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quarta-feira, 8 de abril de 2026

FIASCO DE OPERAÇÃO DE "SALVAMENTO" E CONSEQUÊNCIAS [CRÓNICA DA IIIª GUERRA MUNDIAL Nº60]

 


A operação de salvamento era a cobertura para as tropas especiais tentarem destruir as caves onde se encontram armazenados os cerca de 500 quilos de urânio enriquecido. O contingente americano utilizado, mostra que se tratava de uma operação de comandos em grande escala, com vários helicópteros e um avião com capacidade para transportar uma centena de homens. 

Foi um fracasso total, deixando várias aeronaves destruídas e possivelmente, mortos ou neutralizados grande parte dos referidos comandos. Comunicados referem que alguns comandos conseguiram fugir em helicópteros, apesar de feridos. Não sabemos ao certo: Nestas circunstâncias, não existe nenhum meio de verificação independente. O que é certo, é que o aviador que eles procuravam, não foi resgatado. Em vez disso, a operação saldou-se por um desastre total em vidas humanas e em perdas materiais avultadas. 


Este fiasco teve consequências, de certeza, pois fez Trump mudar de tom, contrastando com a arrogância e grosseria exibida algumas horas antes, com um ultimatum que implicava a destruição de estruturas absolutamente indispensáveis para a vida civil, como as centrais elétricas, as unidades de dessalinização e as pontes, caso o Irão não «abrisse» o Estreito de Ormuz.

O que aconteceu, não se sabe ao certo, mas pode-se inferir que as conversações secretas que decorreram no Paquistão, conduziram a este desenlace provisório, o cessar-fogo de ambos os lados por duas semanas, durante as quais as propostas em 15 pontos americanas e as em 10 pontos iranianas, iriam ser negociadas.

Se estas conversações causarem a abertura do Estreito, que não apenas permita passagem de navios tanque «amigos» do Irão, mas a todos os navios, é um ponto muito positivo para o lado americano. As bolsas dos países ocidentais já estão a refletir esta possibilidade, com subidas espectaculares. Mas, do lado iraniano, a abolição das sanções terá também um significado imenso. Com efeito, o petróleo iraniano poderá ser vendido a quem o quiser comprar, sem restrições, aumentando assim o leque de clientes, a quantidade total de petróleo vendido e as respectivas somas necessárias para a reconstrução.  

Não quero - no entanto - transmitir esperanças infundadas, primeiro porque as posições oficiais de ambos os lados parecem muito distantes para um acordo; segundo, porque não se pode ter demasiada confiança de que os americanos não violem os hipotéticos acordos, assim que lhes parecer conveniente. Eles têm costume de fazer isso, desde os tratados com os nativos americanos até aos acordos de desarmamento e de limitação de armas nucleares, com os russos.

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Nota 1: Os israelitas dizem que não foram consultados, dizem que não souberam dos conteúdos das negociações no Paquistão. Isto pode significar que estão na disposição de não se darem por vinculados com o que saí das conversões de paz. 
Isto é um mau sinal, porque o governo de Nethanyahu tem feito muitas coisas para implicar e envolver o governo dos EUA. Não vejo que os EUA, agora, tenham capacidade ou vontade para os refrear. 


Nota 3: Mesmo que as conversações de paz entre o Irão e os EUA cheguem a bom termo, não será possível evitar a crise económica profunda, que já está a fazer estragos.

Nota 4: Por mais que Trump clame vitória, o facto é que ele teve de ceder perante tantos fiascos, nesta guerra.

sábado, 28 de março de 2026

O FIM DO DÓLAR



 NOTA: A expressão «colapso do dólar» para exprimir o fim da sua hegemonia no comércio mundial e também enquanto divisa de  reserva nos bancos centrais de todo o mundo, pode ser mal entendida. Se a assimilamos a uma condição humana letal, como um «colapso cardíaco», por exemplo, vai parecer um exagero. De facto, a escala do fenómeno é totalmente diferente de episódios da saúde humana. Deveria ser vista como um processo geológico, muito rápido na escala geológica, mas que pode demorar dezenas de anos e cujos prazos de início e de término, são difíceis de estabalecer. O dólar ficou «a descoberto» a partir da declaração de Nixon, em 15 de Agosto de 1971, segundo a qual o dólar US deixava de estar garantido em ouro. O presidente dos EUA invalidava assim unilateralmente o acordo internacional de Bretton Woods de 1944. Nesta ocasião, transformou o dólar e todas as outras divisas, que estavam explicita ou implicitamente adossadas ao dólar, em divisas «fiat».
Desde então, era previsível que esta retirada unilateral fosse fatalmente desembocar numa grande crise, que estamos a viver agora. Ela tem uma componente monetária, financeira, económica, militar e política... Ou seja: é uma «crise sistémica» de primeira grandeza. Mas, já passaram quase 55 anos desde a declaração fatídica de Nixon!




sábado, 7 de fevereiro de 2026

CRIMES TERRORISTAS DOS ESTADOS: SEMPRE COM IMPUNIDADE



Parece que as pessoas e instituições (desde as judiciais, aos órgãos da media) são incapazes de ver ou de avaliar correctamente os crimes em massa, quando estes são cometidos por entidades estatais. Principalmente, os crimes de guerra, no âmbito de guerras declaradas, ou não. Mas também atos criminosos contra indivíduos, apesar de totalmente transparentes quanto a quem os encomendou.
Irei citar, em breve resumo, alguns dos crimes terroristas recentes cometidos por diversos Estados, sem dúvida será uma lista muito incompleta. O meu propósito não é o de fazer contabilidade das ocorrências e das vidas ceifadas. Penso que este trabalho tem sido efetuado por agências oficiais da ONU. Os dados serão de relativo fácil acesso.
Muitos horrores cometidos por agentes ao serviço de um Estado, acabam por não ser contabilizados, pois esses agentes são considerados "autónomos " e portanto não incriminam direta e inegavelmente a verdadeira fonte estatal ou governamental, inspiradora de tais barbaridades. Nesta contabilidade, também deveriam figurar as guerras civis, as quais, praticamente nunca resultam de confronto armado puramente interno a um país. Há sempre facções pro-governamentais e facções rebeldes: Umas e outras são financiadas, armadas e auxiliadas por potências estrangeiras.
A chamada "razão de Estado" é frequentemente invocada, mormente em contexto de guerra, mas não só, para inocentar de responsabilidade os governantes ou militares de alta patente, que ordenaram ou foram coniventes com crimes em massa contra civis.
Se, por um lado, é ingénuo querer que a guerra - violência estatal organizada em máxima escala - possa jamais ser 'civilizada", por outro, não denunciar, não dar a conhecer à cidadania os horrores que nela ocorrem, quaisquer que sejam as responsabilidades dos exércitos em confronto, é um ato de encobrimento, portanto de conivência com os ditos crimes.
Por isso, os poderes tentam intimidar das mais diversas maneiras ( difamação, blacklisting, expulsão, prisão, ou pior, assassinato), aqueles e aquelas que dão a conhecer os crimes estatais .
A passividade da opinião pública no Ocidente, não significa que haja consentimento. Muitas vezes, trata-se de ignorância dos factos. Porém, ainda mais frequente, é quando existe uma ideia errada, devido a campanhas destinadas a denegrir as vítimas dos atos repressivos estatais, como se elas fossem uma ameaça real (que quase nunca são) da sociedade civil.
Os defensores ideológicos destes atos criminosos, por parte de um governo, costumam utilizar, entre outras, a tática de diversão, de dizer que os "outros" cometem também atos terroristas. Seja isso verdade ou não, os atos contra os civis não-armados, portanto causando deliberadamente vítimas inocentes, são claramente atos de terrorismo, não diminuindo, antes aumentando de gravidade, quando efetuados por militares ou policiais, agentes de um Estado.

Não sei por onde começar, tal é densa a lista que povoa os últimos decénios, de crimes perpetrados - diretamente ou indiretamente - por Estados, dos quais não se fala, ou se fala pouco. Quanto a fazer-se justiça, em relação aos responsáveis por tais crimes, uma pessoa pode ter idealmente o desejo de que «justiça seja feita», mas quando a máquina de justiça dos estados está completamente dependente dos que dispõem do poder, apenas se poderá ver condenações em situações excepcionais, a impunidade é a regra.

Desde a série de escândalos relacionados com o caso Epstein, que tem raízes fundas, pelo menos até aos anos 80 do século passado, até aos casos de arbítrio recentes, de autoria de uma Comissão de Bruxelas, que mais parece uma entidade imperial, ditando o seu querer arbitrário a cidadãos e a Estados, sem qualquer suporte legal verdadeiro, nem sequer o suporte da legalidade produzida pela própria U. E. , temos uma coorte de casos onde as pessoas simples cidadãos são vítimas do poder absoluto, não-questionável, não-revogável.
Porém, tais casos e seu significado em relação à podridão dos sistemas políticos e judiciais e à sua decadência moral, são relativamente pouca coisa, comparados com os crimes de guerra continuados, especialmente os cometidos pelos exércitos dos países da OTAN, nos últimos 30 anos.
Lembremos o bárbaro bombardeamento da Sérvia e de Belgrado, estreia da OTAN em termos de território europeu. Lembremos o horror dos bombardeamentos arrasadores no Afeganistão, típica punição colectiva a um povo, supostamente por albergar membros da Alquaida... A que temos de acrescentar o cortejo de atos de repressão contra a população civil. Lembremos as guerras do Iraque e da Líbia, lançadas sob falsos pretextos, tendo causado morticínio na população civil, em ambos os casos, para obterem o derrube de ditadores que deixaram de se submeter aos ditames o Império. Vemos como transformaram países com imenso potencial em Estados falidos. Se quiserem encontrar exemplos de práticas coloniais, das mais retrógadas, no século XXI, basta olhar para o que as forças americanas, apoiadas pelos lacaios /«aliados», fizeram no Iraque e na Líbia:
- Um Estado fraccionado em zonas de influência étnico-religiosa: O Norte - Curdo; o Centro - Sunita e o Sul - Xiita.
- No caso da Líbia, ainda foi pior: o Estado africano com melhor índice de vida, transformou-se num (não-)Estado fraccionado entre feudos que se guerreiam entre si, onde as populações vivem na miséria, onde Tripoli e outras cidades são palco de mercados de escravos, como há 600 anos atrás!
Belo trabalho das forças armados das EUA e comparsas.
O sofrimento das populações é sistematicamente desprezado e as campanhas de sanções visam originar escassez, em países com poucos recursos ou até em países com bastantes recursos, mas sujeitos a bloqueios, de que as populações são vítimas. Foi assim que os americanos e seus aliados regionais venceram as forças de resistência  contra os salafistas e outros fanáticos religiosos fundamentalistas, na Síria. «Democráticos islamistas» foram alimentados em armas e financeiramente pelos EUA e seus Estados vassalos na região.
- É assim, à custa de centenas de milhares de mortes por falta de nutrição e recursos de saúde básicos, que pretendem vencer a resistência palestiniana, uma solução final para a Palestina e Gaza, defendida pelos governos dos EUA e Israel: Trump e Natanyahu estão de mãos dadas para levar até ao fim o genocídio da população de Gaza, para implantar nela a «Riviera» no Leste do Mediterrâneo!
E não existe indignação, repúdio suficiente, nas pessoas ditas «normais», no Ocidente:
Elas - infelizmente - não estão ao nível de consciência moral da «Action for Palestine», um grupo de ação direta não violento, que conseguiu provocar o debate na sociedade, mas à custa de tantos sacrifícios.
O poder de Estado reprime, difama impunemente, prende, tortura, mata, sem se importar com a reação do público. Este, tem medo ou está enganado pelas narrativas tendenciosas, que governantes, partidos no poder, o establishment e a media corporativa segregam de forma hegemónica. É preciso descaramento para designar por democracia o que se passa hoje nos países Europeus Ocidentais. Por exemplo, na Alemanha, uma afirmação de dissidência em relação à guerra contra a Rússia, pregada desde o governo e partidos maioritários, pode valer a um indivíduo a destruição de sua vida profissional, buscas arbitrárias e até prisão, baseada em falsidades. Tudo isto acaba por ser «admitido» por uma parte da população que crê - ou finge crer - que estas pessoas são «traidores», «agentes da Rússia», etc. Nem os deputados (poucos) que denunciam estas arbitrariedades e violações descaradas da Constituição, estão livres de receberem a insultuosa acusação de «agentes do Kremlin».
Estamos numa época bem triste, bem contrária à esperança ingénua de um Mundo por fim livre do pesadelo da guerra nuclear, que os europeus - à esquerda, à direita e ao centro - julgaram que se tinha iniciado com a implosão da URSS e a intensificação de laços económicos, sociais, políticos e culturais entre os povos do Leste e Oeste, após a «caída do Muro».
Hoje em dia, as pessoas não sabem (ou não querem saber) que o sacrifício de toda uma geração (ou melhor, de várias) quer na Ucrânia, quer na Rússia, são a expressão de uma regressão civilizacional. O processo de resolver diferendos pela negociação, pela diplomacia, está posto de lado, por mais que se «fale» de conversações de paz. A monstruosidade do que tem ocorrido nos 4 longos anos da intervenção russa na Ucrânia, vem - apesar do que se possa pensar - satisfazer os propósitos estratégicos das duas maiores potências mundiais. A China, com um acrescido domínio dos mercados e maior capacidade de estabelecer acordos com países do Sul Global, é a potência ascendente, que consegue colocar em xeque a potência ainda dominante. Esta, os EUA, consegue manter a hegemonia do dólar, seu principal objetivo, à custa de atos de guerra e de pirataria (como o rapto do Presidente Maduro, da Venezuela) e de usar a chantagem de intervenção armada contra países que não se dobram às suas exigêngias, mesmo os não alinhados ou amigos: Mostra assim que não tem respeito pelos direitos e pela soberania, seja qual for o país (veja-se casos do Canadá, da Dinamarca e Groenlândia, além da Venezuela...).
Num mundo assim, o Direito Internacional é apenas invocado por conveniência. As faltas crassas aos seus princípios, não trazem consequências de maior, para aqueles que estejam em posição de primeiro plano, ou enquanto aliados de conveniência daqueles.
O Direito pode parecer irrisório quando a força predomina. O facto é assustador, porque nos faz lembrar o período entre duas Guerras Mundiais. Foi um período de grande instabilidade, de miséria económica em muitos países, de compromissos rompidos, de ausência de escrúpulos, de repressão política feroz, de cinísmo.
A ONU, que resultou diretamente da II Guerra Mundial, está em crise de autoridade profunda. Há quem queira «ultrapassar» esta entidade global (caso do "Board of Peace" de Trump), para impor a sua hegemonia numa parte do globo. Um mundo fraccionado desde modo, não poderá ser outra coisa de que um mundo permanentemente em confrontos locais, parciais e à beira de confrontação global. Os mais pobres estarão completamente desprotegidos; a própria noção de legalidade internacional poderá ser deitada pela borda fora pelos Estados mais poderosos.

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NB: Para quem não tenha lido as minhas posições no imediato seguimento da invasão russa da Ucrânia, aqui fica a ligação a um artigo de 06 de Março de 2022:

sábado, 24 de janeiro de 2026

UM ÍNDICE MAIS SIGNIFICATIVO QUE TODOS OS ÍNDICES BOLSISTAS




Não quero fazer sensacionalismo, nem despertar a curiosidade dos meus leitores, para depois os decepcionar.

Estou a falar do índice OURO/PRATA. Esta relação, que parece muito pouco interessante para quem não tem acompanhado a evolução dos mercados dos metais preciosos (Ouro, Prata, Platina e Paládio) , é de facto, chave para todos os investidores e estudiosos da economia.

Todos nós sabemos que numa «economia de casino» e como a «banca do casino», os bancos (desde os comerciais, aos bancos centrais) podem ficar na bancarrota.

A questão que se põe à pessoa não «iniciada» é a seguinte: «Como é possível que numa economia em crise, as falências do sector bancário não sejam mais frequentes e até mesmo, falências de países representados pelos respectivos Bancos Centrais?

Não se pode simplificar a questão; ela é demasiado grave para que nos contentemos em receber uma resposta simplista. Em geral, tais respostas são falsas, não porque sejam simples, mas porque eludem a natureza do sector monetário e financeiro: Não estão dando a imagem real do seu funcionamento.

O sistema monetário não é neutro. Ele funciona muito bem mas a favor dos detentores do capital e do poder que lhe está associado. Certamente, as pessoas comuns ignoram que os sistemas monetários foram desenhados com uma «deficiência». Somente, esta não é uma simples falha ou um erro; é algo deliberado.

Todo o dinheiro em notas/papel (númerário) e outras formas (digital, em contas bancárias, etc.), é crédito. Ele se caracteriza pelas duas propriedades seguintes:

- Corresponde a um pagamento diferido. Não é pelo facto de ser «abstracto», um «símbolo», que possui esta propriedade: É que o símbolo só realiza o seu valor, quando o possuídor de dinheiro o trocar por um bem tangível, ou um serviço concreto. Note-se que este crédito pode ser entesourado (incluíndo depósitos bancários...), sem se converter logo em objeto ou serviço.

- É substituição de algo: O «papel dinheiro» possuía, nos sistemas passados, algo que funcionava como garantia. Era o ouro, a contrapartida. Os bilhetes de notas de banco tinham convertibilidade automática em ouro ou prata (metais monetários) . Assim, há menos de cem anos atrás, havia possibilidade de trocar  dinheiro-papel, numa quantidade correspondente de ouro ou prata, ao balcão de qualquer banco.

Em 1944 - Bretton Woods - os Aliados e outros países não beligerantes decidiram sobre as grandes linhas do sistema monetário internacional. A ligação do dinheiro-papel ao ouro foi fixada em 35 dólares (US) por onça de ouro. Esta relação era fixa. Mas, ao contrário da época do padrão-ouro (que entrou em crise antes da guerra de 1939- 1945) a convertibilidade só se  mantinha de banco central para banco central, ou de Estado para Estado; já não entre outras instituições. Aliás, era dificultada ou mesmo proíbida, a posse de ouro aos individuos. Os EUA, neste sistema, eram os garantes de que os outros bancos centrais e Estados poderiam trocar os seus dólares por ouro.

Este sistema ruíu em 1971, quando Nixon, declarou retirar os EUA, «provisoriamente» da cláusula de convertibilidade fixa e garantida dos dólares em ouro. Este ato unilateral foi um golpe mortal ao sistema Bretton Woods. É um acontecimento indispensável conhecer-se, para compreender a História económica dos séculos XX e XXI. Mas, não irei aqui desenvolver explicações de pormenor.

A partir do momento em que uma divisa, seja ela qual for, já não pode mais ser convertida em ouro, desaparece a garantia, o elemento tangível e fixo, que conferia estabilidade às moedas, aos câmbios e às trocas comerciais.

Desde então o mundo tem vivido em instabilidade monetária e financeira, pois a «garantia sólida» de pagamento em última instância, desapareceu. Com efeito, a divisa de um dado país pode estar sujeita a especulação. O que antes correspondia a um determinado valor-ouro, deixou de conservar o seu valor. A partir deste momento, a garantida de valor de uma divisa é apenas a promessa do governo respectivo. Ora, não vale grande coisa, essa promessa, porque nenhum governo será capaz de manter a sua moeda estável, face a grandes variações no mercado internacional das divisas. É algo que ultrapassa os governos, incluindo os mais poderosos.

Quem detém o controlo dos mecanismos económicos e financeiros  pode facilmente desvalorizar, revalorizar, inflacionar, manipular a moeda, como convenha mais ao respectivo governo e à classe mais favorecida.

Uma divisa pode sofrer todas as alterações de valor imagináveis e até a extinguir-se; a desaparecer enquanto dinheiro em circulação. Aconteceu isso com uma enorme quantidade de divisas: Desapareceram, em dado momento da História. É preciso ter em conta que o valor real não é o nominal. Todos nós sabemos isso: Constatamos o antes e agora, no custo de determinados itens e despesas correntes, na divisa do nosso  próprio país.

Num sistema assim, instável por natureza, quem tiver ouro, prata ou outro objeto com valor real, tangível e transacionável, pode ter perdas, mas não vai perder tudo. Estes bens, com valor real e duradouro, tendem a aumentar de valor na divisa respectiva, com o tempo. A razão deste «fenómeno» é simples: Há uma ilusão persistante em medir tudo em dinheiro-fiat. Ora, o quilo de ouro ou prata, é uma realidade física imutável, na prática; pode ser preciso maior ou menor quantidade de «dinheiro-fiat» para adquirir determinada quantidade de metal precioso. Mas, ele não se «evapora» e tem valor intrínseco, pela sua raridade e pela dificultade em arrancá-lo do subsolo, refiná-lo, e efetuar todas as operações, até que seja colocado no mercado. A propriedade agrícola, ou imobilária, pode também guardar um certo valor intríseco, pelas mesmas razões fundamentais que os metais preciosos. O processo de edificação e conservação (no caso do imobiliário) ou o trabalho da terra, para que seja produtiva (os terrenos agrícolas) e, afinal de contas, para todos os objetos com algum valor, este deriva do trabalho investido.

Finalmente, por que motivo a razão ouro:prata é tão importante como índice?
- Se houver uma corrida ao ouro, a possibilidade de  o adquirir por valor abordável pela maioria das pessoas, desaparece. Mas em tais circunstâncias, para a maioria, a aquisição de prata ainda é abordável. A velocidade do crescimento do preço da prata é mais alta que a velocidade do aumento de preço do ouro.

Isto deve-se a um conjunto de fenómenos, por exemplo: Se houver muitos compradores de ouro, a cotação deste continuará a subir, embora a um rítmo mais lento. Quanto à prata, a subida do seu preço vai se acelerar porque haverá um aumento significativo dos compradores. Muitos desistem de adquirir ouro (em barra, amoedado, ou jóias), perante a subida vertiginosa da sua cotação, mas terão ainda algum poder de compra, para adquirir prata.

No gráfico da razão ouro:prata durante o último ano, visualiza-se o que acima descrevi por palavras.




Em ordenadas, no gráfico, está a razão Ouro/Prata; em absissas, o tempo (no espaço de um ano)
O numerador (preço do ouro) aumenta, mas menos rápido que o aumento do denominador (preço da prata). O quociente ou razão vai diminuir acentuadamente ao longo deste período, em que a desvalorização das divisas-papel é rápida e percebida como tal.
 Afinal, a inflação, por mais que tentem  iludir, é um fenómeno monetário: Ela é devida ao aumento significativo* de «dinheiro fiat» em circulação e não correspondente a um aumento de produção, nem à maior abundância de bens no mercado. 
É este o «segredo» que os doutores da treta nos tentam ocultar.

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*O aumento é consequência da deliberada impressão de divisa, sob forma física e digital, pelos governos: Não é um fenómeno decorrente dos mercados e independente da vontade dos governos.

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domingo, 11 de janeiro de 2026

Portugal retoma a sua vocação ?

 



COMENTÁRIO:

Eu não estou dentro do segredo dos deuses. Não posso portanto confirmar ( nem por grosso, nem ao detalhe), as trocas tidas à margem de cimeiras da Organização dos Países de Língua Portugesa, ou de outros eventos, em que ministros dos estrangeiros participaram. 
O que me parece é que determinadas correntes, nos «principais partidos de poder» em Portugal (PSD e PS), têm uma visceral ligação com a U.E. e com a OTAN, muito em desfavor dos seus respectivos eleitorados e do próprio povo português. 
A «punição» da Troica em relação a Portugal, que Pepe Escobar refere, aconteceu e foi realmente muito dura, como ele diz. Porém, a consciência política do facto ficou confinada às franjas mais radicalizadas do eleitorado, que votaram PCP ou "Bloco de Esquerda". 
Nisso, como noutros assuntos de importância magna, a não independência da média tem desempenhado um papel de ocultação, ou de desinformação com  fidelidade canina aos «Senhores seus Donos». 
Portugal durante gerações, foi sujeito ao fascismo salazarento, mais obscurantista ainda que o franquismo. A curta «festa revolucionária», após 25 de Abril de 74,  não inverteu fundamentalmente a ignorância do povo, mormente devido à contrarevolução em 25 de Nov. de 1975 e aos anos que se seguiram, de involução dos projetos baseados em ideias generosas de democracia «a caminho do socialismo». 
A educação cívica e política, que se pretendeu introduzir ao nível do ensino secundário, muito depressa fracassou, por sabotagem das próprias lideranças do Ministério da Educação. 
A demagogia dos partidos, quase todos, serviu-se da ignorância do povo, apresentando-lhe a cada eleição a imagem que lhes daria mais votos, sem nenhuma tentativa séria de apresentação das questões políticas que se colocavam no momento, ou a longo prazo. 
Infelizmente, este estilo de «democracia» eleiçoeira, foi descendo de nível, de eleição em eleição. Nas últimas eleições para a Assembleia da República, cada partido encontrou slogans que não queriam dizer nada de concreto, para colocar nos seus cartazes. Ou não significavam nada ou tinham o mais inócuo conteúdo que se possa imaginar.  As frases eram tão destituídas de significado político ou programático, que eram intercambiáveis. Sem as caras dos candidatos ou respectivos emblemas partidários, os cartazes não eram sequer identificáveis com tal ou tal partido. Portugal está no grau zero da política; também pela ausência de conteúdo esclarecedor nos debates televisionados. O resultado disto, foi um terramoto eleitoral da extrema-direita, que soube explorar as facetas mais mesquinhas, presentes numa parte do povo, nomeadamente o seu ódio pelos estrangeiros, erroneamente vistos como roubando o ganha-pão dos portugueses: Na verdade, os empregos que os emigrantes tomavam, eram  os de menor prestígio social, aos quais 99% dos portugueses - mesmo no desemprego - não se queriam candidatar. Mas, a incapacidade de fazer frente à vaga de xenofobia e de racismo, foi tanto mais devastadora, quanto o maior partido (dito) de esquerda, o PS, estava incapaz de contra-atacar, perante a ofensiva da extrema-direita. Nos anos de governo do PS de António Costa, foi promovida a vaga de emigração para o nosso país, permitindo reduzir a grave deficiência de trabalhadores na agricultura, na construção, na restauração... 
Turismo e habitação de luxo; foram os sectores onde o PS convidou o grande capital português e estrangeiro a investir, para superar a crise profunda dos anos 2011-2014. 
Entretanto, a subserviência ao grande capital e à finança especulativa, não podiam ser compatíveis com iniciativas de desenvolvimento industrial. 
A incapacidade da oligarquia portuguesa, que tem estado no poder nestes cinquenta anos, com excepção da curta fase revolucionária (1974-75), deveria ser patente aos olhos dos meus concidadãos. Porém, muitas pessoas deixam-se enganar por polémicas políticas ou pela «fulanização» da política, não vendo realmente o que está em jogo. Outros, pelo contrário, percebem bem o jogo, mas estão interessados em tirar daí o melhor partido pessoal.
Eu nunca vi, na História geral ou contemporânea, uma burguesia de tipo «comprador» se erguer, exprimindo os interesses vitais de um povo. Pode haver momentos em que, por demagogia, os lobos vistam a pele dos cordeiros (.. para os devorar); ou que fazem poses de «leão», mas os seus donos sabem perfeitamente que eles são «gatinhos». 
Gostava de acreditar numa mudança para um pragmatismo desenvolvimentista, como Pepe Escobar parece conceber, para os alinhamentos exteriores de Portugal. Porém, tenho como muito mais provável, por observação do «terreno» e dos actores mais significativos, que a classe «burguesa comprador» jamais irá dar um golpe de rins e fazer as escolhas necessárias para o país. 
Não; o país só poderá renascer pela vontade dos «de baixo», da classe trabalhadora, quando estes tiverem consciência de como foram manipulados, para perpetuação do poder dos oligarcas .

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Estratégica Vitória da China



Os actos de pirataria de Trump contra a Venezuela e Maduro, não apenas foram a confissão da falsidade da «ordem internacional baseada em regras». É também ocasião para muitos governos terem compreendido que não se pode confiar no Estado-bandido ("rogue State") em que se transformou os EUA. Realisticamente, os dirigentes de nações menos poderosas estão desejosos de estabelecer, ou reforçar, laços com os BRICS e - em particular - com a China.

Mas, a sua derrota é também interna: As eleições de meio-mandato irão ser muito desfavoráveis: Já 22 senadores republicanos acabam de se pronunciar pela interrupção do mandato (impeachment) de Trump.
Não só ao nível da política institucional se multiplicam os sinais desfavoráveis para o presidente fora-da-lei: O povo dos EUA tem manifestado o seu repúdio pela política de Trump e sua administração. Ela está - literalmente - a asfixiar a classe trabalhadora e a classe média. As unidades especiais de polícia («ICE») não conseguem, apesar da sua brutalidade, conter a raiva do povo: 
Uma mulher de cerca de 40 anos, foi baleada, quando estava dentro do seu carro, por um agente da ICE. Não foi tratada nas urgências, acabando por morrer. A violência policial contra pessoas inocentes é sempre desculpada. A polícia alega sempre «legítima defesa» e os tribunais fingem que acreditam nisso.
Nos EUA, muitos já compreendem que este é um governo de gangsters, que se comporta com arrogância perante seus próprios eleitores. Os gansters ameaçam também quem protesta contra os atos contrários à Lei e ao Direito. 
Trump e os fiéis dele, não conseguirão fazer com que a cidadania iludida dos «MAGA» volte a votar por eles. Isso significa que perderão a maioria nas eleições. É provável que isto tenha sido um fator para Trump desencadear o ataque-relâmpago contra a Venezuela, convencido de que isso lhe daria um trunfo eleitoral.
Enquanto o desemprego cresce, os ficheiros Epstein vão sendo escrutinados, dando a dimensão real da colaboração do agente da Mossad e pedófilo, com o atual presidente dos EUA.
O desespero é de mau conselho, sobretudo para psicopatas; eles são capazes de tudo para não serem apanhados pela justiça.
Talvez os leitores não tivessem conhecimento de alguns factos aqui relatados. Porém, é a própria média americana que tem informado sobre a crise que o Império atravessa nos planos moral, económico e político.


sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

A GUERRA NÃO DECLARADA JÁ ESTÁ AQUI HÁ BASTANTE TEMPO [Crónica da IIIª Guerra Mundial nº53]



Quando os dirigentes da Europa ocidental, quer na UE, quer na OTAN, ameaçam a Rússia com uma guerra devastadora, o que é que têm estes 'valentes' (que mandam os outros combater)?
Não me estou a referir a patologias; certamente, as têm e do foro psicológico. Não; estou a referir-me ao que têm em termos de meios quer humanos, quer logísticos, quer armamentos.
Quanto a economia, já estamos conversados; eles próprios «lamentam» que nestes três anos de guerra na Ucrânia, não conseguiram (dizem eles) evitar a compra do petróleo russo. Quanto ao gás, a auto-sabotagem do gazoduto Nordstream, foi encarecer a produção industrial não só na Alemanha, como noutras nações da UE. A sua dependência em relação aos produtos russos é maior do que muita gente pensa: Eles precisam dos adubos sintéticos feitos na Rússia, para que a sua agricultura não baixe dramaticamente de rendimento.
Também precisam de metais estratégicos e «Terras Raras» e não têm escolha senão ir buscar à China ou a outros países dos BRICS, pois eles próprios (tal como os EUA) deslocalizaram há muito a refinação destes minerais, deixando para o Terceiro Mundo a tarefa poluente de transformar minério em metal purificado. Estas Terras Raras são indispensáveis, não apenas em aplicações de eletrónica e microinformática civil, como também militar. Quanto aos metais estratégicos: Sem o titânio e outros, não se podem produzir ligas metálicas para aviões militares, tanques, etc.
Além disso, estão mergulhados numa crise política profunda; por mais que ocultem, os povos estão descontentes, dissociados e mesmo hostis aos projetos militaristas. Estes, são acompanhados por maior vigilância e repressão contra a dissidência, numa postura autoritária que já não se disfarça (veja-se o caso de Palestine Action, no Reino Unido, e repressão massiva e indiscriminada contra os que protestam contra o genocídio em Gaza). - A impopularidade destes governos é inédita. Por exemplo, um partido nacionalista conservador, a AfD, na Alemanha cresce nas sondagens, como sendo o primeiro partido na escolha dos alemães.
Todas as reuniões e declarações dos chefes de Estado e de Governo dos países da Europa ocidental, são atoardas de quem pode vozear em relação ao «inimigo» declarado, mas não tem meios próprios para sustentar uma guerra direta.
A estratégia, simultaneamente cobarde e suicidária (para os povos) é de multiplicar as provocações, lançamento de mísseis para território bem no interior da Rússia, atos de sabotagem, etc. 
Estes ataques são declarados como «façanhas» do exército ucraniano, quando todos sabemos que eles não fabricam estas armas; recebem-nas dos EUA países europeus da OTAN . Além disso, está comprovado que os sistemas atuais de mísseis são demasiado sofisticados e implicam pessoal treinado. O treino de especialistas ucranianos é demasiado longo para atender às necessidades: Logo, muitos dos que servem estes sistemas de mísseis são militares dos países ocidentais.
Apesar do black-out informativo, sabe-se que têm morrido ou ficado gravemente feridos membros das forças armadas de vários países da OTAN (EUA, Polónia, Reino Unido, França, Alemanha e outros), pois estes mísseis, estacionados em solo ucraniano, são obviamente um alvo para as forças aéreas russas.
A perversidade dos maquiavélicos, faz que estejam prontos a arriscar um confronto nuclear com a Rússia, confiantes de que será ela a vítima principal. Mesmo que tal fosse verdade, o que eu duvido muito, o sofrimento humano seria indicível, impossível de quantificar e recairia também sobre o ocidente, inevitavelmente.
Seria o fim da civilização ocidental. Significaria a destruição de centenas de milhares ou de milhões de vidas inocentes, a destruição dos ecossistemas, o seu envenenamento radioactivo durante inúmeras gerações, o que tornaria as cidades e os campos impossíveis de habitar.
Tudo isto é considerado um risco aceitável pelos que estão à frente das principais nações da UE e dos órgãos próprios deste super-Estado em construção.
O afastamento dos EUA em relação aos planos mais belicosos dos governos europeus da OTAN é uma boa coisa, pois sem o «guarda-chuva» nuclear dos EUA, a possibilidade de guerra total contra a Rússia fica mais remota, para não dizer inviável. Mesmo loucos fanáticos reconhecem isso, pelo que as atoardas de alguns políticos europeus vão somente contribuir para complicar os esforços de paz. 
Mas, sobretudo, destinam-se à política interna, a cercear as liberdades, perseguir os oponentes à guerra, intensificar a exploração para maior lucro das empresas, sobretudo das que se reconverteram a fabricar armamentos e munições.

Por todas estas razões, é fundamental que as pessoas tomem consciência e que ajam, dentro das suas competências, com os meios de que dispõem, para fazer obstáculo a esta onda de militarismo despudorado.
 A guerra na Europa ocidental (países da UE + Reino Unido) é - cada vez mais - uma guerra contra os seus próprios povos, contra os trabalhadores, os jovens, os empresários e todos os que têm contribuído para a riqueza e grandeza das suas nações respectivas.

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RELACIONADO:

 https://substack.com/@nelbonilla/note/c-180757735?r=9hbco


https://open.substack.com/pub/jonathancook/p/its-antisemitic-to-call-out-israels?utm_source=share&utm_medium=android&r=9hbco


Bruxelas decidiu no sentido de expropriar os bens financeiros russos congelados na UE:  

https://www.moonofalabama.org/2025/12/russia-counters-eu-shenanigans-to-steal-its-frozen-assets.html

Veja a seguinte entrevista com Alastair Crook:

https://youtu.be/gkJD1qHlHhw?si=kwa_bwVfIxvSeN2M

Excelente análise de Prof. Mersheimer:

https://www.youtube.com/watch?v=GOJerDDCnes

Conheça a avaliação por Martin Armstrong, de Zelensky e seu regime.

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

COMO A MÉDIA MAINSTREAM SE CONVERTEU EM PROPAGANDA DOS ESTADOS

 

https://www.youtube.com/watch?v=X1l4c5fWn8M




Um artigo circunstanciado, em como as «elites» ocidentais e o jornalismo mainstream apagaram das notícias as referências à ideologia nazi e aos atos criminosos contra os russo-falantes ucranianos, após o golpe de Maidan em 2014:
«Ucrânia : as provas apagadas» por Manlio Dinucci

PS1: Na minha opinião, a crise do COVID foi pretexto para alcançar um novo patamar de censura e discriminação contra tudo o que não se conformasse com a ditadura globalista.

PS2: 

Documentário Censurado Expõe Como o Governo dos EUA Difunde Propaganda Como Sendo «Jornalismo Independente», por The Dissident


sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Um em cada oito estudantes nos EUA incapaz de compreensão de matemática elementar

          Foto: Educação «on-line»

Retirado e traduzido a partir de Armstrong Economics

A Universidade UC San Diego divulgou um estudo preocupante que mostrava que 1 em cada 8 alunos candidatos ao curso da faculdade (college) tem uma competência de apenas escola média em matemática. A instituição viu-se forçada a introduzir cursos de recuperação em matemática para os alunos dos primeiros anos da faculdade, que colmatassem as carências que vinham desde a escola elementar, até ao liceu. O denominador comum tem sido o COVID, pois as notas caíram rapidamente desde 2020.

O número de estudantes que precisavam de aulas de recuperação em matemática amplificou-se de 1 em 100, para 1 em 8.  Os estudantes têm dificuldade em resolver equações básicas. “Preencha o valor de X correspondente: 7 + 2 = X + 6.” Uma assustadora percentagem de 25%  de estudantes não conseguia responder a esta pergunta. Cerca de 37% dos estudantes eram incapazes de subtraír fracções e 61% tinham dificuldade em fazer um arredondamento com números elevados, até à centena mais próxima. A UCSD está classificada atualmente como a 5ª melhor universidade pública americana e tem 24% de aceitação. A situação na generalidade dos estudantes americanos é muito pior. 

O estudo não atribuia o problema à política de «Nenhuma Criança Fica Para Trás» implementada pelo ex-presidente George W. Bush em 2001. O estudo da UCSD atribui o declínio acentuado a factores mais recentes, como a paragem educativa devida ao COVID-19, a eliminação de testes estandardizados nas admissões, a inflação das notas e o crescente recrutamento a partir de liceus sub-financiados.

Estes estudantes estavam nos 8º ou 9º anos quando os «lockdowns» fizeram a educação parar. O que acontecerá aos estudantes mais jovens que viveram interrupções quando estes conceitos básicos foram indroduzidos pela primeira vez no curriculum?

O Programa para Avaliação Internacional dos Estudantes (PISA) é efetuado cada três anos, para avaliar a educação entre as nações da OCDE. O teste é dado a cerca de 600 mil estudantes de 15 e 16 anos, nos vários países, para avaliar o seu nível de compreensão de matemática, ciências e leitura. Em relação a 2022, estas são as dez nações com melhores resultados em matemática: Singapura (575), China (552), Taiwan (547), Hong Kong (540), Japão (536), Coreia do Sul (527), Estónia (510), Suíça (508), Canadá (497), Países Baixos (493). Os estudantes dos EUA têm um score de 465, ficando 90 pontos abaixo da China.

Os lockdowns do COVID apenas exacerbaram a crise educacional nos EUA; a próxima geração de trabalhadores estará numa desvantagem extrema.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

DESDE 2020 que é sabido: 86% DOS TESTES PCR «POSITIVOS» não eram infecções reais.

 Transcrevo na íntegra o artigo de Nicholas Hulscher e do Prof. Michel Chossudovsky. Convido os meus leitores a ler o seu conteúdo e a divulgarem ao máximo, como forma de «higiene e profilaxia» contra a perpetuação duma narrativa enganadora sobre a crise do COVID. 

Como os meus leitores habituais sabem, eu acompanhei a crise do COVID, desde os seus primeiros momentos. Sou biólogo de formação, especializado em genética molecular e microbiologia. Vi desde logo, com muito espanto, as distorções e fabricações que se espalharam como fogo na media corporativa. Vi também, ainda mais preocupado, uma parte maioritária das profissões médicas ou de saúde e de académicos, aceitar a narrativa oficial, inflacionando os casos de infeção por COVID, porque isso reforçava o poder absoluto de farmacêuticas gigantes (nomeadamente Pfizer, Zeneca, Moderna...), sobre os Estados e a própria OMS.
Eu fiquei «vacinado» em relação à «bondade» dos Estados e seus agentes, às instituições destinadas a «cuidar da saúde da população» e à globalidade da média «mainstream», que orquestrou a maior campanha terrorista de desinformação ao nível mundial. 
Eu sabia, desde 2020, da enorme fraude do chamado teste «PCR» para detetar o vírus do COVID, mas apesar dos meus esforços de esclarecimento, não consegui convencer da realidade pessoas chegadas, incluindo familiares. A grande maioria preferiu «ignorar» os meus argumentos, apesar de eu ter uma abordagem pedagógica dos assuntos.

O mal que nos fizeram, a todos nós, ainda está a decorrer. Isto é possível, porque as pessoas comuns não conseguem crer na corrupção dos políticos no poder, das organizações internacionais e das grandes empresas de «saúde». Quanto aos media, estes em vez de nos informar honestamente, «inoculam» a opinião pública com falsas notícias, ao mesmo tempo que difamam os cientistas corajosos que se ergueram contra a desinformação.
Oxalá que artigos como este, transcrito abaixo, saltem a barreira da censura da média corporativa e sejam lidos atentamente por pessoas honestas, para que elas compreendam como têm sido enganadas.

 

BREAKING: Peer Reviewed Report. 86% of PCR-Positive “COVID Cases” Were Not Real Infections

By Nicolas Hulscher and Prof Michel Chossudovsky

[This article was originally published by Focal Points and reposted on Global Research. You can read it here.]

We bring go the attention of our readers, the pointed analysis of Dr. Nicolas Hulscher pertaining to a peer-reviewed study conducted in Germany which has “dismantled the scientific foundation used to justify lockdowns, social distancing, and vaccine mandates.

[Click here to access the peer-reviewed study.]

Déjà Vu: Introductory Note by Prof. Michel Chossudovsky

Ironically, this was known right from the beginning of the COVID crisis in early 2020.

And now we are informed by a so-called bombshell peer-reviewed study of something which was firmly established at the outset of the COVID crisis in January 2020.

“The PCR is a process. It does not tell you that you are sick.” –Dr. Kary Mullis, Nobel Laureate and Inventor of the RT-PCR, passed away in August 2019.

“…All or a substantial part of these positives could be due to what’s called false positives tests.” –Dr. Michael Yeadon, distinguished scientist, former Vice President and Chief Science Officer of Pfizer

“This misuse of the RT-PCR technique is applied as a relentless and intentional strategy by some governments to justify excessive measures such as the violation of a large number of constitutional rights, … under the pretext of a pandemic based on a number of positive RT-PCR tests, and not on a real number of patients.” –Dr. Pascal Sacré, Belgian physician specialized in critical care and renowned public health analyst.

“The PCR “test” cannot detect the identity of the virus, nor can it detect its variants and sub-variants.” —Dr. Kary Mullis. His legacy will prevail.

[Click here to watch the video.]

The slanted methodology applied under WHO guidance for detecting the alleged spread of the virus is the Reverse Transcription Polymerase Chain Reaction (RT-PCR) test, which has been routinely applied all over the world since February 2020.

The RT-PCR test has been used worldwide to generate millions of erroneous “COVID-19 confirmed cases”, which are then used to sustain the illusion that the alleged pandemic is real.

This assessment based on erroneous numbers has been used in the course of the last [five] years to spearhead and sustain the fear campaign.

And people are now led to believe that the COVID-19 “vaccine” is the “solution”. And that “normality” will be restored once the entire population of planet Earth has been vaccinated.

“Confirmed” is a misnomer. A “confirmed RT-PCR positive case” does not imply a “COVID-19 confirmed case”.

“Positive RT-PCR is not synonymous with the COVID-19 disease! PCR specialists make it clear that a test must always be compared with the clinical record of the patient being tested, with the patient’s state of health to confirm its value [reliability].” —(Dr. Pascal Sacré)

The procedure used by the national health authorities is to categorize all RT-PCR positive cases as “COVID-19 confirmed cases” (with or without a medical diagnosis). Ironically, this routine process of identifying “confirmed cases” is in derogation of the CDC’s own guidelines:

“Detection of viral RNA may not indicate the presence of infectious virus or that 2019-nCoV is the causative agent for clinical symptoms. The performance of this test has not been established for monitoring treatment of 2019-nCoV infection. This test cannot rule out diseases caused by other bacterial or viral pathogens.” (Emphasis added)

The methodology used to detect and estimate the spread of the virus is flawed and invalid.

False Positives

The earlier debate at the outset of the crisis focused on the issue of “false positives.” Acknowledged by the WHO and the CDC, the RT-PCR test was known to produce a high percentage of false positives. According to Dr. Pascal Sacré:

“Today, as authorities test more people, there are bound to be more positive RT-PCR tests. This does not mean that COVID-19 is coming back, or that the epidemic is moving in waves. There are more people being tested, that’s all.”

The debate on false positives (acknowledged by health authorities) points to so-called errors without necessarily questioning the overall validity of the RT-PCR test as a means to detecting the alleged spread of the SARS-CoV-2 virus.

The PCR Test Does Not Detect the Identity of the Virus

The RT-PCR test does not identify/detect the virus. What the PCR test identifies are genetic fragments of numerous viruses (including influenza viruses types A and B and coronaviruses which trigger common colds).

The results of the RT-PCR test cannot “confirm” whether an individual who undertakes the test is infected with SARS-CoV-2.

All that is required is the presence of “viral genetic material” for it to be categorized as “positive”. The procedure does not identify or isolate SARS-COV-2. What appears in the tests are fragments of the virus.

Selected excerpts from Chapter III of Michel Chossudovsky‘s Book entitled:

The Worldwide Corona Crisis, Global Coup d’Etat Against Humanity


Peer Reviewed Report: 86% of PCR-Positive “COVID Cases” Were Not Real Infections

by Dr. Nicolas Hulscher

A bombshell peer-reviewed study out of Germany just dismantled the scientific foundation used to justify lockdowns, social distancing, and vaccine mandates.

Researchers analyzed data from the Akkreditierte Labore in der Medizin (ALM) — a nationwide consortium of authority-accredited medical laboratories that performed roughly 90% of all SARS-CoV-2 PCR tests in Germany between 2020 and 2023.

When researchers compared the ALM’s week-by-week PCR positivity rates with the same labs’ IgG antibody testing data — essentially measuring who truly developed infection-induced immunity — they discovered something staggering:

Only about 14% of those who tested PCR-positive during the early pandemic period (2020–mid-2021) actually developed antibodies — meaning most early “cases” were never real infections.

Even under the most conservative assumptions — correcting for possible overrepresentation of IgG-positive individuals in the sample — the true infection fraction fell to roughly 10%, implying that nearly 90% of PCR positives were false or non-infectious detections, often just residual RNA fragments amplified at CT thresholds of 35–45.

What This Means

  • Mass PCR testing grossly inflated case numbers worldwide. Every nation that used similar CT thresholds likely overcounted “infections” by an order of magnitude.

  • Lockdowns and mandates were built on a false metric. The German “7-day incidence” used to trigger restrictions was statistically meaningless — and identical logic applied in the U.S., U.K., and elsewhere. In America, the entire “15 Days to Slow the Spread” campaign was predicated on the same inflated PCR scam.

  • Authorities suppressed representative serology data. Germany’s RKI and Ministry of Health had access to these ALM antibody results but never disclosed them — despite their policy relevance.

  • Rewriting pandemic history. If only 10–14% of reported PCR “cases” during the first year reflected true infections, then the infection-fatality rate, transmission models, and emergency declarations were all built on sand. By the end of 2020—months before vaccination began—roughly one-quarter of Germany’s population already carried natural antibodies. In other words, while authorities were declaring an uncontrolled crisis, herd-level immunity was already taking shape. By late 2021, nearly the entire population was IgG-positive. The evidence shows that pandemic policy was driven not by infection reality, but by a diagnostic illusion.

PCR technology and testing thresholds were standardized across WHO member states.

That means the same distortion likely occurred everywhere — a systemic diagnostic inflation that may be the single greatest fraud in public health history.

These tactics were likely used to amplify fear in order to boost compliance with lockdowns and experimental gene-based “vaccines.” This was demonstrated by Gao et al, who found that public fear of COVID-19 (PFC) was positively associated with the number of COVID-19 vaccinations at county-level: “as PFC increases from 0 to 300, the predicted vaccination number increases from 10,000 to 230,000.”

This is in line with fraudulent attempts to artificially increase COVID-19 death counts. Basoulis et al found that 45.3% of “COVID-19 deaths” in Greece were not actually due to COVID-19:

In the end, most of the population did encounter the manufactured virus and develop antibodies—but the PCR data that justified global lockdowns, fear, and vaccine mandates were a complete fraud. Accountability is warranted.

***

Nicolas Hulscher, MPH, Epidemiologist and Foundation Administrator, McCullough Foundation


The Worldwide Corona Crisis, Global Coup d’Etat Against Humanity

by Michel Chossudovsky

Michel Chossudovsky reviews in detail how this insidious project “destroys people’s lives”. He provides a comprehensive analysis of everything you need to know about the “pandemic” — from the medical dimensions to the economic and social repercussions, political underpinnings, and mental and psychological impacts.

“My objective as an author is to inform people worldwide and refute the official narrative which has been used as a justification to destabilize the economic and social fabric of entire countries, followed by the imposition of the “deadly” COVID-19 “vaccine”. This crisis affects humanity in its entirety: almost 8 billion people. We stand in solidarity with our fellow human beings and our children worldwide. Truth is a powerful instrument.”

Reviews

This is an in-depth resource of great interest if it is the wider perspective you are motivated to understand a little better, the author is very knowledgeable about geopolitics and this comes out in the way Covid is contextualized. —Dr. Mike Yeadon

In this war against humanity in which we find ourselves, in this singular, irregular and massive assault against liberty and the goodness of people, Chossudovsky’s book is a rock upon which to sustain our fight. –Dr. Emanuel Garcia

In fifteen concise science-based chapters, Michel traces the false covid pandemic, explaining how a PCR test, producing up to 97% proven false positives, combined with a relentless 24/7 fear campaign, was able to create a worldwide panic-laden “plandemic”; that this plandemic would never have been possible without the infamous DNA-modifying Polymerase Chain Reaction test – which to this day is being pushed on a majority of innocent people who have no clue. His conclusions are evidenced by renown scientists. —Peter Koenig

Professor Chossudovsky exposes the truth that “there is no causal relationship between the virus and economic variables.” In other words, it was not COVID-19 but, rather, the deliberate implementation of the illogical, scientifically baseless lockdowns that caused the shutdown of the global economy. –David Skripac

A reading of Chossudovsky’s book provides a comprehensive lesson in how there is a global coup d’état under way called “The Great Reset” that if not resisted and defeated by freedom loving people everywhere will result in a dystopian future not yet imagined. Pass on this free gift from Professor Chossudovsky before it’s too late. You will not find so much valuable information and analysis in one place. –Edward Curtin

ISBN: 978-0-9879389-3-0, Year: 2022, PDF Ebook, Pages: 164, 15 Chapters

Price: $11.50 FREE COPY! Click here (docsend) and download.

You may also access the online version of the e-Book by clicking here.

We encourage you to support the eBook project by making a donation through Global Research’s DonorBox “Worldwide Corona Crisis” Campaign Page.


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