruéis porque resultam exclusivamente em sofrimento do povo. 

O que resta de liberalismo na Europa ou América do Norte, nos países que se auto classificam como «democracias»? Quase nada, ou mesmo nada. 

Note-se que os dirigentes desses regimes ditos democráticos, não têm feito senão imitar «ditaduras do proletariado», sob pretexto de segurança, de combater o terrorismo, de combater «as forças do mal». A vigilância generalizada existe em grande escala em Londres, por exemplo, onde é impossível atravessar o centro, sem se ser filmado uma centena de vezes, por câmaras de vigilância discretamente distribuídas por todo o espaço público. Mas, isso é verdade também em múltiplos outros domínios. Edward Snowden e outros, revelaram como a NSA (uma agência dos EUA) intercepta sistematicamente todas as comunicações da Internet e de telefonia móbil, para as armazenar e as selecionar quando conveniente, através de pesquisa por algoritmos, até chegar aos olhos de agentes. Isto não é exclusivo dos EUA; eles têm uma rede de espionagem dos cidadãos do mundo inteiro, onde participam Grã-Bretanha, Austrália, Canadá, Nova-Zelândia, além dos EUA.

Claro que muitas pessoas se deixam enredar pela propaganda, pelo medo, pela angústia de ser designado «inimigo», etc. Hoje em dia, tanto dentro dos EUA como fora,  em muitos países vassalos, as pessoas são perseguidas por suas opiniões, sejam elas «conservadoras» ou «revolucionárias».  A ilusão de liberdade é resultante da técnica seletiva usada para suprimir toda a dissidência. Não são já precisos «gulag» ou campos de concentração; não são precisas prisões políticas e câmaras de tortura. O Estado consegue controlar as massas através do medo e da ignorância

Os poucos que denunciam este novo totalitarismo, ou são calados pelas pressões económicas, como a exclusão do emprego, ou por difamações a cargo de uma autêntica classe inquisitorial (fact-checkers). Estes fazem-se passar por «jornalistas», mas apenas são mercenários. 

 Embora a hora seja sombria, o facto de se desenvolver um aparato tão complexo, poderoso e caro, para ocultar a verdade aos cidadãos, mostra que estes ainda detêm considerável poder, embora potencialmente apenas. Se eles começarem a usá-lo sistematicamente, auto-organizando-se fora dos padrões instituídos, o derrube das ditaduras com máscara de democracia não andará longe. 

quarta-feira, 8 de março de 2023

ANÁLISE HISTÓRICA: «A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NUNCA TERMINOU»





[O original deste artigo foi publicado a 10 de Maio de 2022]

Há 77 anos, a Alemanha rendeu-se às forças aliadas, finalmente encerrando a devastação da Segunda Guerra Mundial.

Hoje, enquanto o mundo celebra o 77º aniversário desta vitória, por que não pensar seriamente em finalmente vencer aquela guerra, de uma vez por todas?

Se você está confuso com esta afirmação, talvez seja melhor sentar-se e respirar fundo antes de continuar lendo. Nos próximos 12 minutos, você provavelmente descobrirá um fato perturbador que pode assustá-lo um pouco: Os aliados nunca venceram a Segunda Guerra Mundial…
Agora, por favor, não me interpretem mal. Estou eternamente grato pelas almas imortais que deram suas vidas para derrubar a máquina fascista durante aqueles anos sombrios... Mas, de facto, alguma coisa não foi resolvida a 9 de Maio de 1945, e isso tem a ver com o lento ressurgimento de uma nova forma de fascismo durante a segunda metade do século XX e o perigo renovado de uma ditadura global, que o mundo enfrenta novamente hoje.
É minha opinião que somente quando encontrarmos coragem em realmente olhar para este problema com olhos sóbrios, seremos capazes de honrar verdadeiramente nossos corajosos antepassados ​​que dedicaram suas vidas a conquistar a paz para seus filhos, netos e a humanidade. amplamente.


A verdade feia da Segunda Guerra Mundial

Vou parar os rodeios agora e apenas dizer: Adolph Hitler ou Benito Mussolini nunca foram  "donos de si próprios”.

[tradução automática no próprio site: AQUI]

The machines they led were never fully under their sovereign control and the financing they used as fuel in their effort to dominate the world did not come from the Banks of Italy or Germany. The technologies they used in petrochemicals, rubber, and computing didn’t come from Germany or Italy, and the governing scientific ideology of eugenics that drove so many of the horrors of Germany’s racial purification practices never originated in the minds of German thinkers or from German institutions.


Were it not for a powerful network of financiers and industrialists of the 1920s-1940s with names such as Rockefeller, Warburg, Montague Norman, Osborn, Morgan, Harriman or Dulles, then it can safely be said that fascism would never have been possible as a “solution” to the economic woes of the post-WWI order. To prove this point, let us take the strange case of Prescott Bush as a useful entry point.


The patriarch of the same Bush dynasty that gave the world two disastrous American presidents made a name for himself funding Nazism alongside his business partners Averell Harrimen and Averell’s younger brother E. Roland Harriman (the latter who was to recruit Prescott to Skull and Bones while both were studying at Yale).


Not only did Prescott, acting as director of Brown Brothers Harriman, provide valuable loans to keep the bankrupt Nazi party afloat during Hitler’s loss of support in 1932 when the German population voted into office the anti-Fascist General Kurt von Schleicher as Chancellor, but was even found guilty for “trading with the enemy” as director of Union Banking Corporation in 1942!


That’s right! Eleven months after America entered WWII, the Federal Government naturally conducted an investigation of all Nazi banking operations in the USA and wondered why Prescott continued to direct a bank which was so deeply enmeshed with Fritz Thyssen’s Bank voor Handel en Scheepvart of the Netherlands. Thyssen for those who are unaware is the German industrial magnate famous for writing the book “I Paid Hitler”. The bank itself was tied to a German combine called Steel Works of the German Steel Trust which controlled 50.8% of Nazi Germany’s pig iron, 41.4% of its universal plate, 38.5% of its galvanized steel, 45.5% of its pipes and 35% of its explosives. Under Vesting Order 248, the U.S. federal government seized all of Prescott’s properties on October 22, 1942.


The U.S.-German Steel combine was only one small part of a broader operation as Rockefeller’s Standard Oil had created a new international cartel alongside IG Farben (the fourth largest company in the world) in 1929 under the Young Plan.


Owen Young was a JP Morgan asset who headed General Electric and instituted a German debt repayment plan in 1928 that gave rise to the Bank of International Settlements (BIS) and consolidated an international cartel of industrialists and financiers on behalf of the City of London and Wall Street.


The largest of these cartels saw Henry Ford’s German operations merging with IG Farben, Dupont industries, Britain’s Shell and Rockefeller’s Standard Oil. The 1928 cartel agreement also made it possible for Standard Oil to pass off all patents and technologies for the creation of synthetic gasoline from coal to IG Farben thus allowing Germany to rise from producing merely 300 000 tons of natural petroleum in 1934 to an incredible 6.5 million tons (85% of its total) during WWII! Had this patent/technology transfer not taken place, it is a fact that the modern mechanized warfare that characterized WWII could never have occurred.


Two years before the Young Plan began, JP Morgan had already given a $100 million loan to Mussolini’s newly established fascist regime in Italy- with Democratic Party kingmaker Thomas Lamont playing the role of Prescott Bush in Wall Street’s Italian operation. It wasn’t only JP Morgan who loved Mussolini’s brand of corporate fascism, but Time Magazine’s Henry Luce unapologetically gushed over Il Duce putting Mussolini on the cover of Time eight times between 1923 and 1943 while relentlessly promoting fascism as the “economic miracle solution for America” (which he also did in his other two magazines Fortune and Life).




Many desperate Americans, still traumatized from the long and painful depression begun in 1929, had increasingly embraced the poisonous idea that an American fascism would put food on the table and finally help them find work.

A few words should be said of Brown Brothers Harriman.
Bush’s Nazi bank itself was the product of an earlier 1931 merger which took place between Montagu Norman’s family bank (Brown Brothers) and Harriman, Bush and Co. Montague Norman was the Governor of the Bank of England from 1920 to 1944, leader of the Anglo-German Fellowship Trust and controller of Germany’s Hjalmar Schacht (Reichsbank president from 1923-1930 and Minister of Economy from 1934-1937). Norman was also the primary controller of the Bank of International Settlements (BIS) from its creation in 1930 throughout the entirety of WWII.

The Central Bank of Central Banks


Although the BIS was established under the Young Plan and nominally steered by Schacht as a mechanism for debt repayments from WWI, the Swiss-based “Central Bank of Central Banks” was the key mechanism for international financiers to fund the Nazi machine.
The fact that the BIS was under the total control of Montagu Norman was revealed by Dutch Central Banker Johan Beyen who said 


“Norman’s prestige was overwhelming. As the apostle of central bank cooperation, he made the central banker into a kind of arch-priest of monetary religion. The BIS was, in fact, his creation.”
The founding members of the Board included the private central banks of Britain, France, Germany, Italy and Belgium as well as a coterie of 3 private American banks (JP Morgan, First National of Chicago, and First National of New York). The three American banks merged after the war and are today known as Citigroup and JP Morgan Chase.
In its founding constitution, the BIS, its directors and staff were given immunity from all sovereign national laws and not even authorities in Switzerland were permitted to enter its premises.
This story was conveyed powerfully in the 2013 book Tower of Basel: The Shadowy History of the Secret Bank that Runs the World.


A Word on Eugenics


Nazi support in the build up to, and during WWII didn’t end with finance and industrial might, but extended to the governing scientific ideology of the Third Reich: Eugenics (aka: the science of Social Darwinism as developed by Thomas Huxley’s X Club associate Herbert Spencer and Darwin’s cousin sir Francis Galton decades earlier). In 1932, New York hosted the Third Eugenics Conference co-sponsored by William Draper Jr (JP Morgan banker, head of General Motors and leading figure of Dillon Read and co) and the Harriman family. This conference brought together leading eugenicists from around the world who came to study America’s successful application of eugenics laws which had begun in 1907 under the enthusiastic patronage of Theodore Roosevelt. Hiding behind the respectable veneer of “science” these high priests of science discussed the new age of “directed evolution of man” which would soon be made possible under a global scientific dictatorship.
Speaking at the conference, leading British Fascist Fairfield Osborn said that eugenics:
“aids and encourages the survival and multiplication of the fittest; indirectly, it would check and discourage the multiplication of the unfitted. As to the latter, in the United States alone, it is widely recognized that there are millions of people who are acting as dragnets or sheet anchors on the progress of the ship of state…While some highly competent people are unemployed, the mass of unemployment is among the less competent, who are first selected for suspension, while the few highly competent people are retained because they are still indispensable. In nature, these less-fitted individuals would gradually disappear, but in civilization, we are keeping them in the community in the hopes that in brighter days, they may all find employment. This is only another instance of humane civilization going directly against the order of nature and encouraging the survival of the un-fittest”.

The dark days of the great depression were good years for bigotry and ignorance as eugenics laws were applied to two Canadian provinces, and widely spread across Europe and America with 30 U.S. states applying eugenics laws to sterilize the unfit. The Rockefeller Foundation went on to fund German eugenics and most specifically the rising star of human improvement Joseph Mengele.


The Nazi Frankenstein Monster is Aborted

Describing his January 29, 1935 meeting with Hitler, Round Table controller Lord Lothian quoted the Fuhrer’s vision for Aryan co-direction of the New World Order saying:

“Germany, England, France, Italy, America and Scandinavia … should arrive at some agreement whereby they would prevent their nationals from assisting in the industrializing of countries such as China, and India. It is suicidal to promote the establishment in the agricultural countries of Asia of manufacturing industries”

While it is obvious that much more can be said on the topic, the Fascist machine didn’t fully behave the way the Dr. Frankensteins in London wished, as Hitler began to realize that his powerful military machine gave Germany the power to lead the New World Order rather than play second fiddle as mere enforcers on behalf of their Anglo masters in Britain. While many London and Wall Street oligarchs were willing to adapt to this new reality, a decision was made to abort the plan, and try to fight another day.

To accomplish this, a scandal was concocted to justify the abdication of pro-Nazi King Edward VIII in 1936 and an appeasing Prime Minister Neville Chamberlain was replaced with Winston Churchill in 1940. While Sir Winston was a life long racist, eugenicist and even Mussolini-admirer, he was first and foremost a devout British Imperialist and as such would fight tooth and nail to save the prestige of the Empire if it were threatened. Which he did.


The Fascists vs Franklin Roosevelt

Within America itself, the pro-fascist Wall Street establishment had been loosing a war that began the day anti-fascist President Franklin Roosevelt was elected in 1932. Not only had their attempted February 1933 assassination failed, their 1934 coup d’etat plans were also thwarted by a patriotic General named Smedley Butler.
To make matters worse, their efforts to keep America out of the war in the hopes of co-leading the New World Order alongside Germany, France and Italy was also falling apart. As I outlined in my recent article How to Crush a Bankers’ Dictatorship, between 1933-1939, FDR had imposed sweeping reforms on the banking sector, thwarted a major attempt to create a global Bankers’ dictatorship under the Bank of International Settlements, and mobilized a broad recovery under the New Deal.

By 1941, Japan’s attack on Pearl Harbor polarized the American psyche so deeply that resisting America’s entry into WWII as Wall Street’s American Liberty League had been doing up until then, became political suicide. Wall Street’s corporatist organizations were called out by FDR during a powerful 1938 speech as the president reminded the Congress of the true nature of fascism:

“The first truth is that the liberty of a democracy is not safe if the people tolerate the growth of private power to a point where it becomes stronger than their democratic state itself. That, in its essence, is fascism – ownership of government by an individual, by a group, or by any other controlling private power… Among us today a concentration of private power without equal in history is growing. This concentration is seriously impairing the economic effectiveness of private enterprise as a way of providing employment for labor and capital and as a way of assuring a more equitable distribution of income and earnings among the people of the nation as a whole.”

While America’s entry into WWII proved a decisive factor in the destruction of the fascist machine, the dream shared by Franklin Roosevelt, Henry Wallace and many of FDR’s closest allies across America, Canada, Europe, China and Russia for a world governed by large-scale development, and win-win cooperation did not come to pass.

Even though FDR’s ally Harry Dexter White led in the fight to shut down the Bank of International Settlements during the July 1944 Bretton Woods conference, the passage of White’s resolutions to dissolve BIS and audit its books were never put into action.

While White, who was to become the first head of the IMF, defended FDR’s program to create a new anti-imperial system of finance, Fabian Society leader, and devout eugenicist John Maynard Keynes defended the Bank and pushed instead to redefine the post-war system around a one world currency called the Bancor, controlled by the Bank of England and BIS.


The Fascist Resurgence in the Post-War World


By the end of 1945, the Truman Doctrine and Anglo-American “special relationship” replaced FDR’s anti-colonial vision, while an anti-communist witch hunt turned America into a fascist police state under FBI surveillance. Everyone friendly to Russia was targeted for destruction and the first to feel that targeting were FDR’s close allies Henry Wallace and Harry Dexter White, whose untimely 1948 death while campaigning for Wallace’s presidential bid put an end to anti-colonialists running the IMF.

In the decades after WWII, those same financiers who brought the world fascism went straight back to work infiltrating FDR’s Bretton Woods Institutions such as the IMF and World Bank, turning them from tools of development, into tools of enslavement. This process was fully exposed in the 2004 book Confessions of an Economic Hit man by John Perkins.

The European banking houses representing the old nobility of the empire continued through this reconquering of the west without punishment. By 1971, the man whom Perkins exposed as the chief economic hit man George Schultz, orchestrated the removal of the U.S. dollar from the Gold-reserve, fixed exchange rate system director of the Office of Management of Budget and in the same year, the Rothschild Inter-Alpha Group of banks was created to usher in a new age of globalization. This 1971 floating of the dollar ushered in a new paradigm of consumerism, post-industrialism, and de-regulation which transformed the once productive western nations into speculative “post-truth” basket cases convinced that casino principles, bubbles and windmills were substitutes for agro-industrial economic practices.

So here we are in 2022 celebrating victory over fascism.

The children and grandchildren of those heroes of 1945 now find themselves attached to the biggest financial collapse in history with $1.5 quadrillion of fictitious capital ripe to explode under a new global hyperinflation akin to that which destroyed Weimar in 1923, but this time global. The Bank of International Settlements that should have been dissolved in 1945 today controls the Financial Stability Board and thus regulates the world derivatives trade which has become the weapon of mass destruction that has been triggered to unleash more chaos upon the world than Hitler could have ever dreamed.

Is the anti-fascist spirit of Franklin Roosevelt alive in the form of modern anti-imperialism including Russia and China and a growing array of nations united under the umbrella of the New Deal of the 21st Century which has come to be called the “Belt and Road Initiative”.

And thus a chance still exists today to take the types of emergency actions needed at this moment of existential crisis and finally accomplish what FDR had always intended: to win World War II.


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This article was originally published on the author’s blog site, The Canadian Patriot.

Matthew Ehret is the Editor-in-Chief of the Canadian Patriot Review, and Senior Fellow at the American University in Moscow. He is author of the ‘Untold History of Canada’ book series and Clash of the Two Americas trilogy. In 2019 he co-founded the Montreal-based Rising Tide Foundation.



The Clash of the Two Americas
Vol. 1 & 2
by Matthew Ehret


In his new two volume series The Clash of the Two Americas, Matthew Ehret introduces a new analysis of American history from the vantage point that the globally-extended supranational shadow government that managed the British Empire was never fully defeated and has acted within the USA itself since 1776 as a continuous multi-generational fifth column managing every significant event and assassination of American presidents for the next 250 years.
The original source of this article is Global Research
Copyright © Matthew Ehret-Kump, Global Research, 2023