segunda-feira, 6 de julho de 2026
RUBINSTEIN : Recital CHOPIN [Segundas-f. musicais n° 65]
segunda-feira, 22 de junho de 2026
HÁ SEMPRE UM MOZART DESCONHECIDO [SEGUNDAS-F. MUSICAIS Nº63]
(Acima) Retrato a óleo de Mozart, ao piano, aos 14 anos
- Traduzi parte do comentário apenso ao vídeo acima:
«O QUINTETO EM MI BEMOL MAIOR PARA PIANO E INSTRUMENTOS DE SOPRO, K. 452, foi completado por Mozart em 1784 e estreado dois dias depois, no Teatro Imperial em Viena. Pouco tempo depois da estreia, escreveu ao seu pai que "Eu próprio considero que é a melhor coisa que escrevi em toda a minha vida". A distribuição das partes é a seguinte: piano, oboé, clarinete, trompa e fagote. Compõe-se de três andamentos:
1. Largo - Allegro moderato
2. Larghetto
3. Allegretto
A sua estrutura assemelha-se à da sonata típica. No primeiro andamento (Largo-Allegro), o Allegro está escrito na forma sonata, com os temas a serem passados dum instrumento para o outro, sendo o piano o introdutor dum tema e assumindo depois o papel de acompanhador, quando o oboé, a clarineta e o fagote realizam as suas respectivas variações sobre esse tema. O Larghetto é um andamento típico, análogo dos 2º andamentos doutras peças de Mozart, suave e gentil, que atrai a atenção. O Allegretto assume a forma de "sonata-rondó" do mesmo estilo que Mozart utilizou como andamento final em muitos dos concertos para piano que escreveu nesse período e contém uma cadenza - escrita por Mozart - próximo do fim.Esta peça foi inspiração para o Quinteto em Mi bemol para Piano e Sopros, Op. 16 de Ludwig van Beethoven que escreveu a sua peça enquanto homenagem, em 1796. A composição de Beethoven utiliza os mesmos instrumentos que a de Mozart.»
Comentário de Manuel Banet:
A beleza divina desta peça, excelente exemplo de escrita musical do Classicismo, brilha em cada uma das suas partes. Mas, o excecional está na integração perfeita de cada instrumento no conjunto. Porém, esta formação instrumental é pouco usual na música dessa época. O diálogo do piano com os vários instrumentos de sopro surge com perfeita naturalidade.Consigo imaginar Mozart ao piano, introduzindo os temas e dialogando com os instrumentos de sopro.Uma peça bem humorada, interpretada com perfeição e equilíbrio pelos elementos do quinteto.
PS1: Um manuscrito desconhecido, contendo autógrafos de Mozart, foi descoberto recentemente na Bibliothèque Nationale de Paris. Um pequeno livro com partituras manuscritas. O conteúdo estaria relacionado com as lições que Mozart deu, durante sua estadia em Paris, a uma jovem «estúpida e preguiçosa». Veja AQUI.
PS2: Uma peça de juventude, completamente inédita. Descoberta em 2024 Ganz Kleine Nachtmusik, K648 foi gravada na biblioteca da editora de música Bärenreiter.
MAIS INFORMAÇÃO SOBRE MOZART
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(Acima) Retrato a óleo de Mozart, ao piano, aos 14 anos
«O QUINTETO EM MI BEMOL MAIOR PARA PIANO E INSTRUMENTOS DE SOPRO, K. 452, foi completado por Mozart em 1784 e estreado dois dias depois, no Teatro Imperial em Viena. Pouco tempo depois da estreia, escreveu ao seu pai que "Eu próprio considero que é a melhor coisa que escrevi em toda a minha vida". A distribuição das partes é a seguinte: piano, oboé, clarinete, trompa e fagote.
1. Largo - Allegro moderato
2. Larghetto
3. Allegretto
segunda-feira, 1 de junho de 2026
ERIC SATIE - GNOSSIENNES [Segundas-f. musicais nº60]
Desenho do compositor, por Picasso, na capa de uma selecção de obras de Eric Satie
Aos 101 anos da sua morte, Eric Satie continua a ser mal compreendido pelo público, em geral e mesmo pelos críticos musicais. No entanto, como elemento verdadeiramente original dos princípios do século XX, a sua obra guarda enorme interesse e atualidade. Aliás, vários compositores dos séculos 20 e 21, foram influenciados pelas suas obras.
https://www.youtube.com/watch?v=nfhza_GLKNg&list=RDnfhza_GLKNg&start_radio=1&t=1298s
As 7 peças das «Gnossiennes» têm um caráter de reflexão pausada. Elas estão na antítese de boa parte da música da sua época, apesar de terem traços comuns à escrita musical de Debussy ou Ravel. A atmosfera que emana das composições de Satie escapa ao encerramento dentro de uma escola, de uma época.
Ele serve-se de estruturas musicais extra-europeias: Por exemplo, as peças são frequentemente modais, o que não era nada comum, pois a música tonal ainda era a dominante. Recusa-se a fazer modulações que se limitam a ser transposições de uns tons para outros. Por outro lado, a repetição insistente de alguns motivos melódicos, tem um efeito encantatório, hipnótico.
Curiosamente, ele não se coloca formalmente em ruptura com o passado, como o fizeram, desde o início do Século XX, vários vanguardistas.
Se há peças musicais que ajudam a concentrar numa tarefa - a estudar, desenhar, etc - as 'Gnossiennes' são das mais adequadas.
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INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR
Uma biografia de Eric Satie:
sábado, 23 de maio de 2026
MOZART, SONATA K545, FANTASIA K475, SONATA 457 - GRIGORY SOLOKOV AO VIVO [2ª.f. musicais nº59]
segunda-feira, 22 de dezembro de 2025
Uma lição de PIANO com LISZT (Segundas-f. musicais n°43)
domingo, 5 de outubro de 2025
«CLAIR DE LUNE» DE CLAUDE DEBUSSY (+ Recordação de infância)
- VULTOS SOBRESSAÍAM SOB A ABÓBADA CELESTE.
domingo, 24 de agosto de 2025
GLENN GOULD INTERPRETA BACH
Glenn Gould consegue cativar a minha atenção do princípio ao fim, desfiando cada andamento de cada partita como uma narração única.
A qualidade destas interpretações foi reconhecida com a designação de «Gravações do Século», ou seja, são gravações de referência para intérpretes e apreciadores de música barroca.
domingo, 27 de julho de 2025
CLAUDE DEBUSSY: 2 Arabesques
quinta-feira, 24 de julho de 2025
Martha Argerich: Partita BWV 826 de J. S. Bach
segunda-feira, 26 de maio de 2025
ALICE SARA OTT - sensibilidade e espiritualidade [Segundas-f. Musicais, nº35]
Só soube agora e fiquei deveras chocado com a notícia sobre a saúde da pianista Alice Sara Ott. Creio que será difícil, no longo prazo, ela continuar com uma intensa atividade de concertista. A esclerose múltipla é uma doença debilitante, que pode deixar as pessoas exaustas, mesmo quando seguem o tratamento adequado.
Prelude No. 17 in A Flat Major. Allegretto
Prélude No. 6 in B minor 'Lento assai'
sábado, 24 de maio de 2025
CONCERTO PARA PIANO DE EDVARD GRIEG - ALICE SARA OTT e Orquestra Sinfónica da Rádio da Baviera
- ALICE SARA OTT e Orquestra Sinfónica da Rádio da Baviera
Edvard Grieg (1843-1907) foi um compositor prolífico, com um reportório de mais de 150 obras, além de ter sido maestro e virtuoso do piano, tendo percorrido a Europa para promover a sua arte. Porém, somente a música de cena da peça teatral de Ibsen, «Peer Gynt», assim como o concerto para piano e orquestra aqui apresentado, são obras muito conhecidas do público.
No Verão de 1868, Grieg escreveu seu concerto para piano, cuja récita de estreia ocorreu em 3 de Abril de 1869 no Teatro Casino de Copenhaga. É uma das grandes obras do reportório romântico. Neste, soam temas de música popular norueguesa. Tem uma refrescante variedade temática protagonizada pelo instrumento solista. Ele trabalhou longamente no concerto, até a um ano antes de sua morte.
Não apenas a maior parte das obras, como também a biografia deste compositor norueguês estão pouco divulgadas. Sofre da «maldição» de certos compositores, que têm uma obra muito popular sendo as restantes relegadas para um apagamento injusto, dada a sua qualidade musical.
segunda-feira, 19 de maio de 2025
MAURICE RAVEL- «ALVORADA DO GRACIOSO» (Segundas-f. musicais nº34)
ALBORADA DEL GRACIOSO pelo Ballet Nacional de España
segunda-feira, 5 de maio de 2025
ANYA ALEXEYEV, PIANISTA FORA DO COMUM (Segundas-f. Musicais Nº 33)
Comecei por adorar o álbum que dedicou às Sonatas de Carlos Seixas.
Depois, explorei os «4 Contos de Fadas», do álbum «The Russian Music Box» que me parecem estar na continuidade da melhor música russa para o piano...
segunda-feira, 7 de abril de 2025
A sonata "Tempestade" de Beethoven, por András Schiff
segunda-feira, 24 de junho de 2024
Fantasia Cromática (Bach): duas abordagens na interpretação (Segundas-f. musicais nº6)
quinta-feira, 9 de maio de 2024
INTEGRAL DOS «IMPROMPTUS» DE FRANZ SCHUBERT ( Chloe Jiyeong Mun)
Chloe Jiyeong Mun atinge - de chofre - o «top» das interpretes, pela sensibilidade e perfeição técnica conjugadas.
Ela oferece as condições para usufruímos da plena sensualidade auditiva e da beleza suprema: O que não é de pouca monta, pois estas peças, ditas «de improviso», são de uma elaboração subtil e de muita exigência técnica. A sua interpretação é, pelo menos, tão excelente como a de outros grandes interpretes que tenho ouvido.
Um prodígio de maestria, para o prodígio da composição de Schubert!
F. Schubert

