A reciclagem dos petrodólares tem sido o fundamento para a financiarização e instrumentalização do comércio de petróleo. A estratégia imperial tem sido a de isolar países que não aderem à «ordem baseada em regras», que não são reais, mas simplesmente uma imposição arbitrária dos EUA.

sexta-feira, 27 de março de 2026

O REINO DO ANTI-CRISTO

 

A leitura do artigo de Israel Shamir, «The Last Stand», impressiona!

Com sua sinceridade, condensa a batalha decisiva entre a Era das brilhantes civilizações, no Oriente e Ocidente, e a nova Era da negação do Espírito Cósmico, da mercantilização de toda a Terra, incluindo dos seres humanos,  reduzidos (pela bestialidade dos poderosos) em menos do que as ruínas das cidades e aldeias debaixo das quais estão soterrados. 

O Autor não nos indica um sinal de que após este «Apocalipse» possa vir, em tempo de vida humana, nova era de Paz, de Harmonia, de Civilização. 

O que se passa agora, porém, não é uma fatalidade. Se temos de aguentar isto, devemos compreender que é consequência da loucura e brutalidade dos que estão agora ao comando (a oligarquia). Mas também, da cobardia de quem se deixa comprar, não fazendo obstáculo, ou mesmo «uivando com os lobos», enquanto as destruições ocorrem diante dos nossos olhos. 

Pior do que uma «civilização ateia» - ensaiada em várias nações, mas nunca conseguida - é uma (não)civilização do hedonismo materialista. Este, conseguiu apoderar-se por dentro das civilizações que - embora cheias de defeitos - tinham trazido comunidades humanas para um patamar mais elevado. Patamar esse, de onde os humanos puderam aproximar-se (de mil e uma maneiras) do Divino, da Transcendência, dos Valores Espirituais. 

Se pensarmos nos centros de elevada cultura que se transformaram em capitais do culto demoníaco, do hedonismo materialista, verificamos também que a sua degradação não afetou somente a componente exterior, estética, arquitetónica das cidades, mas também o interior do ser humano, das sociedades. 

É triste, mas inevitável, constatar que cada vez mais cidadãos se mostram indiferentes aos males, às guerras, à miséria que eles veem quotidianamente. Apenas centrados neles próprios, com o seu ego satisfeito, com o seu «status», não têm sequer um pensamento para a degradação em que a sociedade mergulhou.

Estamos a atravessar um período de loucura colectiva, de desrazão, onde a fúria destruidora prevalece sobre as noções de justiça, de equanimidade, de construção coletiva. Nestas ocasiões, que a humanidade já viveu várias vezes, a cultura, a arte, a ciência, são arrastadas juntamente com a destruição das bases políticas nacionais e internacionais, fundamentos das relações entre indivíduos e entre povos.  

Perante esta perspectiva aterradora, interrogo-me se esta convulsão será a última, pois a brutalidade e crueldade são exatamente iguais nos humanos de agora e nos de há milhares de anos atrás. 

Mas, os humanos de hoje, têm capacidade de destruição definitiva da sociedade humana e mesmo da vida no Planeta Terra. As armas nucleares, as outras, ditas «convencionais» e as invenções tecnológicas desviadas para fins bélicos, todo esse arsenal, está sob o comando de loucos, psicopatas, criminosos. 

A minha possibilidade de intervenção, é junto das pessoas da família, dos amigos, de gente que eu conheço pessoalmente. 

Peço a Deus, que pensem nos meus avisos; eles são comuns aos de muitas pessoas sábias e boas (como Israel Shamir e outros). Estas palavras não se destinam a semear mais pânico do que já existe, mas antes é um convite para encontrarmos estratégias para aplacar as desgraças que nos vão (estão a)  entrar «pela porta dentro» em nossas vidas. 

Quem está atento, tem hipóteses de não se deixar devorar, nesta época de trevas. 

Depois das trevas vem a luz, não esqueçam! 



quinta-feira, 26 de março de 2026

CUBA NA MIRA DOS PSICOPATAS QUE GOVERNAM WASHINGTON


 Enquanto a guerra no Irão continua a flagelar as populações civis, sobretudo, o Império do Mal já se prepara para a próxima «redada» na sua fúria de conquista. 

Os psicopatas e sociopatas que dominam o sistema político mais poderoso, em termos financeiros e militares, não querem deixar nenhum pedaço de território fora da sua pata imperial. É com esta mentalidade, a de Trump, de Marco Rubio e de milionários da Máfia de Miami, que o globo inteiro está a lidar. Os vassalos europeus, cheios de medo, preferem fingir que não percebem o jogo, na esperança que tenham direito a alguns despojos da carnificia. São autênticos abutres, impacientes por obter carniça suficiente para a sua infinita gula. 

Eu sei do que falo, pois tenho seguido o seu jogo de perto, desde antes do século XXI. A primeira golpaça foi a Yugoslávia, a transformação da República Federativa da Yugoslávia, numa nova «balcanização», de jogar as religiões e as etnias umas contra as outras, para obter a neutralização e destruição do bastião que poderia potencialmente criar amargos de boca aos  neoliberais. Estes, entretanto, pavoneavam-se entre Roma e Berlim, ou entre Londres e Nova Iorque, traçando, por cima das cabeças dos povos, o destino do Mundo, como nova classe feudal globalizada. Foi este mesmo Império, que levou a cabo as guerras de destruição total do Afganistão, Iraque, Líbia, Ucrânia, e agora, Irão. 

De permeio, destruíram também as economias europeias, o seu modelo do «Welfare State» (Estado de Bem-estar), porque não permitia obter a total submissão da classe trabalhadora, enquanto esta tivesse direitos e capacidade de luta. Uma classe trabalhadora europeia, consciente, lutadora, era mais do que um incómodo, eram um espinho cravado nos seus calcanhares. 

Muitas corrupções na classe política, entretanto, deram oportunidade aos chamados «neocons» ( ou seja, os adoradores de Pinochet e dos seus conselheiros da «Escola de Chicago») para «gerir» a demolição sistemática das vertentes sociais e democráticas, dos Estados europeus. 

Chegámos ao ponto em que a massa do povo está a ser encaminhada para o precipício, hipnotizada, iludida, sem ter a noção de que o seu destino pode ser como o da população de Gaza. A próxima «Gaza» pode muito bem ser a  população X e esta pode ser do País onde o leitor me está a ler... 

Neste momento, há mais forças a apostar na entropia, na destruição, nas trevas, do que aquelas portadoras de projectos de libertação, de futuro, de transformação positiva. 

Os que ocupam lugares nos centros de poder (as oligarquias) estarão mais ou menos ao corrente das jogadas dos que controlam realmente tudo, mas não imaginam o plano geral. Este é o programa dos malthusianos, que já tenho explicando aqui neste blog, em várias ocasiões. 

A conspiração, que não é nenhuma teoria, é a conspiração do silêncio, em que alguns - bem informados - estão calados, ou para beneficiar do botim, ou porque chantageados e com medo de ser «vítimas de um acidente infeliz», ou ainda, de serem «suicidados».  

A loucura não é minha, o delírio não é meu. A miopia e a coberdia de alguns, vai permitir que muitos mais crimes sejam cometidos, além dos que já foram levados a cabo neste torturado Século XXI.

Não sei se foi Einstein ou Hanna Arendt (ou outra personalidade?), quem afirmou que a civilização morre, não pelos ditadores e as suas tropas de choque, que se apoderam dos Estados, mas pelas pessoas que veem subir o perigo e nada fazem, que se calam....

quarta-feira, 25 de março de 2026

ENORME VANTAGEM DA CHINA EM RELAÇÃO ÀS OUTRAS ECONOMIAS DO EXTREMO-ORIENTE

Com o rebentar da guerra de agressão contra o Irão, por parte de Israel e dos EUA, a região toda ficou envolvida no conflito, nomeadamente, além do Irão, as monarquias do Golfo Pérsico (incluindo a Arábia Saúdita) e gerou-se uma escassez súbita de petróleo e gás natural, afetando o mercado mundial. Pelo facto da China ser o maior importador mundial de petróleo e de 40% desse petróleo ser oriundo do Golfo Pérsico, poderia pensar-se que o estado atual de escassez iria afetar especialmente a China, nas suas mais diversas valências industriais e outras. Porém, a China preparou-se desde há muito tempo para situações deste tipo:

 - Primeiro, construiu uma reserva de petróleo que corresponde - a pelo menos - 90 dias de consumo normal. 

- Segundo, tem uma diversificação nas suas fontes de petróleo que poucos países têm; com efeito, uma importante e crescente percentagem do petróleo consumido pela China, vem da Sibéria, via oleoductos, portanto dum fornecimento regular, estável.

- A China foi um dos raríssimos países que continuou a abastecer-se de petróleo nos primeiros dias da guerra no Golfo, visto que os iranianos que controlam o estreito de Ormuz, lhes deram salvo-condutos para a navegação dos navios-tanques chineses. 

- Mas, as coisas vão muito além da diversificação do abastecimento em petróleo: A China tornou-se o maior produtor (e exportador global) de paineis solares. Também desenvolveu a indústria das eólicas e tem uma rede instalada que é o triplo da do seu concorrente mais próximo, os EUA. 

- Desenvolveu a energia nuclear para produção de energia e tem experimentado, no deserto de Gobi, com real sucesso, reactores a Tório. O Tório é um elemento mais abundante que o Urânio. Ao contrário do Urânio, o Tório pode ser reciclado no próprio processo de produção de energia; os reatores a Tório são quase auto-suficientes.

Abaixo, transcrevo passagens do artigo de Kevin Walmsley (de 25 de Março): «Após Três Semanas de Guerra no Golfo, a diversificação do setor energético da China mostra os seus frutos.»

https://kdwalmsley.substack.com/p/the-china1-diversification-strategy

First, over half the vehicles sold in China today are electric vehicles, and that electricity is generated with domestic energy supplies.

Further, the Chinese electric grid is powered by a far higher share of renewable energy than anywhere else. China installs more new solar capacity than the rest of the world combined, and just adding to their lead in solar power generation. They also dominate in wind power. Currently the United States leads in nuclear power plants online, but China has more nuclear plants under construction than the rest of the world combined:

So as China has electrified their transportation networks, they’ve also built out an electric grid that’s fed by renewables and domestic sources of supply. China still does import three-fourths of its crude oil. But for the past several years China has been overbuying, and stashing surplus crude into storage tanks.

They don’t publicly disclose their stockpiles of crude—our analysts are guessing at the import numbers because they’re not really sure what comes across from Russia, or on tankers that are under sanction. So they are also just guessing how much is going into stockpiles, but industry insiders put the number at around 1.3 billion barrels. Remember, too, that there still is oil flowing from Iran to China, despite the war. So compared to the other countries in Asia, China is the least impacted by the war in the Middle East.

South Korea is capping prices, which won’t do anything. Pakistan is increasing gas prices by 20 percent for car drivers to free up supplies for trucks and buses, even though wholesale gas prices are up much more than 20 percent. In Vietnam, gas stations are already running out, and the government there says they have oil for another month or so and are telling their populations not to hoard fuel.

The Philippines gets 90% of its oil from the Middle East, and government workers there are working 4 days a week. Bangladesh is rationing fuel and closing universities to save electricity. In India, the crematoriums can’t get enough LPG to burn bodies, so they had to close down.

These are the countries who sold themselves as viable manufacturing centers, to global companies looking to de-risk from China. Thousands of companies attempted a “China+1” strategy, and moved some production out of China to these neighboring countries to reduce geopolitical risk, just traded one problem for a bunch more.

The idea was that diversifying production away from China means a reduction in risk, and somehow a stronger supply chain. But that was an illusion. These countries are dependent on the smooth flow of fossil fuels from the Middle East, at low prices, to run their power plants and transportation systems.

That’s gone, and today those factories are paying a lot more to keep the lights on, and get their people back and forth from home.




terça-feira, 24 de março de 2026

O SIONISMO TEM UM PROJETO DE DOMÍNIO DO MÉDIO ORIENTE (Crónica da IIIª Guerra Mundial nº58)



Quando escrevi a penúlima crónica (nº56) apontava o paralelo do início da 1ª Guerra Mundial. De facto, os soldados recém-mobilizados, em todas as nações beligerantes, partiam para frente de batalha esperançados de que «esta guerra seria a última, que esta guerra iria acabar com todas as guerras». Evidentemente, estavam muito enganados. Houve muitas guerras desde 1918, não só a IIª Guerra Mundial, como um contínuo de guerras, na maior parte dos casos, em zonas geográficas exteriores à Europa.
Esta guerra regional do Médio Oriente, pode ser encarada como mais um capítulo da sucessão de confrontos armados desde a proclamação unilateral do Estado de Israel, em 1948.
Mas, também atinge o mundo inteiro, pelo facto afetar muito diretamente a produção do petróleo e a sua distribuição. E também, pelo facto de ser uma guerra que envolve de forma indireta as grandes potências, os EUA, diretamente e em tandem com Israel; a Rússia e a China de forma indirecta e apoiando o Irão com armas e outros meios militares e com espionagem via satélite.



Relativamente aos paralelos com outras guerras, nomeadamente, 1ª e 2ª Guerras Mundiais, é preciso ser-se prudente, não querer enquadrar factos recentes com uma História passada, que já tem mais de 80 anos...

Porém, há uma constante, do ponto de vista humano: a miopia das «elites», a incapacidade de muitos terem um olhar lúcido sobre os vários aspectos da agressão conjunta Israelo-Americana ao Irão.

A começar pela cronologia: sua data de início, 28 de Fevereiro de 2026, não é mais do que a data em que se abateu sobre o povo e território do Irão um ataque mortífero e criminoso. Desde o derrube de Mossadeg em 1953, que o Irão tem sido flagelado por guerra, subversão, sanções, pelos mesmos poderes: EUA, Reino Unido, outros países da OTAN e Israel (o «porta- aviões ocidental» estacionado permanentemente do Oriente-Próximo).

Eu não posso (nem quero) usar as páginas desta «Crónica da IIIª Guerra Mundial» para descrever os movimentos militares de uma e outra parte. Isso está mais ou menos bem coberto, pela media alternativa, a que qualquer um de vós terá acesso, tal como eu tenho. Evidentemente, nestas circunstâncias, existem por vezes «falsas notícias» (fake news) mas elas são relativamente fáceis de desmascarar, desde que se procure em várias fontes contraditórias.

É rápido desmascarar 99% das notícias falsificadas, as mais óbvias. Mas, há um domínio «cinzento» em que as notícias verídicas se misturam com comentários tendenciosos. A «arte» da «lavagem ao cérebro» usa abundantemente da técnica de fazer passar por genuína uma informação, quando é afinal um ponto de vista inteiramente distorcido no sentido de favorecer A ou B.




Os 2 vídeos abaixo são ambos interessantes, pois nos dão um contexto, nos permitem enquadrar os factos num domínio mais vasto. As pessoas que aí falam têm um conhecimento profundo e pessoal dos episódios que narram.

Por estas entrevistas, podemos ver que a linha de fractura não é nacional, nem étnica, nem - tão pouco - religiosa: A linha de separação é entre os predadores (os imperialistas e estados clientes) e os povos agredidos. Como é evidente, estamos com o povo iraniano e com o povo palestiniano. Estamos também com pessoas de outros povos, que têm a coragem de denunciar as crueldades e os planos criminosos dos seus governos.

Não se trata de «os bons contra os maus», mas antes, de um complexo de interesses que leva ao esmagamento da classe trabalhadora, dos pobres, de qualquer dos países em guerra. Mas, indiretamente, também tem impacto negativo em qualquer outro. Os efeitos de pauperização são realmente globais.








VISÃO ESOTÉRICA EXPLICADA POR PROF. JIANG





segunda-feira, 23 de março de 2026

A VOZ INESQUECÍVEL DE MÓNICA GIRALDO (Segundas-f. Musicais nº54)

 

A colombiana Mónica Giraldo é a minha mais recente descoberta no domínio do canto popular latino-americano.

Ela cresceu numa família musical e começou muito cedo a compor canções. 

O que é notável, para mim, é a naturalidade: as melodias, a expressão e o sentido das palavras, conjugam-se de forma perfeita, harmoniosa. 

Mas, ainda por cima, não deixa de cultivar a tradição; Mónica explora todo o campo da música latino-americana (e mesmo, napolitana). 

A América-Latina  é um sub-continente com imensa variedade musical. Os músicos latino-americanos são conhecedores, não apenas das tradições nacionais, como das de todo o Continente. As raízes da música, tanto folclórica, como erudita, são muito diversas. Recebem a contribuição de muitas culturas: indígenas, africanas, da Ibéria, de Itália ... e de muitas outras nações. A América Latina é um caldo de cultura do mundo inteiro. 

Mónica Giraldo é um exemplo bem eloquente de criatividade e de calor humano. Qualquer que seja a tua origem, vais te sentir envolvido pela voz, o rítmo, a melodia.  


                                          https://www.youtube.com/watch?v=U8yGOVdGAXs

gg
                                           https://www.youtube.com/watch?v=Emqg3WAP5Ms



domingo, 22 de março de 2026

Roger Penrose: SABES DE ONDE VEM A MASSA DE UMA ÁRVORE?

Um excelente vídeo de educação e divulgação da ciência biológica



                                                             (em língua espanhola)