A fantasia que nos toma, nos eleva e nos enebria.
A imaginação que levanta vôo, a audácia de colar textos próprios a partituras e sons de imortais génios, o atrevimento maior de dar a conhecer estes textos.
Tudo isso, confesso, fi-lo, com respeitosa deferência, mas também como gesto de apropriação da música. Se consegui ou não fazer algo que fosse o pálido reflexo das obras-primas musicais que eu glosei, não sei. O meu público poderá ajuízar e deliciar-se (ou repudiar) com o exercício.
(Em breve recompilarei o vol. II da série NO PAÍS DOS SONHOS)
sábado, 21 de maio de 2016
[NO PAÍS DOS SONHOS] Frottola «Vergene Bella», Bartolomeo Tromboncino
Versos a Afrodite, Deusa da Geração do Amor e da Vida
[NO PAÍS DOS SONHOS] Tento do Primeiro Tom, Manuel Rodrigues Coelho
Isto custa-me infinitamente menos do que o facto de nunca mais vê-la, a Dona e Senhora de meu coração, a única.
[NO PAÍS DOS SONHOS] Fantasia em Fá menor Op.49, Chopin
[NO PAÍS DOS SONHOS] Bachanias Nº5, Heitor Villa-Lobos
quinta-feira, 19 de maio de 2016
[NO PAÍS DOS SONHOS] Largo do Concerto para Dois Violinos de J. S. Bach
quarta-feira, 18 de maio de 2016
[NO PAÍS DOS SONHOS] MOZART Andantino p/ flauta e harpa K299
Capto o instante, num olhar reflexo de nuvem, nos olhos da Deusa que nos acorda dentro do sonho e nos conduz ao país em que a realidade e nosso verdadeiro Eu se unificam.
Mas o mistério está muito para lá do instante, pois perdura nos meus ouvidos e não estou a ouvir apenas a música de Mozart, mas a música do chilrear de todas as aves da alvorada.
Neste país sem fronteiras, o meu entendimento maravilhado satisfaz-se com o simples enunciado dum gesto.
Perdura o instante que sempre existiu, desde todo o tempo que existe humanidade.
O coração reaprende a bater o ritmo, em perfeita sincronia com o suave tanger de uma harpa.
[NO PAÍS DOS SONHOS] Concerto para Piano Nº3 , Prokofiev
terça-feira, 17 de maio de 2016
[NO PAÍS DOS SONHOS] Ballade Nº1, Sol menor, Frédéric Chopin
segunda-feira, 16 de maio de 2016
[NO PAÍS DOS SONHOS] Magnificat BWV 243 J.S.Bach
[Depois, mergulhou num torpor profundo e sua visão esfumou-se rapidamente.]
sábado, 14 de maio de 2016
[NO PAÍS DOS SONHOS] Salmo Primeiro
[Alexei transcreveu, 17 de Outubro, Ano da Graça de 1842]
Posted by Manuel Baptista at 14.5.16
sexta-feira, 13 de maio de 2016
[NO PAÍS DOS SONHOS] Allemande da partita para flauta solo BWV 1013 de J.S. Bach
(Adormeço e vou de novo para o país dos sonhos.)
Agora estou à porta de uma casa, no campo. Esta casa parece-me muito familiar, porém, ao mesmo tempo, não sei onde estou.
É como se tivesse sido transportado de repente a um local onde já estive no passado, mas ao ignorar todo o caminho percorrido, tenho de tentar buscar na memória em que circunstâncias eu me encontrei em frente desta casa ou de outra semelhante a esta.
De repente, a porta principal abre-se e sai de lá um jovem apressado. Leva uma sacola a tiracolo; aparenta uns 20 e poucos anos… Ele não olha para o sítio onde me encontro. Está decidido, no passo largo, ligeiramente curvado, olhando fixamente o chão à sua frente. Que estará ele a pensar? Impossível saber!
- Embora eu nunca venha a saber nada mais do jovem, agora já sei onde e como eu vi esta casa pela primeira vez: …. Curiosamente, este jovem desconhecido permitiu-me situar-me no tempo. Num tempo muito diferente deste, embora as casas e as indumentárias fossem pouco diferentes do que se vê agora.
