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terça-feira, 12 de maio de 2026
segunda-feira, 16 de março de 2026
Bourrée de Bach para alaúde e ... grupo pop [Segundas-f. musicais nº53 ]
Este vídeo de Paola Hermosin desencadeou a minha vontade de revisitar certos ídolos da minha adolescência. Como muitos outros adolescentes em 1969, descobri a banda britânica Jethro Tull, liderada pelo "mago" da flauta transversal, Ian Andersen. Sua técnica deste instrumento envolvia produzir sons de respiração ruidosa, tocar duas notas em simultâneo e um estilo de "performance" original ao vivo, ou na TV, em concertos dos Jethro Tull.
A versão dos Jethro Tull da "BOURRÉE", uma composição de juventude de Bach, era totalmente livre e sem pretensão de "fidelidade" à peça original. As vozes em contraponto à melodia principal (na flauta), estavam a cargo de uma segunda flauta e das guitarras. A exposição do tema era seguida por improvisações em estilo de jazz, um retomar sóbrio do tema inicial e - por fim - o «disparar» duma coda acrobática. Esta versão da célebre Bourrée é uma construção nova, sobre arquitetura pré-existente; não se pode considerar um plágio.
Naquela época, eu era um principiante em música barroca: Estudava ao piano peças de Bach, de Haendel e doutros músicos desse período. Também apreciava música pop e rock, pelo que me tornei fã dos Jethro Tull.
Nesses anos, era moda as bandas pop usarem peças clássicas e adaptá-las, integrando-as em suas composições. O resultado era de qualidade variável. No caso da adaptação dos Jethro Tull o resultado foi excelente. Além disso, tiveram o bom gosto de não repetir a fórmula com outras peças barrocas.
As décadas dos anos 1960-1970 foram de procura e criatividade: As bandas procuravam construir a sua sonoridade própria, cada uma desenvolvendo um reportório diversificado, indo beber a várias tradições e estilos, de 'rythm & blues' à balada romântica; do folklore à música sinfónica...
Oiça a «Bourrée», inspirada em Bach:
JETHRO TULL (1969)
quinta-feira, 1 de julho de 2021
«LA NOTTE» CONCERTO PARA FLAUTA E ORQUESTRA, DE VIVALDI
«La Notte» é uma joia da música descritiva, tão bela como os concertos para violino das «Quatro Estações».
A peça pode ser interpretada na flauta transversal, mas também na flauta de bisel, como é o caso nesta gravação ao vivo.
No barroco, é frequente que instrumentos diferentes realizem a parte solística, sem afetar a autenticidade e - sobretudo - a beleza da música.
Antonio Vivaldi: "La Notte", Flute Concerto in G minor, RV 439 Support us on Patreon: http://www.patreon.com/bremerbarockor... Follow on Instagram: http://www.instagram.com/bremenbaroqu... Bremer Barockorchester: http://www.bremer-barockorchester.de Largo: 0:00 Presto (Fantasmi): 1:47 Largo: 2:35 Presto: 3:30 Largo (Il sonno): 4:33 Allegro: 6:17 Solo Recorder: Dorothee Oberlinger Violin I: Tomoe Badiarova, Meelis Orgse, Annie Gard, Naomi Burrell Violin II: Anna Stankiewicz, Marina Kakuno, Ana Vasić Viola: Alice Vaz, Luis Pinzón Violoncello: Néstor Fabián Cortés Garzón Double Bass: Eva Euwe Bassoon: Martin Jaser Lute, Guitar: Hugo de Rodas Harpsichord: Nadine Remmert
domingo, 10 de maio de 2020
J.S. BACH - CONCERTOS E OUVERTURE PARA FLAUTA E ORQUESTRA
Solista - Marcello Gatti
Ensemble Aurora / Enrico Gatti
- Concerto para Flauta em Si menor
- Concerto triplo em Ré maior
- Ouverture (Suite) em Si menor
sexta-feira, 16 de agosto de 2019
CONCERTO PARA FLAUTA DE BISEL & FLAUTA TRAVERSA EM MI MENOR
Interpretado pela Bremer Barockorchester
https://www.youtube.com/watch?v=2D-y2kJU0lg
Telemann, quem mais poderia ser?

Quem, senão ele, guardaria o poder de nos encantar e surpreender, a mais de 250 anos de distância temporal?

Quem, senão ele, guardaria o poder de nos encantar e surpreender, a mais de 250 anos de distância temporal?
domingo, 15 de abril de 2018
quinta-feira, 12 de abril de 2018
sábado, 24 de fevereiro de 2018
VIVALDI: seis concertos para flauta
Vivaldi* - Stephen Preston, The Academy Of Ancient Music, Christopher Hogwood
– Six Flute Concertos, Op.10
Label:
L'Oiseau-Lyre – KDSLC 519
Series:
Format:
Country:
Released:
Genre:
Style:
sexta-feira, 13 de maio de 2016
[NO PAÍS DOS SONHOS] Allemande da partita para flauta solo BWV 1013 de J.S. Bach
(Adormeço e vou de novo para o país dos
sonhos.)
Agora estou à
porta de uma casa, no campo. Esta casa parece-me muito familiar, porém, ao
mesmo tempo, não sei onde estou.
É como se
tivesse sido transportado de repente a um local onde já estive no passado, mas
ao ignorar todo o caminho percorrido, tenho de tentar buscar na memória em que
circunstâncias eu me encontrei em frente desta casa ou de outra semelhante a
esta.
De repente, a
porta principal abre-se e sai de lá um jovem apressado. Leva uma sacola a
tiracolo; aparenta uns 20 e poucos anos… Ele não olha para o sítio onde me
encontro. Está decidido, no passo largo, ligeiramente curvado, olhando
fixamente o chão à sua frente. Que estará ele a pensar? Impossível saber!
- Embora eu
nunca venha a saber nada mais do jovem, agora já sei onde e como eu vi esta
casa pela primeira vez: …. Curiosamente, este jovem desconhecido permitiu-me
situar-me no tempo. Num tempo muito diferente deste, embora as casas e as
indumentárias fossem pouco diferentes do que se vê agora.
Sim, foi há uns
quarenta anos e aquele jovem…sim, era eu!
domingo, 8 de maio de 2016
[NO PAÍS DOS SONHOS] RAGAS INDIANAS PARA FLAUTA
Fecha os
olhos e deixa-te ir.
Assim que
estiveres a vogar no oceano dos sons, verás as paisagens interiores. As tuas
visões são intransmissíveis, mas o som que emana desta flauta é profundamente
inspirador. As defesas do Eu consciente são abaixadas, suavemente, não
violentamente, com pleno consentimento e adesão do nosso espírito.
Estamos em
cima do dorso de um elefante, que se desloca num pantanal, com aquele passo
paciente, tão embalador.
O pantanal é
em si mesmo um lugar mágico; as estruturas sólidas dissolvem-se, como um amplo
palácio que se dissolve no nevoeiro. As estruturas sólidas desaparecem e dão
lugar a fluidos mais ou menos viscosos, escoando, lentos pelos interstícios da
nossa memória.
Os sons,
líquidos, esgueiram-se e jogam com os nossos sentidos; porém, estão sendo
produzidos numa redoma de realidade superior. Os avatares de toda a minha
orquestra interior estão atentos a cada pulsação, a cada movimento, a cada
intenção de gesto. Estão em sintonia com a paisagem sempre em mutação do
pantanal, visto do dorso de um paciente elefante.
O leopardo
está atento, à escuta entre os troncos de mangais. Os leopardos estão no seu
território. Eu é que sou o invasor. Mas eles também sabem que não têm nada a
temer, porque o invasor está bem visível, não se esconde, não é outro predador
que procura, numa emboscada, caçar a presa.
Algumas aves
pernilongas, com bico recurvo, estão nas margens, dançando uma estranha ronda.
Suas asas batem na superfície aquática e espalham colares de pingos
cristais em torno. Creio que estão fazendo uma dança nupcial. Ou um ritual
antigo da água. Estão a celebrar o deus das aves: afirmam seu território, sua
geração, sua divindade.
Tenho em
frente de meus olhos um poente, que nunca mais se transforma em noite. As muitas
cores estão cambiando as nuvens e as superfícies de água numa sinfonia.
Imagino-me dentro duma concha, contemplando o nacre, as paredes da concha, o
irisado, as flutuações de cores e as cintilações, que brincam nos nossos olhos.
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