quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

SOBRE A GUERRA DAS TARIFAS

 

O prof. John Mearsheimer calmo e racional, desfia o rol dos erros estratégicos dos EUA nestes trinta anos de política hegemónica.  Como ele relembrou, a dominância dos EUA existiu durante algum tempo. Durante menos de duas décadas, parecia que nenhuma força poderia enfrentar o seu poderio.

 Entretanto, foi desenvolendo uma política de sanções, de instrumentalização do dólar e dos sistemas de pagamento e punindo com tarifas "amigos e inimigos". 

O prof. Mersheimer delineou neste vídeo a reposta da China. Esta foi paciente, dirigida para novas relações comerciais, oferecendo oportunidades de negócios, não colocando condições, nem influindo na política interna dos Estados, até que chegou o momento em que o mundo inteiro pôde comparar as duas abordagens do comércio internacional e tirar as óbvias conclusões: 

- Por um lado, um império decadente, agressivo, caprichoso, que só promete revoluções coloridas ou invasões, aos recalcitrantes; 

- Por outro, uma potência que aposta nas relações "win-win", que respeita a soberania e oferece estradas, caminhos de ferro, portos, aeroportos e mais infraestruturas, que os países do Sul Global tanto pecisam. A China ajuda-os  sair do ciclo de dependência neo-colonial. Este ano, a China teve um excedente comercial de 1 Trilião de dólares.





Paulo Nogueira Batista descreve o contexto  
 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

GREVE GERAL A 11 DE DEZ. EM PORTUGAL CONTRA POLÍTICA LABORAL

 

Manifestações e concentrações estão previstas em vários pontos do país


[DO JORNAL MUDAR DE VIDA:]

Perante uma plateia de empresários da banca e do sector exportador (Millennium Portugal Exportador), o primeiro-ministro proferiu, no início de dezembro, uma discursata, tão cínica como patética, com o propósito de enaltecer as virtudes do novo pacote laboral, demonstrar a visão política do Governo e desmerecer as razões da greve geral convocada justamente contra esse mesmo pacote. Para ilustrar a bondade da sua política, lançou para o ar promessas de subida vertiginosa dos salários e de progresso económico que ninguém de bom senso (a começar pelos representantes patronais) leva a sério – como ninguém levou a sério as proverbiais promessas de bacalhau a pataco dos políticos da Primeira República.

A greve geral tem motivações políticas, como acusou Montenegro?

É claro que sim. A natureza das alterações à legislação laboral está bem identificada: um ataque às já escassas defesas dos trabalhadores e das organizações sindicais contra a arbitrariedade patronal. Se Montenegro tem toda a razão em ver na greve geral uma resposta política contra a conduta do Governo, mais razão têm os trabalhadores em ver nas propostas do Governo uma motivação política, da parte do poder e do patronato, para os reduzir a uma massa de gente sem capacidade de reacção. O sentido da greve geral é político por ser uma resposta de classe da parte dos trabalhadores a uma ofensiva igualmente de classe da parte do patronato e do governo que o serve.


CONTINUAÇÃO DO ARTIGO DO JORNAL MUDAR DE VIDA: 

https://www.jornalmudardevida.net/2025/12/09/nao-o-governo-nao-vive-numa-bolha/


ATUALIZAÇÃO: 

UMA DAS GREVES GERAIS MAIS PARTICIPADAS, MAIS DE 3 MILHÕES DE TRABALHADORES PARALIZARAM NO DIA 11.

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

A VENEZUELA OFERECEU A EXPLORAÇÃO DO SEU PETRÓLEO A EMPRESAS AMERICANAS; OS EUA RECUSARAM

 


PAULO NOGUEIRA BATISTA:



NOTA: Segundo Alfredo Jalife-Rahme, a proteção de paraísos fiscais estaria por detrás da manobra de Trump de colocar uma esquadra no mar das Caraíbas, sob pretexto de bloquear atividades de «tráfico de droga» do regime de Maduro, na Venezuela. 
Um objetivo mais discreto e premente seria o de proteger as ilhas Caimão e a Ilhas Vírgens, que guardariam cinco mil biliões de dólares em ativos financeiros de toda a espécie, desde os que «apenas» fogem ao imposto no seu país de origem, aos que resultam de criminalidade mais grave, como tráfico de drogas, e outros, orquestrados pela cleptocracia política.

COMO A MÉDIA MAINSTREAM SE CONVERTEU EM PROPAGANDA DOS ESTADOS

 

https://www.youtube.com/watch?v=X1l4c5fWn8M




Um artigo circunstanciado, em como as «elites» ocidentais e o jornalismo mainstream apagaram das notícias as referências à ideologia nazi e aos atos criminosos contra os russo-falantes ucranianos, após o golpe de Maidan em 2014:
«Ucrânia : as provas apagadas» por Manlio Dinucci

PS1: Na minha opinião, a crise do COVID foi pretexto para alcançar um novo patamar de censura e discriminação contra tudo o que não se conformasse com a ditadura globalista.

PS2: 

Documentário Censurado Expõe Como o Governo dos EUA Difunde Propaganda Como Sendo «Jornalismo Independente», por The Dissident


segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

A SINFONIA DE MONTEVERDI A HAYDN (Segundas-f. musicais nº41 )






A sinfonia é um género musical, que teve uma evolução muito rápida na época clássica. 

O típico exemplo de «sinfonia clássica» possui 4 movimentos: um allegro inicial, um andante ou adagio; um scherzo (ou um menuet) e um final (presto ou allegro molto). Esta codificação, como todas em música, pode sofrer pequenas variações. Por exemplo, a sequência acima descrita pode ser antecedida por um breve andamento lento e solene... 

As sinfonias que aparecem antes da época clássica, possuem o mesmo nome, mas francamente não pertencem ao mesmo tipo de música. Receberam o nome «sinfonia», no sentido de serem peças em que os vários instrumentos formam conjunto. Mas, de resto pouco mais têm em comum. A designação de tais peças tornou-se comum em óperas já no tempo de Monteverdi, sendo depois muito frequente aparecer em oratórias e cantatas. Haendel e J.S. Bach compuseram sinfonias no sentido antigo do termo. Carlos Seixas e Vivaldi, seus contemporâneos, usaram o termo no mesmo sentido. 

As primeiras sinfonias no sentido moderno são devidas à escola napolitana, com Alexandre Scarlatti e seus discípulos. Nesta época (por volta de 1700) o termo era intercambiável com o de «Overture». De facto, muitas aberturas de óperas tinham a designação e estrutura da sinfonia.

Foi a escola Checa com Johann e Carl Stamitz, que no século XVIII codificou a sinfonia: os andamentos, os naipes de instrumentos e a unidade temática de cada andamento. 

O célebre e cosmopolita Johann Christian Bach, filho de João Sebastião, fez carreira em Milão e em Londres. Ele compôs sinfonias e concertos para orquestra com solista. A sua criatividade e seu saber transparecem nas sinfonias, pelo equilíbrio entre a tradição do barroco e o  estilo galante. 

Mas, foram Mozart e Haydn que elevaram a sinfonia ao estatuto de composição de grande significado, de monumento revelador dos recursos do compositor e que punha à prova a qualidade dos instrumentistas e do maestro.

Cada exemplo abaixo, justificaria extenso comentário. Mas, decidi cingir-me apresentar as peças, esperando que a curiosidade do auditor o leve a procurar elementos sobre elas e seus respectivos compositores.

                  MONTEVERDI    
                                                                             Sinfonia do «Orfeo»



J. B. LULLY       
   
                   Sinfonia de «Amadis»


                                                                                  Sinfonia em Si bemol maior


VIVALDI       
                                                                                 Sinfonia «Al Sepolcro»


                                                   Andante da Sinfonia em Ré Maior Op. 18, No. 4

             
 
                              

W.A. MOZART. 1º andamento da Sinfonia «Praga»



                                                                    Andante da sinfonia Hob. 101 «The Clock»



                            


domingo, 7 de dezembro de 2025

APOSTA [OBRAS DE MANUEL BANET]



Sempre tive grande relutância

Em apostar nalguma coisa

Ou acontecimento. Pensava:

Se podes calcular a probabilidade

Dessa coisa, apostar é fútil,

E se não podes, é suicidário.


Mas hoje declaro que aposto.

Aposto pela vida, face ao caos

Face à extinção, ao domínio

Absoluto, incontroverso;

Face à capitulação, também

À fraqueza dupla do querer.


Aqueles que hesitam, calculam

Mas calculam mal; o cálculo 

É simples: Escolhes lutar 

Ou sofrer a humilhação 

Antes de morreres esmagado.

Só os fracos hesitariam


Porque quem luta, quem se ergue

Usando seus meios e inteligência

Está a ganhar a partida;

Se ganhou, salvou-se e salvou-nos

De uma secular servidão.

Se perdeu, não perdeu... pois

A sua semente vingará.

Se não luta,  é certo:

Perderá de certeza.


Por isso, aposto que o tempo

Trará uma nova geração

Bastante mais comprometida

Perante a urgência 

De salvar a humanidade

De quem pretende dominá-la.

Se eles fizerem esta aposta

Terão meu apoio e participação

Na medida em que puder ser útil


A esperança reside no humano

Que subsiste em cada um.

Que este ascenda à consciência,

É A MINHA APOSTA 


Murtal, Parede

A 5 de Dezembro de 2025





 

sábado, 6 de dezembro de 2025

OURO, PRATA E YUAN: OS 3 VECTORES DA QUEDA DO DÓLAR

A China tem avançado passo a passo, para desinvestir do dólar:

A- Lançando obrigações em yuan que podem ser convertidas em ouro no Mercado de Metais Preciosos de Xangai. Com rendimento de 7%, são  muito mais apetecíveis que as Treasuries americanas, que apenas dão 2%.

B- Compra de ouro em quantidades bem superiores (10 vezes mais) às oficialmente declaradas.

C- Venda de prata no Mercado de Xangai, mas apenas em Yuan. Como existe uma enorme falta de prata disponível nos mercados ocidentais, os compradores têm de trocar as suas divisas por Yuan, para poderem comprar em Xangai. O valor da divisa chinesa e a sua internacionalização são  cada vez maiores e a fatia das trocas comerciais em dólares vai diminuindo. 

D - A China deixou, há anos, de acumular dólares  sob forma de obrigações do Tesouro americano e tem colocado à  venda quantidades elevadas das mesmas obrigações. 

E- Tem promovido, com os seus parceiros dos BRICS (e outros), contratos comerciais envolvendo apenas Yuan e divisas dos parceiros, com exclusão do dólar. 

Veja o vídeo abaixo, de Paulo Nogueira Batista Junior: