terça-feira, 3 de março de 2026
Prof. Jiang Xueqin - Raciocínio surpreendente sobre 3° Guerra Mundial
quinta-feira, 30 de novembro de 2023
O CAMINHO DO FUTURO E A SABEDORIA
Nós costumamos, a partir desta altura do ano, ouvir e ler «previsões» para o ano seguinte, como será no campo da política, da economia, etc.
Realmente, estas ditas previsões apenas se baseiam na perceção dos que as emitem, sobre qual é a expectativa dos seus leitores em relação a esses assuntos. Quanto mais uma «previsão» se conformar com o que passa por senso comum, mais aceitação terá.
Alguns «analistas» porém, fazem uma ou duas previsões completamente fora do que é previsível, mas assinalando porém, que a sua «probabilidade de se efetivar» é diminuta.
Este ritual é destinado a tranquilizar as pessoas, que ficam na ilusão de que «compreendem» o Mundo - esse Mundo cada vez mais complexo, contraditório, opaco - e, a partir desse momento, vão projetar a ilusória compreensão dos acontecimentos mundiais, regionais ou locais, na trama simplista desses gurus. Satisfazem-se ou desce a sua ansiedade, pelo menos, quando podem dizer: «eu já sabia que isto iria acontecer», ou «veem, as coisas passam-se conforme eu previ».
Conscientemente ou não, está-se a perpetuar a longa tradição das profecias. A «Arte divinatória» existiu e existe em todas as civilizações e religiões passadas e presentes. É pois uma invariante profunda do ser humano. Transcende as culturas, as condições socioeconómicas e tecnológicas, existentes nas diversas sociedades.
A mente humana «precisa» de continuidade. Precisa de imaginar que o dia de amanhã será semelhante ao de hoje. Os pressupostos de que parte um indivíduo, uma família para realizar os seus investimentos ou planos futuros, baseiam-se quase somente nos seus desejos. Mas, têm de «teorizar» tais impulsos (perfeitamente legítimos na imensa maioria dos casos) com as tais «projeções» do futuro. Estas são mais o resultado de uma racionalização, do que a conclusão de um processo frio, racional de análise.
Pessoalmente, não farei projeções para o próximo ano. Espero que as grandes desgraças que afetam a humanidade sejam um bocado aliviadas; espero que haja menos violência; menos depredação dos ambientes naturais; um maior entendimento entre culturas... Eu «espero», não no sentido de prevejo, mas somente que desejo.
terça-feira, 11 de maio de 2021
ROUBINI: CONSEQUÊNCIA DO DÓLAR SER USADO COMO ARMA DE POLÍTICA INTERNACIONAL
Esta entrevista tem muito interesse, também pela forma clara como avalia o bitcoin.
sábado, 27 de fevereiro de 2021
PARA ALÉM DO COLAPSO, A MUDANÇA TECTÓNICA
Desde o momento em que o sistema financeiro e económico entrou em roda livre, o colapso perfilava-se no horizonte.
Creio que, agora mesmo, estamos a vê-lo acontecer; ao dizer isto, eu não creio estar a ser um «profeta do Apocalipse».
Na minha vida, porém, já assisti A VÁRIAS MUDANÇAS DE PARADIGMAS e não das menores:
- O abandono do sistema de Bretton Woods, com a retirada por Nixon, em 1971, da convertibilidade do dólar em ouro.
- A introdução do petro-dólar, em 1973, negociada por Kissinger com o rei da Arábia Saudita e vigente até aos dias de hoje.
- A financeirização da economia nos países capitalistas afluentes, convertendo-os em economias de serviços, materialmente dependentes de países asiáticos (China, Indonésia, Paquistão, Vietname, Coreia do Sul, etc...) cujas economias se industrializaram e se tornaram grandes exportadoras.
- O colapso final e a desagregação da União Soviética e das suas repúblicas; seguida pela tentativa dos «conselheiros», provenientes de Wall Street, em colocar sob tutela o imenso território Euroasiático.
- A ascensão e a consolidação de Putin e a restauração do poderio económico e militar da Rússia.
- O imenso sucesso da China com a adopção do capitalismo mais dinâmico de todo o planeta, embora conservando o férreo controlo do PCCh.
- O colapso do sistema financeiro baseado na dívida, em 2008, sendo as falências de Lehmann Brothers e de outros bancos, apenas epifenómenos.
- O deitar pela borda fora das regras que balizavam a acção dos bancos centrais ocidentais, levando à criação monetária na origem da espiral inflacionista dos activos «em papel».
- A queda dos bancos centrais e governos ocidentais na sua própria armadilha, amarrados à política de insuflar as bolhas especulativas, para evitar um colapso imediato.
- Ao agirem assim, sacrificaram as moedas, ao ponto de estarem em risco de destruição, de perda total do seu valor. Porém, a sua substituição por uma moeda digital, emitida pelos bancos centrais, ou pelo FMI, não resolverá os problemas de fundo.
- Muito antes do «COVID», em Setembro de 2019, o sistema já dera sinais claros de disfunção terminal, com a FED a ter de intervir para sustentar o mercado «repo» (empréstimos inter-bancários, para superar limitações temporárias de liquidez).
- Enquanto a economia do Ocidente está de rastos, paralisada devido aos confinamentos/«lockdowns», a pretexto de e não causados verdadeiramente pela pandemia, assiste-se à predação do grande capital sobre o médio e pequeno capital. Os lucros dos grandes conglomerados aumentaram vertiginosamente: Ocupam os nichos de mercado deixados vazios por pequenas e médias empresas, que estão falidas.
- O sistema mundial está a evoluir para um «duopólio»: o Bloco Atlântico e o Bloco Eurasiático. As consequências desta partição binária mundial são globais e de longo prazo.
- Até o sistema mundial - com os aspectos geoestratégico, financeiro, produtivo, comercial - atingir novo equilíbrio, mesmo que somente meta-estável, o Mundo vai sofrer uma série de convulsões, crises e revoltas. Suas vítimas principais vão ser os povos: sobretudo, povos do Terceiro Mundo, os que menos têm; os que menos usufruíram da sociedade de consumo.
- Nos países afluentes - com o empobrecimento das classes médias - progridem as correntes fascizantes, capazes de tomar o poder eleitoralmente, ou - pelo menos - de exercer pressão sobre os partidos de direita e de centro «clássicos», que adoptam políticas xenófobas e muitos outros pontos do programa da extrema-direita, sem o reconhecerem abertamente.
- Apesar de tudo o que descrevi acima, o colapso em curso não deverá ser visto como um Apocalipse, o Dia do Juízo Final, a catástrofe global, o fim da civilização, ou da própria espécie humana.
- Não! Todas estas mudanças são mais semelhantes a fenómenos geológicos: serão análogas aos movimentos tectónicos, com as configurações dos continentes a mudarem e em que novas oportunidades se abrem, ao mesmo tempo que se encerram episódios da História da Terra e das espécies.
sábado, 17 de outubro de 2020
O COIOTE CAI NO PRECIPÍCIO...
NB: tudo indica que os poderes globalistas, sob a batuta do FMI, estão a negociar agora «um novo Bretton Woods». Veja:
https://www.imf.org/en/News/Articles/2020/10/15/sp101520-a-new-bretton-woods-moment
https://www.imf.org/external/mmedia/view.aspx?vid=6200738336001
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(1) O gato de Schrödinger é um gato que este físico imaginou para explicar que - segundo a teoria quântica - um objecto podia estar num estado ou noutro («gato vivo ou gato morto»), em simultâneo. O estado do objecto apenas se concretizava quando o experimentador o observasse.
(2) A não ser que... laboratórios e cientistas dos mais avançados, tenham encontrado o processo de reverter o tempo e possam ir, em sucessivos pontos do passado, corrigir os erros cometidos por uns e por outros, e depois regressar ao tempo presente. Isto é uma demonstração pelo absurdo.
(3) Entretanto, os manipuladores não hesitam usar stars da pornografia para convencer as pessoas a jogar na bolsa.
(4) Por exemplo, a transformação de todos os contratos indexados ao LIBOR. Porquê? porque este índice foi de tal maneira manipulado pelo pequeno grupo de grandes bancos que o estabelecia, que as entidades de supervisão decidiram acabar com ele em 2021. Esta transformação vai implicar mudanças...
