quarta-feira, 5 de agosto de 2026

CONSEQUÊNCIAS DA "IA" SERÃO DEVASTADORAS...


 Não se trata de "brincadeira", o SEQUESTRAR de palavras, construíndo novos conceitos ou fantasias. Isso tem repercussão no universo mental de biliões de pessoas. É com palavras que as pessoas raciocinam. 

A representação do mundo das coisas, dos objectos, mas igualmente dos conceitos teóricos, religiosos, ou afetivos... passa pela palavra. 

Os antropólogos culturais constataram que nas sociedades por eles estudadas, quando não existem palavras para exprimir certos conceitos, isso equivale a não serem concebidos, nas referidas culturas.

Os manipuladores, domadores, demagogos, pessoas que pretendem controlar as massas, como fazem? 
- Eles distorcem, impõem novos significados às palavras.
O mesmo fazem os publicitários. 

Quando as pessoas acreditam literalmente na «inteligência» das máquinas, estão a ser iguais a povos ditos primitivos, que colocam a sua fé em estátuas de deuses, portadoras de poderes divinos. 

Qual a diferença? Os crentes na «IA» serão mais «sofisiticados»? Na realidade, estão adorando e endeusando máquinas: Querem acreditar, de modo extravagante e ingénuo, que elas lhes vão dar «a cura do cancro e de todas as doenças» ou a solução para todos os problemas complexos, que a ciência ainda não conseguiu penetrar.
 
Quando rebentar bolha das empresas de IA, o que fatalmente acontecerá, as pessoas que investiram suas poupanças em ações dessas empresas perderão tudo. Depois, só algumas delas irão recuperar a lucidez, um pouco tarde. As restantes ficarão desesperadas e acusarão tudo e todos, menos elas próprias, pelos males decorrentes do rebentar desta bolha.

Eu não posso ficar indiferente, embora não tenha pessoalmente investimentos em «IA», ou relacionados com isso. Diz-me respeito (e a toda a cidadania), porque os sistemas de pensões estão desde há muitos anos investidos (sem as pessoas o saberem, na maior parte) no casino das bolsas e noutros investimentos financeiros de elevado risco. 
Isto significa que as somas astronómicas (biliões...) que se «evaporam» quando as bolhas especulativas estoiram vêem, em grande parte, de sistemas de pensões, públicos ou privados. 
Além disso, depois de cada crise sistémica, perfeitamente previsível, aliás, os grandes capitalistas vão pedir ajuda ao Estado, para este resgatar as empresas cujos donos fizeram apostas arriscadas ou mesmo «tontas». Este capital oferecido ou emprestado em condições muito favoráveis,  pelo Estado, é desviado. Os grandes capitalistas fazem esse dinheiro desaparecer em compras e fusões de empresas, em auto-compra de ações, etc. 
Se investidos na economia produtiva, esses capitais poderiam representar um aumento de riqueza e bem-estar, para a sociedade em geral: Faltam investimentos em infraestruturas, investigação, educação, saúde, bem-estar social... 
É um roubo organizado pelos grandes capitalistas, à economia produtiva, com a conivência do governo.

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