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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

PELA CABEÇA MORRE O PEIXE

 O ditado aplica-se aos que estiveram no poder, com a confiança triunfante, os que julgam que o seu estado é eterno. Eles tornam-se tão despreocupados, que não se importam que certos indícios venham a público; julgam que podem sempre, de uma maneira ou de outra, desviar a justiça ou vingança.

AS REVOLUÇÕES, SÃO ELES (CLASSES DOMINANTES) QUE AS FAZEM. São eles que, pela sua soberba, criam inimizades, até entre os que eram do seu campo. De repente, o script é completamente diferente do que estava previsto. Surge uma revelação, um escândalo, uma imbecilidade, que são aproveitadas pelos inimigos. Nunca mais se vêem livres destes pecados e pecadilhos. Ás vezes, uns «pecadilhos» são a causa próxima de algum desses poderosos cair do seu pedestal.

 O que é certo é que os «de baixo» não podem continuar a assistir ao carnaval, grotesco e obsceno, sem reagir. Têm, de facto, reagido e bastante; porém, a media corporativa, passa sob silêncio as mobilizações contra o capital, nas suas mais diversas manifestações. 

Não devemos ser ingénuos e acreditar que o desmoronar do capitalismo financeirizado, se resume a perdas para os que estavam mais envolvidos na economia «de casino». É essa a ideia que nos querem vender. Mas, as pessoas comuns sentem os efeitos dos desmandos da classe no poder: a inflação, a degradação do Estado Social (Welfare State), a violência contra toda e qualquer dissidência, ao ponto de criminalizar os direitos básicos das «democracias» (direito à manifestação, direito de opinião, direito de organização, etc). 

A casta no poder e seus lacaios, pensam que o povo não tem memória, que cai sempre nas mesmas armadilhas. Mas, afinal, não são as pessoas do povo que têm má memória: São os poderosos, pois eles se viram sempre para as mesmas políticas de austeridade, impostas com violência. 

Estou à espera, para ver como esta avalanche de revelações e volte-faces se vai repercutir no plano político. O volume da enxurrada de revelações é  muito notório nos países do Ocidente, que tiveram um papel proeminente na condução das políticas mundiais: Os EUA, a Alemanha, a França, o Reino Unido, conduziram os seus povos, e os de outras nações, para o abismo. 

Pergunto a mim próprio, como é possível tanta estupidez, misturada com tanta arrogância. Que as coisas estivessem complicadas para os detentores do poder, não há dúvida. Mas, o seu desempenho piorou as situações, da diplomacia, à economia, da (falta de) coesão interna, às sanções, que fizeram boomerang... 

Parece que a fase do desmoronar do poderio ocidental se está aproximando, não ficando senão um grupo de potências, que já foram grandes, que terão de se conformar a serem apenas nações como as outras. Têm de perder primeiro as suas fixações das épocas coloniais e neocoloniais, o que não será difícil para a população em geral, ao contrário do pequeno «escol» da classe dominante.

Eu chamo com os meus votos a derrocada deste domínio do Ocidente, que não soube comportar-se, nem aprendeu as lições do passado e do presente. 

É preciso varrer o velho, para que o novo tenha espaço para se desenvolver.