domingo, 9 de abril de 2023
sábado, 8 de abril de 2023
MOZART: Concerto nº17 para piano e orquestra (Peter Lang)
Além dos aspetos circunstanciais, este concerto tem muito interesse musical, em si mesmo. Talvez pareça simples, a ouvidos pouco familiarizados com a música de Mozart. Mas, na verdade, este concerto é muito rico em melodias, em variações sobre temas e possui uma orquestração realmente excelente, pois em permanente diálogo com o piano, não se limita a acompanhá-lo.
Penso que é uma obra que exalta o que há de melhor no humano. Alegria e plenitude sobressaem e parece-me não ser indiferente que Mozart tenha escolhido a tonalidade de Sol maior. Como sabemos, as tonalidades eram escolhidas em função de características dos instrumentos (o âmbito, a afinação) mas também tinham valor simbólico: o Sol é o astro diurno e a nota «sol». Por outro lado, o modo maior infunde otimismo. Quando, em certas passagens, há modulação para modo menor, estas apenas põem em relevo o otimismo geral.
Note-se a abundância das cadenzas conhecidas, escritas por Mozart para os vários andamentos deste concerto: Eram opcionais, mas sem dúvida foram usadas, num ou noutro momento, quando o compositor interpretava o concerto, ele próprio. Sabemos que também improvisava novas cadenzas, que seriam magníficas; porém, isso não era assim tão raro: A improvisação das cadenzas era algo que se esperava da parte do solista. Mas a codificação destas, por escrito, só começou a ser usual nos finais do Século XVIII. A cadenza não tinha caráter obrigatório e, por exemplo, Beethoven escreveu uma cadenza de outro concerto para piano, de Mozart.
No romantismo, os concertos para piano tinham a cadenza escrita pelo músico-compositor, mas não era raro o próprio solista utilizar estes momentos para executar uma outra cadenza, da sua lavra.
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(*) Os estorninhos são aves muito comuns, mas muito especiais também. Não só formam bandos enormes, que executam danças espetaculares nos céus, como são capazes de memorizar muitos sons e conseguem distinguir as pessoas pela sua voz.
NAS TRINCHEIRAS, UMA FLOR TEIMOSA NASCEU [OBRAS DE MANUEL BANET]
Nas trincheiras, uma flor teimosa nasceu
Ela queria o que sempre fora terreno seu
Não podiam botas cardadas vencer seu vigor
Ela sobreviveu como semente ao rigor
O Inverno aqui é a estação dormente
A Primavera é quando germina a semente
Haverá uma fecunda descendência
Que em paz encontra a resistência
Que podem os canhões obliterar?
Querem a Natureza dominar?
- Só homens loucos fazem a guerra
Há só uma Terra, só uma raça humana
Vencedores ou vencidos, acabam por morrer !
Mas as humildes flores, de todas as cores
Em festivo triunfo, erguem ao Sol
Doador da Vida, o fruto de seus amores!
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Páscoa, 9 de Abril de 2023
QUE ESCOLHAS TEM A EUROPA? MUNDO MULTIPOLAR É DO INTERESSE DA EUROPA
Eurodeputada CLARE DALY:
https://www.youtube.com/watch?v=F5tZ9HS387k
sexta-feira, 7 de abril de 2023
A DESDOLARIZAÇÃO ACELERA-SE
Desde 2016, que o ouro é cotado e transacionado em Yuan, na bolsa de Xangai
https://www.goldmoney.com/research/time-to-trash-triffin
https://goldswitzerland.com/golden-question-is-the-petrodollar-the-next-thing-to-break/
quinta-feira, 6 de abril de 2023
MICHAEL PARENTI: «DESTRUIDORES DE NAÇÕES»
Michael Parenti é um professor universitário americano.
É a exceção na academia, não só dos EUA, como também do chamado «mundo ocidental».
Ele denuncia o imperialismo e desmascara o que significa, na verdade, a «democracia» que o poder imperial tenta implantar em todo o lado. É a destruição programada de tudo o que se opõe à sua hegemonia!
A ÁFRICA ESTÁ A EMANCIPAR-SE DO JUGO NEOCOLONIAL
A África é um continente jovem, com o número de jovens, em relação à população total, mais elevado.
É, também, o continente mais antigo no sentido de, em África, a espécie humana ter tido o seu berço.
Infelizmente, este continente foi dilacerado e dominado pelas potências coloniais (entre as quais Portugal, além de muitos outros países da Europa).
O neocolonialismo foi a «esperteza» dos americanos; eles fizeram-se passar por auxiliadores das lutas anticoloniais.
Por exemplo, em Angola, foram os EUA suportes ativos de Holden Roberto, o fundador e dirigente da FNLA.
Esta política americana foi desenvolvida em vários países africanos para neutralizar a influência soviética.
Mais recentemente, o poder imperial deixou cair a máscara, quando - com Obama, o primeiro presidente negro - arrasou a Líbia, transformando-a num «não-Estado», sob pretextos falsos, que Obama e Hillary bem sabiam sê-lo.
Mas a sabedoria milenar dos povos africanos encontra agora, com a ajuda da China, uma saída para o ciclo de dominação neocolonial.
O que se joga no continente africano é fundamental, não apenas para os africanos, como para o mundo.
Veja e oiça o vídeo seguinte:
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