Quantos sonhos despedaçados
No olhar de crianças, olhar mudo
Esperançado, como ponte humana
Para os outros, no meio da barbárie?
Soluços de pais perante a tragédia
Tudo filmado, nada é perdido
Só se perdeu a humanidade
É o veículo mais perverso
Normaliza a catástrofe
Banaliza o horror
E sorvemos o veneno
Até que alguns de nós
Reproduzem a violência
No inimigo, no irmão
Alegres vão pró matadouro
Como há séculos e séculos!
A Humanidade ainda existe?
Talvez; mas não aprendeu nada!