Segundo o Prof. Jiang Xueqin, "o Irão não está apenas a lutar numa guerra contra os EUA; está a combater a estrutura que sustenta o poder global dos EUA".

domingo, 8 de março de 2026

JAN PETERSON SWEELINCK "EST-CE MARS" [Segundas-feiras musicais n°52]


J. P. Sweelinck Variações sobre a canção  "Est-ce Mars?"


O interprete Ton Koopman é um dos grandes da música barroca ( cravo, órgão, chefe de orquestra).
J. P. Sweelink começou a sua carreira de organista em Oude Kerk, quando tinha 15 anos, em 1577. Ele é o mais importante compositor neerlandês do final do século XVI, princípios do séc. XVII.
Numerosos músicos foram seus discípulos: Samuel Scheidt e muitos outros músicos importantes da Europa do Norte foram seus alunos; formou uma quantidade de organistas.

Algumas das suas composições foram copiadas para o Fitzwilliam Virginal Book, o que mostra ser muito apreciado na Inglaterra de Isabel Iª; ele tinha amigos ingleses como Dowland, Philips e John Bull. As suas composições também se difundiram pelos países católicos, na França, na Itália, na Espanha e Portugal.
No decurso da sua carreira, teve ocasião para pôr em música as liturgias luteranas, calvinistas e católicas.
Embora considerado hoje o maior mestre da música para tecla da Holanda na sua época, também publicou música vocal (canções ao estilo franco-flamengo), uma parte da qual se considera perdida.

FUTURO SOMBRIO DA HUMANIDADE

 Será que milhões de inocentes terão de morrer, para que se encare oficial e internacionalmente o banimento de armas nucleares, incluindo a sua investigação e estocagem? 

- Creio que se tal morticínio de milhões acontecer, haverá - pelo contrário - uma aceleração para a hecatombe final. Logicamente, uma guerra nuclear vai ser desencadeada num ponto ou região delimitada, inicialmente. Depois, vai alastrar, até envolver todas as  potências com capacidade nuclear. As zonas que não têm estas armas, também irão sofrer, pois em tal etapa do confronto nuclear todos os ecossistemas serão gravemente contaminados. 

Toda a vida humana - a prazo - estará condenada. A civilização, o humanismo, o que há de elevado no ser humano, desaparecerão logo. 

Aliás, já estão a desaparecer, pois o genocídio da população de Gaza foi perpetuado na indiferença, quando não aprovação dos cidadãos do Norte rico. Nos países Ocidentais, diziam professar uma ou outra versão do crisitianismo. Que o professem ainda, não o creio: Muitos, incluindo as lideranças políticas, intelectuais e religiosas, renegaram os valores do cristianismo, só restando os «não-valores» cínicos do poder e do dinheiro. 

O crime continuado de Gaza abriu a caixa de Pandora de todas as aventuras bélicas, que entretanto aconteceram e as que estão para acontecer. Este crime, com a cobertura e conivência vergonhosa do Ocidente, torna possível a generalização da IIIª Guerra Mundial, na sua brutalidade, mormente contra civis indefesos.

O que se nos depara como mais provável hoje, é destruição das bases económicas para a sobrevivência das Nações; é a transformação em ruínas dos monumentos de todas as várias culturas; é o desaparecimento dos valores morais, ou seja, a barbárie generalizada. 

Este patamar, que certas potências estão prontas a  encetar e ultrapassar, vai ser um rápido ponto de viragem para a final destruíção do planeta, através da guerra nuclear. 

Seja qual for a religião, ideologia, etnia, etc, pessoas de todas as condições e origens irão sofrer uma morte atroz, seja por irradiação, contaminação radioactiva, escassez de alimentos e/ou violência resultante. 

Como evitar este terrível destino?

Como o poder está concentrado em muito poucas mãos, seria de esperar que estes, os poderosos, se tornassem sábios, generosos, humanos? - Lamento, mas não acredito nisso. Sobretudo, por aquilo que eles têm mostrado ao mundo, nestes tempos. Mas também, em relação aos humanos, em geral. Pois se os perigos tornam heróicos alguns, revelando coragem para salvar seus semelhantes, estes humanos são muito reduzidos em número. Embora o seu sacrifício seja moralmente sublime, a sua eficácia será nula, para os elevados fins que se propõem. 

Estamos entregues à pior canalha, de facínoras, psicopatas, narcísicos e de criminosos empedernidos. São eles que ascendem aos lugares cimeiros nos partidos e do comando dos Estados: São favorecidos os que não têm escrúpulos de qualquer espécie. 

As massas, enlouquecidas, assustadas e furiosas, irão guerrear entre si, com a maior energia, esquecendo os valores religiosos ou morais que aprenderam. Os poderosos irão desencadear campanhas de condicionamento (lavagens ao cérebro) que farão com que os pobres e oprimidos se irão culpar uns aos outros, por tudo o que está a acontecer. Não irão identificar os senhores feudais da era tecnológica como estando na origem dos seus males e escravidão mental. Pois, se fossem capazes de sair do seu estado de alienação, já o teriam feito. Há muito tempo que este cenário está montado. Já está a ser desenrolado diante dos nossos olhos. 

A oligarquia globalista conseguirá impor o seu projeto.  Ela está convencida que terá de haver  o desaparecimento de cerca de 4/5 da humanidade, para que eles possam dispor dos recursos do Planeta, sem ter de os partilhar com humanos, que consideram «piolhos». Estão convencidos, como elitistas que são, que poderão prevalecer num mundo de robots e de IA, dispondo das riquezas e confortos do Planeta inteiro. Este é o seu plano diabólico e estão convencidos de que têm boas hipóteses de o fazer vingar. 

Atualmente vejo assim, o estado do mundo e dos humanos. 

A QUESTÃO ERRADA SOBRE A GUERRA NO IRÃO



Se nós queremos perceber alguma coisa do que se passa atualmente no Médio Oridente, não nos devemos focalizar no início da ofensiva bélica israelo-americana de 28 de Fevereiro 2026. Temos de recuar pelo menos 40 anos, quando Netanyahu formulou pela primeira vez a intenção de eliminar, por todos os meios, a «ameaça» do programa nuclear iraniano.
A questão iraniana não é compreensível se não se tiver em conta que, ao longo das últimas décadas, o Irão, enquanto Estado, tem sido o apoio maior e mais coerente da luta dos palestinianos. A questão palestiniana é portanto, senão a única, pelo menos uma importante causa do ataque continuado de Israel e dos EUA  contra a República Xiita. 

No artigo abaixo, do Professor Yakov Rabkin (Professor Emeritus na Universidade de Montréal), enviado por Pascal Lottaz (Neutrality Sttudies), podemos ter uma amostra de factos relevantes, nestes últimos 40 anos, no que toca a Israel, à Palestina e à importância do Irão para a luta de libertação do povo palestininano do colonialismo e racismo de Israel.

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The Wrong Question about the War in Iran

At its root, the assault on Iran is inseparable from the question of Palestine.

Yakov M. Rabkin

Much of the discussion surrounding the current war on Iran focuses on its potential outcome for the United States. One of the most frequently asked questions is whether Washington will suffer yet another loss of face in the Middle East. But this is the wrong question. Even if the war produces chaos and ultimately harms the United States and Europe—as earlier interventions in Iraq, Libya and Syria did—the more important issue is what benefit Israel, the war’s proponent and initiator, stands to gain. After all, Prime Minister Benjamin Netanyahu has said he had been planning this war for 40 years.

The reason for this is Iran’s principled stance on justice for the Palestinians. That commitment transcends religious divisions: Iran is predominantly Shia, while Palestinians are predominantly Sunni. Iranians and their allies in Lebanon and Yemen are prepared to die as martyrs, and many have already been killed by joint Israeli and American strikes. Yet the yearning for justice has proven to be both profound and resilient.

Iran remains the principal stronghold of resistance to Israel. It not only decries Israel’s apartheid regime and genocide in Gaza but also supports armed resistance groups such as Hezbollah and Hamas. By contrast, almost all governments in the region are only opposed to Israel’s occupation and oppression of Palestine in principle, while cooperating with Israel in practice.
Turkey is an important transit point for oil and gas supplied to Israel. Egypt has helped Israel isolate Gaza and starve its inhabitants. During the last Israeli attack on Iran in 2025, Jordanian and Saudi air defences protected Israel from incoming Iranian missiles. The United Arab Emirates, Bahrain, Morocco, and Sudan formalized relations with Israeli through the 2020 Abraham Accords. Elbit, an Israeli company, accounts for 12 percent of Morocco’s total arms imports, and other Arab regimes openly or tacitly purchase Israeli weapons and surveillance equipment. This pattern is exhibited by many other countries, particularly in the West.


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PS1: Aquilo que muitos anti-capitalistas bem-intencionados não compreendem é a relação da luta de classes em cada país e região, com a luta global pela libertação das garras do suprematismo americano. As greves em portos do Mediterrâneo, dos trabalhadores portuários recusando carregar material de guerra para Israel, as manifestações de massas em variados países que pertencem à OTAN, o repúdio de parte significativa dos americanos sobre o desencadear desta guerra, tudo isso faz com que a classe política esteja mais hesitante em satisfazer os lóbis pró-sionistas e ceder às tendências autoritárias, no Ocidente. 
Em Espanha, o governo de Sanchez tem uma posição de princípio clara, sobre o genocídio palestiniano e sobre a guerra de agressão israelo-americana contra o Irão. Penso que - indiretamente - as posições oficiais de Espanha refletem o sentimento do povo espanhol, contrário a estas aventuras imperiais.



sexta-feira, 6 de março de 2026

quinta-feira, 5 de março de 2026

A GLOBALIZAÇÃO NÃO MORREU; ELA APENAS MUDOU DE ROUPAGENS



A consolidação do poder globalista avança em silêncio, enquanto a guerra lavra no Irão e noutras nações do Médio-Oriente. Os Estados estão a ficar endividados como nunca.
O dinheiro serve para comprar armamentos aos grandes consórcios e a desenvolver programas de Inteligência Artificial : Estes significam uma transferência massiva de capital para os grandes empresários, não para os cidadãos comuns, pois somente  empobrece estes últimos. A dívida tem sido assumida pelos Estados. Estes vão extorquir mais em impostos (instalam-se também dispositivos autoritários).
A disponibilidade deste montão de capital será para os bilionários das indústrias bélicas e tecnológicas. Assim,  eles irão enriquecer ainda mais!



As pessoas são de uma ingenuidade atroz! As atoardas nacionalistas e retrógadas de um Trump e de seus acólitos, são tomadas como significando que eles querem aquilo que declaram. Declaram o fim da globalização, um retorno a que o interesse nacional anteceda o do estrangeiro e toda uma série de atoardas contra a OTAN, a UE e a ONU. Curiosamente, foi por vontade explícita dos EUA e sua casta dirigente que estas instituições globalistas (tal como o FMI e Banco Mundial) foram erguidas e têm dominado, ao nível mundial, a política, as trocas comerciais, a finança etc. O grande capital financeiro e industrial é quem tem decidido, nos EUA, quais os presidentes e a política que eles devem tomar, desde o primeiro quartel do Séc. XX (do presidente Woodrow Wilson ... em diante). Nos países da Europa Ocidental, as intrigas e golpes tiveram como protagonistas ocultos, os grandes magnates. São eles quem escolhe os dirigentes e o programa que devem aplicar. Basta pensarmos nos ditadores Salazar e Franco: Eles nunca teriam conseguido manter-se, sem o apoio de industriais e financeiros, que foram decisivos para sua subida ao poder; ou ainda, em França, G. Pompidou (um funcionário da banca Rothschild) etc.

Muitas pessoas ignorantes pensam que estou a exagerar; que tais conexões são falseadas; que relaciono várias coisas desconexas, apenas pela minha ideologia. A eles só lhes digo: Vão estudar a sério a História dos últimos 100 ou 150 anos e verão que há muitas evidências que reforçam aquilo que afirmo.

O «anti-capitalismo» do discurso de extrema-direita, também não é novidade, não surgiu na onda «MAGA», nem nos políticos de direita conservadora, ou de extrema-direita, que disputam o poder em muitos países da UE, incluíndo Portugal. Também o fascismo de Mussolini e o nazismo de Hitler se apresentavam com uma faceta anti-capitalista, mas apenas discursiva, para melhor enganar uma classe trabalhadora pouco instruída e sujeita a ser arrastada pela demagogia. Aliás, estes discursos nunca impediram os grandes capitalistas de «apoiar com a carteira» aqueles candidatos ao poder absoluto.
A ideologia não se destina a esclarecer as massas sobre as intenções profundas dos dirigentes: Bem pelo contrário, destina-se a ocultar o verdadeiro programa; aquele que só é conhecido pela hierarquia mais elevada desses partidos e pelos seus financiadores.

A grande transferência massiva do capital público para o privado, faz-se com manobras óbvias, mas que têm sido obscurecidas de forma a que se continue a fazer esta transferência.
1ª Os Estados vão-se endividando ao longo do tempo, supostamente para fazer face a despesas urgentes e não orçamentadas, num primeiro tempo. Num segundo tempo, a finalidade real deste endividamento nem sequer é ocultada. Por exemplo, para dotar os países da U.E. de uma indústria bélica capaz de - a prazo - «derrotar a Rússia». Ou ainda, gastar o que for preciso em desenvolvimento da IA (Inteligência Artificial) para construir sistemas - civis ou militares - que multipliquem as capacidades presentes, tendo em conta que a China está num patamar tão ou mais avançado que os ocidentais, a este respeito.
2ª As transferências do capital levantado pelos Estados, para indústrias que se quer privilegiar, dão-se de várias maneiras: Doações para «desenvolvimento», empréstimos a juros muito baixos, encomendas de equipamentos para o Estado, parcerias do Estado com grandes empresas privadas, etc.
3º A dívida pública é a prazos largos, de 20 ou mais anos, quando se destina a financiar um projeto de longo prazo. Os juros dessa dívida são - por norma - baixos, o que torna esta aplicação de capital «pouco apetitosa» para o público. Então, o Estado obriga por lei uma série de instituições a terem uma certa quantia em obrigações do Estado nas suas reservas. São os casos de Bancos, Companhias de Seguros e Fundos de Pensões. A norma aplica-se com o argumento falacioso de que um Estado nunca entra em falência, logo tal reserva seria para «proteger» os clientes destas instituições. Ora, os juros tendem a ser muito baixos e a não acompanhar a inflação real, que se verifica ao longo de muitos anos. Estes juros fixos custam cada vez menos, em termos reais, a pagar. O principal em dívida, também vai perdendo valor, consoante os episódios de inflação no tempo decorrido. Deste modo, o Estado vai buscar o capital a juro muito baixo, emprestado por investidores (sobretudo) institucionais.
4º O Estado está nas mãos dos grupos de interesses mais poderosos, que controlam a política, através de doações chorudas a cada campanha eleitoral. Estas doações permitem que tal ou tal partido tenha muito mais dinheiro (que os outros) para gastar em publicidade, em comícios, em materiais de propaganda, etc... Assim, o partido tem a eleição quase assegurada. Mas, o consórcio de capitalistas financiadores tem os dirigentes desse partido na mão. Se estes se afastarem do programa (o verdadeiro, não o que apresentaram a eleição) serão castigados, não havendo dinheiro para financiar as suas campanhas futuras; podem até desviar os subsídos para outros canditados, adversários do partido «rebelde». Uma das coisas mais decisivas no pós-eleições, é saber-se para que projetos e investimentos o novo governo canaliza os capitais de que dispõe.

5º A «necessidade» de criar ou de reforçar fábricas de armamento pode até ser uma tolice de todo o tamanho, mas o público nunca será autorizado a examinar a questão com toda a transparência. Os apoios eleitorais foram efetivados; as somas  prometidas foram entregues e seria impensável que o partido que beneficiou de tais apoios, fosse descartar este aspecto do seu programa. Por isso, as questões relacionadas com a defesa, a guerra, ou  as ameaças de segurança para nosso país, nunca são tratadas na media de massas com um mínimo de seriedade. O poder encarrega-se de fazer com que a média "mainstream " diga aquilo que é preciso, para defender o rearmamento e que desqualifique os críticos, pelos processos habituais da calúnia, de distorcer  afirmações, ou de black-out...

Isto acontece também nos países mais poderosos, que possuem indústrias capazes de produzir e melhorar microprocessadores, os programas de software para IA, etc. Estes produtos da indústria são de aplicação dúplice, ou seja, tanto podem ser aplicados para fins pacíficos, como bélicos. O desenvolvimento da IA tem  potenciado as armas sofisticadas, os robots, os drones, os aviões de combate e os mísseis. Pode dizer-se que um investimento em IA será como na indústria bélica, somente ligeiramente disfarçado.

Temos aqui, nos 5 passos acima, a essência do que os governos dos Estados capitalistas mais poderosos fazem para desviar somas bilionárias para fins bélicos. Esta escolha vai submeter a sociedade, as pessoas, os tralhadores, a uma política de austeridade (mais uma vez!). Daí que os regimes se tenham vindo a transformar em «democracias musculadas», com polícia de intervenção, pressões sobre resistência social e pacífica (sindicatos, associações diversas). Neste exercício de «democracia» apenas formal, não haverá real oportunidade para se afirmarem, já nem falando de ganhar eleições, forças que permitam uma alternativa real ao sistema.

Conferência de Pepe Escobar: QUAL É O GRANDE JOGO NA ÁSIA CENTRAL?

E QUAL A RELAÇÃO COM A IIIª GUERRA MUNDIAL? *



(*) Este vídeo foi filmado há dez anos. Ele dá-nos chaves importantes para compreendermos o que está por detrás das grandes rupturas e das guerras nos últimos anos e de agora mesmo.  

A maior parte dos europeus e americanos estão na ignorância sobre a concretização das novas Rotas da Seda, as partes já realizadas e as que estão em curso.
O Irão está na encruzilhada de tantas importantes vias, dispõe de tanto petróleo e gás, um ponto nodal absolutamente crítico para as Novas Rotas da Seda. Os grandes grupos corporativos, que têm o controlo do governo dos EUA, não podiam «consentir» isso. Esta é a verdadeira causa da criminosa campanha militar dos EUA e de Israel.