quarta-feira, 28 de outubro de 2026

CHEABOLS: A COREIA DO SUL DOMINADA PELOS MONOPÓLIOS






É difícil de imaginar uma sociedade afluente e distópica. Na Coreia do Sul, os Chaebols, o sistema instaurado com a protecção dos americanos imediatamente após a guerra da Coreia, pôs entre as mãos de meia-dúzia de famílias grande parte da riqueza do país. 
Não apenas isso, como estes grupos monopolistas familiares obtiveram inúmeros privilégios e favoritismos, que dificultam a própria produtividade capitalista, pois empresas de média dimensão com desempenho mais dinâmico, são eliminadas através de golpes baixos, pelos chaebols.
A classe trabalhadora dotou-se de sindicatos fortes e combativos, mas estes são sobretudo eficazes nas mega-empresas industriais. Em geral, os trabalhadores estão sujeitos a condições de trabalho de «semi-escravatura», com longos horários de trabalho e poucas ajudas sociais. 
Esta condição dos trabalhadores e o facto de haver forte crescimento do desemprego, estão obviamente na raíz da Coreia do Sul ser o país do Mundo com mais baixa taxa de natalidade. 
Os jovens não possuem - em geral - um rendimento de classe média para cobrir os elevados custos associados a ter filhos e a educá-los. Um casal com filhos terá de trabalhar muito duramente para conseguir pagar as despesas. Muitos casais renunciam a ter filhos por razões económicas. 

 

terça-feira, 27 de outubro de 2026

A DESCIDA AOS INFERNOS DA «CIVILIZAÇÃO» OCIDENTAL



 À medida que as economias dos principais países capitalistas se afudam, aumenta o caos e a repressão selvagem e cega das «forças da ordem». A maior parte das pessoas está em denegação. 

Só irão acordar quando as cenas de violência vierem até suas portas; quando polícias encapuçados, armados de pistolas-metralhadoras, irromperem em suas casas a pretexto de procurarem elementos subversivos e aterrorizando vossa família. Mas, nessa altura já será demasiado tarde. 

O regime de terror já está sendo instalado nas ex-democracias liberais. Os fantoches governantes são os guardiães da «nova ordem». Estes, vendo que perderam completamente a confiança dos cidadãos, lançam a máquina repressiva, com a máxima violência contra os manifestantes, para se manterem no poder. Na realidade, eles são apenas executores às ordens da clique de bilionários, que controla as ex-democracias. 


    Polícias de choque,  em Minneapolis, EUA. 
   Os manifestantes estão do outro lado da cortina de gás lacrimogéneo https://consortiumnews.com/2026/10/26/occupied-territories-gaza-the-west-bank-marble-hill/

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

PROF. STEVE KEEN: OS PAÍSES DO EURO DEVIAM VOLTAR ÀS SUAS DIVISAS PRÓPRIAS


O Prof. Steve Keen critica vigorosamente as regras burocráticas e as políticas neo-liberais impostas à U.E. desde Maastricht.  

Atribui a responsabilidade da recente insurreição da juventude, à escolha do governo francês em mobilizar os recursos orçamentais no investimento em armas, com vista a uma guerra -planificada e desejada - com a Rússia. As carências de investimento nas escolas, desde o recrutamento de docentes até às deficiências nos equipamentos escolares, são cada vez mais agudas, em consequência de anos sucessivos de políticas neo-liberais. 

No orçamento mais recente, os gastos estatais com a educação sofreram um maior «apertão» de austeridade.


COMPLEMENTO DE INFORMAÇÃO:

O prof. Steve Keen participa numa mesa redonda com outros economistas, sobre o futuro do dólar.

domingo, 25 de outubro de 2026

O LIVRO DE ANN DAWSON [Segundas-f. musicais nº81]




Enquanto fonte manuscrita, este livro é considerado das mais importantes fontes na musicologia britânica, juntamente com o Fitzwilliam Virginal Book e o «My Lady Nevells Book». 

No livro de Ann Dawson (datado de 1716) está u artisticamente encadernado e as notas de música estão perfeitamente desenhadas. Provavelmente, ele serviu para Ann Dawson receber lições de seu mestre de música (do qual se ignora tudo).

Quanto ao seu conteúdo: 

Muitos concertos para orquestra de cordas com instrumentos solistas foram transcritos para o cravo. Os autores incluem Vivaldi e outros italianos, Domenico Alberti e Francesco Manferdini. 

Transcripções doutro tipo de obras. Foram transcritas:

- Abertura duma ópera de Bononcini, popular na época, 

- Sonatas de Arcangelo Corelli e de Johan Christoph Pepusch; este último estava ativo em Londres nessa altura. 

- De Jean Baptiste Lully, o «Choeur des Cybèles» da ópera Atys. 

- Quanto às toccatas para cravo, vários autores estão presentes: William  Babell,  Haendel e um autor alemão do Norte da Escola de D. Buxtehude. 

- John Weldon, com uma suite, é o único compositor britânico representado (ou, pelo menos, nomeado explicitamente).

- O livro transcreve, igualmentre, árias italianas para soprano ou para tenor, extraídas de óperas que tinham sido representadas em Londres, antes de 1716. 

As transcripções incluem a realização anotada do baixo contínuo*. Segundo o musicólogo que analisou o Livro de Ann Dawson, é verosímil que a recolha tivesse sido efetuada com o intuito de ensinar a realização do baixo contínuo.

Sobressaem,  pela qualidade e  cuidadosa adaptação ao cravo, as transcripções de concertos de António Vivaldi**. Reproduzi abaixo os três andamentos separados do concerto para violino e orquestra RV230, transcrito para cravo.  O intérprete  é Enrico Baiano.


I .  Allegro 


II . Andante 


III . Allegro 



Pelo mesmo intérprete, Enrico Baiano, as outras transcripções de obras de Vivaldi, incluídas no Livro de Ann Dawson:

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* A linha do baixo sustenta a melodia. Sobre esta linha, o cravista devia realizar o baixo contínuo, executando uma sucessão de acordes, para acompanhar a voz solista. Esta execução obedecia a regras estrictas. Os músicos profissionais podiam - no entanto - realizá-lo de improviso.


**Vários dos concertos de Vivaldi, acima citados, foram igualmente transcritos por J. S. Bach, durante a sua estadia em Cöthen, ao serviço do príncipe. Este pequeno Estado alemão adoptara o calvinismo, o que, em termos de música litúrgica, significava a maior austeridade: Eram proíbidas peças instrumentais no culto;  apenas peças vocais eram autorizadas, com textos extraídos da Bíblia, como os Salmos. Pelo contrário, na corte do Príncipe Leopoldo a música profana era muito favorecida. Ele possuía uma pequena orquestra, à qual se juntava frequentemente. Terá trazido da Holanda muitos livros de música impressa para a sua biblioteca, incluindo os concertos de Vivaldi. Estes concertos de Vivaldi e doutros compositores italianos (Alessandro e Benedetto Marcello, T. Albinoni, etc.) inspiraram Bach a transcrevê-los para cravo ou órgão. Bach, não só os transcreveu, como os interpretou, mostrando assim seu virtuosismo nos instrumentos de tecla. 


Prof. M. Hudson descreve o processo de vassalagem da Europa

 


Enquanto os «nossos» governantes se põem de joelhos perante o poderio hegemónico, não se importam de tomar medidas anti-sociais e canalizar o financiamento para os orçamentos de guerra. Estão também «resignados» a usar brutalidade policial contra manifestantes e a censura das vozes dissidentes. 
Agora, é o caso de Glenn Diesen: O professor universitário norueguês tem feito um excelente trabalho, ao entrevistar muitas personalidades sobre as políticas da UE, em relação à guerra na Ucrânia e  a todos os seus intervenientes. Perseguem-no por ele não se conformar com os pontos de vista do rebanho da OTAN. Como não podem dizer o motivo real da perseguição, inventam que o Prof. Diesen estaria em "conivência com a Rússia". O facto é que os perseguidores do prof. universitário têm mostrado claramente serem traidores à liberdade de expressão do pensamento, portanto aos valores europeus.

sábado, 24 de outubro de 2026

CHINA: ex-CEO de Evergrande condenado a prisão perpétua, por fraude


 O vídeo descreve o epílogo nada feliz da falência da 2ª maior construtora da China. Milhões de pessoas ficaram sem casa, que já tinham pago, pelo menos em parte. O Estado chinês tenta colmatar a catástrofe social dando indemnizações e lançando programas destinados a concluir os blocos de apartamentos inacabados. 

Mas o prejuízo nas pessoas e na economia é imenso. Basta pensar-se nas empresas fornecedoras de Evergrande, que são muitas. TERÃO CAPACIDADE PARA REORIENTAR A SUA PRODUÇÃO?? A resposta a esta pergunta decidirá se o desemprego em massa, que está a surgir agora, poderá ser reabsorvido ou não.

A análise que nos apresenta Bertrand, o empresário francês radicado há muitos anos na China, tem muitos aspectos dignos de nota:
 Por exemplo, a resposta das autoridades chinesas face a uma situação persistente de deflação, foi exatamente ao contrário do que tinham decidido estrategicamente, há cerca de dez anos. Nessa altura, o PCCh e seu líder Xi Jing Pin, tinham assumido que a China precisava de desenvolver o mercado interno, aumentando a capacidade aquisitiva da população, o que obviamente traria um acréscimo de bem-estar; mas também, ao virar a economia produtiva num grau maior para o mercado interno, estava-se a precaver a economia chinesa das quebras, crises, depressões no Ocidente e também da política deliberada de sanções contra a China.

Concretiza-se a tragédia, que eu tinha previsto, para muitos chineses de posses modestas, quer por terem 'investido' numa fraude, quer por ficarem desempregados, em resultado da implosão do sector imobiliário (efeito dominó).
Esta  situação é muito grave. Será muito difícil atenuar a intensa frustração de muita gente. Infelizmente, nestas circunstâncias, o reflexo é de aumentar a repressão, quando o governo se sente desautorizado, quando verifica que a população perdeu confiança na liderança do chefe e do partido.

Ucrânia: Situação nos planos militar e diplomático


 https://youtu.be/Xi0-9fk4jAI?si=YZKBSFkv0CC1OlGl

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

FAUNA CÂMBRICA REAVALIADA









 Os cientistas, aqui os paleontólogos, enganam-se muitas vezes. Mais cedo ou mais tarde, alguém (alguma outra equipa) dá conta do erro e publica um artigo corrigindo o que estava mal interpretado. 

Nenhuma pessoa que tenha praticado ciência tem a pretensão de suas conclusões serem infalíveis. 
Este documentário muito interessante sobre a fauna do Câmbrico, também é uma boa ilustração de como é fácil, nos domínios científicos, ser arrastado para falsas conclusões.

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

ESTAREMOS NA VÉSPERA DA EXTINÇÃO EM MASSA ... DO CAPITAL?



 Sim, o capital pode extinguir-se. Não apenas o capital fictício ou financeiro, também o capital que se traduz em empresas, edifícios públicos (1), etc...

A loucura, ou hubris, que atinge a oligarquia mundial, arrastando um número considerável de papalvos da classe média dos países ocidentais, vai ser «a mãe dos rebentamentos das bolhas». Lembram-se das empresas fictícias (as «dot.com»), colocadas nas bolsas mundiais, sob pretexto falacioso da Internet vir aí e mudar radicalmente, não apenas o mercado de trabalho, mas a própria vida? Onde estiver «dot.com» coloque-se «IA» e terá uma imagem, mas para esta ser calibrada, terá de multiplicar pelo menos por 100 os capitais investidos que irão evaporar-se no éter, quando a bolha estourar.

Não acredito que os super-oligarcas que dirigem esta operação sejam completamente estúpidos. Além do mais, terão - com certeza - engenheiros, cientistas, economistas e outros peritos, que os aconselham em  permanência. O entusiasmo dos governos em facilitar a instalação de data centers, ao ponto de fazer periclitar outros investimentos públicos, depredando as populações vizinhas destes monstros, duma rede eléctrica minimamente confiável, pior ainda, DE CORTES DE ÁGUA, como só experimentavam, até agora, as populações dos países ex-colónias... 

Esse entusiasmo tem de ter uma explicação racional. Ora, dizer que são estúpidos, ou que não se importam nada com os seus súbditos, não é explicação nenhuma. 

Claro que os grandes centros ditos «Data Centers» são óptimos para recolher, armazenar, catalogar e processar dados. Numa sociedade em que os súbditos estão (legitimamente) revoltados com a descida vertiginosa do nível de vida, será previsível que os «democráticos» governos do ocidente utilizem todo o arsenal de polícias-robotcops, de meios repressivos a todos os níveis, sobretudo de vigilância global, constante... É para isso que servirão os «Data Centers»: O modelo do Estado totalitário do século XXI.  

No Ocidente, a possibilidade de recuperar o investimento em IA efetuado pelas empresas tecnológicas,  é remota. Isso significa que é o público que irá cobrir o défice com os seus impostos. Pelo contrário, na China, a «revolução da IA» está a ser pilotada a partir do centro do poder. Não há nenhum perigo de «descarrilar»; verifica-se a execução de uma  planificação.  No centro da hierarquia do PCCh, muitos são engenheiros, cientistas. Isto contrasta com os advogados e politólogos que enxameiam as administrações dos países do G7, em particular dos EUA.  

Não era preciso a bolha da IA para a economia ocidental descarrilar e colapsar. Bastavam as guerras causadas pelo imperialismo. A guerra de agressão contra o Irão, que retirou uma parte significativa dos combustíveis fósseis do mercado. Bastava o investimento demente em armas, que terão como única finalidade destruir pessoas e capital nos países considerados inimigos.

Mas, para qualquer problema, as luminárias que nos governam pensam sempre que a solução é «insistir, duplicando a dose», ou seja, agravando ainda mais o problema...

A Europa dos excluídos está a acordar. As «elites» do dinheiro e do poder, se julgam que a situação se resolve com «duplicar a dose» de repressão, estão realmente a acelerar a descida para o caos.

Não sei como,  nem quando, mas talvez a morte do sistema venha aí, sem que a maior parte das pessoas se aperceba disso, pelo menos, no princípio. Quando a ilusão se desfaz, não há maneira de a reconstituir.  Que seja o início do fim deste sistema iníquo.

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(1) A destruição do capital físico ocorre sobretudo nas guerras: Os detentores dos meios de produção preferem isso, porque depois da fase de destruição, eles conseguem arrancar para um novo ciclo, onde obtêm taxas de crescimento e de lucro muito mais elevadas...

OS PONTOS DO GLOBO ONDE É MAIS PROVÁVEL QUE REBENTEM GUERRAS


 

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

A MENTIRA DOS "VALORES OCIDENTAIS"

 


autor do best-seller 

«One Day, Everyone Will Have Always Been Against This. »

terça-feira, 20 de outubro de 2026

PROTESTOS CONTRA AUSTERIDADE EM FRANÇA. (por Ana Vračar)

 


Transcrevo o artigo de Ana Vracar, que nos dá uma perspectiva sobre os acontecimentos, que reforça a ideia de provocação da própria atuação policial de extrema rudeza e indiscriminada, a receita exata para atiçar mais os manifestantes. Este comportamento dos corpos policiais é de tal maneira «desastrado» que vários elementos da polícia contestaram as directivas «dúbias» dos seus superiores. 

Não seria impossível  que o impopularíssimo presidente Macron faça uso dos seus poderes em decretar o estado de sítio, para anular as eleições, sob pretexto de clima de guerra civil. Na realidade, a «guerra civil» tem sido o que o próprio poder presidencial e a máquina que o apoia têm usado com frequência. É uma tática bem conhecida; os poderes autocráticos usam-na como pretexto para desencadear uma repressão feroz. 

Manuel Banet

A protester dressed as Jesus Christ and holding a mock gas station dispenser walks past a burning car at the Place de Republique in Paris on 17 October. Photo credit: Jack Taylor

Mass mobilisations against austerity policies and their effects are not winding down in France. On Saturday, 17 October, roughly 800,000 people joined protests across more than 1,700 assembly points, according to union figures—amplifying demands tabled over a month of student protests and demanding urgent action on the cost of living crisis.

In the aftermath of the protests, the government expanded local authorities’ powers to introduce curfews. This led to overnight movement limitation orders introduced in several cities, including central parts of Paris, Lille, Lyon, and Nice. Many of the curfews target young people in particular, reflecting institutional concern about the success of their recent mobilisations.

Over the past weeks, students launched a wave of school strikes and occupations, resisting the erosion of education services under successive neoliberal governments. Their movement drew support from trade unions and progressive political forces, who joined students on the streets to pressure the Lecornu administration to change course and prioritise public services and labour rights over armament.

Rallies and marches reinforced the student movement’s demands for accessible, equitable higher education, alongside trade unions’ calls for higher wages.

They also drew links to other historic moments of mobilisation, including the struggle for Algeria’s liberation. Many groups taking part echoed the anniversary of the 1961 demonstration that ended in the massacre of hundreds of people protesting for independence.

Police violence continues.

Teachers, families, and elected officials also joined, for a practical reason: to shield students from the law enforcement violence unleashed on their mobilisation.

Saturday’s protests were again met with police violence, with officers relying—unsuccessfully—on tear gas and water cannons to disperse crowds. Serious injuries and cases of severe police brutality were reported throughout the day.

After repeated repression, and with neither the government nor President Emmanuel Macron offering credible solutions to protesters’ grievances, protests turned into riots. While those close to social movements emphasised the events were triggered by years of cuts and unimpeded attacks on workers’ rights, the middle and upper classes were indignant.

Macron channelled their reaction in his post-protest speech. He declared those responsible for the looting must be punished, while promising more “dialogue” and offering a mild acknowledgement of people’s concerns over fuel, food, and other essentials.

“There are people out there who rightfully feel that the price of fuel is too high,” the president said—before shifting responsibility elsewhere. He said rising prices were the result “of what is happening in the Persian Gulf—a war that France was not part of.”

The speech landed poorly at home and abroad. The Iranian government, for one, has repeatedly called out Macron for applying double standards between protests in West Asia and France, emphasising that the French president had expressed support for US plans in Iran and that ongoing mobilisations were a logical outcome of the policies he endorsed.

Protesters hold the French flag and the Palestinian flag as they stand on the statue of the Place de la République in Paris as part of nationwide protests on 17 October. Photo credit: Jack Taylor

Students reject Macron’s response.

In France, protesters called out Macron for failing—yet again—to identify a concrete way out of the situation facing the country.

“Since the beginning of this movement, high school and university students have been met with nothing but contempt and police batons in response to their demands,” the university students’ union Union Étudiante wrote. “Yet we have put forward a clear set of demands, widely supported by everyone who took to the streets on 17 October.”

“He did not utter a single word about the high school and university students maimed in the crackdown,” the organisation added. “He said nothing at all about the real violence committed on Saturday,” referring to approximately 2,300 arrests made on that day alone—and dozens of young people who were seriously injured over the past weeks.

“It is not a matter of engaging in endless dialogue but of responding concretely to the needs of high school and university students: income, housing, food services, healthcare, study conditions, access to degrees, and an end to repression.”

Lecornu attempts to blame left for chaos.

Prime Minister Sébastien Lecornu’s reaction to the protests drew an equally negative response from progressive forces, especially after he suggested left movements were responsible for chaos and violence.

“What a pathetic politician,” wrote presidential candidate Jean-Luc Mélenchon. “He is responsible for the chaos—chaos he methodically prepared, whether through sheer incompetence or a deliberate ‘strategy of the worst’ aimed at conjuring up a ‘party of order’ that would make people forget his failure on the public finances.”