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segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

A SINFONIA DE MONTEVERDI A HAYDN (Segundas-f. musicais nº41 )






A sinfonia é um género musical, que teve uma evolução muito rápida na época clássica. 

O típico exemplo de «sinfonia clássica» possui 4 movimentos: um allegro inicial, um andante ou adagio; um scherzo (ou um menuet) e um final (presto ou allegro molto). Esta codificação, como todas em música, pode sofrer pequenas variações. Por exemplo, a sequência acima descrita pode ser antecedida por um breve andamento lento e solene... 

As sinfonias que aparecem antes da época clássica, possuem o mesmo nome, mas francamente não pertencem ao mesmo tipo de música. Receberam o nome «sinfonia», no sentido de serem peças em que os vários instrumentos formam conjunto. Mas, de resto pouco mais têm em comum. A designação de tais peças tornou-se comum em óperas já no tempo de Monteverdi, sendo depois muito frequente aparecer em oratórias e cantatas. Haendel e J.S. Bach compuseram sinfonias no sentido antigo do termo. Carlos Seixas e Vivaldi, seus contemporâneos, usaram o termo no mesmo sentido. 

As primeiras sinfonias no sentido moderno são devidas à escola napolitana, com Alexandre Scarlatti e seus discípulos. Nesta época (por volta de 1700) o termo era intercambiável com o de «Overture». De facto, muitas aberturas de óperas tinham a designação e estrutura da sinfonia.

Foi a escola Checa com Johann e Carl Stamitz, que no século XVIII codificou a sinfonia: os andamentos, os naipes de instrumentos e a unidade temática de cada andamento. 

O célebre e cosmopolita Johann Christian Bach, filho de João Sebastião, fez carreira em Milão e em Londres. Ele compôs sinfonias e concertos para orquestra com solista. A sua criatividade e seu saber transparecem nas sinfonias, pelo equilíbrio entre a tradição do barroco e o  estilo galante. 

Mas, foram Mozart e Haydn que elevaram a sinfonia ao estatuto de composição de grande significado, de monumento revelador dos recursos do compositor e que punha à prova a qualidade dos instrumentistas e do maestro.

Cada exemplo abaixo, justificaria extenso comentário. Mas, decidi cingir-me apresentar as peças, esperando que a curiosidade do auditor o leve a procurar elementos sobre elas e seus respectivos compositores.

                  MONTEVERDI    
                                                                             Sinfonia do «Orfeo»



J. B. LULLY       
   
                   Sinfonia de «Amadis»


                                                                                  Sinfonia em Si bemol maior


VIVALDI       
                                                                                 Sinfonia «Al Sepolcro»


                                                   Andante da Sinfonia em Ré Maior Op. 18, No. 4

             
 
                              

W.A. MOZART. 1º andamento da Sinfonia «Praga»



                                                                    Andante da sinfonia Hob. 101 «The Clock»



                            


quarta-feira, 10 de março de 2021

HAYDN COMPÔS E BENEDETTI MICHELANGELI INTERPRETOU...


Haydn compôs e Benedetti Michelangeli interpretou... Estes concertos são notáveis a vários títulos. São obras relativamente pouco conhecidas, pouco executadas em concerto, ou gravadas em disco, apesar de uma qualidade... «mozartiana» diria eu...

Mas, também são notáveis pela escrita idiomática para piano, um instrumento recentemente inventado, quando Haydn escreveu estes concertos, cerca de 1760. 

Cristofori, inventara o «cravo a martelos», ou piano-forte, como veio depois a ser chamado, em torno de 1700. Porém, tais invenções costumam ficar como meras curiosidades, antes que músicos célebres se interessem pelo referido instrumento. Mas, a partir desse momento, serão compostas e interpretadas muitas peças. 

A literatura específica para o piano-forte começa sobretudo com compositores da segunda metade do século XVIII, como Galuppi, C. P. E. Bach, Haydn e Mozart... 

A qualidade musical destes concertos aqui gravados é realçada pelo rigor da interpretação de Benedetti Michelangelo. Dizem que o concertista afinava ele próprio os pianos, antes dos recitais, tal era o seu grau de exigência. Isto é coerente com a limpidez da sua interpretação, como se pode ouvir aqui.

Usufrua destes concertos para piano; sua alegria e boa-disposição são uma boa terapia anti-depressiva!