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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

GEORGE GERSHWIN [Segundas-f. musicais nº49]

 



Poucos artistas têm o privilégio de agradar aos cultores de música erudita e simultaneamente aos do jazz e música popular. É o caso de George Gershwin, este russo (de origem judaica) emigrado, que se afirmou ao longo das décadas como incontornável compositor, quer de peças musicais da Broadway ou de peças clássicas, como «Rapsody in Blue» ou ainda a ópera famosíssima «Porgy and Bess»

Esta ópera apresenta a vida dos negros sujeitos à exploração, já não no tempo do esclavagismo, mas ainda com relentos dessa época. Foi calorosamente recebida, embora muitos, na classe alta (e nas outras), não vissem os negros como inteiramente humanos. Porém, a tragédia representada na ópera Porgy and Bess, ia muito além do cliché, as personagens tinham real espessura humana. A sociedade «educada» dos anos 20 e 30 nos EUA, tinha cultura (musical e outra) essencialmente europeia. A sua aderência a uma inovação musical e teatral como esta, tinha que ver com a fase ascendente da sociedade e cultura nos EUA. Mas, não foi senão com uma luta de decénios, que foram reconhecidos aos antigos escravos direitos iguais aos dos brancos, culminando  com o Movimento pelos Direitos Civis (no início dos anos 1960). Esta luta custou a vida a Martin Luther King e  a Malcolm X, entre muitas outras vítimas da vingança de brancos racistas. 


The Man I Love


Versão de piano
por Carlo Balzaretti:


                                
 Alguns grandes 
sucessos de Gershwin 


Lista das composições por George Gershwin


As composições de Gershwin para o Music Hall são - em grande maioria - notáveis pela musicalidade e naturalidade. Têm sido gravadas em disco por várias gerações de artistas.
Dou abaixo apenas três exemplos, de entre a minhas peças preferidas:

- «Embreacable You», escrita em 1928, mas celebrizada em 1930, com Ginger Rogers e Fred Astaire e depois por uma coorte de cantores, incluindo Billie Holiday. Aqui, a versão de Judy Garland (1940) .



-«They can't take that away from me»: Canção que se presta muito bem à forma de cantar característica de Sarah Vaughan.




«Let's call the whole thing off»: Com Ella Fitzgerald e Louis Armstrong, famosíssimos cantores. Têm um número elevado de canções de Gershwin em suas discografias. Saboreiem o parlando, entremeado com frases cantadas.




Existem muitos  outros artistas que cantaram e gravaram obras de George Gershwin. Esta curta nota não tem a ambição de cobrir a abundante discografia. 
Note-se que o fluxo de novas versões de temas famosos do jazz (os standards) continua: Gershwin continua a ser um dos compositores mais frequentemente interpretados, sem dúvida. 
Ele é um marco da música erudita e uma referência incontornável na música de jazz. 



Algumas notáveis interpretações neste blog:









quarta-feira, 8 de setembro de 2021

ELLA FITZGERALD, AO VIVO «TAKE THE A TRAIN»


                                               https://www.youtube.com/watch?v=cjMjsaddCac


Um cume de improvisação de jazz, utilizando seus recursos vocais fabulosos.

Take the A Train é um standard de jazz, composto em 1939 por Billy Strayhorn, com letra de Joya Sherrill.
Foi orquestrado e gravado pela primeira vez por Duke Ellington, em 1941.


A atuação aqui apresentada foi gravada no «The Crescendo» em 1961.
A acompanhar Ella Fitzgerald, estavam...
piano: Lou Levy
guitarra: Herb Ellis
contrabaixo: Wilfred Middlebrooks
bateria: Gus Johnson

domingo, 23 de julho de 2017

A VERSÃO ORIGINAL É (QUASE) SEMPRE A MELHOR




O single mais famoso de Julie London, "Cry Me a River", tornou-se um sucesso de um milhão de vendas, logo após a sua publicação em Dezembro de 1955. 
London cantou esta canção no filme «The Girl Can't Help It» (1956). 
Foi retomada por inúmeras cantoras e cantores de jazz e pop, ao longo de mais de sessenta anos, tais como Shirley Bassey, Barbra Streisand, etc. 
Curiosamente, a canção - escrita em 1953 - foi inicialmente composta para ser cantada por Ella Fitzgerald, no filme sobre os anos 20 «Pete Kelly's Blues», mas acabou por não ser incluída.

Dinah Washington, no vídeo abaixo,  interpreta a canção  com uma intensidade que põe em relevo suas qualidades expressivas. 











Now you say you're lonely
You cried the long night through
Well, you can cry me a river
Cry me a river
I cried a river over you
Now you say you're sorry
For being so untrue
Well, you can cry me a river
Cry me a river
I cried a river over you
You drove me,
Nearly drove me out of my head
While you never shed a tear
Remember?
I remember all that you said
Told me love was to plebeian
Told me you were through with me
Now you say you love me
Well, just to prove you do
Cry me a river
Cry me a river
I cried over you
You drove me
Nearly drove me out of my head
While you never shed a tear
Remember?
I remember all that you said
Told me love was to plebeian
Told me you were through with me...
And now you say you love me
Well, just to prove that you do...
Come on! Come on!
Cry me a river...
Cry me a river...
I cried a river over you
I cried a river over you...



sexta-feira, 7 de julho de 2017

ERROLL GARNER - THEY CAN'T TAKE THAT AWAY FROM ME


There are many many crazy things
That will keep me loving you
And with your permission
May I list a few
The way you wear your hat
The way you sip your tea
The memory of all that
No, no they can't take that away from me
The way your smile just beams
The way you sing off key
The way you haunt my dreams
No, no they can't take that away from me
We may never never meet again, on that bumpy road to love
Still I'll always, always keep the memory of
The way you hold your knife
The way we danced until three
The way you changed my life
No, no they can't take that away from me
No, they can't take that away from me
Written by Ira Gershwin, George Gershwin 

Esta célebre canção dos anos 30, composta por Ira e George Gershwin, foi interpretada por quase todas as celebridades do jazz, como Billie Holiday, Frank Sinatra ou Ella Fitzgerald

Também estrelas do jazz instrumental - como Art Tatum e outros - nela se inspiraram para executarem originais improvisos.

Mas, ao fim e ao cabo, a versão que gosto de ouvir repetidas vezes é esta, a de Erroll Garner.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

MEU CENTENÁRIO PREFERIDO para 2017

Como? Não sabeis que a grande Ella nasceu há 100 anos, a 25 de Abril de 1917 ?! 
Como a sua voz permanece jovem, como a sua música soa familiar aos nossos ouvidos, até se compreende a surpresa de se cumprir um centenário do nascimento da mais versátil cantora de jazz...
             
O filme de 1960  «Let no man write my epitaph» foi um enorme flop.  Porém, são (continuam a ser...) enormes sucessos, as canções que Ella Fitzgerald cantou para este filme. 

Ouça-se, especialmente, nos momentos de intimidade (Intimate Ella):
           «I cried for you, now it is your turn to cry over me...»





Estranhos caminhos os da criação artística!


domingo, 4 de dezembro de 2016

«YOU GO TO MY HEAD» & «EVERY TIME WE SAY GOODBYE»





Uma paixão é um vinho que sobe à cabeça...
A minha paixão jazzística deve muito ao encanto de vozes como as de Ella Fiztgerald, Julie London...


                                 


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

NÃO É NECESSARIAMENTE ASSIM...


O que podem uma cantora impar e um igualmente grande do jazz, interpretando uma obra imortal de Gershwin? 

- Oiçam a resposta, aqui:




Para se perceber melhor a transformação operada pela criatividade dos músicos de jazz, oiçam agora a primeira gravação em disco (de 78 rpm) com excertos da famosa ópera «Porgy and Bess».
«It ain't necessarely so..» pode ouvir-se a partir de 18:35