Segundo o Prof. Jiang Xueqin, "o Irão não está apenas a lutar numa guerra contra os EUA; está a combater a estrutura que sustenta o poder global dos EUA".
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segunda-feira, 16 de março de 2026

Bourrée de Bach para alaúde e ... grupo pop [Segundas-f. musicais nº53 ]

PAOLA HERMOSIN,  Bourrée da Suite n°1 BWV 996




 Este vídeo de Paola Hermosin desencadeou a minha vontade de revisitar certos ídolos da minha adolescência.  Como muitos outros adolescentes em 1969, descobri a banda britânica Jethro Tull, liderada pelo "mago" da flauta transversal, Ian Andersen. Sua técnica deste instrumento envolvia produzir sons de respiração ruidosa, tocar duas notas em simultâneo e um estilo de "performance" original ao vivo, ou na TV, em concertos dos Jethro Tull.

A versão dos Jethro Tull da "BOURRÉE", uma composição de juventude de Bach, era totalmente livre e sem pretensão de "fidelidade" à peça original. As vozes em contraponto à melodia principal (na flauta), estavam a cargo de uma segunda flauta e das guitarras. A exposição do tema era seguida por improvisações em estilo de jazz, um retomar sóbrio do tema inicial e - por fim - o «disparar» duma coda acrobática. Esta versão da célebre Bourrée é uma construção nova, sobre arquitetura pré-existente; não se pode considerar um plágio.
Naquela época, eu era um principiante em música  barroca: Estudava ao piano peças de Bach, de Haendel e doutros músicos desse período. Também  apreciava música pop e rock, pelo que me tornei fã dos Jethro Tull.
Nesses anos, era moda as bandas pop usarem peças clássicas e adaptá-las, integrando-as em suas composições. O resultado era de qualidade variável. No caso da adaptação dos Jethro Tull o resultado foi excelente. Além disso, tiveram o bom gosto de não repetir a fórmula com outras peças barrocas. 
A década dos anos 1960-1970 foi de procura e criatividade: As bandas procuravam construir a sua sonoridade própria, cada uma desenvolvendo um reportório diversificado, indo beber a várias tradições e estilos, de 'rythm & blues' à balada romântica; do folklore à música sinfónica...

Oiça a «Bourrée», inspirada em Bach:

                                        JETHRO TULL (1969)