A consolidação do poder globalista avança em silêncio, enquanto a guerra lavra no Irão e noutras nações do Médio-Oriente. Os Estados estão a ficar endividados como nunca.
O dinheiro serve para comprar armamentos aos grandes consórcios e a desenvolver programas de Inteligência Artificial : Estes significam uma transferência massiva de capital para os grandes empresários, não para os cidadãos comuns, pois somente empobrece estes últimos. A dívida tem sido assumida pelos Estados. Estes vão extorquir mais em impostos (instalam-se também dispositivos autoritários).
A disponibilidade deste montão de capital será para os bilionários das indústrias bélicas e tecnológicas. Assim, eles irão enriquecer ainda mais!
As pessoas são de uma ingenuidade atroz! As atoardas nacionalistas e retrógadas de um Trump e de seus acólitos, são tomadas como significando que eles querem aquilo que declaram. Declaram o fim da globalização, um retorno a que o interesse nacional anteceda o do estrangeiro e toda uma série de atoardas contra a OTAN, a UE e a ONU. Curiosamente, foi por vontade explícita dos EUA e sua casta dirigente que estas instituições globalistas (tal como o FMI e Banco Mundial) foram erguidas e têm dominado, ao nível mundial, a política, as trocas comerciais, a finança etc. O grande capital financeiro e industrial é quem tem decidido, nos EUA, quais os presidentes e a política que eles devem tomar, desde o primeiro quartel do Séc. XX (do presidente Woodrow Wilson ... em diante). Nos países da Europa Ocidental, as intrigas e golpes tiveram como protagonistas ocultos, os grandes magnates. São eles quem escolhe os dirigentes e o programa que devem aplicar. Basta pensarmos nos ditadores Salazar e Franco: Eles nunca teriam conseguido manter-se, sem o apoio de industriais e financeiros, que foram decisivos para sua subida ao poder; ou ainda, em França, G. Pompidou (um funcionário da banca Rothschild) etc.
Muitas pessoas ignorantes pensam que estou a exagerar; que tais conexões são falseadas; que relaciono várias coisas desconexas, apenas pela minha ideologia. A eles só lhes digo: Vão estudar a sério a História dos últimos 100 ou 150 anos e verão que há muitas evidências que reforçam aquilo que afirmo.
O «anti-capitalismo» do discurso de extrema-direita, também não é novidade, não surgiu na onda «MAGA», nem nos políticos de direita conservadora, ou de extrema-direita, que disputam o poder em muitos países da UE, incluíndo Portugal. Também o fascismo de Mussolini e o nazismo de Hitler se apresentavam com uma faceta anti-capitalista, mas apenas discursiva, para melhor enganar uma classe trabalhadora pouco instruída e sujeita a ser arrastada pela demagogia. Aliás, estes discursos nunca impediram os grandes capitalistas de «apoiar com a carteira» aqueles candidatos ao poder absoluto.
A ideologia não se destina a esclarecer as massas sobre as intenções profundas dos dirigentes: Bem pelo contrário, destina-se a ocultar o verdadeiro programa; aquele que só é conhecido pela hierarquia mais elevada desses partidos e pelos seus financiadores.
A grande transferência massiva do capital público para o privado, faz-se com manobras óbvias, mas que têm sido obscurecidas de forma a que se continue a fazer esta transferência.
1ª Os Estados vão-se endividando ao longo do tempo, supostamente para fazer face a despesas urgentes e não orçamentadas, num primeiro tempo. Num segundo tempo, a finalidade real deste endividamento nem sequer é ocultada. Por exemplo, para dotar os países da U.E. de uma indústria bélica capaz de - a prazo - «derrotar a Rússia». Ou ainda, gastar o que for preciso em desenvolvimento da IA (Inteligência Artificial) para construir sistemas - civis ou militares - que multipliquem as capacidades presentes, tendo em conta que a China está num patamar tão ou mais avançado que os ocidentais, a este respeito.
2ª As transferências do capital levantado pelos Estados, para indústrias que se quer privilegiar, dão-se de várias maneiras: Doações para «desenvolvimento», empréstimos a juros muito baixos, encomendas de equipamentos para o Estado, parcerias do Estado com grandes empresas privadas, etc.
3º A dívida pública é a prazos largos, de 20 ou mais anos, quando se destina a financiar um projeto de longo prazo. Os juros dessa dívida são - por norma - baixos, o que torna esta aplicação de capital «pouco apetitosa» para o público. Então, o Estado obriga por lei uma série de instituições a terem uma certa quantia em obrigações do Estado nas suas reservas. São os casos de Bancos, Companhias de Seguros e Fundos de Pensões. A norma aplica-se com o argumento falacioso de que um Estado nunca entra em falência, logo tal reserva seria para «proteger» os clientes destas instituições. Ora, os juros tendem a ser muito baixos e a não acompanhar a inflação real, que se verifica ao longo de muitos anos. Estes juros fixos custam cada vez menos, em termos reais, a pagar. O principal em dívida, também vai perdendo valor, consoante os episódios de inflação no tempo decorrido. Deste modo, o Estado vai buscar o capital a juro muito baixo, emprestado por investidores (sobretudo) institucionais.
4º O Estado está nas mãos dos grupos de interesses mais poderosos, que controlam a política, através de doações chorudas a cada campanha eleitoral. Estas doações permitem que tal ou tal partido tenha muito mais dinheiro (que os outros) para gastar em publicidade, em comícios, em materiais de propaganda, etc... Assim, o partido tem a eleição quase assegurada. Mas, o consórcio de capitalistas financiadores tem os dirigentes desse partido na mão. Se estes se afastarem do programa (o verdadeiro, não o que apresentaram a eleição) serão castigados, não havendo dinheiro para financiar as suas campanhas futuras; podem até desviar os subsídos para outros canditados, adversários do partido «rebelde». Uma das coisas mais decisivas no pós-eleições, é saber-se para que projetos e investimentos o novo governo canaliza os capitais de que dispõe.
5º A «necessidade» de criar ou de reforçar fábricas de armamento pode até ser uma tolice de todo o tamanho, mas o público nunca será autorizado a examinar a questão com toda a transparência. Os apoios eleitorais foram efetivados; as somas prometidas foram entregues e seria impensável que o partido que beneficiou de tais apoios, fosse descartar este aspecto do seu programa. Por isso, as questões relacionadas com a defesa, a guerra, ou as ameaças de segurança para nosso país, nunca são tratadas na media de massas com um mínimo de seriedade. O poder encarrega-se de fazer com que a média "mainstream " diga aquilo que é preciso, para defender o rearmamento e que desqualifique os críticos, pelos processos habituais da calúnia, de distorcer afirmações, ou de black-out...
Isto acontece também nos países mais poderosos, que possuem indústrias capazes de produzir e melhorar microprocessadores, os programas de software para IA, etc. Estes produtos da indústria são de aplicação dúplice, ou seja, tanto podem ser aplicados para fins pacíficos, como bélicos. O desenvolvimento da IA tem potenciado as armas sofisticadas, os robots, os drones, os aviões de combate,m e os mísseis. Pode dizer-se que um investimento em IA será como na indústria bélica, somente ligeiramente disfarçado.
Temos aqui, nos 5 passos acima, a essência do que os governos dos Estados capitalistas mais poderosos fazem para desviar somas bilionárias para fins bélicos. Esta escolha vai submeter a sociedade, as pessoas, os tralhadores, a uma política de austeridade (mais uma vez!). Daí que os regimes se tenham vindo a transformar em «democracias musculadas», com polícia de intervenção, pressões sobre resistência social e pacífica (sindicatos, associações diversas). Neste exercício de «democracia» apenas formal, não haverá real oportunidade para se afirmarem, já nem falando de ganhar eleições, forças que permitam uma alternativa real ao sistema.
4 comentários:
A Coreia do Sul já está com economia em,ruptura por causa do fecho do estreito de Ormuz, o Japão vem a seguir!
https://youtu.be/tRXDsNIdJ78?is=6pNqLCLb0avWmCp0
https://youtu.be/iyr-aTEPQ4g?is=PekhKdpMCBrzFx5a
Coronel Mcgregor
https://youtu.be/mz0MPJm4-gM?si=ruvtHW_ydqH5onSV
A teoria de RAY Dálio: fim da ordem dos Dólar EUA
https://www.youtube.com/watch?v=Sftyje53d1c
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