Quanto menos dívida tivermos e quanto mais possuírmos e controlarmos e baixarmos nossos custos fixos e exposição aos riscos que não podemos controlar, tanto maior será a nossa autonomia. (Charles Hugh Smith)

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Guerras do século XIX e a atualidade

 

A Ironia da História 

Toda a gente fala - hoje - da doutrina Monroe (1823). Mas, devia-se falar também da «estratégia de Leipzig». Ela foi posta em prática uma década antes da declaração do presidente Monroe: Em 1813 Napoleão foi decisivamente derrotado em Leipzig, pelos exércitos aliados dos reinos europeus  (Austria, Prússia, Suécia e Rússia). 


Cada um deles - isoladamente - tinha forças militares inferiores às francesas. Os generais comandando os exércitos aliados estabeleceram uma regra: 

- Confrontariam forças francesas quando estas eram comandadas por um dos Marechais ou Generais de Napoleão. 

- Mas, perante um contingente chefiado pelo próprio Imperador dos franceses, não dariam combate, recuariam. 

Esta estratégia resultou; as forças totais de Napoleão foram sendo enfraquecidas - mas não derrotadas - em combates e batalhas parciais. 

Napoleão tomou a decisão audaciosa de colocar as suas tropas dentro de Leipzig e nos seus arredores, esperando assim enfrentar e derrotar, separadamente, cada um dos exércitos aliados. 

Ele já tinha usado esta táctica - com sucesso - no passado, perante forças numericamente superiores, mas fraccionadas. Só que - desta vez - a conjugação dos exércitos inimigos equivalia a cerca de três vezes o número total de tropas francesas

Aconteceu o que sabemos: Uma derrota humilhante para Napoleão. Após três dias de combates, o exército francês teve de fugir para não ficar cercado.

No caminho de regresso a França, o que restava das tropas francesas teve de combater contra tropas da Baviera (auxiliadas por tropas austríacas), em Hanau. O reino da Baviera foi um dos primeiros membros da Confederação do Reno. O exército bávaro participou em muitas campanhas, junto com franceses e povos de várias nacionalidades, na «Grande Armée». 

Leipzig foi considerada uma vitória dos povos europeus: A partir de Leipzig, tudo mudou. A própria França foi invadida pelos exércitos aliados. Então, o mito da invencibilidade das tropas napoleónicas desmoronou-se por completo. Já na Península Ibérica muitos marechais e generais de Napoleão tinham sofrido derrotas, às mãos do exército anglo-português, aos quais se juntaram tropas espanholas, que se tinham rebelado contra o rei Joseph, irmão de Napoleão. 

Consulte-se a cronologia das ações militares  no ano de 1813,  no Portal da História. 

Eu sei que «a História não se repete, quanto muito rima...»: Seria uma imbecilidade da minha parte, tentar plasmar o presente, nos episódios da decadência e colapso do império de Napoleão I. Porém, sem recorrer a analogias artificiais, há certos traços atuais do imperialismo dos EUA,  que me evocam a era napoleónica.

Primeiro, a arrogância do poder. A húbris dos gregos. Estes sabiam que, um general tomado pela húbris, ou embriaguês da vitória, podia cometer atos imprudentes e encaminhar seu exército para a aniquilação.  Foi isso mesmo que se passou com Napoleão, ao juntar - contra a Rússia - a força militar mais formidável que até então se vira. Foram uns 600 mil homens da «Grande Armée», mortos em combate, ou de frio, ou de doença....Note-se que somente cerca de um terço, era francês de França. Muitos eram súbditos de Estados dominados pelo Império, obrigados a enviar um contingente para a aventura russa.

-  A um nível global, hoje em dia, como no tempo de Napoleão, a multiplicidade de frentes equivalia a fraccionar os esforços, não se podendo assegurar - em simultâneo - a «pacificação» do Hanover, no Norte da Alemanha e da Andalusia, no Sul de Espanha. 

Em várias zonas mediterrânicas e noutras, a frota inglesa tinha bases recuadas seguras. Aliás, a grande vantagem estratégica da Inglaterra foi o seu controlo dos mares: Podia fazer «razzias», incendiando portos (como o de Copenhaga...). Depois da marinha britânica ter destruído a armada franco-espanhola na batalha de Trafalgar, as forças navais francesas e seus aliados  já não podiam contribuir eficazmente para a vigilância das costas. Era uma limitação muito séria,  para combater o contrabando que furava o bloqueio continental, decretado por Napoleão.

A Inglaterra, como potência industrial ascendente, inventou rifles muito mais eficientes que os equivalentes inimigos, tendo também importantes inovações em artilharia. Muito importante, foi a tática de Wellington, de colocar suas tropas em posições aproveitando os acidentes do terreno, o menos possível expostas aos tiros do inimigo e capazes duma linha de tiro agrupado e certeiro, mortífero. Quando as divisões francesas se lançavam ao ataque, eram ceifadas por infantaria e artilharia britânicas. Isto aconteceu na batalha do Bussaco e em muitas outras. Os soldados franceses sofriam pesadas baixas, ainda antes de entrar em contacto com as linhas inimigas.

Em termos financeiros, a guerra sempre foi a maior devoradora de recursos. Napoleão vendeu a colónia da Louisiana, aos recém- independentes EUA. Não sei se isto foi considerado um «bom negócio», ou não. O que sei é que as quantias obtidas com essa venda, foram gastas nas campanhas incessantes de Napoleão. Não serviram para o desenvolvimento industrial, nem para renovar as infraestruturas, nem para melhorar as condições de vida do povo. 

Podem imaginar os rios de dinheiro gastos no presente século XXI, com armas sofisticadas, quer do lado da OTAN, quer dos seus inimigos? Podeis ter a certeza de que tais somas, investidas em melhoramentos, em  cultura, em saúde e nas condições de vida dos povos, fariam recuar muito a pobreza e os desequilíbrios no Mundo. 

- Só me resta chamar a atenção para certas falsificações da História. Por exemplo, em relação à chamada doutrina Monroe

Esta doutrina, quando foi enunciada, aparecia aos latino-americanos como um contributo para consolidar a sua independência, face aos antigos colonizadores. Eles não tinham força suficiente, contra Inglaterra, Espanha ou França, para resistir isoladamente aos ex-poderes coloniais, se estes procurassem invadir e recolonizar as novas repúblicas da América do Sul e Central. 

A doutrina Monroe colocava um travão à agressividade dos poderes coloniais europeus. Se eles atacassem uma das novas repúblicas, era provável terem de se bater também contra os EUA. Pelo menos no início, a doutrina Monroe não foi instrumentalizada pelos EUA, como «justificação» de aventuras coloniais ou  imperiais.  

Mas, não podemos esquecer que, nessa época, a burguesia dos EUA, como a de outras nações, tinha um discurso ideológico de liberdade e, ao mesmo tempo, cometia os piores crimes: Genocídio, escravatura, exploração impiedosa dos indígenas...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

A consequência catastrófica do erro com a Venezuela


 Esta apresentação desenvolve com clareza e rigor as consequências geopolíticas globais para o império dos EUA.

O GÉNIO BARROCO de TOMASO ALBINONI [Segundas-f. musicais nº45]




Há muito mais a apreciar em Albinoni, além do «seu» Adágio. 

 Remo Giazotto  (1910- 1998) foi um musicólogo italiano que estudou e editou obras de compositores italianos do barroco e teve a sorte de ter encontrado um manuscrito com fragmentos de um Adagio de Albinoni. Este manuscrito continha a linha do baixo e alguns compassos, escritos para o violino. O célebre adagio não se pode - na realidade - designar como obra de Albinoni; nem sequer se deve considerar que Giazotto efetuou um "restauro" de tal peça. Seria mais correcto considerar a composição como sendo sua, de Giazotto, embora utilizando elementos do manuscrito de Albinoni, acima referido.

Porém, Albinoni não tem culpa deste equívoco. Sua obra (abundante, mas parcialmente destruída em incêndio, no bombardeamento de Dresden, no final da IIª Guerra Mundial pelos aliados) é de qualidade cimeira, a julgar pelo que nos resta. São peças muito perfeitas do ponto de vista formal.  Tal legado não deve ser visto à luz de uma só peça, de atribuição questionável. Com efeito, o famoso Adagio, tem muito pouco do compositor veneziano do século XVIII. 

De qualquer maneira, a qualidade de Albinoni, enquanto compositor, está claramente ao nível dos melhores de  Itália, da primeira metade do Século XVIII.

 J. S. Bach tinha acesso à biblioteca de manuscritos e edições coleccionadas pelo seu patrão, o Príncipe de Köthen. Bach conheceu e apreciou obras de Albinoni, tal como em relação a Vivaldi, Marcello e vários outros. Bach fez transcrições de obras destes mestres italianos. Alguns concertos foram adaptados para o órgão; a maioria, no entanto, destinava-se ao cravo. 

 Igualmente notável, é o conhecimento aprofundado de Haendel em relação à música italiana: Ele tirou imenso partido da estadia  em Roma, na sua juventude. Compôs óperas italianas, oratórias em latim segundo o rito católico e música instrumental ao gosto italiano. Várias obras instrumentais, que compôs estando já em Inglaterra,  evocam concertos de Corelli, de Locatelli, de Vivaldi e de outros italianos. Estava na moda a música italiana. Esta atingiu o auge de popularidade em meados do século XVIII. Durante muito tempo, foi «obrigatório» os músicos das diversas nacionalidades europeias comporem óperas ao estilo italiano e utilizando a língua italiana. Mozart (entre outros) compôs algumas das suas  melhores óperas em italiano. 

Nas cortes europeias, abundavam  os italianos. Muitos deles eram músicos instrumentistas, outros cantores; os mais célebres eram mestres-de-capela, ou músicos ao serviço exclusivo de monarcas e príncipes (ex.: Domenico Scarlatti).

As melodias, nos concertos de Albinoni, que se podem ouvir no vídeo abaixo (concertos para oboé ou violino), possuem grande qualidade expressiva. Os «tutti» são vigorosos e as partes de orquestra são discretas, ao  acompanhar os solistas.  Os movimentos são quase sempre Allegro-Adagio-Allegro, o que não é monótono devido à  variedade de tratamento dos temas (variações, modulações...) e aos diversos acompanhamentos utilizados. 

A arquitetura sonora geral é muito equilibrada, o que permite ao(s) solista(s) desenrolar o discurso "cantabile" e personalizado: Uma panóplia de ornamentos não escritos, permitia aos solistas enriquecer a melodia. Os melhores executantes não sobrecarregavam as melodias com adornos; tratava-se antes de adornar, sem adulterar a linha melódica.

Esta música, aparentemente «fácil», é possuidora de grande subtileza. Tal como, nos séculos XVI e XVII, as igrejas e basílicas em estilo barroco, tinham um traçado exterior austero e um interior cheio de ricas decorações requintadas

Estes concertos de Albinoni não nos deixam de impressionar, ainda hoje, passados mais de três séculos. 




PS1: apreciem o Adágio  no 2° movimento do concerto em Ré menor para oboé e orquestra de cordas.
 

domingo, 11 de janeiro de 2026

Portugal retoma a sua vocação ?

 



COMENTÁRIO:

Eu não estou dentro do segredo dos deuses. Não posso portanto confirmar ( nem por grosso, nem ao detalhe), as trocas tidas à margem de cimeiras da Organização dos Países de Língua Portugesa, ou de outros eventos, em que ministros dos estrangeiros participaram. 
O que me parece é que determinadas correntes, nos «principais partidos de poder» em Portugal (PSD e PS), têm uma visceral ligação com a U.E. e com a OTAN, muito em desfavor dos seus respectivos eleitorados e do próprio povo português. 
A «punição» da Troica em relação a Portugal, que Pepe Escobar refere, aconteceu e foi realmente muito dura, como ele diz. Porém, a consciência política do facto ficou confinada às franjas mais radicalizadas do eleitorado, que votaram PCP ou "Bloco de Esquerda". 
Nisso, como noutros assuntos de importância magna, a não independência da média tem desempenhado um papel de ocultação, ou de desinformação com  fidelidade canina aos «Senhores seus Donos». 
Portugal durante gerações, foi sujeito ao fascismo salazarento, mais obscurantista ainda que o franquismo. A curta «festa revolucionária», após 25 de Abril de 74,  não inverteu fundamentalmente a ignorância do povo, mormente devido à contrarevolução em 25 de Nov. de 1975 e aos anos que se seguiram, de involução dos projetos baseados em ideias generosas de democracia «a caminho do socialismo». 
A educação cívica e política, que se pretendeu introduzir ao nível do ensino secundário, muito depressa fracassou, por sabotagem das próprias lideranças do Ministério da Educação. 
A demagogia dos partidos, quase todos, serviu-se da ignorância do povo, apresentando-lhe a cada eleição a imagem que lhes daria mais votos, sem nenhuma tentativa séria de apresentação das questões políticas que se colocavam no momento, ou a longo prazo. 
Infelizmente, este estilo de «democracia» eleiçoeira, foi descendo de nível, de eleição em eleição. Nas últimas eleições para a Assembleia da República, cada partido encontrou slogans que não queriam dizer nada de concreto, para colocar nos seus cartazes. Ou não significavam nada ou tinham o mais inócuo conteúdo que se possa imaginar.  As frases eram tão destituídas de significado político ou programático, que eram intercambiáveis. Sem as caras dos candidatos ou respectivos emblemas partidários, os cartazes não eram sequer identificáveis com tal ou tal partido. Portugal está no grau zero da política; também pela ausência de conteúdo esclarecedor nos debates televisionados. O resultado disto, foi um terramoto eleitoral da extrema-direita, que soube explorar as facetas mais mesquinhas, presentes numa parte do povo, nomeadamente o seu ódio pelos estrangeiros, erroneamente vistos como roubando o ganha-pão dos portugueses: Na verdade, os empregos que os emigrantes tomavam, eram  os de menor prestígio social, aos quais 99% dos portugueses - mesmo no desemprego - não se queriam candidatar. Mas, a incapacidade de fazer frente à vaga de xenofobia e de racismo, foi tanto mais devastadora, quanto o maior partido (dito) de esquerda, o PS, estava incapaz de contra-atacar, perante a ofensiva da extrema-direita. Nos anos de governo do PS de António Costa, foi promovida a vaga de emigração para o nosso país, permitindo reduzir a grave deficiência de trabalhadores na agricultura, na construção, na restauração... 
Turismo e habitação de luxo; foram os sectores onde o PS convidou o grande capital português e estrangeiro a investir, para superar a crise profunda dos anos 2011-2014. 
Entretanto, a subserviência ao grande capital e à finança especulativa, não podiam ser compatíveis com iniciativas de desenvolvimento industrial. 
A incapacidade da oligarquia portuguesa, que tem estado no poder nestes cinquenta anos, com excepção da curta fase revolucionária (1974-75), deveria ser patente aos olhos dos meus concidadãos. Porém, muitas pessoas deixam-se enganar por polémicas políticas ou pela «fulanização» da política, não vendo realmente o que está em jogo. Outros, pelo contrário, percebem bem o jogo, mas estão interessados em tirar daí o melhor partido pessoal.
Eu nunca vi, na História geral ou contemporânea, uma burguesia de tipo «comprador» se erguer, exprimindo os interesses vitais de um povo. Pode haver momentos em que, por demagogia, os lobos vistam a pele dos cordeiros (.. para os devorar); ou que fazem poses de «leão», mas os seus donos sabem perfeitamente que eles são «gatinhos». 
Gostava de acreditar numa mudança para um pragmatismo desenvolvimentista, como Pepe Escobar parece conceber, para os alinhamentos exteriores de Portugal. Porém, tenho como muito mais provável, por observação do «terreno» e dos actores mais significativos, que a classe «burguesa comprador» jamais irá dar um golpe de rins e fazer as escolhas necessárias para o país. 
Não; o país só poderá renascer pela vontade dos «de baixo», da classe trabalhadora, quando estes tiverem consciência de como foram manipulados, para perpetuação do poder dos oligarcas .

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

É TEMPO DE TRUMP PRESTAR CONTAS


 O drama da decadência cada vez mais acentuada, conduzindo ao colapso, está agora diante dos nossos olhos, com a atualidade das manobras desesperadas dos EUA, qual besta enfurecida, a querer - pela violência - mudar  a situação em que eles próprios (e seus sucessivos dirigentes) se foram metendo, sobretudo a partir do colapso da URSS e do bombardeamento da Sérvia, a chamada «Guerra do Kosovo» sem mandato da ONU, usando uma força esmagadora, matando civis e destruindo edifícios de Belgrado.  Este acontecimento dramático de 1999 foi o primeiro ato de crime de guerra, pós implosão da URSS.  Todas as invasões e bombardeamentos efetuados em seguida pelos EUA e seus aliados, Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria, Irão, Palestina... mostram a criminalidade dos sociopatas no poder, desde essa altura, até hoje: Bill Clinton, G.W. Bush, Barack Obama, Joe Biden e Donald Trump. Todos eles deveriam ser postos num tribunal do tipo de Nuremberga, para serem julgados e condenados pelos seus crimes. 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Estratégica Vitória da China



Os actos de pirataria de Trump contra a Venezuela e Maduro, não apenas foram a confissão da falsidade da «ordem internacional baseada em regras». É também ocasião para muitos governos terem compreendido que não se pode confiar no Estado-bandido ("rogue State") em que se transformou os EUA. Realisticamente, os dirigentes de nações menos poderosas estão desejosos de estabelecer, ou reforçar, laços com os BRICS e - em particular - com a China.

Mas, a sua derrota é também interna: As eleições de meio-mandato irão ser muito desfavoráveis: Já 22 senadores republicanos acabam de se pronunciar pela interrupção do mandato (impeachment) de Trump.
Não só ao nível da política institucional se multiplicam os sinais desfavoráveis para o presidente fora-da-lei: O povo dos EUA tem manifestado o seu repúdio pela política de Trump e sua administração. Ela está - literalmente - a asfixiar a classe trabalhadora e a classe média. As unidades especiais de polícia («ICE») não conseguem, apesar da sua brutalidade, conter a raiva do povo: 
Uma mulher de cerca de 40 anos, foi baleada, quando estava dentro do seu carro, por um agente da ICE. Não foi tratada nas urgências, acabando por morrer. A violência policial contra pessoas inocentes é sempre desculpada. A polícia alega sempre «legítima defesa» e os tribunais fingem que acreditam nisso.
Nos EUA, muitos já compreendem que este é um governo de gangsters, que se comporta com arrogância perante seus próprios eleitores. Os gansters ameaçam também quem protesta contra os atos contrários à Lei e ao Direito. 
Trump e os fiéis dele, não conseguirão fazer com que a cidadania iludida dos «MAGA» volte a votar por eles. Isso significa que perderão a maioria nas eleições. É provável que isto tenha sido um fator para Trump desencadear o ataque-relâmpago contra a Venezuela, convencido de que isso lhe daria um trunfo eleitoral.
Enquanto o desemprego cresce, os ficheiros Epstein vão sendo escrutinados, dando a dimensão real da colaboração do agente da Mossad e pedófilo, com o atual presidente dos EUA.
O desespero é de mau conselho, sobretudo para psicopatas; eles são capazes de tudo para não serem apanhados pela justiça.
Talvez os leitores não tivessem conhecimento de alguns factos aqui relatados. Porém, é a própria média americana que tem informado sobre a crise que o Império atravessa nos planos moral, económico e político.