segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
BACH AO PIANO
segunda-feira, 3 de junho de 2024
MÚSICA COPIADA, TRANSCRITA, ADAPTADA (segundas-feiras musicais nº3)
Imagem: um retrato de J. S. Bach quando jovem, do período em que terá copiado e adaptado muita música italiana, nomeadamente de Vivaldi
Hoje em dia, com o conceito de «copyright», temos tendência a ver qualquer empréstimo como uma espécie de «roubo». Porém, na era do barroco (e mesmo, depois), era comum uma peça de música dum compositor, ser adaptada por outro.
São célebres as adaptações, feitas para o órgão (ou cravo) pelo jovem Bach, dos concertos para cordas do «Estro Armonico» de Vivaldi*. São adaptações de pleno direito, pois as modificações necessárias para serem executadas no cravo ou no órgão implicavam mudanças substanciais: quer na tessitura das vozes, quer no enchimento harmónico e noutros detalhes, que fazem destas «transcrições» mais propriamente «adaptações».
Muitos músicos fizeram adaptações do mesmo tipo. Franz Liszt, por exemplo, transcreveu peças de Bach (originalmente para órgão solo) em peças para piano. Busoni, mais tarde, também efetuou transcrições para piano doutras obras de Bach. Estas transcrições são conhecidas e frequentemente interpretadas.
Vivaldi: Concerto para 2 violinos e orquestra, RV 522
Versão para órgão solo de Bach: BWV 593:
No estudo abaixo citado, são contabilizadas e explicadas as modificações que Bach fez nas partituras originais de Vivaldi, para tornar as peças plenamente executáveis ao órgão: «Bach the Transcriber: His Organ Concertos after Vivaldi (Vincent C. K. Cheung)»
Alexandre Tharaud (piano) realizou um disco em 2001, com transcrições feitas por Bach de obras de Vivaldi, de Alexandro e Benedetto Marcello e Torelli, além de obras do próprio Bach: «Concerto Italien».
No século XIX continuou a tradição: O tema de «La Campanella» (o sininho) para violino, de Paganini, foi transcrito e usado para variações, em inúmeras peças, sendo a mais célebre a versão de Lizt para o piano.
No século XX, muitos compositores continuaram a usar temas de peças musicais de autores do passado para compor suas próprias peças, de forma mais ou menos livre.
Veja-se, por exemplo, a utilização do «Dies Irae» e dum Capriccio de Paganini, na Rapsódia para piano e orquestra de Rachmaninoff.
A «Rapsódia sobre Tema de Paganini», estreou-se a 7 de Novembro de 1934, pela orquestra de Filadélfia, sob direção de Leopold Stokowski, sendo o próprio Rachmaninoff solista ao piano.
Não nos devemos surpreender que grandes músicos copiem e usem materiais de outros: Pode ser visto como exercício, ou como forma de estudar as técnicas de composição dos mestres. Em tais circunstâncias, não se trata de "plágio", mas antes de homenagem!
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(*) música de Vivaldi e transcrições por Bach, nesta PLAYLIST
sexta-feira, 11 de novembro de 2022
Fantasia Cromática e Fuga BWV 903 de J. S. BACH
Pode acompanhar a audição da peça lendo a partitura no vídeo seguinte:
sexta-feira, 23 de outubro de 2020
O Temperamento em J. S. BACH: «DAS WOHLTEMPERIERTE CLAVIER»
quinta-feira, 24 de julho de 2025
Martha Argerich: Partita BWV 826 de J. S. Bach
sábado, 3 de setembro de 2022
J.S. BACH: PRELÚDIO & FUGA E EM LÁ MENOR BWV 543
Bach regressou a Muelhausen sem noiva e sem o lugar de organista da Marienkirche. Ele demorou-se, porém, muito mais do que o tempo que lhe tinha sido autorizado. Apesar disso, Bach não foi despedido e manteve-se em Muelhausen como organista, até conseguir o mais prestigioso lugar de Mestre-de-Capela do Duque de Weimar.
Mas, afinal, a visita a Buxtehude permitiu que Bach assimilasse, deste e doutros mestres do Norte, o exuberante e luminoso estilo, que transparece nas Toccatas, Fantasias e Prelúdios.
O Grande Prelúdio e Fuga BWV 543 é uma magnífica peça no referido estilo!
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PRELÚDIO & FUGA E EM LÁ MENOR BWV 543
HELÈNE GRIMAUD (piano)
terça-feira, 6 de setembro de 2022
Prelúdio e fuga Nº. 6, BWV 875 do 2º LIVRO do «CRAVO BEM TEMPERADO»
As peças dos 2 livros do «Cravo Bem Temperado» de J.S. Bach, são bem conhecidas: Não faltam integrais de ambas as recolhas, de entre as quais se podem escolher interpretes e instrumentos ao gosto de cada um.
Porém, uma das caraterísticas fundamentais destas COLETÂNEAS PEDAGÓGICAS é serem exercícios de estilo, de «bom gosto», mais do que meros exercícios de aperfeiçoamento da execução.
Praticamente todas as peças exigem muita destreza e controlo do executante, num ou noutro aspeto. Porém, não são certamente concebidas para exercitar a velocidade. Ora, alguns interpretes caem no erro de executar certas peças, no máximo da velocidade de que são capazes. Com isso, lamentavelmente, desnaturam a musicalidade dos prelúdios e fugas!
É portanto crítico encontrar o andamento adequado para as referidas peças, de modo que possa sobressair sua beleza própria. É importante também o temperamento , quer enquanto sinónimo de afinação do instrumento, quer no sentido metafórico, ou seja do caráter.
A escolha que fiz de interpretações abaixo podem não ser das mais célebres, mas são as que me pareceram mais apropriadas para exprimir o espírito da peça, quer interpretada ao cravo, quer ao piano.
A partitura da fuga, pode ser visualizada AQUI.
segunda-feira, 16 de março de 2026
Bourrée de Bach para alaúde e ... grupo pop [Segundas-f. musicais nº53 ]
segunda-feira, 24 de junho de 2024
Fantasia Cromática (Bach): duas abordagens na interpretação (Segundas-f. musicais nº6)
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022
[Leonid Kogan] CHACONNE PARA VIOLINO SOLO BWV 1004
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021
J.S. BACH E A GLÓRIA DIVINA NA MÚSICA
Pois, este segundo andamento da Sonata em Trio em Mi menor de J.S. Bach corresponde exactamente ao estado de espírito acima descrito: O que é agradável, dispõe bem, dá optimismo, deve ser usado para celebrar o culto para glória de Deus.
sexta-feira, 22 de março de 2024
CONCERTO PARA PIANO Nº1 DE FRANZ LISZT
terça-feira, 26 de julho de 2022
J. S. Bach: Allemande da Suite francesa Nº 4 em Mi bemol maior
quarta-feira, 17 de abril de 2019
PRELÚDIO E FUGA BWV 847 POR ANDRÁS SCHIFF (piano)
O que me agrada mais nesta interpretação é que «não tem pressa de chegar ao fim».
No tempo de Bach (e mesmo depois), a humanidade não podia ter uma experiência sensorial de deslocar-se a maior velocidade que a do cavalo a galope. Este, porém, nunca podia dar sua máxima velocidade durante longo tempo, estando limitado pela sua biologia.
Assim, as pessoas podiam desenvolver uma técnica de dedos permitindo-lhes correr no teclado a grande velocidade, mas tal não significa que as composições tivessem de ser interpretadas na velocidade máxima possível. Com efeito, as interpretações ultra-rápidas parecem mecânicas, sem calor humano, vazias.
No presente, tenho verificado que a rapidez de execução é tomada como coisa excelente, quando deveria antes ser a escolha do andamento certo e apropriado para uma dada peça.

