Mostrar mensagens com a etiqueta Graham Hancock. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Graham Hancock. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 4 de agosto de 2026

GÖBEKLI TEPE: Reavaliando o mistério, com a ajuda de «Grok AI»

 


Este conjunto monumental , construído há mais de 12 mil anos no planalto da Anatólia, não seria tanto um «templo», como um memorial, uma «biblioteca», um aviso para os vindouros, sobre um perigo recorrente que veio e devastou a Terra no período chamado o Drias Recente. Nesse momento, um meteoro gigante ou cometa, colidiu com a Terra, causando devastação muito para além da zona de impacto, pois induziu um brusco arrefecimento da temperatura planetária, numa altura em que se estava nas fases finais da Idade do Gelo, quando, nas zonas temperadas do hemisfério Norte, as condições naturais da fauna e flora, já se assemelhavam às de hoje. 

Ainda existiam mamutes no Grande Norte, ainda havia zonas vastas, no Hemisfério Norte, recobertas por glaciares. Porém, a humanidade experimentou um período de renovo, que se traduziu em aumento populacional e em desenvolvimento técnico inédito. 

A «invenção» da agricultura e da pastorícia estavam perto. Por exemplo, os povos da Cultura natufiense (zonas que são hoje Israel e Líbano) tinham uma proto-agricultura, havia colheita de gramíneas selvagens. Havia processamento dos grãos em farinha. Com certeza, estas espécies acabaram por hibridizar-se por processos semi-naturais/ semi-induzidos pelos humanos, para dar origem aos cereais que cultivamos hoje. 

A abundância da caça nalgumas zonas, permitiu que as tradições nómadas fossem descartadas. Antes, os bandos de humanos acompanhavam as migrações cíclicas dos grandes herbívoros, em busca de mais tenras pastagens. A sedentarização (assentamento permanente em aldeias) não podia existir nessa época. 

A diferenciação dos instrumentos de pedra na Idade da «pedra polida» (Neolítico) era muito grande: Incluía itens que permitiam trabalhar as peles e o couro, coser com agulhas de osso, pescar com arpões e anzóis, etc. A tecnologia da pedra tinha-se tornado muito mais sofisticada, depois do Paleolítico, mas milénios antes do surgir da metalurgia.

As proezas arquitecturais e esculturais  permitem identificar a cultura com o nome do local de «Gobekli Tepe», embora a área cultural se estenda num vasto complexo monumental na Anatólia, havendo muitos sítios arqueológicos por escavar, já detetados por métodos de geolocalização à distância. As proezas descritas em pormenor no vídeo, implicam tecnologias que não conhecemos. Nós temos grande dificuldade em imaginar como terão sido realizados estes monumentos de pedra. De algum modo, os construtores devem ter recorrido a técnicas muito avançadas para a época, há cerca de 12 600 anos. 

Graham Hancock avançou uma explicação, que deixou um grande número de académicos muito incomodados:

- 'Gobekli Tepe' é o testemunho dos sobreviventes do cataclismo do Drias Recente. Eles possuíam um saber técnico e científico muito mais desenvolvido que os dos povos naturais da zona, no planalto da Anatólia. Nesta época, o clima do planalto era menos seco do que agora, com boas condições naturais para a caça-recolecta. Havia nesta zona uma densidade relativamente elevada de povoamento humano. 

Nas expedições  efetuadas por Graham Hancock, ele deparou-se com outros locais, nos mais diversos pontos do Planeta, onde existem sítios arqueológicos enterrados ou submersos (hoje). Segundo ele, são testemunhos desprezados da civilização pré-Drias. Quando não totalmente ignorados, estes vestígios são vistos como «curiosidades» apenas, pelos arqueólogos que seguem a teoria clássica.  Para tal teoria, as civilizações iniciaram-se alguns milénios depois do início da agricultura. Primeiro veio a capacidade de controlo dos recursos alimentares (a «Revolução agrária») e depois, as primeiras civilizações, com a construção de monumentos, reflectindo o poder dos reis, dos sacerdotes, etc . 

Penso que nos deixamos fascinar demasiado pelas proezas técnicas e artísticas dos construtores de Gobekli Tepe. Seria mais saudável, do meu ponto de vista, partir do princípio - e do bom senso - de que Gobekli Tepe representa um auge, um cume civilizacional, não um princípio ou  um arranque. Isto seria um sólido argumento a favor da tese de Hancock: Ter havido uma transferência de saberes; estes, terem sido gerados por outras culturas, talvez em pontos muito distantes. Os saberes teriam sido transferidos pelos refugiados do cataclismo do Drias Recente, para o planalto da Anatólia.

A hipótese de que um povo nómada de caçadores/recolectores se poria a construir monumentos de pedra, que exigiram enorme esforço colectivo e um saber técnico muito avançado, parece-me simplesmente ridícula.

A pré-história tem de ser reescrita; tem de se reconher o evidente: Desprezámos muitos vestígios ou interpretámos mal os mesmos, sobretudo os anteriores a 12 mil anos. A arqueologia que se debruçou sobre as culturas de antes de 12 mil anos, tem de ser completamente reexaminada e recontextualizada. Deve haver um fio condutor, coerente com as evidências conhecidas no presente. Em ciência, as evidências são mais poderosas que as teorias, por muito estabelecidas que estas sejam. 

Estes erros de perspetiva são comuns e humanos: Valorizamos o que fomos condicionados a ver; interpretamos os vestígios, para eles se enquadrarem nos nossos (pre)conceitos . Descartamos ou diminuimos o significado do que saia fora do enquadramento da nossa conceptualização teórica. 

Quanto às evidências, estas são (quase) sempre fragmentárias, ambíguas, sujeitas a erros de datação, etc. E isto torna-se mais acentuado, quanto mais nos afastamos no tempo... 

 A ciência propriamente dita, deve ser céptica e crítica em relação a ela própria. Não deve descartar hipóteses plausíveis, se a verdadeira razão pela qual se procede a tal afastamento, é a visão convencional do momento.


------------------

PS1: A temática de Gobekli Tepe tem estado presente em vários artigos neste blog, embora não sejamos arqueólogos profissionais. Mas, o que estará em jogo, é de interesse muito vasto e profundo. Nada menos do que a reavaliação da pré-história, em especial, do final do paleolítico e do início do neolítico. 

Veja:  

https://manuelbaneteleproprio.blogspot.com/2023/05/gobekli-tepe-importantes-novas.html

https://youtu.be/X3hue6mQgho?is=5V53JQRuQu6djplL

segunda-feira, 29 de maio de 2023

GÖBEKLI TEPE: IMPORTANTES NOVAS DESCOBERTAS

 


Os arqueólogos profissionais e os académicos são os que têm mais reticências em integrar as descobertas  do Sul da Turquia, na sua visão do final do paleolítico e do início do neolítico.
Graham Hancock explicava este grande monumento de 12 mil anos, como resultando de um povo sobrevivente da grande catástrofe, que fez desaparecer «Atlantis», devido a colisão de asteroide(s) no período chamado "Younger Dryas". Os sobreviventes de «Atlantis» teriam transmitido tecnologias avançadas aos caçadores-recolectores: A existência duma sofisticada civilização com monumentos de pedra, no Levante e Médio-Oriente não se coaduna com a «cronologia convencional» da passagem do paleolítico para o neolítico.
Este vídeo baseia-se na evidência, mas não é senão uma explicação plausível. Mas penso que tem o mérito de não fazer hipóteses fantasistas; fica sempre dentro do verosímil e do que sabemos sobre os humanos dessa época. A hipótese que coloca é testável cientificamente, ou seja, está sujeita a ser invalidada (ou confirmada) por novas descobertas, nas campanhas em curso nesta zona do Sul da Turquia. 

-------------------------------
NB: Outros artigos sobre o tema de Göbekli Tepe:


quinta-feira, 12 de setembro de 2019

AMAZÓNIA: INVESTIGADORES BRASILEIROS ENCONTRAM CIVILIZAÇÃO PRÉ-COLOMBIANA

 NOTA DE MANUEL BANET: Estes achados não são inéditos, pois Graham Hancock descreve dados semelhantes, baseados em descobertas arqueológicas similares. Ele escreveu o livro «America Before» (ainda não traduzido para português?) em 2017. 
A arqueologia da América e não apenas do Brasil está em plena «revolução», muitas descobertas antigas são reinterpretadas à luz dos novos conceitos que estão emergindo na antropologia, paleontologia, geologia, arqueologia...

                   Amazônia (arquivo)

Retirado de:

Uma expedição arqueológica à comunidade Bom Jesus da Ponta da Castanha, na Floresta Nacional de Tefé (Flona), no Amazonas, encontrou indícios de que o local pode ter sido densamente habitado no passado.
Alguns dos elementos descobertos indicam que a ocupação da Floresta Amazónica antes da chegada dos colonos portugueses, em 1.500, pode ter sido muito maior do que se imagina.
As crónicas do missionário espanhol Gaspar de Carvajal, que fez uma viagem pelo rio Amazonas no século XVI, descrevem uma área cheia de povos indígenas antes da chegada dos europeus na região.
Essas e outras crónicas da época, que relatam a intensa presença humana na região, foram consideradas exageradas e fantasiosas. Porém, trabalhos recentes de pesquisadores brasileiros confirmam esses dados.

Arqueologia da Amazónia
"Não podemos dizer que é um sítio arqueológico só. O que a gente está vendo é um complexo arqueológico de vários sítios, que podem ter histórias diferentes, mas que estão interligadas", disse Rafael Lopes, pesquisador associado do Grupo de Pesquisa em Arqueologia e Gestão do Património Cultural da Amazónia do Instituto Mamirauá.
​No local foi descoberta uma grande quantidade de vestígios arqueológicos de diferentes períodos de ao menos cinco ocupações humanas diferentes no local. Dentre essas descobertas há cerâmicas da tradição Pocó, que podem ter até 3 mil anos.
Como tradição, os antigos habitantes desses lugares usavam tintas castanha, vermelha, preta e branca para decorar os pratos. Louça semelhante foi encontrada nas descrições das crónicas do sacerdote espanhol.
Perto do complexo arqueológico foi encontrada uma floresta de castanheiros que, embora se estenda por quilómetros ao longo do rio, não ultrapassa os 500 metros de largura. Este padrão não natural de dispersão de árvores é uma indicação de actividades agrícolas durante centenas de anos.
Outra evidência é a presença de terra preta – um solo extremamente fértil associado a uma ocupação humana de longa data do mesmo local.
Cientistas têm colectado material orgânico para datação por radio-carbono, o que permitirá uma melhor compreensão das datas associadas às diferentes ocupações e sua relação com o meio envolvente.
"O mais impressionante do sítio foi a diversidade do contexto arqueológico que ele mostrou. Ficamos um mês aqui trabalhando e conhecemos 1% dele", ressalta Lopes.
Para o arqueólogo do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, Eduardo Neves, o sítio tem grande potencial para o estudo de diferentes ocupações que ocorreram nessa região da Amazónia.
"Não só pela parte da arqueologia, mas essa perspectiva de integração entre a arqueologia e a história da paisagem. Temos questões muito relevantes aqui para a arqueologia de toda a Amazónia", explica.
A Floresta Nacional de Tefé (Flona) é uma unidade de conservação federal sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)..

[Sobre os fogos na Amazónia: https://manuelbaneteleproprio.blogspot.com/2019/08/amazonia-paraiso-cobicado.html ]

sábado, 12 de agosto de 2017

CATACLISMOS E COLAPSOS CIVILIZACIONAIS



Graham Hancock tem defendido, desde o seu famoso livro de 1995 «Fingerprints of the Gods», até ao mais recente «Magicians of the Gods», a existência de uma civilização muito avançada no período anterior a 10,500 B.C. ( ou seja há 12,500 anos atrás), que foi quase completamente obliterada por uma catástrofe global durante um período geológico designado o «Dryas recente». Num período de tempo muito curto, o nível do mar subiu imenso, inundando civilizações costeiras, um pouco por todo o lado, em consequência do degelo acelerado da calota glaciar que recobria as zonas setentrionais dos continentes norte americano e eurasiático. 


Os factos de um grande dilúvio estão inscritos na geologia em vários pontos da América do Norte, mas também na costa sul da Índia ou na Indonésia. Não irei  detalhar aqui, pois as pessoas realmente interessadas terão todo o prazer em descobrir por elas próprias as argumentações baseadas em descobertas científicas, que «Magicians of the Gods» (2016) contém. 
Outro aspeto de grande interesse do livro é que a catástrofe - quer tenha sido causada por um cometa gigante que se fraturou e atingiu a referida calota glaciar (segundo Hancock), ou por outra mecânica- foi responsável pelo desaparecimento dessa rica civilização «ante-diluviana» e a dispersão pelos quatro cantos do planeta dos sobreviventes causou o brusco e inexplicável aparecimento de obras de escultura, arquitetura e agricultura, em povos tidos como meros «caçadores recolectores» pela arqueologia convencional. 
Hancock explica esse florescimento brusco como resultando de uma transferência tecnológica e cultural, dos refugiados (com nível de civilização mais avançada) para comunidades de caçadores-recolectores, que os acolheram.

                               Image result
Mas a humanidade ficou «amnésica» do período anterior, não reconhecendo estes vestígios como aquilo que são, tentando encaixar as descobertas como Gobekli Tepe num enredo compatível com a cronologia e sequência linear que caracteriza a narrativa da História e pré-História. 

Os Europeus ou ocidentais têm um meta modelo de «progresso» linear entrincheirado no seu modo de pensar: portanto, creem sempre que o passado era mais «primitivo» que o futuro, nas suas grandes linhas. Não admitem que tenha havido estádios mais avançados do conhecimento humano que foram simplesmente varridos por cataclismos.
 A ruína de «Atlantis», chamemos assim a civilização destruída há cerca de 12,500 anos atrás, foi causada pela arrogância dos homens face aos deuses, o seu desvio dos sãos princípios de relacionamento entre eles e com os deuses, em suma julgarem-se omnipotentes e donos da moral. Esta foi a justificação que Solón, o antepassado de Platão, recebeu dos sacerdotes do templo egípcio que lhe revelaram a existência de Atlântida e sua destruição, tal como o filósofo ateniense descreveu do Timeu. 

Agora, estamos numa zona de grandes turbulências, pois há várias situações potencialmente perigosas que se têm vindo a instalar - qual a menos grave ou mais grave, não sabemos - as quais podem muito bem desencadear a derrocada do mundo como o conhecemos: com efeito, desde há uns anos temos vindo a assistir a guerras monetárias, seguidas de guerras comerciais e com situações de guerras quentes, mais ou menos controladas, mas que podem despoletar-se e generalizar-se a qualquer momento. 

Estas políticas dos grandes poderes, quer sejam nos domínios monetário, económico, político, militar, têm vindo a criar as condições de um conflito armado generalizado, o qual acabaria, de uma ou outra forma, por se tornar nuclear. 
Muitas pessoas não compreendem que a grande probabilidade de um conflito nuclear não virá de uma potência que decida à partida, à «traição», disparar um ataque nuclear devastador sobre o adversário. Não; este cenário é o menos provável. 
O mais provável, é que se dê uma confrontação armada entre duas potências nucleares, numa primeira fase somente com armamentos «convencionais», parecendo que há uma certa restrição de parte a parte, no início. Mas, com o evoluir dos acasos da guerra, uma das potências pode ficar em situação realmente crítica, em perigo de derrota iminente. Nesse momento, em desespero, poderá lançar um ataque nuclear, na esperança fútil de que seus inimigos fiquem de tal modo abalados que deixem de ter capacidade de resposta (ou de vingança). 
Mas, claro, as maiores potências nucleares - USA, Rússia, China - têm dispositivos que asseguram que a sua capacidade de resposta não será aniquilada num primeiro ataque (basta pensarmos nos submarinos, com mísseis nucleares, que estão sempre a circular pelos mares).
Quando penso que estamos aqui e agora no início do 3º milénio a temer (com razão) uma guerra generalizada (a IIIª Guerra Mundial já começou?), a qual se transformará em nuclear, num momento ou noutro, sinto um certo desespero pela cobardia, mesquinhez e loucura «branda» dos homens que dirigem o mundo, mas também pelos que - como carneiros - os seguem e caem em todas as armadilhas para se deixarem levar, ignorando obstinadamente aquilo que realmente conta. 
Se o dinheiro, que é afinal um símbolo da acumulação de trabalho e de produção, estivesse a ser empregue apenas em empreendimentos úteis para a humanidade, agora teríamos um período de grande abundância, de desenvolvimento vigoroso das ciências e das artes, de aumento geral da qualidade de vida de todas as populações deste Planeta. Contrariamente a isto, nesta época, temos a generalização de miséria, da violência, do obscurantismo, da ganância...
Não sei (e talvez ninguém consiga jamais demonstrar cabalmente) a verdadeira causa do cataclismo que precipitou a civilização atlante: Graham Hancock coloca a hipótese - do cometa embatendo contra as calotes glaciares do hemisfério norte e causando um degelo súbito -  como mera hipótese. 
Claro que um acontecimento com origem no céu, desta ordem de grandeza «teria de ser ordenado pelos Deuses, zangados com os humanos», segundo a visão das pessoas contemporâneas da catástrofe. Os terramotos, ainda hoje, são apregoados por alguns como «castigo divino», mesmo que as pessoas em causa conheçam a geologia dos fenómenos, seus aspetos tectónicos. 
Não importa tanto a interpretação que se dá sobre as causas dos cataclismos, como constatar a escala devastadora de destruição dos mesmos. 
Hancock propõe que as civilizações de hoje convertam os seus arsenais de morte maciça para rastrear e destruir objetos celestes com vários quilómetros que, potencialmente, poderiam repetir a devastação que a Terra experimentou há cerca de 12,500 anos atrás. 
Existem meios na nossa civilização tecnológica, se assim o quisermos, para prevenção de tais catástrofes; temos o potencial para deflectir a trajetória de um asteroide no espaço. 

Infelizmente, creio que não há consciência acumulada suficiente para uma deliberada mudança de atitude, quando observamos o estado das políticas internacionais. 
Penso que somos governados por uma casta de pessoas primitivas, mesquinhas e violentas, as quais apenas são peritas numa coisa: dissimular o seu verdadeiro jogo, através das propagandas que lançam, dos efeitos de imagem, numa media inteiramente ao seu serviço. 
As populações, ou estão adormecidas, ou hipnotizadas a «crerem» naquilo que lhes impingem como narrativa. As pessoas mais inteligentes, ou se afastam dos cenários políticos, desgostadas, ou tentam em vão educar as outras... as que querem «furor e sangue» contra os seus inimigos!

É preciso um conceito cíclico da História, da Economia, da Civilização, da Natureza, como têm os sistemas de pensamento (filosofia, religião, ciência) dos povos do Oriente... talvez esta parte da Humanidade esteja em condição de fazer prevalecer o bom senso, sobre a casta de dirigentes ocidentais, completamente enredada em mitos autoproduzidos, narcísica, sociopática, criminosa.

sábado, 7 de janeiro de 2017

ENTREVISTA COM GRAHAM HANCOCK

UMA LIÇÃO DE HUMILDADE E DE SABEDORIA...



Na longa entrevista de cerca de hora e meia, Graham Hancock revela-se como uma personalidade rica de experiência e de coração. A sua procura por caminhos tidos como «heréticos» ou «esotéricos» é fascinante e parece-me muito bem documentada. Não li ainda o livro Magicians of the Gods, mas prometi a mim próprio fazê-lo, logo que surja a oportunidade. 

Estranhamente, antes de ouvir falar deHancock e de suas hipóteses, tinha a intuição de que Atlantis era muito mais do que mera construção mitológica, que tinha base num longínquo estado de civilização, destruído por cataclismo(s). A confirmação de que existem boas razões para crer que a história narrada por Platão não é apenas uma «invenção», mas tem uma base muito real, permite-nos abrir o campo interpretativo do passado distante. 

Gosto também do humanismo que ele demonstra ao longo da entrevista. Identifico-me com a sua visão pela emancipação da tutela das pessoas e dos povos em relação a líderes, que ele afirma não serem necessários. A humanidade pode viver sem líderes, diz ele a certa altura. Acho este ponto de vista muito apropriado e sensato; se é "radical", será no sentido de ir à raíz dos problemas. 
Um autor e uma obra a descobrir!