quinta-feira, 16 de abril de 2026

quarta-feira, 15 de abril de 2026

LÍDER DA OPOSIÇÃO DE TAIWAN EM VISITA À CHINA + «blackout» mediático sobre BRI


 https://www.youtube.com/watch?v=fiDtfdBYHBQ

A líder do KMT (Kuomintang) de Taiwan é favorável a uma unificação com a China. Este é o partido dos nacionalistas históricos, fundado por Chan Kai Tchek. 
O DPP, que está no poder, tem uma postura de separatismo, além de ter uma ligação muito subserviente a Washington. Os falcões da Administração Americana  e do Pentagono estão apostados em provocar uma guerra. O complexo militar-industrial dos EUA tem vendido a Taiwan uma quantidade de armamento e têm sido enviados militares americanos para instruir na utilização das armas sofisticadas. 
Segundo a líder do KMT, um conflito com a China continental seria pior que a situação da Ucrânia em relação à Rússia. Ela questiona, num vídeo transcrito por Ben Norton, «se os taiwaneses querem ser os próximos ucranianos» isto é, serem aqueles que são cilindrados numa guerra, que não têm hipótese de ganhar, para conveniência dos EUA.

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Os media ocidentais estão sempre a veícular uma imagem negativa de fracasso, das Novas Rotas da Seda. Porém, nada se sabe, porque há um écran de contra-informação e os dados económicos objetivos são claramente suprimidos. Tudo o que seja bem sucedido do lado da China, é para difamar; se não for possível - por distorcer a realidade de forma evidente, expondo a fabricação - então a media faz «black-out» destas notícias. Assim, o público é desinformado, pois a media ocidental não lhe dá a possibilidade de conhecer os factos.




terça-feira, 14 de abril de 2026

O DECLÍNIO E QUEDA DO IMPÉRIO AMERICANO (PROF. JIANG)




COMENTÁRIO DE MANUEL BANET



No jogo complicado que se está jogando entre os grandes - EUA, China e Rússia - a questão decisiva é a da manutenção ou desmembramento do sistema do petrodólar.
É o sistema que sustenta o «enorme privilégio» dos EUA. Têm os EUA défices comerciais e do orçamento federal enormes, há imensos anos e funcionando como se nada fosse. Qualquer outro país iria mergulhar na bancarrota.
O sistema do petrodólar é que permite que os EUA mantenham a primazia económica, financeira e militar.
Os petrodólares são obtidos pela venda do petróleo (em dólares) pelas monarquias do Golfo (principalmente). Esses dólares vão ser reciclados através de investimentos nos EUA, desde a compra de ações, ao imobiliário, assim como a compra de obrigações do Tesouro, ou seja, dívida de Estado dos EUA.
O défice dos EUA é coberto pela venda de dívida pública (obrigações do Tesouro). Enquanto este sistema funciona, não há razão para a classe no poder deixar de agir como age.
Mas, a des-dolarização, correlaciona-se com compras de combustíveis, cada vez mais significativas, usando outras divisas que não o dólar. Isto faz com que os compradores da dívida americana sejam cada vez menos.
Paralelamente, os maiores detentores de dívida americana - o Japão e a China - têm despejado no mercado, grandes quantidades destas obrigações. Isso acontece no momento em que os EUA precisam de cobrir cerca de 1 trilião de dólares de juros de dívida, com a venda de novas obrigações. Na ausência de compradores, só resta aos EUA aumentar os juros, para tornarem atraente a compra de tais obrigações.
O processo é assimilável a uma espiral, em que cada vez mais dívida se vai acumular, pois a única maneira de cobrir a dívida (que vai vencendo) e os juros (que são devidos), é pedir (ainda) mais emprestado.
A necessidade prática de qualquer país possuir dólares para comprar petróleo, foi um dado adquirido durante decénios, desde 1973 até há pouco tempo.
Com a utilização, no comércio internacional, de divisas dos próprios países e já não usando o dólar como moeda intermediária, a necessidade de se possuir dólares para comerciar foi diminuindo.
Note-se, isto vai muito além da mera compra de petróleo. No ano 2000, cerca de 70% das trocas comerciais internacionais eram feitas em dólares. Agora, serão 56%, segundo agências internacionais, o FMI e outras.


O jogo dos EUA é obrigar futuramente os países a abastecerem-se de combustível nos EUA ou em países por eles controlados (... em breve controlados por eles): O plano prevê o controlo efetivo dos recursos energéticos da América do Norte, o que inclui o Canadá, a Groenlândia, o México, a Venezuela e países da América Central... Se os fornecedores de crude do Médio-Oriente desaparecerem ou reduzirem a sua capacidade em fornecer o mercado durante largos anos, o défice causado na oferta de crude ao nível mundial será tal, que quase todos os países (amigos ou não) terão de comprar o petróleo e o gás que necessitam aos EUA, ou aos seus vizinhos sob controlo.
As atoardas de Trump de que integraria o Canadá, compraria a Gronelândia, anexaria o Panamá e subjugaria o México, além do que ele fez efetivamente à Venezuela, não são mais do que a afirmação perentória, expondo uma parte do programa da oligarquia para a nova fase da globalização, agora «manu militari».
A guerra no Irão não deverá ser curta, segundo o interesse do imperialismo: Deverá ser longa e deixar exaustos e incapazes de participar no comércio mundial de combustíveis não apenas o Irão, como as seis monarquias do Golfo Pérsico (a Arábia Saudita, o Qatar, os Emiratos Árabes Unidos, Oman, Kuwait e Bahrein).
Os países que se abasteciam no Golfo Pérsico, terão poucas hipóteses alternativas, perante o rápido declínio da oferta no mercado mundial. Excepto a China, que ficará mais resguardada, graças ao fornecimento estável da Rússia. Todos os outros, terão dificuldades no abastecimento energético e na economia, em geral. Os preços dos bens essenciais irão aumentar; vai haver uma aceleração da inflação. Ao mesmo tempo, haverá uma contracção do investimento. O mundo vai entrar numa depressão «estag-flacionária» ou seja, de estagnação e inflação, em simultâneo.

Mas, o Império vai ficar mais isolado. Vai ser incapaz de seduzir as pessoas. O chamado «soft power» vai desfazer-se, como uma pintura facial que se derrete. Usará a força militar, a chantagem com os «amigos», a utilização da guerra terrorista, com morticínios contra os civis, etc. Vão ser estes os traços característicos do comportamento dos EUA, tanto ou mais do que agora.
Certos países da Europa talvez tentem - em vão - seduzir a «Grande Besta», mas chegarão à conclusão de que os EUA estão na mão duma poderosa Máfia, como disse Mac Carney* na última reunião do Fórum de Davos.
Quanto mais depressa chegarem a esta conclusão, mais hipóteses terão para delinear e executar uma estratégia de salvamento da sua independência, identidade, património e presença no Mundo.
Os que insistirem em «fazer as vontades» ao colosso de pés de barro, serão os primeiros a ser esmagados.
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*Mac Carney: Ex-presidente do Bank of England e atual primeiro-ministro do Canadá 

segunda-feira, 13 de abril de 2026

ROTAS DA SEDA COM MILHARES DE ANOS

 Um manancial de factos históricos que são ignorados no Ocidente!




O vídeo explora o modo como a antiga dinastia Han forjou uma importante ligação diplomática com o Império Parta. Descubra os desafios estratégicos e os intensos esforços que foram necessários para estabelecer as rotas comerciais milenares.

domingo, 12 de abril de 2026

O MENINO DE LAPEDO, UM ACHADO DA MAIOR IMPORTÂNCIA

 Datado do paleolítico superior





O que eu acho notável, neste caso do «Menino de Lapedo», é o facto dos arqueólogos e paleoantropólogos que fizeram a descoberta e a descreveram em 1998, estavam perante um consenso da comunidade científica contrário à possibilidade de hibridação das duas espécies (H. sapiens e H. neandertalensis). Este consenso só foi subvertido com a descoberta da técnica do ADN antigo, que permitiu (em 2010), aos cientistas do laboratório de Biologia da Evolução de Leipzig sequenciar e restituir o genoma integral dum neandertal. Isto permitiu que fossem identificadas as regiões cromossómicas dos humanos contemporâneos provenientes dos neandertais (1 - 4% do total do genoma).
A questão mais geral que se coloca perante fósseis que indicam resultar dum cruzamento algures no passado com outra/s espécie/s, é a de que temos de pôr em causa uma certa ideia, enquanto biólogos e paleoantropólogos. Quase todos os que estudaram dentro do paradigma do neodarwinismo, ficaram com uma noção demasiado rígida quanto ao isolamento genético das populações de espécies diferentes. 
Podemos ter que pôr de lado o conceito de evolução segundo o modelo neodarwiniano «clássico», de mutação/selecção. Sem dúvida que há mutações, numa qualquer população e que estas são conservadas, nalguns casos, mas na imensa maioria elas são rejeitadas. O ambiente funciona como «filtro», que permite ou impede que essas mutações se fixem (ou não) na população. Porém, no modelo de evolução humana que está emergindo, aparece a questão cada vez mais frequente do cruzamento inter-específico: Dois grupos evoluem em separado durante muitas centenas de milhares de anos, acumulando diferenças, mas não impedindo a formação de híbridos. Quando estas duas populações se encontram de novo (devido a migrações, a mudanças climáticas, etc) as duas espécies próximas, mas distintas, cruzam-se e produzem híbridos, por sua vez interférteis. 
No caso da hibridação sapiens-neandertalensis, constata-se certo grau de incompatibilidade genética entre eles. Embora certos conjuntos de genes neandertais tenham sido conservados nos genomas sapiens, outros genes desapareceram por incompatibilidade com o genoma de Homo sapiens. Provavelmente, havia maior fragilidade nos portadores de certos pares de genes sapiens/neandertais, ou sua presença implicava uma mais baixa fecundidade, ou uma maior susceptibilidade a certas doenças...
Descobrimos agora que muitas populações /espécies contribuíram no passado, para o genoma da espécie humana contemporânea. Esta descoberta só foi possível pelo estudo em larga escala do ADN humano contemporâneo. Ao mesmo tempo, foram-se acumulando sequências genéticas de fósseis ancestrais. A espécie humana resultaria então de uma «manta de retalhos» genética, ou de um «puzzle». 
Se esta tese se confirma, é uma mudança epistemológica de primeira importância, no estudo da evolução.

sábado, 11 de abril de 2026

MARROCOS: DESCOBERTAS RELACIONADAS COM GÉNESE DOS HUMANOS MODERNOS

 


A génese da espécie humana moderna seria tributária de duas populações:
 A população A, com 80% da contribuição genética e a população B, com 20%. 
Os fósseis muito antigos descobertos em Marrocos, mostram características que os aproximam dos fósseis de H. antecessor (primeiro descoberto em Atapuerca, Espanha).
 Coloca-se a questão dos recém descobertos fósseis serem quem introduziu novas características em populações humanas da periferia do Mediterrâneo ou, pelo contrário, estes fósseis marroquinos terem recebido seus traços anatómicos doutras populações, pré-existentes.
 De qualquer maneira, a hibridação nestas populações ancestrais parece ter sido um fenómeno relativamente frequente. 
As diversas lineagens estiveram isoladas durante centenas de milhares de anos. Quando estas elas se encontraram, houve troca de genes e formação de novas espécies. 
Este documentário levanta a hipótese da população de Marrocos ser uma forma ancestral da espécie humana moderna.

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sexta-feira, 10 de abril de 2026

COMO A CHINA GANHA A COMPETIÇÃO COM EUA


 

Corbett report: «Nova Ordem Multipolar = Nova Ordem Mundial»







Comentário de Manuel Banet:

 A tese de James Corbett no que toca ao estribilho de «Ordem Multipolar» é que não existe diferença radical destas oligarquias da China e da Rússia, em relação às oligarquias dos EUA e da OTAN. Tudo o que os primeiros pretendem é serem aceites, é terem um lugar à mesa do poder e da ordem mundial. 

Muito bem; pode ser que seja uma mera luta para repartição das alavancas de controlo global e de «estar por cima», decidindo em nome de povos, eles próprios sem verdadeira voz, nem autonomia, nem capacidade de decisão própria. 
A tecnocracia é um velho projeto datando de antes da 1ª Guerra Mundial, que se vem desenvolvendo em múltiplas instâncias, umas mais visíveis que outras.
 A Comissão Trilateral, a Chattam House, o Fórum Económico Mundial, o Clube Valdai, o Clube Bilderberg  ... Há numerosos «Think Tanks», ou instâncias, apenas conhecidas de alguns,  que têm moldado discretamente a política das principais potências. 
Fazem parte do Estado profundo, pois as pessoas participantes nestes «clubes» e «grupos de reflexão» são, ou foram, detentoras de cargos públicos. 
Muitas vezes, os departamentos do Estado (por exemplo, um ministério ou secretaria de Estado) encomendam estudos, que deveriam analisar questões complexas. 
Mas, muitas vezes, são apenas coberturas caras e pretenciosas, para «validar» decisões já tomadas nos escalões mais elevados do poder. 
Estas encomendas são fonte de rendimento regular destes Clubes e Think Tanks. É uma forma de corrupção e também de roubo do erário público. O dinheiro sai, por norma, dos orçamentos de departamentos estatais, destinados a remunerar as figuras que realizam (ou assinam) os tais «estudos». 
Além disso, existem múltiplas fundações privadas que financiam regularmente estes grupos influentes. Estas fundações são associadas aos setores que desejam moldar a visão governamental: Por exemplo, a indústria do armamento tem interesse em fazer prevalecer determinada visão da segurança, da geoestratégia, etc.
Trata-se de uma micro-sociedade em circuito fechado. Muitos empresários são aconselhados a encomendar «estudos», que são somente formas disfarçadas de exercer suborno. Isto está descrito em artigos sobre vários casos de Think Tanks nos Estados Unidos, por vários autores.  
Com certeza que algo parecido funciona nas outras grandes potências, ou mesmo em médias potências. 
Há um pacto de silêncio que inclui, não apenas os apoiantes do partido que esteja no poder, como a classe política no seu todo. Com efeito, mesmo os partidos e correntes de oposição tendem a «omitir» certos factos, pois têm esperança de vir a ser poder, algum dia. 
Além de que, para certos assuntos sensíveis, o facto de nomear as pessoas envolvidas nestes jogos de influência é extremamente perigoso, nomeadamente para os jornalistas.
A máquina do Estado é pesada, redundante, muito pouco eficaz.  Possui uma hierarquia oculta que manipula a hierarquia visível. Esta última, é preenchida por atores corruptos, sujeitos a chantagem, cuja competência em assuntos de Estado, sobre os quais decide, é ridiculamente limitada. 
Mas, como têm um batalhão de «conselheiros», para os mais diversos assuntos, basta que lhes sigam as sujestões. Acontece que os «conselheiros» são os peões dos grupos de interesses, ou lobbies. Estes, são fiéis aos interesses que promovem, não ao governo. 
Na «democracia» truncada, que nos estão constantemente a servir como se fosse o «modelo», o cidadão é desporvido de meios de influir nas decisões.  A escolha de tal ou tal indivíduo pode parecer relevante, mas não é, porque não se sabe qual a verdadeira «agenda» de um candidato. O mais banal é, uma vez eleito, ele fazer tudo diferente do que defendeu, durante a campanha eleitoral. 
O público não tem o mínimo controlo. Não pode fiscalizar os atos e decisões dos indivíduos que colocou no poder, através de eleições. 
Por que razão insistem nas eleições como o teste de democracia
- É  exatamente porque sem controlo e sem possibilidade dos eleitores revocarem o mandato dos eleitos, de forma institucional e eficaz, a «democracia» é apenas um jogo envolvendo atores e lóbis que os controlam através da corrupção...

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quinta-feira, 9 de abril de 2026

A VELOCIDADE DA LUZ - Leonard Susskind


 Excelente divulgação científica, sem aqueles disparates ou exageros que ouvimos muitas vezes, quando outros se dedicam a este exercício perigoso. Com efeito, a tentação é grande de sobre-simplificar sem critério, de dar imagens floridas sem substância do fenómeno a descrever ou das leis naturais que se pretende elucidar. Porém, não é o caso deste pequeno vídeo: Ele é perfeito, pois a narração vem duma mente genuinamente científica, que estudou longamente as questões que está a expor, além de possuir talento de comunicador, indispensável para este género de exercício. 

quarta-feira, 8 de abril de 2026

FIASCO DE OPERAÇÃO DE "SALVAMENTO" E CONSEQUÊNCIAS [CRÓNICA DA IIIª GUERRA MUNDIAL Nº60]

 


A operação de salvamento era a cobertura para as tropas especiais tentarem destruir as caves onde se encontram armazenados os cerca de 500 quilos de urânio enriquecido. O contingente americano utilizado, mostra que se tratava de uma operação de comandos em grande escala, com vários helicópteros e um avião com capacidade para transportar uma centena de homens. 

Foi um fracasso total, deixando várias aeronaves destruídas e possivelmente, mortos ou neutralizados grande parte dos referidos comandos. Comunicados referem que alguns comandos conseguiram fugir em helicópteros, apesar de feridos. Não sabemos ao certo: Nestas circunstâncias, não existe nenhum meio de verificação independente. O que é certo, é que o aviador que eles procuravam, não foi resgatado. Em vez disso, a operação saldou-se por um desastre total em vidas humanas e em perdas materiais avultadas. 


Este fiasco teve consequências, de certeza, pois fez Trump mudar de tom, contrastando com a arrogância e grosseria exibida algumas horas antes, com um ultimatum que implicava a destruição de estruturas absolutamente indispensáveis para a vida civil, como as centrais elétricas, as unidades de dessalinização e as pontes, caso o Irão não «abrisse» o Estreito de Ormuz.

O que aconteceu, não se sabe ao certo, mas pode-se inferir que as conversações secretas que decorreram no Paquistão, conduziram a este desenlace provisório, o cessar-fogo de ambos os lados por duas semanas, durante as quais as propostas em 15 pontos americanas e as em 10 pontos iranianas, iriam ser negociadas.

Se estas conversações causarem a abertura do Estreito, que não apenas permita passagem de navios tanque «amigos» do Irão, mas a todos os navios, é um ponto muito positivo para o lado americano. As bolsas dos países ocidentais já estão a refletir esta possibilidade, com subidas espectaculares. Mas, do lado iraniano, a abolição das sanções terá também um significado imenso. Com efeito, o petróleo iraniano poderá ser vendido a quem o quiser comprar, sem restrições, aumentando assim o leque de clientes, a quantidade total de petróleo vendido e as respectivas somas necessárias para a reconstrução.  

Não quero - no entanto - transmitir esperanças infundadas, primeiro porque as posições oficiais de ambos os lados parecem muito distantes para um acordo; segundo, porque não se pode ter demasiada confiança de que os americanos não violem os hipotéticos acordos, assim que lhes parecer conveniente. Eles têm costume de fazer isso, desde os tratados com os nativos americanos até aos acordos de desarmamento e de limitação de armas nucleares, com os russos.

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Nota 1: Os israelitas dizem que não foram consultados, dizem que não souberam dos conteúdos das negociações no Paquistão. Isto pode significar que estão na disposição de não se darem por vinculados com o que saí das conversões de paz. 
Isto é um mau sinal, porque o governo de Nethanyahu tem feito muitas coisas para implicar e envolver o governo dos EUA. Não vejo que os EUA, agora, tenham capacidade ou vontade para os refrear. 


Nota 3: Mesmo que as conversações de paz entre o Irão e os EUA cheguem a bom termo, não será possível evitar a crise económica profunda, que já está a fazer estragos.

Nota 4: Por mais que Trump clame vitória, o facto é que ele teve de ceder perante tantos fiascos, nesta guerra.

[Crónica da IIIª Guerra Mundial nº 59] QUANDO OS EUA CAIRAM NA ARMADILHA

Donald Trump criou a armadilha na qual as forças dos EUA e de Israel estão presas:

- Guerra em múltiplas frentes: Estreito de Ormuz, Bab El Mandeb, Iraque.
- Guerra que esgota as munições dos EUA, agravamento da economia mundial.
- Guerra impopular nos vários povos (incluindo americano).



 






terça-feira, 7 de abril de 2026

CRIMES DE GUERRA E SEU ENCOBRIMENTO [PROPAGANDA 21, Nº31]

 



A descida ao inferno do imperialismo decadente, com todo o cortejo de guerras e de crueldades, não poderia ser tolerado pelas próprias populações nativas dos centros do Império, se não houvesse toda uma media que leva a cabo a distorção da realidade, de modo consciente e deliberado, desde o black-out informativo, até ao «spin» colocado discretamente nas notícias, no seu fraseado, nos adjectivos, etc. 
Claro que isto resulta, porque a imensa maioria das pessoas não vai analisar estes pormenores do texto. Por isso, julgam que a media é «razoavelmente objectiva», quando nunca o foi ou deixou de o ser há décadas... 
A fragilidade inerente - para o setor pró-imperial - é que qualquer pessoa, uma vez que tomou consciência da manipulação, já não poderá deixar de a notar no futuro. 

segunda-feira, 6 de abril de 2026

O QUE SE ESPERA DAS FORÇAS POLÍTICAS E SOCIAIS CONTRÁRIAS A ESTA GUERRA E AO AUTORITARISMO?

- Estamos em guerra, é a IIIª Guerra Mundial. 

- Esta evidência, infelizmente, toda a gente a tem, hoje. Porém, eu já tinha esta noção de que estávamos numa IIIª Guerra Mundial, desde 1999 e do ataque da OTAN (ilegal face à Lei Internacional), contra a Sérvia; a chamada guerra do Kosovo. 

A quantidade de «palcos» de confronto violento multiplicaram-se, é impressionante. A maioria concentra-se no Médio Oriente. Muitas guerras atuais estão no prolongamento de guerras que já vêm do século XX (e algumas, desde o final da 1ª Guerra Mundial). 

O que os ocidentais têm tido como «desenvolvimento», não é senão a continuidade da exploração colonial, e depois ex-colonial. Claro que as pessoas que beneficiam de uma situação de abundância e privilégio, vão dizer que ela se deve ao seu mérito próprio. Os ocidentais pensam-se como civilização superior, com um nível de desenvolvimento maior que as outras partes do globo. Mas isto é falso, sem dúvida, por dois motivos:

- A maneira como podemos medir o grau de civilização é, antes de mais, como os cidadãos de um determinado espaço civilizacional reagem em defesa dos valores da civilização onde estão banhados. Os ocidentais pretendem ser democráticos e viver em democracias. Mas, logo que algo se torne menos confortável para eles, abandonam - na prática - os princípios democráticos. Logo que se verifica uma corrente emancipatória dos oprimidos doutras partes do Globo ou até de seu próprio país, deixa de haver democracia. 

A repressão feroz aos movimentos emancipatórios de ex-colónias, em África, na Ásia e na América Central e do Sul,  mostrou a «democracia» deles, os oligarcas e seus lacaios, os governos ocidentais. Igualmente, em relação à classe operária, ou pessoas em rutura política dos sistemas ditos democráticos, verificaram-se episódios de uma violência inultrapassável. 

Os sucessivos crimes contra a humanidade da parte do governo sionista de Israel tiveram o aplauso de muitos e o silêncio envergonhado de outros. O mesmo se está a passar hoje, com o Líbano e com o Irão. 

Outra medida do estádio civilizacional é procurar de saber e compreender as ideias, os costumes, o modo de ser e pensar dos outros povos. Porém, na sociedade ocidental atual, não existe sequer tolerância para com outras etnias, outras culturas, outros modos de estar. Quanto muito, existe condescendência em relação às formas de cultura dos não-ocidentais, um reflexo do colonialismo:  O civilizado ignora as formas artísticas, filosóficas e científicas de outras culturas, não as percebe nem tenta fazê-lo, ele ignora as histórias das sociedades extra-europeias respectivas.  

O nacionalismo tornou-se a forma estereotipada de rejeição do outro. Esta visão foi incutida pelos elementos mais retrógados e opressores das classes oligáriquias ocidentais, como forma de impedir a solidariedade com povos coloniais ou ex-coloniais, da parte dos  povos que foram, num certo momento histórico, seus colonizadores. Este racismo e colonialismo das mentalidades ocidentais, permite que a oligarquia desvie de si própria a raiva e frustração dos explorados. Canaliza este ódio em direção aos outros povos, sobretudo aos emigrantes.

A natureza desta Guerra Mundial é de se desenrolar num processo contínuo de aumento de tensões, provocações e das várias formas de guerra : Económica, com as sanções, a ingerência ou subversão dos países inimigos ou ainda, o isolamento diplomático, o bloqueio e, por fim, guerra dita «cinética».

A lenta e inexorável erosão das liberdades nos países que se afirmam como «democracias», acompanha a marcha em direção à guerra. O empobrecimento das populações, a diminuição drástica dos orçamentos sociais dos Estados, vai de par com o reforço - em efetivos e em equipamentos - das forças armadas e policiais, em prevenção de prováveis insurreições. As pessoas que criticam a deriva autoritária, sem terem - no entanto - feito nada contra as leis, apenas exercendo o seu direito à livre palavra, ao pensamento crítico, são perseguidas, sujeitas a sanções extra-judiciais, confirmando-se deste modo a morte do Estado de Direito, do respeito pela legalidade constitucional. As leis e atuações dos Estados, também vão sendo transformadas, com vista ao controlo social total.

O totalitarismo não se instaura,  necessariamente, por um golpe de Estado ou uma subversão brusca da ordem constitucional. Existem bastantes exemplos que mostram o deslisar dos Estados: Eles aparentam ser  democráticos, mas são Estados onde a democracia verdadeira desapareceu, ou seja, restam leis  e constituições democráticas, sem qualquer relação com a realidade, pois estão constantemente a ser pisadas, pelas próprias entidades que tinham o dever de defendê-las.

A inadequação das pessoas e das organizações para enfrentar e combater este «fascismo deslizante», é trágica: Ela configura a incapacidade dos líderes em ver o presente tal como ele é. Alguns estão imbuídos de modelos históricobs passados, que os impedem de captar o que a situação atual tem de inédito. 

É preciso e urgente uma viragem para nova visão da política. O objetivo deve ser  construir uma organização flexível, para combater o autoritarismo, que abafa e acaba por estrangular os elementos de democracia ainda presentes em nossas sociedades. Sem auto-censura, nem anátemas, deve-se agrupar, de forma ampla, as numerosas pessoas, as diversas forças sociais e políticas, realmente interessadas em impedir que um regime autoritário se instale.



A «PLANDEMIA» E AS VACINAS «MILAGRE» NÃO APARECERAM POR MILAGRE...

Eles sabiam todos - à partida - que a «vacina» anti-COVID era um veneno. 

As supostas teorias da conspiração são agora objeto, na Holanda, de uma ação legal. Só pelo facto dela ter sido aceite, isso significa que existem factos que estiveram escondidos e que apareceram, mais tarde, à luz do dia. 

Várias evidências apontam para a monstruosa conspiração (sem aspas), da oligarquia: 

- Bill Gates e a sua fundação, mas não só (também J. Epstein e JP Morgan); 

- Os gigantes da indústria farmacêutica (Pfizer e as outras) 

- O «fanfarrão» da OTAN, o 'inefável' Mark Rutte, o ex-primeiro ministro holandês e o DoD ((Department of Defense, EUA)




https://www.youtube.com/watch?v=lQiubYh2bsI


(extraído do texto de apresentação do vídeo)
....
Sasha Latypova joins us to break down her latest reporting on leaked internal AstraZeneca audio and what she says it reveals about the real structure behind the COVID response. We dive deep in the latest civil lawsuit in Amsterdam which saw Bill Gates, Albert Bourla, and Mark Rutte forced to testify about how they conspired to create "Project Covid."

In this interview, we dig into Sasha’s claims about DARPA’s early pandemic planning, the role of the Department of Defense, the February 4, 2020 timeline, and why she believes the public was sold a very different story from what was happening behind the scenes. If her interpretation is correct, this was not just a public health response — it was something much bigger."

....

RELACIONADO:

Na conferência, o Prof. Werrner descreve, sem hesitações, a questão do COVID como uma conspiração:

https://manuelbaneteleproprio.blogspot.com/2026/04/sobre-cbdcs-conferencia-do-prof-richard.html

[Segundas-f. musicais nº55 ] CONCERTO DE VIVALDI PARA FAGOTE

 

Esta jovem artista tem um perfeito domínio da técnica do fagote e das convenções estilísticas do barroco veneziano. Por outro lado, a obra de Vivaldi que aqui ouvimos, é um dos seus concertos mais cheios de bonomia, de verve, de sentido do humor. 
A solista e o pequeno grupo de cordas sabem traduzir esse espírito para audiências contemporâneas. 
Fazem-nos plenamente apreciar o génio vivaldiano. 

Consigo imaginar, quando fecho os olhos, enquanto oiço este concerto, um jantar em casa dum aristocrata da República Sereníssima de Veneza. O conjunto de câmara executando este concerto de Vivaldi, seria formado por suas alunas do Ospedale della Pietà, onde o Mestre ensinava música  às meninas órfãs, para que elas fossem escolhidas, mais tarde, como noivas dum endinheirado nobre ou burguês. 


RELACIONADO:


«Concerto a due cori», obra-prima que deveria ser (ainda) mais famosa:

OUTRO GRANDE CONCERTO PARA FAGOTE DE VIVALDI (RV484)
E UMA NOTÁVEL SOLISTA.




domingo, 5 de abril de 2026

BOLHA DE IA PRESTES A REBENTAR...

 


... O motivo não é uma deficiente procura de ativos de empresas de IA, em relação à oferta, ou de qualquer desequilíbro entre a oferta e a procura, nos mercados bolsistas...

AI Bubble Pop - Half of AI Data Centers Cancelled or Delayed


No vídeo acima, Lena Petrova dá-nos a situação real dos países ocidentais, em particular dos EUA, que apostaram pesadamente na IA (Inteligência Artificial). 
A incapacidade destes países em fornecer as quantidades necessárias  de energia elétrica para alimentar os Centros de Dados, é a causa principal das interrupções dos projetos de produção, de congelamento ou de abandono dos mesmos.
Contrariamente a estes países, o desenvolvimento da IA na China não está sujeito aos mesmos constrangimentos. Provavelmente, na China a planificação a médio e longo prazo permitiu que se desenvolvessem Centros de IA, sem que as indústrias e a vida em geral sofressem duma escassez em energia elétrica. 
Mais uma bolha especulativa está prestes a rebentar, tanto maior quanto as grandes empresas tecnológicas ocidentais se envolveram a fundo em projectos gigantescos, sobre-dimensionados. 
É que, no sistema capitalista, as necessidades reais não são o motor que impulsiona o investimento: Antes, o impulso vem de ondas especulativas, geradas nas bolsas, ou seja, em que o motor é o lucro, não as necessidades sociais. Estas bolhas têm sido infladas permitindo lucros extraordinários das entidades beneficiando de «insider trading», que sabiam quais os planos de investimento estratégico do Governo ou das mega-empresas. Esses investidores bem informados apressaram-se a investir, enquanto a atenção do público ainda não estava focada nesses mesmos sectores. 
Mas, não só os investidores comuns foram sistematicamente encaminhados para aqueles investimentos sobre-cotados (bolhas) e portanto, sofreram perdas, na maior parte dos casos; também na economia em geral, grande parte do capital disponível para investimento foi desviado para especulação. 
Quando uma bolha rebenta, não são só os investidores diretos que pagam o preço. Também os bancos que financiaram tais investidores e mesmo, os bancos que aceitaram essas acções sobrecotadas nas bolsas, como colateral (ou garantia de empréstimo). 
Mas, o desejo avassalador de enriquecer depressa e por qualquer meio, acaba por vencer o bom-senso e a prudência. O capitalismo é sempre instável, pois é  ele que alimenta as bolhas e os grandes capitalistas são quem beneficia desta instabilidade.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Obras de Manuel Banet : «VIAGEM INAUGURAL DA BORBOLETA»

 


Estou no meu berço-tumba

Crisálida aguardando a primavera

Meu corpo não mexe

Mas meu espírito agita-se


Tenho um mundo novo

A descobrir e a percorrer

Cada vez que isto me acontece

Tenho a impressão de renascer


Apenas a impressão, afinal

Pois aquele envólucro

Apenas protege a substância

Do ser; o qual permanece


Como todas as minhas irmãs

Tomo rumo pelo Sol

Sei de que néctar me nutrir

E que flores  fecundar


Ninguém me ensinou

O que tenho encriptado.

Meu corpo é efémero,

A mensagem é intemporal



 

PÁSCOA 2026: Dois Concertos Para Violoncelo, de Vivaldi

 

                  
                                                     
                                    httpps://youtu.be/f0bt2xgv6k8?si=wohyEJxBettGf4v0

Um dos concertos para violoncelo de Vivaldi...RV 407

O outro, RV 401, é menos conhecido, mas tem um charme muito próprio...


https://www.youtube.com/watch?v=KANWHcJVNNU&list=RDKANWHcJVNNU&start_radio=1

RELACIONADO:

Pode aqui apreciar o concerto para dois violoncelos, em Sol menor RV 351, NOS 2 LINKS ABAIXO:

https://manuelbaneteleproprio.blogspot.com/2018/05/concerto-para-dois-violoncelos-em-sol.html

https://www.youtube.com/watch?v=km40O4fqdC8&list=RDKANWHcJVNNU&index=2

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Resumo crítico da atuação de Trump


A derrocada do poderio imperial pode medir-se de várias maneiras. Mas, uma que me parece ter grande poder de diagnóstico, é a credibilidade do seu líder máximo. Com efeito, nada afeta mais a credibilidade de um líder, do que as reviravoltas, as declarações solenes, a política (não apenas externa, note-se) em direcção contrária às promessas eleitorais. Aqueles que, crédulos, votaram nele, sentem-se defraudados. Sondagens recentes mostram que - mesmo nas hostes «MAGA» - não existe apoio maioritário a Trump. Este conjunto de comportamentos mostra ao mundo uma imagem de incoerência, hesitação, falta de palavra... tudo coisas incompatíveis com a confiança necessária para haver relações diplomáticas normais, e relações comerciais baseadas em vantagens mútuas. 
Não tenho dúvida que, quer nas relações pessoais, quer nas relações de Estado para Estado, não existe estabilidade, quando não se confia que o outro lado se comprometa e respeite a palavra dada. A instabilidade reina. Mas isto é letal para o sistema capitalista, ou para qualquer outro. A consequência, é a impossibilidade de se fazer acordos, de se encetar negócios, de se fazer andar a economia.
Vamos direitos a uma depressão mundial, pois a recessão já está aqui, apesar da media servil aos poderes nos querer convencer do contrário.