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terça-feira, 1 de abril de 2025

AS SOCIEDADES ESTÃO EM COLAPSO... PARA LÁ DELE, O QUE VIRÁ?

 Estamos a viver o colapso. 

A chamada civilização ocidental está a desfazer-se diante dos nossos olhos e não se trata dum fenómeno natural. É resultante da vontade da oligarquia, dos multimilionários, que constituem a «super-classe» capitalista. Esta tem ditado a agenda, não apenas em relação à concentração do capital, com a consequente potenciação dos lucros, como em relação ao poder político, em particular, nos grandes potentados imperialistas. 

Não se pense que este processo de demolição seja inteiramente caótico; porém, para nós, que estamos por baixo, ele parece efetivamente um caos, uma catástrofe, um pesadelo: tudo aquilo que tivemos, como mais ou menos certo e seguro nas nossas vidas particulares e sociais, se está a desmoronar. Mas o processo é - afinal - de uma demolição controlada, programada com o rigor necessário, para que não sejam postos em causa os fundamentos da sociedade capitalista. O processo tem sido designado por vários nomes, entre eles «The Great Reset» e outros chavões e frases ideológicas que se destinam a fazer crer numa explicação do que está a acontecer, mas sem dar realmente as chaves para a compreensão global dos fenómenos. 

Não serve de nada dizer que «o capitalismo está em crise»: De facto, a crise é um dos principais processos que ele tem, enquanto modo de produção, para se adaptar aos novos contextos, desde invenções e suas aplicações na economia, até às transformações na política das grandes potências.

O que o processo atual mostra, não é que o «capitalismo esteja a morrer», longe disso; podemos ver como ele se está a desenvolver de modo pujante, na Ásia, em particular, na China. Mais uma vez se constata que está na própria natureza do sistema capitalista, a sua adaptação  ás grandes transformações. 

Hoje, a exploração já não se limita ao trabalhador individual, embora esta persista e até se tenha intensificado, nos últimos decénios. São relativamente novas, as modalidades de exploração  da classe operária através do Estado todo poderoso, o capitalismo de Estado. A primeira versão - a soviética - acabou por se afundar nas suas próprias contradições. Mas o modelo «misto», o «socialismo com características chinesas», tem mostrado o seu vigor. 

A classe capitalista ocidental não se engana ao colocar na China uma parte importante do aparelho produtivo das suas empresas, em estabelecer parcerias «win-win» com o Estado chinês, a fazer depender a extração de lucro do funcionamento bem oleado da exploração da classe operária chinesa, sob o controlo político da «elite comunista». 

As pessoas, no Ocidente estão ainda a pensar em termos de ontém, ou mesmo, de antes-de-ontém. Não veem que, para se perpetuar o sistema capitalista no Ocidente, informatizado, digitalizado, robotizado, elas terão de se submeter à intensificação da exploração, que implica precariedade, dependência aos mecanismos assistenciais e a completa destituição social para os 90%, enquanto uma reduzida classe média irá servir os interesses da classe neofeudal, os 0.01%.

Esta classe neofeudal não terá muitas das características da classe feudal histórica: Não haverá ligação à terra, às grandes propriedades agrícolas; não haverá títulos de nobreza hereditária, embora as fortunas passem de geração em geração. Mas será uma nova classe feudal e a sociedade estará em breve debaixo deste novo feudalismo, pois as pessoas comuns terão perdido qualquer réstea de liberdade de movimentos, qualquer hipótese de determinar a sua carreira ou profissão, apenas terão escolha (se isso se pode chamar assim) entre serem assistidos crónicos, recebendo o mísero rendimento universal, o mínimo de subsistência na nova sociedade, ou submeterem-se a condições de exploração máxima, competindo com robots e algorítmos de IA, escravos-assalariados num dos gigantescos conglomerados mundiais que acumulam produção, serviços e comércio, como já se verifica na Coreia do Sul, com os "Chaebol" (Samsung, Hyundai, LG...).

Isto não é sequer a descrição de um futuro sombrio. Porque é o presente; está o mundo encaminhado nesta direção, quer queiramos quer não. Algumas regiões do mundo mostram-nos o seu presente, que será também o nosso, no futuro próximo. As muitas variações superficiais escondem a uniformidade do modo de agir e de explorar  os recursos, humanos e naturais. 

A capacidade das pessoas comprenderem o que se está a passar é sempre muito limitada. Na melhor das hipóteses, conseguem delinear as tendências principais. Mas, não podem socorrer-se duma teoria, seja ela qual for. A razão disto, é muito simples: os dados de que uma pessoa, ou um grande número de pessoas, dispõe sobre o presente, são limitados; há dados que pura e simplesmente não estão disponíveis, seja intencionalmente ou não. Há até elementos de informação não disponíveis, porque os investigadores das áreas de economia, sociologia, etc, não os consideram relevantes. Mas, alguns deles serão relevantes, apesar da opinião dos «especialistas». 

Por outro lado, é sempre necessário um certo recuo histórico para se ter uma ideia geral da evolução social e económica. Não podemos fazer «história do presente», isso é somente a projeção da nossa ideologia sobre as ocorrências que se podem observar. Então como encarar a atual transformação? Como encontrar o fio condutor para se avaliar as evoluções possíveis?

As grandes transformações saem sempre fora dos modelos estabelecidos. Nada do que é realmente novo se pode plasmar numa realidade do passado. Quando se usa o termo «neo-feudalismo», é porque há aspectos superficiais que evocam o período feudal, mas sobretudo porque não se conseguiu compreender a lógica do supermonopolismo que se vem afirmando em diversas partes do globo.

Os arautos do capitalismo, por mais que possuam títulos académicos, apenas reproduzem a lenga-lenga «da sociedade de livre concorrência», do «livre mercado». Porém, esta visão está longe de corresponder à realidade. 

O que um grande grupo capitalista atual faz, é tentar minimizar a concorrência, a todo o custo e por todos os processos. Desde a influência no aparelho de Estado, para colocar em inferioridade os seus concorrentes, às fusões e aquisições, para neutralizar o potencial de crescimento doutras empresas operando no mesmo sector, ou ainda outras e diversas táticas, envolvendo patentes, ou redes exclusivas de distribuição, etc. Se estudarmos - no concreto - a estratégia dos grandes grupos, vemos que sua máxima preocupação é conseguir uma situação de monopólio no mercado e, uma vez conseguida, mantê-la,   usando toda a panóplia de meios legais e ilegais, para liquidar toda a concorrência, logo à nascença, se possível.

A sociedade capitalista atual será portanto caracterizada pelo domínio estratégico de grandes conglomerados, monopolizando setores inteiros ou, nalguns casos, partilhando o mercado apenas com um, ou com poucos concorrentes, em duopólio ou oligopólio

Nesta sociedade, algumas atividades são deixadas a empresas familiares ou outras, porque não desempenham papel relevante para o controlo estratégico dos mercados. Mesmo nestes casos, difundiu-se o sistema de  «franchising» ou seja, a exploração por concessionários, com a empresa-mãe a controlar tudo o que é produzido e recebendo uma renda, pelo facto do concessionário ter autorização para usar a marca prestigiosa.

Nesta sociedade, a produção em massa será abundante e barata: o trabalho humano será quase nulo e servirá somente para controlar os robots em ação. Uma cadeia de montagem de automóveis - atualmente - corresponde ao novo paradigma, onde quase tudo está robotizado, sendo a parte humana confinada a duas áreas: a concepção dos modelos, assistida por algorítmos de IA; e o controlo do produto saído da cadeia de montagem, também este assistido por computadores utilizando IA.

Numa sociedade com caraterísticas socialistas ou igualitárias, o mesmo processo de produção iria permitir uma sociedade com ócios maiores; as pessoas trabalhariam apenas 4 horas por dia, 5 dias por semana, por exemplo. Numa sociedade onde o bem-estar das pessoas é uma preocupação central, a robotização seria algo muito positivo: Iria livrar os humanos da execução de trabalhos perigosos, insalubres, fatigantes, ou repetitivos. Mas numa sociedade onde as assimetrias sociais se extremaram, isso não irá passar-se assim. Dum lado, os  multimilionários, do outro, pessoas destituídas, relegadas aos trabalhos pouco ou nada prestigiosos... Nesta sociedade, a robotização, a generalização da IA, irá servir para acentuar as condições de exploração e de submissão dos assalariados. Estes, não terão boas condições de vida, serão menos considerados que os robots, tanto mais que haverá um abundante «exército de reserva» de desempregados, ou de ultra-precários.

As condições objetivas da transição para uma sociedade de tipo socialista estão reunidas, e isto não é de agora. No final do século XIX, já se podia claramente afirmar a mesma coisa. Certamente, as condições concretas de produção eram totalmente diferentes, das de hoje. Mas o fundamental estava realizado, tanto no passado, como hoje: A existência dum excedente, do qual os produtores podiam beneficiar ( se conservassem o fruto do seu trabalho), permitindo-lhes ter uma vida digna, ao abrigo das carências vitais. 

Hoje, as condições objetivas existem, embora não pareça ser o caso, porque enormes quantidades da riqueza social produzida são constantemente desviadas para o usufruto exclusivo dos oligarcas parasitas, ou para construções faraónicas dos Estados, os quais estão controlados pela oligarquia e não pelo povo.

A transformação para um tipo real e realizável de socialismo é sobretudo obstacularizada pela campanha permanente, contra tudo o que - no passado e no presente - se aproxime do modelo socialista. Os  próprios (nominais) defensores do socialismo, por vezes, têm contribuído para desprestigiar este modo de produção, junto dos trabalhadores. 

A batalha pelo socialismo faz parte de uma luta multissecular, que implica - antes de mais - uma ética própria, que tem de se desenvolver nas fileiras dos que efetivamente desejam o socialismo. Para um modelo destes ser realizável, é preciso que existam estruturas sociais, como cooperativas, comunas (rurais ou urbanas) e associações de tipo igualitário, que irradiem uma cultura diferente e apelativa. A atração por outro modo de vida e por relações sociais mais satisfatórias a todos os níveis, tem de ser essencialmente através do exemplo. Só assim se poderão vencer os preconceitos e campanhas difamatórias dos propagandistas pró-capitalistas. 

terça-feira, 11 de junho de 2024

DEEPFAKE? O QUE É AFINAL?


 Sem dúvida, este grupo de jornalistas dá-nos exemplos convincentes de que já se utilizam tais instrumentos de «AI» que permitem simular os traços, a mímica, a voz e as intonações, de celebridades, incluindo as políticas. Uma pessoa «normal», com os seus afazeres e tarefas profissionais e familiares, não estará sempre prevenida e pode cair no engano.   Porém, a técnica de fabricar simulacros vai muito para além destas falsificações. O que caracteriza estas falsificações é a implausibilidade das posições tomadas, perante o historial dos personagens. 
Muito antes do presente, já o «vira-casacas» ordinário fazia a sua grande exibição, às esquinas das ruas políticas do mundo. São os próprios personagens que -de todos os tempos - se transformam em improvável versão de si próprios! Não é sempre um trabalho de «deepfake»! 
Vivemos numa época em que só ingénuos «acreditam» no que veem nos écrans (TV ou smartphone, ou outros aparelhos) sejam quais forem suas preferências políticas e ideológicas. 
O deepfake pode servir como um artifício para enganar os tolos, mas na realidade, não passa dum exercício para difamar personagens célebres, sejam elas políticas, mediáticas, artísticas, etc. 
O político, desde tempos imemoriais, é um «fake» de si próprio em muitos casos. É ele que «sinceramente» defende um ponto de vista, promete determinadas medidas, anuncia mudanças. Após ser eleito, «esquece» ou deforma suas próprias declarações da véspera, para acorrer às necessidades da política concreta, assegurando os seus doadores, os seus patrocinadores e os seus padrinhos... E esquecendo as grandes frases, as promessas eleitorais, que só são válidas até ao dia das eleições.

sábado, 24 de fevereiro de 2024

OS RISCOS DA «INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL» DAS EMPRESAS TECNOLÓGICAS [WHITNEY WEBB]


 Whitney Webb tem razão ao chamar-nos a atenção dos riscos de programas usando Inteligência Artificial («AI» em inglês) pelas grandes empresas tecnológicas. Elas vão criar ainda mais dependências no usuário. O resultado pode ser uma espécie de «Admirável Mundo Novo» de Huxley, mas onde em vez da droga da «felicidade» do romance de ficção científica, será antes o envolvimento permanente numa identidade fictícia, completamente manipulável pelas empresas e pelo Estado.

quinta-feira, 22 de junho de 2023

IA, O HOMEM & DEUS - Prof. John Lennox

 Uma conversa do prof. Lennox com John Anderson bastante interessante, porque coloca as questões num plano ético ou moral, em vez de se extasiar com as maravilhas da tecnologia. Ainda mais relevante, quanto a mim, é o facto dele não situar o «Admirável Mundo Novo» da Inteligência Artificial no futuro, mas no presente.

https://www.youtube.com/watch?v=17bzlWIGH3g



quinta-feira, 25 de março de 2021

[Manlio Dinucci] Mísseis hipersónicos dos EUA na Europa, a cinco minutos de Moscovo

Retirado de: https://www.globalresearch.ca/us-hypersonic-missiles-europe-five-minutes-moscow/5740790?print=1

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Cerca de seis anos atrás, quando intitulamos "Os mísseis estão voltando para Comiso?" em «Il Manifesto» (9 de Junho de 2015), nossa hipótese de que os EUA queriam trazer seus mísseis nucleares de volta para a Europa foi ignorada por todo o arco político-média. Os eventos subsequentes mostraram que o alarme, infelizmente, tinha fundamento. Agora, pela primeira vez, temos a confirmação oficial.

Há poucos dias, em 11 de Março, uma das principais autoridades militares dos Estados Unidos, General James C. McConville , Chefe do Estado-Maior do Exército dos Estados Unidos, confirmou isso. Não numa entrevista à CNN, mas durante um discurso numa reunião de especialistas na Escola de Média e Assuntos Públicos George Washington - aqui temos a transcrição oficial do General McConville: Não apenas relatou que o Exército dos EUA está se preparando para implantar, evidentemente visando a Rússia, novos mísseis na Europa, mas revelou que serão mísseis hipersónicos, um novo sistema de armas extremamente perigoso.

Esta decisão cria uma situação de altíssimo risco, semelhante ou pior que a vivida pela Europa durante a Guerra Fria, como linha de frente do confronto nuclear entre os EUA e a URSS.

Os mísseis hipersónicos - sua velocidade é 5 vezes superior à do som (Mach 5), ou seja, mais de 6.000 km / h - constituem um novo sistema de armas com capacidade de ataque nuclear superior à dos mísseis balísticos. Enquanto estes seguem uma trajectória de arco na maior parte acima da atmosfera, os mísseis hipersónicos seguem uma trajectória de baixa altitude na atmosfera directamente em direcção ao alvo, que eles alcançam em menos tempo, penetrando nas defesas inimigas.

                       

Em seu discurso na Escola de Média e Assuntos Públicos George Washington, o General McConville revelou que o Exército dos EUA está preparando uma "força-tarefa" («task force») com "capacidade de disparo de precisão de longo alcance que pode variar de mísseis hipersónicos, a capacidade de médio alcance para mísseis de ataque de precisão e esses sistemas têm a capacidade de penetrar num ambiente de Negação Aérea Anti-Acesso ”. O General afirmou que “ vemos o futuro daquela ser no Pacífico, provavelmente dois no Pacífico ” (evidentemente dirigido contra a China) ; vemos uma na Europa (evidentemente dirigido contra a Rússia) ; e as estamos construindo enquanto falamos ”. 

Em comunicado oficial, a DARPA informou ter encarregado a Lockheed Martin de fabricar “um sistema de armas hipersónicas de alcance intermediário lançado em terra”, ou seja, mísseis com alcance entre 500 e 5.500 km pertencentes à categoria proibida pelo Tratado de Intermediário Forças nucleares assinadas em 1987 pelo presidente Gorbachev e pelo presidente Reagan; o tratado foi desfeito pelo presidente Trump em 2019. De acordo com as especificações técnicas fornecidas pela DARPA, será “um novo sistema que permite que as armas planadoras hipersónicas aumentem de forma rápida e precisa em alvos críticos e sensíveis ao mesmo tempo que penetram nas defesas aéreas inimigas modernas. O programa está desenvolvendo um impulsionador avançado capaz de entregar uma variedade de cargas úteis em vários intervalos e plataformas de lançamento terrestre móveis compatíveis que podem ser rapidamente implantadas ”.

O Chefe do Estado-Maior do Exército e a Agência de Pesquisa do Pentágono informaram, portanto, que os Estados Unidos em breve implantarão mísseis hipersónicos, armados com " uma variedade de cargas úteis " (isto é, ogivas nucleares e convencionais), na Europa (há rumores de uma provável primeira base na Polónia ou na Roménia). Mísseis hipersónicos nucleares de alcance intermediário instalados em “plataformas móveis de lançamento terrestre”, ou seja, em veículos especiais, poderiam ser rapidamente implantados nos países da NATO mais próximos da Rússia (por exemplo, as Repúblicas Bálticas). Já tendo a capacidade de voar a cerca de 10.000 km / h, os mísseis hipersónicos serão capazes de alcançar Moscovo em cerca de 5 minutos. 

A Rússia também está construindo mísseis hipersónicos de alcance intermediário, mas, ao lançá-los de seu próprio território, não pode atingir Washington. No entanto, os mísseis hipersónicos russos poderão atingir as bases dos Estados Unidos em poucos minutos, em primeiro lugar as nucleares, como as bases de Ghedi e Aviano, e outros alvos na Europa. A Rússia, tal como os Estados Unidos e outras nações, está implantando novos mísseis intercontinentais: o Avangard é um veículo hipersónico com um alcance de 11.000 km e armado com várias ogivas nucleares que, após uma trajectória balística, desliza por mais de 6.000 km a uma velocidade quase 25.000 km / h. Mísseis hipersónicos também estão sendo construídos pela China. Como os mísseis hipersónicos são guiados por sistemas de satélite, o confronto ocorre cada vez mais no espaço: para isso, a Força Espacial dos Estados Unidos foi criada em 2019 pela administração Trump.

As Forças Aéreas e Navais, que possuem maior mobilidade, também estão equipadas com armas hipersónicas. Essas armas abrem uma nova fase da corrida armamentista nuclear, tornando o Novo Tratado de Início, recentemente renovado pelos EUA e pela Rússia, em grande parte desactualizado. Esta corrida passa cada vez mais do nível quantitativo (número e potência das ogivas nucleares) ao nível qualitativo (velocidade, capacidade de penetração e localização geográfica dos veículos de lançamento nuclear). No caso de um ataque ou ataque presumido, a resposta é cada vez mais confiada à inteligência artificial, que deve decidir o lançamento dos mísseis nucleares em poucos segundos ou fracções de segundo. Aumenta exponencialmente a possibilidade de uma guerra nuclear por engano, um risco que ocorreu várias vezes durante a Guerra Fria. O “Doutor Strangelove” [personagem dum filme de Stanley Kubrick] não será um general maluco, mas um supercomputador enlouquecido.

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Este artigo foi publicado originalmente em italiano no Il Manifesto.

Manlio Dinucci é Pesquisador Associado do Center for Research on Globalization.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

EXPEDIÇÃO NÃO-TRIPULADA CHINESA: SONDA IRÁ COLHER ROCHAS LUNARES

 Se a China for bem sucedida nesta missão, será o terceiro país, depois da URSS e dos USA, a conseguir levar a cabo tal feito.

Veja o vídeo e consulte o artigo de Eduardo Baptista, no South China Morning Post:  «Chang’e 5» da China ultrapassa a primeira grande dificuldade depois de entrar em órbita lunar»

                                          

PS 1: Obviamente, a corrida espacial, na qual a China está definitivamente em posição de destaque, ao lado dos dois outros grandes, Rússia e Estados Unidos, tem também uma componente estratégica, de desenvolvimento de sistemas de controlo remoto, de detecção e transmissão de sinal, etc que têm muitas aplicações mormente no domínio militar. Também é de notar que a China, em resultado das últimas sanções colocadas pela administração Trump, decidiu aplicar sanções recíprocas ou simétricas, abrangendo a transferência de tecnologia de Inteligência Artificial e a exportação de «terras raras». Estes 17 elementos químicos da Tabela Periódica são estratégicos, pois a China produz 80% do seu consumo mundial anual, sendo muito moroso iniciar do zero mineração, purificação e refinação dos mesmos. Eles são cruciais para aviões a jacto, satélites, lasers, radares e sonares, entre outros... 
A medida de restrição destina-se a obrigar a próxima administração, seja ela Biden ou Trump II, a sentar-se à mesa de negociações para se chegar a um entendimento aceitável para ambas as partes.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

DANIEL ESTULIN - RESUMO DE 2 WEBINAR [3 DE JUNHO E 13 DE JUNHO]



Estulin fala de toda a mudança que está vivendo o mundo, numa visão global não convencional. Ele é um ex-membro do serviço secreto soviético, que se especializou em análise conceptual. O seu estudo de Bilderberg e os livros que daí resultaram são enormes sucessos, best-sellers mundiais. Tem uma posição própria e original. Podemos aprender muito com ele. Não somos obrigados a perfilhar as suas teses, para extrair informações e conceitos muito valiosos para construir o nosso próprio ponto de vista. 


                                 13 de junho:

Explicação dos distúrbios que estão ocorrendo nos EUA, mas também noutros sítios. Os subsídios aos desempregados, etc, vão acabar no final do Verão. Em todo o Ocidente capitalista e não apenas EUA, o que vai acontecer, quando começar a fome generalizada?
Estulin explica que estamos perante uma ruptura, um colapso do modelo actual, não se tendo qualquer modelo substituto. 
A globalização capitalista está morta, estamos perante um colapso sistémico.


[NOTA: os vídeos acima foram retirados do Youtube, por alguém. Recentemente foi publicado um vídeo com o início do webinar mais recente de Daniel Estulin de 29 de Agosto, que pode ser visto por enquanto.]

quinta-feira, 19 de março de 2020

A VERDADE POR DETRÁS DA EPIDEMIA DE CORONAVÍRUS

David Icke tem muito para dizer; tem muitos dados reais mas ocultados pelo mainstream, que se tem especializado em censurar e ridicularizar tudo o que não serve a narrativa do 1%, da oligarquia.
Não vemos que a oligarquia está cada vez mais poderosa? Que domina os sistemas mediáticos, económicos, de saúde, de cultura? 
- Ela vai tentar deitar abaixo - com o pretexto do coronavírus -  as nossas economias diversificadas, com pequenas, médias e grandes empresas, para construir uma economia ultracentralizada, regida por Inteligência Artificial (robots, algorítmos, etc... ditos «inteligentes»). Pense-se no que fizeram a Amazon ou outros gigantes, mas numa escala maior, mais abrangente.

David Icke é um homem íntegro e nada louco... o mundo que ele descreve é real, mas demasiadas pessoas estão ainda em estado de denegação. Por isso, não conseguem conciliar a sua narrativa interior (que assimilaram nos media dominantes sem o saberem) com a narrativa de Icke. Mas, Icke tem razão no essencial, porque os factos, os duros factos, provam tudo o que ele vem dizendo (não apenas nesta entrevista, como nos seus livros, vídeos, etc). 
Tenho esperança de que vejam atentamente  este vídeo; que descubram que aquilo que se passa à nossa volta é diferente do discurso oficial, que percebam qual o motivo real e verdadeiro para esta «greve geral» forçada de toda a economia mundial! 


Não deixem de ver esta entrevista em que são esclarecidos pontos fundamentais. 
David Icke dá uma interpretação da pandemia e da demolição da economia substancialmente diferente da que os media nos vendem.
(Este vídeo poderá ser retirado do Youtube, creio, porque desmascara aquilo que eles - a oligarquia - nos estão a fazer!)

PS1 (20/03): Neste artigo, vemos que a «elite» política e empresarial dos EUA sabia da gravidade da crise e intencionalmente mentiu aos americanos:
https://www.theamericanconservative.com/dreher/they-knew-and-didnt-tell-us-sen-richard-burr-coronavirus-republicans/

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E CRIATIVIDADE

Neste vídeo abaixo, o autor da série «Science Étonnante» coloca a questão de saber se a IA (Inteligência Artificial) se pode aparentar à nossa capacidade cerebral, não no aspecto quantitativo, mas qualitativo:
Ou seja, hoje é evidente que as capacidades de cálculo e velocidades dos computadores excedem em muito o equivalente em termos humanos. 
Mas será assim também em relação à criatividade? Oiça a discussão da questão, em termos bem humorados e esclarecedores!



terça-feira, 26 de dezembro de 2017

O «ADMIRÁVEL MUNDO NOVO» DA AI

AI (Artificial Inteligence; Inteligência Artificial) é um assunto que constantemente assola o público, cativando-o pelo fascínio de uma futurologia baseada em romances de ficção científica. Mas os elementos mais evidentes dessa AI e das suas aplicações são bem visíveis e banais, no presente, com os algoritmos de busca e de captação das preferências individuais de milhões (ou milhares de milhões) de  pessoas que utilizam quotidianamente os motores de busca na Internet, as redes sociais, como nos diz, na conferência TED, a socióloga Zeynep Tufecki.
Mas serão estas ações inócuas? Que estrutura está sendo construída?
- Vejam o vídeo abaixo:


sábado, 18 de fevereiro de 2017

TEORIA DA CONSCIÊNCIA E «INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL»

Roger Penrose: The Emperor's New Mind, Quantum Mind, Quantum Consciousness, The Laws of Physics



                               [vejam o vídeo com sub-títulos em inglês, fica mais fácil de seguir]


Uma excelente forma de nos familiarizarmos com os problemas da física e do estudo da consciência.