quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
O CANADÁ NÃO NEGOCEIA SOB AMEAÇA
O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, respondeu - virando as costas e saindo - às imposições de Trump. Oiça este condensado da incompetência e narcisismo de Trump.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
TRANSGÉNICA FOBIA DO MUNDO [Obras de Manuel Banet]
É tudo uma questão de «décor»
Está-se numa cama, muda-se para outra
Muda-se de corpo, como de camisa
A vida plena não é mais que vazio
Dentro de antros escuros trafica-se
de tudo, bebendo cocktails exóticos
A luz forte do dia mata as ilusões
mas, se quiseres... vai por aí
Não te encontrarás, mas isso
nada significa; o momento,
o instante, o frisson, são ersatz
da vida: Tu sabes isso, afinal...
Muito para além do frémito,
da erecção e do cio, existe
em cada pessoa um além
que teima em vir à superfície
Nos momentos mais inoportunos
abrem-se as portas de par em par
como estranho corpo ao luar
desnudado pelo vento
Mas ninguém hoje se importa;
a verdadeira cultura está morta
só restam cenas de teatro,
ou cabaret, captadas em filme
Não querem ver-se ao espelho
olham pelo orifício do smartphone
onde um camelo cabe no buraco,
por mais que digam que não
Já não sei se estou vivo no meio
de zombies, ou se meu espectro
se passeia pelo mundo real,
anónimo. Cá vou registando
Colecciono espantos e cruzes
ruídos e sonhos abstrusos
Organizo estes retalhos
e mostro-os em vitrinas
São a colecção efémera
de coincidências naturais
tão naturais como zumbidos
de insectos aos ouvidos
Deste naufrágio algo restará
como fragmento ou fóssil
pelo arqueólogo recolhido,
enquanto forma outra de vida
GEORGE GERSHWIN [Segundas-f. musicais nº49]
Poucos artistas têm o privilégio de agradar aos cultores de música erudita e simultaneamente aos do jazz e música popular. É o caso de George Gershwin, este russo (de origem judaica) emigrado, que se afirmou ao longo das décadas como incontornável compositor, quer de peças musicais da Broadway ou de peças clássicas, como «Rapsody in Blue» ou ainda a ópera famosíssima «Porgy and Bess».
Esta ópera apresenta a vida dos negros sujeitos à exploração, já não no tempo do esclavagismo, mas ainda com relentos dessa época. Foi calorosamente recebida, embora muitos, na classe alta (e nas outras), não vissem os negros como inteiramente humanos. Porém, a tragédia representada na ópera Porgy and Bess, ia muito além do cliché, as personagens tinham real espessura humana. A sociedade «educada» dos anos 20 e 30 nos EUA, tinha cultura (musical e outra) essencialmente europeia. A sua aderência a uma inovação musical e teatral como esta, tinha que ver com a fase ascendente da sociedade e cultura nos EUA. Mas, não foi senão com uma luta de decénios, que foram reconhecidos aos antigos escravos direitos iguais aos dos brancos, culminando com o Movimento pelos Direitos Civis (no início dos anos 1960). Esta luta custou a vida a Martin Luther King e a Malcolm X, entre muitas outras vítimas da vingança de brancos racistas.
The Man I Love
Lista das composições por George Gershwin
sábado, 14 de fevereiro de 2026
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
O BITCOIN E AS OUTRAS CRIPTODIVISAS PODEM IR PARA ZERO
Considero a mais séria e inteligente explicação sobre o que é na realidade uma criptodivisa e sobre o que são os pilares nos quais se está a (re)construír o sistema monetário, sabendo-se que o reino do dólar está a chegar ao fim.
Oiça e divulgue o vídeo abaixo. Muitas pessoas poderão perder tudo ou grande parte dos seus investimentos por não darem ouvidos a estas palavras duras, mas certeiras:
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
PELA CABEÇA APODRECE O PEIXE
O ditado* aplica-se aos que estiveram no poder, com a confiança triunfante, os que julgam que o seu estado é eterno. Eles tornam-se tão despreocupados, que não se importam que certos indícios venham a público; julgam que podem sempre, de uma maneira ou de outra, desviar a justiça ou vingança.
AS REVOLUÇÕES, SÃO ELES (CLASSES DOMINANTES) QUE AS DESENCADEIAM: São eles que, pela sua soberba, criam inimizades, até entre os que eram do seu campo. De repente, o script é completamente diferente do que estava previsto. Surge uma revelação, um escândalo, uma imbecilidade, que são aproveitadas pelos inimigos. Nunca mais se vêem livres destes pecados e pecadilhos. Ás vezes, uns «pecadilhos» são a causa próxima de algum desses poderosos cair do seu pedestal.
O que é certo é que os «de baixo» não podem continuar a assistir ao carnaval, grotesco e obsceno, sem reagir. Têm, de facto, reagido e bastante; porém, a media corporativa, passa sob silêncio as mobilizações contra o capital, nas suas mais diversas manifestações.
Não devemos ser ingénuos e acreditar que o desmoronar do capitalismo financeirizado, se resume a perdas para os que estavam mais envolvidos na economia «de casino». É essa a ideia que nos querem vender. Mas, as pessoas comuns sentem os efeitos dos desmandos da classe no poder: a inflação, a degradação do Estado Social (Welfare State), a violência contra toda e qualquer dissidência, ao ponto de criminalizar os direitos básicos das «democracias» (direito à manifestação, direito de opinião, direito de organização, etc).
A casta no poder e seus lacaios, pensam que o povo não tem memória, que cai sempre nas mesmas armadilhas. Mas, afinal, não são as pessoas do povo que têm má memória: São os poderosos, pois eles se viram sempre para as mesmas políticas de austeridade, impostas com violência.
Estou à espera, para ver como esta avalanche de revelações e volte-faces se vai repercutir no plano político. O volume da enxurrada de revelações é muito notório nos países do Ocidente, que tiveram um papel proeminente na condução das políticas mundiais: Os EUA, a Alemanha, a França, o Reino Unido, conduziram os seus povos, e os de outras nações, para o abismo.
Pergunto a mim próprio, como é possível tanta estupidez, misturada com tanta arrogância. Que as coisas estivessem complicadas para os detentores do poder, não há dúvida. Mas, o seu desempenho piorou as situações, da diplomacia, à economia, da (falta de) coesão interna, às sanções, que fizeram boomerang...
Parece que a fase do desmoronar do poderio ocidental se está aproximando, não ficando senão um grupo de potências, que já foram grandes, que terão de se conformar a serem apenas nações como as outras. Têm de perder primeiro as suas fixações das épocas coloniais e neocoloniais, o que não será difícil para a população em geral, ao contrário da pequena «elite» da classe dominante.
Eu desejo e anseio pela derrocada deste domínio do Ocidente, que não soube comportar-se, nem aprendeu as lições do passado e do presente.
É preciso varrer o velho, para que o novo tenha espaço para se desenvolver.
COMPLEMENTOS: