Nesta prisão que se estende até ao horizonte
Neste pesadelo que parece sem fim
Onde encontrarei eu a primavera
A Natureza que alguns obsecados matam
Em sonhos encontramos refúgio
Quando a realidade dói demasiado
Nesta prisão nem o sonho subsiste
Ao espelho da fera enlouquecida
Gostava de vos dar algum alento
De vos encher o peito de coragem
Mas não posso; estou procurando
Das aves o canto, saber pra onde foi
Não tenho refúgio nos campos
Ou nos bosques; pois afinal
Atormenta saber-me
Dos humanos o igual
Os assassinos a sangue-frio
Na aparência são humanos
Agora são uns ratos loucos
De medo, raiva e vingança
A guerra é uma doença
Contagiosa dos povos:
Mata primeiro por dentro
O humano, no homem
Sem comentários:
Enviar um comentário