Trump recalled how a destroyer fired at the Iranian-flagged cargo vessel Touska near the Strait of Hormuz on April 19 before it was boarded by US Marines. “We took over the ship. We took over the cargo, took over the oil. It’s a very profitable business. Who would have thought we were doing that? We’re like pirates. We’re sort of like pirates,” Trump said, prompting laughter in the audience.
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sábado, 2 de maio de 2026

A CONQUISTA DE ORMUZ POR ALBUQUERQUE NO SEC. XVI

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COMENTÁRIO

 Já  no século  XVI era perfeitamente claro que Ormuz correspondia a deter a chave das rotas comerciais do Oriente.

Porém, com todo o seu poderio, a sua armada, os soldados e os canhões, o Império Português do Oriente, não durou sequer um século (cerca de 1515 - 1580). Logo, este império marítimo se desmoronou, tanto pela incapacidade da coroa portuguesa fornecer adequada guarnição e munição às numerosas fortalezas que marcavam as etapas das conquistas dos pontos-chave, como pela desastrosa derrota de Alcácer-Quibir em Marrocos, em que o exército português foi esmagado pelo exército muçulmano. Nesta batalha, D. Sebastião rei de Portugal desapareceu; presume-se que terá morrido durante a mesma; seu corpo nunca foi identificado e resgatado. Um breve reinado do Cardeal D. Henrique, tio de D. Sebastião, não havendo herdeiro designado, foi sucedido por Felipe I de Espanha. Este argumentou da sua legitimidade ao trono de Portugal. As cortes portuguesas aceitaram esta solução em detrimento de D. António Prior do Crato. Em pouco tempo, Portugal - embora mantendo o estatuto de reino independente de Espanha - foi reduzido a reino subordinado. Assim, numerosos navios de guerra portugueses foram enviados com a «Invencível Armada», para as costas de Inglaterra, onde foi desbaratada por uma terrível tempestade, além dos canhões da armada de Inglaterra. 
As praças-fortes costeiras, que Portugal tinha conquistado para manter o seu Império e controlar as rotas marítimas, foram sendo tomadas,  por ingleses (caso de Ormuz), franceses ou holandeses (várias zonas do Brasil).
A primeira metade do século XVII, foi a época da perda de grande parte do poderio, na base do seu Império marítimo. Este proporcionou a exploração das riquezas do Oriente: Ouro, prata, sedas, especiarias, marfim, porcelanas... Esta abundância foi, em grande parte, esbanjada pelos reis portugueses e pela nobreza, que se limitavam a reencaminhar as mercadorias recebidas no porto de Lisboa, para o Norte da Europa. Assim, os Estados da Flandres (hoje Bélgica), os Países Baixos, Hamburgo e outras Cidades-Estado do Báltico, receberam os frutos das conquistas e pilhagens portuguesas. Nestes, se desenvolveu a primeira fase de capitalismo industrial, graças àquele excedente. Os reinados portugueses da época áurea, pouco fizeram para consolidar suas conquistas. Muitas praças-fortes estavam mal guarnecidas de soldados e as fortificações careciam de reparações. Estes factos foram relatados por cronistas portugueses da época. 
O Império português foi refúgio para uma parte da comunidade judaica: O cumprimento das leis contra os judeus e hereges era muito menos estricto, devido à distância e à necessidade de fazer funcionar as instituições em Goa, capital do Vice-Reino da Índia Portuguesa. 
Os ingleses não teriam tanta facilidade em construir o seu próprio império marítimo, se não tivessem podido tomar muitas das praças-fortes portuguesas. Assim, puderam continuar relações comerciais que os Vice-Reis da Índia portuguesa tinham estabelecido com monarcas dos vários reinos da Índia.
A influência portuguesa no Oriente não se apagou completamente, havendo traços culturais (línguísticos, artefactos, culinária...) que sobreviveram, muito para além efetiva colonização portuguesa desses lugares. Por outro lado, Portugal viu o seu património artístico e artesanado enriquecido com adaptações/inovações de países orientais, em vários domínios: o mobiliário, a escultura, os tecidos, a doçaria, as porcelanas...