sábado, 10 de julho de 2021

MERCENÁRIOS E CONTRATANTES

                               Bartolomeo Colleoni, o famoso Condottiere do Séc. XV


A guerra está mais ou menos completamente privatizada. O motivo real dessa privatização é que as guerras do Império não têm nenhum atrativo para os nacionais US, mesmo os das classes baixas, que foram durante decénios atraídos por salários elevados e pela possibilidade de frequentarem o ensino superior (privado e muito caro, nos EUA), depois de cumprirem o contrato como soldados, graças a bolsas especiais. 

De facto, a guerra deixou de ter qualquer relação com a defesa do território, pelo menos, nos países dominantes do hemisfério ocidental. Nota-se que, as missões em África (Líbia, Chade, Mali), no Médio Oriente (Iémen, Síria) ou na Ásia Central (Afeganistão), apenas constituem as versões mais recentes de aventuras neocoloniais, mesmo quando debaixo da capa e sob os auspícios de «forças de paz» da ONU.  

Seja no país sede do Império (EUA), seja nas potências vassalas (Reino Unido, França, etc...) a privatização da guerra segue o seu percurso típico de privatização dos lucros para as empresas de mercenários, enquanto os custos são públicos, financiamentos inscritos em rubricas de «defesa» ou outras, dos orçamentos estatais. Assim, ficam satisfeitas estas empresas de mercenários - que se transformaram em autênticos potentados, com poderosos meios militares e logísticos- mas  também os deputados que podem aprovar estas despesas na ignorância dos cidadãos comuns, convenientemente dissimuladas em rubricas de «cooperação», «ajuda ao desenvolvimento», etc.

Uma extensiva pesquisa surgiu no Newsweek, sobre os segredos do exército «incógnito»  de autoria de WILLIAM M. ARKINNesta peça extensa, são dissecados os meandros do exército secreto dos EUA, que conta já com 60 mil homens, segundo o autor, sendo certo que as suas funções no terreno, deixaram há muito de ser a de meros auxiliares, fornecendo apoio logístico. São - de facto - um exército mercenário encoberto, com meios muito sofisticados, mais ou menos como comandos, mas sem ligação orgânica à estrutura militar do Estado, como é o caso daquelas forças especiais.

No caso da retirada* do Afeganistão, segundo vários relatos, não se trata realmente de retirada, mas antes da transformação da guerra: Esta, deixa de ser protagonizada maioritariamente por forças dos Estados, pelos contingentes da NATO, com elementos das forças armadas dos países da aliança, para ficar entregue a um conjunto de «contratados» (maneira eufemística de designar mercenários) que irão sustentar pontos-chave do dispositivo ocidental. Estes incluem uma série de bases dispostas na proximidade das fronteiras com o Irão, a China e Rússia. Embora o Afeganistão não tenha fronteira direta com este último país, pode seu território ser facilmente alcançado atravessando outros países da Ásia Central.  Estas bases têm funções de espionagem, de manter uma pressão permanente por exemplo, com mísseis, que poderão ser, a qualquer momento, equipados com ogivas nucleares e como ponto de apoio a guerrilhas que poderão infiltrar os territórios inimigos. Vital - também - será a proteção dos campos de ópio e fábricas secretas, que processam esta droga, para ser transportada em voos secretos, até a vários pontos do globo, onde existam bases dos EUA. Este tráfico de droga está confirmado, para além de qualquer dúvida, tendo como motivação primária fornecer dinheiro às operações secretas da CIA. 

Quando leio, hoje, que a famosa empresa «Blackwater», está em condições de substituir  os soldados que abandonam o Afeganistão, vem-me à memória Maquiavel. No tempo de Maquiavel, no fim do século XV, princípios de século XVI, muitos potentados e príncipes italianos tinham como coluna vertebral de seus exércitos, mercenários, cujo chefe ou «condottiere», era um senhor da guerra que oferecia os seus préstimos a troco de pagamento em espécies sonantes. Os exércitos das grandes potências, na Europa dos séculos XVI até ao Séc. XIX e posteriormente, recrutavam mercenários, em regimentos completos, desde o coronel, até aos soldados rasos e oriundos de um só país, como os regimentos Suíços, Irlandeses, etc. 

Ao longo do século XX e até agora (século XXI), existem algumas forças «de certa forma mercenárias», como a Legião Estrangeira (em França e na Espanha), os Gurkas (Nepaleses ao serviço dos britânicos) ou ainda os Guardas Suíços do Vaticano. Porém, estes regimentos não são considerados formalmente como mercenários. 

Na realidade, os mercenários atuais têm um vínculo exclusivo a uma empresa, a qual os recruta, os equipa e os coloca no terreno, a troco de pagamento pela potência estatal. Esta, pode assim desencravar-se de uma situação difícil, ou em que não obteria o aval dos cidadãos e/ou dos parlamentos, para levar a cabo os seus desígnios. Os cenários de conflito protagonizados por mercenários, recentemente, foram os da Rep. Dem. do Congo e doutros países de África. 

A privatização da guerra não é um progresso, sob nenhum ângulo. Em relação às tropas regulares, os mercenários estão menos obrigados pelas leis da guerra. Isto significa que não terão a proteção de serem considerados como «forças combatentes», na eventualidade de serem capturados. Serão considerados criminosos de direito comum. Como sabem que não beneficiarão, em caso de captura, da proteção ou pagamento de resgate pela potência para a qual combatem, talvez isto os incite a ter comportamentos criminosos, em especial, em relação a civis.

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*Veja como Pepe Escobar analisa o complexo jogo diplomático sob auspícios da SCO e envolvendo os Taliban e governo afegão. 

George Harrison: All Things Pass (FULL MOVIE)


 

                          +What Is Life

sexta-feira, 9 de julho de 2021

[Maria Martinón-Torres] «Novos avanços sobre a evolução humana em Eurásia»


[Dia de Darwin, 18-03-2021]
«Novos avanços sobre a evolução humana em Eurásia»
Maria Martinón-Torres

Esta conferência, tão interessante em si mesma, pelos desenvolvimentos recentes de que nos dá conta, ainda o é mais, pela forma muito avançada como apresenta os recentes fósseis descobertos em várias localizações de Ásia, da China e da Indonésia, em particular. 

Vale a pena sublinhar que a conferencista não teve - com certeza - conhecimento da descoberta do Homem da Harbin (Homo longi) cujo anúncio, através de publicação de artigos em revista científica, foi apenas em Junho deste ano. Ora, ela dá uma tentativa de explicação para uma série de fósseis, que não apresentam características de neandertais, nem de humanos modernos, como sendo talvez da espécie H. denisovans, cujos restos fósseis até agora reconhecidos (osso da mão e dois dentes, na gruta de Denisova, uma parte de mandíbula inferior, numa gruta do Tibete) não são suficientes para a caracterizar anatomicamente, embora o seu ADN tenha sido sequenciado. 

Com certeza vamos ter, nos próximos meses ou anos, uma síntese de muitas descobertas dispersas, que se acumularam nos últimos dez anos em particular, que têm sido complicadas de «arrumar» dentro de um ou outro conceito de evolução humana. 
Inclusive, é possível que a descoberta recente em Israel, de um Homo não sapiens, nem neandertal típico, possa corresponder à tal hipótese do vai e vem, da expansão e contração em ondas de povoamento, a partir do Levante, hipótese que foi enunciada na conferência por Maria Martinón-Torres.

Espero que tenhais igual prazer ao que eu tive ao ver e ouvir esta conferência, de qualidade superior e muita clareza.
 

 

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Descoberta escultura com 51 mil anos, atribuída a neandertais, na Baixa Saxónia

 Uma recente descoberta , na Baixa Saxónia, de um artefacto com cerca de 51 mil anos, faz recuar as possíveis formas de arte e de pensamento abstrato, ao tempo em que os neandertais (Homo neanderthalensis) eram os únicos habitantes dessas paragens.

Na gruta do Unicórnio, os arqueólogos descobriram um pé de cervo gigante extinto (Megaloceros giganteus), cujo osso foi fervido e depois trabalhado, com entalhes claramente intencionais, completamente distintos dos que resultam da atividade de dissecação.

 

                                     Imagem do pé de cervo gigante com entalhes (51 mil anos)

Este achado não deveria surpreender as pessoas que têm acompanhado as descobertas dos últimos anos respeitantes a neandertais. Com efeito, têm-se acumulado evidências de sofisticação destes primos dos Homo sapiens, que com eles conviveram na Europa, pelo menos entre 55 mil anos e 28 mil anos. Há aproximadamente 60 mil anos, que os homens modernos, saídos de África (via Levante), ocuparam territórios onde os neandertais estavam instalados, desde há cerca de 400 mil anos. 

Os neandertais, mais robustos, com um corpo adaptado ao frio intenso da última glaciação, ocuparam uma enorme extensão do continente euroasiático, onde deixaram vários testemunhos das suas capacidades de abstração. Por exemplo, foram atribuídos a neandertais desenhos abstratos a ocre, numa gruta em Espanha, com 65 mil anos, numa altura em que Homo sapiens ainda não tinha alcançado a Península Ibérica. 

De qualquer maneira, o pé de cervo esculpido da gruta do Unicórnio, na Baixa-Saxónia, é o testemunho mais antigo de escultura paleolítica até agora descoberto. Outras esculturas paleolíticas, até agora conhecidas, estatuetas do homem-leão e de divindades femininas, estão datadas de 40 mil anos ou menos, tendo sido produzidas por Homo sapiens. 



quarta-feira, 7 de julho de 2021

PROF. SUCHARIT BHAKDI: TEMOS DEFESAS CONTRA O CORONAVIRUS QUE NOS PERMITEM DERROTAR A INFECÇÃO





 ESTES TRÊS RESULTADOS CIENTÍFICOS PUBLICADOS E CITADOS PELO PROFESSOR Sucharit Bhakdi, MD, PROVAM QUE A JÁ EXISTENTE IMUNIDADE DE GRUPO ACTUA CONTRA O VÍRUS SARS-COV-2, O QUE PÕE EM QUESTÃO A UTILIDADE E BOM SENSO DA VACINA.
O EFEITO DE INTENSIFICAÇÃO (ENHANCEMENT) QUE SE OBSERVA NALGUMAS PESSOAS É UM RISCO MORTAL E INÚTIL, QUE SE FAZ CORRER. 

Nota: O prof. Bhakdi tem sido muito difamado por «fact-checkers». Se fizermos uma pesquisa rápida na Internet, encontramos uma abundância de biografias negativas, claramente para o desacreditar e afastar as pessoas menos esclarecidas em relação a suas posições. 
No entanto, eu e muitos com formação específica em biologia molecular e imunologia, temos o prof. Bhakdi em elevada estima, pela sua rigorosa exigência quando descreve factos e mecanismos. 
Não tenho dúvidas sobre a sua competência, a qual não pode ser posta em causa, dado os lugares cimeiros ocupados na Alemanha. 
Estamos numa época bruta, onde interesses ocultos destroem a imagem e a reputação dos mais eminentes cientistas, a partir do momento em que estes estejam em desacordo com a ortodoxia. 
Em que é que consiste a ortodoxia? Numa visão ultra-simplista dos problemas, diria bastante ideológica até, embora com o aval de entidades prestigiosas como o CDC, a FDA (nos EUA) ou a OMS. No entanto, estes organismos têm provado estar muitas vezes enganados e veicular pontos de vista muito criticáveis:

1) As diretrizes para contabilizar os casos e as mortes por COVID19; 2) a utilização de um teste PCR que não tem de facto a capacidade de diagnóstico em relação ao COVID, ainda por cima, aconselhando um número de ciclos de replicação que claramente dão um enorme excesso de falsos positivos; 3) A difusão de falsas informações e a promoção de «estudos» supostamente provando que medicamentos como a hidroxicloroquina ou a ivermectina não tinham eficácia terapêutica, um desses estudos até teve de ser retirado da revista Lancet, por estar comprovadamente «aldrabado»; 4) A sistemática diminuição da contagem de casos de efeitos secundários e de mortes consequentes à administração de vacinas anti-COVID, de tal maneira que os dados oficiais deixaram de ter qualquer credibilidade; 5) O facto de não decretarem a interdição  da utilização de vacinas para mulheres grávidas (!), para crianças e jovens adultos, para pessoas que já foram infetadas com o vírus SARS-Cov-2 e que recuperaram... Tudo isto para favorecer as farmacêuticas.

Na realidade, o prof. Bhakdi afirma que é insensato vacinar quando a imunidade natural é elevada e quando se verificaram casos de formação de trombos e coágulos, que podem ir para o coração, pulmões e cérebro, em pessoas que receberam a vacina. 
Comparar a taxa de efeitos secundários e de mortes causadas pela vacina, com a morbilidade e óbitos causados pelo próprio vírus é uma falácia, como já expus AQUI. Esta comparação falaciosa é usada repetidas vezes na media, o que mostra o nível baixíssimo da campanha destinada a enganar o público.

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PS (08/07/2021) : Relacionado com o assunto, aqui traduzo uma parte de artigo por Teodrose Fikremariam, publicado em Global Research a 07 de Julho de 2021

[...] Durante décadas, o protocolo padrão para determinar a segurança e eficácia das vacinas exigia que todos os produtos farmacêuticos fossem submetidos a ensaios clínicos que tinham cinco fases. Cada fase  envolvia uma testagem rigorosa, estudos de «duplo-cego», quadros de falecimentos e meticulosas revisões por pares. Estes passos eram essenciais para eliminar as distorções comuns e para garantir que os benefícios de curto prazo não eram anulados pelos riscos de longo prazo. Estas etapas prévias exigentes, foram pela primeira vez ultrapassadas quando se tratou das vacinas contra  o Covid-19, razão pela qual estamos a ver um número recorde de acidentes e de mortes associadas com elas.

A base de dados do  VAERS (pertencente ao CDC) mostra a explosão do número de acidentes e mortes associadas apenas com crianças. O mesmo padrão é observável na população vacinada em geral.

Os acontecimentos que estamos testemunhando em tempo real, deveriam ser a base para um Julgamento de Nuremberga Nº2. Os políticos, figuras públicas, funcionários superiores e profissionais médicos fizeram criminosamente com que o público tomasse as não testadas e inseguras «vacinas» e serviram-se do seu status para condicionar mais de 2 biliões de pessoas a receberem uma vacina cuja toxicidade poderá um dia causar um holocausto global. Da mesma maneira que médicos Nazis injetaram judeus e «indesejáveis» com drogas experimentais, pessoas em cargos de autoridade estão a exercer coerção, em seus países e no mundo, sobre biliões de seres humanos, sem que estes tenham dado seu consentimento informado. [...]


 

terça-feira, 6 de julho de 2021

FINAL INGLÓRIO DA AVENTURA AFEGÃ DOS EUA E DA NATO

 


(Acima) Mapa do Afeganistão: A negro, áreas controladas pelos talibans; a vermelho, áreas contestadas; a cinza, áreas sob controlo do governo de Cabul




A derrota é total, depois de uma guerra cruel DE VINTE ANOS contra os talibans, mas também contra a população dum país, que nunca se deixou dominar passivamente. O resultado é que a insurreição taliban controla quase todo o país. Ela está agora a cercar a poderosa base militar US de Bagram, onde as tropas US tinham enormes recursos militares e de espionagem*. O seu abandono precipitado, ao ponto de deixar material estratégico intacto, só tem paralelo com a desesperada fuga de Saigão, no verão de 1975. 
Nessa altura, o mundo contemplou a derrota humilhante dos americanos e o desespero com que se agarravam aos trens de aterragem dos helicópteros, que conseguiam escapar-se do telhado da embaixada dos EUA em Saigão. 

Na longa história de sofrimento deste país da Ásia Central, são proeminentes as responsabilidades de todos os dirigentes dos EUA, desde o tempo em que o Presidente Jimmy Carter dava o aval Zbigniew Brzezinski para apoiar a guerrilha dos mujahedin contra o governo do Afeganistão, considerado demasiado próximo da União Soviética.
Infelizmente, os grandes responsáveis pelas mortes e desgraças das guerras quase nunca são capturados, julgados e sentenciados pelos seus crimes. Entre eles deve-se incluir o «complexo militar-industrial-securitário», composto por grandes capitalistas e fundos de investimento. São, não somente as empresas envolvidas no fabrico de armamento, como também as empresas tecnológicas e ainda os que na administração, o «Estado Profundo», têm tomado a defesa dos interesses destes grandes capitalistas.
 
Fica-me uma pergunta: como é possível, que pessoas tão sabedoras como eu, daquilo que tem sido o desempenho militar dos EUA e aliados da NATO, no século XXI (só para falar deste século), não considerem que a «democracia ocidental», tão apregoada, é apenas uma capa vazia, sem qualquer real significado, senão o de perpetuar a ilusão nos eleitores?

Base de Bagram, saqueada depois de abandonada pelas tropas US a meio da noite

Helicóptero na fuga de Saigão Verão de 1975

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(*) «Initially, the Taliban spokesman said that everything had been either been taken by the Americans or destroyed, but it seems that U.S. forces have left behind radar and navigation systems as well as hundreds of vehicles.»

PS1: O americanos deixaram Bagram à socapa, sem sequer dar tempo ao exército governamental afegão de tomar conta do local. Resultado? A base foi saqueada durante a noite. Os saqueadores não serão necessariamente talibans. De qualquer maneira, vê-se como os americanos, apesar de toda a retórica, se importam pouco com a estabilidade do governo de Cabul.


PS2: Veja como Pepe Escobar analisa o complexo jogo diplomático sob auspícios da SCO e envolvendo os Taliban e governo afegão. 


segunda-feira, 5 de julho de 2021

AGENDA DA OLIGARQUIA: CONTROLO DAS MATÉRIAS-PRIMAS E DA POPULAÇÃO MUNDIAL


 A oligarquia que nos governa sabe que não conseguirá manter o poder, a não ser que possa controlar os recursos de que as sociedades precisam para subsistir. Em primeiro lugar, os recursos energéticos. 

O chinfrim em torno do suposto efeito terrível do CO2 (um gás perfeitamente inócuo, essencial para a fotossíntese), a criação e cultivo da psicose de massas, especialmente nas crianças (veja o fenómeno Greta Thunberg),  não tem nada de  científico, nada de objetivo. É uma enorme operação de «psi-op» (operação psicológica). 

As pessoas que - como eu, durante algum tempo - pensaram que o chamado «efeito de estufa» ou «alterações climáticas», resultava de uma visão errónea, de um efeito de má ciência, de pessoas científicas bem intencionadas, mas completamente iludidas, estavam equivocadas. Confesso o meu engano: De facto as pessoas mais responsáveis pelo alarido mediático em torno das «alterações climáticas», competentes ou não nos seus domínios científicos, estavam e estão a fazer conscientemente (na grande maioria) parte dessa enorme psi-op. Se são cientistas, renunciam a sê-lo, quando recusam observar evidências que ponham em causa essa teoria, que aliás, é-nos sempre apresentada com o selo da «certeza científica», como se isso existisse. Os cientistas e as pessoas cultas sabem que a ciência real é feita de polémicas, de debates, de visões discordantes que se digladiam, não é um assunto de «consensos»... 

Na ciência, alguém como Galileu tinha o status quo da época a apoiar a posição oficial da Igreja, contra ele, mas ele é que tinha razão! Em ciência, não importa quantos eminentes físicos diziam que Einstein não tinha razão, que o modelo último da realidade física continuava a ser a física newtoniana. Eles tiveram de reconhecer todos que eles é que estavam errados e que Einstein estava certo, com a sua Teoria da Relatividade. O mesmo se pode dizer de Alfred Wegener (teoria da deriva continental), de Stanley Prusiner  (descobridor do prião e prémio Nobel) e de muitos outros...  

Mas, o que me faltava compreender, era isto: Os cientistas e eminências da administração científica, são homens e mulheres como os outros, suscetíveis de rasgos de grandeza ou de abismos de mesquinhez.  

A grande falsificação que foi levada a cabo aquando da crise do COVID, e que contou com a colaboração ativa de algumas eminentes estrelas mediáticas da ciência, que não tiveram sequer a dignidade de defender colegas tão ou mais notáveis que foram difamados, cujos nomes foram arrastados na lama, que foram perseguidos, por não se conformarem com a ortodoxia, foi a situação que despoletou uma visão clara por analogia, do que se passara anos antes, no domínio da ciência do clima. Os interesses eram muito fortes, tanto num como noutro caso. 

A capacidade de corrupção de indivíduos e instituições poderosas, imensamente ricas é inimaginável. Poucas pessoas resistem a uma campanha de sedução (nalguns casos) ou de difamação (quando a sedução falha), noutros casos. Eles têm, para além do dinheiro, uma real possibilidade de decidir da carreira de cientistas, mesmo daqueles em lugares de topo. Os cientistas, mais ainda que os políticos, dependem de doações para realizar o seu trabalho. Os doadores podem ser entidades públicas, mas atualmente têm sido sobretudo entidades privadas, desde empresas farmacêuticas (interessadas na aprovação de vacinas anti-COVID obrigatórias), a empresas como a Tesla e outras, cavalgando a onda do «zero carbono». Enfim,  não há nenhum laboratório - seja ele de ciência fundamental, seja aplicada - que não esteja fortemente condicionado pelos doadores, nos projetos que aí se desenvolvem.

O projeto de uma «revolução verde» ou «green new deal», tem como objetivo central uma reconversão industrial destinada a preservar os recursos, finitos e de cada vez mais difícil extração, para a elite no poder. Para isso, eles têm que deitar abaixo a infraestrutura industrial da era dos combustíveis fósseis, para a converterem em algo que possa não exaurir os recursos restantes. Isto implica uma drástica redução do potencial de consumo das massas, um empobrecimento real. Mas eles não podem afirmar isso, não conseguiriam que as pessoas aceitassem sacrifícios reais, tanto mais que elas foram condicionadas a viver numa sociedade de consumo, habituadas a consumir mais, de ano para ano.

Faz toda a diferença saber-se para quem se destinam as reformas estruturais indispensáveis: se para a imensa maioria, se para uma oligarquia dos ricos. Se as pessoas comuns tivessem seus representantes e estes fossem realmente preocupados em salvar o planeta, então não haveria nada a objetar, no essencial. Mas, só uma criança ingénua poderá acreditar - por um instante - que isso é assim.  A elite do dinheiro e do poder é um grupo restrito de homens e mulheres, que concentra quase toda a riqueza mobilizável do planeta; são eles que decidem como atribuir os triliões de dinheiro público, assim como os projetos que eles próprios estão interessados em financiar.

Essa elite ou oligarquia, não vai largar mão da condução das coisas, mas tem de usar uma série de fantoches, para o papel de «dirigentes políticos». Estes políticos sabem perfeitamente que estão numa «camisa de sete varas» e não se podem afastar do «script» traçado pelos realmente poderosos.

O sistema está montado, mas nada garante que ele irá ter um desfeche favorável à elite. Existem muitas incógnitas e a maior de todas é devida à enorme complexidade do social. Além disso, essa oligarquia, ao ter uma confiança excessiva na tecnologia e nas novas descobertas, não tem em conta todos os riscos, os «cisnes negros» que possam surgir.  


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PS: A oligarquia tem na mão os políticos. Estes cumprem a agenda oligárquica  passando leis para escravizar os seus cidadãos, para obterem o controlo total. O que se está a passar em Espanha, prova isso:  

https://www.armstrongeconomics.com/uncategorized/spain-revealing-the-totalitarian-future-for-all/